“Foo Fighters: Back and Forth” (2011) – O baterista e o frontman

“Foo Fighters: Back and Forth” (2011) – O baterista e o frontman

14 de março de 2018 0 Por Rodrigo Reis e Bárbara Ribeiro

Ano: 2011
Direção: James Moll
Duração: 1h40min

Passadas algumas semanas dos mega-shows que foram os do Foo Fighters no Rio e em SP (e do OK, que foram as performances do Queens Of Stone Age) e deles terem ganhado o Grammy de melhor canção de Rock com “Run”, que abriu os concertos por aqui, para quem ficou na saudade talvez seja a hora de ver esse documentário.

“Foo Fighters: Back and Forth” pega a banda desde as cinzas do Nirvana, quando um relutante Dave Grohl deixa a oportunidade de ser baterista do Tom Petty e apesar de muitos torcerem a cara, monta uma banda “Frankenstein” com os ex-integrantes (ele incluso) Pat Smear (Germs e Nirvana), Nate Mendel e William Goldsmith (Sunny Day Real State). Detalhes como a entrada do icônico baterista Taylor Hawkins (ex-Alanis Morissette) e do guitarrista Chris Shiflett em meio a gravações, Grammys e turnês também são mostrados no processo.

O longa é hábil em mostrar que o grupo ganhou seu espaço primeiro por ser uma banda completamente diferente do Nirvana (e que muitos julgam melhor, até) e como o sucesso não veio da noite para o dia, tendo a banda que se provar muito no palco. E é ai que podemos conferir a verdadeira força do grupo: apresentações eletrizantes (sendo o auge em 2008 ao se apresentarem no Wembley Stadium) e gravações feitas literalmente no porão de casa fizeram o Foo Fighters serem hoje umas das mais sólidas bandas do Rock contemporâneo.

Direto ao ponto, o documentário é sincero ao não se abster da saída pouco amistosa dos ex-integrantes William Goldsmith e Franz Stahl (ex-Scream), que aceitaram dar sua versão da história. No encerramento do filme, com a gravação de “Wasting Light”, Dave Grohl é também honesto ao revelar, apesar de reconhecer erros passados, que não mudaria nada na trajetória da banda. E que bom que foi assim.