Então é Natal! E o que a Simone te fez?

Tá chegando o Natal e com ele aquele ódio gratuito contra a cantora Simone e seu hit natalino. “25 de Dezembro” é um disco maravilhoso. Foi lançado em 1995, e eu, uma criança viciada em SBT (naquela época não tinha noção de realidade e não percebia o quão machista e escroto o Silvio Santos pode ser) ficava intrigado com um comercial que anunciava “faltam XX dias para 25 de Dezembro”. Só que pelas contas é quando seria 10 de Dezembro.

Achava aquilo meio louco. O comercial passava em todos os intervalos e se bobear eu nem dormi de ansiedade para saber o que significava essa palhaçada. Eis que chegou o dia e foi anunciado do que se tratava: o disco natalino da Simone.

As rádios tocavam exaustivamente “Então é Natal” e eu ficava bem emotivo. Sempre considerei, não sei exatamente o porquê, o Natal uma data triste. A música é uma versão em português de “Happy Xmas (War Is Over)” do beatle John Lennon, e também foi gravada por nomes como Maroon 5, Sérgio Reis, Padre Marcelo Rossi, Roupa Nova e Luan Santana.

Logo em seguida, comprei a fita K7 piratona (meu amor, eram tempos difíceis antes da internet facilitar a nossa vida) e fiquei apaixonado. É tão brega e tão lindo. Decorei todas aquelas músicas e por um bom tempo convivi com o espírito natalino. O disco fez tanto sucesso que vendeu cerca de 2 milhões de cópias na América Latina e suas vendas aumentam a cada final de ano.

Lembro bem da participação da Simone no programa da Hebe (que saudades, gracinha!) com o coral das Meninas Cantoras de Petrópolis. Todo mundo de branco, aquela coisa linda e tudo mais. Essa imagem sempre me vem na cabeça e lembro do quão impactado fiquei com isso.

Mas o que me levou a escrever esse texto é: esse disco fala de amor, respeito, solidariedade e afins. Só coisas boas e lindas. Reclamamos tanto das palhaçadas da nossa vida, e perdemos tempo criticando gratuitamente um trabalho que só quis levar o amor.

POR FAVOR, PAREM. Porque além de ser um ódio gratuito e desnecessário, é uma piada que já perdeu a graça. O mesmo serve para as piadas sobre a uva-passa e o pavê.


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