Ember Knight e seu Ember & His Orchestra subvertem estilos em seus shows anárquicos

Ember Knight e seu Ember & His Orchestra subvertem estilos em seus shows anárquicos

13 de fevereiro de 2019 0 Por João Pedro Ramos

É meio difícil definir o som de Ember Knight e sua banda, a Ember & His Orchestra. Entre o rock, o folk, o jazz e o experimental, o disco “The Disappointment Cowboy”  é o primeiro da artista e é uma bela amostra de tudo que a artista é capaz, com canções que te surpreendem a cada verso e que às vezes lembram o Mr. Bungle e às vezes lembram os Beach Boys e seu “Smile”. O álbum traz a história de um pequeno leão que acorda no lixo e descobre que o mundo acabou.

O coletivo de Los Angeles relata as aventuras “semi-reais”de Ember Knight e conta com uma formação rotativa de músicos e dançarinos. Em sua página do Facebook,  a formação consiste em Jean Delkhaste (piano e vocal), Magi Calcagne  (vocal, kazoo), Lilliana Villines (vocal, guitarra, kazoo), John Sanchez (bateria), Taylor Bybee (bateria e iluminação), Bobby McCoy (baixo), Hannah Rose Dexter (baixo), Olivia Breibenpha (violino), Alec Santamaria (viola), Maddy Forrest (fantoches), Dominic Gessel (embalagens de remédio e dança), JR Krone (sax e dança), Wendy McColm,  (vocal e kazoo), além, é claro, de Ember (vocal, ukulele elétrico e piano). Ufa!

Atualmente a banda já começou a trabalhar em seu segundo disco, “Cheryl”, uma sinfonia que será apresentada ao vivo com uma apresentação de balé. “Não importa o quê: será muito, muito legal e perturbador. Além disso, estou trabalhando diariamente para estar bastante gostosa em todos os clipes (exceto aqueles em que estou usando bigode)”, conclui Ember.

– Como a banda começou?

Na primavera passada, um amigo me pediu para tocar em seu show de lançamento de seu disco. Eu não tinha uma banda na época. Então eu liguei para os melhores artistas DIY em Los Angeles, e enchi o saco deles para tocarem minha música e serem meus amigos. Tivemos um primeiro show incrível – quero dizer, foi realmente mágico – e todo mundo foi para casa feliz. Então eu marquei outro show e enchi o saco deles novamente.

– E como decidiram o nome da banda?

Eu estava dando uma olhada em discos de jazz na Amoeba ou algo assim, e notei que todos tinham o nome do compositor, seguido por ‘… E SUA ORQUESTRA!’ Pensei: ‘Bem, eu também posso fazer isso e ninguém pode me impedir. Aí surgiu Ember & His Orchestra. Também parecia apropriado porque eu estou escrevendo a música e lançando em meu próprio nome, então pensar em um novo nome para a banda parecia estranho. Eu sou terrível em nomear as coisas. Quando eu tinha 5 anos eu entrei em pânico e chamei meu sapo de estimação de “Janela” (“Window”).

foto por Light Proof Media

– Quais são suas principais influências musicais?

Eu respiro Beach Boys e amo Tenacious D. Qualquer coisa com grandes sentimentos e boa melodia, seja bobo ou emocional ou ambos. Eu sou super exigente com melodia. Neil Young é uma merda.

– Como você definiria o som da banda?

É como Simon & Garfunkel tocando cadeiras musicais durante um tiroteio. O som é difícil de separar do show, já que temos dançarinos fantasiados e um verdadeira briga de travesseiros e um pássaro que é comido por um gato. É muito melódico e bonito, mas cheio de mudanças bruscas e quedas repentinas. É uma montanha-russa com efeitos visuais ao vivo e você está ouvindo metade dela com seus olhos.

– Como está a cena do rock independente em sua área hoje em dia?

Nada bem! Mas vai ficar. As bandas que eu gosto são na maioria das vezes de pessoas da minha banda: Smiling Beth, A Horse A Spoon A Bucket, Euphio e Hannah Rose Dexter, para citar alguns. Todos incríveis e que fazem música linda e original. Eu acredito que – em breve – a comunidade que estamos cultivando irá promover uma cena corajosa e excitante com todos os tipos de projetos e novidades. Já começou.

– Me conta mais sobre o material que você lançou.

“The Disappointment Cowboy” é o meu álbum de estréia, e é o disco que atualmente tocamos ao vivo. Conta a história de um pequeno leão que acorda em uma lata de lixo e descobre que o mundo acabou. Ao longo do álbum, o leão está procurando por seus amigos em uma terra árida, rica em lembranças lúdicas e horripilantes. É um álbum sobre amizade.

– Quais são os próximos passos? Você está trabalhando em novas músicas?

Atualmente estou trabalhando no meu segundo disco, que é uma sinfonia em sete movimentos. Será realizado ao vivo com um balé! Provavelmente em alguma droga de armazém. Mas talvez para a rainha da Inglaterra! Quem sabe. Não importa o quê: será muito, muito legal e perturbador. Além disso, estou trabalhando diariamente para estar bastante gostosa em todos os clipes (exceto aqueles em que estou usando bigode).

– Você tem planos de vir para o Brasil?

O Brasil tem uma grande reputação pela música e eu quero muito ir! Alguém me mande uma passagem de avião no @ Ember-Knight <3

– Recomende algumas bandas independentes que chamaram sua atenção ultimamente!

Smiling Beth, A Horse A Spoon A Bucket, Euphio, Hannah Rose Dexter, Suzie True.