Duo suíço WolfWolf mostra seu “trash’n’roll” cheio de blues e punk inspirado em filmes B

Duo suíço WolfWolf mostra seu “trash’n’roll” cheio de blues e punk inspirado em filmes B

23 de junho de 2015 0 Por João Pedro Ramos

WolfWolf

Em sua página do Facebook, o duo WolfWolf diz que seu blues é “tão limpo quanto uma lixeira de São Paulo”.

Formada em Grünenwald, na Suíça, em 2011, a banda mistura blues e punk gerando um som sujo e white trash (e, segundo eles, tem até alguns elementos de new wave do começo dos anos 80). Vindos “da floresta”, Mr. Wolf e Mr. Wolf (eles não revelam os nomes verdadeiros) só precisam de uma bateria (tocada em pé) e uma guitarra pra criar uma barulheira infernal cheia de personalidade e coesão.

Conversei com Mr. Wolf (é, pode ser qualquer um deles) sobre a carreira da banda, a cena rocker da Europa e o aumento do número de bandas com dois membros no mundo do rock:

– Como a banda começou?

Tocávamos em uma banda de stoner rock chamada The Toenails. Quando a banda terminou, decidimos seguir em frente como um duo (baterista e guitarrista) em um novo projeto. We grew up in the Swiss mountains in the forest. So we wanted a name that connects with the wilderness. And we are two band members. Mr. Wolf and Mr. Wolf.

– Como surgiu o nome WolfWolf?

Nós crescemos nas montanhas suíças, na floresta. Então, queríamos um nome que se conecta com a natureza selvagem. E nós somos dois membros da banda. Mr. Wolf e Mr. Wolf.

– Vocês são uma dupla. Por que este formato é tão popular no rock hoje em dia?

Não tenho certeza. Mas para nós faz sentido porque é simples de trabalhar. Muito mais fácil do que com quatro ou cinco membros.

– Vocês descrevem seu som como “trash’n’roll”. Por quê?

Bom, gostamos de mantê-lo simples e cru. Mas eu realmente não sei se é a descrição correta. Há também uma grande quantidade de punk nele. E Blues, é claro.

– Quais são as suas principais influências musicais?

Na verdade, gostamos de um monte de diferentes tipos de música. Cada década teve grandes bandas e músicas fantásticas. Todos boa música é uma influência e inspiração. Mas é claro que preferimos música com guitarra e bateria.

– Você pode falar um pouco sobre “Homo Homini Lupus”?

Nós gravamos o álbum ao longo dos últimos 4 anos em muitas sessões de gravação de curta duração. Nós geralmente tentávamos gravar duas músicas em um dia, assim tínhamos a certeza de que nenhuma das canções fosse superproduzida e todas fossem bem diretas. Gravamos cerca de 30 músicas para o álbum. As que nós e o público mais gostavam nos shows acabaram entrando no álbum. Tematicamente, é principalmente sobre as coisas estranhas que acontecem na vida.

WolfWolf

– Vocês são muito inspirados por filmes de terror e que tipo de coisa. Quais são seus favoritos?

Todos os tipos de Filmes B dos anos 50 até agora. Desde os filmes de Ed Wood até “Machete”. Nós dois somos grandes fãs de filmes independentes. Para escolher talvez um de muitos favoritos: “The Wolf Man” (de 1941).

– Como é que os filmes de terror se relacionam com sua música?

Bem, eu acho que nossas músicas são sobre os momentos estranhos na vida. O lado escuro e louco de pessoas. Provavelmente é uma maneira similar de mostrar isso com a nossa forma de arte.

– Quais são os maiores desafios de ser uma banda independente hoje em dia?

Eu acho que para ganhar a vida trabalhando em um emprego regular e ainda encontrar tempo para fazer música. Nós temos um selo pequeno e eles fazem um excelente trabalho. Mas ainda é preciso muito tempo para construir conexões e promover turnês, música e assim por diante. Não é fácil, mas eu acho que nunca foi fácil para os artistas que tentam ficar longe do mainstream.

– A cena rock é mais forte na Europa? Eu vejo um monte de bandas novas que vêm de lá, muito mais do que dos EUA …

Sempre existiu uma grande cena subcultural na Europa. Especialmente na Alemanha. E o rock é muito maior do que o hip hop ou soul ou outro tipo de música moderna americana. Então, sim, eu acho que a cena do rock é muito forte. A Europa é definitivamente um bom lugar para ter uma banda de rock.

WolfWolf

– Diga quais novas bandas chamaram sua atenção ultimamente. (Especialmente se forem independentes!)

The Ghost Wolves, do Texas, são uma ótima banda. Parecida com o WolfWolf, mas com vocal feminino. Outra é the Dirty Fences. Óóóóóótima banda! E nós dois somos grandes fãs da cantora suíça Sophie Hunger. Ela provavelmente não conta como artista independente, mas é absolutamente fantástica!