Duo mineiro Blizterin’ Sun traz som cheio de peso e groove no single “Target”

Duo mineiro Blizterin’ Sun traz som cheio de peso e groove no single “Target”

30 de setembro de 2019 0 Por João Pedro Ramos

O duo Blizterin’ Sun é praticamente um recém-nascido da cena mineira. Formada por Anna Luísa Moraes (guitarra e vocal) e Rafael Guedes (bateria), a banda investe em uma mistura de diversos subgêneros do rock, como stoner, grunge, hard rock e punk rock, incluindo até um pouco de ritmos típicos brasileiros no caldeirão sonora. O single “Target” é uma das primeiras amostras do que é o duo, trazendo peso, groove e um refrão irresistível.

“Foi toda produzida pelo André Medeiros, um cara sensacional e muito criativo. O clipe foi feito pela galera da Inhamis, outra galera foda que tem trampos sensacionais”, conta Anna. “A ideia da música veio a partir de um momento que eu tive com um colega de trabalho. Tal situação, que não gosto muito de falar sobre, me fez realmente ficar pensativa sobre o quanto as pessoas se perdem dentro da religião”. Conversei com ela sobre a banda e o single “Target”, além de bater um papo sobre o EP que vem por aí:

– Como a banda começou?

A banda começou como um quarteto. Mas por motivos de falta de sintonia, eu e Rafa tentamos fazer um ensaio duo afim de saber o que poderia estar dando errado da forma como estava. Percebemos nesse ensaio que o som que fazíamos era muito riffado e extremamente simples. E foi ai que realmente começou a Blizterin’ Sun, quando optamos por nos dedicar totalmente pela banda.

– E como chegaram neste nome?

Sinceramente, eu não sei (risos). O nome veio de algum assunto pessoal do Rafa, algo que remete a infância dele. Então, quando colocamos em pauta o nome que a banda poderia ter, ficamos em dúvida por Blizterin’ Sun e Opposite. Gostamos de ambos nomes, então chegamos no ensaio e falamos para um amigo da banda, baixista da banda Saginata, escolher qual ele preferia. Bom, a resposta você já sabe!

– Quem vocês citariam como maiores influências no som da banda?

Citamos sempre Nirvana, Green Day, Three Days Grace, System Of Down, bandas nesse nicho. Mas acredito que cada um tem suas influências particulares. Eu pelo menos me sinto influenciada por cada som que eu escuto, seja ele o estilo que for.

– Normalmente as pessoas acabam remetendo os duos à stoner rock, ou indie rock, algo que não é exatamente o que você citou… Como você definiria o som da banda?

Não sabemos também responder essa pergunta, sinceramente. E nem gostamos de nos titular. Bem clichê essa resposta, né? (risos) Mas é porque realmente é difícil nós mesmos nos definirmos como algo. Mas acredito que nós temos influências de muitas coisas, desde um leve toque brasileiro nas canções, até um grunge, até blues, enfim.

– Porque o formato duo se popularizou nos últimos anos?

Acredito que algumas bandas duo tomaram força de tempos pra cá. As pessoas estão enxergando coisas novas agora. Vejo a galera saturada dessa onda de cover, então se tiver algo novo, as pessoas entram na onda. Mas não se torna algo superficial, entende? Simplesmente mais “aceitável”.

– Como anda a cena independente aí no MG?

Tem muita gente boa, de verdade. Tem uma galera muito criativa, e alguns que estão crescendo na cena, citamos como exemplo o Saginata, Sinestesia, BasementTracks, Raw. Mas vemos também que tem uma galera ainda muito agarrada no tributo e em “imitar” determinadas bandas famosas. De qualquer forma, a cena tá crescendo bastante por aqui.

– Me conta mais sobre este single e clipe que vocês lançaram!

A música “Target” é desde quando ainda estávamos em quarteto. Mas de lá pra cá, adaptamos ela pro nosso jeito. Foi toda produzida pelo André Medeiros, um cara sensacional e muito criativo. O clipe foi feito pela galera da Inhamis, outra galera foda que tem trampos sensacionais. Sobre o som em si, não gostamos muito de nos explicar, pois queremos sempre que a pessoa, independente de quem ela seja, traga para si a letra, e se reinvente com a canção. Mas no quesito pessoa meu, ela se trata sobre um abuso de ideias extremistas em relação a religião. A ideia da música veio a partir de um momento que eu tive com um colega de trabalho. Tal situação, que não gosto muito de falar sobre, me fez realmente ficar pensativa sobre o quanto as pessoas se perdem dentro da religião.

– E vocês já estão trabalhando em novos sons, singles, EP?

Sim, com certeza! No momento estamos pegando mais 3 músicas novas nos ensaios. Estamos fazendo de tudo para lançar nosso álbum no começo do ano que vem, que vão abranger algumas músicas “antigas”, mas trazendo principalmente nossa fase de agora.

– Dá pra adiantar um pouco sobre essas 3 músicas?

Bom, nós vamos desde um som mais sério, até um som esquisito. O nomes são “Nameless Song”, “Forgive Me Lord” e “Only Two Pills”. O que posso adiantar é que estamos entrando em uma fase de experimentação, mas juntando com o que já fazemos, isso soa como algo esquisito, sério e escrachado.

Blizterin’ Sun

– Quais os próximos passos da banda?

Po, então, nós estamos buscando outros lugares para tocar, pois queremos atingir novos públicos com nosso som e sentir a reação deles. E também para poder expor nosso trampo, claro (risos). Mas acho que estamos cada vez mais caminhando para explorar novos estilos. Não queremos seguir uma linha apenas, mas também não pretendemos perder nossa identidade. Acredito que os futuros sons serão talvez mais dançantes e “dark” e como sempre muuuito riffados!

– Recomende bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

Então, curtimos demais a galera da BasementTracks, Papisa, Nuclei, Saginata, Traste, Comandante 22… Enfim. Acho que tem uma galera por ai! Toda essa galera tem cada um seu som, estilos diferenciados e alguns estão ai na cena a um bom tempo.