Dummy: o primeiro álbum do Portishead completa 25 anos

Dummy: o primeiro álbum do Portishead completa 25 anos

22 de agosto de 2019 0 Por Luiza Padilha

Hoje, uma das obras-primas da década de 90 está completando 25 anos. “Dummy” é o primeiro álbum de estúdio do Portishead. A banda, formada em Bristol, está em ação desde 1991, mas seu primeiro disco oficial foi lançado apenas em 1994.

“Dummy” traz 11 faixas repletas de melancolia e sensualidade e foi um marco para consolidar o trip-hop como estilo, junto de “Blue Lines”, álbum de estreia do Massive Attack, de 1991.

Pode-se dizer que o trip-hop foi criado pelo coletivo The Wild Bunch, pois foram as pessoas dali que resolveram mudar a coisa dentro da música eletrônica: ao invés de criarem músicas em upbeat, como andavam sendo feitas, passaram a criá-las em downbeat. Isso foi durante a década de 80, quando nem se falava em trip hop – o estilo só foi começar a ser chamado assim durante a década de 90. No final da década de 80, o Wild Bunch começou a se dissolver e alguns dos membros vieram a criar o Massive Attack.

A capa do primogênito do Portishead traz em sua capa um frame do curta “To Kill a Dead Man”, criado pelo próprio gurpo e que é um filme de espionagem que gira em torno de um assassinato e suas conseqüências. O filme é apresentado na seção bônus da versão em DVD do Roseland NYC Live, lançada em 2002.

Talvez seja impossível não se surpreender à primeira audição de Dummy. Agora, imagine isso há 25 anos, Foi um choque. A voz da musa Beth Gibbons é hipnotizante, ainda mais quando combinada a sonoridade de um instrumento como o teremim. Com a sonoridade que carrega, o álbum poderia ter sido tranquilamente lançado no mês passado, pois estava muito à frente do que estava sendo feito naquela época, entre flanelas e collants.

Agora, preciso mencionar algumas participações especiais no disco: Weather Report, Isaac Hayes, War e Lalo Schifrin. Todos-no-mesmo-disco. Fora o Portishead, que já é um absurdo como unidade.

 “Dummy” é um senhor álbum, um marco. Merece ser ouvido com toda sua atenção. Se você nunca fez isso, separa um vinhozinho e relaxa, pois o disco pede um clima à altura.

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