Derrota vira a página e lança compacto “XXX” em vinil pela Neves Records

Derrota vira a página e lança compacto “XXX” em vinil pela Neves Records

29 de agosto de 2018 0 Por Mário Mariones

A banda de Americana Derrota lançou no final de junho seu primeiro trabalho em vinil, o compacto em 7″ “XXX”, pela Neves Records, com material inédito e pela primeira vez com vocais. Formada por Leonardo Cucatti (guitarra), Jesse Oliveira (guitarra), Nathalia Motta Oliveira (guitarra),  Eduardo Camargo (baixo) e Marcel (bateria), a Derrota faz um som que puxa para o post rock e é em sua maior parte instrumental, contando com vocais de convidados, como Sick e Rodrigo Lima, do Dead Fish, em algumas músicas. Conversamos com Leo sobre o lançamento do vinil:

– Vocês lançaram vinil recentemente pela Neves Records. Como foi esse processo todo?

Cara, foi um lance muito legal. Conversamos com o Neves algumas vezes, estávamos com uma agenda de shows bem legal e a partir daí ele demonstrou interesse em lançar um compacto 7″ nosso, mas queria um material inédito e uma capa legal (que chamasse atenção). Nós já tínhamos uma música pronta que estávamos afim de gravar, ‘Permanência’, que tem participação vocal do nosso amigo Sick, aí fizemos mais uma música ‘Sinestesia’ que ficou bem legal e acabou virando o lado A do compacto. Gravamos essas músicas em Campinas no Stage Records com o Granja e o Caio Ribeiro, foi uma experiência muito boa! Ficamos bem satisfeitos com o processo e com o resultado! E nós fizemos as capas em serigrafia a partir da foto de um amigo, o China. Tudo feito em serigrafia manual.

– Vocês vem de outras bandas, como foi essa mescla de influências e trajetórias na contribuição na sonoridade?

Essa vivência que cada um tem ajuda bastante na hora de compor e criar, as idéias vão surgindo, se completando, de uma forma bem natural.

– Como surgiu o Derrota?

A ideia inicial foi minha, eu já tinha saído do magüeRbeS há um tempo, aí ficava tocando em casa, sozinho, e assim algumas ideias foram surgindo. Eu já tinha vontade de ter uma banda instrumental, e comecei a compartilhar esse material com a Natt. Finalizamos juntos as primeiras músicas e a ideia era só gravar, mas aí começamos a ensaiar com a banda completa e a vontade do derrota ser uma banda foi só aumentando.

– E a participação no Converse Rubber Tracks – como rolou?

Tem várias histórias interessantes sobre essa gravação (risos). O Rubber Tracks tinha que fazer um cadastro pelo site e as bandas eram selecionadas e convidadas, para um dia no estúdio Family Mob em São Paulo, com o produtor que estivesse disponível no dia, mas só gente de peso. Nesse um dia de estúdio a banda podia escolher o que fazer, por exemplo: gravar uma música, gravar bateria para um disco completo, mixar, gravar mais músicas, vídeos… Enfim, tudo o que fosse possível fazer em apenas um dia de estúdio. Quando fomos selecionados, já estávamos com a ideia de gravar essa música “Em Vão”, que tem participação do Rodrigo Lima, vocalista do Dead Fish. Era nossa primeira música com voz e já estávamos compondo com ele, então achamos que seria uma boa aproveitar para gravar com ele lá em São Paulo. Porém, no dia que fomos gravar, o estúdio ficou sem energia. Passamos o som, deixamos tudo pronto para gravar, saímos para almoçar e quando voltamos, aquela derrota. Estúdio sem energia: passamos o resto dia conversando e esperando voltar a força, mas não voltou, então viemos embora para Americana pensando se daria certo na agenda dele novamente. Mas o Family Mob remarcou nossa participação até que rapidamente e dessa vez deu tudo muito certo, chegamos no estúdio para gravar e por coincidência os gringos da Converse estavam lá para assinar o novo contrato, então tinha um buffet com tudo a vontade para recebê-los, mas isso seria somente à noite. Tinha também um piano novo, que tinha sido do Tom Jobim e nunca tinha usado lá, um pianista ia tocar a noite, durante o evento para os gringos, e nós fomos os primeiros a usar esse piano na gravação. Bom, gravamos a música, o Rodrigo gravou a voz, mixamos e tudo mais, e então vieram nos falar que o pianista furou e não faria o show a noite. Aí nos convidaram para fazer um show ali mesmo no evento para os gringos. Foi massa, show, comida e bebida a vontade, música gravada… Tem um vídeo muito legal desses dois dias no youtube!

– A música de vocês exalta várias camadas, com bastante densidade. Como rola o processo de composição?

A gente compõe assim: geralmente alguém vem com um riff, e quem ouve em seguida vai complementando com uma melodia ou harmonia.. no início das composições são as guitarras que desenvolvem mais, em seguida vem o baixo e bateria.

– Como vocês veem a cena independente hoje em dia, especialmente no interior de SP?

A cena vem pulsando, a gente mesmo com o coletivo garapa vê isso, nós somos a cena, se quisermos que as coisas andem, temos que trabalhar pra isso acontecer, e o bom é que temos amigxs que fazem o mesmo, estamos todos bem amparados pela cena.

– Quais os próximos passos? Deixem um recado pra quem segue e curte a banda!

A gente quer tocar bastante por aí… No momento estamos finalizando nosso primeiro disco cheio, reta final da mixagem, depois vamos pensar na capa e em como vamos lançar esse disco. Também estamos editando a segunda parte do documentário sobre o lançamento do compacto ‘xxx’. Queremos tocar! Chama a gente pra tocar na sua cidade (risos)