Curitibanos do Splippleman apresentam seu primeiro disco, “Welcome To The Magic Room”, gravado em Abbey Road

Splippleman

Os curitibanos do Splippleman já começaram sua carreira com o pé direito. “Welcome To The Magic Room”, seu primeiro disco, foi gravado em Abbey Road, lugar icônico para os fãs de rock, especialmente os Beatlemaníacos. “A atmosfera do estúdio favorece a criação e a ótimas performances, talvez até pela empolgação trazida pela história do lugar”, contam.

Formada por Lincoln Fabrício (voz, violão), Fábio Serpe (guitarra, violão, backing vocals), Ricardo Bastos (baixo), Emanuel Moon (bateria) e Sérgio Justen (piano, teclados), a banda mostra em seu primeiro trabalho suas influências de rock clássico, como Rolling Stones e The Who, sem deixar de lado o peso do rock alternativo dos anos 90 e uma pitada do indie rock atual. Vale a pena conhecer faixas como “X Ray Riff Machine”, música que gruda na cabeça na primeira audição.

Conversei com eles sobre sua carreira, a gravação de “Welcome To The Magic Room” e o esquisito nome da banda:

– Como a banda começou?
O Lincoln Fabrício, nosso vocalista, estava com muita vontade de fazer uma banda para honrar o convite de um amigo e abrir a apresentação dos Titãs em uma festa particular, em Campinas. Ele chamou o Ricardo Bastos (baixista). Depois foi fácil! Ricardo, que também era técnico de estúdio, chamou para guitarra o Fábio Serpe, que conheceu quando foi técnico de gravação do segundo CD da Sinhá Vitória. Trabalhou com Fábio, também como técnico e na época deste convite para o show em Campinas, nas gravações do primeiro CD da Supertônica. O Moon (baterista) foi uma escolha natural, afinal, eles (Ricardo e Moon) se conhecem e tocam juntos desde outras vidas, a conexão é telepática. O Sérgio (pianista) completou o time um pouco antes das gravações. Veio através do Lincoln também. Costumamos dizer que algumas coisas acontecem porque queremos que aconteçam. Outras, simplesmente acontecem. A SplippleMan foi assim… surgiu porque surgiu e porque queríamos que surgisse!

– De onde saiu o nome Splippleman?
Nome de banda sempre precisa ter várias versões! Sabe aquela história que autobiografia é pura ficção? Vero! E a verdade?! A verdade está no romance… no nosso caso, nas letras. O que até hoje encontramos sobre o nome foi: Aquele que splipple. Verbo inexistente, do inglês “to splipple”: fazer algo de qualidade para impactar alguém de qualidade. Verbo transdisciplinar simples, mais que direto. Aquele que vem da SplippleLand (terra virtual dos sonhadores reais). Das brincadeiras de luta dos meninos Brunão e Rá com o pai: Spli POW! – te peguei (gotcha!)

– Me fale mais sobre o disco que lançaram este ano.
“Welcome to the Magic Room – Splippleman at Abbey Road” é nosso 1º album. Gostaríamos que as pessoas ouvissem, pois há muito para falar e, ao mesmo tempo, pode falar algo diferente para cada um. O que podemos dizer é que caprichamos, buscando fazer um disco com o bom e nosso Rock and Roll, sem tentar copiar alguém.

– Como foi a gravação deste disco em Abbey Road? Como foi a viagem?
Jornada fantástica, com uma gravação incrível e uma viagem inacreditável em uma semana ensolarada. A atmosfera do estúdio favorece a criação e a ótimas performances, talvez até pela empolgação trazida pela história do lugar. A primeira coisa que ouvimos do engenheiro de gravação foi “Welcome to the Magic Room“. Aquela sala é mesmo mágica! Nos intervalos das gravações vimos shows do Rolling Stones no Hyde Park e do The Who em Wembley Arena (ambos disponíveis em DVD/Blu-Ray).

Splippleman

 

– Quais são suas principais influências musicais?
Somos cinco pessoas com gostos diferentes, e não só voltado ao rock. Isso cria uma química especial entre nós. Mas, dentro do rock, há muitos pontos de convergência, como Beatles, The Who, Queen, Led Zeppelin etc.

– Porque optar pelo inglês?
É a linguagem universal. A linguagem universal do Rock!

– Quais são as vantagens e desvantagens de ser uma banda independente no Brasil?
Podemos fazer tudo exatamente do nosso jeito, isso é uma grande vantagem… principalmente artística! A desvantagem é a maior dificuldade para alcançar pessoas que normalmente não nos escutariam.

– Os serviços de streaming e a internet em geral são um aliado ou um vilão para as bandas independentes?
São aliados, sem dúvida nenhuma. Lugares em que é possível hospedar sua música gratuitamente e blogs são muito importantes e ferramentas poderosas.

– O Brasil tem uma cena de rock forte fora dos radares do mainstream?
Nem tanto. Por isso também a opção pelo inglês. Há bandas boas e bastante gente com vontade de fazer as coisas acontecerem, mas num país continental como o nosso é difícil sair do contexto regional.

– Recomende bandas (de preferências independentes!) que chamaram a atenção da banda nos últimos tempos.
As bandas mais legais que temos ouvido foram descobertas na internet, principalmente no soundcloud. The Capistrano Birds, David Skellenger, Paul Errington são três dos vários artistas legais que conhecemos por lá.

Ouça “Welcome To The Magic Room” aqui:


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