Construindo Vitor Hugo: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o EP “Urbanú”

Construindo Vitor Hugo: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o EP “Urbanú”

17 de junho de 2019 0 Por João Pedro Ramos

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o cantor Vitor Hugo contando quais músicas influenciam seu EP “Urbanú”.

“Criar um álbum é uma trança longa de várias referências, afetivas, diretas e indiretas. Apresento aqui um recorte de 20 músicas que fazem parte da pesquisa e criação do “Urbanú”, meu EP-Visual de estréia. Um pedacinho do meu mapa musical pra vocês!”

Sade“Sweetest Taboo”
Sade pra mim é o colosso da minha pesquisa musical. Sempre ouvi muito. Cito “Sweetest Taboo” logo de início por ter sido o ponto de partida das referências para a criação do “Urbanú”. Obra clássica e eterna.

Curumin“Boca Cheia”
Curumin é minha maior referência para a musicalidade desse EP, não a toa é o produtor e arranjador do álbum. Escolhi “Boca Cheia” por ser uma faixa que eu amo e que diz muito sobre sua excelência nos grooves. Mas poderia botar a obra inteira aqui que valeria!

Bobby Caldwell“What You Won’t Do For Love”
Swing absoluto e pressa nenhuma de acabar. Acho essa música chiquérrima e sensual, duas características que tento buscar com o “Urbanú”.

Baianasystem“Terapia”
Quase não dá pra não citar BaianaSystem como referência hoje em dia, né?

Anelis Assumpção“Gosto Serena”
Anelis é muito importante na minha formação musical, por eu sempre ter escutado e visto de perto seus processos de criação. Gosto da Serena por ser uma composição linda, e junto com os arranjos fantásticos de Beto Villares torna-se uma obra prima da música brasileira.

Minnie Riperton“Inside My Love”
Algumas músicas feitas entre as décadas de 60 e 70 tem efeito direto no processo de criação do Urbanú. Grooves malandros, com poucas viradas, mantendo o ritmo e swing da música. Minnie Riperton exemplifica bem esse momento.

Katinguelê“Corpo Lúcido”
O pagode tem efeito importante na minha criação como compositor. Era inevitável ouví-lo, e foi inevitável cantá-lo (sou vocalista do Bloco Lua Vai, que exalta os pagodes dos anos 90). Escolhi “Corpo Lúcido” por ser uma composição linda e emblemática desse período.

Michael Jackson“Off The Wall”
Dispensa qualquer apresentação. Michael é imortal, rei do pop, e essa junção com Quincy Jones é a confirmação de que a música preta é o suprassumo, sem exageros. Ouço Michael quase diariamente, “Off The Wall” é só um bom exemplo.

Jungle“Casio”
Descobri essa banda recentemente e fiquei passado com a musicalidade, timbres e beats refinadíssimos. Sem falar dos clipes. Coisa de gente grande.

Remi feat. Jordan Rakei“Lose Sleep”
Sou fã do Remi, acho fino tudo que ele lança. Um jeito sexy de cantar e fazer rima. Esse feat. com Jordan Rakei roubou meu coração.

Masego X Medasin“Girls That Dance”
Masego é um dos maiores criadores contemporâneos de música, ao meu ver. Transita entre a alta tecnologia, com timbres e beats eletrônicos, sem perder a textura e o swing orgânico. “Girls That Dance” diz muito desse seu estilo: mixagem fantástica e ultra atual com solos de sax que poderiam datar sua música pra algumas décadas atrás, mas não o fazem. Finesse pura.

Tetê Espíndola“Cuiabá”
Tetê é minha madrinha musical e uma das maiores cantoras do Brasil. Sou apaixonado por toda sua obra, que deveria ter um reconhecimento muito maior. Cuiabá faz parte do seu álbum mais emblemático, Pássaros na Garganta. Vale o play.

Whitney Houston“For The Love Of You”
Todo mundo já nasceu sabendo que Whitney é uma grande cantora. Agora “For The Love Of You” me mostrou uma faceta além das suas baladas românticas, trilhas famosas de blockbusters. um É R&B swingado, com canto suave e super chique. Coroação da versatilidade de Whitney.

Vanjess“Touch The Floor”
Descobri essa dupla de irmãs nigeria-americanas logo no começo do processo do “Urbanú”. Acho incrível como elas trazem com clareza suas referências diretamente dos Acid Jazz dos anos 90, mas sem esquecer do cartão de visita que é a originalidade do seu som.

Snoop Dogg“Sensual Seduction”
Snoop Dogg é fantástico. Conseguiu descobrir um tom bem-humorado pras suas criações, e é referência clássica dos adolescentes dos anos 90 e 2000. Sensual Seduction é uma que eu pinço da sua obra com certeza.

Nina Simone“Baltimore”
Essa lista poderia ser só de músicas da deusa Nina Simone. “Baltimore” é uma jóia rara da sua obra, um reggae de musicalidade macia, mas com poesia densa, característica absoluta de Nina.

Hyldon“Sábado e Domingo”
Hyldon é um dos expoentes da música brasileira dos anos 60 e 70. Sábado e Domingo é pintada pela aquarela da música preta americana dessa época. Goleada do Hyldon.

Tulipa Ruiz“Tafetá”
É impressionante a qualidade do disco “Dancê” da Tulipa (com produção do seu irmão e parceiro, Gustavo Ruiz). Em todos os detalhes, desde à capa aos arranjos incríveis. Uma beleza. Tafetá não deixa barato, e traz nada menos que a participação de João Donato. Estirpe!

Liniker“Calmô”
Liniker é uma presença em música, e as divide comigo como um desenho lindo que acabou de pintar. Calmô é uma que eu amo. Fica o destaque.

New Kids On The Block“Please Don’t Go Girl”
Por ter nascido na década de 80 as boybands sempre foram elementos presentes na minha cartografia musical. “Please Don’t Go Girl” é um emblema interessante desse recorte e que, junto com outros grupos como Sampa Crew, tem ação direta sobre as referências do “Urbanú”.

Ouça: