Construindo Stringbreaker and the Stuff Breakers: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o Stringbreaker and the Stuff Breakers, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Led Zeppelin“Communication Breakdown”
Guilherme: Foi a música que me fez querer tocar guitarra, lembro de ouvi-la e travar na frente do rádio. Depois disso, nada mais foi como antes. Se não fosse por “Communication Breakdow”, não estaríamos tendo essa conversa agora.

Jeff Beck“You Know What I Mean”
Guilherme: É a faixa que abre o “Blow by Blow”, uma demonstração de que é possível fazer Rock com balanço, peso, pegada e instrumental! Foi uma paixão a primeira audição e também a influencia definitiva na composição do nosso primeiro álbum.

Rival Sons“Pressure and Time”
Guilherme: Rock’n’Roll à moda dos 70’s com uma mix forte, clara e atual. Sem dúvida uma referencia de como queria que os nossos discos soassem. Linguagem oldschool e gravação contemporânea.

Joe Bonamassa“Slow Train”
Guilherme: O que esse cara faz com a guitarra é coisa de outro mundo! Sem dúvida é uma grande influencia e uma grande inspiração! Além disso, acredito que ele também tem grande importância ao trazer o blues e o blues rock de volta aos holofotes!

Blackberry Smoke“Up In Smoke”
Guilherme: Descobri o Blackberry através da banda onde conheci o Sérgio, Hellbilly Rebels, eles tocavam “Up in Smoke” nos shows e pirava no som. Além da descoberta de uma das bandas que certamente, hoje é uma das minhas favoritas, ainda tem essa coisa de marcar o começo do nosso trabalho juntos.

Hellbilly Rebels“Motor Heart”
Guilherme: Eu produzi o primeiro disco da Hellbilly, banda em que o Sérgio é baterista também. Foi trabalhando nessa música que encontramos uma enorme semelhança de referencias e gostos musicais. Acho que foi por aí que começou a parceira que virou o StringBreaker & the StuffBreakers.

Jimi Hendrix“Little Wing”
Guilherme: Outra aula de guitarra! Tem muito dela no jeito de conduzir as bases do StringBreaker. Aliás, não só no String… Nem precisa procurar bem pra ouvir o estilo do Hendrix conduzir as bases em vários guitarristas, de SRV a John Mayer.

Philip Sayce“Save Me From Myself”
Guilherme: Mais uma referencia de linguagem, fraseado, composição e som de guitarra! Blues Rock da pesada com vibrações dos anos 70! Destaque para o riff principal e para solo!

Camel“Nimrodel – The Procession – The White Rider”
Guilherme: Essa música é uma viagem musical incrível! Trocas de clima, andamentos, timbres e tudo mais. Progressivo de primeira! Estava ouvindo muito Camel na época em que trabalhavamos no “Re-Breaker” e acho que tem um pouco dessa vibe em algumas músicas. “Área 78” representa bem essa influencia.

Led Zeppelin“Bron-Yr-Aur”
Guilherme: Belíssima faixa acústica do “Physical Graffiti”, que é um dos meus discos preferidos do Led Zeppelin. Gosto muito das composições acústicas do Page e de fato elas me influenciaram muito nas faixas “Rainy Afternoon In Gonçalves” do nosso primeiro álbum e tanto em “Freedom Walk” como no “Requiem in F#m” que estão no “Re-Breaker”.

Deep Purple“Burn”
Sérgio: Uma faixa literalmente QUENTE! Ela traz com maestria a sensação da correria e do caos da invasão de uma bruxa numa vila pacífica como se fosse um filme. Vale a pena conferir a versão do California Jam de 1974. Menção mais do que honrosa para a faixa “You Fool no One”, do mesmo álbum “Burn” e presente no mesmo show! Deep Purple foi uma das bandas que quando eu ouvi pela primeira vez sabia que estaria comigo pelo resto da vida. A sensação de “é isso que eu quero” foi imediata e permanece.

Led Zeppelin“Achilles Last Stand”
Sérgio: Essa é música avassaladora, instigante e empolgante da primeira à última nota, e que te deixa órfão quando acaba querendo mais rock. Uma música de 10 minutos que quando você se dá conta acabou e você está boquiaberto se perguntando o que houve. Led é um ponto comum pra nós, definitivamente uma das pedras de fundação do String.

Rush“Tom Sawyer”
Sérgio: Grande faixa da banda canadense! Fazemos inclusive uma homenagem na versão ao vivo da “Travel at the Southern Lands” incluindo o solo de bateria original do Rush. Tem diversas aparições das levadas de condução Peartianas em sons do string, e a clássica virada de caixa na “Rock’n’Roll CAPO”!

The Who“We Won´t Get Fooled Again”
Sérgio: Definir “Pedrada rock”? Está aí, só ouvir! O Who é INTENSO! Tentamos trazer elementos dessa energia em diversas músicas nossas. Destaque para as linhas de baixo que são espetaculares.

Beatles“Strawberry Fields Forever”
Sérgio: Beatles tem bastante coisa muito interessante na carreira inteira, mas esta música é da fase da carreira deles que me soa mais densa e mais interessante. Ela mostra como um acorde triste na progressão muda o clima tão bruscamente que parece que o céu escurece e vai chover na hora.

Pink Floyd“Shine on You Crazy Diamond”
Sérgio: Pink Floyd é uma banda mestre em climas e texturas, e em algumas músicas traz um crescendo do mood mais tranquilo para um rock mais forte, sempre se apoiando em riffs marcantes quando sobe o peso. Este é um elemento genial, que procuramos aproveitar no nosso som também, a exemplo da nossa música “Eventide”.

Styx“One With Everything”
Sérgio: Uma música que está presente em um dos shows que abriu meus horizontes. “Styx Live with the CYO Orchestra” é uma verdadeira aula de rock. O baterista do Styx é o genial Todd Suchermann, autor de um dos melhores métodos de bateria e uma grande influência pra mim.

Kansas“Carry on my Wayward Son”
Sérgio: Uma das primeiras músicas que eu ouvi no universo do rock. Basicamente minha cabeça explodiu com os coros, os hammonds, o solo de guitarra, mudança de ritmo no final, solos, etc. Essa é uma música completa, uma das melhores já gravadas na história do Rock, na minha humilde opinião (junto com “Easy Lover” do Phil Collins, mas estou ficando apertado de músicas (risos)).

Dave Matthews Band“#41”
Sérgio: Apesar dessa banda ser do universo mais country/pop, ela conta com um baterista genial, o grande Carter Beauford, e um ponto chave: o bom gosto. A grande contribuição dele pro meu play é justamente a preocupação com o bom gosto, sem deixar de colocar detalhes muito interessantes nas músicas, mas que não se sobressaiam demasiadamente. Minha filosofia de boa composição é o “fácil de ouvir, bonito de ver e difícil de tocar”, e esse cara é MESTRE nisso! Tem umas coisas bem na linha dele na “Pigeon Turn On” e na música nova “Take 25”.

Queen“Bohemian Rhapsody”
Sérgio: Impossível começar e não terminar. E não cantar junto também! As trocas de partes, mudanças de climas e o modo como a história é contada é surreal. Tentamos fazer isso nas histórias do String como “Railroad Aboosin´” e “Area 78” por exemplo, mas com o agravante de não termos letras.. e nem o Freddie (boa sorte pra gente (risos)).


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