Construindo Fu_k the Zeitgeist: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

Construindo F_ck the Zeitgeist

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o F_ck the Zeitgeist, de Porto Alegre. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Tobacco“Gods in Heat”
Eu conheci o trabalho do Tom Fec/Black Moth Super Rainbow pelo fantástico podcast “Song Exploder”, justamente dissecando esta faixa. Foi um daqueles sons que mudou meu jeito de produzir. Eu já vidrado em K7/lo-fi, mas aí eu chutei o balde de vez, comprei um Tascam Portastudio e comecei a usar direto nas minhas faixas.

Nine Inch Nails“The Hand That Feeds”
Quando se fala em Nine Inch Nails, geralmente se celebra a fase mais antiga em torno ali do “Downward Spiral”. Curto muito, mas confesso que tenho uma atração forte pelo NIN mais recente, mais eletrônico. Essa faixa me pegou de jeito desde a primeira vez que ouvi. Sempre acabo voltando nela.

Autolux“Soft Scene”
Eu já era super fã da banda desde os outros dois albuns, mas este terceiro acima de tudo me apresentou o trabalho do Boots como produtor. É um cara que venho seguindo a carreira de perto desde então, muito inspirador. Essa foi a primeira faixa que ouvi do “Pussy’s Dead” e nunca mais me saiu da cabeça.

Peter Gabriel“Darkness”
Sendo “do contra” mais uma vez meu album preferido do mestre é o “Up”, o último album de estúdio valendo dele. Essa faixa de abertura acho avassaladora. Mexeu bastante comigo e me abriu a cabeça pro uso de samples estratégicos na minha música.

Silverchair“Across the Night”
O Silverchair “grunge” dos primeiros discos nunca me atraiu, mas quando ouvi o “Diorama” levei uma voadora. Arranjos de cordas de Van Dyke Parks + produção do David Bottrill também não fazem mal algum. Ouvi um podcast com David recentemente onde ele comentou que o Daniel nem sabia tocar piano quando fez este álbum, aprendeu na raça. Abrir um álbum com um épico destes é o sonho de qualquer artista (o meu ao menos).

North Atlantic Oscillation“Drawing Maps From Memory”
Eu já não nutro mais aquela ansiedade da juventude sobre novos discos, mas esta banda foi uma das últimas que eu pré-comprei o primeiro album e esperei babando a chegada tendo ouvindo apenas uma faixa (“Drawing Maps From Memory”). Quando o  CD (“Grappling Hooks”) chegou, viciei instaneamente e eventualmente acabei fazendo até remixes pros caras. O baterista deles até participa numa faixa do meu próximo album.

Genesis“Entangled”
Muita gente me olha torto quando eu digo que minha fase favorita do Genesis é 1975-1980 quando o Phil Collins assume os vocais. “A Trick of the Tail” é um disco maravilhoso e o mellotron de coro do Tony Banks no final dessa faixa é fácil das coisas mais lindas já gravadas. 

Refused“New Noise”
Punk rock é um tipo de som que eu nunca consegui me interessar muito. Mas esta banda é uma bela exceção. “A Shape of Punk to Come” é um album que eu descobri na base da curiosidade. Ele estava destacado no site All Music um determinado dia que eu tive a sorte de passar por lá. Eu resolvi procurar algo na web e tomei um nocaute que ainda não me recuperei. Escolhi essa faixa porque foi a primeira que ouvi. Amo este album de ponta a ponta. 

Som Imaginário“Armina”
Quando faço uma lista de músicas assim sempre tem um camarada pra dizer: “E as bandas brasileiras, cadê?”. Então aqui vai uma faixa do meu disco brazuca predileto de todos os tempos, “A Matança do Porco”. Um sonho: remixar esse disco para um relançamento.

I Mother Earth“Meat Dreams”
Essa é a banda obscura que eu mostro pra todo mundo esperando que todos amem o tanto quanto eu e ninguém liga a mínima. Ele foi produzido/mixado pelo gigante David Bottrill mais ou menos na época que ele também fez o “Lateralus” do Tool. Pra mim é um encontro de Tool com Jane’s Addiction e não tem um milésimo de segundo deste album que eu não adore. Esta faixa é o “épico prog” do disco.

Radiohead“The National Anthem”
Quando eu era bem jovem eu tinha um gosto musical bastante diferente e detestava Radiohead. Felizmente eu amadureci e rapidamente se tornou uma das minhas bandas prediletas. Essa faixa foi uma das primeiras a me fazer mudar de ideia.

King Crimson“Indiscipline”
Eu confesso que as letras das músicas são o último elemento que eu levo em consideração. Mas como o King Crimson é uma banda que acho todos os discos bons (desde 69 nenhuma bola fora!), vou trazer essa faixa que tem minha letra favorita de todos os tempos. Vale muito procurar a história por trás dela! 

St. Vincent“Black Rainbow”
Annie Clark é amor a primeira ouvida, né? Que artista extraordinária! “Black Rainbow” é outra, que assim como “Entangled”, tem uma seção final avassaladora. Uso este aspecto então pra me ajudar a escolher uma faixa apenas num cânone tão rico.

David Bowie“Subterraneans”

Eu me tornei fã do camaleão do jeito mais “errado” possível. Eu vivia meio alheio ao trabalho dele até que um grande amigo e colaborador me sugeriu assistir “O Homem Que Caiu na Terra”, filme que imediatamente se tornou um dos meus favoritos. Pesquisando sobre a obra, descobri que David compusera faixas para a trilha e elas acabaram não sendo usadas. Só que parte do material acabou reciclado no “Low” e aí tava feito o estrago.

Frank Zappa“Florentine Pogen”
Escolher uma do mestre é barra, mas “Florentine Pogen” é uma daquelas que contém tudo que eu adoro na obra dele. Tem um tema lindaço, tem humor, tem vocais destruidores, quebradeira e locuragem. Minha formação favorita dos Mothers e meu disco predileto, o “One Size Fits All”.

Steven Wilson“The Raven That Refused to Sing”
Steven Wilson foi meu “guru” por muitos anos, o cara que me direcionou nesta carreira de artista/produtor/multintrumentista. O meu trabalho favorito dele é o album “Grace For Drowning” de 2011, mas esta faixa pra mim é a mais incrível composição de toda a carreira dele (incluindo o Porcupine Tree).

Chrisma“Sharon Tate”
Esta composição do meu amado Diego Medina neste duo brilhante com o Michel Vontobel é minha composição brasileira favorita dos últimos 30 anos (talvez mais). Não vou nem falar do clipe genial.  Agora que temos uma nova banda juntos, estou na torcida por fazermos uma versão ao vivo desta pepita.

OSI“Wind Won’t Howl”
Sou fã de carteirinha do Kevin Moore desde que ele abandonou o prog metal pra se tornar a mente por trás do Chroma Key e eventualmente metade da identidade do OSI. Uma das minhas maiores frustrações na vida é não saber cantar e se eu soubesse e tivesse um bom timbre, gostaria de usar a voz desta maneira fria e quase monotônica que ele usa. “Wind Won’t Howl” é uma daquelas faixas que eu queria ter composto. 

Susanne Sundfor“The Silicone Veil”
A essa altura já deu pra perceber que composicões/produções “over the top” são minha kryptonita e a parte final desta faixa é incrível. Este clima Kate Bush escandinava deste disco me atrai muito. Ela está mais eletrônica atualmente, mas sigo gostando de tudo que ela lança. Voz belíssima.

Bjork“Bachelorette”
Uma das minhas assinaturas de produção mais recorrentes é usar tímpanos de orquestra nas músicas. Adiciono sempre que possível, sem moderação. Como é muito difícil escolher uma faixa da Bjork, vou me apegar a este aspecto pois este combo beat eletrônico + orquestra deste som é impressionante e uma referência constante pra mim.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *