Construindo Cachalote Fuzz: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda mineira Cachalote Fuzz, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Sonic Youth“Within You Without You”
Arthur: Música lançada numa coletânea chamada “Sgt Pepper Knew My Father”, de 1988 que tinha o Sonic Youth e outros grandes nomes. Conheci o Guilherme (guitarrista) a uns seis anos atrás e resolvemos formar a banda. Eu como fã de Sonic Youth, ele fã de Beatles, essa música foi o encontro sonoro que fez tudo fluir.

Jupiter Apple“As Tortas e As Cucas”
Arthur: Hino dentro da Cachalote Fuzz. A gente discute mil coisas, mas quando o assunto é Jupiter na banda, ninguém discorda de nada. Amamos esse maluco e concordamos que ele é um dos maiores da psicodelia brasileira, sem mais.

Velvet Underground“I Can’t Stand It”
Arthur: A gente já fez frituras e frituras com esse som bicho, desde o começo da banda, até hoje. Velvet Underground é escola pra todos nós e uma grande influência no nosso jeito de tocar.

Caetano Veloso“Mora Na Filosofia”
Arthur: O “Transa” é um dos maiores discos da música brasileira. Caetano Veloso tava em sua melhor fase e o Jards Macalé arrebentou nos arranjos. Tocamos essa música no primeiro ensaio da banda.

Brian Jonestown Massacre“Anemone”
Iuri: O estilo de composicão, a textura dos timbres e as performances desses caras, sempre foram influências pra gente. Anemone é uma canção de apenas dois acordes que te levam longe, de vez enquanto apresentamos ela nos nossos shows e é sempre uma viagem.

Tame Impala“Elephant”
Iuri: Tanto “Elephant” quanto o disco inteiro “Lonerism” do Tame Impala, deu um boom no cenário neo psicodélico e abriu novas portas para outras bandas que vieram numa onda parecida. A pegada firme na batera e o baixo marcante de “Elephant”, forma o ápice da música, além também de todos aqueles synths e guitarras ardidas, é foda demais.

CAN“Vitamin C”
Iuri: Indo mais atrás no tempo agora, a banda Can sempre pirou a gente com aquela fritura setentista na parte instrumental e também nos vocais excêntricos do japonês Damo Suzuki. “Vitamin C” cria uma atmosfera tão estranha e peculiar, que a gente não poderia deixá-la de fora dessa lista.

Erasmo Carlos“É Preciso Dar Um Jeito Meu Amigo”
Guilherme: Continuando nos anos 70, que é uma época realmente influente no nosso som, a sonzeira brazuca fervia demais também. Essa canção do Erasmo de 1971, permanece atual até hoje, tanto na poesia contestadora e direta, como nos belos arranjos.

The Stooges“No Fun”
Guilherme: Entre as referências de rock’n’roll, The Stooges e Velvet Underground sempre foi as mais presentes. Essa música representa uma grande influencia na construção da sonoridade da banda, principalmente nas nossas primeiras gravações. Acredito que a banda toda curte trabalhar com riffs simples.

Black Sabbath“Planet Caravan”
Guilherme: Foi o Vini que me aplicou esse som. Black Sabbath psicodélico! A estrutura e a atmosfera da música favorece alguns trechos de jam e improviso, que nos ajudava a trabalhar nossa comunicação e entrosamento. Foi um destaque no show de lançamento da revista Paralela.

Tagore“Pineal”
Arthur: O som do Tagore chegou na gente bem na época que a gente tava começando a pirar nas psicodelias do nordeste, principalmente nas bandas do chamado movimento Udigrudi (Alceu, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, etc). O choque foi momentâneo, piramos. E depois quando eles foram lançar o “Pineal”, fizemos uma miniturnê juntos. E acabou que hoje todo mundo da banda é de casa: Tagore, Caramuru, Julião, Xandão, João Felipe. Rolou a parada sensacional de participarem do nosso disco e produzirem também. A gente é fã desses caras.

Porcas Borboletas“Menos”
Arthur: Esses são nossos professores da cena independente do Triângulo Mineiro, por vários fatores. Lembro ver o show deles no lançamento do disco (A Passeio), numa época que nem frequentava tanto shows de bandas independentes. Essa música mudou tudo, virei frequentador assíduo dos eventos locais e quis trabalhar com música independente desde então.

Radiohead “Everything In Its Right Place”
Arthur: Eu sou grande fã, mas nem todo mundo da banda gosta, mas concordamos que não tem como ignorar essa gigantesca banda. O Radiohead revolucionou a música pós anos 90, acreditamos ser uma das maiores bandas da nossa geração. E essa música em si é um hit das festinhas depois dos shows.

Cachorro Grande“Que Loucura!”
Arthur: Tivemos vários shows memoráveis que fizemos na nossa cidade, mas alguns são foda. Um deles foi com o Cachorro Grande. Que um noite sensacional. A festa no camarim, as loucuras, várias conversas malucas. Acho que são uma grande influência pra todo mundo no rock’n’roll brasileiro. Esses caras são foda.

Lou Reed“Vicious”
Arthur: Já falamos de Velvet, eu sei. Mas essa música é praticamente um hino pra todos nós. Descreve muita coisa de cada um da banda, em vários aspectos. Loucura pura, bicho.

Almirante Shiva“Ziggy”
Arthur: Acho que nem dá pra expressar em palavras a admiração que todos nós temos por estes caras. Foram uma das primeiras bandas que trouxemos pra nossa cena, demos altos rolês juntos aqui por Minas Gerais, mais de uma vez. E a gente sempre pirou no jeito dos caras tocarem, no som que cada um faz, neles no palco. Uma banda especial pra gente, sem dúvidas. E mais uma coisa: PEDRO VIVE!

Alceu Valença“Veneno”
Arthur: Se o Brasil alguma vez teve um rei na música, jamais foi Roberto Carlos, e sim Alceu Valença. Bicho, não tem nem como querer falar da obra deste maluco aqui, pelas inúmeras fases nos 50 anos de carreira, e admiramos todas. Mas dois dos maiores discos da psicodelia brasileira, são sem dúvidas “Espelho Cristalino” e “Vivo”, ambos de 1976.

Stealers Wheel“Stuck in the Middle of You”
Iuri: Essa banda escocesa com essa canção principalmente, representa a nata do rock setentista e da cena underground que rolava na época. Somos admiradores do folk e da música caipira, Stealers Wheel é uma mistura de tudo que é bom e criativo.

Holy Wave“Do You Feel It”
Iuri: Uma mescla de instrumentais neo-psicodélicos com a levada marcante do rock 4×4 formam o diferencial dessa banda Texana. “Do You Feel it” abre o álbum “RELAX” que é um dos melhores discos da banda, que é relativamente nova ainda.

The Cure“The Lovecats”
Iuri: Fãs dos anos 80 também que somos, The Cure pra representar essa turma boa. “The Lovecats” une jazz, 80’s, teatro, e gera uma atmosfera peculiar do som “geral” do Cure. Fecha com chave de ouro nossa lista!


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