Construindo Audiofusion Bureau: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o trabalho do estúdio

Construindo Audiofusion Bureau: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o trabalho do estúdio

18 de abril de 2018 0 Por João Pedro Ramos

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o pessoal do estúdio Audiofusion Bureau, que indica suas 20 canções indispensáveis que mostram um pouco do que eles fazem em seus trabalhos. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Rafa Carvalho

In Flames“Minus”
É por isso que eu trabalho com musica. Foi a música que me fez querer fazer o que eu faço. Por muitos anos o In Flames foi minha banda favorita e a produção desse disco é algo que, fora esse lance de realmente ter marcado a minha vida, abriu a minha visão do heavy metal dos anos 2000. Pesado e acessível, pra dizer o mínimo.

Head Control System“It Hurts”
Kris Garm cantando, Daniel Cardoso fazendo todo o resto e uma das masters mais altas que já ouvimos na vida. Acho que esse eh o nosso disco de produtor favorito. As linhas do Garm provam o pq ele é o melhor vocalista do metal da atualidade. Compressão de verdade, tudo na cara.

Massive Attack“Dissolved Girl”
Brincava com uns amigos que existia uma “escala ‘Mezzanine’ de peso”, onde um “Mezzanine” era algo pesado pra burro. Acho inclusive esse disco mais denso que um monte de metal/hardcore por ai. Essa música é uma síntese boa dessa definição: Dub, delay, ebow, timbres e riffs de guitarra pesadíssimos, baixo na cara. Mixado pelo Mark ‘Spike’ Stent, um dos meus ídolos. Um dos melhores shows que já assisti na minha vida também.

Dub Trio feat. Mike Patton“We’re Not Alone”
O Dub Trio é a banda que eu queria ter na minha vida. E o Mike Patton é o cara que eu queria ser quando eu crescesse. Essa música fez eu deixar de achá-lo superestimado, fez eu entender o dub como estética [Desculpa Bad Brains, ainda era jovem.]

O Bardo e o Banjo“Go Away”
Uma parte dos serviços oferecidos pelo estúdio é a produção e operação de shows ao vivo. E eu acompanho o pessoal do O Bardo e o Banjo há uns anos. Já gravamos coisas com eles aqui e passamos bons tempos juntos na estrada. Essa é do primeiro disco e gosto bastante, até por ser um som lado B deles. Pra nunca deixar de trabalhar com amigos!

Explosions In The Sky“First Breath After Coma”
Fora a maestria nos timbres de tudo, e é incrível como ao vivo soa monstruosamente similar, posso dizer que os texanos foram algumas das pessoas mais legais com quem já trabalhamos ao vivo. Aula de simpatia e de postura e que mudaram minha forma de encarar a rotina ao vivo!

Deftones“Digital Bath”
O melhor som de caixa de bateria do mundo está nessa música. Abe Cunningham, Terry Date e OCDP. Isso ao vivo soa um soco no estômago. “White Pony” é um marco na nossa geração.

E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante“Todo Corpo Tem um Pouco de Prisão”
Acompanho o corre dessa molecada a um tempo e de vez em quando dou uma força nos shows também, quando o Berna não consegue estar junto. E num caso parecido com o EITS ai de cima, acho foda como os timbres são parecidos. Fora a energia e a entrega deles

U2 “Gone”
Tenho tendência a gostar dos discos que ninguém gosta com as minhas bandas favoritas. O “host”, do Paradise Lost, o “Butterfly FX” do Moonspell. Enfim… O “Pop” do U2 foi o que me fez perceber isso. Além de todas as histórias do showbiz que cercam o disco, eu sinto uma banda fora do seu estado natural e isso soa desafiador. Parece até que eles desafiam o ouvinte, tipo “é estranho memo, e ai? qual o problema?”. Acho que ninguém além deles teria a mão de fazer o que fizeram na época. E o time de produção. Flood, Alan Moulder, Nellie Hooper, Mike Spike Stent, só gente que gosta de bagunça e de som torto.

Alexisonfire“Sharks And Danger”
Fui um jovem emo. E acho o “Watch Out” o melhor disco desses caras aqui. Fora o valor sentimental, gosto muito dos arranjos, dos timbres, da produção e do storytelling dessa composição.

Rafa Gomes

Limp Bizkit“Pollution”
Essa é a faixa que abre o ‘Three Dollar Bill, Yall$ ‘ do Limp Bizkit, acho que foi a primeira vez que eu ouvi um disco até parar de funcionar, obviamente não ouvi no ano de lançamento, talvez eu tenha conseguido uns 2 ou 3 anos depois… mas era uma pegada absurda, numa mistura intensa pra caralho de rap com rock/metal. marcou bem pela energia da parada.

Tool“Sober”
Mais uma vez pela pegada, uma melancolia escancarada nas melodias de guita e linha de voz, que parece que foi gravada num poço regado à IR (impulse response) de depressão.

Stone Sour“Get Inside”
Comprei esse disco pela capa (que não tem nada demais), como fiz com um monte de outros.. Só chegando em casa, lendo o encarte q eu fui ver q era uma banda com o Corey e achei do caralho! Outra sonoridade, mix mais mais crua, mais direto e ao mesmo tempo mais melódico que o Slipknot, a partir desse disco que fiquei na caça de projetos paralelos de músicos.

Symphony X“Inferno”
Essa o Rafael Carvalho vai me xingar! (Risos) Mas é um gosto pessoal que veio bem na época q eu comecei a trabalhar em estúdio, eu tocava uns sons do Symphony X com uma banda que eu tinha. Apesar do som ser trampadasso, as bateras tem um som muito MIDI, muito! Eu chutaria que é TODA sampleada, quase não tem som de prato, chimbau… nada! Depois disso que descobri a mágica das baterias programadas. Benção.

A Perfect Circle“Passive”
A compressão bonita ta nesse som, nesse disco, nessa banda… Tudo tem tá apertado, mas apertado gostoso! hahaha a música é boa, mas os timbres e a mixagem tem destaque.

Dead Fish“A Urgência”
Sempre quis ter uma banda de hardcore qndo era moleque, mas nunca tive capacidade ‘baterística’ pra tocar, a mixagem é melhor do que a do disco seguinte, aliás… acho que a mix mais legal do Dead Fish tá nesse disco. Apesar de ter 14 anos, ainda uso de referência.

Opeth“Harvest”
E no top 5 (ou 3) no quesito mixagem, masterização de metal vai pra esse disco (“Black Water Park”), no meio de uma carrilhada de ciosa, tudo soa bem e pra completar.. no meio da desgraceira tem essa faixa. Foda.

Porcupine Tree“Blackest Eyes”
Steven Wilson é o frontman da banda e por acaso (ou não) é o mesmo cara que produziu, gravou e mixou o “Blackwater Park” do Opeth citado acima, o cara tem a mão pra trabalhar com timbres limpos e com sonoridades densas. acho bem foda.

N*Sync“Bye Bye Bye”
Ok, é estranho? Não! Puta som! Me formei em Tecnologia em Produção Fonográfica (Produção de Música Eletronica) e aprendi a ouvi, curtir e pirar nesse processo de produção com sintetizadores, samples, efeitos. Eu ja gostava como ouvinte desse universo eletrônico desde as gotiquera ’80, mas os pop ’00 me abriram bastante a mente como produtor.

Haikaiss“Síntese do Um”
O “Incógnico Orcherstra” do Haikaiss foi o primeiro disco de rap que masterizei pelo AFB a full e essa faixa em específico eu lembro de ter ouvido pra caralho, foi a faixa que usei de referência para toda sonoridade do disco, foi desse trampo fizemos nosso nome como estúdio de masterização, o disco ja tem quase 10 anos, mas ainda tá na pasta de referência.