Components e a clássica história de rock’n’roll no Festival Bananada 2017

Reportagem Especial – Festival Bananada 2017, por Gil Luiz Mendes

A história é até bem conhecida. Ter amigos de infância, compartilhar com eles os mesmos gostos e influências de diferentes coisas, e ali pela adolescência despretensiosamente juntar parte da turma e montar uma banda de rock para passar o tempo. Esse roteiro deve ter se repetido em vários lugares do mundo e não seria diferente em Goiânia, onde nasceu a Components.

Os quatro garotos cabeludos fazem um som de gente grande, mesmo que ao olhar para eles tenha-se a sensação que acabaram de sair de uma aula do cursinho pré-vestibular. Com a formação atual tocando desde 2013 a banda tem dois singles lançados e está acertando os últimos detalhes para lançar seu primeiro disco, previsto para sair ainda no segundo semestre deste ano.

Conversamos com eles, no Cafofo Estúdio, pouco depois do show que fizeram na segunda noite do Bananada 2017. Gabriel Santana (Guitarra e Backing Vocals), Hugo Bittencourt (Bateria), Matheus Azevedo (Vocais), Miguel Rojas (Baixo e Backing Vocals). falaram sobre a cena goiana, referências, videoclipes e uma possível turnê junto com o disco de estreia.

Começo

Nos conhecemos desde crianças. As mães do Miguel e do Hugo se conhecem desde antes deles nascerem. São quase vinte anos de convivência. No início tocávamos músicas e inglês e a primeira formação não tinha o Matheus, que entrou na banda para substituir o Miguel quando ele foi fazer intercâmbio. A partir de 2015 passamos a fazer músicas e português porque fazia mais sentido pra gente e para o nosso público e assim passávamos melhor a nossa mensagem.

Referências

Sempre é complicado falar sobre referência, mas se tem uma banda que a gente se identifica e gosta muito é a Violins, aqui de Goiânia. Tanto que o Beto Cupertino faz uma participação no nosso disco. E como esse disco vem sendo feito há, pelo menos, dois anos pegou várias fases nossas em que ouvimos várias coisas diferentes. No ínício ouvíamos muito Foo Figthers, hoje não escutamos tanto. As primeiras músicas que fizemos pro disco são muito mais pesadas do que as que fizemos no final.

Cena Goiana
É uma das mais legal do Brasil. O Bananada é uma prova disso. Estamos tocando pela terceira vez no festival. Mas ainda não é uma cena sustentável, como nenhuma é no Brasil se for comparar com as lá de fora onde existe um mercado para a música alternativa. Mas os várias festivais que existem na cidade mostra que temos uma cena forte.

Tocar fora
Já fizemos dois shows, com o festival Vaca Amarela, no Rio e no Móveis Convida, em Brasília. Mas temos a intenção que quando o disco sair a gente entre num carro e caia na estrada para um turnê rodando cidades entre Minas Gerais e São Paulo.

Clipes
A culpado por fazer nossos clipes é o Hugo. É incrível que com apenas duas músicas lançadas e dois clipes a gente tenha alcançado um público que ultrapassa as fronteiras de Goiás. Tudo isso se deve a internet. Tem gente de locais muito distantes como Guanabi, na Bahia, e São Luis, no Maranhão.


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