RockALT #8 – Radkey, Sheer Mag, Dag Nasty e Senseless Things

RockALT, por Jaison Sampedro

Esta quinta-feira o RockALT vai lançar o seu centésimo programa! Mas antes de falar das bandas que conheci durante as pesquisas para os 100 episódios produzidos, preciso confessar que sou um indivíduo que teve uma introdução tardia ao rock alternativo. Quando tinha lá os meus 15 pra 16 anos eu escutava pouca música, e quando escutava era heavy metal. Isso mudou depois que eu comecei a frequentar a Rua Augusta, por volta dos 25 anos, mais outro quesito que iniciei de maneira tardia. Acho que foi por isso que eu resolvi fazer esse programa, essa foi a maneira que eu encontrei pra tentar compensar o tempo perdido. Confesso que escutei muita coisa nesses dois anos de programa, e por isso quero aproveitar essa coluna para falar de bandas que me marcaram e não saem do meu celular e playlists por aí.

Radkey
Vamos começar com Radkey, que é uma banda de punk formada por três irmãos, Isaiah Radke (baixo), Solomon Radke (bateria) e Dee Radke (vocalista e guitarrista), que formaram o seu trio com o título da família em 2010 e tocaram o seu primeiro show em 2011 quando abriram para o grupo californiano de ska Fishbone. Depois de lançar um par de EPs bem recebidos pelo público e pela crítica em 2013, o grupo travou uma batalha vigorosa para permanecer em turnê, já que os irmãos ainda estão em idade escolar e estudam no ônibus ou em quartos de hotel entre um show e outro. Turnê concluída e o trio de St. Joseph, Missouri, dirigiu-se ao estúdio e começou a trabalhar em seu novo álbum com o produtor Ross Orton (Arctic Monkeys, The Fall, Jarvis Cocker). O resultado foi o “Delicious Rock Noise”, que foi originalmente lançado em 2015 como “Dark Black Makeup”, é uma explosão da velha escola de Punk com uma dose tripla de juventude, que é entregue com agressividade e estilo.

Sheer Mag
Sheer Mag é uma banda de rock da Filadélfia formada em 2014, com Tina Halladay nos vocais, Kyle Seely e Matt Palmer nas guitarras, Hart Seely no baixo e Ian Dykstra na bateria. O grupo apresenta uma combinação de punk com rock dos anos 70. Confesso que a primeira vez que eu escutei me apaixonei imediatamente. Ao longo dos últimos três anos, o Sheer Mag lançou 3 EPs, e no começo de 2017 a banda anunciou o lançamento de uma compilação com todos os seus trabalhos. Também é interessante falar do método usado para a gravação dos EPs, todos foram gravados usando a mesma máquina de fita vintage, a banda leva muito a sério a parada do faça você mesmo! O Sheer Mag vai entrar em turnê pela Europa e Reino Unido este ano com a promessa de um disco de músicas inéditas para os meados de 2017, e eu espero que isso aconteça. Faça um favor a você mesmo e escute essa banda.

Dag Nasty
Vou repetir o mantra dessa coluna, “meu conhecimento musical é tardio”. Demorei pra cacete pra escutar Dag Nasty. A banda do cenário hardcore de Washington, D.C. fez parte do panteão da Dischord Records e foi formada por Brian Baker, ex-guitarrista do Minor Threat, o baterista Colin Sears e o baixista Roger Marbury, com Shawn Brown nos vocais. Conheci a banda em uma pesquisa para um especial punk do RockALT, graças a uma coletânea de 20 anos da Dischord. A primeira música que escutei foi “Circles” do álbum clássico “Can I Say” de 1986, e quando cheguei na faixa “Under You Influence” eu me odiei amargamente por não ter escutado esses caras quando tinha uns 15 anos de idade. O único consolo que eu tenho é que graças ao “meu conhecimento musical tardio” é que pude criar o RockALT, com certeza eu me odiaria ainda mais se nunca tivesse escutado Dag Nasty.

Senseless Things
Às vezes na vida uma coisa leva a outra. Você escuta uma banda, curte uma música, descobre que essa música é cover e por fim você corre atrás da versão original. Foi exatamente assim com os londrinos do Senseless Things. A primeira vez que escutei uma obra desses caras foi através de um álbum, o “Here, I Made This For You Vol.1” do Beach Slang (aliás, banda também recomendadíssima) em outra produção para o RockALT. Travei uma batalha monstruosa para baixar o álbum (me desculpe, Spotify, mas eu ainda gosto de baixar as músicas para escutá-las no conforto da minha casa ou na minha sofrida locomoção pelo transporte público de São Paulo). Depois do trabalho hercúleo, consegui baixar o “Postcard C.V” de 1989 e o “Empire Of The Senseless” de 1993. Infelizmente no perfil do Spotify da banda consta apenas um álbum de compilações e isso é uma pena, o Senseless Things é uma banda de indie que merecia um pouco de atenção. Mancada, Spotify, mancada!

Espero que tenham gostado da coluna de hoje, só lembrando que no dia 09/04 vai ter o primeiro festival do RockALT, com presença de bandas como The Hexx, Mudhill e Corona Kings. Clique no link para saber mais:
https://www.facebook.com/events/1597972090230407/

E se você curtiu essa coluna, não deixe de escutar o RockALT o nosso centésimo programa vai ao ar quinta-feira dia 06/04 às 21h na www.planetmusicbrasil.com.br. E nossos 99 programas estão disponíveis no link abaixo! https://www.mixcloud.com/rockalt/


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