Colleen Green traz as músicas do disco “I Want To Grow Up” em sua primeira turnê pelo Brasil

Colleen Green traz as músicas do disco “I Want To Grow Up” em sua primeira turnê pelo Brasil

9 de novembro de 2015 0 Por João Pedro Ramos

A californiana Colleen Green virá pela primeira vez ao Brasil neste mês. Trazendo na bagagem seu som que mistura rock alternativo, indie e lo fi, Colleen diz não ter expectativas sobre a turnê sul americana. “Espero que as pessoas vão me ver”, diz. Green já foi eleita “Melhor Artista Solo” em 2014 pelos leitores da LA Weekly e até recebeu o posto de uma das artistas que serão o “futuro do rock alternativo” pela cuepoint.

Com três discos (Milo Goes to Compton (2011), Sock It To Me (2013) e I Want to Grow Up (2015)) e três EPs (Cujo (2011), Green One (2011) e 4 Loko 2 Kayla (2014)) no currículo, Colleen traz um som calcado nos anos 90, principalmente. Guitarras distorcidas se misturam a sons eletrônicos lo fi, criando um som diferente e original, com letras confessionais e pessoais falando das experiências de vida da cantora.

No Brasil, o roteiro de Collen será a seguinte (anote na agenda):

14 de Novembro – Wake Up Colab, Curitiba
15 de Novembro – Local a ser anunciado, Brasilia
19 de Novembro – NEU Club, São Paulo
20 de Novembro –  Escritório, Rio de Janeiro

Conversei com Colleen sobre sua carreira, o disco “I Want To Grow Up” e a vinda ao Brasil:

– O que você espera de sua primeira vinda ao Brasil?
Na verdade não tenho nenhuma expectativa. Vou apenas tocar, me divertir e ver o que acontece, e espero que as pessoas vão me ver!

– Você conhece algo de música brasileira?
A única banda que eu conheço do Brasil é Os Mutantes. Eu achei que Brazilian Girls poderia ser do Brasil, mas parece que eles são de Nova York…

– Como você começou na música?
Estou fazendo música desde que tinha 16, então acho que foi quando comecei. Mas sou uma música profissional faz 5 anos. Eu sempre quis ser uma cantora e escrever canções, então eu comecei a lançar minhas próprias músicas em fitas e aí o Ruben Mendez me descobriu na internet e me convidou a assinar com a Hardly Art.

– Quais são suas principais influências musicais?
Música pop de todos os tipos. O rádio. Oldies.

– Você pode me falar um pouco mais sobre seu disco “I Want to Grow Up”?
É uma coleção de canções que descrevem sentimentos que tenho tido ao longo dos últimos cinco anos da minha vida, com cerca de 25-30 anos de idade. A idéia de crescer em uma sociedade que lhe diz que para ser um adulto você “deveria” fazer certas coisas, mas eu não necessariamente quero fazer essas coisas e não acho que eu preciso para ser a pessoa que eu quero ser. Eu só quero ser eu mesma e ser uma boa pessoa.

– Como o som evoluiu nesse disco em comparação aos seus trabalhos anteriores?
Cada vez que faço um novo recorde, eu estou explorando diferentes facetas de minhas influências e coisas que eu tenho escutado e gostei. Eu queria que este novo registro fosse rocker e sujo, com bateria de verdade e guitarras pesadas só porque eu não tinha feito isso ainda. Mas eu também gosto muito de coisas lo-fi e ainda vou fazer mais disso no futuro.

– A crítica já chegou a te chamar de “o futuro do rock alternativo”. O que você acha disso?
(Risos) Eu não sei. Não me afeta muito, embora soe como um elogio, então isso faz eu me sentir bem. Mas pra ser honesta, eu nem sei direito o que isso significa.

– Qual será então o futuro do rock alternativo?
Cara, se eu pudesse prever o futuro, estaria apostando em pôneis!

– Como você descreveria seu som?
É muito melódico e chiclete, com muitos ganchos. Música de guitarra com coisas eletrônicas misturadas.

Colleen Green

– O que você acha do sexismo no mundo da música?
Eu não penso muito sobre isso. Eu sei que mulheres podem fazer absolutamente qualquer coisa que os homens podem fazer. E acho que isso funciona dos dois lados. Não afeta minha vida. Eu sou igual a qualquer pessoa.

– Recomende bandas e artistas que chamaram sua atenção nos últimos tempos.
Minha amiga Casey estava ouvindo essa banda chamada White Reaper em nossa última turnê que pareceu bem legal, não consegui ouvir muito deles por enquanto. Além disso, vou sair em turnê com uma banda chamada Pity Sex neste inverno e eles têm alguns álbuns legais.

Ouça o trabalho de Colleen Green aqui: