Chega de covers: confira 10 locais e festas de São Paulo que apostam em artistas autorais

Às vezes parece que a cena musical está dominada por bandas covers capengas que dominam as poucas casas noturnas que ainda apostam na música ao vivo. De vez em quando parece que estamos escravos dos covers mal feitos de Van Halen e Pink Floyd que passam por aí se vendendo como “os melhores do Brasil”. Será que as bandas desistiram de criar e resolveram só fazer aquela versãozinha pra ganhar alguma grana na noite? Emmerson Nogueira venceu?

Calma, nem tudo está perdido: ainda existem muitas casas que apostam em música nova de qualidade, convidando artistas autorais e buscando novos sons e talvez até uma nova cena musical, quem sabe? Criei uma pequena lista de casas em São Paulo que convocam artistas e bandas com músicas próprias pra você descobrir que não, o rock não morreu, e não, você não precisa ouvir só o que as rádios e a TV te oferecem. Ah: se você conhece alguma casa que não está aqui e merece a citação (não precisa ser só de São Paulo, lógico)… Por favor, conte pra nós nos comentários!

Neu Club – Rua Dona Germaine Burchard, 421, Barra Funda

Quem já tocou por lá: FingerFingerrr, Deb and The Mentals, Marina Gasolina

Absolutamente todas as festas que rolam no Neu Club contam com um show autoral que abre os trabalhos. O “Esquenta” é sempre gratuito e não convoca bandas covers de jeito nenhum. “A Neu Club conta com o ‘Esquenta’ antes de cada festa, sempre com bandas autorais em shows gratuitos para o público”, conta Dago Donato. “Desde as primeiras festas que eu e o Gui, um dos meus sócios no Neu, promovemos, sempre tivemos a presença de bandas. Odeio o termo ‘banda autoral’ porque nunca nem passou pela nossa cabeça promover algo que não viesse da cena que ajudamos a construir. O ‘Esquenta’ veio como meio de retomar a presença de bandas na casa, porque a gente não tava conseguindo isso de outra maneira. Então, decidimos fazer com shows grátis antes das festas. Acreditamos que as pessoas devem gostar de música boa independente do estilo. Quando começamos as festas da Peligro, há mais de dez anos, nossa intenção era explodir a cabeça da cena da época. A festa acabou sendo um sucesso semanal justamente por misturar tudo. Uma semana podíamos ter o Catatau discotecando clássicos do Fernando Mendes e depois um show de uma banda de noise; na outra o Fábio Massari tocando clássicos do indie rock e um show da Deize Tigrona. Depois dos shows sempre tinha meu set misturando tudo o que eu achava bom. Ou seja, no fim é tudo música.”

Morfeus Club – Rua Ana Cintra, 110, Campos Elíseos

Quem já tocou por lá: Versus Mare, Cranula, ZRM

O Morfeus Club conta com um bom espaço para shows e sempre recebe bandas e artistas autorais em seu espaço. Infelizmente, o movimento ainda é maior quando as festas são… digamos, mais “pop”. “Bem, trabalhamos com bandas autorais desde os idos da Livraria da Esquina (somos os antigos donos de lá). Parece que é nossa sina sermos, vamos dizer assim, patronos nessa área, já que poucos abrem espaço para os independentes”, diz Heitor Costamilan. “Pelo menos é o que ouvimos de monte por aqui. Gostamos de músicas originais, inventivas, diferentes e aonde se encontra isso? Nos independentes, não acha? Eles nunca ficam presos ao conceito comercial da música e acho que isso é o que mais nos atrai. Pena que a semana tenha só 7 dias e desses apenas 2 fazem parte do final de semana, que é o dia que todo mundo quer agendar show. Óbvio que a casa precisa sobreviver e daí agendamos festas que acabam trazendo um público muito maior para o nosso espaço, mas enquanto der e pudermos continuaremos a prestigiar e agendar shows em nosso espaço.”

Astronete – R. Augusta, 335 – Consolação

Quem já tocou por lá: Drákula, Veronica Kills, Belfast

Sim, ainda existem casas com shows de bandas autorais no Baixo Augusta (ainda bem!) Quando você visitar o Astronete, de Cláudio Medusa, é quase certeza que terá uma banda em seu pequeno palco mandando ver, todos juntinhos. O palco pode ser pequeno, mas as bandas que passam por lá costumam fazer barulho do bom. A curadoria das bandas é feita pelo próprio Medusa, que escolhe a dedo quem vai tocar por lá. Duas festas costumam trazer bandas incríveis do underground rocker: Shakesville (às sextas-feiras) e Master Blaster (às quintas). Vale a pena conferir a agenda da casa. As discotecagens também costumam fugir do lugar-comum, tocando 50s, 60s e 70s e não apostando em hits indies como Arctic Monkeys, apesar de o Alex Turner ter passado por lá quando a banda passou pelo Brasil…

Puxadinho da Praça – R. Belmiro Braga, 216 – Pinheiros

Quem já tocou por lá: Vespas Mandarinas, Maglore, Carbônica

Em meio aos badalados e lotados bares da Vila Madalena fica o Espaço Cultural Puxadinho da Praça, um dos grandes centros culturais de São Paulo, tendo recebido mais de 500 shows que vão do rock à MPB. Artistas como O Terno, Tiê e Tarântulas e Tarantinos já passaram por lá. O projeto Circuito Autoral Puxadinho é uma força aos artistas que produzem sons próprios. “O CAP é um espaço para renovação e respiro da cena independente com apresentação de bandas iniciantes que entram em contato com nossa produção. O projeto acontece em algumas sextas e sábados do mês, sempre às 19h, e é uma forma de apoiar e dar boas vindas aos novos artistas. Já passaram pelo projeto bandas como Gestos Sonoros, Projeto Da Mata, Héloa, Amanticidas,  Manalu, Dessinée (PE), Desa, dentre outros”, diz o site do espaço. Além disso, Puxadinho possui os projetos Onda Instrumental e o Ensaio no Puxadinho e Encontro dos Músicos, promovendo jams gratuitas.

Banca Tatuí – Rua Barão de Tatuí, 275, Vila Buarque

Quem já tocou por lá: Serapicos, Isabela Lages, Bela & Mica

A Banca Tatuí, na verdade, é o que o nome diz: uma banca. Com um porém: eles apostam em publicações independentes e fogem de grandes editoras como os fantasmas fogem de Peter Venkman. E lógico que uma banca com uma mentalidade dessas não ia passar longe da música, né? De tempos em tempos, a banca promove shows em seu teto (e às vezes a PM aparece por lá pra acabar com a festa, mesmo que as apresentações sempre rolem antes das 22h) “Nós trabalhamos apenas com publicações independentes – grandes editoras já fizeram propostas para estar na Banca Tatuí, porém declinamos todas. Nada mais justo, portanto, do que ter também música marginal nos nossos lançamentos. Isso reforça nossa identidade, aposta e crença nos novos nomes da arte seja o meio de expressão que for”, disseram.

Serralheria – R. Guaicurus, 857 – Lapa

Quem já tocou por lá: Terno Rei, Bárbara Eugênia, YoYo Borobia

A Serralheria é uma casa que foi criada no espaço que abrigava uma velha serralheria na Lapa, em São Paulo. Juliana Cernea, Miguel Salvatore, Amadeu Zoe e Thiago Rodrigues se uniram e com a ajuda do marceneiro e designer Pawel (JPS) e integrantes do Barulho.org, reformaram e deixaram o lugar como ele é hoje. “Em pouco tempo se estabeleceu uma programação musical cujo principal e árduo objetivo é trabalhar com música ao vivo. A casa recebe semanalmente diferentes propostas musicais que são avaliadas para compor a programação”, diz o site do espaço.

Mundo Pensante – Rua 13 de Maio, 825 – Bixiga

Quem já tocou por lá: Tabatha Fher, Di Melo, Zebrabeat

Sim, a Mundo Pensante fica na 13 de Maio, onde rolam várias casas que apostam em bandas cover e classic rock do mais manjado. O espaço cultural integra eventos de música, artes visuais, artes do corpo e filosofia. As atividades do espaço resgatam um pouco da essência do Bixiga, bairro que foi berço de diversos artistas e espaços que mudaram e ajudaram a criar a cultura da cidade de São Paulo.

Surdina @ Funhouse – Rua Bela Cintra, 567, Consolação

Quem já tocou por lá: Francisco El Hombre!, Nevilton, BBGG

Segundo Dani Buarque, da banda BBGG e uma das criadoras da Surdina, “a festa surgiu em janeiro de 2015. Eu queria uma festa nova na Funhouse e chamei meus amigos Wonder Bettin (guitarrista do Esperanza) e Monteiro (DJ). A Funhouse foi o palco do underground paulista durante muitos anos, todas as bandas tocavam lá, tinha show com bastante frequência. Após a reforma (+ ou – 3 anos atrás), tiraram o palco e nunca mais teve show. Tivemos a ideia de tentar uma coisa com banda lá e a Funhouse apoiou 100% a idéia. Começamos do zero, sem equipamentos nenhum, fazendo corre de pegar tudo emprestado. Depois do sucesso da primeira edição, a Funhouse vem nos ajudando mês a mês e comprando aos poucos tudo que precisamos pra fazer os shows lá. Nas 3 primeiras edições optamos por formatos mais pocket e acústico. Na 4ª edição, arriscamos e colocamos a BBGG pra plugar tudo e levar a batera completa. Foi lotado, lindo e o som ficou animal. Como nos velhos tempos. As bandas que passaram por lá foram Naked Girl and The Aeroplanes, Francisco El Hombre!, Nevilton, BBGG, Blacklist e agora na próxima edição em Julho teremos a banda Esperanza (ex- Sabonetes) que já tocaram bastante na Funhouse quando tinha shows.”

Sensorial Discos – Rua Augusta, 2389, Cerqueira César

Quem já tocou por lá: André Frateschi, Jair Naves, Fábio Cardelli

A Sensorial Discos é uma casa que, claro, vende discos, mas também conta com cervejas artesanais e shows ao vivo dos mais diversos estilos. Porque a casa aposta em bandas autorais e independentes? Lucio Fonseca explica. “A Sensorial é uma loja que sempre apostou e abriu espaço para os autores e músicos independentes, e por isso nada mais coerente e lógico do que abrir a casa apenas para shows autorais, soma-se a isso a imensa qualidade dos trabalhos independentes e do gosto pessoal da nossa equipe, incluído eu, por músicas e bandas novas”.

Casa do Mancha – R. Felipe de Alcaçova, 89 – Pinheiros

Quem já tocou por lá: Camarones Orquestra Guitarrística, Gui Amabis, Carne Doce

Segundo a página do Facebook da Casa do Mancha, o local busca “propagar a paz e a harmonia entre as pessoas”. O melhor jeito de fazer isso é com música, certo? A casa busca juntar o melhor do alternativo em São Paulo, com apresentações que vão do rap ao samba e do rock ao pop/eletrônico. Um local pequeno feito pra juntar quem realmente gosta de música e quer curtir um som sem preocupações.

Cervejazul – Praça Ciro Pontes, 72 – Mooca

Quem já tocou por lá: Mary Chase, Hooker’s Mighty Kick e  inúmeras bandas iniciantes

Se você tem uma banda, deve conhecer o Cervejazul. Talvez você tenha ido ao Cervejazul assistir ao show de algum amigo. Talvez você até já tenha tocado no Cervejazul. Fundado em 2001, o local atua na cena do rock apostando na apresentação de bandas independentes (algumas recém-formadas) em seu palco. É ótimo ter um lugar que aceite as bandas iniciantes e ajude-as a perder a virgindade de palco. Quem sabe uma nova cena rock não esteja nascendo ali?


109 thoughts on “Chega de covers: confira 10 locais e festas de São Paulo que apostam em artistas autorais”

  1. Olá João, tenho um bar na Lapa inaugurado a quatro meses e gostaria de realizar uns festivais ou algo do tipo, com bandas autorais. Preciso de parceiros…

    1. Olá marcos! Vamos trocar figurinhas. Esta ai é a minha banda, eu também estou com uma produtora musical que já realizou alguns trabalhos na região do Vale do Paraíba, e agora estamos vindo pra SP. Vamos falar? Me mande um e-mail! Um abraço!

    2. Olá Marcos, vi sua mensagem dizendo que você tem um bar na Lapa inaugurado há alguns meses. Como faço pra enviar material de minha banda pra você? Pode me passar algum e-mail ou telefone de contato?

  2. Excelente matéria João !! Nós que tocamos em bandas autorais , sabemos a dificuldade de conseguir espaço . O lance é se ajudar e ir atrás de oportunidade de divulgar o trabalho .

    Indico um lugar que já tocamos algumas vezes e recomendo !!

    The Ace of Spades Rock Party ( Bar Ace of Spades – Augusta ) .

    Abraços

  3. Temos uma banda Chamada Mokó de Sukata , faz parte de um movimento “Trokaoslixo” misturamos vários estilos temos participações de Jorge Mautner entre outros, precisamos muito de informações de locais para tocar , somos de Osasco e temos essa deficiência de contatos , adoramos a iniciativa , genial.

    1. Pois é, li a matéria e achei bem interessante saber que existem vários lugares rolando bandas autorais. A pergunta que fica é: As casas realmente estão apoiando as bandas autorais, dando espaço e REMUNERANDO esse trabalho, sim TRABALHO, que elas fazem nas casas, ou estão, como sempre, apenas explorando as bandas, com a desculpa mais esfarrapada e batida da história, trocando show pela “DIVULGAÇÃO DO TRABALHO”???? Porque todo mundo sabe que qualquer banda, quando faz show, divulga muito sua apresentação e traz sempre muitos amigos e conhecidos, que acabam consumindo no local e pagando entrada. Enfim…acho que passou da hora das casas realmente APOIAREM as bandas autorais, remunerando-as e divulgando seu trabalho, e não apenas EXPLORAREM a necessidade que elas tem de espaço, que é muito escasso.

  4. Fui em quase todos esses bares aqui em SP… na maioria, vazios de público. E o pior… fui tentar vender a minha banda autoral (por sinal, temos mais de 4000 likes na fanpage, EP lançado e tudo mais) e a maioria desses bares não pagam cachês… Tá… e ae? Viveremos de ar? É por isso que bandas covers existirão eternamente… são mais valorizadas porque dão mais público… e de quebra já digo que muitas bandas autorais são uma merda… e cover tb…alguns ótimos, outros decadentes… o povo “não tem noção” de que temos ouvidos. Os donos dos bares precisam avaliar mais essa questão antes de chamarem qualquer bandinha por cachê baixo… e não sou contra a banda covers… gosto de relembrar bandas que já se foram e escutá-las ao vivo novamente, mesmo não sendo os caras…

    1. O “merda” é relativo, Emerson. Sim, existem bandas autorais péssimas, mas também existem algumas ótimas. E o que é uma merda pra um, pode ser ouro pra outros. Afinal, tudo é gosto pessoal… Concordo com você que muitas casas não têm um contrato bacana com as bandas, oferecendo esquemas em que a banda sai com um cachê de uma cerveja e um tapinha nas costas. Será que isso é 100% culpa da casa? Será que o público que “gosta de escutar cover” e não aparece em shows autorais não é parte do problema? Abraços!

      1. Acho sim João… acho que o problema é a sociedade que não dá abertura para novos ares, novas músicas… Mas também achei que o título do seu post (“Chega de covers”) acabou desvalorizando uma cena que sempre será forte nos bares. E acho desnecessário essa briga “interna” de roqueiros…. Sim, existe essa “briga” entre covers e autorais….e enquanto isso, a cena sertaneja vai crescendo… Mesmo sendo covers, eles investem em instrumentos, tentam reproduzir algo fiel para que o pessoal goste… e claro, tem aqueles que não… E não podemos desmerecer as bandas covers não… devemos nos unir (tanto covers quanto autorais), porque enquanto você escreve esse título desmerecendo as bandas covers, muitas casas de shows de sertanejo estão ficando lotadas… e pagando cachês altíssimos para pessoas que eu não avalio como músicos, mas sim, como pessoas que fizeram sucesso diante dessa sociedade da cultura desvalorizada. Tenho dado sugestões pros bares para abrir a casa com uma banda autoral (pra mostrarem o seu trabalho) e finalizar com uma banda cover… mas parece que ninguém está preocupado com isso não…

      2. Sim, a galera não tá indo em show nenhum, tá foda…Mais esse papo das casas não pagarem é antigo, poucas casas pagam! Mais na verdade as casas até pagam, coloca 200 pessoas num bar que vc ganha cachê sim, agora vc quer tocar em um bar com 3 pessoas, sua namorada e sua mãe e aquele amigo que ajuda a carregar a batéra e quer sair de lá com um cachê de 200 paus?

  5. Formigueiro Rockbar. Trata-se de um bar em São Matheus, zona leste de São Paulo. Acredito que uns 90% das bandas que apresentam-se lá tocam músicas de sua própria autoria.

  6. Em São Carlos, interior de São Paulo, tem o GiG – bar e espaço cultural que só realiza shows autorais contemplando diversos gêneros, com capacidade para 300 pessoas, abrindo de 4ª feira à sábado. Na casa já se apresentaram bandas como Bixiga 70, Bonde do Rolê, Pedra Branca, Cidade Verde, Far From Alaska, Wry, Holger, Skip and Die (HOL), Big Bang (NOR), Gui Amabis, Camarones Orquestra Guitarrística, Boogarins, Banda Gentileza, entre várias outras.
    A casa também realiza festas e outros eventos como uma sessão de Jazz quinzenal.
    Vale apena visitar a página do facebook e conferir a programação!!! http://www.facebook.com/letsgig

  7. e no meio do mato tem o SIMPLÃO DE TUDO , onde, além de tocar, o músico autoral recebe por isso. Vale a pena ver, um lugar dukaraleo! no face: @simplao de tudo oficial 🙂

  8. E aí João, tudo certo?
    A minha duvida é se eles aceitam banda de menores, porque na minha somente um integrante é maior de idade e um dos integrantes é bem novo, queria saber quais são os lugares que aceitam um pessoal mais novo.
    Abraço!

  9. Está faltando citar o Inferno Club na Rua Augusta, 501. Duas festas Rock / Hard Rock que rolam nessa casa as quintas e sábados chamadas Glam Nation e Overdose, costumam receber bandas autorais festa sim e outra não. No Inferno Club, já tocaram bandas famosas do cenário Paulistano como Sioux 66, Burlesca e até o Kiara Rocks que já tocou no Rock in Rio. Em determinadas datas aos domingos promovem festivais com bandas autorais. Outro bar que abre espaço para bandas autorais aos domingos é o Manifesto Rock Bar e algumas vezes até rola algum autoral como abertura de covers em sextas e sábados, como por ex o The Redneck Brotherhood abrindo no último sábado e outras tantas em outras oportunidades como Worst e Sioux 66.

  10. Cão Pererê, Marília – SP. O Franciso el Hombre já passou aqui também, entre muitas (mas) muitas outras coisas incluindo gente de umas dez nacionalidades diferentes. Fim de semana passado rolou Far From Alaska e foi f*da. Também existe um grande incentivo às artes visuais. O velho Oeste ainda respira.

  11. Participo de um coletivo muito forte, em Serrana – SP, o coletivo CECAC. Aqui realizamos muitos eventos durante o ano todo e recebemos bandas autorais do Brasil e desse mundão a fora. Pesquise e confira !!!

  12. Porra João! Cara! Parabens mano, eu faço parte de um coletivo de bandas, temos covers e autorais, é uma iniciativa que se mobiliza via redes sociais, temos 5 nucleos espalhados por SP cada um com um grupo de bandas, isso gera sempre agenda lotada para todas as bandas, alguns com cache bons, outros nem tanto e outros nada mas diversão 100% garantida. Cara, sempre procuramos pessoas de iniciativa como o post que vc fez e cara, sua materia tem repercutido bem pra caralho pelo que temos visto em nossas paginas, Vc esta de parabens, ja tocamos em algumas dessas casas. Quem reclama, n sabe o que é de verdade a estrada do rock, bandinhas de garagem que se acham estrelas e querem cache alto, mas nunca vão em shows de seus proprios amigos. A cena morre assim, mas atitude como a sua, me dão mta esperança na humanidade, se quiser conhecer :

    https://www.facebook.com/ColetivoGDR?fref=nf

    a page da minha banda :

    https://www.facebook.com/oficialspread?fref=ts

    site:

    http://www.oficialspread.com.br/wp2/?page_id=10

  13. Porra João! Cara! Parabens mano, eu faço parte de um coletivo de bandas, temos covers e autorais, é uma iniciativa que se mobiliza via redes sociais, temos 5 nucleos espalhados por SP cada um com um grupo de bandas, isso gera sempre agenda lotada para todas as bandas, alguns com cache bons, outros nem tanto e outros nada mas diversão 100% garantida. Cara, sempre procuramos pessoas de iniciativa como o post que vc fez e cara, sua materia tem repercutido bem pra caralho pelo que temos visto em nossas paginas, Vc esta de parabens, ja tocamos em algumas dessas casas. Quem reclama, n sabe o que é de verdade a estrada do rock, bandinhas de garagem que se acham estrelas e querem cache alto, mas nunca vão em shows de seus proprios amigos. A cena morre assim, mas atitude como a sua, me dão mta esperança na humanidade, se quiser conhecer :

    https://www.facebook.com/ColetivoGDR?fref=nf

    a page da minha banda :

    https://www.facebook.com/oficialspread?fref=ts

  14. Grande texto, João!!! Ótima abordagem..!!!
    É um problema que as bandas enfrentam no país inteiro e aqui em Santa Catarina não é diferente. Porém, no litoral a gente rema na maré oposta. Em Floripa existe “O Clube” e na região da Costa Esmeralda, a BOI (Bandas Organizadas Independentes). São duas organizações que batalham pelo som autoral e são compostas por grupos de sonoridade singular, que hoje já conseguem espaço em algumas casas para levar o repertório 100% próprio para o público. Estais mais do que convidado a conhecer as bandas e estamos aqui disponíveis pra fortalecer a cena.
    Um grande abraço!!! (já que “Aquele Abraço” é do Gilberto Gil… rs)

  15. “A Casa-Bar Cultural”: arte independente, música de qualidade e cultura no bairro do Ipiranga. A casa fez um ano agora 18/7, e a proposta de som é lado B, alternativo e autoral!! Lugar pra degustar e compartilhar a arte. Toda quarta tem sarau, poesia, jams.. Em 05/setembro/15 faremos o II Festival na rua… só acho q vc devia conhecer…. 😉 facebook.com/casabarcultural. Abraço João! Marcella 🙂

  16. A Casa-Bar Cultural, no Ipiranga!! Arte independente, som lado B, alternativo e autoral. Em 05/setembro/15 faremos o II festival na rua… só acho q vc devia conhecer… 😉 facebook.com/casabarcultural Abraço, João! Marcella Ene.

  17. Em 1982 comprei um bar no jabaquara e que ficou até 1900 aberto e todo fds lotado praticamente com 90% de bandas autorais (Centúrias, Harppia, Vírus, Santuário, Sepultura, Zero Hora, Salario Minimo, Golpe de Estado, Nostradamus, Cérbero e mais um monte delas tocando e ganhando caxe). Creio que é só acreditar e escolher boas bandas que o público vem.
    Até hoje existem dois FB em nome do bar feito pelos frequentadores. E olha que já tem um tempinho, quem quiser conferir o nome do bar era Rainbow Bar. Abraço a todos e vida longa as bandas autorais.

  18. É muito bom ter um espaço para música autoral, sei que muitos músicos querem ganhar quando tocam , mas devem olhar pelo lado que é melhor ter um espaço do qual você pode ter seu trabalho divulgado , do que ficar cantando músicas conhecidas e deixar as suas músicas na gaveta, afinal de contas é uma forma de divulgar a música! Parabéns pela iniciativa!

  19. A verdade é que as bandas cover tem algumas ruins mesmo mas, a maioria tem um som de qualidade, mas as músicas que eles tocam são músicas que daqui a 50 anos ainda serão tocadas e essas músicas ainda são e deram inspiração de quem está aprendendo e de quem vai aprender rock….mas o que se tem produzido nos últimos anos infelizmente não é algo marcante salvo rarissas esseções, é não é só questão de gosto, cite uma banda brasileira ou estrangeira que fez algum rif marcante ou um bom solo de guitarra… Difícil lembrar né? Mas em um tempo em que restart ganha premio de melhor banda de rock!!!! Eu prefiro ficar com os covers!

    1. Se você diz que NENHUMA banda nacional ou estrangeira fez uma música ou riff marcante ou um bom solo de guitarra… Bom, é sinal que ou você não está pesquisando direito ou só está ouvindo o que as rádios te oferecem. Vá mais a fundo, a música continua bem viva!

  20. Genial!
    O Rock está precisando desse espaço e dessas iniciativas.
    Fico feliz de ver tantos comentários e pessoas com sede de novidade.
    Tem MUITA banda boa tocando por aí, precisamos de oportunidade pra todas elas mostrarem seu valor.
    Toco numa banda chamada SOLAR e estamos sempre procurando somar na cena. Ja tocamos 2x no Cervejazul e rolou bem foda, houve um retorno bacana do público.
    Se tiver interessado lhe envio nosso álbum, a gente faz um rock alternativo com umas misturas bem interessante.
    Abração e viva o ROCK!

  21. Muito bacana a matéria João!
    Como já foi mencionado aí em cima pelo Daniel e pelo Milton, nós do Telstar decidimos criar o projeto Subsunday Sessions com shows bacanas e baratos aos Domingos que acontecem dentro da galeria do hostel, a Submundo 177.
    Mais até do que abrir espaço para os artistas, queremos oferecer uma opção a preço justo para quem quer assistir a shows bacanas em Domingo à tarde.

    Este é um video de um dos shows que estão por vir, na fanpage é possível conferir a programação.

    https://www.facebook.com/submundo177/videos/vb.551061651700047/575030619303150/?type=2&theater&notif_t=like

    Mais uma vez parabéns pela matéria e pelo blog.

  22. Valeu pela presa João
    O Carbônica está nessa construção da cena, que é mesmo muito árdua!
    Já passamos por inúmeras casas como vc citou Puxadinho, Cerveja Azul, Studio SP/DaLeoni (in memorian), Inferno Club, Sensorial Discos, Outs, Espaço 50, 74 Club, Formigueiro, CasaCLAM, Salab….
    Cada uma com suas particularidades de tratos e de estrutura
    Temos lugares e temos muita banda boa, É só procurar.
    Parabéns pelo texto

    Nessa sexta estamos novamente no Cerveja Azul, ta convidado
    Abraços

    Will

  23. Muito legal João,
    Aqui em Campinas temos o Bar do Zé onde tocaram Ludov, Garage Fuzz, dentre outras e o Quintal do Gordo onde já tocaram Dance of Days, Camarones Orquestra Guitarrística e outros, ( com cachê ) . Em São Paulo onde tocamos em algumas casas , por sermos de outra cidade é difícil agregar público, dessa forma fica impossível tocar no Cerveja Azul ou no Feelings que pedem 30 á 40 convidados, não sei desses outros bares, mas nosso custo prá chegar em São Paulo já fica em 200 reais, se tocarmos 8 vezes por mês, em 6 meses vamos ter que vender os instrumentos, acho que o ideal seria um cachê, mas nem ajuda de custo esses caras dão, como fazer dessa forma????? Mesmo assim o texto é show!!!!!

  24. Só um aviso……..Banda que toca de graça não merece respeito , bandas que se propõe a se deslocar ,levar equipa, viajar, e tocar de graça pra mim são marionetes de “empresários” sangue sugas !!
    A melhor coisa a se fazer é gravar um material decente e sair vendendo, quem quiser comprar que pague.Bares,pubs,locais que ficam ganhando em cima de bandas autorais sem pagar um cachê digno não passam de sangue sugas!

  25. Opa João!

    Só vi a matéria agora,concorto plenamente com tudo o que você disse!
    O maior problemão é as pessoas “idolatrar” demais! Hoje em dia parece que ninguém quer ser original, tocar algo diferente… valeu pela matéria!

    A propósito,qual o nome da banda aí da foto que abre a matéria ??? Parece ser maneira!!!

  26. Oi João Pedro e demais amigos do blog; sou o Cadu, da banda ViuDecavêz, da zona leste de SP.
    Parabéns pela iniciativa de reunir todas estas informações e opiniões que servem para inspirar e incentivar a quem tá na estrada. Toco desde 89 e esta é minha segunda banda, composta por amigos, todos loucos por música; fizemos e fazemos cover ainda pra custear equipamentos e horas de estudio, mas temos sons próprios e agora mesmo estamos arregaçando as mangas e tentando sair de vez do casúlo, tocamos rock nacional e estamos em busca de espaços que nos aceitem. Como não vivemos exclusivamente da música, pra divulgar os sons próprios aceitamos tocar em qualquer lugar e de graça. quando não houver previsão de cachê. Mais importante para nós, sem demagogia, é levar nosso som a quem estiver de ouvidos isentos para recebê-lo e a nos sem preconceito. Galera,juntos é que somos fortes! Quem puder nos dar uma força para divulgar e viver finalmente este sonho, agradecemos muito. nosso contato é(com sua licença João: 9-5219-0846(Cadu) e [email protected] ou [email protected]. Assim como vocês, acreditamos na boa música, feita com o coração e não por modinha. Abraços ! Cadu. Ah. neste site tnb, que gentilmente nos cedeu o espaço para postar nossas musicas, tem alguns sons nossos para baixar e conhecer e, se possível, deixar um feedback; aguardarmos convites, rs.

  27. Boa iniciativa, o rock independente precisa se unir por mais espaço na cena cultural paulista! Mas infelizmente, alguns desses lugares divulgados neste post não passam de fachada. Dizem liberar espaço para divulgação de novos trabalhos, mas por intervenção de “produtores” meia-boca, safados lucradores e lobos em pele de cordeiros, que só querem sugar uma grana fácil e não buscam o fortalecimento do grupo independente, não ajudam as bandas a não ser que liberem um tutu monstro pra eles. Alguns “produtores” prometem pagar um cachê que nada mais é do que os ingressos que a banda vende, menos a parte (maior parte) que cabe ao trabalho que ele teve de “produzir” seu show! Enfim, o que tem de maracutaia nesse lance desanima muitos músicos bacanas que acabam apelando pra produtores mais renomados, caros e que muitos vezes descaracterizam a banda em prol do comercio musical atual. Ou seja, tá difícil viver de autoral!

  28. Cover pra mim não tem emoção, não digo pra quem ouve, mais pra quem toca é sem emoção nenhuma reproduzir som de outra banda é triste, sem graça e até meio mecânico, robótico, sei lah!!! Tocar cover porque gosta, em casa com a família e amigos td bem, ok, mais querer se engrandecer por tocar covers aí é foda!!!

  29. Olá , este site é muito bom, venho compondo e fazendo músicas autorais e parcerias, mas não encontrando lugares para mostrar nossa arte, a arte da música própria, seus pensamentos, ideia e ideologias, a sonoridade própria ou que tenha influência não importa cada música é uma criação pessoal e valoriza nossa cultura é funde com outras influências e ter onde difundi-la é dar e dá-se espaço aos que as criam de mostrar seus trabalhos e projetos. Parabéns e não parem!!!

  30. Olá

    Como profissional da musica que navegou os dois lados do mercado tanto covers como autoral conheço bem a dificuldade do autoral. Tive uma banda nos anos 70 chamada Black Zé que os fãs até fizeram uma pagina no face. Black Zé tinha uma grande quantidade de seguidores e com a musica ´´Só para os Loucos“ (depois plagiada por Ventania) era sucesso em todos os lugares Tocávamos exclusivamente em teatros e alugamos o espaço para ganhar na bilheteria. Enchíamos os espaços como MAM no Rio, Teatro da praia e os teatros de escolas. Nao ganhávamos quase nada. No inicio dos anos 90 mudei para Buzios e começei a fazer covers. Fui uns dos primeiros a usar banda virtual cujos backing tracks eu mesmo gravava no meu Fostex de oito canais reproduzidos primeiro com fita DAT e depois com minidisc. Construí minha casa e coloquei meus filhos na escola e comida na mesa tocando covers. solo e guardando todo o cache para mim. Era chato pra carai mas consegui sobreviver exclusivamente com a musica. Só tocava por um cache fixo e como Buzios é uma cidade turistica nunca era a mesma plateia. Vendia CD´s de covers. Sempre fazia novos Cd´s que apresentava como ´´lançamento´´. Notava que muitas vezes quem comprava o CD queria um lembrança ´´autografada“ da noite em Buzios Tinha noites de vender mais de 30 CD´s. Ganhava mais do que no cache. Hoje tenho um espaço o Wood Zé Social Club em Buzios em que toco covers e autoral 4 vezes por semana. Consegui resistir nesse empreendimento pois toco no clube e a minha família que trabalha na casa e não tenho agora condições de contratar músicos e pagar um cache digno. Olhando o meu passado de batalha durante uma década no autoral acho que bandas que acreditam no seu trabalho tem que trazer publico para o espaço pois a maioria dos espaços como o meu que tem aparelhagem top de PA e Palco e toda a infra para mandar o som sem precisar dos músicos trazer nada não tem como arcar também com cachê. Abrem o espaço para o autoral para ganhar no bar. Outra alternativa é achar patrocinadores locais para um evento ou a própria banda vender camisetas, CD etc no show. De qualquer modo o Wood Zé Social Clube continua resistindo com o mantra ´´Rock and Roll will never die“

  31. Vida longa ao Rock and Roll!! Vida longa à Origem,mesmo porque é redundância, a ORIGEM por si só é VERBO! Portanto, vamos celebrar a criação fresca,criativa,versátil,verdadeira,inconsequente no sentido de não ter medo de se libertar dos pudores hipócritas,retrógrados,centralizadores,egoístas e reacionários,que impede a inédita arte da ação espontânea da ATITUDE NOVA,que movimenta a vida,que movimenta o sistema,que ,tira nossa parasita e comoda subsistência mortal dessa zona de conforte,que nos mantem “vivos” e nos mata na mesma velocidade e proporção pela qual nos propusemos a ficar, a merce da inércia! Essa ATITUDE NOVA, referindo-se a Música,é para mim ,sim, o conceito do trabalho autoral e de seus artistas e musicistas independentes, e de coração e mentes virgens e puros, e abertos para transformarem o “PREVISÍVEL ENGESSADO” em “EXPERIMENTALISMO,ACASOS,JOVIALIDADE DINÂMICA TRADUZIDA EM ESPONTANEIDADE “!! Acho, que a Música é Universal! Acho que gostos,gestos,versões e reciprocidade musical é uma questão única e exclusiva de cada ser-humano!! Acho que não se discute,mesmo porque cada pessoa é feliz do jeito que achar mais conveniente!! E quem sou eu,ou qualquer outro,que pode questionar isso!? Mas,pelo menos,de uma coisa,eu tenho convicção de que é verdadeira a recíproca: todas as coisas nessa vida humana mortal,especificamente a Música,elas se reciclam,sofrem mutações,não ficam estáticas,se transformam,e o NÚCLEO dessa TRANSFORMAÇÃO é PENSAMENTO NOVO de PESSOAS NOVAS e VISÃO DE FUTURO,independentemente de idade,mas sim de ATITUDE!! Abraços!!

  32. Boa tarde, tudo bom? Sei q o post é antigo, mas gostaria de saber se ainda tem esses lugares ou se sabem de outros onde eu possa me apresentar em sp! Sou cantor e compositor de Niterói-RJ e estarei por ai mês q vem. Valeeeu!

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