Cinema francês + Sonic Youth = “Simon Werner Desapareceu”, de Fabrice Gobert

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O Festival Varilux de cinema francês rolou no mês passado em várias salas de cinema pelo Brasil trazendo os principais lançamentos de produções francesas e francófonas em geral.

Eu costumo frequentar o festival desde 2011, quando descobri sua existência e daí por diante nunca mais deixei de ir, inclusive recomendo pra quem quer fugir dos hollywoodianos de sempre. Minha grata surpresa no ano de 2011 foi o thriller “Simon Werner Desapareceu”, do diretor Fabrice Gobert. Este é o primeiro filme do diretor, que até então só tinha participações em séries adolescentes francesas, com algum destaque regional.

Hmm, legal. E o Sonic Youth?

Agora vem a parte mais legal: Fabrice Gobert é um grande fã da banda Sonic Youth e propôs que a banda produzisse algo para fazer parte do filme, mas sem muitas esperanças de ter seu pedido atendido. A surpresa foi que a banda curtiu muito o projeto do cara e fez um álbum inteiro dedicado ao filme e seus personagens.

O resultado tem no Youtube, várias faixas estão lá para noooooossa alegriiiaaaa! Se você ficou curiosx, pode procurar por “Simon Werner A Disparu” que é o título original, ou “Lights Out” que é o título NADA A VER que os gringos colocaram nesse filme (cê achava que era privilégio dos HueBr traduzir toscamente os nomes de filmes né?)

Ah, pra quem é fã de Netflix (e quem não é?), deve ter visto a série “The Returned”, que foi produzido nos EUA com base no original em francês. Adivinha quem é o autor e diretor da série original, chamada “Les Revenants”? Ele mesmo, Fabrice Gobert. A Netflix fez o favor de cancelar a série, mas os franceses tiveram a sorte de poder ver o resto da história. Pelo jeito, esse diretor é fã de bons suspenses. E de rock.

SOFT SPOILER: Em uma cena de festa, na casa de um dos personagens, tá rolando “Love Like Blood” do Killing Joke. Aí você pode pensar: MAS UÉ, NÉRA SÓ SONIC YOUTH NESSA PORR*?? Então olhe com atenção a estampa da camiseta de um dos convidados da festa…

“Allegro Non Troppo” (1977) – Uma viagem de música clássica psicodelizada

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Allegro Non Troppo (Música e Fantasia)
Lançamento: 1977
Direção: Bruno Bozzetto
Roteiro: Bruno Bozzetto
Elenco principal: Maurizio Micheli, Maurizio Nichetti, Néstor Garay, Maurialuisa Giovannini

ilustrar a música, dar corpo e cor às notas, é uma inspiração que cada desenhista traz no fundo de sua alma desde os tempos mais distantes. Neste filem, finalmente conseguimos realizar esta união. Desenho animado e música clássica: uma dupla destinada a remanescer na história do cinema!

Uma orquestra maluca, com musicistas que são todas velhas senhoras desobedientes e um maestro tirano, se propõe a unir a música clássica e a animação. Assim, com um desenhista louco que briga com o maestro o tempo todo acompanhando as músicas, várias peças são executadas e cada uma ganha uma historinha animada que entre no ritmo, sempre com um caráter cômico e imagens bem caricaturizadas.

Unindo elementos da cultura pop como garrafas de coca cola com monstrinhos cômicos e surrealistas, as sketchs de Allegro Non Troppo” (“Música e Fantasia”) se estruturam em torno da música, portanto, o andar dos personagens, o jeito como aparecem, suas ações e o cenário em volta, seguem o ritmo e o tom das músicas.

No caso do “Bolero de Ravel” por exemplo, uma música que vai ficando cada vez mais forte com a entrada de um instrumento por vez, meio que cada instrumento introduz um novo monstrinho bizarro que se une aos que já estão em cena, até que em certa altura do clipe, as imagens são duma longa caravana composta por seres bizarros de todas as cores e tamanhos caminhando no ritmo do compasso.

Outro bom exemplo é a cena que acompanha o “Concerto em D maior” de Vivaldi. A música bastante alegre, mostra a tela com cores muito vivas, onde aparece uma abelha se preparando para almoçar uma flor. Contudo, em momentos de tensão do concerto, as cores escurecem e a abelhinha aparece bem desesperada.

Ainda com uma história se desenvolvendo entre um clipe e outro, onde o maestro briga com as musicistas e o desenhista se apaixona por uma assistente de palco, o filme de fato cumpre o papel o qual se propõe cumprir, e mescla mais do que bem a animação e a música clássica.

Segue em link o trailer e a trilha sonora:

trailer:

Filme Completo:

 

“Vou Rifar Meu Coração” (2012) – O brega como órgão pulsante da música brasileira

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Ano de lançamento: 2012
Direção: Ana Rieper

“Quando Nelson Gonçalves gravou ‘Negue’ era cafona. A Maria Bethânia gravou virou luxo. Nós não somos de uma elite. Nós não somos Buarque de Holanda. Somos pessoas de interior.” – diz Agnaldo Timóteo em determinado momento de “Vou Rifar Meu Coração”, documentário dirigido por Ana Rieper.

O grande trunfo aqui não é o destaque dado aos músicos mais consagrados do gênero como Odair José, Amado Batista, Nelson Ned, Wando e Lindomar Castilho (Waldick Soriano teve seu próprio documentário em 2008). Os artistas não falam de suas carreiras, mas sim da influencia que a música brega ou romântica tem na vida das pessoas. De como as letras são nada mais que um retrato verdadeiro da vida deles mesmos. E o melhor, a diretora reserva espaço para justamente os amantes do gênero, que nada mais são do que os personagens retratados nas próprias canções: o frentista abandonado, o bígamo que divide o tempo com duas esposas, o casal que se conheceu no bordel, entre tantos, junto aos elementos sempre presentes na trajetória dessas pessoas como o ciúme, a traição, a solidão e acima de tudo a paixão.

Feliz ainda por colocar o dedo na grande discussão sobre o que é a verdadeira música popular (qual a diferença com a consagrada “MPB de Ipanema” de determinados artistas?) “Vou Rifar Meu Coração” é um lindo documentário sobre pessoas, artistas e essa música tocada nos bordéis, boates noturnas, inferninhos, cabarés e é claro, nos bregas.

“Cidade Oculta” (1986) – Arrigo Barnabé, o doido-cafônico

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Cidade Oculta
Lançamento: 1986
Direção: Chico Botelho
Roteiro: Arrigo Barnabé e Luiz Gê
Elenco Principal: Arrigo Barnabé, Carla Camurati e Celso Saiki

“Senhoras e senhores, boa noite! Enquanto você e eu dormimos o sono dos justos, entre luzes e sombras de ruas perdidas, começam algumas de muitas histórias…”

Se o Luiz Gê e o Arrigo Barnabé sentassem juntos numa mesa de bar e decidissem escrever um filme policial que se passasse na São Paulo dos anos 80, com o protagonista como um ex-presidiário e criminoso que vive numa barca no Rio Pinheiros caçando tesouros jogados no esgoto, seria bem massa…

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Achando tesourinhos no rio Pinheiros…

Dodecafônico não só nas músicas, o filme do Chico Botelho é um espetáculo. Com uma interpretação dramática bastante exagerada que reflete o jeitão daquela galera do Lira Paulistana, um elenco incrível, uma fotografia impecável (pra quem curte SP pelo menos…) e a belíssima trilha sonora, o longa apresenta uma trama envolvente do início ao fim, com uma série de clichês ridículos de amor e traição, mas definitivamente dum jeito bastante original…

Enfim, já tendo dito acho que o suficiente sobre a trama, partamos ao que interessa!

A trilha sonora composta quase que inteiramente pelo Arrigo Barnabé (que nas músicas “Cidade Oculta” e “Ronda 2”, faz parceria com Roberto Riberti, Eduardo Gudin e Carlos Rennó), deixando pros outros somente “Pregador Maldito” do seu irmão Paulo Barnabé, “Mente, mente” do Robinson Borba e “Pô, Amar É Importante” do Hermelino Neder, é um retrato perfeito da lógica urbana de SP (ainda mais na época).

Com uma dodecafonia sinistra típica do compositor e uma letra que insiste em se meter no universo mais junkie da madrugada paulista, cabe muito bem no universo romântico/criminoso que o filme cria meio que fazendo uma paródia do estilo noir. “Ronda 2” por exemplo, a música que abre o filme, em versos como “Bares e clubes luzem sinais/Gangues de punks lúmpem demais/E prostitutas passam ao léu/E viaturas surgem no breu”, deixam isso bem claro.

É difícil dizer de alguma música que se destaque, contudo na minha cabeça, algumas marcaram mais forte… “Poema em Linha Reta” pra começar, a versão que o Arrigo fez pro incrível poema do Fernando Pessoa com uma insistência na repetição de algumas palavras, definitivamente deu uma baita força extra pros versos do português. “Pregador Maldito” do Paulo Barnabé e mais ainda “Pô, Amar É Importante” do Hermelino Neder, se destacam por apresentarem uma coisa mais pop, a do Hermelino, quase que uma new wave. Por fim, “Mente Mente” do Robinson Borba, também com uma pegada bem pop se torna muito especial pela voz do Ney Matogrosso que canta uma parte da música.

Assista o filme completo aqui:

Ouça a trilha sonora aqui:

E é, por hoje é só…

“Una Mujer Fantastica” (2017) – protagonista cantora ou músicas protagonistas?

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Una Mujer Fantastica (Uma Mulher Fantástica)
Lançamento: 2017
Direção: Sebastián Lelio
Roteiro: Sebastán Lelio e Gonzalo Maza
Elenco Principal: Daniela Vega, Francisco Reyes e Luis Gnecco

Se eu tô vendo um filme e começa de repente a tocar “Time” do Alan Parsons Project, eu penso “porra, tá aí um que merecia um texto pro Crush em Hi-Fi…”. Digamos que o que aconteceu quando assisti ao chileno “Una Mujer Fantastica” (“Uma Mulher Fantástica”) vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro…

Una Mujer Fantastica“, do Sebastián Lelio, é um manifesto político, romântico e musical. Começa parecendo um simples romance, fofo, gostoso: um senhor duns 60 anos, simpático e apaixonado, e uma cantora duns 30 anos, também apaixonada; os dois programando uma viagem pra Foz do Iguaçu… O estranho porém, é que a grande virada do filme acontece logo depois de apresentar o casal apaixonado, ainda na primeira meia hora. A morte inesperada do cara é um choque definitivo e é a partir daí que o resto acontece.

A família do cara (o irmão, ex mulher, filhos que tinha desse antigo casamento e etc.), passa a fazer o possível pra impedir a nossa protagonista cantora, de manter algo do morto, ou de sequer ir no funeral, só porque ela é transexual. A partir daí tudo se desenvolve em volta dessa questão da transfobia, exibindo nas telas as agressões físicas e verbais que ela sofre, e as mil crises de identidade da personagem.

A música entra justamente aí.

Como elemento central na vida da protagonista, a parte musical do filme é o conforto dela, é onde ela afirma sua identidade, apesar das crises, é onde ela exprime a raiva, o amor, o ódio, a felicidade e tudo o mais.

Com uma voz incrível, cantando tangos em bares e óperas incríveis, a Marina (a protagonista), aparece numa cena em desespero total, puta da vida, entrando na casa do professor de canto pra ensaiar. O cara entende na hora que a questão não é de ensaio, mas mesmo assim toca a música. A ária italiana “Sposa Son Disprezzata”, composta por Geminiano Giamelli e usada por Vivaldi na ópera “Bajazet”, vai da Marina cantando no apartamento do professor, até uma cena bastante simbólica dela andando na rua, quando um vento forte aparece e a partir dum momento, não a deixa mais andar pra frente…

É, dessa parte do filme só achei esse vídeo de sei lá onde, que tem também um trailer, além da cena em questão…

Cheio de simbologias desse tipo, sempre muito metafóricas, tem outros sons que chamam bastante a atenção. “(You Make Me Feel Like) A Natural Woman”, que acompanha uma cena dentro do carro, traz toda a questão das crises de identidade da personagem, com uma espécie de ironia, já que definitivamente não é a princípio, um som que parece remeter a qualquer tipo de crise.

Dancinha romântica com fundo de Alan Parsons…

Ainda com “Time” do Alan Parsons e mais música clássica, o filme demonstra uma clara atenção à parte sonora do audiovisual.

Como se não fosse o bastante, além das músicas que foram apropriadas pelo longa chileno, várias foram compostas sob encomenda, pelo moderno músico eletrônico Matthew Herbert. O cara que já trabalhou com nomes como Björk, foi escolhido pelo diretor Sebastián Lelio, segundo o mesmo por sua “capacidade de misturar tradição com inovação sem problemas”. Aparentemente, de fato deu certo…

Segue em link o trailer e a trilha sonora.

Trailer:

Trilha sonora:

Acabo o artigo deixando com vocês essa matéria pra refletir um pouco:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/12/1944176-transexual-e-morta-a-pauladas-em-quarto-de-hotel-na-zona-norte-de-sp.shtml

“Fritz The Cat” (1972) – Crumb animado, musicado e sempre controverso

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Fritz, The Cat – O Gato Fritz
Lançamento: 1972
Direção: Ralph Bakshi
Roteiro: Ralph Bakshi
Elenco principal: Skip Hinnant, Rosetta LeNoire e Jonh McCurry

“Fritz, The Cat” é um filme de Ralph Bakshi, grande diretor de animações malucas das décadas de 70 e 80, uma adaptação pras telonas das histórias do personagem Fritz, The Cat, do cartunista rabugento Robert Crumb. Ligando as diversas que histórias que o Crumb escreveu sobre o personagem, o diretor apresenta pra quem assiste, uma paródia de toda a “vanguarda-hippie-artística-intelectual-revolucionária”, que na visão do autor, não passava dum bando de babacas com discursos vazios pra levar universitárias pra cama e suprir suas culpas burguesas.

Tirando um sarro também de todos as outras “tribos urbanas” da época (porque é isso que o Crumb, o senhor da rabugentice, faz deixando o Bukowsky no chinelo), a história se ambienta sempre num universo duma Nova York Junkie da década de 70, com pessoas em becos injetando heroína, policiais idiotas invadindo festas, pseudo-intelectuais discutindo drogas e etc. onde a música rola solta, sempre na pegada dum jazz bebop ou dum blues (o Crumb era apaixonado por ambos os estilos e chegou a escrever um quadrinho que é de fato uma pesquisa sobre toda a história do blues).

A maioria dos sons foi composta para o filme, pelos trilheiros Ed Bogas e Ray Shanklin, com direito a uma participação do próprio Crumb na composição da música tema do Fritz. Contudo, o filme ainda assim conta com outros sons, de artistas famosos tais como Billie Holliday e Bo Diddley e de alguns caras mais undergrounds, como Cal Tjader (um importante expoente do jazz latino), The Watson Sisters (um grupo de R&B do começo dos anos 60) e Charles Earland (multi-instrumentista de jazz, blues e funk).

O curioso, é que o Crumb odiou o filme. Logo após a estréia, o autor lançou tiras do personagem que satirizavam o diretor Ralph Bakshi e pouco depois disso, uma história com a morte do Fritz, já que o personagem havia sido “estragado” pela versão em cinema.

Segue em link o trailer e a trilha sonora.

Trailer:

Trilha sonora:

“Interstella 5555 – The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem” (2003) – O anime lisérgico com Daft Punk

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“Interstella 5555 – The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem”
Lançamento: 2003
Direção: Kazuhisha Takenouchi
Roteiro: Thomas Bangalter (Daft Punk), Guy-Manuel de Homem-Christo (Daft Punk) e Cédric Hervet.


Com uma linguagem que mistura os mais toscos animes com luzes e cores absurdamente epilépticas, o filme que acompanha as músicas do disco Discovery é um mindblowing total. Com a faixa de áudio invadida inteiramente pelo Daft Punk, a produção nipo-francesa conta mesmo sem falas, a história duma banda alienígena que é sequestrada durante um show e trazida pra terra por um empresário que parece o Eggman do Sonic. O cara transforma os membros em humanos, faz eles esquecerem de sua origem extraterrestre e os torna completamente passivos de qualquer rebeldia. A partir daí o longa se desenrola com herói, armas a laser, profecias antigas e muito daquela batidinha funkzada.

tão gente quanto a gente

A animação feita pela Toei Animation (estúdio responsável por animes como “Dragon Ball” e “Cavaleiros do Zodíaco“), passou pela supervisão do mangaká Leiji Matsumoto, criador do mangá que virou anime e que foi uma grande influência na infância da dupla Daft Punk.

Quanto às músicas, apesar de serem todas naquele mesmo timbre eletrônico, existem algumas que se destacam, tanto pelas cenas que acompanham quanto pelas sensações que carregam.

Cê vê que o filme é musical mesmo quando até a nave tem forma de guitarra…

Something About Us”, a música que aparece junto do reencontro romântico do herói do filme com a baixista da banda é uma baladinha linda! Perfeita pra estender a mão e chamar alguém pra dançar!

One More Time”, a que abre o filme é ótima pra já deixar animado e no pique pra assistir o resto. Junto duma cena dum show/festa, a música é realmente muito astral e perfeita pra pular pacarai!

Harder Better Faster”, a da cena da transformação da banda de ET’s pra humanos reflete muito bem a ideia que a partir desse ponto, segue por um bom tempo no filme: desprovidos de qualquer vontade própria, os alienígenas humanizados passam a trabalhar em ritmo industrial, totalmente automatizado.

Too Long” (ironicamente uma bem longa: 10 min), que acompanha a banda na nave voltando ao seu planeta natal, passando por um portal interdimensional e enfrentando uma criatura meio das trevas, é uma música muito forte, focada muito numa batida grave que causa uma vontade irrefreável de ficar pelo menos balançando a cabecinha, além duma guitarra que entra depois e que anima bastante o som.

Meu povo, acho que é isso… De resto, vejam o filme e descubram. Juro que é bom!

Segue em link o trailer e a trilha sonora:

Trailer:

Trilha sonora:

A ótima série Everything Sucks! possui trilha sonora repleta de clássicos dos anos 90

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O mais recente lançamento do Netflix, a série “Everything Sucks!” chega com uma trilha sonora que joga pesado com clássicos dos anos 90. A receita com clássicos marcantes, como apresentado no filme “Guardiões da Galáxia” da Disney, pode muitas vezes fazer mais sucesso ou trazer mais atenção para a produção audiovisual. A série tem apenas uma temporada e dez episódios, que já estão disponíveis na plataforma.

O trailer já envolve com a inesquecível “Linger”, do The Cranberries e mostra os dramas de estudantes adolescentes do ensino médio, com romance e situações cômicas que trazem toda a nostalgia de uma época sem smartphones e com a internet sendo aos poucos descoberta. Assista o trailer da série:

E aqui a playlist que reúne os clássicos tão amados da época que fazem parte da série (para cantar junto se você quiser):

“A Primeira Noite de Um Homem” (1967) – Simon and Garfunkel pra sorrir e pra chorar

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The Graduate (A Primeira Noite de Um Homem)
Lançamento: 1967
Direção: Mike Nichols
Roteiro: Calder Willingham e Buck Henry
Elenco Principal: Dustin Hoffman, Anne Bancroft e Katharine Ross

 

Um símbolo da cultura pop dos anos 60”; “O filme no qual se “baseou” a última cena de Wayne’s World 2”; “O com as musiquinhas do Simon and Garfunkel!”

Fazendo uma louca suposição de que um dia, enquanto você lê um livro ou toma um sorvete sentado num parque, alguém chegue e te diga alguma das frases colocadas acima, existe uma alta probabilidade de que esteja dizendo do filme “The Graduate”, o segundo com o jovem Dustin Hoffman.

Benjamin Braddock (o tal jovem Dustin Hoffman) volta para a mansão de sua família após completar a faculdade com uma absoluta incerteza do que fazer a seguir, um porre completo do mundo acadêmico e do fútil comportamento burguês que sempre o rodeou, e absurdamente incompetente sobre relações sociais de qualquer tipo. Seduzido pela mulher do sócio do seu pai (a Mrs. Robinson), ele mantém com ela uma relação por algumas semanas até que a Elaine, a filha dos Robinsons que estava fora, volta pra casa dos pais e o Benjamin se apaixona por ela. Bom, as merdas vão acontecendo a partir daí, dum jeito bastante novelesco, mas com algumas sacadas muito massas, além das músicas incríveis.

O Alfa Romeo Spider 1600 Duo (o cara é podre d rico! Díos Mio!)

Mesmo com músicas somente de um grupo, a trilha sonora apresenta diferentes sons que dão tons bastante variados às cenas do filme. De “Scarborough Fair” e “Sound of Silence” com uma pegada mais dark, até “Mrs. Robinson” com uma pegada mais rock e passando por “April Come She Will” com uma pegada fofinha, as músicas do Simon and Garfunkel recheiam com poesia e folk o longa de 67.

Pensando ainda na coisa dos diferentes tons que as músicas têm, vale focar em “Sound of Silence”. Essa aparece algumas (várias, tipo, muitas mesmo…) vezes ao longo do filme e nem sempre com o mesmo peso. No começo e no meio do filme, a música é símbolo das angústias do Benjamin, contudo, na cena final e na entrada dos créditos, a música aparece sendo símbolo de uma certa felicidade bastante despreocupada com tudo.

Ainda assim, a música mais icônica do filme é obviamente a “Mrs. Robinson”. Com o Dustin Hoffman dirigindo seu Alfa Romeo Spider, conversível e vermelho numa velocidade incrível ultrapassando todos os outros carros, a música toca acompanhando o frenesi dos últimos cinco minutos de filme, num ritmo bastante contagiante.

Segue o trailer e a trilha sonora!

Trailer:

Trilha sonora:

“As Patricinhas de Beverly Hills” (1995) e a estranha música dos anos 90

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Clueless (As Patricinhas de Beverly Hills)
Lançamento: 1995
Direção: Amy Hickerling
Roteiro: Amy Hickerling
Elenco Principal: Alicia Silverstone, Stacey Dash e Brittany Murphy

 

Assistido na companhia do Thiago Lastrucci, da Pierina Ludovice e do Hector Munhoz. Segue comentário da Pie acerca do filme:

“As Patricinhas de Beverly Hills é um filme interessante no qual podemos nos inspirar para sermos boas patricnhas e aprendermos sobre o karma e o amor entre pessoas diferentes”

P. Ludovice, 16/02/2018

Bem bostão. Uma comédia da década de 90 tirando um sarro do comportamento egocêntrico e arrogante de adolescentes mimados e podres de rico. Cher (Alicia Silverstone) é uma patricinha de Beverly Hills, presa no mundo do próprio umbigo e que não levanta um dedo pra nada, absurdamente estúpida, sem noção, que só faz merda, mas de verdade, acredita que é a melhor pessoa do mundo e que faz tudo pelos outros. Acompanhando a personagem, o filme vai mostrando como esse estilo de vida acaba levando-a à decadência e como ela sai disso duma maneira interessante.

Bom, não tendo dito nada no último parágrafo e com a fantástica justificativa de que bem, o filme também não fala porra nenhuma (!), sigamos adiante pra tratar do que importa. Apesar de a história de fato não chamar atenção por qualidade de roteiro, a trilha desponta com a guitarra meio punk, meio pop, que marca os anos 90.

Com David Bowie, The Muffs, Beast Boys, Radiohead, Supergrass e mais uma porrada de bandas das quais nunca ouvi falar, a música acompanha mais que bem toda a estética do filme de 95, que faz questão de expor ao máximo o estilo genial e cômico da época. Calças super largas, camisas gigantes, a ascensão do skate, o boné virado pra trás e tudo aquilo de que hoje em dia geral ri, mas sabe que na real é muito foda.

uma profunda análise crítica sobre a moda dos anos 90 pela boca da protagonista…

Abrindo o filme tem “Kids in America“, pra já estourar com o pique noventista (e vale por sinal, ressaltar que essa aparece também na trilha do filme do “Jimmy Neutron“…). Do Bowie aparecem duas: “Fashion”, uma bem mais experimental que o resto da trilha sonora, e “All The Young Dudes”, numa versão da banda inglesa World Party e que acompanha a narração da protagonista desprezando a tal moda descrita no parágrafo acima.

De resto, assistam pra descobrir!

Segue o trailer e a trilha sonora. Valeu!

Trailer:

Trilha sonora: