Banda Vexame fez jus ao nome em show constrangedor no SESC Pompeia

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Cultuada no início da década de 90, a banda Vexame, liderada por Marisa Orth, lotou o Teatro do SESC Pompeia nos dias 16 e 17 de setembro com o show intitulado “Visita Intima”. Conhecida por misturar repertório considerado brega com números de humor, a banda transformou o palco numa cela prisional, usando uma ótima caracterização através do cenário.

A apresentação e entrada da banda ao palco foram feitas anunciando “os crimes” cometidos por cada integrante/prisioneiro. O humor apresentado no show já demonstrou tom duvidoso logo na apresentação do baixista, acusado de ser um “ejaculador de transporte público”. Difícil ter que aplaudir a entrada de um músico com esse tipo de piada e com tantos casos de abusos no transporte público que são noticiados diariamente.

Musicalmente falando, a banda é sensacional, mesmo com o limite vocal de Marisa Orth. Resgatou sucessos já clássicos do seu repertório, como “Pare de Tomar a Pílula” de Odair José, “Ainda Queima a Esperança” da cantora Diana, e incluiu novos hits, como “50 Reais” hit sertanejo interpretado por Naiara Azevedo e em grande circulação por todo o país. O ponto alto do show foi a versão de “Siga Seu Rumo”, com forte apelo teatral e dramático.

O show teria sido ótimo se fosse focado apenas no lado musical, porém o tom de humor apresentado deixou muito a desejar. É inaceitável que em pleno 2017 fazer piadas com minorias seja a plataforma para arrancar algumas risadas constrangidas pela plateia. O baterista Carneiro Sândalo assumiu uma personagem transexual, dita como “confusa” e que deu margem para diversas piadas transfóbicas durante os intervalos das músicas.

O ponto mais vergonhoso foi quando, incentivado por Maralu Menezes, personagem de Marisa Orth, o cantor Carlos Pazetto dirigiu-se a plateia com o intuito de realizar um exorcismo e assim livrar um homem do “homem sexualismo” (termo dito por Marisa). O cantor escolheu um rapaz da plateia, esfregou a cara dele em seu pênis falso e volumoso  e de forma ridícula conduziu a cena. O ilustre “voluntário” se via fortemente constrangido, assim como boa parte da plateia se encontrava perplexa com tal cena.

Depois disso, não tinha mais como defender o humor mantido pela banda desde os anos 90 e que perdeu a oportunidade de se renovar. Durante os números teatrais, a impressão que deu é que fomos transportados para a década de 90, estávamos numa gravação do Sai de Baixo e que a qualquer minuto alguém gritaria “Cala a boca, Magda!” diante das atrocidades ditas pela cantora e seus companheiros de cela/banda.

Crédito fotos: Camila Cetrone.

Projeto “Frequências” uniu Jaloo com Aeromoças e Tenistas Russas na Casa Natura Musical

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Jaloo e Aeromoças e Tenistas Russas
Jaloo e Aeromoças e Tenistas Russas

No feriado do dia 07 de Setembro, a Casa Natura Musical abrigou mais uma edição do projeto “Frequências”, recebendo como convidados a banda instrumental Aeromoças e Tenistas Russas (ATR) e o cantor Jaloo.

Marcado inicialmente para as 21h30, o show começou com uma hora de atraso, apresentando a banda Aeromoças e Tenistas Russas. Vindos de São Carlos, a banda pautou a animada apresentação em seu mais recente trabalho, “Midi” e incluiu no repertório uma inusitada versão de “Canto de Ossanha”, clássico composto por Vinicius de Moraes. Um show curto, mas que impressionou e conquistou o público presente, que ainda pode conferir uma participação do cantor Jaloo, que cantou sua música “Tanto Faz” acompanhado pela banda.

Após uma troca de palco, foi a vez de o Jaloo apresentar o seu show, com o repertório completo do seu álbum de estréia, intitulado “#1”. Figura carimbada nos principais circuitos de shows da cidade de São Paulo, Jaloo já conta com um público fiel e que interage bastante em seus shows, principalmente nas faixas que renderam ótimos vídeos clipes, como “Last Dance”, “Chuva”, “Ah! Dor!” e “Insight”. Vale destacar a ótima qualidade de som da Casa Natura Musical, que realmente foi um diferencial para a qualidade das apresentações.

Banca Tatuí traz shows de Tatá Aeroplano, Julia Valiengo, Mariana Degani e Remi Chatain em seu teto dia 19

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Tatá Aeroplano e Julia Valiengo
Tatá Aeroplano e Julia Valiengo

Neste sábado, dia 19, acontecerá a primeira festa do ano na Banca Tatuí, na Santa Cecília. O teto da popular banca de publicações independentes receberá shows de Tatá Aeroplano e Júlia Valiengo e também Mariana Degani e Remi Chatain apresentando o show do recém lançado disco “Furtacor”, além da sempre ótima discotecagem do Coletivo Trama.

As publicações não ficarão de fora, é claro. Durante o evento, rolam os lançamentos do livro “Bagagem“, do Troche e do zine Mó Tesão, com ilustrações de Magra de Ruim.

Conversei com João Varella sobre o evento de sábado:

– Dia 19 rola a primeira festa da Banca Tatuí. O que vai rolar de música?
É a primeira do ano. Teremos três atrações musicais. Shows de Tatá Aeroplano + Julia Valiengo e Mariana Degani + Remi Chatain, além da discotecagem do Coletivo Trama.

– Porque colocar shows ao vivo no teto de uma banca?
Porque temos uma estrutura bacana para isso, apesar de nunca termos planejado. O engenheiro que tocou a obra da banca exagerou na dose e fez uma estrutura que aguenta 1,5 tonelada. Logo, veio a ideia de pôr bandas tocando lá em cima.
Foi um acaso muito fortuito, pois a música tem uma ligação íntima com publicações, independentes ou não.

– O que Tatá Aeroplano + Julia Valiengo vão apresentar?
Nós não combinamos setlist com os artistas, mas creio (e torço) que teremos a presença das entidades Frito Sampler e Grace Ohio. Também há expectativa pelo material solo do Tatá e algo da Trupe Chá de Boldo (oremos).

– E o que podemos esperar da apresentação de Mariana Degani + Remi Chatain?
Aposto numa apresentação calcada no disco “Furtacor”, recém lançado e uma das melhores coisas que surgiu neste primeiro trimestre em termos de música brasilera.

Banca Tatuí
Banca Tatuí

– Vocês já tiveram problemas com a polícia impedindo as apresentaçãos. Como evitar isso?
A polícia nunca chegou a impedir apresentações. A polícia sempre surge no final, dialoga e entende que os shows são curtos. No final da conversa, o entendimento tem sido que a arte traz muito mais benefícios à região do que malefícios, ainda mais se levarmos em consideração que antes da banca a esquina era uma boca de tráfico.

– Vocês acham que essas operações de Psiu e afins estão atrapalhando a cena musical de São Paulo?
Atrapalham, mas se levarmos em conta São Paulo toda, não muito. Sinto que atinge mais os bares. Talvez sejam outros fatores que atrapalhem. Para deixar claro, minha posição é de repúdio ao que aconteceu com o Puxadinho da Praça. Nunca fui na casa, mas a contribuição que ela deu à cena da cidade foi notória. A cena musical de São Paulo é prejudicada hoje pela crise, que faz as pessoas ficarem em casa vendo o Netflix ao invés de sair, ao invés de consumir outro tipo de arte diferente do cardápio de séries da plataforma.

– Como a cena musical paulistana (e do Brasil) pode melhorar?
Pergunta ampla, mas vou responder entendendo “melhorar” como uma questão de qualidade musical. Aí respondo que é dando mais atenção ao rap. Sinto que esse é o gênero musical que tem algo a dizer hoje em dia. Não que todo artista tenha agora que cantar rap, mas a atitude e a energia vinda do hip hop são o que há de mais relevante em termos musicais. É hora dos artistas do centro aprenderem com a periferia. Além disso, claro, aquela aflição que atinge todos os artistas: arranjar formas de se viabilizar financeiramente através da música para poder assim se dedicar de corpo e alma em sua arte, conseguindo assim criar. Isso vale para escritor, artista plástico, etc..

– Podemos esperar mais shows na Banca Tatuí em 2016? 🙂
Sem dúvida! Esse é só o primeiro.

Banca Tatuí

Segunda edição da festa Crush em Hi-Fi acontece nesta sexta no Morfeus Club com show de Aletrix

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Aletrix

SIM! A festa Crush em Hi-Fi volta ao Morfeus Club nesta sexta-feira a partir das 20h para sua segunda edição! A ideia do evento é tentar fugir um pouco do lugar comum na noite paulistana, indo além do que as rádios e a televisão costumam oferecer quando o assunto é rock. CALMA: lógico que as bandas consagradas também aparecerão, mas não com aquele velho hit manjado que toca à exaustão em todas as baladas. Afinal, convenhamos: nem Kurt Cobain aguentava mais ouvir “Smells Like Teen Spirit”!

Além disso, sempre teremos espaço para bandas autorais. Nesta edição, teremos o show do Aletrix e suas letras ácidas e som cheio de pós-punk, rock alternativo dos anos 90, rockabilly e ~pop barroco~. A banda apresentará as músicas do disco “Herpes aos Hipsters” e sons que estarão presentes no segundo disco do quarteto. Se uma faxina na Augusta te faria feliz, não se enforque com o cinto: vá à festa do blog e veja esta apresentação que promete muitas supresas e aventuras!

Além disso, a festa também terá VENDA e TROCA de discos! Pegue aquele vinil que você tá afim de trocar ou vender e leve. Quem sabe você não consegue aquele disco que estava procurando há tempos, hein?

Nas discotecagens, o editor do blog João Pedro Ramos (Tiger Robocop,Combo Hits, No FUN) e o convidado Raphael Fernandes (editor da grande Revista Mad – Brasil, do blog Contraversão e roteirista de quadrinhos). Nos sets, muito rock de todos os estilos, desde o garage até o punk, do indie ao stoner, do hard rock ao psychobilly, do rock alternativo ao britpop, da jovem guarda à psicodelia…!


PROMOÇÃO pra quem vai ao Lollapalooza Brasil nos dias 12 e 13: apresentando seu ingresso na entrada, você ganha uma 1500 Cerveja Puro Malte pra começar o esquenta pro festival! \o/

Crush em Hi-Fi #2
Serviço:

Crush em Hi-Fi @ Morfeus Club
Quando: 11/03/2015 (sexta-feira)
Horário: a partir das 20h

Show: Aletrix
DJs: João Pedro Ramos (Tiger Robocop, Combo Hits, No Fun)
Raphael Fernandes (Revista Mad, Contraversão)

Fotos: Amanda Costa
Arte: Juliano Chiusoli

Preços:
*Com lista: R$15 (entrada)
*Sem Lista: R$20 (entrada)
Para entrar na lista, basta confirmar presença aqui no evento (https://www.facebook.com/events/533111233536596/). Se você não tem Facebook, envie seu nome para [email protected] com o título LISTA – 11/03

Aniversariantes do mês de março ganham um par de VIPs para comemorar! Mande sua lista de convidados para [email protected] com o título ANIVERSÁRIO – 11/03. Todos seus convidados entram na lista de desconto!

A festa Crush em Hi-Fi estreia sexta (04) no Morfeus Club com show do duo Horror Deluxe!

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A dupla Horror Deluxe

Sim, você leu direito: agora o Crush em Hi-Fi também terá uma festa! A estreia acontece no dia 04/12, sexta-feira, no Morfeus Club! A festa que busca fugir um pouco do lugar comum na noite paulistana, indo além do que as rádios e a televisão costumam oferecer quando o assunto é rock. Lógico que as bandas consagradas também aparecerão, mas não com aquele velho hit manjado que toca à exaustão em todas as baladas. Se nem Kurt Cobain aguentava mais ouvir “Smells Like Teen Spirit”, imagine o público da noite rocker paulistana?

Festa Crush em Hi-Fi 1

Além disso, a festa sempre terá espaço para bandas autorais. Para começar com o pé na porta, rola o show do duo HORROR DELUXE, destilando suas influências de psycho-punk-a-billy com muito filme B dos anos 50, The Cramps e José Mojica Marins na mistura! A dupla já foi entrevistada aqui no blog, confira aqui.

Nas discotecagens, o editor do blog João Pedro Ramos (Tiger Robocop,Combo Hits, No FUN), Mairena (baterista da banda BBGG) e Rafa 77 (autor do blog Hits Perdidos).

Ah, e tem uma promoção: Quem for ao CCXP – Comic Con Experience e comparecer com o crachá, ganha na faixa uma cerveja 1500 Cerveja Puro Malte!

A dupla Horror Deluxe
A dupla Horror Deluxe

 

Na festa do Crush em Hi-Fi, você ouve: Iggy and the Stooges – Pin Ups – T.Rex – Ramones – Thrills and The Chase – The Hunted Crows – The Clash – Faith No More – Undertones – Parliament – Supersuckers – Bionica – Transplants – Funkadelic – Turbonegro – Deb & The Mentals – Andrew W.K. – Rita Lee & Tutti Frutti – Muzzarelas – Forgotten Boys – Primus – Skating Polly – Violentures – Purple – Queens Of The Stone Age – Screaming Females – The Runaways – Oh! Gunquit – Hellacopters – L7 – Sly and The Family Stone – The Who – Jack White – The Love Me Nots – New York Dolls – Tits, Tats and Whiskers – Sonic Youth – The Chuck Norris Experiment – 13th Floor Elevators – Seeds – Autoramas – Sonics – Garage Fuzz – MC5 – Bowie – Hendrix – James Brown – Velvet Underground – Eagles of Death Metal – Deap Vally – The Rolling Stones – Raveonettes – Cramps – Ventures – The Two Tens – Wolfmother – La Femme – Carbona – Toni Tornado -Human Beinz – The Hyena Kill – The Nerves – Red Hot Chili Peppers – Veronica Kills – Buffalo Tom – Afghan Whigs – Superchunk – Pavement – Kleiderman – Supergrass – Blondie – Titãs – Nirvana – B-52s – The Hives – Stray Cats – Os Mutantes – Killing Chainsaw – Beastie Boys – Pulp – Manic Street Preachers – Molotov – Garbage – The Kinks – Party Up – Pixies – Stone Roses – Little Quail and The Mad Birds – Weezer – Hole – Ride – Dinosaur Jr – Fugazi – Happy Mondays – Sugarcubes – The Pogues – Fu Manchu – Teenage Fanclub – The Cure – Smashing Pumpkins – Primal Scream – Devotos DNSA e muito mais!

Serviço:

Crush em Hi-Fi @ Morfeus Club
Quando: 04/12/2015 (sexta-feira)
Horário: a partir das 22h

Show: Horror Deluxe
DJs: João Pedro Ramos (Tiger Robocop, Combo Hits, No Fun)
Mairena (BBGG)
Rafa 77 (Hits Perdidos)

Fotos: Amanda Costa
Arte: Leo Buccia

Preços:
*Com lista: R$15 (entrada)
*Sem Lista: R$20 (entrada)
Para entrar na lista, basta confirmar presença no evento do Facebook. Se você não tem Facebook, envie seu nome para [email protected] com o título LISTA – 04/12

Aniversariantes do mês de dezembro ganham um par de VIPs para comemorar! Mande sua lista de convidados para [email protected] com o título ANIVERSÁRIO – 04/12. Todos seus convidados entram na lista de desconto!

Jack Daniel’s Saloon, ou Lynchburg a duas quadras do metrô Pinheiros

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Jack Daniel's Salloon
foto da página oficial do Jack Daniel's Salloon

Lemmy Kilmister, Keith Richards, Frank Sinatra. Os três apreciavam um bom gole de Jack Daniel’s, cada um a sua maneira. Além do gosto pelo legítimo whiskey de tennessee, o trio possuía em comum a sede pela essência, mesmo que em diferentes gerações e abordagens.

Pelo segundo ano em São Paulo, o Jack Daniel’s criou um bar temático, dessa vez instalado em frente ao Largo da Batata, em Pinheiros. Ao sair da estação Pinheiros de metrô e caminhar até o Jack Daniel’s Saloon, o trecho é um passeio turístico, talvez inusitado. Um bar com música voz e violão, outro com jukebox do melhor da música brega, enquanto uma lanchonete durante o dia vira uma boate ao anoitecer, com grupo formado por violão, bateria eletrônica e um vocalista que se apresenta como se estivesse em um estádio. Respeitável.

foto por Pedro Couto
foto por Pedro Couto

Ao adentrar no Jack Daniel’s Saloon, entra-se no universo de Jack Daniel’s, jarros de milho, centeio e cevada ganham foco de luz; frases de efeitos, típicas do Velho Jack, ficam expostas por todo o bar; pedaços de carvão – ingrediente para a filtragem que garante o selo de “tennessee whiskey” ao invés de bourbon – ganham a forma de cortina para que a imersão à marca seja tão precisa quanto sua receita.

O cardápio, obviamente, é centrado no Jack, com drinks clássicos como Jack & Cola até outros exclusivos. Além da linha padrão deles – Old Nº7, Honey, Gentleman… até o modelo em homenagem a Sinatra está à venda -, cervejas importadas e outras opções também estavam a disposição.

Até o momento, tudo parece fazer sentido: uma viagem direto para Lynchburg… a duas quadras do metrô. Mas…

A grande maioria do público não parecia querer estar lá pelo significado do local. A geração pós-‘Eu Fui!’ honrava a frase. Estava lá pelo registro de estar e não pela memória de viver. A banda, Leite Paterno, que infelizmente focou o show no “Nevermind” do Nirvana, fingia um rock que soava tão irônico quanto pasteurizado. O público gostava das radiofônicas, ignorando o significado da obra. O vocalista mencionou Krist Novoselic como “o baixista lá…”. Resumindo: o que o bar oferecia de imersão e significados se transformava em pasteurização de estilo harmonizado com um molho ralo de gente escrota.

O show do Leite Paterno talvez tenha ficado íntegro e honesto quando eles começaram a tocar as músicas próprias. Porém, neste momento, metade da pista já não via utilidade para estar lá. Relembrar, então, muito menos. Já estava tudo no Instagram.

Garimpo Sonoro #2 – Quer ver música? Aqui estão 4 canais musicais no Youtube!

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The Defibulators

Ainda sobrevivo no Crush em Hi-Fi pela terceira semana seguida! Ou este é o maior sucesso deste site ou seu editor-chefe apenas está com dó desse que vos escreve. Foda-se o que seja, aqui vamos nós.

Depois das músicas eruditas, sem palavras, do post anterior, agora sugiro alguns lugares para ver e ouvir músicas. Quatro canais do Youtube que já foi fonte de muita descoberta boa por aí. Eu poderia citar mais, mas vou guardar para um post futuro… não sei até quando minha criatividade durará (se é que ela existe!).

1) Tiny Desk Concert
Bob Boilen empresta sua área de trabalho para chamar músicos a tocarem no meio da redação da Rádio NPR. O resultado é uma curadoria primorosa junto de um clima intimista (salvo algumas exceções). Eis dois exemplo:

Laura Marling, que vocês ainda me verão falar dela mais vezes. Que voz. Que música. Que mulher!

Gogol Bordello, que levaram toda sua energia volátil (alcóolica, entenderam?!) para o local, com Eugene Hütz andando pelas mesas.

2) Music Fog
Este canal é mais voltado pro country e americana, mas às vezes pipocam umas coisas mais amplas, como essa aqui:

Lake Street Dive, esse foi o primeiro vídeo que vi dessa banda e, que som! A Rachael Price é um show a parte, admito. Que voz. Que música. Que mulher!

Ray Bonneville, o climão dessa música vale o play. É a trilha sonora de um filme completo. Gosto de músicas assim.

3) KEXP
A rádio de Seattle montou um canal BEM foda, com várias mini apresentações, além de outros registros. A curadoria passa desde bandas nem tão famosas até hypadas, com Florence and the zzzz.

Charles Bradley, com um primeiro encontro como esse, impossível não se apaixonar por ele de primeira.

Meschiya Lake, “born and raised” em New Orleans, ela faz o bom e velho jazz. Se já não teve, um dia você terá um momento em que músicas assim te salvarão.

4) Live and Breathing
A descrição é clara: “Capturando performances intimistas por músicos em uma única e pessoal configuração.

The Defibulators, diversão hillbilly garantida! Sem mais.

Buffalo Killers, aqui não há muito intimismo, apesar do local claustrofóbico. Stoner rock classudo.

Tem alguma dica de canal? Manda pra nóe!

Queers & Queens Festival debate homofobia com rock no Morfeus Club neste sábado

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queers & queens

A quarta edição do festival Queers & Queens acontecerá nos dias 17 e 18 de outubro, a partir das 17h no Morfeus Club, em São Paulo. Além de shows de bandas independentes, o evento trará ao debate questões como homofobia, transfobia, lesbofobia, bifobia, feminismo e veganismo. A entrada custará R$ 10 e o festival também contará com DJs e exposições temáticas.

Idealizado pelos produtores culturais Shamil Silva e Hanilton Scofield, o objetivo do festival é propagar a informação de que preconceito é crime, que preferência sexual não define caráter e que é preciso, literalmente, “fazer barulho” para acabar com a discriminação. Um dos critérios utilizados na seleção das atrações do Queers & Queens foi o fato de ao menos um dos integrantes da banda ser assumidamente homo ou bissexual, e que o grupo tivesse identificação com o público LGBT.

No sábado, os shows ficam por conta das bandas Parte Cinza, Rebel Shot Party, Nerds Attack, Black Sun e Xerxes, além dos DJs Celso Tavares e Carol Santos. No domingo, o festival recebe as bandas Twinpines, Paz, Black Clovd, Shark Butterfly e E. Maria & Scarlets e os DJs Thais Maranho, Jennifer Souza e Lucas Andrade.

Conversei com Hanilton sobre o festival:

– Como surgiu a ideia do evento?

A idéia surgiu por não me identificar totalmente com os eventos voltados ao público LGBT, principalmente com a questão musical. Eu concordava com o ativismo, porém me sentia uma pouco deslocado. Então comecei a amadurecer a idéia de fazer um festival totalmente voltado ao rock, aliado ao ativismo. Nisso entrou o Shamil e juntamos a minha experiência em eventos pró LGBT e a experiência dele com bandas.

– Como este projeto busca combater a homofobia e o machismo, tão em alta no Brasil (e em todo o mundo)?

A gente costuma falar que a idéia é chamar atenção fazendo barulho, através da música. A maioria das bandas expressam em suas letras e em seu comportamento o combate a todo tipo de preconceito. Acho que ainda é importante se impor, mostrar a cara e ocupar seu lugar na sociedade, exigindo igualdade e respeito.

Parte Cinza
Parte Cinza

– Quais bandas e artistas estarão presentes? Você pode me falar um pouco de cada um deles?

Os destaques de sábado ficam com os shows das bandas Parte Cinza, Rebel Shot Party, Nerds Attack, Black Sun e do artista Xerxes, além dos DJs Celso Tavares e Carol Santos. No domingo, o palco receberá as bandas Twinpines, Paz, Black Clovd, Shark Butterfly e E. Maria & Scarlets, com os DJs Thais Maranho, Jennifer Souza e Lucas Andrade. Sempre tentamos incluir atrações de fora do estado, esse ano sem apoio isso ficou um pouco limitado, mas conseguimos trazer o Rebel Shot Party de Brasília, Parte Cinza do Rio de Janeiro e o Paz, que atualmente reside em Porto Alegre.

– Teremos outras coisas além dos shows, correto?

Sim, além dos shows teremos apresentações de DJs, exposições, venda de comida vegana e debates. Nesse ano os temas debatidos serão Transfobia e a relação do Feminismo com o Veganismo.

Paz
Paz

– Nos anos 90, festivais com bandas independentes pipocavam em todo o país e geraram diversas cenas musicais. Porque isso parou?

Pois é, eu acompanhava toda essa cena através de reportagens e ficava super empolgado. Alguns ainda realizam edições mas não vemos mais tanta repercussão quanto antigamente. Acho que o aumento do circuito de shows fora do eixo Rio – São Paulo tenha contribuído para essa diminuição de festivais, antigamente em alguns lugares você só veria shows em festivais e agora existe uma programação mais rotineira. Acho que tem como recuperar sim, na minha concepção festival vai além da música, pensar programações voltadas a artes integradas talvez seja uma boa forma de atualizar o formato de festivais, como conhecemos na década de 90.

nerds attack
Nerds Attack

– Onde será o festival? As casas de SP oferecem auxílio para bandas autorais e festivais?

Esse ano o festival acontecerá no Morfeus Club, é um local bem bacana localizado ao lado do metrô Santa Cecília, boa localização influencia muito. Acho que as casas já deram mais espaços para bandas autorais, hoje em dia vejo a programação sendo dominada por bandas covers. Gosto do formato, porém conheço muitos músicos que optam por covers por não encontrarem espaço para executarem seus trabalhos autorais. São Paulo é uma cidade muito rica culturalmente, tem público para ambos os trabalhos, porém acho que investir em programação formada por covers garante um retorno mais rápido aos donos dos estabelecimentos. Mas mesmo assim, tem muita banda autoral trabalhando, boa parte dessa safra poderá ser conferida no próprio festival. Sobre o auxílio para bandas autorais e festivais, ele existe mas ainda é pouco comparado a demanda.

Festival Queers & Queens 2015
Data: 17 e 18 de outubro
Horário: A partir das 17hs
Local: Morfeus Club – Rua Ana Cintra, 110 – São Paulo/SP
Entrada: R$ 10
Fanpage: www.facebook.com/QeQFestival
Evento: www.facebook.com/events/904230413002600/

Festival Distúrbio Feminino combate o machismo no meio musical neste sábado em São Paulo

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Festival Distúrbio Feminino

Neste sábado acontecerá em São Paulo a primeira edição do festival Distúrbio Feminino. Organizado pela autora do programa de rádio/blog, Mariângela Carvalho, Supernova Produções e pelo Tsunami Coletivo, o evento vai rolar na Praça do Ouvidor, que fica no Largo São Francisco, na Sé, das 14h às 19h. O festival é gratuito. “O objetivo é mostrar a qualidade dos trabalhos realizados por mulheres em diferentes áreas das artes”, explicou a produtora. “O evento procura evidenciar o poder das garotas, que nunca deixaram a desejar no quesito talento e originalidade. Queremos mostrar que as mulheres estão em completa equidade criativa e artística com os homens, e que muitas mulheres juntas podem mudar o sistema e as noções de machismo”.

O line-up contará com 4 bandas paulistas independentes: do interior, La Burca (Bauru) e Travelling Wave (Piracicaba), e da capital, BBGG e Fronte Violeta, bandas que surgem com força no cenário autoral do rock em 2015. Além disso, as garotas do Coletivo Efêmmera farão um grafite ao vivo durante o evento e o selo Contra Boots registrará um bootleg com os shows do dia, que será lançado em fitas K7 limitadas posteriormente.  Conversei com Mariângela sobre o evento:

 

– Como surgiu a ideia do festival?

Quando o Distúrbio Feminino surgiu ele tinha muitos propósitos: ser um zine artesanal, uma festa, programa de rádio, blog, festival. Começou como programa de rádio (atividade que sempre exerci desde formada) e ficou no ar por cerca de um ano e meio. Como a ideia nasceu para ser pluralista mesmo, envolvendo diferentes formatos e mídias, já estava na hora de expandir o foco e estrear como festival. Os objetivos continuam iguais (assim como eram enquanto programa radiofônico): mostrar a qualidade dos trabalhos realizados por mulheres em diferentes áreas das artes; por isso o festival traz música e artes visuais, com as garotas do Coletivo Efêmmera promovendo um grafite ao vivo durante o evento.

– Como este projeto busca combater o machismo, que continua tão em alta no Brasil (e em todo o mundo)?
O evento procura evidenciar o poder das garotas, que nunca deixaram a desejar no quesito talento e originalidade. Queremos mostrar que as mulheres estão em completa equidade criativa e artística com os homens, e que muitas mulheres juntas podem mudar o sistema e as noções de machismo. Hoje sabemos que podemos fazer e ser tudo aquilo que queremos.:)

BBGG
BBGG

– Pode me falar um pouco mais sobre as bandas que vão participar?

Quando o festival começou a ser formado a ideia era que tivéssemos 4 bandas vindas de lugares diferentes do Brasil para mostrar as diferentes produções que temos hoje em dia. Grupos do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram convidados, mas com nenhum deles foi possível (os motivos eram os mais variados, mas o que pesou mesmo foi o preço das passagens, pq realmente ainda é muito caro viajar pelo país). Depois dessa fase com várias respostas negativas (que também fugiam do controle das próprias bandas), grupos próximos foram convidados e aos poucos pudemos fechar o line-up em 4 nomes. Os estilos das 4 bandas são bem variados entre si mas todos carregam a essência do rock. BBGG é um nome recente no circuito mas tem um potencial enorme. Com 3 garotas à frente, a aposta deles é numa pegada mais classic rock, riffões e refrão para ser gritado. La Burca e Fronte Violeta são dois duos, de Bauru e SP capital, respectivamente. O La Burca tem uma proposta que considero bem original no país que é fazer punklore, um punk acústico (muito produzido nas terras gringas mas por aqui ainda sem muito destaque), e o Fronte Violeta faz experimentações eletrônicas e brinca muito com colagens sonoras, synths, delays. E o Travelling Wave é um quarteto de Piracicaba. A onda deles é mais psychedelic com muitas teclas e reverb, fazem um show bem intenso e têm 2 garotas de destaque.
La Burca
La Burca

– Nos anos 90, festivais com bandas independentes pipocavam em todo o país e geraram diversas cenas musicais. Porque isso parou? Tem como recuperar?

Acho que o ritmo foi diminuindo ao  longo dos anos, mas nunca chegou a parar. Muitos fatos podem ser creditados a esse déficit como, por exemplo, o rock ter passado uns bons 15 anos na geladeira no Brasil. Há anos não temos um nome forte e que chegue às massas mesmo, isso enfraquece o movimento e a vontade de fazer. Nos primeiros 5 anos dos anos 2000 surgiram muitos festivais de rock independente mas eles perderam a força quando se notou que a movimentação era mais política do que artística. Isso tb enfraqueceu quem estava a fim de produzir. Hoje em dia eu acho que o momento é outro mesmo, com agentes culturais e bandas levando o faça-vc-mesmo ao pé da letra e concretizando vontades que antes só existiam no plano das ideias.

– Você pretende levar o projeto para a frente, fazer mais edições do festival?
Com certeza! O Distúrbio Feminino (como um todo) sempre obteve mais sucesso do que eu imaginava e próximas edições estão certamente nos planos, com vontade de ser cada vez maior e dar mais visibilidade para as mulheres nas artes.

Travelling Wave
Travelling Wave

 

 – Onde será o festival? As casas de SP oferecem auxílio para bandas autorais?
O festival acontecerá na rua, melhor lugar para expressar as artes. Ali próximo ao metrô Sé, no Largo São Francisco, existe um espaço muito bom que é a Praça Ouvidor Pacheco, que já tem um tablado perfeito para usar como palco e é um lugar bem amplo, dá pra muitas pessoas circularem livremente. Sim, a maioria das casas em SP oferecem um certo auxílio para as bandas, mas cada uma tem seu esquema: algumas dão uma porcentagem da bilheteria, algumas dão toda a bilheteria e outras (a minoria) garante o cachê fixo.
Fronte Violeta
Fronte Violeta

– Além dos shows, também vão ter outras atrações, correto?

Isso! Mantendo a ideia de ser multimídia, o Distúrbio Feminino Fest tem também a participação das meninas do Coletivo Efêmmera, uma galera talentosa que se divide por diferentes cidades para articular sobre artes visuais, cultura urbana e, claro, empoderamento feminino. No dia do eventos elas estarão grafitando telas com temas feministas e depois vamos deixar esses trabalhos expostos em casas alternativas da cidade. Além das Efêmmeras, também teremos a galera do selo Contra Boots. O trabalho que eles realizam é daqueles “simples mas geniais – como ninguém pensou nisso antes?!?!”. O selo grava e lança bootlegs de shows em fitas K7, com edição limitada, arte caprichada e esquemas de distribuição, e eles farão isso com os shows do festival, que depois se tornarão ‘obras físicas’. A ideia é registrar o evento e guardar para a posteridade.

Coletivo Effêmera
Coletivo Effêmera

– Onde o pessoal vai poder comprar estes registros?
Diretamente com os meninos do selo. A princípio vamos fazer apenas 30 cópias, sendo que 14 ficarão com as bandas (uma por integrante), 10 para mim e 6 para o selo. as minhas eu ainda não sei o que vou fazer (risos). Mas quero presentear algumas pessoas que estão me ajudando nessa.

– Quem fez a arte do flyer?
A arte foi feita pela Micha Oliveira, conhecida como Teenage Micha. Ela é artista visual e zineira no RJ e participa de coletivos feministas também. As figuras das meninas que constam na arte do festival foram feitas a mão e depois ela digitalizou.

 

Festival Distúrbio Feminino
Onde: Praça do Ouvidor – Largo São Francisco – Sé – São Paulo
Quando: 17 de outubro (sábado) das 14h às 19h
Quanto: Gratuito
Classificação livre

Confira 20 grandes apresentações no Musikaos, o sensacional programa de Gastão Moreira na TV Cultura

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Gastão Moreira no Musikaos

Quando Gastão Moreira saiu da Mtv Brasil, em 1998, levou com ele um pouco do espírito inicial da emissora: o de revelar bandas e artistas brasileiros para o mundo e investir em cultura musical para os espectadores. Pois a TV Cultura sabia desse pensamento de Gastão e daí surgiu um dos melhores programas da década seguinte na TV aberta: o Musikaos. Um programa que foi ao ar entre 1999 e 2002 e juntava bandas independentes, shows ao vivo e música rolando o tempo todo. Ou seja: um prato cheio para o apresentador deitar e rolar, levando bandas e artistas incríveis ao palco, ao vivo, sem cortes e sem anestesia.

Reuni aqui 20 grandes momentos do Musikaos que devem ser assistidos para que você se pergunte “onde será que estão os bons programas musicais hoje em dia?”:

Charlie Brown Jr. e Raimundos

Quando estas eram as duas maiores bandas do país e apareciam em tudo que é programa, é lógico que eles iriam ao Musikaos, onde não precisavam depender de playback nem tocar apenas seus hits mais “digeríveis” como rolava em outras emissoras. Neste Especial de Natal, eles tocam “Rubão”, “Eu Quero Ver O Oco”, “Confisco”“Herbocinética”, “Não Deixe O Mar Te Engolir”, “União”, “Fogo Na Bomba”, “Puteiro em João Pessoa” e “Mulher de Fases”.

Ratos de Porão

Onde mais você veria o grupo de João Gordo e Jão destilando todo seu peso e ódio em plena TV aberta? (Sim, já rolou até no Programa da Angélica e do Gugu, mas isso nos anos 80, quando o nonsense imperava). Aqui, o RxDxPx manda “Beber Até Morrer”, “Agressão/Repressão”, “Crucificados Pelo Sistema”“Caos” e “Colisão”.

Cólera

A clássica banda de punk do hiper gente boa Redson sempre aparecia no Musikaos (até mais do que na Mtv Brasil, que tinha um certo “receio” de bandas punks mais… bem, punks). Aqui, o Cólera manda “Dia e Noite”, “Pela Paz” e “Medo”.

Dead Fish

Os capixabas tocaram no Musikaos antes de chegarem a ter seu momento ~habituées Mtv Brasil~, quando a emissora UHF tentava achar seu “novo CPM22” e apostou muitas fichas na banda com os clipes e shows do disco “Zero e Um”. Aqui, vemos a banda mandando ver com a clássicas “Noite”, “Sonho Médio” e “Afasia”.

Olho Seco

O programa nunca teve medo de investir no punk de raiz brasileiro (e Gastão tinha muito interesse pelo assunto, tanto que depois dirigiu o documentário “Botinada – A Origem do Punk no Brasil”) e o Olho Seco não aparecia na TV há 20 anos quando topou ir ao Musikaos. “Botas, Fuzis, Capacetes”, “Muito Obrigado” e “Todos Hipnotizados”.

Holly Tree

O Holly Tree chegou perto de estourar. O clipe de “Hey, Stop It” passava relativamente bastante na Mtv e é claro que eles foram ao Musikaos. Calcados no punk rock californiano e no Green Day pré-“Dookie”, eles tocaram “Intoxicated”, “City Paranoia” e “Living In The City”.

Marky Ramone and The Intruders

Marky Ramone já entrou na lista de artistas que estão sempre pelo Brasil, e é claro que, já que estava por aqui, ia passar no Musikaos. O único Ramone vivo apresentou seu projeto Marky Ramone and The Intruders com as músicas “I Want My Beer”, “3 Cheers For You”, “One Way Ride” e “Anxiety”.

UK Subs

Como Gastão fala no começo deste vídeo: UK Subs, só mesmo no Musikaos. O grupo inglês formado em 1976 foi um dos primeiros clássicos do punk inglês e mandou músicas incríveis como “Emotional Blackmail”“Warhead”, “Swat 96”“New York State Police”.

Buzzcocks

Por falar em bandas punk clássicas, o programa do Gastão recebeu os insuperáveis Buzzcocks, uma banda que deveria ser tão aclamada quanto os Ramones (se o mundo fosse justo). Esta apresentação prova isso: eles mandam os clássicos “Boredom”, “I Don’t Mind”, “You Know, You Can’t Help It”, “Orgasm Addict” e “Ever Fallen In Love (With Someone You Shouldn’t)

Pin Ups

O clássico grupo do underground brasileiro liderado por Alê Briganti mandou “Lack of Personality”, “It’s Your Turn” e “To All Own Friends”, músicas que marcaram a cena do rock dos final dos anos 80/começo dos 90.

Inkoma

Se o nome não te chamou a atenção, eu explico: o Inkoma é a banda da Pitty antes de ser Pitty, ou melhor, antes de seguir a carreira solo de sucesso e bombar na Mtv. “Salve Salvador” e “Revolução Mental” mostram que o negócio era um pouco mais hardcore do que o que viria a seguir.

Garage Fuzz

Os veteranos do hardcore santista que influenciaram muito da cena underground brasileira mandaram muito bem com “Observant”“Replace”“Embedded Needs”“When All The Things”.

Video Hits

O Video Hits de Diego Medina infelizmente durou pouco, lançando apenas um disco (impecável, na minha opinião). Misturando rock, pop e até um pouco do brega brasileiro (e sem medo de soar brega), o grupo apresentou aqui o single que mais fez sucesso, “(Vo)C”

RZO

O programa não era só de rock (embora o estilo dominasse na maioria das vezes). Um dos grupos de rap que já apareceram por lá foi o RZO, em sua formação clássica. Aqui, “Rap Bate Forte Como Box”.

Cássia Eller

Sim, Cássia Eller! A cantora que ia do Nirvana ao Cartola sem medo foi ao programa já no final de sua vida, quando fazia turnê de seu disco Acústico Mtv. Aqui, as versões de “Malandragem”, “Top Top” (Mutantes), “Quando A Maré Encher” (Nação Zumbi) e “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band” (Beatles).

Wry

“Jesus Beggar”“77:00”“New Radio Station”: três pauladas do Wry, banda de Sorocaba que fez muito barulho na cena independente e destilava influências de The Jesus and Mary Chain e My Bloody Valentine.

Gangrena Gasosa

Que outro lugar colocaria um ponto de macumba e depois o “saravá metal” do Gangrena Gasosa ao vivo sem medo de ser feliz? Confira o vôo das farofas hardcore em “Centro Do Pica Pau Amarelo”:

Los Hermanos

Os queridinhos Los Hermanos foram ao Musikaos quando ainda contavam com o baixista Patrick Laplan na formação e diziam “oi oi oi” antes de tocar o ska hardcore romântico “Descoberta”, do primeiro disco da banda. Marcelo Camelo ainda não se achava a reencarnação de Vinícius de Moraes:

Comunidade Nin-Jitsu

Os caras do Miami Bass roqueiro do Rio Grande do Sul já tinham seu clipe “Detetive” rolando em alta rotação na Mtv Brasil (especialmente no programa “Teleguiado”, do Cazé) e aqui apresentaram o hit, junto com “Rap do Trago”, uma versão de “Der Komissar”, hit do Falco:

Stephen Malkmus

Não chegou a rolar Pavement no programa de Gastão, mas Stephen Malkmus veio com Stephen Malkmus & The Jicks em 2000 e se apresentou na TV Cultura. Aqui, “Do Not Feed The Oysters”: