A lista atualizada de lugares de São Paulo onde sempre tem uma banda independente tocando

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Letty and the Goos no Bar da Avareza

“Ah, mas não tem lugar pra banda independente se apresentar em São Paulo”. Você já deve ter ouvido isso e também ouvido que “a cena tá morrendo” por esse motivo.

As duas afirmações estão incorretas: São Paulo está cheia de locais onde sempre tem uma banda autoral se apresentando, mesmo que às vezes precise dividir a noite com alguma banda cover (afinal, a casa precisa de grana, e infelizmente muita gente prefere dar seu suado dinheirinho pra cover, fazer o quê). Fiz uma pequena lista de casas, estúdios e lugares que atualmente abrigam a borbulhante cena autoral independente do país. Fique de olho na agenda desses locais e compareça aos shows!

(Aliás, a tal cena só morre se você ficar só reclamando dela ao invés de se levantar e aparecer para fortalecer essas apresentações. Estamos combinados?)

Associação Cultural Cecília
Rua Vitorino Carmilo, 449 – Santa Cecília

Paula Cavalciuk

Paula Cavalciuk no Cecília

A Cecília é uma casa que exala cultura pelas paredes. O espaço oferece quase diariamente shows dos mais variados estilos, sempre com muita proximidade entre público e artista. A Associação Cultural Cecília também realiza seus tradicionais festivais de rua e outros projetos com música e artes.

Morfeus Club
Rua Ana Cintra, 110 – Santa CecíliaAletrix

Aletrix no palco do Morfeus

Rap, hip hop, metal, punk, reggae e dub são alguns dos estilos que você encontra ao adentrar o Morfeus Club, do lado do metrô Santa Cecília. Sempre tem algum show rolando e vale a pena dar uma olhada na decoração da casa, toda feita com materiais encontrados em caçambas e jogados pela rua.

Secretinho
Rua Inácio Pereira da Rocha, 25 – Pinheiros

O Secretinho tem aquele ar de casa, mas recebe frequentemente belos shows de bandas independentes, além de muito rap e hip hop. É pequenininho, mas tem um quintal atrás para você dar uma espairecida.

Centro Cultural Zapata
R. Riachuelo, 328 – Sé

Satânico Dr. Mao e os Espiões Secretos no Centro Cultural Zapata

O Centro Cultural Zapata é dedicado à diversidade artística e à cultura underground e além de artes plásticas abriga shows de bandas de todos estilos – do punk ao indie, do grindcore ao eletrônico. Fica próximo ao terminal Bandeira e à estação Anhangabaú do metrô.

Trackers
R. Dom José de Barros, 337 – República

Jorginho Amorim e a Tribo no Trackers

Jazz, rock, punk, soul, discotecagem, sound system, reggae… Tudo isso cabe na Trackers, casa que fica em um prédio bem próximo à Galeria do Rock e sempre tem uma festa em seus diversos ambientes. Tão plural quanto a casa é sua programação. Fique de olho, que sempre tem algum evento que pode te interessar.

 

Sensorial Discos
R. Augusta, 2389 – Jardins

A Sensorial Discos reúne loja de discos, bar e espaço para shows, além de reunir uma galera que curte música pra bater um papo sobre o assunto. Também rolam lançamentos de livros, discotecagens e muito mais por lá. Escolha sua cerveja artesanal e curta o show.

Hotel Bar
R. Matias Aíres, 78 – Consolação

TEST no Hotel Bar

Pequenininho, mas cheio de personalidade. Na badalada região baixa da Rua Augusta, o Hotel Bar sempre tá com um show bacana pra você conferir, mesmo que seja ouvindo do lado de fora tomando umas.

Casa do Mancha
R. Felipe de Alcaçova, 89 – Pinheiros

Acruz Sesper Trio na Casa do Mancha

Uma das casas mais requisitadas da cena independente, a Casa do Mancha começou  em 2007 com um pequeno estúdio na sala da casa onde de fato morava o músico e produtor Mancha Leonel. De lá pra cá se tornou o lar de shows de todos os tipos de som, sempre com um público fiel.

FFFront!
R. Purpurina, 199 – Sumarezinho

Clemente e a Fantástica Banda Sem Nome no Fffront

Acho que a própria página do FFFront explica bem: “É um espaço criado entre amigos para ser dividido com diversão, conversas e momentos de ode ao ócio, sem culpa”. Frequentar, divulgar, trazer amigos e se sentir bem é o que a casa prega. Ah, e tem shows fodaços, vira e mexe.

Espaço Zé Presidente
Rua Cardeal Arcoverde, 1545

Rael no Zé Presidente

O Zé Presidente fica na Vila Madalena e além de diversos shows, costuma receber festas dos mais variados gêneros. É uma casa, com estrutura de casa, mas um belo local com palco para as apresentações.

Centro Cultural Rio Verde
R. Belmiro Braga, 119 – Vila Madalena

Gigantesco, o Centro Cultural Rio Verde abriga shows de bandas grandes? Sim. Bandas pequenas? Sim. Bandas de rap? Sim. Eventos? Sim. Festivais? Também. Ou seja: fique de olho, alguma coisa bacana provavelmente terá por lá quando você visitar.

Augusta 339
R. Augusta, 339 – Consolação

Um dos poucos sobreviventes que continua investindo em shows na outrora selva de apresentações noturnas Rua Augusta, o Augusta 339 tem feito cada vez mais eventos com bandas independentes e autorais dos mais diversos estilos. Quer um exemplo? Tem show de hardcore lá… E também de lançamento do Pe Lanza, ex-Restart. Quer mais democrático que isso?

Estúdio Aurora
Rua João Moura, 503 – Pinheiros

In Venus no Estúdio Aurora

Você já deve ter visto os eventos do Estúdio Aurora Ao Vivo. O estúdio sempre recebe bandas para shows intimistas mas cheios de fúria e vigor com um som incrível. Vale a pena ficar de olho.

Breve
R. Clélia, 470 – Barra Funda

gorduratrans no Breve

O ex-Neu virou Breve, mudou de lugar… Mas a abertura para bandas autorais em shows incríveis continua, até com mais força que antes. O Breve virou um dos lugares mais procurados quando se fala em música autoral hoje em dia.

Estúdio Lâmina
 Av. São João, 108 – 41 – Centro

Mescalines no Estúdio Lâmina

O Estúdio Lâmina fica no quarto andar de um prédio construído na década de 40, no centro histórico de São Paulo. É um Espaço de Cultura Independente que busca divulgar novos artistas da cena, então além de shows você pode encontrar artes visuais, dança, circo contemporâneo, cinema, poesia e mais.

Espaço Disjuntor
R. da Mooca, 1747 – Mooca

Gustavo da Lua no Disjuntor

Localizado na Mooca, o Disjuntor também reúne todas as expressões artísticas, com artes plásticas, danças, performance, e, claro, música de todos os estilos.

Bar da Avareza
R. Augusta, 591 – Consolação

Papisa no Bar da Avareza

O Crush em Hi-Fi em parceria com os blogs Hits Perdidos, Cansei do Mainstream e RockALT faz mensalmente o projeto Contramão Gig no Bar da Avareza, na Rua Augusta, sempre com bandas autorais em shows ao vivo. Ah, e a casa agora começou a investir em mais shows autorais também!

Sentiu falta de alguma casa que abriga shows autorais? Tem alguma sugestão? Manda aqui nos comentários que eu atualizo o post!

“One To One”: Paul McCartney encerra turnê no Brasil com show histórico em Salvador

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Paul McCartney
foto: AFP

Demorou, mas enfim aconteceu. Após três apresentações em Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo e com um atraso de quinze minutos (tudo bem, ele pode) um Beatle finalmente tocou na Bahia. A honra coube a Sir Paul McCartney, abrindo com “A Hard Day’s Night” um show histórico na capital.

A execução das músicas e do próprio show foram as mesmas dos anteriores e da última passagem dele no Brasil em 2014. “Blackbird” dedicada aos Direitos Humanos, “Love Me Do” ao produtor George Martin e o já icônico momento quando presta homenagem a George Harrison com uma versão de “Something” introduzida com o ukelele foram os momentos mais tocantes. Generoso com as músicas dos Beatles, o set list seguiu à risca como de praxe: a explosão do palco em “Live and Let Die”, o coro de “Hey Jude”, a psicodelia de “Helter Skelter”.

Não houve espaço para surpresas. A grande novidade era ver de perto, ou não tão perto, um ícone que para muitos só existia no imaginário popular. Como diziam alguns presentes, não importava saber de cor todas as letras (“Give Peace a Chance” ficou sem o coro) e não importava o lugar que você estivesse. Ver um Beatle fazer cola das palavras em português e mesmo conseguir dizer em alto e bom som: “Vocês são massa” é de aquecer o coração numa noite chuvosa como foi a dessa sexta-feira.

Paul McCarteney após várias passagens no Brasil tocou pela primeira vez na Bahia. Para baianos, sergipanos, alagoenses, cearenses e quem mais tivesse a oportunidade de conferir esse dia histórico. Talvez essa tenha sido a grande diferença entre os shows da turnê “One to One” no Brasil. Após quase 60 anos, desde que os rapazes de Liverpool começaram sua trajetória de sucesso pelo mundo, finalmente nós tivemos nosso pedacinho da Beatlemania.

Refavela 40 celebra o início do que talvez seja uma “Nova Era” na carreira de Gilberto Gil

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por Pedro César

Gilberto Gil está muito bem. Ano passado tivemos grandes sustos e quase “perdemos” um dos grandes mestres da música brasileira. Sabemos que Gil “não tem medo da morte”, mas quando ele partir vai ser duro pra todo e qualquer fã da música popular brasileira. Por sorte ainda o temos. Com vitalidade, imponência, sabedoria e altivez.

Se Gil cantasse todo o repertório do “Refavela”, entretanto, não seria mais o mesmo. Todas as músicas demandam uma energia que talvez ele não tenha mais, considerando um show tão extenso e que vai percorrer todo o Brasil (no repertório e na turnê). Gil talvez tenha consciência disso. Dá espaço então para uma banda envolvente “regida” pela guitarra igualmente envolvente de Bem Gil, idealizador do show. Com carisma inegável, toda a “trupe” se comporta como uma família, onde inclusive, diversas gerações da família Gil estão presentes, desde Nara Gil, a filha mais velha que participa com vocais ocasionais envolventes e uma participação emocionante em “É”, até os netos, tocando instrumentos percussivos o show inteiro e trazendo fofura e um ar simbólico de renovação – a principal marca desse show: a busca pela renovação permanente da obra de Gil.

Os vocais de Maíra Freitas, Moreno Veloso e Céu, trazem um ar novo para um som transcendental e atemporal. Preparam lindamente o cenário para o anfitrião da festa. Belos arranjos, belas vozes e, evidenciadas nas suas apresentações, a admiração gigantesca pelo filho de Dona Claudina. Gil observa tudo sentado nas coxias, de pernas cruzadas e postura ereta. Reage feliz em algumas músicas, mas passa a maior parte do tempo quase imóvel, admirando o repertório e a homenagem à sua obra. Também se concentra para o que está por vir.

Quando o homenageado enfim chega ao palco, faz uma entrada triunfal e retumbante, convocando a percussão para a “Patuscada de Gandhi”. Dança e traz a plateia ao show a todo tempo, enquanto brada com beleza singular, os versos de homenagem a um dos blocos afro mais tradicionais da Bahia. Emenda com a música maravilhosa que compartilha o nome com o disco em questão. A plateia continua a cantar junto a todo instante em uma Concha Acústica do TCA lotada. Gil conta longas histórias sobre a concepção do disco, destacando a viagem inspiradora à mãe África com Caetano Veloso e tantos outros artistas (é impossível não ter, nesse contexto, orgasmos imaginativos musicais com as menções a encontros frequentes com Fela Kuti e Stevie Wonder).

A atmosfera do show é interrompida com os gritos efusivos de “Fora Temer!”. Gil responde com a malícia e sabedoria de seus 75 anos – “Aconteceu a mesma coisa em São Paulo e direi aqui o mesmo que disse lá: é compreensível, aliás é compreensibilíssimo que se grite isso, mas acho esse grito ocioso. Temer já está fora, se não agora, daqui a 1 ano.” – seu apoio ficou evidenciado, mas, sem deixar de lado uma crítica elegante de quem já viveu muito da história recente desse país, em diferentes lugares da “trincheira” ideológica.

Chama atenção, por fim, o repertório com a presença de músicas extras ou excluídas do “Refavela”, como “Gaivota” (concebida para Ney Matogrosso, que interpreta maravilhosamente no “Bandido” de 76) e “É” (publicada no “Satisfação: Raras e inéditas”). “É”, por sua vez se destaca com o lindo dueto de Gil com sua filha mais velha, Nara, e que marca nos seus versos o que talvez seja o símbolo de sua carreira daqui pra frente – um ser que “não teve começo e nunca terá fim”, um ser inquieto, um ser fantástico. Fantasia que se expressa no “gran finale” do show, com as memórias e a saudação religiosa candomblecista de “Babá Alapalá”, onde a gratidão por ter conhecido o candomblé se expressa, tanto no discurso quanto na cantoria que fecha o show com chave de ouro.

Que todos os deuses e energias positivas abençoem a obra, o legado e o ser de Gilberto Gil, que não é o Bob Marley brasileiro, mas sim, o primeiro e único Gilberto, filho de Dona Claudina e Seu José. Vida longa!

Paulinho Moska e a genialidade do show “Violoz”

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Tornando-se cada vez mais uma referência para os shows na cidade de São Paulo, a Casa Natura Musical recebeu no último fim de semana o cantor Paulinho Moska para duas apresentações do espetáculo intitulado “Violoz”.

A abertura ficou por conta de Bárbara Dias, novo nome na cena musical que se mostrou extremamente à vontade e confiante no palco. Acompanhada de seu violão, mesclou composições autorais com versões de seus artistas preferidos, como Tiago Iorc, bastante elogiado pela cantora e que recebeu aplausos calorosos da plateia ao ter seu nome citado. Apesar do show curto, Bárbara instigou e provou que é um nome que deve ser acompanhado.

Logo em seguida, Paulinho Moska nos presenteou com um show repleto de canções, histórias, momentos e recordações. Conhecido por sua boa relação com o mercado latino americano, o cantor arriscou um “portunhol” e abriu o show com a canção “Hermanos”, seguida por “A idade do céu”, canção originalmente composta em espanhol por Jorge Drexler, cuja versão em português foi escrita pelo próprio Moska.

Alternando entre os violões, guitarra e bandolim, o cantor apresentou seu excelente repertório sempre conduzindo de forma precisa todos seus instrumentos. Um show solo requer muita confiança e Moska tem de sobra. Além dos seus sucessos como “A seta e o alvo”, “Tudo novo de novo” e “Pensando em você”, fizeram parte do repertório parcerias de Moska gravadas originalmente por outros artistas. “Sinto Encanto”, gravado por Zélia Duncan no disco “Pelo sabor do gesto”, “Namora comigo” composta por Moska e gravada por Mart’nália.

O show “Violoz” comprova a genialidade de Moska. Excelente instrumentista, ótimo compositor e com uma espontaneidade no palco que impressiona e cativa o publico.

Setlist
1. “Hermanos”
2. “A idade do céu”
3. “Soneto do teu corpo”
4. “Tudo o Que Acontece de Ruim É Para Melhorar”
5. “Pensando em você”
6. “Impaciente Demais”
7. “A seta e o alvo”
8. “Sinto encanto”
9. “Sonhos”
10. “While My Guitar Gently Weeps”
11. “Lágrimas de diamantes”
12. “Sem dizer adeus”
13. “O último dia”
14. “Tudo novo de novo”
15. “Quantas vidas você tem”
16. “Namora comigo”
17. “Admito que perdi”
18. “Um móbile no furacão”
19. “Relampiano”
20. “Stand By Me”
21. “Somente nela”
22. “Muito pouco”

O som que nasce delas: vem aí a segunda edição do Festival Sonora São Paulo

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Evento foca na formação da mulher na música e tem participação de nomes como Liniker, As Bahias, Tiê, Karina Buhr e muito mais!

Com apenas mulheres à frente de todas as etapas da produção, a segunda edição do Festival Sonora São Paulo promete ser ainda maior que a primeira. O festival, que teve início pela internet em 2016, ocupa, em 2017, 69 cidades espalhadas por países como EUA, Zimbábue, Gana, Suíça, Chile, Egito, Colômbia e Turquia. Em São Paulo, o festival ocorre no Centro Cultural São Paulo, Jazz nos Fundos e na Red Bull Station, tendo como objetivos, além de ser vitrine para o trabalho das compositoras, levar informação e formar mulheres profissionais para o mercado da música através de palestras e oficinas e vivências.

Durante 29 de setembro a 2 de outubro, a capital paulista vai se tornar palco do maior festival de compositoras do mundo com pocket shows, oficinas, palestras, apresentações de mulheres já conhecidas no meio musical. Confira a programação:

Sexta-feira (29/09):
A abertura fica por conta de um bate-papo + show no Red Bull Station mediado pela jornalista Roberta Martinelli, com as participações das artistas Papisa e Ana Larousse e direito à plateia. Em seguida, o som fica por conta da DJ e produtora Bad Sista.

Sábado (30/09):
No segundo dia, a manhã continua no Red Bull Station com uma oficina de gravação em estúdio conduzida pela Alejandra Luciani, engenheira de som do Red Bull Station SP, que vai abordar, na prática, os processos de gravação da banda Meia Noite em Marte dentro do estúdio e sua experiência como mulher neste ramo.

À partir das 14h a festa é no Centro Cultural São Paulo com programação intensa: debates, oficinas, vivências, shows e showcases. A primeira atração fica por conta do debate “Mercado da Música para Mulheres Instrumentistas”, com mediação da Roberta Youssef e papo com Anna Tréa, Larissa Conforto e Patricia Ribeiro.

Às 15h10 começa uma conversa entre a cantora Tiê e As Bahias e a Cozinha Mineira falando sobre gestão de carreira.. E às 16h15 rola um assunto super interessante e em voga, o debate é sobre “Música além do gênero/ gênero além do tempo”. Mediado por Aretha Sadick e participações do cantor e compositor trans Gui Sales, a pianista e compositora trans Marcelle Barreto, a cantora Karina Buhr e a Draga da Quebrada. Entre um debate e outro, slam com Danna Lisboa tomará conta do pedaço!

As oficinas não poderiam ficar de fora e acontecem durante à tarde: às 14h tem uma sobre “Divulgação nas Mídias Sociais”, com a nossa social media Ana Beatriz Resende; e outra às 16h sobre produção “da ideia à realização”, com a Katia Abreu, criadora do Dia da Música, e Sil Ramalhete. À partir das 16h, rola uma vivência super bacana sobre técnicas de som, com a Lila Stipp. A trilha sonora fica por conta dos seis pocket shows das artistas Aline Machado, Yasmin Oli, Marujos, Rap Plus Size, As Despejadas e Sixkicks, que rolam entre 14h e 17h, logo na saída do Metrô Vergueiro. A escolha dessas musicistas ficaram por conta da curadoria que escolheu 12 entre 150 inscritas.

A programação musical começa às 17h30, com show de Alzira E e Alice Ruiz. E, logo depois, às 19h, com Karina Buhr. O dia termina com mais música no Jazz nos Fundos, com show da Bluebell, às 22h, e uma JAM das Minas à meia-noite!

Domingo (01/10):
Nada de pôr as pernas pro ar e assistir televisão que nossa programação continua fervendo no CCSP! Às 14h começa o primeiro debate do dia sobre “Onde estão as produtoras musicais?”, com mediação de Claudia Assef e participação de Bad Sista, Jesus Sanches e Gabi Lima. Às 15h o bate-papo é sobre as “Mulheres na Técnica” com mediação de Florencia Akamine e participação de Fernando Sanches, Olivia Munhoz e Elis Menezes.
Fechando os debates do dia, às 16h, teremos o assunto que trouxe todas essas mulheres até aqui: a composição! Quem guia o assunto é a Ana Larousse, que desenrola o papo com Makiko, MC Tha, Bárbara Eugênia e Cris Botarelli.

As oficinas do domingo começam às 14h com temas super atuais: “Composição: ritmo e poesia” com Lurdez da Luz e, logo depois às 16h, sobre “Construção da Imagem: da letra ao look”, com Isadora Gallas. A vivência do dia é com a Flávia Biggs, do Girls Rock Camp.

Os shows na Sala Adoniran Barbosa do terceiro dia de Festival Sonora começam com as cantoras Soledad e Marcelle, às 17h, e continuam com Badi Assad e Liniker, às 18h15. Os showcases rolam também a partir das 14h com a participação de Trouble, Bruna Prado, REsostenido, Malaguetas, As Lavadeiras, Aghata Saan.

Segunda-feira (02/10):
O encerramento do Sonora SP será com a Batalha Dominação. Esse evento acontece todas segundas-feiras na estação São Bento do metrô, reunindo um público misto e funciona como uma batalha de rima de conhecimentos na qual apenas mulheres podem participar.

E a festa termina reverberando seu slogan: o som que nasce delas!

Crédito fotos: Divulgação.

Zélia Duncan esbanja carisma em show no SESC São José dos Campos

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Atração constante no circuito de shows no SESC de São Paulo, a cantora Zélia Duncan marcou presença na região do Vale do Paraíba Paulista, precisamente em São José dos Campos, um charmoso município localizado a 94 quilômetros da Capital.

Com o respaldo sempre cuidadoso do SESC, que selecionou o espaço do ginásio para receber o show e assim abrigar a maior quantidade de público, a cantora preparou um set list repleto de sucessos e que contemplou todas as fases de sua carreira. Além disso, houve espaço para versões e homenagens durante o show.
O show teve início pontualmente no horário marcado, característica sempre presente nos eventos organizados pelo SESC, e nos apresentou uma Zélia Duncan radiante, feliz por estar vivendo esse momento e em grande sintonia com seu público.

A abertura, com “Enquanto Penso Nela” do sempre atual Itamar Assumpção, já serviu para apresentar o ritmo que o show seguiria. Sempre interagindo durante os intervalos, a cantora conquistou o público com seus maiores sucessos, como “Alma”, “Sentidos”, “Não Vá Ainda” e “Tudo Sobre Você”.

Zélia também incluiu em seu repertório canções de artistas que fizeram parte da sua vida, e como a própria disse “Quando sinto saudades, eu canto”, após a frase a cantora homenageou a saudosa Cássia Eller, interpretando “O Segundo Sol”. Também tivemos “Quase sem querer”, da Legião Urbana e “Exagerado” de Cazuza, faixa que foi registrada por Zélia em dueto com Frejat.

Seu primeiro grande sucesso, “Catedral”, apontava para o final do show e mostrou a confiança e realização de Zélia Duncan, com postura convicta na frente do palco enquanto os primeiros acordes da canção eram executados pela banda que a acompanhava. Cantada em peso pelo público presente, a canção emocionou diversas pessoas, como sempre ocorre nos shows da cantora.

A abertura do bis teve um número intimista com a cantora, acompanhada do seu violão, cantando “Imorais”. Uma das melhores letras de sua discografia e que cabe perfeitamente para os dias de hoje, com trecho que merece ser destacado: “Mas um dia eu sei a casa cai. E então a moral da história vai estar sempre na glória, de fazermos o que nos satisfaz”.

O encerramento foi no ritmo do reggae, embalado pelo seu hit “Nos Lençóis Desse Reggae”, canção que foi trilha sonora do seriado juvenil “Confissões de Adolescente” e que ainda teve espaço para citações de “Vamos Fugir” de Gilberto Gil e “One Love” de Bob Marley. Missão cumprida, Zélia Duncan presenteou a cidade com um excelente show e que confirmou porque integra o time das maiores cantoras do país.

Set List
1. “Enquanto penso nela”
2. “Boas Razões”
3. “Tua Boca”
4. “Lá vou eu”
5. “Telhados de Paris”
6. “Isso não vai ficar assim”
7. “Carne e osso”
8. “Tudo sobre você”
9. “O tom do amor”
10. “Não vá ainda”
11. “Sentidos”
12. “Vê se me esquece”
13. “No meu país”
14. “Pagu”
15. “Quase sem querer”
16. “O segundo sol”
17. “Catedral”
18. “Alma”

Bis
19. “Imorais”
20. “Enquanto durmo”
21. “Exagerado”
22. “Nos lençóis desse reggae” (citações “Vamos Fugir” e “One Love”)

Créditos fotos: Cris Almeida.

Banda Vexame fez jus ao nome em show constrangedor no SESC Pompeia

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Cultuada no início da década de 90, a banda Vexame, liderada por Marisa Orth, lotou o Teatro do SESC Pompeia nos dias 16 e 17 de setembro com o show intitulado “Visita Intima”. Conhecida por misturar repertório considerado brega com números de humor, a banda transformou o palco numa cela prisional, usando uma ótima caracterização através do cenário.

A apresentação e entrada da banda ao palco foram feitas anunciando “os crimes” cometidos por cada integrante/prisioneiro. O humor apresentado no show já demonstrou tom duvidoso logo na apresentação do baixista, acusado de ser um “ejaculador de transporte público”. Difícil ter que aplaudir a entrada de um músico com esse tipo de piada e com tantos casos de abusos no transporte público que são noticiados diariamente.

Musicalmente falando, a banda é sensacional, mesmo com o limite vocal de Marisa Orth. Resgatou sucessos já clássicos do seu repertório, como “Pare de Tomar a Pílula” de Odair José, “Ainda Queima a Esperança” da cantora Diana, e incluiu novos hits, como “50 Reais” hit sertanejo interpretado por Naiara Azevedo e em grande circulação por todo o país. O ponto alto do show foi a versão de “Siga Seu Rumo”, com forte apelo teatral e dramático.

O show teria sido ótimo se fosse focado apenas no lado musical, porém o tom de humor apresentado deixou muito a desejar. É inaceitável que em pleno 2017 fazer piadas com minorias seja a plataforma para arrancar algumas risadas constrangidas pela plateia. O baterista Carneiro Sândalo assumiu uma personagem transexual, dita como “confusa” e que deu margem para diversas piadas transfóbicas durante os intervalos das músicas.

O ponto mais vergonhoso foi quando, incentivado por Maralu Menezes, personagem de Marisa Orth, o cantor Carlos Pazetto dirigiu-se a plateia com o intuito de realizar um exorcismo e assim livrar um homem do “homem sexualismo” (termo dito por Marisa). O cantor escolheu um rapaz da plateia, esfregou a cara dele em seu pênis falso e volumoso  e de forma ridícula conduziu a cena. O ilustre “voluntário” se via fortemente constrangido, assim como boa parte da plateia se encontrava perplexa com tal cena.

Depois disso, não tinha mais como defender o humor mantido pela banda desde os anos 90 e que perdeu a oportunidade de se renovar. Durante os números teatrais, a impressão que deu é que fomos transportados para a década de 90, estávamos numa gravação do Sai de Baixo e que a qualquer minuto alguém gritaria “Cala a boca, Magda!” diante das atrocidades ditas pela cantora e seus companheiros de cela/banda.

Crédito fotos: Camila Cetrone.

Projeto “Frequências” uniu Jaloo com Aeromoças e Tenistas Russas na Casa Natura Musical

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Jaloo e Aeromoças e Tenistas Russas
Jaloo e Aeromoças e Tenistas Russas

No feriado do dia 07 de Setembro, a Casa Natura Musical abrigou mais uma edição do projeto “Frequências”, recebendo como convidados a banda instrumental Aeromoças e Tenistas Russas (ATR) e o cantor Jaloo.

Marcado inicialmente para as 21h30, o show começou com uma hora de atraso, apresentando a banda Aeromoças e Tenistas Russas. Vindos de São Carlos, a banda pautou a animada apresentação em seu mais recente trabalho, “Midi” e incluiu no repertório uma inusitada versão de “Canto de Ossanha”, clássico composto por Vinicius de Moraes. Um show curto, mas que impressionou e conquistou o público presente, que ainda pode conferir uma participação do cantor Jaloo, que cantou sua música “Tanto Faz” acompanhado pela banda.

Após uma troca de palco, foi a vez de o Jaloo apresentar o seu show, com o repertório completo do seu álbum de estréia, intitulado “#1”. Figura carimbada nos principais circuitos de shows da cidade de São Paulo, Jaloo já conta com um público fiel e que interage bastante em seus shows, principalmente nas faixas que renderam ótimos vídeos clipes, como “Last Dance”, “Chuva”, “Ah! Dor!” e “Insight”. Vale destacar a ótima qualidade de som da Casa Natura Musical, que realmente foi um diferencial para a qualidade das apresentações.

Banca Tatuí traz shows de Tatá Aeroplano, Julia Valiengo, Mariana Degani e Remi Chatain em seu teto dia 19

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Tatá Aeroplano e Julia Valiengo
Tatá Aeroplano e Julia Valiengo

Neste sábado, dia 19, acontecerá a primeira festa do ano na Banca Tatuí, na Santa Cecília. O teto da popular banca de publicações independentes receberá shows de Tatá Aeroplano e Júlia Valiengo e também Mariana Degani e Remi Chatain apresentando o show do recém lançado disco “Furtacor”, além da sempre ótima discotecagem do Coletivo Trama.

As publicações não ficarão de fora, é claro. Durante o evento, rolam os lançamentos do livro “Bagagem“, do Troche e do zine Mó Tesão, com ilustrações de Magra de Ruim.

Conversei com João Varella sobre o evento de sábado:

– Dia 19 rola a primeira festa da Banca Tatuí. O que vai rolar de música?
É a primeira do ano. Teremos três atrações musicais. Shows de Tatá Aeroplano + Julia Valiengo e Mariana Degani + Remi Chatain, além da discotecagem do Coletivo Trama.

– Porque colocar shows ao vivo no teto de uma banca?
Porque temos uma estrutura bacana para isso, apesar de nunca termos planejado. O engenheiro que tocou a obra da banca exagerou na dose e fez uma estrutura que aguenta 1,5 tonelada. Logo, veio a ideia de pôr bandas tocando lá em cima.
Foi um acaso muito fortuito, pois a música tem uma ligação íntima com publicações, independentes ou não.

– O que Tatá Aeroplano + Julia Valiengo vão apresentar?
Nós não combinamos setlist com os artistas, mas creio (e torço) que teremos a presença das entidades Frito Sampler e Grace Ohio. Também há expectativa pelo material solo do Tatá e algo da Trupe Chá de Boldo (oremos).

– E o que podemos esperar da apresentação de Mariana Degani + Remi Chatain?
Aposto numa apresentação calcada no disco “Furtacor”, recém lançado e uma das melhores coisas que surgiu neste primeiro trimestre em termos de música brasilera.

Banca Tatuí
Banca Tatuí

– Vocês já tiveram problemas com a polícia impedindo as apresentaçãos. Como evitar isso?
A polícia nunca chegou a impedir apresentações. A polícia sempre surge no final, dialoga e entende que os shows são curtos. No final da conversa, o entendimento tem sido que a arte traz muito mais benefícios à região do que malefícios, ainda mais se levarmos em consideração que antes da banca a esquina era uma boca de tráfico.

– Vocês acham que essas operações de Psiu e afins estão atrapalhando a cena musical de São Paulo?
Atrapalham, mas se levarmos em conta São Paulo toda, não muito. Sinto que atinge mais os bares. Talvez sejam outros fatores que atrapalhem. Para deixar claro, minha posição é de repúdio ao que aconteceu com o Puxadinho da Praça. Nunca fui na casa, mas a contribuição que ela deu à cena da cidade foi notória. A cena musical de São Paulo é prejudicada hoje pela crise, que faz as pessoas ficarem em casa vendo o Netflix ao invés de sair, ao invés de consumir outro tipo de arte diferente do cardápio de séries da plataforma.

– Como a cena musical paulistana (e do Brasil) pode melhorar?
Pergunta ampla, mas vou responder entendendo “melhorar” como uma questão de qualidade musical. Aí respondo que é dando mais atenção ao rap. Sinto que esse é o gênero musical que tem algo a dizer hoje em dia. Não que todo artista tenha agora que cantar rap, mas a atitude e a energia vinda do hip hop são o que há de mais relevante em termos musicais. É hora dos artistas do centro aprenderem com a periferia. Além disso, claro, aquela aflição que atinge todos os artistas: arranjar formas de se viabilizar financeiramente através da música para poder assim se dedicar de corpo e alma em sua arte, conseguindo assim criar. Isso vale para escritor, artista plástico, etc..

– Podemos esperar mais shows na Banca Tatuí em 2016? 🙂
Sem dúvida! Esse é só o primeiro.

Banca Tatuí

Segunda edição da festa Crush em Hi-Fi acontece nesta sexta no Morfeus Club com show de Aletrix

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Aletrix

SIM! A festa Crush em Hi-Fi volta ao Morfeus Club nesta sexta-feira a partir das 20h para sua segunda edição! A ideia do evento é tentar fugir um pouco do lugar comum na noite paulistana, indo além do que as rádios e a televisão costumam oferecer quando o assunto é rock. CALMA: lógico que as bandas consagradas também aparecerão, mas não com aquele velho hit manjado que toca à exaustão em todas as baladas. Afinal, convenhamos: nem Kurt Cobain aguentava mais ouvir “Smells Like Teen Spirit”!

Além disso, sempre teremos espaço para bandas autorais. Nesta edição, teremos o show do Aletrix e suas letras ácidas e som cheio de pós-punk, rock alternativo dos anos 90, rockabilly e ~pop barroco~. A banda apresentará as músicas do disco “Herpes aos Hipsters” e sons que estarão presentes no segundo disco do quarteto. Se uma faxina na Augusta te faria feliz, não se enforque com o cinto: vá à festa do blog e veja esta apresentação que promete muitas supresas e aventuras!

Além disso, a festa também terá VENDA e TROCA de discos! Pegue aquele vinil que você tá afim de trocar ou vender e leve. Quem sabe você não consegue aquele disco que estava procurando há tempos, hein?

Nas discotecagens, o editor do blog João Pedro Ramos (Tiger Robocop,Combo Hits, No FUN) e o convidado Raphael Fernandes (editor da grande Revista Mad – Brasil, do blog Contraversão e roteirista de quadrinhos). Nos sets, muito rock de todos os estilos, desde o garage até o punk, do indie ao stoner, do hard rock ao psychobilly, do rock alternativo ao britpop, da jovem guarda à psicodelia…!


PROMOÇÃO pra quem vai ao Lollapalooza Brasil nos dias 12 e 13: apresentando seu ingresso na entrada, você ganha uma 1500 Cerveja Puro Malte pra começar o esquenta pro festival! \o/

Crush em Hi-Fi #2
Serviço:

Crush em Hi-Fi @ Morfeus Club
Quando: 11/03/2015 (sexta-feira)
Horário: a partir das 20h

Show: Aletrix
DJs: João Pedro Ramos (Tiger Robocop, Combo Hits, No Fun)
Raphael Fernandes (Revista Mad, Contraversão)

Fotos: Amanda Costa
Arte: Juliano Chiusoli

Preços:
*Com lista: R$15 (entrada)
*Sem Lista: R$20 (entrada)
Para entrar na lista, basta confirmar presença aqui no evento (https://www.facebook.com/events/533111233536596/). Se você não tem Facebook, envie seu nome para [email protected] com o título LISTA – 11/03

Aniversariantes do mês de março ganham um par de VIPs para comemorar! Mande sua lista de convidados para [email protected] com o título ANIVERSÁRIO – 11/03. Todos seus convidados entram na lista de desconto!