Banca Tatuí traz shows de Tatá Aeroplano, Julia Valiengo, Mariana Degani e Remi Chatain em seu teto dia 19

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Tatá Aeroplano e Julia Valiengo
Tatá Aeroplano e Julia Valiengo

Neste sábado, dia 19, acontecerá a primeira festa do ano na Banca Tatuí, na Santa Cecília. O teto da popular banca de publicações independentes receberá shows de Tatá Aeroplano e Júlia Valiengo e também Mariana Degani e Remi Chatain apresentando o show do recém lançado disco “Furtacor”, além da sempre ótima discotecagem do Coletivo Trama.

As publicações não ficarão de fora, é claro. Durante o evento, rolam os lançamentos do livro “Bagagem“, do Troche e do zine Mó Tesão, com ilustrações de Magra de Ruim.

Conversei com João Varella sobre o evento de sábado:

– Dia 19 rola a primeira festa da Banca Tatuí. O que vai rolar de música?
É a primeira do ano. Teremos três atrações musicais. Shows de Tatá Aeroplano + Julia Valiengo e Mariana Degani + Remi Chatain, além da discotecagem do Coletivo Trama.

– Porque colocar shows ao vivo no teto de uma banca?
Porque temos uma estrutura bacana para isso, apesar de nunca termos planejado. O engenheiro que tocou a obra da banca exagerou na dose e fez uma estrutura que aguenta 1,5 tonelada. Logo, veio a ideia de pôr bandas tocando lá em cima.
Foi um acaso muito fortuito, pois a música tem uma ligação íntima com publicações, independentes ou não.

– O que Tatá Aeroplano + Julia Valiengo vão apresentar?
Nós não combinamos setlist com os artistas, mas creio (e torço) que teremos a presença das entidades Frito Sampler e Grace Ohio. Também há expectativa pelo material solo do Tatá e algo da Trupe Chá de Boldo (oremos).

– E o que podemos esperar da apresentação de Mariana Degani + Remi Chatain?
Aposto numa apresentação calcada no disco “Furtacor”, recém lançado e uma das melhores coisas que surgiu neste primeiro trimestre em termos de música brasilera.

Banca Tatuí
Banca Tatuí

– Vocês já tiveram problemas com a polícia impedindo as apresentaçãos. Como evitar isso?
A polícia nunca chegou a impedir apresentações. A polícia sempre surge no final, dialoga e entende que os shows são curtos. No final da conversa, o entendimento tem sido que a arte traz muito mais benefícios à região do que malefícios, ainda mais se levarmos em consideração que antes da banca a esquina era uma boca de tráfico.

– Vocês acham que essas operações de Psiu e afins estão atrapalhando a cena musical de São Paulo?
Atrapalham, mas se levarmos em conta São Paulo toda, não muito. Sinto que atinge mais os bares. Talvez sejam outros fatores que atrapalhem. Para deixar claro, minha posição é de repúdio ao que aconteceu com o Puxadinho da Praça. Nunca fui na casa, mas a contribuição que ela deu à cena da cidade foi notória. A cena musical de São Paulo é prejudicada hoje pela crise, que faz as pessoas ficarem em casa vendo o Netflix ao invés de sair, ao invés de consumir outro tipo de arte diferente do cardápio de séries da plataforma.

– Como a cena musical paulistana (e do Brasil) pode melhorar?
Pergunta ampla, mas vou responder entendendo “melhorar” como uma questão de qualidade musical. Aí respondo que é dando mais atenção ao rap. Sinto que esse é o gênero musical que tem algo a dizer hoje em dia. Não que todo artista tenha agora que cantar rap, mas a atitude e a energia vinda do hip hop são o que há de mais relevante em termos musicais. É hora dos artistas do centro aprenderem com a periferia. Além disso, claro, aquela aflição que atinge todos os artistas: arranjar formas de se viabilizar financeiramente através da música para poder assim se dedicar de corpo e alma em sua arte, conseguindo assim criar. Isso vale para escritor, artista plástico, etc..

– Podemos esperar mais shows na Banca Tatuí em 2016? 🙂
Sem dúvida! Esse é só o primeiro.

Banca Tatuí

Segunda edição da festa Crush em Hi-Fi acontece nesta sexta no Morfeus Club com show de Aletrix

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Aletrix

SIM! A festa Crush em Hi-Fi volta ao Morfeus Club nesta sexta-feira a partir das 20h para sua segunda edição! A ideia do evento é tentar fugir um pouco do lugar comum na noite paulistana, indo além do que as rádios e a televisão costumam oferecer quando o assunto é rock. CALMA: lógico que as bandas consagradas também aparecerão, mas não com aquele velho hit manjado que toca à exaustão em todas as baladas. Afinal, convenhamos: nem Kurt Cobain aguentava mais ouvir “Smells Like Teen Spirit”!

Além disso, sempre teremos espaço para bandas autorais. Nesta edição, teremos o show do Aletrix e suas letras ácidas e som cheio de pós-punk, rock alternativo dos anos 90, rockabilly e ~pop barroco~. A banda apresentará as músicas do disco “Herpes aos Hipsters” e sons que estarão presentes no segundo disco do quarteto. Se uma faxina na Augusta te faria feliz, não se enforque com o cinto: vá à festa do blog e veja esta apresentação que promete muitas supresas e aventuras!

Além disso, a festa também terá VENDA e TROCA de discos! Pegue aquele vinil que você tá afim de trocar ou vender e leve. Quem sabe você não consegue aquele disco que estava procurando há tempos, hein?

Nas discotecagens, o editor do blog João Pedro Ramos (Tiger Robocop,Combo Hits, No FUN) e o convidado Raphael Fernandes (editor da grande Revista Mad – Brasil, do blog Contraversão e roteirista de quadrinhos). Nos sets, muito rock de todos os estilos, desde o garage até o punk, do indie ao stoner, do hard rock ao psychobilly, do rock alternativo ao britpop, da jovem guarda à psicodelia…!


PROMOÇÃO pra quem vai ao Lollapalooza Brasil nos dias 12 e 13: apresentando seu ingresso na entrada, você ganha uma 1500 Cerveja Puro Malte pra começar o esquenta pro festival! \o/

Crush em Hi-Fi #2
Serviço:

Crush em Hi-Fi @ Morfeus Club
Quando: 11/03/2015 (sexta-feira)
Horário: a partir das 20h

Show: Aletrix
DJs: João Pedro Ramos (Tiger Robocop, Combo Hits, No Fun)
Raphael Fernandes (Revista Mad, Contraversão)

Fotos: Amanda Costa
Arte: Juliano Chiusoli

Preços:
*Com lista: R$15 (entrada)
*Sem Lista: R$20 (entrada)
Para entrar na lista, basta confirmar presença aqui no evento (https://www.facebook.com/events/533111233536596/). Se você não tem Facebook, envie seu nome para [email protected] com o título LISTA – 11/03

Aniversariantes do mês de março ganham um par de VIPs para comemorar! Mande sua lista de convidados para [email protected] com o título ANIVERSÁRIO – 11/03. Todos seus convidados entram na lista de desconto!

A festa Crush em Hi-Fi estreia sexta (04) no Morfeus Club com show do duo Horror Deluxe!

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A dupla Horror Deluxe

Sim, você leu direito: agora o Crush em Hi-Fi também terá uma festa! A estreia acontece no dia 04/12, sexta-feira, no Morfeus Club! A festa que busca fugir um pouco do lugar comum na noite paulistana, indo além do que as rádios e a televisão costumam oferecer quando o assunto é rock. Lógico que as bandas consagradas também aparecerão, mas não com aquele velho hit manjado que toca à exaustão em todas as baladas. Se nem Kurt Cobain aguentava mais ouvir “Smells Like Teen Spirit”, imagine o público da noite rocker paulistana?

Festa Crush em Hi-Fi 1

Além disso, a festa sempre terá espaço para bandas autorais. Para começar com o pé na porta, rola o show do duo HORROR DELUXE, destilando suas influências de psycho-punk-a-billy com muito filme B dos anos 50, The Cramps e José Mojica Marins na mistura! A dupla já foi entrevistada aqui no blog, confira aqui.

Nas discotecagens, o editor do blog João Pedro Ramos (Tiger Robocop,Combo Hits, No FUN), Mairena (baterista da banda BBGG) e Rafa 77 (autor do blog Hits Perdidos).

Ah, e tem uma promoção: Quem for ao CCXP – Comic Con Experience e comparecer com o crachá, ganha na faixa uma cerveja 1500 Cerveja Puro Malte!

A dupla Horror Deluxe
A dupla Horror Deluxe

 

Na festa do Crush em Hi-Fi, você ouve: Iggy and the Stooges – Pin Ups – T.Rex – Ramones – Thrills and The Chase – The Hunted Crows – The Clash – Faith No More – Undertones – Parliament – Supersuckers – Bionica – Transplants – Funkadelic – Turbonegro – Deb & The Mentals – Andrew W.K. – Rita Lee & Tutti Frutti – Muzzarelas – Forgotten Boys – Primus – Skating Polly – Violentures – Purple – Queens Of The Stone Age – Screaming Females – The Runaways – Oh! Gunquit – Hellacopters – L7 – Sly and The Family Stone – The Who – Jack White – The Love Me Nots – New York Dolls – Tits, Tats and Whiskers – Sonic Youth – The Chuck Norris Experiment – 13th Floor Elevators – Seeds – Autoramas – Sonics – Garage Fuzz – MC5 – Bowie – Hendrix – James Brown – Velvet Underground – Eagles of Death Metal – Deap Vally – The Rolling Stones – Raveonettes – Cramps – Ventures – The Two Tens – Wolfmother – La Femme – Carbona – Toni Tornado -Human Beinz – The Hyena Kill – The Nerves – Red Hot Chili Peppers – Veronica Kills – Buffalo Tom – Afghan Whigs – Superchunk – Pavement – Kleiderman – Supergrass – Blondie – Titãs – Nirvana – B-52s – The Hives – Stray Cats – Os Mutantes – Killing Chainsaw – Beastie Boys – Pulp – Manic Street Preachers – Molotov – Garbage – The Kinks – Party Up – Pixies – Stone Roses – Little Quail and The Mad Birds – Weezer – Hole – Ride – Dinosaur Jr – Fugazi – Happy Mondays – Sugarcubes – The Pogues – Fu Manchu – Teenage Fanclub – The Cure – Smashing Pumpkins – Primal Scream – Devotos DNSA e muito mais!

Serviço:

Crush em Hi-Fi @ Morfeus Club
Quando: 04/12/2015 (sexta-feira)
Horário: a partir das 22h

Show: Horror Deluxe
DJs: João Pedro Ramos (Tiger Robocop, Combo Hits, No Fun)
Mairena (BBGG)
Rafa 77 (Hits Perdidos)

Fotos: Amanda Costa
Arte: Leo Buccia

Preços:
*Com lista: R$15 (entrada)
*Sem Lista: R$20 (entrada)
Para entrar na lista, basta confirmar presença no evento do Facebook. Se você não tem Facebook, envie seu nome para [email protected] com o título LISTA – 04/12

Aniversariantes do mês de dezembro ganham um par de VIPs para comemorar! Mande sua lista de convidados para [email protected] com o título ANIVERSÁRIO – 04/12. Todos seus convidados entram na lista de desconto!

Jack Daniel’s Saloon, ou Lynchburg a duas quadras do metrô Pinheiros

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Jack Daniel's Salloon
foto da página oficial do Jack Daniel's Salloon

Lemmy Kilmister, Keith Richards, Frank Sinatra. Os três apreciavam um bom gole de Jack Daniel’s, cada um a sua maneira. Além do gosto pelo legítimo whiskey de tennessee, o trio possuía em comum a sede pela essência, mesmo que em diferentes gerações e abordagens.

Pelo segundo ano em São Paulo, o Jack Daniel’s criou um bar temático, dessa vez instalado em frente ao Largo da Batata, em Pinheiros. Ao sair da estação Pinheiros de metrô e caminhar até o Jack Daniel’s Saloon, o trecho é um passeio turístico, talvez inusitado. Um bar com música voz e violão, outro com jukebox do melhor da música brega, enquanto uma lanchonete durante o dia vira uma boate ao anoitecer, com grupo formado por violão, bateria eletrônica e um vocalista que se apresenta como se estivesse em um estádio. Respeitável.

foto por Pedro Couto
foto por Pedro Couto

Ao adentrar no Jack Daniel’s Saloon, entra-se no universo de Jack Daniel’s, jarros de milho, centeio e cevada ganham foco de luz; frases de efeitos, típicas do Velho Jack, ficam expostas por todo o bar; pedaços de carvão – ingrediente para a filtragem que garante o selo de “tennessee whiskey” ao invés de bourbon – ganham a forma de cortina para que a imersão à marca seja tão precisa quanto sua receita.

O cardápio, obviamente, é centrado no Jack, com drinks clássicos como Jack & Cola até outros exclusivos. Além da linha padrão deles – Old Nº7, Honey, Gentleman… até o modelo em homenagem a Sinatra está à venda -, cervejas importadas e outras opções também estavam a disposição.

Até o momento, tudo parece fazer sentido: uma viagem direto para Lynchburg… a duas quadras do metrô. Mas…

A grande maioria do público não parecia querer estar lá pelo significado do local. A geração pós-‘Eu Fui!’ honrava a frase. Estava lá pelo registro de estar e não pela memória de viver. A banda, Leite Paterno, que infelizmente focou o show no “Nevermind” do Nirvana, fingia um rock que soava tão irônico quanto pasteurizado. O público gostava das radiofônicas, ignorando o significado da obra. O vocalista mencionou Krist Novoselic como “o baixista lá…”. Resumindo: o que o bar oferecia de imersão e significados se transformava em pasteurização de estilo harmonizado com um molho ralo de gente escrota.

O show do Leite Paterno talvez tenha ficado íntegro e honesto quando eles começaram a tocar as músicas próprias. Porém, neste momento, metade da pista já não via utilidade para estar lá. Relembrar, então, muito menos. Já estava tudo no Instagram.

Garimpo Sonoro #2 – Quer ver música? Aqui estão 4 canais musicais no Youtube!

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The Defibulators

Ainda sobrevivo no Crush em Hi-Fi pela terceira semana seguida! Ou este é o maior sucesso deste site ou seu editor-chefe apenas está com dó desse que vos escreve. Foda-se o que seja, aqui vamos nós.

Depois das músicas eruditas, sem palavras, do post anterior, agora sugiro alguns lugares para ver e ouvir músicas. Quatro canais do Youtube que já foi fonte de muita descoberta boa por aí. Eu poderia citar mais, mas vou guardar para um post futuro… não sei até quando minha criatividade durará (se é que ela existe!).

1) Tiny Desk Concert
Bob Boilen empresta sua área de trabalho para chamar músicos a tocarem no meio da redação da Rádio NPR. O resultado é uma curadoria primorosa junto de um clima intimista (salvo algumas exceções). Eis dois exemplo:

Laura Marling, que vocês ainda me verão falar dela mais vezes. Que voz. Que música. Que mulher!

Gogol Bordello, que levaram toda sua energia volátil (alcóolica, entenderam?!) para o local, com Eugene Hütz andando pelas mesas.

2) Music Fog
Este canal é mais voltado pro country e americana, mas às vezes pipocam umas coisas mais amplas, como essa aqui:

Lake Street Dive, esse foi o primeiro vídeo que vi dessa banda e, que som! A Rachael Price é um show a parte, admito. Que voz. Que música. Que mulher!

Ray Bonneville, o climão dessa música vale o play. É a trilha sonora de um filme completo. Gosto de músicas assim.

3) KEXP
A rádio de Seattle montou um canal BEM foda, com várias mini apresentações, além de outros registros. A curadoria passa desde bandas nem tão famosas até hypadas, com Florence and the zzzz.

Charles Bradley, com um primeiro encontro como esse, impossível não se apaixonar por ele de primeira.

Meschiya Lake, “born and raised” em New Orleans, ela faz o bom e velho jazz. Se já não teve, um dia você terá um momento em que músicas assim te salvarão.

4) Live and Breathing
A descrição é clara: “Capturando performances intimistas por músicos em uma única e pessoal configuração.

The Defibulators, diversão hillbilly garantida! Sem mais.

Buffalo Killers, aqui não há muito intimismo, apesar do local claustrofóbico. Stoner rock classudo.

Tem alguma dica de canal? Manda pra nóe!

Queers & Queens Festival debate homofobia com rock no Morfeus Club neste sábado

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queers & queens

A quarta edição do festival Queers & Queens acontecerá nos dias 17 e 18 de outubro, a partir das 17h no Morfeus Club, em São Paulo. Além de shows de bandas independentes, o evento trará ao debate questões como homofobia, transfobia, lesbofobia, bifobia, feminismo e veganismo. A entrada custará R$ 10 e o festival também contará com DJs e exposições temáticas.

Idealizado pelos produtores culturais Shamil Silva e Hanilton Scofield, o objetivo do festival é propagar a informação de que preconceito é crime, que preferência sexual não define caráter e que é preciso, literalmente, “fazer barulho” para acabar com a discriminação. Um dos critérios utilizados na seleção das atrações do Queers & Queens foi o fato de ao menos um dos integrantes da banda ser assumidamente homo ou bissexual, e que o grupo tivesse identificação com o público LGBT.

No sábado, os shows ficam por conta das bandas Parte Cinza, Rebel Shot Party, Nerds Attack, Black Sun e Xerxes, além dos DJs Celso Tavares e Carol Santos. No domingo, o festival recebe as bandas Twinpines, Paz, Black Clovd, Shark Butterfly e E. Maria & Scarlets e os DJs Thais Maranho, Jennifer Souza e Lucas Andrade.

Conversei com Hanilton sobre o festival:

– Como surgiu a ideia do evento?

A idéia surgiu por não me identificar totalmente com os eventos voltados ao público LGBT, principalmente com a questão musical. Eu concordava com o ativismo, porém me sentia uma pouco deslocado. Então comecei a amadurecer a idéia de fazer um festival totalmente voltado ao rock, aliado ao ativismo. Nisso entrou o Shamil e juntamos a minha experiência em eventos pró LGBT e a experiência dele com bandas.

– Como este projeto busca combater a homofobia e o machismo, tão em alta no Brasil (e em todo o mundo)?

A gente costuma falar que a idéia é chamar atenção fazendo barulho, através da música. A maioria das bandas expressam em suas letras e em seu comportamento o combate a todo tipo de preconceito. Acho que ainda é importante se impor, mostrar a cara e ocupar seu lugar na sociedade, exigindo igualdade e respeito.

Parte Cinza
Parte Cinza

– Quais bandas e artistas estarão presentes? Você pode me falar um pouco de cada um deles?

Os destaques de sábado ficam com os shows das bandas Parte Cinza, Rebel Shot Party, Nerds Attack, Black Sun e do artista Xerxes, além dos DJs Celso Tavares e Carol Santos. No domingo, o palco receberá as bandas Twinpines, Paz, Black Clovd, Shark Butterfly e E. Maria & Scarlets, com os DJs Thais Maranho, Jennifer Souza e Lucas Andrade. Sempre tentamos incluir atrações de fora do estado, esse ano sem apoio isso ficou um pouco limitado, mas conseguimos trazer o Rebel Shot Party de Brasília, Parte Cinza do Rio de Janeiro e o Paz, que atualmente reside em Porto Alegre.

– Teremos outras coisas além dos shows, correto?

Sim, além dos shows teremos apresentações de DJs, exposições, venda de comida vegana e debates. Nesse ano os temas debatidos serão Transfobia e a relação do Feminismo com o Veganismo.

Paz
Paz

– Nos anos 90, festivais com bandas independentes pipocavam em todo o país e geraram diversas cenas musicais. Porque isso parou?

Pois é, eu acompanhava toda essa cena através de reportagens e ficava super empolgado. Alguns ainda realizam edições mas não vemos mais tanta repercussão quanto antigamente. Acho que o aumento do circuito de shows fora do eixo Rio – São Paulo tenha contribuído para essa diminuição de festivais, antigamente em alguns lugares você só veria shows em festivais e agora existe uma programação mais rotineira. Acho que tem como recuperar sim, na minha concepção festival vai além da música, pensar programações voltadas a artes integradas talvez seja uma boa forma de atualizar o formato de festivais, como conhecemos na década de 90.

nerds attack
Nerds Attack

– Onde será o festival? As casas de SP oferecem auxílio para bandas autorais e festivais?

Esse ano o festival acontecerá no Morfeus Club, é um local bem bacana localizado ao lado do metrô Santa Cecília, boa localização influencia muito. Acho que as casas já deram mais espaços para bandas autorais, hoje em dia vejo a programação sendo dominada por bandas covers. Gosto do formato, porém conheço muitos músicos que optam por covers por não encontrarem espaço para executarem seus trabalhos autorais. São Paulo é uma cidade muito rica culturalmente, tem público para ambos os trabalhos, porém acho que investir em programação formada por covers garante um retorno mais rápido aos donos dos estabelecimentos. Mas mesmo assim, tem muita banda autoral trabalhando, boa parte dessa safra poderá ser conferida no próprio festival. Sobre o auxílio para bandas autorais e festivais, ele existe mas ainda é pouco comparado a demanda.

Festival Queers & Queens 2015
Data: 17 e 18 de outubro
Horário: A partir das 17hs
Local: Morfeus Club – Rua Ana Cintra, 110 – São Paulo/SP
Entrada: R$ 10
Fanpage: www.facebook.com/QeQFestival
Evento: www.facebook.com/events/904230413002600/

Festival Distúrbio Feminino combate o machismo no meio musical neste sábado em São Paulo

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Festival Distúrbio Feminino

Neste sábado acontecerá em São Paulo a primeira edição do festival Distúrbio Feminino. Organizado pela autora do programa de rádio/blog, Mariângela Carvalho, Supernova Produções e pelo Tsunami Coletivo, o evento vai rolar na Praça do Ouvidor, que fica no Largo São Francisco, na Sé, das 14h às 19h. O festival é gratuito. “O objetivo é mostrar a qualidade dos trabalhos realizados por mulheres em diferentes áreas das artes”, explicou a produtora. “O evento procura evidenciar o poder das garotas, que nunca deixaram a desejar no quesito talento e originalidade. Queremos mostrar que as mulheres estão em completa equidade criativa e artística com os homens, e que muitas mulheres juntas podem mudar o sistema e as noções de machismo”.

O line-up contará com 4 bandas paulistas independentes: do interior, La Burca (Bauru) e Travelling Wave (Piracicaba), e da capital, BBGG e Fronte Violeta, bandas que surgem com força no cenário autoral do rock em 2015. Além disso, as garotas do Coletivo Efêmmera farão um grafite ao vivo durante o evento e o selo Contra Boots registrará um bootleg com os shows do dia, que será lançado em fitas K7 limitadas posteriormente.  Conversei com Mariângela sobre o evento:

 

– Como surgiu a ideia do festival?

Quando o Distúrbio Feminino surgiu ele tinha muitos propósitos: ser um zine artesanal, uma festa, programa de rádio, blog, festival. Começou como programa de rádio (atividade que sempre exerci desde formada) e ficou no ar por cerca de um ano e meio. Como a ideia nasceu para ser pluralista mesmo, envolvendo diferentes formatos e mídias, já estava na hora de expandir o foco e estrear como festival. Os objetivos continuam iguais (assim como eram enquanto programa radiofônico): mostrar a qualidade dos trabalhos realizados por mulheres em diferentes áreas das artes; por isso o festival traz música e artes visuais, com as garotas do Coletivo Efêmmera promovendo um grafite ao vivo durante o evento.

– Como este projeto busca combater o machismo, que continua tão em alta no Brasil (e em todo o mundo)?
O evento procura evidenciar o poder das garotas, que nunca deixaram a desejar no quesito talento e originalidade. Queremos mostrar que as mulheres estão em completa equidade criativa e artística com os homens, e que muitas mulheres juntas podem mudar o sistema e as noções de machismo. Hoje sabemos que podemos fazer e ser tudo aquilo que queremos.:)

BBGG
BBGG

– Pode me falar um pouco mais sobre as bandas que vão participar?

Quando o festival começou a ser formado a ideia era que tivéssemos 4 bandas vindas de lugares diferentes do Brasil para mostrar as diferentes produções que temos hoje em dia. Grupos do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram convidados, mas com nenhum deles foi possível (os motivos eram os mais variados, mas o que pesou mesmo foi o preço das passagens, pq realmente ainda é muito caro viajar pelo país). Depois dessa fase com várias respostas negativas (que também fugiam do controle das próprias bandas), grupos próximos foram convidados e aos poucos pudemos fechar o line-up em 4 nomes. Os estilos das 4 bandas são bem variados entre si mas todos carregam a essência do rock. BBGG é um nome recente no circuito mas tem um potencial enorme. Com 3 garotas à frente, a aposta deles é numa pegada mais classic rock, riffões e refrão para ser gritado. La Burca e Fronte Violeta são dois duos, de Bauru e SP capital, respectivamente. O La Burca tem uma proposta que considero bem original no país que é fazer punklore, um punk acústico (muito produzido nas terras gringas mas por aqui ainda sem muito destaque), e o Fronte Violeta faz experimentações eletrônicas e brinca muito com colagens sonoras, synths, delays. E o Travelling Wave é um quarteto de Piracicaba. A onda deles é mais psychedelic com muitas teclas e reverb, fazem um show bem intenso e têm 2 garotas de destaque.
La Burca
La Burca

– Nos anos 90, festivais com bandas independentes pipocavam em todo o país e geraram diversas cenas musicais. Porque isso parou? Tem como recuperar?

Acho que o ritmo foi diminuindo ao  longo dos anos, mas nunca chegou a parar. Muitos fatos podem ser creditados a esse déficit como, por exemplo, o rock ter passado uns bons 15 anos na geladeira no Brasil. Há anos não temos um nome forte e que chegue às massas mesmo, isso enfraquece o movimento e a vontade de fazer. Nos primeiros 5 anos dos anos 2000 surgiram muitos festivais de rock independente mas eles perderam a força quando se notou que a movimentação era mais política do que artística. Isso tb enfraqueceu quem estava a fim de produzir. Hoje em dia eu acho que o momento é outro mesmo, com agentes culturais e bandas levando o faça-vc-mesmo ao pé da letra e concretizando vontades que antes só existiam no plano das ideias.

– Você pretende levar o projeto para a frente, fazer mais edições do festival?
Com certeza! O Distúrbio Feminino (como um todo) sempre obteve mais sucesso do que eu imaginava e próximas edições estão certamente nos planos, com vontade de ser cada vez maior e dar mais visibilidade para as mulheres nas artes.

Travelling Wave
Travelling Wave

 

 – Onde será o festival? As casas de SP oferecem auxílio para bandas autorais?
O festival acontecerá na rua, melhor lugar para expressar as artes. Ali próximo ao metrô Sé, no Largo São Francisco, existe um espaço muito bom que é a Praça Ouvidor Pacheco, que já tem um tablado perfeito para usar como palco e é um lugar bem amplo, dá pra muitas pessoas circularem livremente. Sim, a maioria das casas em SP oferecem um certo auxílio para as bandas, mas cada uma tem seu esquema: algumas dão uma porcentagem da bilheteria, algumas dão toda a bilheteria e outras (a minoria) garante o cachê fixo.
Fronte Violeta
Fronte Violeta

– Além dos shows, também vão ter outras atrações, correto?

Isso! Mantendo a ideia de ser multimídia, o Distúrbio Feminino Fest tem também a participação das meninas do Coletivo Efêmmera, uma galera talentosa que se divide por diferentes cidades para articular sobre artes visuais, cultura urbana e, claro, empoderamento feminino. No dia do eventos elas estarão grafitando telas com temas feministas e depois vamos deixar esses trabalhos expostos em casas alternativas da cidade. Além das Efêmmeras, também teremos a galera do selo Contra Boots. O trabalho que eles realizam é daqueles “simples mas geniais – como ninguém pensou nisso antes?!?!”. O selo grava e lança bootlegs de shows em fitas K7, com edição limitada, arte caprichada e esquemas de distribuição, e eles farão isso com os shows do festival, que depois se tornarão ‘obras físicas’. A ideia é registrar o evento e guardar para a posteridade.

Coletivo Effêmera
Coletivo Effêmera

– Onde o pessoal vai poder comprar estes registros?
Diretamente com os meninos do selo. A princípio vamos fazer apenas 30 cópias, sendo que 14 ficarão com as bandas (uma por integrante), 10 para mim e 6 para o selo. as minhas eu ainda não sei o que vou fazer (risos). Mas quero presentear algumas pessoas que estão me ajudando nessa.

– Quem fez a arte do flyer?
A arte foi feita pela Micha Oliveira, conhecida como Teenage Micha. Ela é artista visual e zineira no RJ e participa de coletivos feministas também. As figuras das meninas que constam na arte do festival foram feitas a mão e depois ela digitalizou.

 

Festival Distúrbio Feminino
Onde: Praça do Ouvidor – Largo São Francisco – Sé – São Paulo
Quando: 17 de outubro (sábado) das 14h às 19h
Quanto: Gratuito
Classificação livre

Confira 20 grandes apresentações no Musikaos, o sensacional programa de Gastão Moreira na TV Cultura

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Gastão Moreira no Musikaos

Quando Gastão Moreira saiu da Mtv Brasil, em 1998, levou com ele um pouco do espírito inicial da emissora: o de revelar bandas e artistas brasileiros para o mundo e investir em cultura musical para os espectadores. Pois a TV Cultura sabia desse pensamento de Gastão e daí surgiu um dos melhores programas da década seguinte na TV aberta: o Musikaos. Um programa que foi ao ar entre 1999 e 2002 e juntava bandas independentes, shows ao vivo e música rolando o tempo todo. Ou seja: um prato cheio para o apresentador deitar e rolar, levando bandas e artistas incríveis ao palco, ao vivo, sem cortes e sem anestesia.

Reuni aqui 20 grandes momentos do Musikaos que devem ser assistidos para que você se pergunte “onde será que estão os bons programas musicais hoje em dia?”:

Charlie Brown Jr. e Raimundos

Quando estas eram as duas maiores bandas do país e apareciam em tudo que é programa, é lógico que eles iriam ao Musikaos, onde não precisavam depender de playback nem tocar apenas seus hits mais “digeríveis” como rolava em outras emissoras. Neste Especial de Natal, eles tocam “Rubão”, “Eu Quero Ver O Oco”, “Confisco”“Herbocinética”, “Não Deixe O Mar Te Engolir”, “União”, “Fogo Na Bomba”, “Puteiro em João Pessoa” e “Mulher de Fases”.

Ratos de Porão

Onde mais você veria o grupo de João Gordo e Jão destilando todo seu peso e ódio em plena TV aberta? (Sim, já rolou até no Programa da Angélica e do Gugu, mas isso nos anos 80, quando o nonsense imperava). Aqui, o RxDxPx manda “Beber Até Morrer”, “Agressão/Repressão”, “Crucificados Pelo Sistema”“Caos” e “Colisão”.

Cólera

A clássica banda de punk do hiper gente boa Redson sempre aparecia no Musikaos (até mais do que na Mtv Brasil, que tinha um certo “receio” de bandas punks mais… bem, punks). Aqui, o Cólera manda “Dia e Noite”, “Pela Paz” e “Medo”.

Dead Fish

Os capixabas tocaram no Musikaos antes de chegarem a ter seu momento ~habituées Mtv Brasil~, quando a emissora UHF tentava achar seu “novo CPM22” e apostou muitas fichas na banda com os clipes e shows do disco “Zero e Um”. Aqui, vemos a banda mandando ver com a clássicas “Noite”, “Sonho Médio” e “Afasia”.

Olho Seco

O programa nunca teve medo de investir no punk de raiz brasileiro (e Gastão tinha muito interesse pelo assunto, tanto que depois dirigiu o documentário “Botinada – A Origem do Punk no Brasil”) e o Olho Seco não aparecia na TV há 20 anos quando topou ir ao Musikaos. “Botas, Fuzis, Capacetes”, “Muito Obrigado” e “Todos Hipnotizados”.

Holly Tree

O Holly Tree chegou perto de estourar. O clipe de “Hey, Stop It” passava relativamente bastante na Mtv e é claro que eles foram ao Musikaos. Calcados no punk rock californiano e no Green Day pré-“Dookie”, eles tocaram “Intoxicated”, “City Paranoia” e “Living In The City”.

Marky Ramone and The Intruders

Marky Ramone já entrou na lista de artistas que estão sempre pelo Brasil, e é claro que, já que estava por aqui, ia passar no Musikaos. O único Ramone vivo apresentou seu projeto Marky Ramone and The Intruders com as músicas “I Want My Beer”, “3 Cheers For You”, “One Way Ride” e “Anxiety”.

UK Subs

Como Gastão fala no começo deste vídeo: UK Subs, só mesmo no Musikaos. O grupo inglês formado em 1976 foi um dos primeiros clássicos do punk inglês e mandou músicas incríveis como “Emotional Blackmail”“Warhead”, “Swat 96”“New York State Police”.

Buzzcocks

Por falar em bandas punk clássicas, o programa do Gastão recebeu os insuperáveis Buzzcocks, uma banda que deveria ser tão aclamada quanto os Ramones (se o mundo fosse justo). Esta apresentação prova isso: eles mandam os clássicos “Boredom”, “I Don’t Mind”, “You Know, You Can’t Help It”, “Orgasm Addict” e “Ever Fallen In Love (With Someone You Shouldn’t)

Pin Ups

O clássico grupo do underground brasileiro liderado por Alê Briganti mandou “Lack of Personality”, “It’s Your Turn” e “To All Own Friends”, músicas que marcaram a cena do rock dos final dos anos 80/começo dos 90.

Inkoma

Se o nome não te chamou a atenção, eu explico: o Inkoma é a banda da Pitty antes de ser Pitty, ou melhor, antes de seguir a carreira solo de sucesso e bombar na Mtv. “Salve Salvador” e “Revolução Mental” mostram que o negócio era um pouco mais hardcore do que o que viria a seguir.

Garage Fuzz

Os veteranos do hardcore santista que influenciaram muito da cena underground brasileira mandaram muito bem com “Observant”“Replace”“Embedded Needs”“When All The Things”.

Video Hits

O Video Hits de Diego Medina infelizmente durou pouco, lançando apenas um disco (impecável, na minha opinião). Misturando rock, pop e até um pouco do brega brasileiro (e sem medo de soar brega), o grupo apresentou aqui o single que mais fez sucesso, “(Vo)C”

RZO

O programa não era só de rock (embora o estilo dominasse na maioria das vezes). Um dos grupos de rap que já apareceram por lá foi o RZO, em sua formação clássica. Aqui, “Rap Bate Forte Como Box”.

Cássia Eller

Sim, Cássia Eller! A cantora que ia do Nirvana ao Cartola sem medo foi ao programa já no final de sua vida, quando fazia turnê de seu disco Acústico Mtv. Aqui, as versões de “Malandragem”, “Top Top” (Mutantes), “Quando A Maré Encher” (Nação Zumbi) e “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band” (Beatles).

Wry

“Jesus Beggar”“77:00”“New Radio Station”: três pauladas do Wry, banda de Sorocaba que fez muito barulho na cena independente e destilava influências de The Jesus and Mary Chain e My Bloody Valentine.

Gangrena Gasosa

Que outro lugar colocaria um ponto de macumba e depois o “saravá metal” do Gangrena Gasosa ao vivo sem medo de ser feliz? Confira o vôo das farofas hardcore em “Centro Do Pica Pau Amarelo”:

Los Hermanos

Os queridinhos Los Hermanos foram ao Musikaos quando ainda contavam com o baixista Patrick Laplan na formação e diziam “oi oi oi” antes de tocar o ska hardcore romântico “Descoberta”, do primeiro disco da banda. Marcelo Camelo ainda não se achava a reencarnação de Vinícius de Moraes:

Comunidade Nin-Jitsu

Os caras do Miami Bass roqueiro do Rio Grande do Sul já tinham seu clipe “Detetive” rolando em alta rotação na Mtv Brasil (especialmente no programa “Teleguiado”, do Cazé) e aqui apresentaram o hit, junto com “Rap do Trago”, uma versão de “Der Komissar”, hit do Falco:

Stephen Malkmus

Não chegou a rolar Pavement no programa de Gastão, mas Stephen Malkmus veio com Stephen Malkmus & The Jicks em 2000 e se apresentou na TV Cultura. Aqui, “Do Not Feed The Oysters”:

Chega de covers: confira 10 locais e festas de São Paulo que apostam em artistas autorais

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Às vezes parece que a cena musical está dominada por bandas covers capengas que dominam as poucas casas noturnas que ainda apostam na música ao vivo. De vez em quando parece que estamos escravos dos covers mal feitos de Van Halen e Pink Floyd que passam por aí se vendendo como “os melhores do Brasil”. Será que as bandas desistiram de criar e resolveram só fazer aquela versãozinha pra ganhar alguma grana na noite? Emmerson Nogueira venceu?

Calma, nem tudo está perdido: ainda existem muitas casas que apostam em música nova de qualidade, convidando artistas autorais e buscando novos sons e talvez até uma nova cena musical, quem sabe? Criei uma pequena lista de casas em São Paulo que convocam artistas e bandas com músicas próprias pra você descobrir que não, o rock não morreu, e não, você não precisa ouvir só o que as rádios e a TV te oferecem. Ah: se você conhece alguma casa que não está aqui e merece a citação (não precisa ser só de São Paulo, lógico)… Por favor, conte pra nós nos comentários!

Neu Club – Rua Dona Germaine Burchard, 421, Barra Funda

Quem já tocou por lá: FingerFingerrr, Deb and The Mentals, Marina Gasolina

Absolutamente todas as festas que rolam no Neu Club contam com um show autoral que abre os trabalhos. O “Esquenta” é sempre gratuito e não convoca bandas covers de jeito nenhum. “A Neu Club conta com o ‘Esquenta’ antes de cada festa, sempre com bandas autorais em shows gratuitos para o público”, conta Dago Donato. “Desde as primeiras festas que eu e o Gui, um dos meus sócios no Neu, promovemos, sempre tivemos a presença de bandas. Odeio o termo ‘banda autoral’ porque nunca nem passou pela nossa cabeça promover algo que não viesse da cena que ajudamos a construir. O ‘Esquenta’ veio como meio de retomar a presença de bandas na casa, porque a gente não tava conseguindo isso de outra maneira. Então, decidimos fazer com shows grátis antes das festas. Acreditamos que as pessoas devem gostar de música boa independente do estilo. Quando começamos as festas da Peligro, há mais de dez anos, nossa intenção era explodir a cabeça da cena da época. A festa acabou sendo um sucesso semanal justamente por misturar tudo. Uma semana podíamos ter o Catatau discotecando clássicos do Fernando Mendes e depois um show de uma banda de noise; na outra o Fábio Massari tocando clássicos do indie rock e um show da Deize Tigrona. Depois dos shows sempre tinha meu set misturando tudo o que eu achava bom. Ou seja, no fim é tudo música.”

Morfeus Club – Rua Ana Cintra, 110, Campos Elíseos

Quem já tocou por lá: Versus Mare, Cranula, ZRM

O Morfeus Club conta com um bom espaço para shows e sempre recebe bandas e artistas autorais em seu espaço. Infelizmente, o movimento ainda é maior quando as festas são… digamos, mais “pop”. “Bem, trabalhamos com bandas autorais desde os idos da Livraria da Esquina (somos os antigos donos de lá). Parece que é nossa sina sermos, vamos dizer assim, patronos nessa área, já que poucos abrem espaço para os independentes”, diz Heitor Costamilan. “Pelo menos é o que ouvimos de monte por aqui. Gostamos de músicas originais, inventivas, diferentes e aonde se encontra isso? Nos independentes, não acha? Eles nunca ficam presos ao conceito comercial da música e acho que isso é o que mais nos atrai. Pena que a semana tenha só 7 dias e desses apenas 2 fazem parte do final de semana, que é o dia que todo mundo quer agendar show. Óbvio que a casa precisa sobreviver e daí agendamos festas que acabam trazendo um público muito maior para o nosso espaço, mas enquanto der e pudermos continuaremos a prestigiar e agendar shows em nosso espaço.”

Astronete – R. Augusta, 335 – Consolação

Quem já tocou por lá: Drákula, Veronica Kills, Belfast

Sim, ainda existem casas com shows de bandas autorais no Baixo Augusta (ainda bem!) Quando você visitar o Astronete, de Cláudio Medusa, é quase certeza que terá uma banda em seu pequeno palco mandando ver, todos juntinhos. O palco pode ser pequeno, mas as bandas que passam por lá costumam fazer barulho do bom. A curadoria das bandas é feita pelo próprio Medusa, que escolhe a dedo quem vai tocar por lá. Duas festas costumam trazer bandas incríveis do underground rocker: Shakesville (às sextas-feiras) e Master Blaster (às quintas). Vale a pena conferir a agenda da casa. As discotecagens também costumam fugir do lugar-comum, tocando 50s, 60s e 70s e não apostando em hits indies como Arctic Monkeys, apesar de o Alex Turner ter passado por lá quando a banda passou pelo Brasil…

Puxadinho da Praça – R. Belmiro Braga, 216 – Pinheiros

Quem já tocou por lá: Vespas Mandarinas, Maglore, Carbônica

Em meio aos badalados e lotados bares da Vila Madalena fica o Espaço Cultural Puxadinho da Praça, um dos grandes centros culturais de São Paulo, tendo recebido mais de 500 shows que vão do rock à MPB. Artistas como O Terno, Tiê e Tarântulas e Tarantinos já passaram por lá. O projeto Circuito Autoral Puxadinho é uma força aos artistas que produzem sons próprios. “O CAP é um espaço para renovação e respiro da cena independente com apresentação de bandas iniciantes que entram em contato com nossa produção. O projeto acontece em algumas sextas e sábados do mês, sempre às 19h, e é uma forma de apoiar e dar boas vindas aos novos artistas. Já passaram pelo projeto bandas como Gestos Sonoros, Projeto Da Mata, Héloa, Amanticidas,  Manalu, Dessinée (PE), Desa, dentre outros”, diz o site do espaço. Além disso, Puxadinho possui os projetos Onda Instrumental e o Ensaio no Puxadinho e Encontro dos Músicos, promovendo jams gratuitas.

Banca Tatuí – Rua Barão de Tatuí, 275, Vila Buarque

Quem já tocou por lá: Serapicos, Isabela Lages, Bela & Mica

A Banca Tatuí, na verdade, é o que o nome diz: uma banca. Com um porém: eles apostam em publicações independentes e fogem de grandes editoras como os fantasmas fogem de Peter Venkman. E lógico que uma banca com uma mentalidade dessas não ia passar longe da música, né? De tempos em tempos, a banca promove shows em seu teto (e às vezes a PM aparece por lá pra acabar com a festa, mesmo que as apresentações sempre rolem antes das 22h) “Nós trabalhamos apenas com publicações independentes – grandes editoras já fizeram propostas para estar na Banca Tatuí, porém declinamos todas. Nada mais justo, portanto, do que ter também música marginal nos nossos lançamentos. Isso reforça nossa identidade, aposta e crença nos novos nomes da arte seja o meio de expressão que for”, disseram.

Serralheria – R. Guaicurus, 857 – Lapa

Quem já tocou por lá: Terno Rei, Bárbara Eugênia, YoYo Borobia

A Serralheria é uma casa que foi criada no espaço que abrigava uma velha serralheria na Lapa, em São Paulo. Juliana Cernea, Miguel Salvatore, Amadeu Zoe e Thiago Rodrigues se uniram e com a ajuda do marceneiro e designer Pawel (JPS) e integrantes do Barulho.org, reformaram e deixaram o lugar como ele é hoje. “Em pouco tempo se estabeleceu uma programação musical cujo principal e árduo objetivo é trabalhar com música ao vivo. A casa recebe semanalmente diferentes propostas musicais que são avaliadas para compor a programação”, diz o site do espaço.

Mundo Pensante – Rua 13 de Maio, 825 – Bixiga

Quem já tocou por lá: Tabatha Fher, Di Melo, Zebrabeat

Sim, a Mundo Pensante fica na 13 de Maio, onde rolam várias casas que apostam em bandas cover e classic rock do mais manjado. O espaço cultural integra eventos de música, artes visuais, artes do corpo e filosofia. As atividades do espaço resgatam um pouco da essência do Bixiga, bairro que foi berço de diversos artistas e espaços que mudaram e ajudaram a criar a cultura da cidade de São Paulo.

Surdina @ Funhouse – Rua Bela Cintra, 567, Consolação

Quem já tocou por lá: Francisco El Hombre!, Nevilton, BBGG

Segundo Dani Buarque, da banda BBGG e uma das criadoras da Surdina, “a festa surgiu em janeiro de 2015. Eu queria uma festa nova na Funhouse e chamei meus amigos Wonder Bettin (guitarrista do Esperanza) e Monteiro (DJ). A Funhouse foi o palco do underground paulista durante muitos anos, todas as bandas tocavam lá, tinha show com bastante frequência. Após a reforma (+ ou – 3 anos atrás), tiraram o palco e nunca mais teve show. Tivemos a ideia de tentar uma coisa com banda lá e a Funhouse apoiou 100% a idéia. Começamos do zero, sem equipamentos nenhum, fazendo corre de pegar tudo emprestado. Depois do sucesso da primeira edição, a Funhouse vem nos ajudando mês a mês e comprando aos poucos tudo que precisamos pra fazer os shows lá. Nas 3 primeiras edições optamos por formatos mais pocket e acústico. Na 4ª edição, arriscamos e colocamos a BBGG pra plugar tudo e levar a batera completa. Foi lotado, lindo e o som ficou animal. Como nos velhos tempos. As bandas que passaram por lá foram Naked Girl and The Aeroplanes, Francisco El Hombre!, Nevilton, BBGG, Blacklist e agora na próxima edição em Julho teremos a banda Esperanza (ex- Sabonetes) que já tocaram bastante na Funhouse quando tinha shows.”

Sensorial Discos – Rua Augusta, 2389, Cerqueira César

Quem já tocou por lá: André Frateschi, Jair Naves, Fábio Cardelli

A Sensorial Discos é uma casa que, claro, vende discos, mas também conta com cervejas artesanais e shows ao vivo dos mais diversos estilos. Porque a casa aposta em bandas autorais e independentes? Lucio Fonseca explica. “A Sensorial é uma loja que sempre apostou e abriu espaço para os autores e músicos independentes, e por isso nada mais coerente e lógico do que abrir a casa apenas para shows autorais, soma-se a isso a imensa qualidade dos trabalhos independentes e do gosto pessoal da nossa equipe, incluído eu, por músicas e bandas novas”.

Casa do Mancha – R. Felipe de Alcaçova, 89 – Pinheiros

Quem já tocou por lá: Camarones Orquestra Guitarrística, Gui Amabis, Carne Doce

Segundo a página do Facebook da Casa do Mancha, o local busca “propagar a paz e a harmonia entre as pessoas”. O melhor jeito de fazer isso é com música, certo? A casa busca juntar o melhor do alternativo em São Paulo, com apresentações que vão do rap ao samba e do rock ao pop/eletrônico. Um local pequeno feito pra juntar quem realmente gosta de música e quer curtir um som sem preocupações.

Cervejazul – Praça Ciro Pontes, 72 – Mooca

Quem já tocou por lá: Mary Chase, Hooker’s Mighty Kick e  inúmeras bandas iniciantes

Se você tem uma banda, deve conhecer o Cervejazul. Talvez você tenha ido ao Cervejazul assistir ao show de algum amigo. Talvez você até já tenha tocado no Cervejazul. Fundado em 2001, o local atua na cena do rock apostando na apresentação de bandas independentes (algumas recém-formadas) em seu palco. É ótimo ter um lugar que aceite as bandas iniciantes e ajude-as a perder a virgindade de palco. Quem sabe uma nova cena rock não esteja nascendo ali?

O duo FingerFingerrr abre com o pé na porta a estreia da festa Rock Lobster, no Neu Club

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FingerFingerrr_promo
Foto: Daniela Ometto

No dia 02 de maio, sábado, estreia no Neu Club a festa Rock Lobster, onde este que vos fala e Raul Ramone (do Degenerando Neurônios) colocarão nas pickups o melhor do rock alternativo, tentando fugir um pouco dos hits repetidos à exaustão na noite paulista. Para inaugurar esta empreitada com o pé na porta, a banda FingerFingerrr fará o show do esquenta, prometendo deixar os tímpanos mais sensíveis zumbindo.

Formado por Flavio Juliano (voz/guitarra/baixo) e Ricardo Cifas (bateria/voz/teclados), o duo FingerFingerrr possui um som que mistura influências de punk rock e hip hop. Em 2013, a banda lançou seu EP de estreia, “The Lick It EP”, partindo na sequência para os EUA, onde fizeram uma série de show, inclusive na lendária casa de discos Cactus, em Houston, além de participar do circuito alternativo do SXSW. No Brasil, os shows continuaram nas principais casas indie de São Paulo, dentre elas a Casa do Mancha, Puxadinho e Beco 203, onde dividiram o palco com a banda francesa The Plasticines. Em 2014, uma nova tour pelos EUA, dessa vez com diversas datas por Nova York e Los Angeles.

Em 2015 a banda lançou seu novo single, “Buck You”, e está preparando seu disco de estreia até o final do ano.

Conversei com Flavio e Cifas sobre a carreira da banda, o single “Buck You” e o circuito independente de São Paulo:

– Como a banda começou?

CIFAS: Eu e o Flavio tocamos juntos desde 2008, tivemos algumas bandas e projetos com outros parceiros. Dentre esses trabalhos a gente montou o FingerFingerrr que, no começo, era um quarteto. Com essa formação gravamos “The Lick It EP” e fizemos diversos shows. Há cerca de um ano nos tornamos um duo e começamos a trabalhar de forma integral na banda.

– Como surgiu o nome FingerFingerrr?

FLAVIO: Eu queria um nome que tivesse uma palavra muito fácil mas que ao mesmo tempo tivesse uma particularidade na sua escrita. Cheguei na palavra “Finger”, que eu sempre gostei e que a maioria das pessoas conhece a tradução. Falei pro Cifas e rapidamente a gente chegou ao FingerFingerrr. É tão legal que tem que ser escrito duas vezes. O nome não é pra ter um significado claro e concreto mas é incrível como a palavra “dedo” sugere um monte de coisa para as pessoas.

– Quais são as principais influências musicais da banda?

FLAVIO: Qualquer música, de qualquer banda ou artista, ou fração de som pode ser uma influência. Mas em termos de sonoridade, dá pra dizer que um ponto de partida pra entender nosso som é baseado em tudo que eu ouvia quando comecei a entender música, de Chili Peppers e Guns N’ Roses, até Blur e Radiohead; e algumas características do rap/punk do Beastie Boys e aquela pressão e atitude do Hip Hop e Rap dos anos 90, e como ele evoluiu até agora.

– Vocês acabaram de lançar o single “Buck You”. Podem falar um pouco mais sobre esta música?

FLAVIO: A primeira versão dela foi feita em 2012 no meu lap. Os timbres eram muito mais puxados para o hip hop do que qualquer coisa. Quando chegou a hora de realmente gravar em estúdio, não estava soando bem. O Gianni Dias, que formou o FingerFingerrr com a gente, produziu a faixa e chegamos num novo arranjo – mais banda, menos computador. O Gianni mixou e masterizamos em Nova York. A história da composição mesmo aconteceu baseada num encontro inesperado que tive com uma ex-namorada numa época que morei em Paris. Eu estava amargo, crítico e tentando entender o coração quebrado – então fui pra Paris ficar mais ‘perto‘ da cultura e cidade dela, mas sem encontrá-la pois a gente não estava se falando. Então, totalmente sem querer, a gente trombou um no outro num protesto em Paris. Conversamos rápida e cordialmente, e pronto… não a vi mais. Alguns meses depois veio a música… o instrumental primeiro, logo em seguida a melodia e boa parte da letra juntos.

– Como é o processo de composição de vocês?

CIFAS: A gente usa várias formas de compor tanto a letra quanto a música e elas sempre se misturam durante o processo. Tem vezes que eu chego com uma ideia, ou o Flavio muitas vezes chega com ideias ou a gente faz jams e começamos uma ideia juntos. A partir dai a gente pega esse material e tenta desenvolver ele ao máximo criando outras partes e caminhos para aquela ideia inicial que pode ser um refrão, um verso, uma melodia ou riff. Nesse processo a gente grava tudo, desde a primeira vez que aquela ideia foi executada até como ela se transformou após um mês tocando e gravando. A gente ouve tudo e bate o martelo de como a musica soou melhor no processo e pronto!

– Se vocês pudessem fazer QUALQUER cover, qual seria?

CIFAS: Tem várias musicas que a gente gosta, “Tender” do Blur é demais, a gente já tocou “National Anthem” do Radiohead, que é muito boa, “AA UU”, do Titãs é muito foda também. Acho que o que não falta nesse mundo é música boa pra se tocar. Mas quanto a isso, acho que o público e as bandas tem que valorizar a música autoral. O “culto” ao cover e principalmente as bandas cover é uma das coisas mais nocivas ao mercado independente e autoral. Primeiro porque essas bandas acrescentam muito pouco pra cena musical da sua cidade, elas apenas reverberam o que já é sucesso e dão subemprego para alguns músicos. Muitas vezes as casas/bares/bandas fazem isso afirmando que o cover atinge mais público e lota a casa. Isso é subestimar o público, é chama-lo de burro. E não somente isso, é querer se eximir de produzir cultura e ganhar dinheiro com isso. Ainda bem que existem diversas casas de sucesso que são voltadas para a música autoral e é cada vez mais crescente a vontade do público de ver coisas novas.

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– O rock pode voltar ao topo das paradas no Brasil?

CIFAS: Isso é uma questão de mercado, não sei se necessariamente isso seria bom pro rock. Prefiro fazer parte do processo que está consolidando o circuito independente de música no Brasil para que as bandas e compositores consigam viver de seus trabalhos em todas as esferas de sucesso, desde o cara que produz um grande hit até o artista independente que tem uma inserção de mercado bem pequena. Não adianta o rock bombar e um artista ganhar milhões e todos os outros não ganharem nada, ou muito pouco. Essa equação está mudando e isso só faz com que as pessoas produzam mais e vivam da sua arte.

FLAVIO: E se o rock voltar ao topo, a banda ícone que bombar tem que fazer muita questão de trazer o gênero inteiro consigo – apoiando, criando um selo, vendendo etc.

– Quais são as maiores dificuldades de ser uma banda independente?

CIFAS: Existem muitas dificuldades para se ter uma banda. Acho que antes de mais nada você deve ter a plena convicção do que quer, da sua ideia, e pensar que música é a sua expressão, é a forma que vai traduzir essa ideia. Sinceridade e honestidade com o que você faz e com o seu público sempre. Ah, e trabalhar quase 24 horas por dia, todos os dias… (risos)

– Quais são os próximos passos da FingerFingerrr?

FLAVIO: Esse ano vamos fazer a turnê de divulgação do nosso novo single “Buck You” pelo Brasil e América do Sul. Também já temos datas marcadas em junho nos EUA. Em setembro entramos em estúdio para gravar nosso primeiro disco mas ainda não sabemos se vamos lançar ainda esse ano ou no começo de 2016.

– No dia 02 vocês se apresentam no Neu Club abrindo a festa Rock Lobster. A casa sempre conta com “esquentas” com bandas autorais. Vocês acham que este tipo de apoio a bandas autorais está em falta em São Paulo?

CIFAS: Eu acho que é crescente a demanda de casas autorais em SP, o público tem ouvido cada vez mais as bandas independente e as bandas estão se propondo a serem cada vez mais profissionais. Essa é uma receita de sucesso. A iniciativa da Neu é super legal, tem tudo pra dar certo e somar com todas as alternativas independentes que estão acontecendo na cidade de São Paulo.

– Quais bandas novas e independentes vocês recomendariam para que todo mundo ouvisse?

CIFAS: Tem muitas: Mel Azul, Pure, Garotas Suecas, VRUUMM, Eduardo Barretto, Inky, Far From Alaska, Vitreaux, Boom Project, Bixiga 70, Bárbara Eugênia, Carne Doce, André Whoong, Nana Rizinni, Holger, Leo Cavalcanti, Moxine, Karina Buhr, Tatá Aeroplano, Wolfgang, DaVala e o Núcleo Sujo, Single Parents, Sheila Cretina, Apanhador Só, Vivendo do Ócio… Isso é que dá pra lembrar de agora…

Ouça “The Lick It EP” aqui:

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Serviço:

Rock Lobster @ Neu Club
Quando: 02/05/2015 (sábado)
Esquenta: FingerFingerrr (22h, grátis – quem chegar para o esquenta não paga para ficar na festa)
Preços:
*Com lista: R$15 (entrada) ou R$40 (consumação)
Sem Lista: R$25 (entrada) ou R$60 (consumação)
Lista: Mande seu nome para [email protected]
*Confirmação no evento do Facebook já garante seu nome na lista https://www.facebook.com/events/1709576705936445/
Endereço: Rua Dona Germaine Burchard, 421, Barra Funda