O funk dos anos 90 deve muito a Léo Canhoto e Robertinho e suas faixas de bangue bangue

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Léo Canhoto e Robertinho

Léo Canhoto e Robertinho foram muito importantes para a história da música sertaneja brasileira. A dupla, formada em 1968 em Goiânia, foi uma das primeiras a adotar o agora quase obrigatório visual extravagante com jóias, cabelos compridos, óculos escuros e etc. Foram também a primeira dupla caipira a ganhar um disco de ouro pela vendagem de seu primeiro LP, em 1969.

Um grande diferencial da dupla eram as faixas (ou vinhetas) de diálogo canhestro de filmes imaginários de bangue bangue, com bandidos como Jack, o Matador, Roque Bravo e o “Homem Mau” (a inspiração tinha ido embora, aparentemente) que chegam à cidade e saem matando todo mundo, sempre com uma tirada na ponta da língua e um efeito sonoro de tiro dos mais clássicos.

Mal sabiam eles que seriam a base para muitos sucessos do funk carioca no final dos anos 80 e começo dos anos 90. Essas faixas foram encontradas nas grandes peregrinações por samples de DJs como DJ Cuca, que produziu a “Melô do Valentão”, com samples de Léo Canhoto e Robertinho e suas frases memoráveis. A partir daí, muitos DJs saíram correndo atrás dos discos da dupla, que sempre continham pérolas praticamente prontas para a produção de funks divertidíssimos.

E foi daí que surgiram hits como “Melô da Lagartixa” e “De Quem É Essa Mulher”, de Ndee Naldinho, “Montagem do Gaiteiro”, de Adriano DJ, “Jack Matador” e “Jack Não Morreu”, de Pipo’s, “Montagem Botequeiro”, de Big Roggy DJ e a popular “Montagem Roque Bravo”.