10 bandas e artistas com nomes que ficam bem esquisitos no Brasil

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Sabe aqueles falsos cognatos que fazem qualquer um passar vergonha quando viaja, como naquela velha história de que paletó em espanhol se fala “saco”? Pois bem: tem bandas e artistas que lá fora têm nomes bem inofensivos, mas que aqui ficam hilários. Reuni 10 exemplos de nomes que ficam bizarros no Brasil:

Poliça

Formada por Ryan Olson e Channy Leaneagh, a banda de indie rock de Minneapolis tem um som com influências de eletrônico e R&B e começou sua carreira em 2011. Não, eles não tem relações com as forças armadas e não prendem ladrões, pode ficar tranquilo.

Pinto

Sim, a banda chama Pinto. O quarteto de Chicago se inspirou em um carro de mesmo nome que fez muito sucesso nos Estados Unidos, o Ford Pinto, que por motivos óbvios não chegou a ser importado para o Brasil.

Chris Bunda

Sinceramente, eu não sei muito sobre o rapaz que se chama Chris Bunda. Só sabemos que mesmo com este nome, ele não canta axé ou funk carioca e não bate com a bunda no chão. O som dele é um pop rock muito do inofensivo que parece aqueles cantores de barzinho sem experiência.

Pirocan

Não é nada disso que você está pensando: o Pirocan, da gravadora Aşanlar Müzik, faz música típica árabe (eu acho, me perdoem se eu estiver errado), com suas danças e tudo. E sem envolver membros sexuais girando.

Bussetti

Não, o Bussetti não é italiano. Formado em 2001 em Londres, o grupo fazia um som que misturava hip hop, funk, jazz, indie e pop e lançou dois discos até 2007, quando terminou.

DJ Foder

Esse DJ é foda.

Meleka

A cantora Meleka, de Londres, já colaborou com gente como Basement Jaxx, Kelis e muita gente boa. No momento, está trabalhando com diversos produtores e compositores para lançar seu primeiro álbum.

Teta

Sério, existe um músico chamado Teta. De Madagascar, Teta cresceu em Taspiky, um dos locais tradicionais pela música na região. Sua habilidade no violão é notável, com harmonias inesperadas e ritmos diferenciados. Mas não dá pra não rir ao falar seu nome.

Charles Boquet

O francês Charles Boquet tem uma Big Band e o tanto de trocadilhos que dá pra fazer com essa frase não tá no gibi.

Cagarro

Cagarro é uma música eletrônica daquelas genéricas que às vezes você ouve na C&A enquanto procura uma bermuda a um preço razoável, não acha e acaba levando somente um kit com 5 meias. Ah, e o nome é hilário.

Construindo Warmest Winter: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Warmest Winter

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Warmest Winter, que indica suas 20 canções indispensáveis.

Bloodhail“Have a Nice Life”
Denny Visser: Uma ambiência pesada com praticamente todos os instrumentos distorcidos e vocal profundo.

Galaxie 500“Temperature’s Rising”
Denny Visser: Simples com poucas variações de acorde mas envolvente e com uma melodia que prende na música.

Wild Nothing – “Shadow”
Denny Visser: Instrumentos mais cleans com vocal suave e batida baladinha. Mistura dos synths com efeitos de guitarra clean.

empire! empire! (I was a lonely state) – “The Loneliness Inside Me is a Place”
Denny Visser: O título e a letra da música são os maiores atrativos mais as particularidades da banda com bateria e guitarras com tempo quebrado.

Quiet“This Will Destroy You”
Denny Visser: A mistura de uma calmaria com um peso e agitação, uso do delay e bateria quebrando o tempo.

Siouxsie and the Banshees“Israel”
Luiz Badia: Música hipnótica onde baixo e guitarra banhados em flanger me influenciaram bastante. A bateria segue em expressivas variações e a voz da Siouxsie, sem ter uma grande potência, é minha cantora predileta. A letra sobre frio e desolação criam um universo mágico e sombrio.

Bauhaus“She’s in Parties”
Luiz Badia: Uma banda maravilhosa, cheia de energia agressiva e bela. Seu riff realizado pelo baixo e guitarra me encanta por revelar que bandas podem criar ótimos arranjos quando equilibram as forças de dois instrumentos em vez de enaltecer apenas a guitarra com instrumento principal.

The Cure“Charlotte Sometimes”
Luiz Badia: Robert Smith perambula pela sua melancólica atmosfera com ajuda de teclados chorosos e etéreos

Joy Division“Atmosphere”
Luiz Badia: Triste epílogo de Ian Curtis em seu derradeiro adeus… A bateria e o vocal são marcantes para a Warmest Winter

Interpol“Obstacle 1”
Luiz Badia: A banda resgata o som da primeira geração da cold wave, e esse hit inicial me chamou a atenção quando saiu, Carlos Dengler é uma baixista fantástico, simples e marcante.

Bob Dylan“Idiot Wind”
Tiago D. Dias: O “Blood on the Tracks” talvez seja o disco mais confessional do Dylan, e “Idiot Wind” talvez seja sua canção mais dolorida. A narrativa com quase 8 minutos de duração, na qual diferentes cenas são descritas, demonstra uma miríade de sentimentos do autor em relação a um relacionamento desfeito.

Cartola“O Mundo é um Moinho”
Tiago D. Dias: Nossos sonhos são sempre mesquinhos. E poucos são os que sobrevivem. Cartola sabia dessa triste verdade e escreveu sobre ela de maneira incrivelmente bela. Que a música tenha sido escrita para sua filha, torna tudo ainda mais poético.

Leonard Cohen“Chelsea Hotel #2”
Tiago D. Dias: A história do encontro fugaz entre o escritor/cantor canadense e Janis Joplin nos rendeu uma de suas músicas mais belas. Ambos partiram. Joplin nos anos 70 e Cohen ano passado. E mesmo assim, feios ou não, nós temos a música.

Tom Waits“Martha”
Tiago D. Dias: Martha é uma canção que é ao mesmo tempo datada em suas referências (ligações interurbanas), ela também é extremamente atual. Todos temos aquele relacionamento que não deu certo e sobre o qual nós sempre nos perguntaremos o que teria sido…

The National“Pink Rabbits”
Tiago D. Dias: The National talvez seja a banda que melhor resuma, em suas letras, o dilema entre se acomodar na mediocridade e falhar espetacularmente ao tentar algo acima disso. E “Pink Rabbits” não foge disso. Somos todos uma versão de TV de alguém de coração perdido.

Cream“We’re Going Wrong”
Daniel Vellutini: A primeira vez que eu parei pra ouvir Cream, o som já me virou a cabeça do avesso. A liberdade jazzística com que o Ginger Baker toca me pegou pelo calcanhar. Mudou minha ideia de bateria de rock. Em “We’re Going Wrong” dá pra perceber a importância da dinâmica numa música. Aprendi muito ouvindo esse disco e não canso de ouvir.

Jimi Hendrix“She’s So Fine”
Daniel Vellutini: Eu demorei a entender porque todo mundo falava tanto de Jimi Hendrix. Mas foi com esse álbum (“Axis: Bold as Love”) que aprendi a gostar muito. Aqui tem canções lindas e experimentações de sons que também não canso de ouvir. Mas uma coisa que as pessoas costumam esquecer é da importância da cozinha da Jimi Hendrix Experience. Em “She’s So Fine”, composta pelo baixista Noel Redding, ele e o baterista Mitch Mitchell mostram toda sua potência e carregam a música. Bom pra cacete.

Lô Borges“Trem de Doido”
Daniel Vellutini: Clube da Esquina é uma das coisas mais lindas que já aconteceu. Tem uma certa inocência, ao mesmo tempo que há temas tão complexos trabalhados nas composições de Milton, Lô e cia limitada que dava pra ficar dias falando sobre. Escolhi “Trem de Doido” pra essa lista porque é uma música que demorou um pouco a me pegar, sabe-se lá por quê, mas quando “bateu” pegou em cheio. Acho que é talvez o grande rock do disco. Esse fuzz e essas viradas de bateria sempre me pegam.

Blondie“Heart of Glass”
Daniel Vellutini: Cresci ouvindo rock oitentista, muito baseado na New Wave. E acho que Blondie é uma das bandas da segunda metade dos anos 70 que pavimentou o caminho pra todo o pop-rock dos anos seguintes. A levada dançante e umas quebrinhas de tempo aqui e ali de “Heart of Glass” dão uma aula de consistência sem ser quadradona. E a música toda soa absurdamente atual, mesmo quase 40 anos depois.

Supergrass“Sun Hits The Sky”
Daniel Vellutini: Supergrass é dessas bandas que eu quero saber o que eu tava fazendo que não ouvi antes. Os caras sabiam fazer bons riffs, letras interessantes e alternar entre momentos de segurar o groove e de sentar a mão em tudo. Tenho ouvido muito recentemente e acabo levando muito disso pros ensaios da banda.

Breaking News – 7 clipes e singles independentes lançados esta semana que você precisa conhecer

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Deb and The Mentals
Deb and The Mentals

Sky Down“Human Being”

O clipe novo da banda Sky Down foi dirigido por Cintia Ferreira e é tão punk quanto um clip pode ser. Curiosidade: contém imagens da apresentação da banda na festa Gimme Danger, da Debbie Hell, que rola mensalmente no Squat e traz sempre uma banda autoral pra quebrar tudo por lá. Grande festa!

Decorations“Promise”

O clipe em stop motion dirigido por Zach Singer para a música do disco “Have Fun”, que será laçnado dia 10/06 pela Frenchkiss Records mostra a rotina de um casal, interpretado por Devon Geyer e Jessica Singer, e seus momentos de carinho, diversão, desentendimentos e mais, tudo focando na sala da casa.

Deb and The Mentals“Take It Away”

O primeiro clipe do quarteto Deb and The Mentals reafirma a veia 90s da banda, com pegada grunge e cenas de shows e bastidores da banda. Dirigido por Giovanna Zambianchi, o clipe vai te fazer crer que a Mtv Brasil ainda existe e Gastão Moreira aparecerá a qualquer momento apresentando-o no Gás Total.

Lucius“Gone Insane”

Mais um clipe em stop motion? Sim! Os diretores Nathan e Katie Jonhson usaram mais de 3.000 fotografias para criar o vídeo da faixa do disco “Good Grief”, de Lucius. Uma doideira que tem um quê de “Sledgehammer” do Peter Gabriel e foi baseado em um sonho de Jess Wolfe.

Steve Gunn“Ancient Jules”

Tirado do debut de Steve Gunn “Eyes On The Lines”, que será lançado pela Matador Records dia 03/06, “Ancient Jules” ganhou um clipe com cara de road movie dirigido por Claes Nordwall.

Stone House On Fire“Electric Sheep”

“Electric Sheep” é o primeiro clipe dos cariocas Stone House On Fire, filmado pela própria banda, no estúdio em que ensaiam. “O conceito principal e as principais referências foram algumas performances de bandas que a gente curte, do final dos anos 60 e início dos 70 e a partir daí compomos a iluminação”, explicam. O álbum novo da banda vai contar com 8 músicas e se chamará “Neverending Cycle”.

Purple“Backbone”

A incrível banda do Texas acaba de lançar seu mais novo clipe. Filmado ao vivo em Austin, “Backbone” foi dirigido por Reid Hildebrand e mostra um pouco de como é um show do trio punk.

Garimpo Sonoro #4 – 6 percussionistas que tocam violão (ou vice-versa)

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Paolo Angeli

Uma informação nerd-musical: você sabia que o piano é considerado um instrumento de percussão? Ele foi rotulado dessa maneira porque não há um contato direto do pianista com as cordas – o músico “apenas” aperta uma tecla que bate numa porção de cordas. E o Garimpo Sonoro dessa semana é mais ou menos sobre isso: músicos que usam o violão como instrumento de percussão (parcial ou integralmente).

1) Raul Midon: podemos chamar Midon de um multinstrumentista de um instrumento só, por tudo o quê ele faz com apenas um violão (isso sem contar a emulação de trompete da voz, mas isso é outra história).

2) Kaki King: nos mesmos moldes de Midon, mas com um grau de dificuldade (e introspecção) um pouco maior.

3) Sam Westphalen: tentando ser um 3-em-1, Sam adaptou algumas músicas do metal, como essa do Slayer, para um único violão. O resultado é criativo, apesar de soar meio vergonha-alheia.

4) Andy McKee: este talvez tenha sido um dos primeiros com quem me deparei. Andy explora as diversas sonoridades percussivas com um arranjo muito bem harmonioso. Como se somássemos Kaki com Sam.

5) The Wood Brothers: neste trio, o único não-Wood, Jano Rix, usa um violão como seu único instrumento de percussão, sem muito hibridismo, criando uma espécie exótica de washboard.

6) Paolo Angeli: este é o mais bizonho de todos listados aqui. Paolo montou um complexo instrumento que além de ser vários em um, também possui uma vida própria, mesmo que robótica.

Conhece mais algum ~violopercussionista~? Manda pra cá!