Construindo Molodoys: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Contruindo Molodoys
Molodoys

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Molodoys, que indica suas 20 canções indispensáveis. ” São músicas que me influenciam bastante no modo como são criadas e no que elas conseguem atingir na questão de criatividade e inovação seja em letra ou em melodia”, explicou Leo Fazio, guitarrista e vocalista. “Eu não uso músicas em especifico para me influenciar na hora de compor pra Molodoys, mas ultimamente quando to compondo to tentando pensar nessas, mais na questão de como se é feita a música do que na sonoridade em si”, esclareceu Vitor Marsula, tecladista .Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Cartola“Preciso Me Encontrar”
Leonardo: Música do Candeia gravada por Cartola em seu segundo disco. Eu a considero uma das músicas mais belas já feitas, seja em arranjo, progressão, letra ou melodia. A primeira vez que a ouvi fiquei completamente obcecado, seu lirismo e todo o sentimento que a letra passa em conjunto com a música já me serviram muito de inspiração quando ela está em falta, minha meta de vida é fazer algo comparável a essa música, (que é algo quase impossível, eu sei).

Pink Floyd“Take Up Thy Stethoscope And Walk”
Leonardo: Talvez minha preferida do Pink Floyd, já bebi muito dessa fonte e acho que dá pra perceber em algumas músicas do “Tropicaos”, nosso primeiro disco. Todo o peso e toda a visceralidade que essa música carrega me influenciam bastante dependendo do que eu estou criando, essas são características que eu gosto muito de trabalhar. E eu também sou apaixonado pela guitarrada do Syd Barrett, acho um estilo único e muito subestimado.

Bob Dylan“It’s Alright Ma (I’m Only Bleeding)”
Leonardo: Uma obra prima, seu lirismo é algo que me influencia profundamente, me inspiro muito em como o Dylan desenvolve a poesia das suas músicas, em como ele consegue usar de temas e fonemas pra te tranportar pra outro lugar enquanto a musica toca.

Chico Buarque“Construção”
Leonardo: O modo como a música vai crescendo e se desenvolvendo envolta dela mesma é genial, ando bebendo muito dessa fonte na hora de criar, atualmente tenho escrito bastante e essa é uma música que sempre me vem à cabeça quando procuro inspiração, tanto em letra quanto em arranjos.

The Velvet Underground“Heroin”
Leonardo: Acho que a Molodoys busca muito por uma boa ambientação nas músicas e a gente tenta trabalhar bastante no modo como elas transmitem as sensações ao ouvinte, e, pelo menos da minha parte, isso tem muita influência desse som do Velvet, totalmente visceral e criativo.

Arctic Monkeys“Still Take You Home”
Jairo: Acho a bateria do Matt Helders incrível, todo o peso e técnica que ela carrega me inspiram muito, e principalmente o fato de ele saber o que usar em diferentes partes da música para passar diferentes sensações, procuro muito isso em minhas baterias.

Queen“Melancholy Blues”
Jairo: Queen tem uma forte influência em mim há anos, acho que em toda bateria que eu crio tem um pouco deles. E esse som mais especificamente mostra como um drama pode ser perfeitamente passado à uma música. Essa em específico me inspira em todo o drama que ela carrega, acho sensacional como ela é trabalhada, é uma grande referência pra mim.

Beatles“A Day In The Life”
Jairo: Eu aprendi a tocar bateria acompanhando os discos dos Beatles, assim como o Queen, acho que é algo que está dentro de mim e das baterias que crio pra Molodoys, Ringo é um dos bateristas mais subestimados que existem, mas pra mim ele é inigualável. Além de que os Beatles servem de inspiração para eu criar em vários campos da música, eles são mestres em diversidade de estilo e sonoridades, foram pioneiros em muita coisa.

Miles Davis“All Blues”
Jairo: Uma das baterias mais lindas e suaves na minha opinião, e ao mesmo tempo carrega um peso tremendo, mas de outra forma, a bateria caminha e dança junto com outros os instrumentos, e isso é algo que eu procuro fazer em minhas composições pra bateria.

Muse“Uprising”
Jairo: Ouvi-la remete a algo importante pra mim, saber compor uma música forte e marcante sem perder a qualidade, acho que é uma grande preocupação pra mim na hora de compor pra Molodoys.

Chico Science e Nação Zumbi“Coco Dub”
Camilla: Eu e Léo somos muito fãs de Nação Zumbi e por isso essa referência partiu de nós, ficamos meses pirando horrores na grande maior parte da discografia, mas a “Coco Dub” tem uma essência experimental e livre. Foi a música que tínhamos como referência para a música “Tropicaos”. Lembro de ter ouvido ela a viagem toda repetidamente, quando fomos gravar em Amparo (interior de São Paulo).

Jupiter Maçã“Act Not Surprised”
Camilla: O baixo dessa musica é uma das minhas maiores referências de arranjo da vida. Eu gosto do jeito que ele é executado, é muito peculiar e até meio bruto, com um groove único. A psicodelia do Júpiter num geral também foi uma referência muito forte para nossas musicas, principalmente as do disco.

Som Imaginário“A3”
Camilla: Baita música dessa banda maravilhosa! Som imaginário é uma baita referência pra nós em questão de misturas de ritmos. Nessa musica, eles criam uma atmosfera tão brasileira mas de uma sonoridade tão futurista e cheia de groove e elementos não convencionais, é uma mistura de elementos muito bonita ❤

Tom Zé“Menina Jesus”
Camilla: Eu e Leo ficamos viciados nela pouco antes de gravarmos nosso segundo single. Acredito que ele se inspirou na letra e no fluxo dela para escrever a letra de “Ácido”. E Tom Zé continuará sendo o maior roqueiro da historia do MPB e maravilhoso.

Mutantes“Ave, Lucifer”
Camilla: Além de Pink Floyd, a mixagem dos Mutantes influenciou muuuito a mixagem do “Tropicaos”, uma pegada mais stereo. A “Ave Lucifer” é um belo exemplo de uma mix que fica perambulando sua cabeça (risos). PS: Use fones de ouvido para uma experiência mais completa!

Moving Gelatine Plates“Breakdown”
Vitor: Do álbum “Removing”, ela consegue ter tudo que uma música completa precisa, tanto na questão da estrutura, do começo, meio e fim, clímax e essas coisas, quanto pela questão do arranjo instrumental e de como eles conseguem conversar com o vocal e com os outros instrumentos.

Vangelis“Movement 1”
Vitor: Pois é uma das músicas que acho que chegou ao ápice do que é necessário para uma ambientação, que é algo que prezo muito.

Los Jaivas“La Poderosa Muerte”
Vitor: Pelo “feeling” que ela passa e por conseguir apresentar uma série de mudanças sem perder a característica principal.

Pink Floyd“Echoes”
Vitor: Por motivos de forças maiores agindo sobre mim.

Nine Feet Underground“Caravan”
Vitor: Pois ela é outra música que considero que tem tudo que uma música precisa.

Ouça a playlist aqui e siga o Crush em Hi-Fi no Spotify:

Rogério Skylab navega por novos caminhos em seu novo projeto, “Skylab + Tragtenberg Vol.1”

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Rogerio Skylab
(Alexandre Rezende/Folhapress ILUSTRADA)

A sátira, o lirismo, o rock, a MPB e a música experimental são alguns dos inúmeros ingredientes que compõem a carreira de Rogério Skylab, artista multifacetado que não cansa de surpreender seus ouvintes. Alguns o acham engraçado. Outros, bizarro. Há os que digam que sua obra é um retrato sujo do ser humano. Mas uma coisa é certa: não dá pra ficar sem opinião após uma audição de “Skylab & Tragtenberg Vol. 1”, o mais novo projeto do compositor.

Obcecado por séries, após finalizar sua popular coleção de 10 discos iniciada em 1999 com o álbum “Skylab X”, começou imediatamente mais uma: a “Trilogia dos Carnavais”, (“Abismo e Carnaval”, “Melancolia e Carnaval” e “Desterro e Carnaval”) que vai virar DVD em breve. Sempre independente, agora ele dá início a uma nova trilogia com “Skylab & Tragtenberg Vol. 1”, em parceria com o compositor e saxofonista Lívio Tragtenberg.

“Faço parte dos primórdios da música independente no Brasil. E toda minha carreira primou por uma independência que me permitiu fazer do jeito que sempre quis, com absoluta liberdade. Vivi a fase de transição do mercado, quando a indústria fonográfica era pujante e depois passou por uma série crise com o advento da internet. Conheci, portanto, os dois lados da moeda e sou um sobrevivente. Todavia, me defino como um cadáver dentro da MPB”, define Skylab.

Conversei com ele sobre o novo disco, sua obsessão por séries, o humor em sua obra, a guinada conservadora que o mundo está sofrendo e muito mais:

– Como surgiu esta parceria?

Eu já manjava o Lívio Tragtenberg. Mais pelos livros escritos que pelos seus trabalhos musicais. Vim a entrevistá-lo no programa “Matador de Passarinho”, que era um programa que eu apresentava no Canal Brasil. Daí foi um pulo para convidá-lo a fazermos um disco juntos. Lívio é de uma geração anterior a minha. Conheceu os poetas concretas, participou de bienais. É de uma inteligência selvagem. Como um bom judeu, me lembra Kafka. Quando desafiado, é capaz de encontrar soluções impossíveis. Acho que esse nosso primeiro disco é um bom exemplo disso.

– O trabalho difere bastante do que foi realizado até Skylab X. Quais são as principais diferenças, na sua opinião?

Acho que a diferença fundamental está na mixagem. Hoje em dia a mixagem é tão importante quanto a composição. Não adianta você fazer um disco com composições ricas e complexas, se o tratamento que essas composições vir a sofrer, na pós-produção, tiver algum ranço conservador. O trabalho da série dos “Skylabs” é espontâneo e bem livre. É quase um trabalho coletivo. Tem sua importância. Mas continuá-lo seria ficar no mesmo.

– Quais são as principais influências para este álbum?

Não daria pra transcrever todos os nomes que, de uma forma ou de outra, estão presentes nesse trabalho: da literatura à música. Afinal, tanto eu quanto ele, não nascemos ontem. Acumulam-se informações. Beckett, Severo Sarduy, “Araçá Azul”, Syd Barret, Joyce, Arrigo Barnabé, John Cage, Kiko Dinucci, Rômulo Fróes, Cadu Tenório, Jonas Sá

– Este disco parece mais sério, apesar de você sempre ter dito que seu trabalho não ser “humorístico”. Já recebeu alguma resposta dos fãs que levam seu trabalho como humor?

Isso é uma bobagem até porque vejo no humor uma potência, presente em trabalhos como do grupo Monty Python. E nem precisamos ir tão longe: André Dahmer e Lourenço Mutarelli são exemplos de um humor estranho nacional. Isso me interessa. Não é o humor de Casseta e Planeta, nem Porta dos Fundos. Muito menos dos nossos humoristas fascistas que pululam na mídia. Quanto a esse disco, tem algumas passagens bem humoradas. Com um certo comedimento, mas o humor não deixa de estar presente.

Rogerio Skylab

– Como você definiria o som deste disco?

Sinceramente, não saberia defini-lo. Até porque estamos pesquisando, não temos nenhuma resposta pronta. É um work in progress. Sem esquecermos que foi projetado para uma trilogia. Gosto dessas coisas: decálogo, trilogia… O meu trabalho anterior, calcado em sambas e na música popular, também é uma trilogia. E vai sair em breve um DVD, lançado pelo Canal Brasil, que vai ser um resumo desses 3 discos lançados: “Abismo e Carnaval”, “Melancolia e Carnaval”, “Desterro e Carnaval”. Esse DVD vai se chamar “Trilogia dos Carnavais”. Enfim, o segundo volume desse “Skylab & Tragtenberg” pode ser completamente diferente do primeiro.

– Vocês estão fazendo shows de divulgação deste trabalho?

Pretendemos fazer em breve, vai ser inevitável. Mas já estamos começando a trabalhar o segundo volume.

Rogerio Skylab

– Pretende lançar mais trabalhos em parceria?

Sim, esse é o nosso desafio: o “Skylab e Tragtenberg” vão ser 3 discos.

– O que você acha da cena musical brasileira que acontece hoje em dia?

A atual cena musical brasileira é um espelho da nossa sociedade: tem segmentos, como o sertanejo e o axé, que representam o arcaico; e tem outros segmentos, menos visíveis mas não menos potentes, que me orgulham e me deixam cheio de esperança. Afinal, ouvir Chinese Cookie Poets é um luxo e um sinal inequívoco de que a nossa sociedade pode mudar e mudar pra melhor.

– Você já se declarou infeliz com a situação política do país hoje em dia. Isso e as respostas do setor conservador e de direita da população de alguma forma inspiram novas músicas?

Pra mim, existe uma relação entre música e política. Assim como há relação entre cultura e política. Só que não é uma relação de espelho. Essa relação não é tão óbvia, se dá por vias indiretas, complexas. Se esse setor conservador e de direita podem me inspirar a compor novas músicas, não há dúvida. O que não significa que as músicas façam menção direta a isso.

– Recomende bandas e artistas (de preferência independentes) que chamaram sua atenção nos últimos tempos.

Tatá Aeroplano, Kiko Dinucci, Rômulo Fróes, Chinese Cookie Poets, Cadu Tenório, Jonas Sá…

Garimpo Sonoro #12 – Estudando Tom Zé: 5 vezes em que Tom Zé foi nota 10!

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Tom Zé

De maneira dolosa, Tom Zé sempre se vendeu como o Vagabundo enquanto seus atos explicitavam seu dom chaplinesco. Em meio século de carreira, o artista vindo da hipercitada Irará-BA se formou em música na renomada Faculdade de Música da UFBA e usufruiu desta base técnica com tanto primor quanto sua abordagem criativa com as palavras e sons.

Precisaria de muitos caracteres para discorrer sobre o caráter artístico do Senhor Zé – incluindo sua relevância na Tropicália – por isso, como de praxe, resumirei em apenas cinco amostras:

“Tô” – Quando se vê toda a carreira de Tom Zé, “Tô” se mostra muito mais do que um manifesto: é uma cartilha que Tom Zé segue à risca.

Plágio – Em 1990, Tom Zé expôs um pouco do tortuoso caminho criativo cheio de dialogismos que ele costuma usar em sua obra. Aqui, ironiza uma acusação de plágio ao fazer uma música em que quase nada é seu.

“Estudando o Pagode” – Há 11 anos, Tom Zé levantava parte da bandeira do feminismo sob o véu de sua releitura sobre o pagode. O álbum, em forma de operetta em três atos, conta a história da opressão à mulher, sua relação com o homem e a distorção do amor. O disco todo vale a pena, mas aqui ilustro com “Proposta de Amor”.

“Tropicalea Jact Est” – Apesar de não incluir na série “Estudando”, Tom Zé revisita a evolução da Bossa Nova em um belíssimo disco que conta com participações atuais, como Mallu Magalhães, Rodrigo Amarante, Pélico e Emicida.

João da Esquina – No seu livro “Tropicália Lenta Luta”, Tom Zé mistura sua biografia com uma releitura sobre a vida de todos. Ao final, compilou alguns artigos que ele publicou em jornais diversos. Um deles, de 2001, homenageia João Gilberto ao mesmo tempo que consegue traçar um paralelo genial entre a Bossa Nova e a fórmula de Einstein E=MC²

Este não tem vídeo, mas leia o artigo (http://navegandonavanguarda.blogspot.com.br/2009/07/artigos-extraordinarios.html) enquanto ouve a instrumental “Toc”:

Garimpo Sonoro #3 – Negritude Sênior: 4 Sambistas das antigas que valem ouvir sempre

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Cartola

Tenho uma tendência à cultura estrangeira que às vezes me presenteia de culpa. E pensando bem, apesar dessa preferência, eu também gosto, e muito, de muita coisa feito por aqui.

Talvez o que me faça gostar tanto da cultura tradicional americana, por exemplo, seja a maneira como eles trabalham com a dor. O blues e o country, em sua essência, são lamentações da alma diante das agressões da vida. Aqui no Brasil, trabalhamos de uma maneira um pouco diferente, né?

Um dos melhores exemplos é Fagner e sua “Pedras que Cantam”:

Um puta clima de festança, azaração e exaltação da alegria! Mas veja bem o começo da letra: “Quem é rico mora na praia mas quem trabalha nem tem onde morar/ Quem não chora dorme com fome mas quem tem nome joga prata no ar”. Ué?!?

Enfim, vamos logo à temática da semana: sambistas das antigas que eu acho não só fodásticos como relevantes. Todos trabalham os dissabores da vida de uma maneira intensa. Alguns, conseguem acalentar o amargor da vida, adocicando um pouco nossa passagem por aqui.

1) Cartola

Figurinha carimbada, eu sei. Mas ele é assim por uma razão! “Sim”, por exemplo, é um questionamento moral, ético AND religioso! É belo, intenso e, se você ainda não passou por essas questões… aguarde!

2) Nelson Cavaquinho

“Tire o seu sorriso do meu caminho/ Que eu quero passar com a minha dor”. Puta que pariu! Para quem é fã de Bob Dylan, ouvir um brasileiro dizer isso é a coisa mais dylanescamente nacional que se pode ter. E sem contar a voz “rústica” de Nelson, é claro.

3) Paulinho da Viola

A primeira vez que ouvi essa música, na verdade tive que ouví-la umas três vezes seguidas. (Aliás, tem um documentário FODÁSTICO sobre ele, “Meu Tempo é Hoje”. Assista e aprenda o quanto antes). Minha dica é tocar “Meu Mundo é Hoje” periodicamente… e repetir mentalmente seu poema completo, como um mantra.

3) Adoniran Barbosa

Se Nelson é o Bob Dylan do samba, Adoniran é o Tom Waits com cavaquinho. Há a tristeza, mas há algo mais… uma risada no canto na boca pelos percalços e ironias de se viver. Deixemos as tristezas um pouco de lado, peguemo um copo de cerveja, e bóra se divertir: porque sofrer é a certeza de que vives.

4) Lupicínio Rodrigues

Ah, a vingança. Que sabor, que perfeição que ela é, não? Lupicínio, o rei da “dor de cotovelo”, nos presenteia com um relato que alegra e inveja ao mesmo tempo.
Tome nota:
“Eu gostei tanto,
Tanto quando me contaram
Que lhe encontraram
Bebendo e chorando
Na mesa de um bar,
E que quando os amigos do peito
Por mim perguntaram
Um soluço cortou sua voz,
Não lhe deixou falar.”

Existem inúmeros outros sambistas que eu acho fodástico… isso sem contar aqueles que flertam com o estilo – vide Baden Powell e Virgulóides (por que não?!) (risos)

Tem alguma dica? Manda pra cá!

Tributos e homenagens: confira 18 músicas que são inspiradas em outros artistas e bandas

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Kurt Cobain e Flea

Homenagens e tributos são comuns no mundo da música, já que entre os artistas sempre surgem influências, amizades e a admiração à grandes músicos. São comuns os tributos aos que já se foram, como no clássico single de Elton John “Candle In The Wind”, que já foi lançada como homenagem à Marilyn Monroe e Princesa Diana. Mas também existem as canções que se originam da mais pura admiração. Reuni 18 canções que prestam homenagens a outras bandas e artistas:

Queen – “Life Is Real”
Homenagem a John Lennon

A música do disco “Hot Space” foi composta em homenagem a John Lennon. Ela emula diferentes estilos de música de Lennon, e as letras são principalmente sobre quando Freddie Mercury soube que John havia morrido.

Motörhead – “R.A.M.O.N.E.S.”
Homenagem aos Ramones

“R.A.M.O.N.E.S.” é uma homenagem do Motörhead aos Ramones. Presente no álbum de 1991 “1916”, a música cita nominalmente todos os membros da banda novaiorquina, inclusive Dee Dee Ramone e Tommy Ramone,  que já haviam saído do grupo na época. Os próprios Ramones regravaram a música depois, em uma “auto-homenagem”.

Zé Ramalho – “Para Raul”
Homenagem a Raul Seixas

Zé Ramalho queria ter gravado um disco junto de Raul quando este estava vivo, mas infelizmente não rolou. Quando ele foi gravar o disco-tributo “Zé Ramalho canta Raul Seixas”, fez “Para Raul”, a última faixa do disco, em homenagem ao cantor. A escolha de músicas para o disco foi bem difícil, já que Paulo Coelho não permitiu que nenhum das músicas em que ele fazia parceria com Raulzito entrassem. “Achei grotesco, sem elegância nenhuma. Mas não há como uma pessoa me interromper“, comentou Zé.

Yes – “The Messenger”
Homenagem a Bob Marley

Sim, é isso mesmo: o Yes gravou reggae. No disco “The Ladder”, de 1999, saiu a música “The Messenger”, uma homenagem do grupo de rock progressivo ao nome mais conhecido do reggae: Bob Marley.

Raimundos – “Joey”
Homenagem a Joey Ramone

Os Raimundos sempre prestaram todas as reverências possíveis aos Ramones, seus mestres e maior inspiração musical. Quando Joey Ramone morreu, em 2001, inspirou os discípulos (em seu primeiro disco sem Rodolfo Abrantes nos vocais, “Kavookavala”) a gravar “Joey”, uma canção ramônica que homenageava o vocalista da banda punk.

Puff Daddy (ou Diddy, ou qualquer que seja o nome que ele usa hoje) – “I’ll Be Missing You”
Homenagem a Notorious B.I.G.

Sean “Puffy” Combs aproveitou um sample de The Police e a perda de um de seus melhores amigos pra criar uma homenagem que o colocou no topo das paradas do Disk Mtv em 1997 . Detalhe: Sting não cobrou nada pelo sample, e Faith Evans, que canta o refrão, é exposa do falecido Notorious B.I.G.

Titãs – “As Aventuras do Guitarrista Gourmet Atrás da Refeição Ideal”
Homenagem a Marcelo Fromer

No primeiro disco sem nenhuma participação do guitarrista Marcelo Fromer, falecido em 2001, os Titãs gravaram uma música bonita e melancólica para homenageá-lo. Cantada por Paulo Miklos, ela fecha o disco “Como Estão Vocês”, de 2003.

Red Hot Chili Peppers – “Tearjerker”
Homenagem a Kurt Cobain

O Red Hot Chili Peppers fez turnê com o Nirvana em 1992, logo depois que seu guitarrista John Frusciante saiu da banda e caiu em um vício em heroína. A música homenageia Kurt Cobain, que se suicidou em parte graças ao vício e saiu no disco “One Hot Minute”.

Green Day – “Amy”
Homenagem a Amy Winehouse

“Eu não a conheci, só achei que foi uma perda muito trágica. O interessante é que como o disco tem um clima de festa, ‘Amy’ vem com um gostinho do que são as consequências dessa farra”, disse o vocalista Billie Joe Armstrong sobre a música para a revista Rolling Stone.

Ben Folds – “Late”
Homenagem a Elliott Smith

Ben Folds fez turnê com Elliott Smith em 1998, quando ainda estava com o Ben Folds Five. A letra fala de Smith e cita até suas habilidades no basquete. “Joguei com ele e o Beck uma vez”, disse, “e Elliott estava fazendo cestas como se não houvesse amanhã.”

Roger Daltrey – “Under a Raging Moon”
Homenagem a Keith Moon

“Under A Raging Moon” é um tributo de Roger Daltrey a Keith Moon, baterista do The Who que morreu em 1978. John Entwistle, baixista da banda, queria tocar esta canção em vez de “Won’t Get Fooled Again” no Live Aid de 1985. Como Pete Townshend discordou, Entwistle gravou sua própria versão da música em seu disco “Left For Live”.

Roberto Carlos – “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”
Homenagem a Caetano Veloso

A letra desta música é uma homenagem a Caetano Veloso feita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Foi composta quando Caetano encontrava-se no exílio, em Londres, para onde foi deportado em 1969 pela Ditadura Militar.

U2 – “Stuck In A Moment You Can’t Get Out Of”
Homenagem a Michael Hutchence

Bono escreveu esta sobre o suícidio de seu amigo Michael Hutchence, vocalista do INXS. A música é escrita na perspectiva do autor tendo uma discussão sobre o suícidio, em que ele tenta convencer Hutchence a não fazê-lo.

R.E.M. – “Let Me In”
Homenagem a Kurt Cobain

Esta música do disco “Monster” foi escrita após a morte de Cobain, que era fã do R.E.M. A banda ganhou muitas das guitarras do líder do Nirvana em 1994, dadas de presente por Courtney Love, e eles as usaram nesta música.

The Who – “Old Red Wine”
Homenagem a John Entwistle

Foi lançada na coletânea “Then and Now”, e usa um riff que chegou a ser tocado por Entwistle em seus últimos shows com o Who. Outra música que foi lançada na coletânea foi “Real Good Looking Boy”, uma homenagem à Elvis Presley.

The Queers – “Brian Wilson”
Homenagem a Brian Wilson

A música leva o nome de seu homenageado, o  maluquinho líder criativo dos melhores anos dos Beach Boys. “It’s a good thing, Brian Wilson / It’s a good thing we’ve got you around / It’s a good thing, Brian Wilson / ‘Cause you’ve got your feet on the ground”, diz a letra do grupo punk.

Só Pra Contrariar – “Tributo aos Mamonas”
Homenagem aos Mamonas Assassinas

Logo que os Mamonas Assassinas morreram no trágico acidente de 1996, surgiu esta homenagem de um grupo que não poderia ter menos a ver com o quinteto de Guarulhos: o Só Pra Contrariar. A música chora a perda dos Mamonas em uma balada triste.

Foo Fighters – “Friend Of a Friend”
Homenagem a Kurt Cobain

Escrita primeiramente quando Kurt Cobain ainda estava vivo, em sua demo com o codinome Pocketwatch “Late!”, Dave Grohl fala sobre Cobain e Krist Novoselic e suas impressões ao entrar no Nirvana. Mais tarde, ele gravou a música novamente no disco “In Your Honor”, dos Foo Fighters.

T-Shirtaholic – Jim Morrison, Florence + The Machine e Cartola

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Cartola Lab 77

A emblemática figura de Jim Morrison, vocalista do The Doors com um vistoso cocar. Uma bela estampa deste membro do clube dos 27 feita pela Velvet Store:

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O hit do Florence + The Machine que anima qualquer pista de dança paulistana ganhou uma estampa bem bacana da Reverb Point. Tente tocar essa música em uma festa de rock e perceba a arrebatação dos indies do local.

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Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, ganhou uma estampa nas cores verde e rosa do Lab 77. Um dos maiores sambistas e letristas da história do Brasil merece estampar seu peito!

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T-Shirtaholic: Bezerra da Silva, Infinita Highway To Hell e Festa Estranha Com Gente Esquisita

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Infinita Highway To Hell Contra Grife

Malandro é malandro, mané é mané, diz aí? O Universo Varal fez uma bela estampa para homenagear aquele que narrou os causos dos morros cariocas melhor do que ninguém: o mestre que apertou, mas não acendeu agora: Bezerra da Silva.

camiseta-bezerra-da-silva_9004 Camiseta Bezerra da Silva Varal

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Nem o mais insano dos profissionais do mashup conseguiria essa proeza, mas a Contra Grife foi lá e mostrou que é possível: uniu Bon Scott com Humberto Gessinger na estampa que junta “Highway To Hell”, do AC/DC com “Infinita Highway”, dos Engenheiros do Hawaii.

Infinita Highway To Hell Contra Grife

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Você sabe muito bem pelo que Eduardo, de “Eduardo e Mônica” do Legião Urbana, passou. Ou você nunca se viu em uma autêntica festa estranha com gente esquisita? O jeito é apelar para a birita, mesmo.

Festa Estranha Com Gente Esquisita El Cabriton

 

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T-Shirtaholic: Jair Rodrigues, Bezerra da Silva e The Strokes

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Camiseta Strokes Reverbcity

Jair Rodrigues era a alegria em pessoa. Nada melhor que estampar a frase de seu maior hit (um quase hip hop samba, anos antes de Marcelo D2) para deixar qualquer dia mais feliz!

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Bezerra da Silva, o cara que cantava a malandragem dos morros cariocas como ninguém, estampa esta camiseta com sua indefectível boina e sorrisos inconfundíveis.

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Estampe seu peito com uma ilustração bacana baseada na música “Someday”, um dos hits do primeiro disco dos Strokes, “Is This It”, de 2001.

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Finalistas do Breakout Brasil, Donna Duo lança primeiro disco e single “Acordei Te Amando”

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Donna Duo

Dani Zan e Naíra Debértolis fazem o que chamam de “pop milongueiro”. Cantoras, compositoras e multi-instrumentistas, as duas formam o Donna Duo, com um repertório que mistura MPB, samba, milongas, rock, pop e o que mais der na telha da dupla. Finalistas do reality show do Canal Sony Breakout Brasil, Dani e Naíra lançam este ano seu primeiro disco, patrocinado por um bem sucedido crowdfunding. O primeiro single é “Acordei Te Amando”, lançado em junho.

Conversei com Dani e Naíra sobre a carreira da dupla, a participação no Breakout Brasil e realities musicais em geral:

– Como a banda começou?

Através de uma fã em comum nos conhecemos, foi coisa de internet. Ela conhecia os trabalhos que as duas tinham na época, a banda da Naíra precisava de composições, e ela nos apresentou via Facebook, com a pretensão de que as minhas composições pudessem agregar naquele trabalho. Mas realmente não sabíamos que esse acaso se transformaria no Donna Duo.

– De onde surgiu o nome Donna Duo?

Boa pergunta, a gente começou com o nome DebertoliZando, mas ninguém entendia que era a mistura dos nossos sobrenomes, e gaguejavam no pronunciar (risos). Pronto, mudamos o nome por livre e espontânea insistência do universo. Passamos a pesquisar o que bem nos definia, em outras línguas, e chegamos a esse conceito bem simples de Donna Duo, duas mulheres. Já que Donna é mulher em italiano.

Donna Duo

– Quais são as maiores influências da banda?

A gente tem várias influências brasileiras, de ritmos brasileiros variados, desde o samba, até a milonga, o afoxé… temos essa tendência e ela flui muito naturalmente, gostamos desse som Brasil. Porém, a gente ao mesmo tempo mergulha no pop e no rock. A Dani tem dessas de escutar Tião Carreiro e Elvis, a Naíra vai da gauchada aos Beatles, e todos esses sons, históricos, nos influenciam, positivamente.

– Como vocês definiriam o som da dupla?

O Donna Duo tem dois anos de vida, e como o duo surgiu sem direcionamento do que íamos fazer, como um hobby, um projeto parelelo das duas, experimentamos muita coisa, fizemos tudo o que queríamos e naturalmente nos tornamos um caldeirão musical. Daí veio o CD, e enfim lacramos quem somos. A mistura, a variação de cor que o álbum vai trazer não foi intencional, ficou a nossa cara, bem como as composições que já nasceram com essa imagem imprimida.

– Quais os maiores desafios de ser uma banda independente no Brasil?

Se comunicar com o público de forma singular. Você precisa aproveitar as oportunidades e as vezes até inventá-las. A produção independente não tem um espaço demarcado na mídia e por conta disso você precisa utilizar-se de todos os recursos que tem. Internet tá aí, e é o território mor de quem faz música autoral independente. Porém, você precisa sair do digital, precisa ter contato com os fãs, eles precisam olhar no teu olho e saber que a tua música tem vida, fora da rede.

– O que vocês acham do sistema de crowdfunding?

Pra nós foi a chance de meter o pé no acelerador. Só que o crowdfunding é uma ferramenta, a banda que se utiliza da crowdfunding é a engrenagem, e pra quem pensa em fazer o seu próprio financiamento coletivo, é preciso ter essa consciência, acreditar em si, trabalhar pra que vejam a banda e vejam o projeto. Com o Donna Duo passamos dois meses de sufoco, de gastrite, de ansiedade, mas hoje a gente ri! E foi ótimo, gratificante.

– Quais bandas foram as preferidas de vocês no Breakout Brasil?

Bom, The Outs nos ajudaram na prova do inglês, emprestaram os seus instrumentos, escutavam nossas versões antes das apresentações, davam sugestões. Eles são o máximo, são de um universo musical diferente do nosso, mas parte de nós uma admiração tamanha pra com esses guris que é difícil explicar. São grandes pessoas e profissionais! Tanto quanto o Capela, que inclusive gravou a música “Amor Gramatical” que era do nosso repertório. Também fizemos apresentações juntos, nos encontramos em São Paulo com uma certa frequência e temos planos futuros. Gostaria de pontuar mais gente por aqui, mas enfim, fica aqui nossa, quase, declaração de amor pro Capela e o The Outs. (risos)

– Como foi participar do Breakout Brasil?

Acho que foi um crescimento pessoal muito grande, nosso maior presente nisso tudo foram os amigos e oportunidades que aconteceram durante e após o programa. E poxa, foi o Breakout que nos uniu mais e nos deu força para iniciar um Catarse e ver as coisas se concretizarem de verdade.

– O que vocês acham da proliferação de realities musicais que rola hoje em dia?

Como eu disse, temos que usar dos recursos disponíveis. Mas é preciso ter uma coisa em mente, reality show é programa de TV, música é arte! Contudo, que a música prevaleça!

– Quais os próximos passos do Donna Duo?

Bom, acabamos de lançar a música “Acordei te Amando” que é um aperitivo pro que vem por aí! Estamos planejando cuidadosamente o que será de nós pós lançamento do CD, já estamos marcando shows do segundo semestre do ano e nosso objetivo é ampliar os estados em que estamos trabalhando, queremos cada vez mais ter esse, olho no olho!

Donna Duo

– Quais bandas novas e desconhecidas vocês acham que todo mundo devia conhecer?

Cada uma vai escolher uma então, hein? Bom, a Naíra vai dos meninos da The Fire Departament de Porto Alegre. E a Dani vai de Confraria da Costa, os piratas de Curitiba.

T-Shirtaholic: Adoniran Barbosa, Mutantes e “With Or Without You”

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A camiseta perfeita para batucar na caixinha de fósforo em qualquer roda de samba que se preze. Seja na casa do Arnesto ou não, Adoniran Barbosa sempre merece estampar seu peito. Nóis não semo tatu.Imagem1 Imagem2

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Onde tem mais disso? O Torso


Arnaldo, Rita e Sérgio não eram discípulos de Charles Xavier ou batiam aquele papo com Scott Summers e Jean Grey, mas apesar de não serem X-Men, também eram Mutantes. Aliás, eles eram Os Mutantes. A brincadeira com “Tecnicolor” merece palmas, inclusive.

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Quanto? R$ 49,90
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Onde tem mais disso? Verso


“I can’t live with or without you”. Pronto, expliquei a piada. Mas se você não tinha se ligado, precisa estudar um pouquinho mais de música pop, né?

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Onde tem mais disso? Snorg Tees