Crazy Bastards mostra em clipe de “Nostalgia” que o pop punk continua vivo e pulando

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Imagine-se no final dos anos 90/começo dos 2000, quando bandas de punk rock divertidas como Blink-182, Sum 41 e Forfun estavam tomando conta da cabeça da juventude roqueira com o chamado “pop punk”. É exatamente nesta época e clima que você se sente ao ouvir “Selfie Entitled”, primeiro trabalho do trio de Curitiba Crazy Bastards, formada por TT (Tiago Oliveira – Vocal/Guitarra), Ge (Geanine Inglat – Vocal/Baixo) e Kiko (Leandro Sousa – Bateria).
O clipe de “Nostalgia”, single do álbum, atesta que a diversão é o principal fator que os três levam em consideração para sua música. Quer coisa mais divertida e cheia de molecagem que gravar em um daqueles parques de diversões de shopping, com direito à pulo na piscina de bolinhas? “A gente colocou como meta de que tudo que a gente for fazer como banda tem que ser divertido, porque de chato já basta a vida de adulto e os boletos que nunca param de vir”, conta TT.
  • Como a banda começou?

Ti: Minhas outras bandas estavam paradas por vários motivos externos à mim, aí como não consigo ficar sem fazer som acabei montando esse projeto com a ideia de fazer um som que é o meu natural, pop punk divertido. Aí fui atrás de pessoas que tinham a mesma pira aí chamei esses dois arrombados e deu tudo certo.

Quais as maiores influências da banda?

Ti: Cada um tem uma, mas acho que em comum temos Blink 182, Green Day, Sum 41, Neck Deep principalmente. Bandas pop punk zoeira em suma.

Me contem mais sobre o material que vocês já lançaram!

Ge: É o album mais fofinho ever, a capa é um desenho de uma foto nossa e cada música tem uma tirinha com uma interpretação gráfica da música, bem diver. São só 18 minutos de pop punk maloqueiro, super rápido de ouvir. Apostamos nas músicas curtinhas, fica tudo mais fácil (risos). Mais fácil de ouvir, de gravar, de fazer clipe…

Kiko: Tanto as musicas quanto os vídeos foram feitas sem pensar em consequências ou “o que as pessoas vão pensar”. Simples ou trabalhado, cada detalhe veio do coração. O que achamos que ficou legal ou que nos agradou, a gente gravou/fez e fim. Um CD de 18 minutos. As pessoas ironicamente se perguntam “porque?”. Simples: A gente optou pelo diferente… pelo simples.. o suficiente para transmitir uma mensagem da forma direta.

Ti: Inicialmente era pra ser um EP com 6 músicas, mas aí como ia ficar muito curto achamos melhor fazer um CD full de uma vez. Esse álbum a gente focou no “mal uso de celular” pelas pessoas, como estamos cada vez mais dependentes disso e os efeitos psicológicos, culturais e comportamentais que isso vem trazendo. Com uma linguagem por vezes irônica mas a mensagem/reflexão espero que seja positiva no fim.

Como é o processo de composição da banda?

Ge: Normalmente eu ou o Ti (na maioria das vezes o Ti) aparecemos com uma ideia meio pronta, gravamos umas demos na casa do Ti e depois tocamos juntos no ensaio para ver o feeling, se ficar boa levamos pra frente, se não, partimos pra próxima.

Kiko: O Tiago e a Ge são as máquinas de composição da banda. Sendo assim, me resta então entrar com as idéias mais idiotas ou sem sentido. Quanto a parte mais “séria” da composição das músicas, apenas complemento e ajudo na composição das melodias, o que é faácil com esses 2 arrombados visto que o gosto e a sintonia entre a gente é perfeita.

Ti: A músicas são sempre uma expressão de alguma coisa, um sentimento, uma ideia, enfim. Tento ser positivo nas letras, “reclamar” um pouco dos problemas da vida mas com uma atitude positiva e resiliente de “a vida é foda mesmo, mas bola pra frente”.

Como anda o público pop punk hoje em dia?

Kiko: Não só no pop-punk mas em todo estilo rock generalizado, infelizmente as pessoas estão mais preocupadas em ouvir covers ou bandas megamente conhecidas ao invés de abrir a cabeça e dar atenção pra quem compõe o autoral. O novo, o autoral, a novidade é sempre vista como “lixo de garagem, portanto não merece atenção”. De forma natural, o Crazy Bastards procura não se apegar a isso. Afinal, fazemos por amor, por nos divertirmos em trio! Nossos ensaios são recreativos e nos complementa em termos de alegria… as pessoas gostarem é um lucro!

Ti: Eu vejo que tem um publico sim, não a toa começou a rolar vários shows gringos de pop punk aqui ultimamente. Mas concordo que no geral o público dá mais atenção ao cover e tem pouca paciência pra coisa nova, espero estar errado!

Ge: Pop punk’s not dead! Apesar de ter sumido um pouco, a galera true que curte pop punk ta por aí, é só olhar nos lugares certos (risos).

O rock ainda é relevante como antes? Ele tem chances de voltar ao mainstream?

Ge: Relevante como antes não, mas eu acho que é só uma fase, logo volta… Tem bastante banda da hora vindo pro Brasil, bastante banda daqui voltando, fazendo show, album novo, se tudo der certo é só questão de tempo pro rock voltar.

Ti: Acho que rock dificilmente vai ser mainstream como é em outros países, questão de cultura mesmo. O pop punk em Curitiba nunca chegou a explodir, ele começou mas logo na sequencia já veio o emo exagerado que acabou dominando, aí a galera ficou meio órfã de pop punk, pouquíssimas bandas seguiram nessa linha. A gente vai seguir o trabalho, sem muita expectativa, pela diversão mesmo, se voltar a ser mainstream estaremos aqui já.

Como foi a produção do clipe de “Nostalgia”?

Ti: A coisa mais divertida do sul do universo (risos), brincar na piscina de bolinha gigante e fliperama não tem como não ser. A gente colocou como meta de que tudo que a gente for fazer como banda tem que ser divertido, porque de chato já basta a vida de adulto e os boletos que nunca param de vir. Já fiz muitas coisas com banda e as vezes era chato e maçante, com a Crazy a gente tenta fazer bem feito mas não levando tão a sério também.

Kiko: Simples e pouco planejado. Nada de câmeras sofisticadas, roteiros ou “idéias para conquistar as pessoas”. Uma simples GoPro, rolé no shopping com amigos, cerveja e idéias espontâneas que nossos corações mandaram resumem as filmagens.

Ge: DIVER. Foi bem simples e true na real, pegamos a GoPro do Kiko e partimos pra um shopping aqui em Curitiba. Ficamos brincando junto com as crianças na piscina de bolinhas, jogando nos fliperamas, sendo julgados pelos “adultos” (risos). A banda toda é bem 5a série, então esse clipe saiu bem natural.

O pop punk deve amadurecer ou isso vai contra o que esse estilo representa?

Ti: Acho que as pessoas confundem o conceito de “não levar tão a sério” com ser irresponsável e infantil. O pop punk tem um “lado” que é mais maduro sim, mas a ideia geral é ser divertido mesmo, mas não necessariamente imaturo, apesar de as vezes ser um pouco hehe. É só um momento pra vc não se levar tão a sério, esquecer um pouco dos problemas da vida e “have some fun”.

Kiko: Acho o tema meio confuso.. Cada banda deve falar ou fazer o que quer.. cabe às pessoas gostarem ou não. O Crazy Bastards fala besteira, fala coisa séria e etc.. Mas fala pq quer e não pra se adaptar a um estilo.. Gostamos do estilo do som, as letras são nossa forma de expressar o que realmente pensamos e foda-se.

Ge: Não vejo problemas em amadurecer desde que seja uma coisa natural da banda, as pessoas mudam e tudo bem. Sem graça é quando a galera se leva muito a sério e fica uma parada claramente forçada. Eu sempre achei pop punk divertido pra caralho. Já tem merda o suficiente rolando no mundo, então ensaiar com a banda, tocar músicas divertidas e falar besteira por umas três horinhas é uma das minhas coisas favoritas. Mas essa é minha visão do pop punk, tem galera aí querendo ser madura e séria, deixa eles (risos). Se a música for boa vou ouvir de qualquer forma.

Quais os próximos passos da banda?

Kiko: A vida e a estrada me ensinaram a não criar expectativas… Mas também ensinaram a não cometer erros. É a primeira banda onde me sinto em casa. Onde decidimos fazer ou não um clipe, gravar ou não.. etc. Se todos estão afim, a gente vai la e faz. Pronto! Por hora, a idéia é seguir como sempre fazemos: Criar musicas, ensaiar bêbado, falar muita merda e etc.

Ti e Ge: Em resumo é isso, fazer show, divulgar o CD, comer pizza, fazer clipe, tomar bera, músicas novas pro próximo album.

Recomendem bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

Ge: Crowning Animals, post hardcore de Curitiba, da pesada essa. Phone Trio voltou ano passado, pop punk diver também. Never Too Late abriu pro Four Year aqui em Curitiba e foi tesão. Várias bandas legais aparecendo mais ultimamente.

Kiko: Tenho ouvido bastante Between You and Me e We were Sharks.

Ti: De mais recente tem os amigos do Out in Style, HC melódico de primeiríssima.

Furia Rockpaulera: novo lyric video apresentando as “Feridas do Terceiro Mundo”

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Os gaúchos da Furia Rockpaulera aparecem com grande novidade neste ano. Apresentam aqui, a faixa inédita “Feridas do Terceiro Mundo”, com a produção de Leo Mayer. O power trio chega apresentando armas e deixando o público com aquele gosto de “quero mais” pois esta é a primeira faixa apresentada neste ano, e questiona os ouvintes sobre um possível lançamento de um novo disco ainda neste ano.

O lyric apresenta os desenhos do baterista do grupo, Fabricio Ruivo, tendo nos backings vocals participações de 15 nomes do underground gaúcho. Vale a pena conferir:

Black Pantera: declarada a “Agressão” aos opressores

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Inicialmente chamado de Project Black Pantera, hoje o power-trio mineiro Black Pantera muda o seu nome, porém mantém sua força e pegada do seu poderoso crossover/hardcore. O trio, que vêm desde 2014 batalhando no underground, só tende a crescer na cena mundial, tendo o dia 30 de março para começar um novo marco para o grupo.

“Agressão” é o mais novo álbum lançado pela banda, destacando sua força instrumental e colocando lenha na fogueira dentro de um país sedento por verdades e cultura pura para limpar a alienação que vêm dominando o país. Este álbum é revolucionário e trará novos alcances aos mineiros.

O aclamado álbum inicia com a faixa “Prefácio”, que mostra o peso e pegada do trio, unindo vozes para deixar mais forte e impactante esta faixa que já havia sido lançada com vídeo-clipe no YouTube. Ela já apresenta também a ótima presença instrumental da banda com diversas viradas de ritmo. “Alvo na Mira” traz a banda mais mantendo firme sua pegada e tratando sobre o tema da impunidade e caos que bate todo o dia em nosso país.

Trazendo um ritmo de agonia, a música “Extra!” não deixa de tratar de notícias tristes e desesperadoras que aconteceram e ainda acontecem no país. A letra traz uma característica fundamental das composições da banda: a presença de gírias utilizadas diretamente na internet. A quarta faixa, “Taca o Foda-se” trabalha o ritmo do crossover. Com um groove mais presente, visceral e direta, a música deixa claramente a presença do perfil da banda, que manda um “foda-se” aos opressores. “Poder para o Povo” complementa sua letra com uma linha instrumental de maior presença, aonde o vocalista traz sua voz mais visceral destacando refrões mais repetitivos, deixando clara a mensagem.

“O Sexto Dia” vem conduzindo a linhagem de maior presença do contrabaixo presente, tornando a música com uma ritmo mais frenético, para relatar uma infeliz rotina que acontece no dia-a-dia de muitas pessoas. Sendo assim, “Onde os Fracos Não Tem Vez” traz o lado mais rapcore da banda, com ótimas pontuações do contrabaixo e com uma mudança de vocalista no posto principal. “Seasons” dá uma breve sequência do vocal com menos presença do gutural, afinal, a letra é extensa com uma mensagem de variação maior. Esta música tem um encontro maior dos instrumentos, tendo seus momentos de “jams”. “Baculejo” retoma com tudo a presença do gutural e potência hardcore do trio, tratando da péssima cultura e alienação muito bem tratados no álbum. Muito peso e entrega do trio nesta sonoridade.

Na décima música do disco, “O Último Homem em Pé”,  existe um pedido para não desistirmos de lutar por nós, sendo esta a faixa mais longa presente, incorporando a resistência que os músicos querem transmitir. Então chegamos no último single presente nesta bela obra, “Granada”, que tem uma ótima distribuição das presenças instrumentais da banda, com uma grande variação no ritmo e peso, algo marcante e único deste trio mineiro.

Com este ótimo instrumental a banda encerra um petardo de excelentes composições que marcam a boa fase do grupo, que com certeza deve circular novamente pela Europa representando nosso país. Este power trio com certeza consegue muito bem representar os oprimidos desta sociedade desigual.

 

Yannick lança mais um novo vídeo clipe da saga “Também Conhecido Como Afro Samurai”.

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O rapper paulistano Yannick Hara lança mais um vídeo de uma das faixas do EPTambém Conhecido Como Afro Samurai”. Desta vez, a faixa-título versão remix, última música do trabalho, ganhou um clipe cheio de efeitos e participações especiais.

Gravado em estúdio, o vídeo apresenta os dançarinos Danilo Martins e Dartlita Double-Lock em performances intercaladas com a presença do próprio artista. O cenário alterna as cores azul, vermelha e branca, gerando uma sensação de drama e suspense, como sugere a letra.

Na concepção da música, Yannick conta com a participação de Dieguito Reis (Vivendo do Ócio) e Petrus (OI Darth Bastard). O remix tem uma pegada trap, com uma roupagem eletrônica e mais pesada do que a original. A faixa apresenta, ainda, novas rimas, que lembram uma apresentação de Freestyle.

O vídeo é o sexto de uma séria de oito. “Irei lançar clipe de todas as faixas do EP até 2018”, explica Yannick. O trabalho é totalmente inspirado no mangá e anime Afro Samurai, cujo o enredo narra a saga de um samurai negro chamado Afro que busca vingar a morte do pai, assinado por Justice.

Assista aqui:

FICHA TÉCNICA

Realização: Live Station

Direção: Seiji Hara e Rodrigo Furlani

Edição e produção: Rodrigo Furlani e Norberto Filho

Beat por Everton Beatmaker

Participação especial de Petrus da Ol´Darth Bastard (@petrus.camargo), Dieguito Reis da Vivendo do Ócio (@dieguitoreiss)

Dançarinos: Danilo Martins (@danilo_kapela) e Dartlita Double-Lock (@darlita.albino)

Figurino: Rose N Crown Brasil (@rosecrownbrasil)

Mixado e masterizado por BlakBone nos estúdios da Live Station (@livestationoficial).

Disco: EP Também Conhecido Como Afro Samurai (2016)

 

YANNICK

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Contramão Gig volta hoje ao Bar da Avareza com shows de Gagged e Hammerhead Blues

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O Contramão Gig começa 2018 com tudo! Seguindo nossa missão de levar a música autoral de volta para o Baixo Augusta convidamos vocês a uma vez mais descobrir e redescobrir artistas da cena independente! Nesta edição teremos apresentações de duas bandas incríveis: Gagged e Hammerhead Blues!

Gagged
Banda hardcore/punk formada em 2004 na cidade de São Carlos/SP, conta com integrantes experientes no cenário independente brasileiro. No final do ano passado, além de abrir o aguardado show dos californianos do Strung Out, lançou o single “Cidade Sem Lugar” (https://youtu.be/WLFP9ZjrXYc) que dá uma prévia do álbum a ser lançado e do show que veremos no dia 17/01!
Escute: http://gaggedrock.bandcamp.com/

Hammerhead Blues
Fundado em 2014, o Hammerhead Blues é um power trio paulistano de hard rock psicodélico que traz influências do blues e do rock pesado dos anos setenta. Apresentando seu álbum recente ‘Caravan of Light’, o trabalho dos rapazes também pode ser conferido no excelente clipe da música “Rat” (https://youtu.be/F1MmCq5biOM).
Escute: https://open.spotify.com/album/5uDJ4nLcj3xQ7PTpjSmvMX

A discotecagem fica por conta do DJ convidado Aletrix e dos organizadores Jaison Sampedro e Helder Sampedro (RockALT), João Pedro Ramos (Crush em Hi-Fi), Joyce Guillarducci (Cansei do Mainstream) e Rafael López Chioccarello (Hits Perdidos) tocando o melhor do rock alternativo, sons independentes, lados B e hits obscuros de todas as épocas!

Durante o evento também teremos flash tattoos com a Lina Zarin, merch das bandas e a loja da casa com camisetas, chaveiros, posters e, claro, muita cerveja!

Organização: Jaison Sampedro e Helder Sampedro (RockALT), João Pedro Ramos (Crush em Hi-Fi), Joyce Guillarducci (Cansei do Mainstream) e Rafael López Chioccarello (Hits Perdidos)
Fotos: Elisa Oieno
Apoio: MutanteRadio

Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018
Local: Bar da Avareza – Rua Augusta, 591
Horário: A partir das 19h
Preços: $10 entrada ou $30 consumíveis

Ponto de encontro para os apreciadores de boa cerveja, sedentos por boas experiências em self service e bom papo. Tudo isso sem gastar muito! O Bar da Avareza é o primeiro bar temático da Cervejaria Mea Culpa, aqui você encontra os 7 pecados em forma de cerveja nas torneiras no esquema self-service: você mesmo se serve em seu copo!

• É proibida a entrada de menores de 18 anos.
• É obrigatória a apresentação de documento original com foto recente.
• Não é permitida a entrada sem camisa, com camisetas de times ou calçando chinelos.

Construindo Pata: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda Pata, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Lúcia Vulcano:

Soundgarden“Fell On Black Days”
Eu sou completamente apaixonada com Soundgarden (ou alucicrazy, se preferirem citar Nazaré Tedesco). Escolhi essa música porque tem tudo o que eu mais gosto deles em uma música. A criatividade em compor do Chris, os compassos inusitados (essa é em 6/4), a melodia, letra, tudo é lindo demais. Soundgarden é sempre a minha principal referência e minha banda favorita.

L7“Monster”
Bom, nós temos também uma música que se chama monster, apesar de ser uma abordagem diferente. Acho meio óbvio que L7 seja uma grande influência para a pata. Tanto musicalmente – os riffs, a voz, timbres – quanto todo o resto. Uma banda com quatro musicistas mulheres incríveis. INCRÍVEIS.

Janis Joplin“Me and Bobby McGee”
Meu pai me apresentou a Janis quando eu tinha uns 11 anos. Foi a primeira vez na minha vida que eu senti que, como mulher, poderia fazer algo dentro da música. Temos também um pezinho nesse folk (é só escutar “Adulthood”), apesar de não ser o ponto principal da Pata.

Hole  – “Plump”
Assim como L7, uma das mais óbvias influências para mim. Acho que seria impossível contar quantas vezes eu já escutei o “Live Through This” (porque sou velha e não tinha Spotify e Last.fm na minha juventude). A Courtney sempre foi uma ótima compositora e muitas vezes foi descreditada de suas habilidades musicais por conta de seus relacionamentos amorosos. Eu sempre achei que ela influenciou muito mais o Kurt musicalmente do que ele influenciou ela.

Black Sabbath “The Wizard”
Riff maldoso, batera comendo solta, gaitinha loka, trevas & demônio, Geezer Butler em chamas. Melhor música. Bebemos demais nessa fonte e é sempre uma grande inspiração.

Alanis Morissette“All I Really Want”
O jeito que a Alanis tem de compor suas músicas, sempre com ótimas melodias e letras viscerais, é uma enorme influência para mim. Essa música tem tudo o que eu procuro na hora de compor. Uma artista completa com um legado muito forte. Tenho músicas escolhidas da Alanis para cada momento da minha vida.

Alice In Chains“Rain When I Die”
Olha, cês me desculpem, mas eu sou um clichê ambulante dos anos 90. Tá chovendo muito hoje e eu também espero que chova quando eu morrer.

Nirvana“You Know You’re Right”
Quando eu descobri o Nirvana, o Kurt já estava morto há um tempo. Essa foi a primeira novidade do Nirvana que eu peguei lançando. Para mim, o lançamento dessa música foi sensacional, pois eu já havia gastado todos os meus CDs deles de tanto escutar. Acho que é um ótimo ponto de contato entre o Nevermind e o In Utero: tem barulho, tem um refrão de fácil assimilação, riff de baixo super marcante, a dinâmica da música é certeira…

Hino do Clube Atlético Mineiro
Umas das primeiras músicas que eu aprendi a cantar na minha vida e uma das que mais me emociona. SEM CLUBISMO, uma das melodias mais bonitas já composta pela humanidade. Talvez o Galo seja a experiência mais próxima desse mito de deus que eu terei em vida e essa música tem esse peso para mim.

Bulimia“Nosso Corpo Não Nos Pertence”
Bulimia formou meu caráter e creio que de várias mulheres também. Ver mulheres fazendo um som desses, com essas letras de protesto contra o patriarcado, foi “O” empurrão para eu começar minha vida musical em bandas.

7 Year Bitch“Dead Man Don’t Rape”
Um hino riot grrrl dos anos 90.

Neil Young“The Needle and the Damage Done”
Como compositor e artista, uma grande inspiração. Por também seu ativismo e posicionamentos políticos, Neil estará eternamente em meu coração.

Radiohead“Paranoid Android”
A primeira vez que eu escutei essa música eu fiquei de queixo caído. Eu gosto de pensar que é uma “Bohemian Rhapsody” moderna. A textura, os movimentos da música, aquela paradinha com o coral. É uma música que mudou minha percepção de composição.

Chris Cornell“Through the Window”
Uma música do último disco solo dele. O Chris é o músico que mais me influenciou na minha vida. Quando saiu, eu escutei essa música umas 20 vezes no repeat… Era um jeito de tratar a canção que eu sempre esperei que ele fizesse, apesar de gostar muito dos trabalhos solo anteriores dele.

Sepultura“Inner Self”
Apesar de, esteticamente, estar bem longe da proposta da Pata, a essência do Sepultura de Max é muito presente na minha vida musical. Eu gosto de composições criativas, que tenha algo idiossincrático na música. “Inner Self” é genial, um ótimo hino ao ódio da existência.

Luís Friche (Lulu)

Titãs “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas”
Escuto Titãs por influência dos meus pais desde que estava ainda na barriga da minha mãe, passei minha infância inteira ouvindo sem parar e sou fã incondicional de discos como “Cabeça Dinossauro”, “Õ Blesq Blom” e outros. Essa música me chamava muito a atenção quando eu era criança pela letra, que só tem uma frase que se repete do começo ao fim da música.

King Crimson“The Great Deceiver”
É difícil juntar experimentalismo vanguardista com um som tão pesado.

Frank Zappa“Montana”
Já passei um período de mais de um ano em que eu precisava ouvir essa música no mínimo uma vez por dia senão ia à loucura. O arranjo, os solos, as quebras de compasso, o coro maluco, o humor non-sense… tudo me deixa meio hipnotizado.

Itamar Assumpção“Dor Elegante”
Uma música maravilhosa, com arranjo maravilhoso, sobre um poema maravilhoso do Leminski. Itamar é um dos compositores mais criativos que já conheci até hoje.

Maria McKee“If Love is a Red Dress”
É difícil conseguir imaginar uma música tão simples, só com voz e uma guitarrinha meios desafinada tocando acordes do livrinho de cifras, ficar tão bonita assim. Fico arrepiado sempre que ouço esses belos gritos.

Reunimos uma porrada de gente pra eleger as melhores músicas nacionais e internacionais de 2017

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Chegou aquele momento do ano em que todo mundo faz suas listas, retrospectivas e tentamos eleger o que aconteceu de melhor nos últimos 365 dias. Aqui no Crush em Hi-Fi eu deixei a tarefa de escolher os grandes sons de 2017 com os próprios colaboradores do blog, músicos, jornalistas, produtores, DJs e apaixonados por música. São mais de 70 pessoas que nos contaram quais foram os grandes sons nacionais e internacionais deste conturbado ano.

Na música nacional, Tim Bernardes, Renato Godá, Molho Negro, Letrux e Far From Alaska foram os mais lembrados pelos entrevistados, enquanto King Gizzard & The Lizard Wizard, Kendrick Lamar, Bjork Liam Gallagher foram os artistas estrangeiros que mais mexeram com o coração das pessoas consultadas. Confira as escolhas e sigam as playlists dos Melhores do Ano 2017 no Spotify do Crush em Hi-Fi!

Nacionais

Luccas Carlos“Neblina”
Rashid: O Luccas é um dos artistas mais talentosos que surgiram nos últimos tempos, na minha opinião. Tem um potencial gigantesco pra bater pesado nas rádios. Gosto bastante desse som, letra boa, refrãozão, melodia da hora. Sou fã.

Jr Black“Arrendado”
Gil Mendes (Baião de Dois/Crush em Hi-Fi): A multiartista pernambucano manda nessa samba bem balançado uma crônica sobre o atual cenário do país abusando das metáforas, fazendo uma analogia de como o Brasil fosse uma grande e abandonado parque de diversões pronto para ser destruído. A faixa ainda conta com a participação de Fred 04, do Mundo Livre S/A.

NP Vocal – “Veja Bem”
Kamau: Com certeza essa é a música que mais ouvi num certo período de tempo em 2017. Veio como uma surpresa, já que conhecia o NP de vista mas não tinha ouvido ainda nada dele. O beat cabuloso do DJ Fire serviu bem pra sua narrativa entrelaçada que nitidamente remete ao Sabotage mas tem seu DNA, suas características próprias. A facilidade com que NP passa do rimado ao melódico também chamou-me bastante a atenção. Talvez não seja o melhor som em nenhuma lista mas, com certeza, deve ser ouvido por quem ainda não teve a oportunidade de fazê-lo.

Far From Alaska “Bear”
Chris Lopo (Crush em Hi-Fi): “Unlikely” soa muito diferente de seu antecessor, “ModeHuman”, mostrando uma evolução tanto na pegada quanto na produção e no vocal de Emmily Barreto. “Cobra”, a música de trabalho, é legal mas, quando chegou “Bear”, a segunda do disco, meu mundo parou. Eu fiquei, sem mentira, uma tarde inteira e amanhã do dia seguinte com essa música no repeat. Sempre que rolava o comecinho de “Flamingo” eu voltava uma faixa. Valeu a pena ter enfrentado a neve, desta vez mais perto do Alasca, para gravar com a Sylvia Massy.
Ian Veiga (Der Baum): Muita coisa de qualidade lançada e se teve algo que marcou foi o álbum do Far From Alaska, “Unlikely”. O single “Cobra” foi matador e manteve muito o estilão do primeiro álbum, mas a música “Bear” mostra a verdadeira faceta atual da banda. Com muito experimentalismo na masterização e sonoridade diferentona, o resultado é incrível e adoro quando a banda se arrisca sem medo assim.

Rimas e Melodias – “Coroação”
Mariângela Carvalho (Supernova): Tava no aguarde do debut do Rimas e assim que ouvi pela primeira vez, no final minha sensação resumida era: uma experiência ultra empoderada. Nunca poderei sentir na pele, literalmente falando, o que elas compartilham e, por isso mesmo, pra mim esse álbum veio acrescentar mais visões sobre o feminismo;  musicalmente a produção é muito fina, várias escolas do ritmo e poesia revisitadas nos 30 e poucos minutos de duração. A segunda faixa, “Coroação”, tem um tema bem forte, o refrão + coro me fazem arrepiar toda vez que ouço.

Francisco El Hombre“Triste, Louca Ou Má”
Alexandre Becker Klein (Lamusia): Acho que “Triste, Louca ou Má”, do Francisco El Hombre, devido a música ter acordes tristes e bonitos, sem falar da letra com uma importância bem grande pro público feminino.

Projeto Rivera“Zeravida”
Caike Falcão (Empire): Além de eu ter achado uma música foda, ela é muito representativa. Projeto Rivera vem em uma crescente linda, e eu consegui ver de perto a luta dos meninos. É uma banda que me orgulha e inspira, e envolve quem tá por perto. E essa música é o ponta-pé inicial do segundo disco deles, que é um novo marco na carreira da banda. O Brasil ainda vai ouvir falar muito deles.

Guilhemoso Wild – “Caos, Caos”
Douglas Mam (Douglas Mam & Os Famigerados): Indico! A letra falado tudo sobre a situação da humanidade.

Figueroas“Boneca Selvagem”
Fabrício Bizu (Psico BR) – Por trazer música pra cima e dançante como flamingos rosas em ponche psicodélico.
Alê Lima (Aletrix): Figueroas tem o vantajoso diferencial de lançar músicas viciantes. O aguardado segundo disco é contagiante e igualmente grudento. “Boneca Selvagem” é uma música para se ouvir várias vezes seguidas, suando e mexendo partes do corpo.

Arnaldo Tifu“O Rap Salva”
Carol Tavares (Jazz House): Acho difícil dizer a melhor de todas. A produção nacional está fervilhando. Muitos estilos, muita gente nova e boa. Eu sempre tive um lance secreto com rap e, trabalhando mais de perto com o Tifu, fiquei arrepiada com “O Rap Salva”. Tem força, letra e aquele pé no peito. Fica minha sugestão.

Merda“O Diabo Está Sempre Ao Meu Lado”
Daniel Ete (Muzzarelas/Drákula): A gang do Merda e suas cagadas magníficas. Em tempos de Reich evangélico nada melhor que essa bela canção sobre amizade.

Rico Dalasam – “Fogo em Mim”
Guilherme Tintel (It Pop): O Carnaval se foi, mas o fogo de Rico Dalasam não se apagou. No ano em que o pop brasileiro emplacou até hits internacionais, “Fogo em Mim” se garante pela singularidade de sua letra e batida, sob a produção de Mahal Pita, do sempre incrível BaianaSystem.

Deltafoxx “Fade Away”
Diego Veríssimo (Outro Indie): O mais recente lançamento do duo brasiliense que vem crescendo em destaque na cena independente com suas faixas originais e remixes.

Molho Negro“Escrevo Mal”
Pedro Spadoni (Cat Vids): A Molho representa bem demais a cena independente do país em tudo o que fazem, e essa música é a cara deles porque tira sarro deles mesmos e de mim e de você e de qualquer um que se meta a fazer música. Eu vejo esse tipo de proposta como um recado legal pra cena de não se levar tão a sério assim e só, sei lá, se divertir. Sem contar que o João é o cara mais legal do rock (risos).

Bike“A Montanha Sagrada”
Denão Fonseca (3 Olhos Festival): Depois de ouvir esse som, você só tem vontade de subir a montanha para ficar mais perto do céu. Hino da psicodelia moderna.

Letrux“Que Estrago”
Hanilton Medeiros (Crush em Hi-Fi): “Letrux em Noite de Climão” é de longe o melhor álbum de 2017. A canção conta a história e a experiência após um encontro entre duas mulheres. Com letra provocativa e video clipe psicodélico, “Que Estrago” é a faixa perfeita para resumir esse trabalho, premiado como “Melhor Disco do Ano” pelo Prêmio Multishow.

Preta Gil & Gal Costa “Vá Se Benzer”
Hanilton Medeiros (Crush em Hi-Fi): Preta Gil declarou em várias entrevistas a emoção que foi cantar com sua madrinha, a diva da MPB, Gal Costa. A canção tem um teor político, que foi potencializado ao ganhar um clipe manifesto, cuja repercussão na internet garantiu a colocação entre os mais vídeos no YouTube no dia de seu lançamento.

Skrotes“Procissão dos Ossos”
Michelle Mendez (Petit Mort): Melhor banda catarinense, e uma das melhores do brasil sem duvida. Admiro muito o talento dos musicos da banda e as suas composições, musica pra voar a mente, sem limites.

ProjetoNave “Revolução Humana”
Claudio Cox (Giallos): “20 Voltas” celebra os 20 anos de uma das bandas mais importantes aqui do ABC Paulista, o Projetonave. Não bastasse isso (20 ANOS caralho!), o disco também marca a volta de um dos letristas mais importantes da minha geração, um cara que me influenciou, me influencia e me influenciará para todo o sempre, Marcopablo. Escolhi uma porque não posso escolher todas. “Revolução Humana” tem uma frase que define bem essa nova fase da banda e da minha vida também: “amanhece cedo, o sol fortalece”.

Jazz Beat“Loud Owl”
Pedro H. Rabelo (Bang Bang Babies): Delta blues com punk primitivo (isso existe?). Pra mim soa desse jeito.

Quasar“Aurora”
Ari Holtz Neto (Medrar): Tem um caos espontâneo, digno de um ser humano qualquer andando desgovernado pela cidade olhando pra própria nuca. Um recorte que me fisga da produção autoral brasileira, fala comigo na poesia, na melodia, nas distorções, na impertinência e no desacerto.

Renato Godá“Longe Eu Vou”
Calvin Kilivitz (Thrills & the Chase): Quando o Goda surgiu, disseram que ele era o Tom Waits brasileiro. Com esse disco novo, ele também é o Johnny Cash brasileiro, e muito mais.

Ralo“Mais”
André Astro (O Grande Ogro): A banda de São Paulo de rock instrumental Ralo lançou esse ano o disco “Hell is Real” com a música “Mais”, tem tem um belo vídeo da produção do disco.

Hammerhead Blues“Rat”
Rê Becca Tavares: A banda paulistana Hammerhead Blues lançou seu primeiro álbum este ano e “Rat”, uma das faixas mais poderosas, ganhou um clipe sensacional para acompanhar. Rock com pegada setentista para ouvir no máximo!

Tagore“Apocalipse Jeans”
Adriano Eliezer (Pampas Deer): O Tagore só melhora na escrita e na interpretação. É uma lapa de talento. E o João Felipe Cavalcanti, como produtor e realizador da coisa sônica, tem baixos lindos, ambientações e texturas que pra mim são fora de série.

Raquel Reis“Sorte”
Ana Júlia Tolentino (Tenho Mais Discos Que Amigos): Eu esperei por um bom tempo o lançamento desse disco e ele tem uma produção visual impecável (sério, olha no canal dela)! Essa música particularmente me remete a tudo que aconteceu esse ano, 2017 foi um ano de contemplação. No trecho “No seu silêncio, eu escuto o infinito” é como se o silêncio fosse meu, também.

Tim Bernardes“Tanto Faz”
Laura Damasceno (Música Tem Vídeo): Foi a primeira música de trabalho do disco solo do Tim Bernardes e mesmo sendo lentinha, tem aquela letra chiclete à la O Terno que não sai da cabeça por nada. Além disso, chama atenção por retratar bem o Brasil de 2017, com sua população apática diante do mar de problemas políticos e sociais: “Vai ter Copa, vai ter carnaval, mas continua errado / Nada é justo ou injusto se não há justiça de fato / Tanto faz, tanto faz”. Sério, genial.
Bruna Manfre (Shelter): Em meio à apatia e escapismo atuais, Tim Bernardes trouxe seu “Tanto Faz” – música que pode ser interpretada de diversas formas, inclusive como crítica à política. O desassossego lírico, que por si só já garantiria seu posto como melhor do ano, é acompanhado por violão de cordas de aço, surdo e violinos.

Renato Godá“Chegada”
Zé Menezes (Thrills & The Chase): Simplesmente a declaração de amor mais bonita dos últimos tempos. Se não conhece, vá atrás que você não vai se arrepender.

Ludovic“Inexorcizável (Um Zumbido Ensurdecedor)”
Shamil Carlos (Stay Free): Tinha um grande medo do que viria, ainda mais por saber que o Jair passa por uma fase de vida bem diferente da época do “Idioma Morto” mas a música é foda! Letra desesperançosa e melancólica, do jeito que a gente ama.

Luedji Luna“Banho de Folhas”
Bárbara Monteiro (Wabi Sabi): Eu tô completamente apaixonada pela Luedji Luna! Ela é baiana e fica numa ponte Salvador – São Paulo. Acabou de lançar seu primeiro disco, que se chama “Um Corpo no Mundo” e é maravilhoso. Ela é compositora e tem uma voz incrível. Eu já era muito fã quando um dia, do nada, encontrei com ela num boteco em Pinheiros almoçando PF. Não resisti, tietei e ela foi tão simpática que só me fez admirar mais ainda.

Tim Bernardes“Ela”
Carolina Santos (Noize Media/Crush em Hi-Fi): O Tim já vem fazendo um trabalho excelente na banda O Terno, e agora em disco solo, denominado “Recomeçar”, lançado em setembro, pode soltar a mão em composições um pouco mais melancólicas e lindas. Ela é muito suave, quase um abraço para dias difíceis. O álbum todo é lindíssimo, um dos grandes destaques do ano.
Fernando Sanches (CPM22/O Inimigo): Porque é super simples e linda. E toda acústica, nesse mundo eletrônico, né?

Black Cold Bottles“Black Bones Blues”
Alejandro Cadena (The Ash Tre): Mesmo que a letra não fale necessariamente disso, eu sempre ouço essa música e me imagino no velho oeste, andando num cavalo rumo ao horizonte. Os vocais do Bruno Carnovale e da Larissa Lobo derretem e se misturam trazendo uma sensação de paz que se preenche com essas guitarras maravilhosas.

Yesomar“Pra Sempre”
Wendell Pivetta (Metal Etílico/Crush em Hi-Fi): Boa parte dos gigantes aqui é um resgate inovador do Rock Gaúcho da capital. Yesomar vem com o “Vol.2” de um super projeto que merece respeito e ouvidos atentos em um discão! Uma banda que faz uma correria gigante para agitar a cena da capital. Destaco a faixa “Pra Sempre” que para mim, já nasceu clássico! Firme e especial.

Negro Leo“Action Lekking A”
Uiu Lopes: Nacional foi o Negro Léo que eu sempre piro nas ideias dele e esse ano ele lançou um álbum chamado “Action Lekking A” que tá com um time pesado, vale muito a pena escutar no meio de uma multidão na Avenida Paulista ou qualquer outro lugar cheio de gente (risos).

Nevilton“Melhorar”
Millena Kreutzfeld (GDL – Tudo Sobre Música): Esperança e melancolia é o que traduz essa faixa do novo disco do Nevilton lançado recentemente. Apesar da vida caótica que a maioria leva na cidade maluca que é SP, precisamos ser conscientes com o todo pra vida melhorar e pra felicidade vir beber a estante dos vinhos que guardamos. ha-ha.

Paulo Miklos“Vou Te Encontrar”
Jéssica Mar (A Menina Que Colecionava Discos): O cantor fez um mergulho na música brasileira e lançou o que considera, de fato, seu primeiro trabalho individual na música. Gravado entre março e abril de 2017 e lançado oficialmente em agosto, veio após uma série de acontecimentos marcantes na vida do cantor (a morte de seus pais e de sua esposa, além da própria saída dos Titãs) e tem elementos de autobiografia, o álbum é um dos melhores discos brasileiros lançados esse ano.

Sepultura“Phantom Self”
Jéssica Mar (A Menina Que Colecionava Discos): Gravado na Suécia, é o primeiro álbum de estúdio da banda em mais de três anos desde “The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart” (2013), marcando a maior distância entre dois álbuns de estúdio em sua carreira. Conceito do álbum, segundo a banda: “A principal inspiração em torno de “Machine Messiah” é a robotização da sociedade hoje em dia. O conceito de uma ‘Máquina Divina’ que criou a humanidade e agora parece que este ciclo está se fechando, retornando ao ponto de partida. Nós viemos de máquinas e estamos indo de volta para de onde viemos. O Messias, quando ele voltar, vai ser um robô, ou um humanóide, nosso salvador biomecânico”.

Gagged“Cidade Sem Lugar”
Sérgio Costa (Vinyl Style): Primeiro single do álbum que saí no ano que vem. Hardcore bem tocado, bem gravado e com letras fodas (coisa que tem faltado em boa parte da nova geração de bandas dessa cena).
Não é de hoje que conheço o trabalho da Gagged e aposto muito nesse álbum que vem aí. Não é por acaso que eles vão abrir o aguardado show do Strung Out em Dezembro em São Paulo ao lado do Statues on Fire.

NDR“O Homem Comum”
Thiagones (Wiseman): Soco no estômago! Música rápida e texto agressivo, sem soar “Culto Intangível” ou “Simplista pânque”.

Pitty e Elza Soares“Na Pele”
Carol Marinho (Trilha Sonora da Carol): Como feminista, não poderia deixar de citar esse encontro entre duas mulheres que admiro muito. Elza Soares é a deusa da música brasileira e a letra elaborada da Pitty descreve não só a história de Elza mas a de muitas mulheres: “Se essas são marcas externas / Imagine as de dentro”. Imaginemos juntas!

Letrux“Ninguém Perguntou Por Você”
Siso: Letícia Novaes é pessoa gênia e isso ficou claro pra muita gente com “Letrux em Noite de Climão”. Nessa faixa, ela faz um inventário maravilhoso da intimidade de um casal imaginário, indo do romântico ao hilário sobre uma batida disco.
Lara Aufranc: Essa foi a música escolhida pra gente cantar juntas no meu show, adoro. Me identifico com a letra, que escancara as projeções. Porque às vezes só acontece na minha cabeça mesmo.
Ana Maria Nakaza (Azoofa): A gente ama a Letícia Novaes e tudo o que ela faz, seja na música ou na escrita, ela sempre tem muita coisa pra dizer. “Ninguém Perguntou Por Você” é a cara dela, mostra a potência da sua voz e o poder das palavras. Dá vontade de soltar a voz junto com ela e continuar cantarolando aquele refrão o resto do dia. Ela fez uma versão acústica no nosso live e arrasou!

Maquinamente“Voar Alto”
Crys Gonçalves (Guitar Talks): O Maquinamente colocou essa música na boca de todo mundo em 2017. Música boa, refrão pegajoso e uma qualidade vocal incrível.

Ciro e a Cidade“Lascado”
Karina Moritzen (Brasinha Discos): Ciro e a Cidade é das bandas mais impressionantes do cenário alternativo do RN. letras e melodias envolventes que te fazem sentir coisas que você nem sabia que estavam lá. Vale a pena o EP inteiro, que foi lançado no início de 2017 produzido pelos também potiguares do Mahmed.

Sudário“Baden Powell”
Karina Moritzen (Brasinha Discos): Sudário é o primeiro lançamento da Brasinha Discos. Adriano traz toda a introspectividade e sensibilidade dele e te entrega de bandeja. é como se ele te pegasse pela mão e te mostrasse o quarto dele. o disco foi produzido por Walter Nazário, e demorou anos pra sair, era uma lenda urbana na cidade. ainda bem que saiu, e foi um dos melhores lançamentos potiguares do ano.

Criolo“Menino Mimado”
Bruno Carnovale (Black Cold Bottles): O ano de 2017 nos rendeu muitas reflexões a respeito de vários momentos que o nosso país atravessa. e em “Espiral de Ilusão”, um disco tão bonito quanto inusitado, Criolo diz muito sobre o que se deveria pensar a respeito do que tem sido feito na política do Brasil.

Rincon Sapiência“A Coisa Tá Preta”
Alessandra Braz (Favorite): Para mim, o Rincon fez o melhor disco de 2017 no âmbito nacional, “Galanga Livre”. A grande sacada desse disco é falar de racismo exaltando a beleza negra essa música em específico é genial, porque ela pega uma expressão racista, que ficou conhecida por explicitar que as coisas não vão bem e troca o seu significado. Rincon canta: “Se eu te falar que a coisa tá preta, a coisa tá boa, pode acreditar”.

Boogarins“Foimal”
Sand Lêycia (Supervibe): Enfim, Boogarins é a banda nacional que mais me atrai. “Foimal” segue o tipo de composição simples que tanto gosto, o synth bass casou demais com a textura da banda.

Maglore“Aquela Força”
Raul Zanardo (Dum Brothers): Fui no show de lançamento que rolou no Sesc Pompeia e quando tocaram essa musica a galera, inclusive eu, pirou demais.

Ekena“Todxs Putxs”
Dani Buarque (BBGG): Esse ano se criou um grupo no Whatsapp com as minas da música. Conheci muita coisa foda mas um som que me fez derramar lágrimas e meu coraçãozinho bater mais forte foi o som “Todxs Putxs” da Ekena. A letra é maravilhosa, a voz dela é incrível e a música como um todo umas das melhores coisas que já ouvi no Brasil. Fui DJ de um evento What Design Can Do e a Ekena entrou pra tocar essa música. Me arrepia só de lembrar. Era ela e o violão. As pessoas começaram aplaudir no meio da música e depois no final de novo. Eu nunca vi isso na vida. Que força essa mulher tem, eu tô A-P-A-I–X-O-N-A-D-A pelo som dela. É muito nítido como ela se entrega pra arte e isso inevitavelmente toca a gente.

Cinnamon Tapes“Cinnamon Sea”
Camila Mazzini (Garotas no Poder): Acompanhei o comecinho da carreira da Susan e a delicadeza com que ela cuida de tudo, desde a sonoridade até o visual. Tudo doce e lindo.

Satiro“Flúor”
Bruno Trchmnn (Leila): Dá pra ouvir pelo menos 20 vezes em 1 hora, o que é sempre bom. Esse disco tem duas coisas que eu curto: aquela ponta de Urinals e o Matias Picon (Animal Cracker, Sonora Scotch). Ouvi milhares de vezes (em umas 2 horas e meia).

Miêta“Messenger Bling”
André Luiz Souza Silva (Fita): A “Messenger Bling” do Miêta tem um que de nostalgia pra mim. Tbm é o tipo de som que cria umas cenas na minha cabeça, já imaginei um mega video de downhill numa estrada na Califórnia e a mistura desse baixão e essa voz suave ficaram perfeitas.

Porcas Borboletas“Cara Pra Casar”
Gabriel Serapicos (Serapicos): O álbum todo é a mais pura e sincera poesia. Cadê esses meninos do programa da Fátima Bernardes?

Tati Góis “Mãe Preta”
Tânia Seles (Sopa Alternativa): A líder da banda Útero Punk saiu em carreira solo com o álbum “Negra e Favelada”. O seu primeiro single fala de racismo e violência, denunciando o sofrimento das mães da favela. Essencial para o momento que estamos vivendo.

Deb And The Mentals“Bleeding”
Paula Holanda (Crush em Hi-Fi): Como é bom um som direto, sem firulas, filho do punk, do grunge e do garage. Eu não costumo gostar de bandas brasileiras que compõem em inglês, mas “Mess” foi um dos meus discos nacionais preferidos de 2017 (e Deb And The Mentals, anotem esse nome, um dos melhores shows que vi). “Bleeding” foi uma ótima escolha para a faixa de abertura — é a música mais crua e urgente do disco, ou seja, um excelente cartão de visitas para quem quiser conhecê-lo.

Maglore“Calma”
Alinne Anno (Chuchu): 2017 não foi dos mais fáceis, creio que pra mim e a muitos por ai. Minhas escolhas refletem muito no que eu passei e vi outros passando nesse longo ano. “Calma” da Maglore, virou um mantra que me fez/faz chorar, dançar, refletir… É difícil descrever com poucas palavras, sem contextualizar a parada, sem citar mais do que um ou dois momentos, sem que outras músicas entrem no meio. Vai parecer piegas esse papo todo, mas é real. O Lucas, baixista da Maglore e guitarra/vocais da Vitreaux, tocou pra mim, voz e violão, num momento muito sensível e eu senti toda a emoção. Fez muito sentido naquele momento, mas a bala no peito veio mesmo uns meses depois. Essa música me ajudou sair das fossas desse segundo semestre e a entender coisas que passei no primeiro. Foi uma luta ouvir uma música tão pra cima em momentos que você só quer ouvir uns emo/shoegaze. E de volta a pieguice: eu acredito profundamente no poder da música (gente como eu sou brega).

Whatever Happened to Baby Jane“Deixa Ela em Paz”
Lúcia Vulcano (Pata): Conheci Whatever Happened to Baby Jane esse ano e é uma das bandas que eu mais gostei de descobrir. Essa música é um belo hino de resistência e eu gostaria que cantassem para 2017: Deixa ela em paz!

Marginal Attack“I Want You”
Matheus Krempel (The Bombers): O Marginal Attack resgata aquele sabor do Punk rock do meio dos anos 90 com bastante propriedade. “I Want You” é uma balada punk com um dos refrões mais gostosos do ano.

Muddy Brothers“What I Want”
Bruno Agnoletti (Dum Brothers): Muddy é uma das melhores do cenário nacional e eles tem uma pegada 70’s que eu curto pra caramba sem contar que o vocal, guitarra e batera do Muddy é sensacional.

Old Kitchen“Outra Voz”
Dan Menezes (Vênus Café): Saindo do internacional mainstream para o underground nacional. Essa canção é uma pérola, de ficar cantarolarando por dias. No dia em que foi lançada, fiquei ouvindo ela no repeat umas dez vezes, e fiquei esse tempo todo arrepiado (isso é sério). Disparada a canção que mais ouvi em 2017.

Corazones Muertos“Spikes & Dogs”
Cristiano Vicente (Crasso Records): Apesar de não ser 100% nacional, dá pra considerar. Faixa do disco “Carnival Killers” lançado pela Crasso Records, além de ser uma BAITA faixa e um BAITA refrão, a música e o clipe são uma grande homenagem (em vida) ao ratodeporão/forgottenboy/lobotomizado/porcocego: Fralda!

Baco Exu do Blues – “Te Amo Disgraça”
Amauri Eugênio Jr. (Yahoo): “Esú”, do Baco Exu do Blues, é uma das mais bem-vindas novidades da cena musical brasileira, a começar pela origem, que rompe o eixo Centro-Sul: o cara mostrou que tem rap de qualidade na Bahia. O álbum é coeso, transgressor, erótico e com groove pesado, e tem a faixa “Te Amo Disgraça” como uma espécie de síntese e um de seus melhores momentos. Dá para dizer, parafraseando um verso, que essa música e o álbum são manifestos contra o tédio de domingo e dos demais dias da semana.

Electro Bromance“Supermodel”
Bruno Romani (S.E.T.I.): Esse aqui é o Depeche Mode do Nordeste! Um duo de João Pessoa fazendo synthpop clássico numa região onde o senso comum jamais esperaria que isso fosse possível. Eles lançaram um disco no começo do ano, “We Are Like a Bomb!”, que tem outras vertentes eletrônicas. Mas eu curti muito esse single, que saiu no último mês de setembro mas poderia ser de 1987.

Sereno“Se Tudo Der Errado”
Paloma Vasconcellos (LuvBugs): Os irmãos Victor e Vinícius Damazio arrebentaram com esse lançamento de estreia deles e do selo Violeta Discos. “Adivinhar o Futuro das Estrelas” é lindo do início ao fim. Eu escolhi a faixa de número 4 em particular porque ela transmite uma melancolia e ao mesmo tempo uma alegria gostosa de sentir que remete direto aos anos 90.

Scalene“Cartão Postal”
Ingrid Natalie (Female Rock Squad): Já para o destaque nacional indico a banda Scalene. O quarteto de Brasília fez uma performance impecável no Rock in Rio, provando que o rock brasileiro está mais vivo que nunca e lançou o álbum “Magnetite” que traz novos elementos ao som post-hardcore da banda. A música “Cartão Postal” é uma reflexão linda sobre a carreira da banda.

Matheus Flemming“1985”
Sara Não Tem Nome: Conhecia o trabalho do Matheus no Câmera e esse ano ele lançou seu trabalho solo com o disco “O Estado das Coisas”. As músicas são construídas por meio de várias camadas/ linhas de guitarra, sons sutis e ruídosos. No show do disco, é muito interessante acompanhar a construção das músicas feitas por Matheus. O show é super intimista e conta com projeções lindas.

Tantão e os Fita“Espectro”
Sara Não Tem Nome: Tantão é artista plástico e músico. Nos anos 80 fez parte do Black Future, banda de pós punk da cena no wave. Em 2017 lançou o ‘Espectro’, seu primeiro álbum autoral. Me impressionaram sua performance em palco, a força de sua voz e sua letras impactantes.

Beto Cupertino“Memes”
Dija Dijones (Penhasco, Chabad, Loyal Gun, O Apátrida): Não bastasse o fato de grandes discos como “Grandes Infiéis”, “Tribunal Surdo” e “Greve Das Navalhas”, do Violins, terem tido menos repercussão do que deveriam, “Tudo Arbitrário”, belo disco do Beto Cupertino, a voz e a guitarra da banda goiana, parece trilhar o mesmo caminho. Em tempos de redes sociais como arena para embates, debates e inutilidades mil, esta é uma letra que poderia estar na língua de muita gente por aí. Na minha, pelo menos, está.

Cinnamon Tapes“Sol”
Victor José (Antiprisma/Crush em Hi-Fi): Já falei aqui espontaneamente sobre o álbum de estreia da Susan. E realmente, continuo com a mesma sensação de que esse disco (principalmente este single) tem algo especial. É simples, honesto, melodioso, estético e confessional. Muito difícil entrar três minutos de música essas cinco qualidades juntas e de modo convincente. É óbvio que em “Sol” está uma artista de mão cheia que muito tem a oferecer. A cena alternativa local só tem a comemorar.

Molho Negro“Mainstream”
Helder Sampedro (RockALT/Crush em Hi-Fi): Curto, cru, rápido e direto ao ponto. É o que podemos falar desse som dos Paraenses do Molho Negro. As letras irreverentes e cruelmente verdadeiras dessa música são característica do álbum lançado esse ano, mas não se engane, a banda é bem versátil e as músicas são bem diferentes entre si. Essa variedade musical do álbum foi justamente o que me atraiu e é um dos meus favoritos do ano.

Pablo Vittar“K.O.”
Micaela Alvariza (Micadélica): Acho incrível ver uma drag fazendo um estilo bem tipico daqui, com letra em português e batida brasileira, sem se sentir na necessidade de se regufiar na cultura gringa. Isso faz a mensagem ser mais democrática, afinal, quem fez ela famosa foi o pessoal daqui, e acho legal ela manter esse interesse pela aprovação do povo.

Negro Leo“Lek Lover”
Pedro Pastoriz: Se eu tivesse um minuto para escolher um disco brasileiro feito nesse ano pra lançar em um foguete pra lua, eu acho que seria esse: “Action Lekking” do Negro Leo tem essa tal coisa LEK, arranjos, banda, composições muito boas! “Lek Lover” é uma faixa que ficou na minha cabeça.

Curumim“Boca de Groselha”
Pedro Vivas (Crush em Hi-Fi): Diálogos com o corpo, diálogos com a “Boca”. Diálogos com a GROSELHA – groselha que às vezes é bacana, quiçá necessária, para sair da seriedade do dia-dia, mas, que também é ruim – que enche o saco e estraga nossos dias. “Boca de Groselha” fica no campo da primeira, é groselha boa, da mais alta qualidade, que pode acompanhar tranquilamente bons drinks (risos). Curumin (junto com os aipins) inova mais uma vez. Nacionalmente foi um dos sons, entre vários outros, que mais me chamaram atenção nesse ano. Com certeza merece menção.

LAY –  “Daraxaclan”
Yannick aka Afrosamurai: LAY é uma grande artista, destemida, ousada e explicita. O rap nacional precisa de uma mulher assim.

Bratislava“Enterro”
Lennon Fernandes: O crime ambiental ocorrido em Mariana/MG deveria ser tema de composição para todas as bandas. Parabéns pra Bratislava pela sensibilidade.

Castello Branco“Do Interior” (feat. Verônica Bonfim)
Otavio Cardoso (Carinae): A gente acompanha Castello Branco desde o primeiro lançamento, em 2013. Essa música em especial foi lançada no segundo álbum e tem um ritmo que encaixa muito bem com a melodia forte do refrão. A letra tem uma interpretação mais aberta e passa uma sensação boa, cantada junto com essa melodia.
Marcos Xi (Brasileiríssimos): Num período onde a nova MPB ou desata totalmente para o comercial ou descampa para uma auto provação de genialidade desnecessária, Lucas resolveu se inspirar na sua própria terra para chegar num material que envolve, emociona e liberta. “Sintoma” pode não ter os singles matadores e clássicos instantâneos que seu irmão “Serviço”, mas entrega um material muito mais coeso, conciso e inteligente que seu autor já conseguiu mostrar.

Monstros do Ula Ula“Não Posso Ficar”
Bacalhau (Monstros do Ula Ula): Banda mitológica que voltou com um disco ótimo.

menores atos“Pressa”
Enzo Marco di Berardo (Crush em Hi-Fi): Após 3 anos sem lançar material novo, a banda nos presenteou esse ano com o single “Pressa”. É importante destacar aqui que em nenhum momento a banda soa como um trio. Com a quantidade de riffs, efeitos, mudanças bruscas no andamento e backing vocais das músicas, eles ressoam como um grupo que tem no mínimo dois integrantes a mais. A sonoridade do single permeia simultaneamente a calmaria e o caos. O peso das guitarras de Cyro Sampaio (voz e guitarra) remete melodias de hardcore, ao mesmo tempo, as viagens dos pedais de efeito se assemelha às bandas: Circa Survive e Brand New. O papel do baixo de Celso Lehneman – por se tratar de um power trio — , tem mais presença e linhas consistentes do que normalmente dispõem as bandas de rock. A bateria Ricardo Mello (voz e bateria) além de somar na dosagem final da porrada, também passeia por linhas quebradas e incertas. Além do instrumental devastador, as letras das composições – a maioria discorre sobre relacionamentos — , causam uma identificação sem igual no público que sempre entoa os versos das músicas junto da banda.

Elza Soares“Maria da Vila Matilde” (Remix)
Rodrigo Reis e Bárbara Ribeiro (Crush em Hi-Fi): Elza finalmente recebendo o devido respeito. Artista que melhor representa o país lá fora não é a Anitta não, tá? É a Elza.

Felipe S“Anedota Yanomami”
Cainan Willy (Pacóvios): Depois de tanto tempo admirando de longe o trabalho da Mombojó, fiquei empolgado ao saber que o Felipe divulgaria seu primeiro disco solo. Quando saiu fiquei apaixonado pela forma que ele misturou o samba e pagode ao psicodélico em “Anedota Yanomami”, uma faixa que confronta realidades do imaginário com a realidade. Escutei muito esse ano.

André Whoong“Herói”
Flávio Juliano (FingerFingerrr): No Brasil, a que mais gostei esse ano foi a música ‘Herói’, do André Whoong. Lançada agora em dezembro, foi a que me impactou mais. Tem sentido pessoal, porque ouvi a demo em outubro(?) num momento marcante, e saquei o que ele queria dizer de primeira. Ela é aquela categoria de música que parece que você já ouviu, mas quanto mais elementos debaixo das pedras vão saindo, você se transporta um pouco. Você dá um shift pro lado, e quando uma música faz isso comigo, é especial.

The Bombers“Exodus”
João Pedro Ramos (Crush em Hi-Fi): Eu já gostava muito do “All About Love”, disco anterior dos Bombers, mas o “Embracing The Sun”, deste ano, mostrou a banda abrindo os braços e topando todo tipo de mistura musical que viesse à cabeça. Em “Exodus” eles misturam o punk rock que é a base do som da banda com um forró acelerado e o negócio casa tão bem que fica difícil não amar.

Internacionais

Jay Z“Story Of O.J.”
Rashid: O retorno do Jay Z por si só já é um bom motivo, mas nessa faixa ele vem falando do dinheiro dentro da comunidade negra, usando a situação do O.J Simpson como uma metáfora pro ponto de onde todos partimos nessa corrida, de um jeito (e uma perspectiva) que só ele pode e sabe falar.

Próxima Parada“Errs, Trials & Trials”
Gil Mendes (Baião de Dois/Crush em Hi-Fi): Apesar do nome, a banda é da Califórnia e mescla R&B, jazz e música pop. “Errs Trials & Trials” é uma música que parece harmônica simples, mas é de uma complexidade ímpar. A letra é sobre um belo pé na bunda. Um lindo clichê.

Rapsody– “Black & Ugly”
Kamau: Acompanho a carreira da Rapsody desde o Kooley High, seu primeiro grupo. (O produtor) 9th Wonder tomou como missão apresentar essa mulher pro mundo e o fez de maneira magistral no álbum Laila’s Wisdom. Rapsody rima à sua maneira pra certamente figurar entre os melhores discos desse ano. “Black & Ugly” é um desabafo em grande estilo de quem agora é percebidx por quem antes desprezava. Na minha lista, sem dúvida, é uma das melhores do ano, junto com o restante do álbum.

Depeche Mode“Going Backwards”
Chris Lopo (Crush em Hi-Fi): Se tem uma banda velha, com quase 40 anos de estrada, que consegue se manter criativa nos dias de hoje, esta é o Depeche Mode. “Going Backwards” é a faixa de abertura de “Spirit”, último álbum do trio inglês, e fala muito bem sobre o retrocesso que a sociedade está vivenciando. Tudo é muito redondo e muito bem produzido. O espírito da banda, liderada por Dave Gahan, dá o aviso que todo mundo já sabe: “ainda não chegamos lá / onde precisamos estar / estamos em débito / para com nossas insanidades.”

girlSperm“Theme from girSperm”/”I’m supposed to be alone”
Mariângela Carvalho (Supernova): Essa é a banda nova da Tobi Vail, muito musa e inspiração pra mim. Quem poderia saber que ela voltaria com uma banda f*da em 2017?! O girlSperm me deixou fascinada por condensar um monte de estilos que curto muito: post-punk, noise, tosco, gritado, letras insanas e sarcásticas, com uns agudos de guitarra que deixam uma tensão no ar. Punk no talo, na indumentária e no som. O nome da banda acho simplesmente genial. As músicas são tão rápidas que tive que escolher as duas primeiras do EP porque são complementares, o tema da segunda é bem anárquico e rolam uns gritos bem noventeiros. Indispensável.

At The Drive-In“Hostage Stamps”
Alexandre Becker Klein (Lamusia): No ramo do rock mainstream internacional, acho que é um dos sons mais complexos e bem trampados que saíram esse ano.

Roger Waters“Is This The Life We Really Want?”
Caike Falcão (Empire): Eu sei que o ideal seria falar de uma galera mais nova e tal, mas o Roger veio com uma pancada impossível de deixar passar. Acho que o disco todo veio com um peso reflexivo, que considero super importante com o eterno anos 80 que estamos vivendo hoje.

Lady Gaga“Joanne”
Douglas Mam (Douglas Mam & Os Famigerados): Assisti o documentário sobre a Gaga no Netflix e ela mostra a música para sua avó que perdeu a filha que sofreu de lúpus e morreu.

King Gizzard & The Lizard Wizard“Gamma Knife”
Fabricio Bizu (Psico BR): Por estar criando um inusitado novo gênero: o Medieval Espacial!

Walk The Moon“Kamizake”
Carol Tavares (Jazz House): Eu tenho mania de deixar rolando o flow sem saber ao certo o que está rolando. Mas Walk The Moon, com a faixa “Kamikaze”, tem a minha receita preferida de sucesso, que é esse timbre metalizado em todas as sonoridades. Aquele som a la Lollapalooza.

Cosmic Psychos“Fuckwit City”
Daniel Ete (Muzzarelas/Drákula): Aussie rock colosso feito por cabras que amam tratores e cervejas. Tiozão Power! Uma aula de como ficar velho sem ser um bunda mole de sapatênis.

J. Balvin“Mi Gente”
Guilherme Tintel (It Pop): Mesmo antes da bênção de Beyoncé, o cantor colombiano já nos fazia dançar sobre diversidade e união dos povos, no que se tornou um dos maiores hits do ano em plena América de Trump. Genial.

Pond“Paint Me Silver”
Diego Veríssimo (Outro Indie): A arte de samplear com maestria e ainda assim criar uma atmosférica cósmica única.

Alex G“Proud”
Pedro Spadoni (Cat Vids): Eu amo o “Trick” e toda a atmosfera meio triste meio bonita do Alex, mas o disco desse ano trouxe um outro lado dele mais otimista, às vezes upbeat, mais “quente” e feliz. Essa música marcou muito o que vem sendo o meu ano, bem pra cima e do lado de gente que eu gosto. A letra é massa também porque toda vez que ouço penso em amigos próximos e pessoas especiais que conheci ultimamente e tenho orgulho demais da conta.

Benjamin Booker“Witness”
Denão Fonseca (3 Olhos Festival): Depois de um belo disco de estréia, o americano nos brindou com um segundo disco maduro e bem produzido. “Witness” foi o primeiro single do disco. O som é cheio de groove e a voz rouca de Benjamin Booker é um caso a parte.

The Black Angels“Comanche Moon”
Claudio Cox (Giallos): Ando meio out de lançamentos gringos (nacionais também), não fico procurando, esperando ansiosamente, essas coisas, geralmente alguém dá um toque quando é uma parada que sabem que eu gosto, enfim. Esse Black Angels é uma dessas, mas fui ouvir o disco por causa do show, não tinha parado ainda para uma audição descente. Deuzépai, que disco bonito! O show foi uma maravilha também, os mano são zica ao vivo. “Comanche Moon” é a minha preferida, fala sobre a invasão da América, coincidência ou não, é um tema que também estou abordando no próximo do Giallos.

Billy Corgan“Aeronaut”
Ari Holtz Neto (Medrar): Billy Corgan é o tipo de gente que é massa ouvir hoje em dia, depois de tudo foi um pouco tocante ouvir essa música e sacar o quanto a incerteza espreita todas pessoas sob o céu, ele soa sincero e selvagem como só uma puta insegurança tremenda pode fazer soar.

Kimbra“Everybody Knows”
Calvin Kilivitz (Thrills & the Chase): Num mundo justo, a Kimbra seria a diva pop do momento. “Everybody Knows” é aquela combinação rara de gema pop com uma personalidade fortíssima. Ela é um gênio.

Tera Melos“System Preferences”
André Astro (O Grande Ogro): O disco “Trash Generator” da bandas Tera Melos, depois dos discos que eram instrumentais a banda incluiu a voz em seu últimos discos, sendo esse disco que conseguiram sincronizar voz com o instrumental da banda.

Greta Van Fleet “Highway Tune”
Rê Becca Tavares: O primeiro EP dos americanos da Greta Van Fleet veio cheio de referências ao hard rock e uma inspiração inegável em Led Zeppelin. Música boa para ouvir na estrada.

Temples“Certainty”

Adriano Eliezer (Pampas Deer): Eu acho que nesse disco inteiro eles conseguiram chegar em sons e melodias com assinaturas muito fortes. Você escuta qualquer instrumento e sabe que sao eles. E essa música parece ser a síntese de onde o disco todo deriva. Além disso, as letras meio rebuscadas do James Bagshaw deixam o pop espacial ainda mais curioso.

Queens Of The Stone Age“Fortress”
Ana Júlia Tolentino (Tenho Mais Discos Que Amigos):  Por eu ter me identificado 100% inteiramente na letra, e o instrumental ser tão bom quanto. Foi a música que mais me tocou esse ano, e por eu ter esperado tanto esse disco depois do “rasga-peito” que foi o “Like Clockwork” pra mim (risos).

Pink“What About Us”
Laura Damasceno (Música Tem Vídeo): Primeiro single do sétimo álbum de estúdio da cantora, “Beautiful Trauma”, a música é oficialmente uma critica ao atual cenário político norte-americano e com seu refrão simples e forte que questiona: “What about love? What about trust? What about us?” consegue ser, ao mesmo tempo, uma canção de protesto e uma canção sobre amor, confiança e responsabilidade.

Noel Gallagher’s High Flying Birds“Holy Mountain”
Zé Menezes (Thrills & The Chase): Absurdo como o Noel consegue se reinventar de um álbum para outro. Composição, produção e timbres incríveis.

Quicksand“Illuminant”
Shamil Carlos (Stay Free): A volta quase de secreta da banda pra mim foi um choque, essa foi a primeira musica que lançaram do discasso novo gravado sem nenhum alarde de midia me bateu em cheio. É pesado, denso e lindo! Walther > Deus

The Regrettes“Hot”
Bárbara Monteiro (Wabi Sabi): Depois de alguns EPs independentes, esse ano a banda californiana The Regrettes assinou com a Warner e lançou seu primeiro álbum cheio, que se chama “Feel Your Feelings, Fool!”. Essa banda foi uma das melhores descobertas musicais que eu tive recentemente. O grupo é formado por 3 garotas e um cara e o que eles não têm de idade, têm de talento. A líder da banda, vocalista e guitarrista Lydia, tem só 16 anos e já escreve canções geniais, com letras feministas e um som que mistura punk, grunge e anos 60. Os clipes também são sensacionais!

Lorde“Liability”
Carolina Santos (Noize Media/Crush em Hi-Fi): Todo o “Melodrama” é incrível, composições muito boas, observar o crescimento da Lorde e como todas as canções parecem ter sido cuidadosamente adicionadas ao álbum. É uma cantora tão diferenciada quanto a Sia, habitando o território do pop e conseguindo se diferenciar pela profundidade das músicas.

Gorillaz“Sleeping Powder”
Alejandro Cadena (The Ash Tre): Depois do lançamento do “Humanz”, por conta da má recepção do público, Damon Albarn e Jamie Hewlett lançaram essa música alegando que 2D, o cantor virtual da banda, não tinha se sentido representado nesse ultimo disco e compôs uma faixa extra. “Sleeping Powder” me saciou como fã doente de Gorillaz. Foi bom ouvir de novo essa vibe antiga da banda.

Kali Uchis“Hit Rewind”
Uiu Lopes: Eu gostei muito de ter conhecido uma cantora colombiana, a Kali Uchis, que pra mim tem uma voz de cantora dos anos 50, repertório dela é ótimo!

Liam Gallagher“Wall Of Glass”
Wendell Pivetta (Metal Etílico/Crush em Hi-Fi): Um dos lados marrentos do rock retorna com um grande álbum. A música “Wall Of Glass” faz parte da nova geração do rock com elementos eletrônicos deste belo 2017.

Vacations“Movin Out”
Millena Kreutzfeld (GDL – Tudo Sobre Música): Música escrita após a saída do vocalista e mais dois amigos da casa dos pais para uma casa deles. Na letra, Campbell (vocalista) diz que teve suas dúvidas na época, mas que um menino tem que se tornar o homem da casa eventualmente e que não podemos ficar pra sempre embaixo das asas dos pais. Traz uma melancolia e uma certa esperança, que apesar das dificuldades enfrentadas, tudo acabará bem. A melodia nos leva aos anos 90, com uma guitarra poderosa e muito reverb, além da voz de Campbell que nos deixa com o refrão na cabeça, por ser uma voz agradável, traquila e ter uma letra franca.

Propagandhi“Failed Imagineer”
Sérgio Costa (Vinyl Style): Depois de 5 anos sem lançar nada, o Propagandhi volta com essa pedrada. Minha música favorita do disco novo (Victory Lap”) que marca a estreia da nova guitarrista da banda Sulynn Hago.

At The Drive-In“Incurably Innocent”
Thiagones (Wiseman): Pegada caótica, guitarras dissonantes e as letras fortes do At the Drive-In, mas somando também a parte melódica (principalmente no refrão) desenvolvida no Mars Volta. Gênios!

Luis Fonsi e Daddy Yankee“Despacito”
Carol Marinho (Trilha Sonora da Carol): Sou obrigada a mencionar “Despacito” por uma série de razões. A música é mais reproduzida em streaming da história, o vídeo tem quase 5 bilhões de visualizações no Youtube e é uma música que escuto em absolutamente todos os lugares a que vou (academia, salão de beleza, restaurante, balada). E ainda tem remix com Justin Bieber!

Lomelda“Thx”
Marcos Xi (Brasileiríssimos): Aquela máxima do ‘pouco é muito’ vale muito neste disco. Dotado de nuances de voz e melodias simples, sem muitos efeitos ou firulas, “Thx” é um chill-indie gostoso e repleto de hits. A promissora banda vai te seduzindo aos poucos com as canções de seu disco de estreia e, automaticamente, você deixa o trabalho repetir por conta do seu gostinho infinito de ‘quero mais’.

Sampha“(No One Knows Me Like) The Piano”
Siso: Sampha cometeu um álbum emocionantíssimo com o “Process”, em que ele lida com perdas e questões de família nas letras. “(No One Knows Me) Like the Piano” é a peça central, em que ele lembra de como o piano na casa da mãe era seu refúgio infantil e de como ele acabou retornando para esse lugar com a doença da mãe, falecida pouco antes do lançamento do disco.

The Killers“Run For Cover”
Crys Gonçalves (Guitar Talks): Depois de um tempo sem lançar algo novo, os Killers apresentaram em 2017 a animada “Run For Cover” e me fez relembrar um pouco os discos mais antigos.

Kendrick Lamar“DNA”
Bruno Carnovale (Black Cold Bottles): Talvez a música mais visceral e mais significativa de “DAMN.”, de abril desse ano. num ano em que a discussão a respeito do racismo esteve tanto em voga como em 2017, essa música se torna ainda mais relevante – não apenas para esse ano, mas também para os próximos.

Khalid“Location”
Alessandra Braz (Favorite): Poderia usar esse espaço para falar do Kendrick Lamar, porque, nossa! Que disco! Mas vou aproveitar para dar uma dica. Uma das coisas que mais gosto na música internacional é como
o R&B vai se renovando e um dos artistas que vem com esse sangue novo e com um discáço é o Khalid. O cara tem apenas 19 anos e já estreou com “American Dream”, álbum cheio de suingue, que inclusive virou aposta da Apple Music e eu só o conheci no programa do Elton “fucking” John! “Location” é uma daquelas canções que são feitas para dançar coladinho, rebolando gostoso, com um vinhozinho, ou seja lá qual for a sua fantasia. Escute!

Twin Peaks“Tossing Tears”
Sand Lêycia (Supervibe): Descobri a banda recentemente (vergonha minha) e me impressionei bastante com a sonoridade e textura dessa música: simples e direta. As vocalizações me agradam muito, junta isso tudo com lindos arranjos de piano e violino, emocionante.

Elder“The Falling Veil”
Raul Zanardo (Dum Brothers): O disco inteiro é foda, mas essa musica saiu primeiro como single ai fiquei ouvindo bastante, tipo varias vezes por dia, até sair o disco, ai ouvia o disco varias vezes por dia.

Nine Inch Nails“Less Than”
Dani Buarque (BBGG): NIN é uma daquelas bandas que não tem nada que já lançou que não me agrade. Toda vez que vejo um lançamento chegando meio que já me preparo pra aceitar caso eu não goste pela primeira vez hahah E esse ano de novo não foi o caso. O EP todo é foda. A faixa que mais curto é “Less Than”. Vida longa ao NIN.

Laura Marling“Nouel”
Camila Mazzini (Garotas no Poder): Voz e melodias encantadoras se unem nessa garota super talentosa e jovem. É muito gostoso de ouvir e de ver.

Arcade Fire“Electric Blue”
Ian Veiga (Der Baum): Pessoalmente esperei muito pelo lançamento do álbum “Everything Now” do Arcade Fire. Depois de toda pirotecnia no lançamento, que teve até sites de notícias fake que a própria banda fez para “vazar” o álbum antes da estreia mundial (risos), no fim pra mim decepcionou, sendo que metade do álbum não me interessou muito. Mas além da faixa que leva o nome do álbum o som “Eletric Blue” que canta sobre a luz que os smartphones emite é incrível. Com uma voz quase angelical e alcance impossível de atingir, a base que me lembrou muito Ton Ton Club a junção das referencias é incrível e apaixonante.

Priests“Lelia 20”
Bruno Trchmnn (Leila): Amo tudo aqui, as guitarras, a voz, as letras (que geralmente eu nem ligo) e é dançante, de um jeito meio B’52’s, sei lá, é agressivo e acolhedor. Queria tocar nessa banda. Ouvi milhares de vezes.

John Maus“The Combine”
André Luiz Souza Silva (Fita): Pra mim a melhor música internacional do ano é “The Combine” do John Maus, porque junto do clipe, a música cria uma atmosfera muito foda. Quando ouvi, queria muito ter sido eu a pessoa que compôs. É um som foda. Épico.

Secret Sisters“Tennessee River Runs Low”
Gabriel Serapicos (Serapicos): Duo vocal feminino bem no estilo country americano. Melodias e harmonias de cortar o coração.

The New Respects“Money”
Tânia Seles (Sopa Alternativa): The New Respects é a nova banda para ficar de olho nos próximos anos. O grupo faz um blues-rock de respeito, a música “Money” fala das armadilhas do dinheiro fácil. E dinheiro é uma coisa que estamos precisando no momento.

Aborted Tortoise“Responsabilities”
Paula Holanda (Crush em Hi-Fi): Eu ouvi muitos lançamentos em 2017 — entre EPs e LPs, posso dizer seguramente que foram mais de 50 — e, sem dúvida alguma, o disco de estreia do Aborted Tortoise, homônimo, foi o melhor deles. “Responsabilities” é seu ápice, por mostrar o melhor dos vários lados da banda
(punk, garage, surf) em uma única faixa. Influenciados pelos célebres Ramones, Black FlagStooges, além de ícones do “lado B” como Sonics, Mummies e Dick Dale (tem como isso dar errado?), os australianos têm também dois EPs em sua discografia.

Ian Sweet“If You’re Crying”
Alinne Anno (Chuchu): Se eu tivesse um disco deles, teria gasto, riscado, com respingo de tinta… Ian Sweet em “If You’re Crying”. Gosto muito do primeiro EP, que leva o mesmo nome da banda, por completo, só que essa música em especial veio com algumas coisas que se desfizeram, por muita teimosia e falta de comunicação, e não no momento que rolaram as tretas, mas quando as coisas fizeram sentido na minha cabeça tempos depois. Fala muito também da minha amizade com o Steve, Moblins, e nossa casa, do meu relacionamento com a família… É uma música sobre relacionamentos próximo, que foi uma das pautas principais desse ano. É esse ano foi treta (risos).

Bjork“The Gate”
Lúcia Vulcano (Pata): Tudo o que a Bjork faz me encanta.

Kasabian“You’re In Love With a Psycho”
Matheus Krempel (The Bombers): O Kasabian com seu disco novo e em especial com essa musica, me ganharam desde os primeiros acordes. Rock com batidas dançantes estreitando os limites entre os gêneros.

Kadavar“Die Baby Die”
Bruno Agnoletti (Dum Brothers): Essa musica eu achei foda desde a primeira vez que ouvir os caras mandam muito.

The Darkness“All the Pretty Girls”
Dan Menezes (Vênus Café): Ano estranho, onde todas as minhas bandas favoritas lançaram álbum, mas todos os álbuns foram uma bosta. O único que se salvou foi o do fabuloso Darkness, com essa canção rápida, divertida e old-fashioned. Ou seja, Darkness.

King Gizzard and the Lizard Wizard“Rattlesnake”
Julito Cavalcante (Bike): É a banda do ano no mundo, lançaram 4 discos, fizeram inúmeras turnês, tem um selo e um festival itinerante na Austrália. É a banda que mais trampa.
Bacalhau (Monstros do Ula Ula): Ouvi esse riff e fiquei hipnotizado.

Salsa Big Band“Nadie Sabe”
Cristiano Vicente (Crasso Records): Do disco que levou o Grammy Latino do ano mas parece que veio de outra época. Nem só de “Despacito” vivem os latinos, mas esse ano, o Salsa Big Band mostrou que o brasileiro “nadie sabe” sobre seus vizinhos…

Liam Gallagher – “For What It’s Worth”
Amauri Eugênio Jr. (Yahoo Brasil): Liam Gallagher dispensa qualquer tipo de apresentação, pompa e circunstância. Assim como nos últimos anos, ele atraiu os holofotes graças às intermináveis brigas e desentendimentos com Noel Gallagher – ele ter colocado um fã para descascar batatas como uma provocação ao irmão, que incluiu sons de tesouras em seu novo trabalho, foi o ápice cômico e galhofeiro dessa história. Mas quando ele decide entrar em estúdio, o resultado é muito bom. O álbum “As You Were” e a faixa “For What It’s Worth”, em particular, são grandes exemplos disso. A música em questão chega a remeter os fãs do Oasis ao auge da banda, mas por causa do DNA de Liam – é algo próximo do que seria o Beady Eye se tivesse melhor sorte. Em defesa do Gallagher caçula, suas intenções musicais foram boas, ao menos. Os fãs reconhecem que a demora e a galhofa valeram a pena no fim das contas.

IAMX “Hysteria”
Bruno Romani (S.E.T.I.): Na minha opinião, Chris Corner, a mente por trás do IAMX, é um dos artistas mais subestimados dos últimos 15 anos. Esse ano, ele resolveu lançar um disco instrumental, no qual valoriza todo o seu trampo com bases eletrônicas. Li por aí que ele criou um disco de techno do inferno. Concordo plenamente. É dark, melancólico, esquisito. E tudo isso é feito sem ele dizer uma única palavra. Gênio. Escolhi esse som para representar o disco, mas poderia ser qualquer uma das 13 faixas.

Courtney Barnett & Kurt Vile – “Over Everything”
Paloma Vasconcellos (LuvBugs): Escolhi a da Courtney & Kurt Vile porque além de já ser fã da carreira dos dois, nesse trabalho juntos, eles conseguiram alcançar um patamar lindo de sutileza e timbres tão perfeitos que ao ouvir a gente reconhece bem a individualidade de cada um ainda mantida.

Hanson“I Was Born”
Ingrid Natalie (Female Rock Squad): Meu lado noventista e saudosista indica a banda Hanson como um dos destaques de 2017. Os irmãos Isaac, Taylor e Zac lançaram no início do ano o single “I Was Born” que encanta com a sua letra positiva e melodia agitada. O vídeo da música já conta com mais de 1 milhão de visualizações no Youtube.

Chicano Batman“Freedom Is Free”
Lara Aufranc: Eu ouvi esse disco compulsivamente esse ano. Essa é a música título. Gosto muito das texturas no som dessa banda. É despretensioso, criativo, vale a pena conhecer.

Partner“Comfort Zone”
Dija Dijones (Penhasco, Chabad, Loyal Gun, O Apátrida): Escolher essa foi bastante difícil, há muitas opções, mas vou ficar com este duo canadense por vários motivos: porque eu sou muito fã de bom pop com guitarras e isto não é lá algo fácil de se fazer; e porque não dá para resistir a uma banda que se descreve como parte banda, parte diário adolescente e 100% queer. Juntar estes elementos e fazer um tremendo disco de estreia não é para quaisquer umas ou uns. Para mim, estas garotas foram das melhores novidades que ouvi da gringa neste ano.

Robert Plant“The May Queen”
Victor José (Antiprisma/Crush em Hi-Fi): Gostaria de ter selecionado alguma banda nova, mas neste caso Plant prova mais uma vez que é um cara foda sem ajuda da gigantesca sombra do Led, e isso nem Page conseguiu. “The May Queen”, faixa que abre o ótimo “Carry Fire”, é um folk totalmente renovado, moderno, com peso e um monte de texturas interessantes. Vale a pena.

Wolf Alice“Don’t Delete The Kisses”
Helder Sampedro (RockALT/Crush em Hi-Fi): Eis uma música que ficou na minha cabeça por muito tempo, o vocal da Ellie Rowsell é angelical nesse som e dá um clima surreal a essa faixa. Esse porém é mais um som que engana, o álbum tem músicas carregadas de peso e energia que deixam qualquer roqueirão no chinelo. Uma das bandas que mais se destacou pra mim no cenário internacional.

Paramore“Rose Colored Boy”
Micaela Alvariza (Micadélica): Além de ser parte de um álbum que considero muito bacana e uma grande surpresa do Paramore, consegue ser um popzinho um pouquinho mais profundo e complicadinho em sua melodia ainda chiclete, que tô ató sentindo um pouco de saudades depois de passar anos escutando coisas mais simples e chicletes. Também porque curto muito a estética dos anos 80, então meio que sou o público target (risos).

Kendrick Lamar“HUMBLE”
Bruna Manfre (Shelter): Não se deixe enganar pelo título, que de “humble” essa música do Kendrick Lamar não tem nada. Ela é o centro de um álbum todo muito bem construído (e com uma veia pop maior, se comparado com os demais de sua discografia) e fez o rapper disparar para o topo das paradas por um bom tempo. Mas talvez o que tenha me pego mesmo é a linha de piano.

King Gizzard and the Lizard Wizard“Flying Microtonal Banana”
Pedro Pastoriz: Dessa banda de nome difícil que eu tive que recorrer ao site wikipedia para escrever (King Gizzard and the Lizard Wizard), também é imprevisível e interessante. Os caras mudaram as afinações das guitarras, foram a algum luthier em alguma quebrada de Melbourne pra recolocar os trastes no lugar e as músicas tem essas escalas microtonais. Até a metade do disco parece tudo desafinado na real, mas é autêntico. Você ouve duas vezes o disco e quando vai ouvir outra coisa parece que tudo fica meio afinadinho demais, meio natalino. “Nuclear Fusion” é uma baita faixa. Essa banda deve ser um exemplo para novas bandas que pensam muito para acertar na escolha do nome, esqueçam! Se for bom as pessoas acham.

Mac DeMarco“Still Beating”
Pedro Vivas (Crush em Hi-Fi): Um álbum em que Mac dialoga mais com a esfera familiar, com os conflitos vividos com o pai e com os tradicionais sintetizadores e instrumentalidade que produzem um som espetacular. “Still Beating”, em especial, é uma das minhas favoritas do disco. Uma das melhores músicas de 2017 na gringa, que gruda na mente, e que se destacou na minha memória entre tantas outras que poderiam merecer menção.

Benjamim Clementine“God Save The Jungle”
Yannick aka Afrosamurai: Benjamim Clementine é um artista único, honesto e extremamente sentimental, ouço todos os dias, queria ser ele por um dia (risos)”

Gov’t Mule“Stone Cold Rage”
Lennon Fernandes: Sem segredo. Timbres clássicos em 2017. Uma aula de seis minutos. Guitarra, baixo, bateria e hammond em perfeita sintonia.

Manchester Orchestra “The Gold”
Otavio Cardoso (Carinae): É uma banda que a gente acompanha há algum tempo. Essa música tem um andamento diferente do comum 4/4. O que mais chamou a atenção foi a presença dos acordes vocais, que fizeram essa música se destacar e se tornar um dos lançamentos mais legais desse ano, dentro dessa proposta de som.

Bjork“Utopia”
Ana Maria Nakaza (Azoofa): Antes, uma confissão: em 2017 a quantidade de música nacional ouvida por aqui foi exponencialmente maior do que a de lançamentos internacionais. Escolhemos a Letrux em 2 minutos e levamos 2 semanas para escolher uma internacional, e finalmente a escolha foi para uma outra mulher, a Björk com a música “Utopia’, tema do seu último álbum de mesmo nome.

Grizzly Bear“Neighbors”
Enzo Marco Di Berardo (Crush em Hi-Fi): Definitivamente 2017 foi o ano do Grizzly Bear com o lançamento de seu aclamado disco “Painted Ruins”. O nível de popularidade dos norte-americanos certamente ultrapassou as
expectativas da banda quando eles se depararam, em agosto, com um enorme outdoor no prédio do Spotify, na cidade de Toronto, divulgando seu novo trabalho de estúdio. Segundo uma publicação do quarteto em seu perfil no Instagram “Nós nunca estivemos em um outdoor”. Não à toa, as paisagens sonoras contidas em “Neighbors” – single do disco que ganhou um belo videoclipe — , sintetiza a evolução sonora do grupo em relação ao álbum antecessor, “Shields” (2012). “Neighbors” é densa e composta por um começo orquestrado seguido de uma camada de vozes em coro. O que traz uma atmosfera celeste à música. A bateria fragmentada aliada a guitarra de Daniel Rossen — que possui um timbre acústico característico — , serve de cama para as viagens psicodélicas dos sintetizadores. Os backing vocais do refrão passeiam pela música de forma intrínseca. Texturas únicas e mudanças de tempo fazem parte da canção que vai do pop ao folk. Lembre-se, quando estiver disposto a conhecer o som do Grizzly Bear, a audição de “Neighbors” é obrigatória.

John Carpenter“The Thing”
Bárbara Ribeiro (Crush em Hi-Fi): O trabalho de John Carpenter em trilhas sonoras aos longos dos anos é abismal e este ano saiu a bela coletânea
“John Carpenter – Anthology: Movie Themes 1974 – 1998”
. Sua turnê deveria vir ao Brasil.

Queens of Stone Age“Villains of Circumstance”
Rodrigo Reis (Crush em Hi-Fi): Música que fecha um álbum bom, de uma banda boa, capitaneada por, ao que tudo indica um idiota, que curiosamente se diz “vilão das circunstâncias”. Talvez a música que mais represente esse ano de 2017.

Arcade Fire“Everything Now”
Cainan Willy (Pacóvios): Eles ficaram um tempão sem novidades, dai lançaram um disco novo que destoa totalmente da discografia. Valorizo essa coragem em inovar, é um registro bem dançante e funciona maravilhosamente bem ao vivo.

Descendents“Who We Are”
Fernando Sanches (CPM22/O Inimigo): Além de eles serem a minha banda favorita da vida, quando vieram aqui no ano passado conversamos muito sobre política e alguns meses depois veio essa música. Acho que de alguma forma contar o que nós sentimos sobre toda a onda Trump inspirou eles.

Circus Devils“Do The Nixon”
Alê Lima (Aletrix): Excelente primeiro single do álbum de despedida do Circus Devils, seu 14. Impressionavam a cada lançamento pelas composições e também pelo sempre notável aprimoramento na produção. É uma pena o fim da banda, o Circus Devils era uma união de mentes brilhantes. A voz, a letra e a forma como as guitarras se comunicam são meus destaques preferidos em “Do the Nixon”.

Jonwayne“Afraid of Us” (feat. Zeroh)
Flavio Juliano (FingerFingerrr): 2017 passou tão rápido e foi tão intenso que tive que lembrar o que saiu e o que ouvi. Foi mais rápido que 2016, acho que pra muita gente! Vou colocar uma descoberta recente que não paro de ouvir. Essa música do Jonwayne não é revolucionária, mas é feel-good e me ajuda a refletir sobre umas coisas na minha vida. Nesses momentos intensos no mundo, curto ouvir coisas que me jogam de volta para mim mesmo. A simplicidade do beat e a letra biográfica é perfeito pra isso.

Skating Polly feat. Louise Post and Nina Gordon “Louder In Outer Space”
João Pedro Ramos (Crush em Hi-Fi): Uma das bandas mais legais que eu descobri graças ao blog e que não cansa de surpreender. As irmãs do Skating Polly agora contam com o irmão na bateria e fizeram esse belo EP em parceria com Louise Post e Nina Gordon (do Veruca Salt). Essa é a primeira música do álbum e já começa maravilhosamente bem. Ano que vem tem disco novo!

Lâmina mostra que o movimento riot grrrl continua com os dois pés na porta no disco “Manifest”

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foto: Vini Bock

Graças à Kathleen Hannah e seu Bikini Kill o quarteto Lâmina surgiu. A banda coloca para fora seus ideais e protestos, falando sobre feminismo, política e questões sociais em suas letras e discurso. As principais influências, além da banda que simboliza o movimento riot grrrl, são L7, Runaways, Babes In Toyland, Sonic Youth e Nirvana. Em meados de 2003, Pryka Almeida (vocal) e Thais Regina (guitarra) começaram o grupo, que se estabilizou na formação atual em 2005, com Dailla Facchini no baixo e Vanessa Ribeiro na bateria. Em 2008, o quarteto entrou em hiato, voltando em 2014 e gravando 2 anos depois seu primeiro EP, “Roll”.

Neste ano lançaram mais um trabalho, “Manifest”, com sete músicas, iniciado com uma gravação no estúdio Family Mob durante o Converse Rubber Tracks e finalizado com uma nova gravação em um estúdio por canal realizada ao vivo e masterizadas por Hugo Silva. Agora, a banda prepara clipes para as músicas “Entertain You” e “Magazines” e a gravação de 5 outras músicas que já estão prontas. Conversei com a vocalista Pryka sobre a carreira da banda, sua ideologia, o disco “Manifest” e os planos para o futuro:

– Como começou a banda?

Por volta dos 13 anos, quando eu comecei minhas primeiras aulas de bateria, formei a banda Princesas Podres com colegas da escola e amigas do prédio, mas a banda não durou muito. Já começando a frequentar festivais e shows, queria muito montar uma banda que participasse dos rolês que eu curtia. Em 2003, juntamos um pessoal para fazer um som na Choque Cultural (que na época ainda estava virando a Choque Cultural. Ensaiávamos lá pois o Jotape, filho dos donos, tinha uma bateria) entre amigos, cada um tocando um instrumento, eu ainda na bateria, e mais ou menos alguns possíveis integrantes pra virar Lâmina. Nessa jam, em um momento assumi o microfone em alguma música do Bikini Kill, e eu nem nunca tinha cantado (risos). Mas todos insistiram que eu tinha que cantar também, porque a minha voz tinha tudo a ver com as músicas que queria fazer. Já tínhamos uma vocalista, então ficamos com duas, eu e a Livia. Daí nosso amigo Henrique assumiu a bateria. Tínhamos a Giuliana no baixo e Pedro e Renata nas guitarras. Uma big band (risos)!

– E de onde surgiu o nome Lâmina? Aliás, adorei o nome Princesas Podres!

Olha, não sei direito, viu (risos). Mas como eu estava atrás de nomes com a pegada punk, me veio Lâmina como algo que cortasse , que ferisse a sociedade sabe? Tipo mostrando as verdades (risos). E sim! Quem sabe um dia remonto uma banda com esse nome!

– Quais são as principais influências da Lâmina? (Além do Bikini Kill, que quase que foi a força propulsora, né.)

Sim, Bikini Kill foi o princípio de tudo (risos). Mas tem muito de Babes in Toyland, Lunachicks, L7, Runaways, Nirvana (que foi onde eu cheguei no Bikini Kill).

– Vocês já tem um trabalho lançado, é isso mesmo?

Isso, levou anos! Mas saiu finalmente nosso primeiro CD, “Manifest”.

– Me conta mais sobre ele!

Quando a banda voltou a se reunir em 2014, o intuito era gravar um CD, mas mil coisas rolaram e não conseguimos. Daí em 2016 conseguimos um dia de estúdio no Family Mob através da Converse Rubber Tracks. Como fazia parte da “promoção”, essa parte durou 1 dia de gravação, que nos rendeu 3 músicas: “My Air”, “How About” e “8 de Março”. Lançamos como o EP e corremos atrás pra gravar mais músicas para poder completar e fazer um CD. Daí só em abril desse ano conseguimos uma graninha pra fazer uma gravação que “cabia no nosso bolso” ao vivo e por canal. Gravamos mais 9 músicas, porém a qualidade que o estúdio nos entregou mixada não foi satisfatória, o que fez com que selecionássemos 4 músicas para o engenheiro musical Hugo Silva, da Family Mob, finalizar. Então tem mais 5 músicas aqui na gaveta pra assim que tivermos uma graninha extra finalizarmos.

– Opa! E o que pode adiantar sobre essas 5 músicas que ainda vão sair?

Temos 3 músicas antigas e 2 músicas que fizemos nesse nosso retorno. Mas elas são tocadas nos shows sempre.

– E como estão sendo os shows? Como está sendo a recepção desse trabalho?

Eu tive um imprevisto que foi quebrar o tornozelo, o que nos deixou de molho já tem 3 meses. Mas que também foram necessários pras meninas da banda que estão em trabalhos de conclusão de curso ou na correria de trampo de fim de ano. Como ainda não tô 100% estamos preferindo esperar um pouco… Porque não adianta, na hora da música a gente se empolga, pula… E pra quem quebrou tornozelo agora não é uma boa (risos). E nós mesmo não temos a proposta de fazer muitos shows quando voltamos, pois com os outros afazeres da vida, embola um pouco tudo. Deixamos o lançamento ser um tanto mais orgânico, mas está tendo um alcance bacana, as próprias meninas inseridas no riot grrrl nos ajudam a divulgar e isso vai fazendo o CD chegar pro nosso público.

– Como você vê essa ascensão conservadora e misógina que tem acontecido nos últimos tempos?

A gente fica chocada como as coisas não vão pra frente. Eu comecei com banda em 2003, tem bandas com integrantes mulheres que tão na estrada antes disso e que não pararam de tocar e ainda assim a gente sofre preconceito. O rock é mega machista, começando no rótulo de colocar mulher como groupie. Mas tamo aí sempre mostrando que a mulher pode ser protagonista da história e que a música não é esse bicho de 7 cabeças. É foda ser chamada pra evento e se tem banda de cara, ter que estudar as outras bandas e o público, porque a gente não quer ir em lugar pra passar raiva e ser a minoria que é apedrejada e sacaneada, sabe. Acho super válido tocar em festivais que não sejam só de minas, mas a gente sabe que tem rolês que pode ser que vá pra passar dor de cabeça.

Pryka Almeida, do Lâmina
foto: Bruno Dicolla

– Essa luta feminina na música permanece forte faz tempo. Dá pra ver que nos últimos tempos, mesmo com todo esse povo misógino, a luta tá sendo ganha cada vez mais, não? ?

Tá super! Hoje em dia temos muita banda com mulheres, uma super diversificada. Lá atrás, quando comecei, tinha bastante banda, mas sempre as mesmas. Hoje a gente faz festival e dá uma super diversificada no line up, isso é incrível. Muita menina tocando e aprendendo a tocar. Hoje em dia tem o Girls Rock Camp também, que faz esse movimento se fortalecer e tanto voluntárias quanto campistas se empoderarem.

– Quais os próximos passos da banda?

Nós estamos com 2 roteiros de vídeos mais ou menos prontos que gostaríamos de filmar e esse CDzinho que dá continuidade pra lançar, mas não temos nem prazo pra isso, tudo no papel ainda.

– Clipes do primeiro disco?

Isso! Tem dias músicas desse cd que tão com roteirinhos sendo trabalhados, a “Entertain You” e “Magazines”. Vamos ver se vai rolar sair do papel, né. Mas a ideia é que role!

– Recomende bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

Tem a Charlotte Matou Um Cara e In Venus que estão com CDs recém lançados. O The Biggs de Sorocaba que tá faz tempo na estrada, que faz um rockão maravilhoso. A Bloody Mary Una Chica Band, que toca sozinha bateria, guitarra e ainda canta. Katze Sound de Curitiba. Miêta de BH, que faz um rockão maravilhoso. Las Fantásticas Pupés da Argentina que faz um som psycho/garagem sensacional.
Ema Stoned que faz um som experimental incrível. Ah, tem a Weedra também, que é a junção da banda Wee com a Hidra, das antigas, e voltou a tocar após uns 10 anos parada. E tem muito mais (risos), então desculpa, que não ter banda com mulheres não existe!

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Ricardo Drago, da Mutante Radio

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Ricardo Drago (?)

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Ricardo Drago, o cabeça por trás da sensacional Mutante Rádio, onde o Crush em Hi-Fi e mais uma porrada de gente fina têm programas. Ouça! www.mutanteradio.com

Rodrigo Short“Lista Negra”
A gente lê e ouve tanta gente sendo chamado de mestre que é foda! Mas o Mestre Rodrigo Short não brinca: o cara produz, canta, rima, inventa. A velocidade do raciocínio não nasceu ontem! espero que ele saia  da Dalaranjaaocaos e voe muito alto. É rap, claro, mas é muito mais música bem feita do que um gênero musical! Apenas ouça essa canção com calma.

Vigárioz Crod Alien“SePoco”
Esses caras são foda! Você nunca sabe como será a próxima música, mas te garanto: será foda. Você nunca sabe quem vai cantar a próxima música, mas você tem certeza que você cantar junto. Vai dançar no beat, pirar nas mesmas viagens intergalaticamente mutantes que eles vão mandar. Não perca um evento com essa trupe muito perto de você! Só espero que eles não esperem a estrada chegar até aqui, construam a estrada!

Beer“Porque És Una Mierda”
Da grande e incrível cena de Curitiba que nunca parou e nunca pára. Esqueçam os rótulos, você ficará dias pra encontrar e ouvir tudo que esse produtor, músico e gênio criou e já disponibilizou no mundo. Em banda ou solo, produzindo ou viajando, vai atrás, ouve o cara e entenda… Desculpe, não precisa entender!

Derrota“Em Vão”
Instrumental, barulhento, intenso, cheio de guitarras. Podia ser só mais um banda instrumental, mas você vai ouvir de novo. Gravaram pouco, troca de formações sempre complicam a vida… Mas a força das canções compensa, nada impede a Derrota! E só porque são uma banda instrumental o único video disponibilizado tem um cantante! É a vida!

Eletro Doméstico“Reine Sobre Mim”
“Não Leve a Mal”, “Mil Músicas”, “Reine Sobre Mim”, “O Perdedor”, “Deixa Pra Trás”, “Garoto Perdido”, “Eu Tenho Todos os Dias”, “O Amor Manda Sinais”, “Eterna Canção”. Agora me conta: quantos artistas você conhece que tem uma fileira de hits assim, um atrás do outro? vai lá e ouve!

25 discos brasileiros sensacionais que infelizmente ainda não estão no Spotify

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O Crush em Hi-Fi é um dos Embaixadores Spotify e a gente adora encher nosso perfil por lá de playlists de tudo que é jeito. Mas, infelizmente, muitas bandas, artistas e selos ainda não se renderam ao mundo do streaming e não subiram suas obras nos mais diversos serviços que existem por aí. Uma pena, ainda mais pra nós, que adoramos criar playlists. Pois bem: resolvemos criar uma lista de 25 (e olha que poderiam ser muitos mais!) discos muito bons que deveriam (e precisam) estar nos serviços de streaming mas por enquanto ainda não podem ser encontrados por lá. Bandas e artistas citados nesse post, se puderem, resolvam isso, seus fãs clamam!

1 – Cordel do Fogo Encantado – “Cordel do Fogo Encantado” (2001)
Houve uma época em 2001 em que os shows do Cordel do Fogo Encantado era uma verdadeira febre entre a juventude que pirava no manguebit e nas misturas de estilos. A doideira de Lirinha e o show frenético eram lotados e todo mundo queria ir. Pois é, quem tem saudade dessa época ainda não tem nas plataformas de streaming os discos de 2001, auto-intitulado, nem “O Palhaço do Circo Sem Futuro”, de 2002, ou “Morte e Vida Stanley”, seu último trabalho. Quem se habilita a subir lá?

2 – Thee Butchers’ Orchestra“Golden Hits By Thee Butchers’ Orchestra” (2003)
Lançado pela Thirteen Records, o disco alavancou o trio Thee Butchers’ Orchestra às posições mais altas da música independente de São Paulo na época. Os shows não deixavam ninguém ileso: uma porrada sonora inigualável com o mais puro barulho.

3 – Retrofoguetes“Ativer Retrofoguetes!” (2003)
O Retrofoguetes surgiu após o fim dos geniais Dead Billies, e o disco de estreia do grupo foi esse, cheio de surf music de qualidade lançado pela Monstro Discos.

4 – Soutien Xiita“Cantando pra Subir” (1999)
Em 1999 a Tamborete lançava o disco do Soutien Xiita, uma porrada violenta e gritada com aquela cara de anos 90 que só as bandas dos anos 90 possuem mesmo. Letras em inglês e aquela tosquice proposital deliciosa.

5 – Graforreia Xilarmônica“Coisa de Louco II” (1995)
Não dá pra entender como os discos de uma banda tão icônica quanto a Graforreia Xilarmônica ainda não estão disponíveis nos serviços de streaming. Não faz sentido os usuários não terem acesso a músicas como “Bagaceiro Chinelão”, “Minha Picardia” e o clássico dos clássicos do Sul “Amigo Punk”.

6 – Os Cascavelletes“Os Cascavelletes” (1989)
Outra ausência gaúcha sentida quando a gente vai usar o Spotify são os seminais Cascavelletes e suas letras cheias de malandragem fuderenga e o velho duplo sentido. O primeiro disco da banda tem sons inesquecíveis como “Morte Por Tesão”, “Menstruada” e “Ugagogobabagô”.

7 – Killing Chainsaw“Killing Chainsaw” (1992)
O rock alternativo brasileiros dos anos 90 tem entre seus grandes clássicos indiscutíveis o disco de estreia do Killing Chainsaw, de Piracicaba, com uma linda capa do filme “Akira”. Essa banda merece ser ouvida, compartilhada, conhecida, reconhecida, espalhada, adorada.

8 – Ack“Play” (1998)
O Ack lançou “Play” no final dos anos 90, um disco recheado de punk rock com ótimas melodias. O álbum conta com o quase hit “Michael J. Fox” e participações de BNegão e Henrike, do Blind Pigs.

9 – Walverdes“90°” (2000)
Num momento em que o rock em português se reerguia, o Walverdes mandou um discaço em “90°” com muita fúria e ajudou a levantar mais a cena gaúcha da época.

10 – Arthur Franquini“When Loneliness Fucks You Up” (2004)
Arthur Franquini era muito mais do que o primeiro baterista dos Forgotten Boys: era um baita compositor, como o disco “When Loneliness Fucks You Up” pode contestar. Saudades, Arthur.

11 – The Maybees“The Maybees” (1998)
O Maybees é a banda que depois veio a se tornar o Ludov. Na época de Maybees o som era mais calcado no guitar noventista com letras em inglês em músicas que não fariam feio em selos incensados americanos.

12 – Stratopumas“Singles” (2006)
Eu lembro bastante de ver o Stratopumas em um dos comerciais que mostrava bandas independentes lá na Mtv. No comercial, eles eram os que melhor emulavam coisas como The Strokes. No disco “Singles” dá pra ver que eram muito mais que isso, mas que sabiam, sim, usar o garage rock revival a seu favor.

13 – Faichecleres“Indecente, Imoral e Sem Vergonha” (2004)
O trio gaúcho, junto com Cachorro Grande, era habituée das casas de show da Rua Augusta no meio dos anos 2000, além de estarem em alta rotação nos circuitos do rock independente. Hoje andam meio sumidos, mas músicas como “Aninha Sem Tesão” e “Ela Só Quer Me Ter” lembram bastante os bons tempos do rock do Sul nos anos 80.

14 – Arrigo Barnabé“Clara Crocodilo” (1980)
COMO ASSIM um dos maiores discos da Vanguarda Paulistana não está disponível nos serviços de streaming? Isso é praticamente um sacrilégio musical. Além desse, álbuns como “Gigante Negão” e tantos outros merecem ser colocados por lá.

15 – Premeditando o Breque“Premeditando o Breque” (1981)
Falando em Vanguarda Paulistana, e esta pérola do bom humor musical? É difícil saber que não temos lindas pérolas musicais como “Brigando Na Lua”, a deliciosa e indigesta “Feijoada Total” e “Fim de Semana” pra ouvir em nossos streaming e colocar em nossas playlists…

16 – Walter Franco“Revolver” (1975)
Esse disco de 1975 é um absoluto clássico da música brasileira e conta com uma de minhas músicas preferidas de todos os tempos do rock nacional, “Feito Gente”, som que foi emulado meio sem querer muitos anos depois pelos Arctic Monkeys em “Do I Wanna Know”. Pois é, visionário o Walter Franco.

17 – Os Lobos“Miragem” (1971)
Descobri esse discaço por acaso! Formado por Dalto e Cristina (voz), Ronaldo (guitarra), Cássio (guitarra), Fábio (teclados), Francisco (baixo) e Cláudio (bateria) no início da década de 1970, Os Lobos faziam um delicioso rock psicodélico nos moldes dos Mutantes!

18 – Sonic Disruptor“Poppers” (1996)
O filho único de uma das grandes bandas de guitar brasileiras saiu em 1996 e é um dos melhores exemplares de shoegaze brasileiro feito com perfeição, com sons como “Plastic Sunny Car”, “Angel Wheels” e “Sweet Cool (Acid Test)”. O disco foi produzido pelo querido Kid Vinil.

19 – Muzzarelas“Maledetos” (2005)
Em 2005, a maior banda de punk rock queijeiro e cervejista da região metropolitana de Campinas resolveu que era a hora de lançar um disco de covers. Mas não qualquer covers: são versões alucinadas de grandes bandas do underground como Línguachula, Acmme, Happy Cow, Tube Screamers e diversas outras (que também mereciam estar nos serviços de streaming, aliás).

20 – Linguachula“Linguachula” (1995)
Já que falamos na banda no disco dos Muzzarelas, eu repito: cadê o Linguachula no Spotify e seus concorrentes, hein? Esse disco de 1995 é incrível!

21 – RAPadura  – “Fita Embolada do Engenho” (2010)
Chico Science ficaria orgulhoso em ver esse rap autenticamente nordestino misturando ritmos e trazendo um rap com embolada, coco e muito mais. Infelizmente, nada do cearense RAPadura (ou RAPadura Xique Chico) está no Spotify. Merece seu espaço, porque é sensacional.

22 – Peter Perfeito“Funk Rock Nervoso” (1995)
O terceiro disco da banda que contava com ninguém menos que Tom Capone como guitarrista tem hardcore, tem ska, tem aquela cara incrível de anos 90 e tem que ser disponibilizado nas redes de streaming o mais rápido possível.

23 – Squaws“O Jogo Vai Virar” (1998)
O Squaws era a “próxima banda a estourar” que nunca estourou. Na época, era indicada por várias revistas e críticos musicais como uma banda que misturava rock e rap e que entraria na lista de sucessos como Planet Hemp e Raimundos. Pois é, não rolou, mas ficou o disco “O Jogo Vai Virar”, que ainda não está no Spotify. Cadê?

24 – Mestre Ambrósio“Mestre Ambrósio” (1996)
Em 1996 o manguebit começava a ganhar o Brasil e o disco do Mestre Ambrósio é uma das melhores obras que misturava tudo que tinha de ritmos brasileiros como forró, embolada e maracatu com rock e saía com um trabalho inesquecível. Passava bastante na Mtv Brasil (que saudades, meu Deus) e “Se Zé Limeira Sambasse Maracatu” chegou a ser um hit menor da época.

25 – Virna Lisi“O Que Diriam Os Vizinhos?” (1996)
Falando em Mtv Brasil dos anos 90, lembra de como passava o clipe de “Eu Quero Essa Mulher”, que chegou a ser indicado ao VMB? Se você era da época, com certeza lembra do Virna Lisi. Baita banda. Cadê esse disco lá nos streaming, pessoal? Cadê?