5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo pela atriz Laura Rodrigo, do Canal da Ashley

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Laura Rodrigo
Laura Rodrigo

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje a convidada é Laura Rodrigo, atriz, humorista e criadora do Canal da Ashley no Youtube.

“Sou argentina. Bom, na verdade a minha mãe é, portanto metade de mim é argentina. Minha infância e boa parte da minha adolescência foi um Buenos Aires. Tenho FASCÍNIO por músicas em espanhol e principalmente as argentinas, da América do Sul em geral…. Isso dito, simbora pra alguns cantores que em seus países são conhecidos mas aposto que você não conhece!”

Fito Paez“El Amor Después Del Amor”
Esse é meu cantor preferido da vida! Conheci ele com 12 anos, passando férias em Pinamar, com a música “Mariposa Tecnicolor” e me apaixonei. Vou em todos os shows dele no Brasil. Não concordo com as posições políticas dele, mas dane-se. O cara é um poeta. Essa musica é bem rock pop anos 90:

Jorge Drexler“Todo Se Transforma”
Esse cantor uruguaio maravilhoooosoooo ficou famoso ao ganhar o Oscar por “Al Otro Lado Del Rio”, mas essa música incrível poucos brasileiros conhecem:

Juan Manuel Serrat y Joaquin Sabina – A la orilla de la chimenea
Esses 2 ícones espanhóis (e eu sei que a Espanha não fica na América do Sul, mas fazem muito sucesso na Argentina) se juntaram numa turnê e cantaram as músicas mais lindas do mundo. entre elas essa que se eu escutar 10 vezes seguidas vou chorar as 10 vezes:

Diego Torres“Sueños”
Sim! Ele é super comercial mas eu adooooroooo! Suas musicas me contagiam muito! Essa musica o cantor argentino canta com a mexicana Julieta Venegas. Olha que delícia:

Rosana“Sin Miedo”
Também espanhola e deve ter gente que conhece a música “A Fuego Lento” dessa mesma cantora. Mas essa musica “Sin Miedo” é um reggaezinho que me motiva! Dá vontade de dançar!

Cantarolando “Novo Tempo” (1980), o bilhete premiado perdido de Ivan Lins

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Ivan Lins Novo Tempo

Já começo o Cantarolando de hoje esclarecendo que, pessoalmente, eu não consigo gostar de Ivan Lins, talvez por influência do meu pai, que sempre demonstrou antipatia e certa irritação por ele.

Mesmo sabendo que ele é um dos grandes compositores brasileiros, autor de diversos hits da MPB, trilhas de novelas e de reconhecimento internacional. Além dos artistas brasileiros, teve suas músicas interpretadas por grandes nomes gringos como Sarah Vaughan e Ella Fitzgerald – aliás, não tem nada que a Ella Fitzgerald cante que não fique bom, até em português esquisito.

A canção “Novo Tempo” bombou nas rádios brasileiras no ano de seu lançamento, em 1980. Com uma letra daquelas da leva de possíveis trilhas sonoras para o movimento pró-democracia, no contexto da cada vez mais decadente – mas ainda presente – ditadura militar, “Novo Tempo” dá um tom esperançoso para os jovens ouvintes.

Porém, independentemente da letra, a canção tem um tremendo apelo pop. Tanto que chamou a atenção dos ouvidos de Quincy Jones, o então produtor do Michael Jackson. Jones, ao se deparar com as linhas melódicas, sentimentais e grudentas de “Novo Tempo”, entrou em contato com Ivan Lins para que sua composição pudesse fazer parte do repertório do novo disco solo do Michael Jackson. No caso, para fazer parte do álbum que viria a ser, até hoje, o disco mais vendido de toda a história da humanidade, “Thriller (1982)”.

A partir daí, travou-se meses de negociações jurídicas. Como acontece muito comumente em contratos de cessão de direitos autorais, a proposta era leonina – abusiva, exageradamente desproporcional. Coisa de 90% para eles e 10% para o autor. Hoje sabemos, até que não seria nada mal, financeiramente, embolsar 10% dos royalties de uma faixa do “Thriller”, sem contar a visibilidade que daria para Ivan como compositor. Mas, em 1980, Michael Jackson apesar de já ser grande, ainda não era MICHAEL JACKSON, o ícone, o rei do pop, o artista em escala estratosférica em termos de sucesso e popularidade.

Como sabemos, a canção acabou não entrando para o “Thriller”, que acabou sendo lançado antes mesmo de as longas negociações terem sido encerradas.

A parceria entre Quincy Jones e Michael Jackson rendeu três discos brilhantes – e talvez os mais importantes – da carreira solo de Michael Jackson, “Off The Wall (1979)”, “Thriller” e “Bad (1987)”. Porém, Jones sempre foi um grande admirador da música brasileira, e acabou ajudando Ivan Lins a ingressar no mercado internacional de qualquer forma, quando gravou as canções “Dinorah Dinorah” e “Love Dance” no disco do cantor e guitarrista de soul George Benson, o qual estava produzindo, chamado “Give Me The Night (1980)”. Esse disco alcançou bastante sucesso nos EUA.

Enfim, gostando ou não, tenho que reconhecer a qualidade das composições do Ivan Lins, inclusive do seu vocal. Mas agora só resta a curiosidade eterna de como teria sido a versão de Novo Tempo no Thriller – acredito eu, muito mais interessante do que a original. O próprio Ivan Lins admite que, caso tivesse aceitado o contrato, possivelmente ele estaria morando em algum paraíso como as Ilhas Fiji, desfrutando de sua fortuna. Termino com uma citação de meu pai sobre o assunto: “Se ele tivesse aceitado, todos ficariam felizes: ele, o Michael Jackson e eu, que não teria que aguentar tanto Ivan Lins no rádio”.

O Grande Grupo Viajante mostra versatilidade dançante com mensagens fortes no disco “Todas As Cores”

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O Grande Grupo Viajante
O Grande Grupo Viajante

Os nove membros d’O Grande Grupo Viajante estão em festa: em setembro lançaram o disco “Todas As Cores”, gravado no estúdio C4, no Bixiga, com produção de Zé Victor Torelli. O álbum anda recebendo muitos elogios por sua diversidade de estilos, criatividade e letras engajadas em diversos assuntos importantes como problemas sociais, habitação, machismo, homofobia e tantos outros.

Formada por Bruno Sanches (guitarra e voz), Stela Nesrine (sax e voz), Érico Alencastro (baixo), Leonardo Schons (teclado), Bruno Trindade (percussão e voz), Celso Rey (bateria), Larissa Oliveira (trompete) e Gustavo Godoy (percussão), a banda costuma se apresentar pelas ruas de SP, frente a frente com o público, algo que contribuiu bastante para que o som da banda continuasse evoluindo com o tempo. Em 2015, lançaram seu primeiro EP, “O Caminho É o Mar”, com 5 músicas, que vendeu cerca de 3.000 cópias durante as apresentações pelas ruas. “Acho que nós nos tornamos uma banda muito mais de ao vivo e muito mais da rua do que da casa de show. A rua foi onde nos sentimos mais confortáveis, então pudemos ter muitas experiências lindas tocando na rua”, explica Bruno Sanches.

– Primeiramente, me fala mais do disco que cês acabaram de lançar!

Então, esse é nosso primeiro disco, e é um disco construído ao longo de 2 anos tocando na rua. Então ele reflete muito as situações que vimos e vivemos na rua, principalmente a troca maravilhosa que tivemos com as pessoas.
É um disco mais coletivo do que os outros dois EPs que tínhamos lançado: tem composições minhas, da Stela Nesrine e do Bruno Trindade. Os arranjos foram feitos a maioria em grupo.

– E como essa interação com o público fez parte do disco?

Acho que nós nos tornamos uma banda muito mais de ao vivo e muito mais da rua do que da casa de show. A rua foi onde nos sentimos mais confortáveis, então pudemos ter muitas experiências lindas tocando na rua. As pessoas emocionadas com nosso trabalho… São várias historias, isso fez com que nossas composições refletissem muito do que vivemos na rua. E baseada nas pessoas que cruzaram nosso caminho também. A gente sentiu a necessidade de falar de alguns temas da cidade que tivemos contato tocando na rua, problemas sociais, de habitação, machismo, homofobia etc.

– Por falar nisso, me fala um pouco sobre as letras desse trabalho. Vocês resolveram fazer algo mais puxado pro lado político e social da música, né?

É, então… Cada música conta uma historinha e fala sobre um tema, a gente tentou colocar temas que fizessem as pessoas refletirem e saírem da zona de conforto. Achamos importante o artista ser porta voz da mudança que quer no mundo, por isso a escolha de colocar esses temas em algumas letras.

– Me fala algumas músicas que você considera como destaques do disco.

Essa é difícil, hein. Se eu fosse aconselhar alguém, eu diria pra ouvir o disco todo e na ordem, porque só assim ele faz o sentido que a gente pensou. O disco é como um livro. Mas acho que “Malagueta”, “Sistema de Canudos”, “Africa Mãe” e “Persona” são boas pra ouvir e entender a versatilidade da banda.

– Falando nisso, a banda tem 9 integrantes, então acho que versatilidade é algo natural, né. Como vocês fazem para compor com tanta gente participando? Como é o processo?

As letras são feitas por mim, Stela e Brunão. Às vezes um desses três chega com a música meio pronta, mas tem vezes que chega apenas com a ideia, então a gente senta e vai tentando colocar a ideia da pessoa em pratica, o arranjo é sempre respeitando a ideia do compositor. Também fizemos algumas coisas em duplas, eu e Brunão, Eu e a Stela, por exemplo… Tem uma música que foi feita com um cantor amigo nosso do Congo, Leonardo Matumona. Como era uma musica que falava do continente africano, convidamos ele pra compor e gravar conosco.

O Grande Grupo Viajante

– Como a banda começou? Já começou com essa formação enorme?

Então, na verdade da formação atual eu sou o único da original (risos). O projeto era uma ideia minha, teve uma primeira formação que lançou um EP em 2013, mas depois acabou se desfazendo. No final de 2014 eu consegui juntar uma parte dessa turma que está agora, eram Érico (baixo), Léo (teclado) e a Stela (sax e voz) e o Marco na bateria, que depois acabou saindo também. Com essa formação pequena, gravamos outro EP, lançado em 2015, chamado “O Caminho é o Mar”. Aí ao longo de 2015 e 2016 entraram o Brunão (percussâo e voz), o Celso (bateria), Larissa (trompete) e o Gustavo (percussão). O Mike (guitarra) entrou em 2015, ficou com a gente até gravar o disco, mas depois de gravar decidiu seguir outro caminho.

– E como vocês veem a cena independente hoje em dia? Como tá pra vocês?

Olha, a cena tá quentíssima. Linda demais. Temos tantos amigos que admiramos e vendo o crescimento de tantas bandas merecidamente, isso empolga e nos deixa muito felizes. Nós estamos caminhando naturalmente, o primeiro disco é um marco para o crescimento. A gente espera viajar mais e espalhar muito nossa musica

– Como vocês definiriam o som d’O Grande Grupo Viajante?

Cara, é um som brasileiro com pitadas latinas e africanas, mas principalmente é um som multicultural e plural, pensado em fazer o publico dançar, amar e refletir sobre o mundo.

– Aliás, no começo do ano saiu um clipe com a presença de um monte de gente da cena, né. Como foi isso? Quem aparece no clipe?

Sim, então fizemos o clipe de “Obra de Miró”, que está no disco. A gente convidou um monte gente pra embarcar no espírito da musica, que é dançar do jeito que se sentir bem. De migos e migas famosos tivemos o Samuca (Samuca e a Selva), Paula Cavalciuk, o Gomes (Francisco El Hombre), João Perreka, a Camilla e Leo da Molodoys, o Jonata (DJ Obá), e tivemos a participação de mais vários amigos e amigas queridos demais que soltaram o rebolado.

– E como é essa integração entre as bandas da cena independente? Rola bem ou você acha que podia rolar mais?

Rola legal, pelo menos com a galera que temos contato é sempre ótimo. Já fomos pro RJ e nos hospedamos com os amigos da Astrovenga, já recebemos várias bandas em casa também… Rola muito essa troca de hospedagem e show. Participações também e shows conjuntos sempre rolam. Acho que a cena independente, pelo menos a que a gente faz parte, principalmente das bandas de rua, tantos amigos que sempre nos indicam pra trampos e nos ajudam sempre que podem. A Picanha de Chernobill por exemplo é uma banda muito amiga nossa que já nos indicou pra trampos e já fizemos alguns shows juntos, é sempre um prazer, pois admiramos muito eles. Tivemos a oportunidade também de ter participação do Jairo Pereira (Alafia) e da Ekena em nossos shows e foi lindo demais, são 2 artistas que admiramos demais.

– Quais são os próximos passos da banda?

Estamos fazendo shows de lançamento. Os próximas são em Paranapiacaba, dia 13/10 e BH, 14/11. Mês que vem lançaremos um live de coisa fina.

– Recomende bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

Nossa temos sorte de ter amigos talentosos e inspiradores ao nosso redor e são tantos que fica difícil citar todos, mas acho que vocês não podem deixar de conhecer: Picanha de Chernobill, Molodoys, Paula Cavalciuk, Samuca e a Selva, Ekena, Molodoys, Rocartê, Alafia, João Perreka e os Alambiques, Newen (Chile), Astrovenga, Uiu Lopes, Bruno Lima… Ah, tem muitos outros, teria que ficar falando até amanhã!

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo pelo cantor e compositor Berg Menezes

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Berg Menezes
Berg Menezes

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje o convidado é o cantor e compositor Berg Menezes.

Mutemath“Typical”
“Kra, o som dos kras é pop, contemporâneo mas sem perder o lado indie e eu sou completamente apaixonado pela forma como a bateria tem destaque nessa banda… sensa!”

Fusile“Bad Blood”
“A Fusile garimpei faz tempo: Banda brasileira, soando gringa-latina, pesada, vibrante, levanta-bundas!”

Violins“OK OK”
“A banda brasileira que mais acho foda! Já estiveram em lista da Rolling Stone e essa canção é um hino pós 2000 pra mim”.

André Abujamra“Elevador”

“Esse cara é um gênio das trilhas nacionais de cinema, puta compositor e essa é uma daquelas canções que eu queria ter escrito. Muita gente conhece mas quem não conhece precisa… Urgente!”

Capotes Pretos na Terra Marfim“O Que Você Espera?”

“O que dizer quando você vê o trabalho dos seus brothers e simplesmente chora? Made in Ceará”.

Audiometria: Achei fácil dar uma chance ao Jota Quest em “De Volta Ao Planeta” (1998)

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Jota Quest De Volta Ao Planeta

Xingar o Jota Quest é fácil, extremamente fácil. Mesmo antes da internet dividir tudo em um Fla x Flu em todo e qualquer assunto, já era “cool” falar mal da banda mineira, que apesar de fazer um enorme sucesso no mundo pop, sempre foi vista com desdém pelos “roqueiros” e os “apreciadores da boa música”. Porque será? A resposta é simples: o Jota Quest é pop até o caroço, e isso incomoda até quem gosta do estilo de som funk/soul que eles têm como base para suas músicas. Além disso, temos o fator Rogério Flausino, que sempre recebe duras críticas à sua performance vocal. Mas será que é tão ruim assim?

Na Audiometria de hoje, vou ouvir um disco do Jota Quest para desvendar se toda essa enxurrada de críticas e piadinhas se justifica. Afinal, já ouvi de mais de um amigo meu que trabalha com música frases como “O Jota Quest é legal, se você ouvir sem preconceito” e muitos elogios à cozinha da banda, com PJ no baixo e Paulinho Fonseca na bateria. Escolhi ouvir e analisar “De Volta Ao Planeta”, de 1998, segundo disco do grupo, simplesmente porque gostei da capa com alusão ao filme “O Planeta dos Macacos” antes mesmo de qualquer remake chegar aos cinemas. Bom, vamos lá… Play.

A primeira faixa dá nome ao disco e começa com um clima meio Red Hot Chili Peppers de ser, o que faz sentido, já que as duas bandas usam a mistura de funk e rock em sua fórmula. Porém, os mineiros jogam uns “na na na na” e deixam tudo mais pop que uma lata de Coca Cola sendo aberta. A letra politizada mistura algo meio “Todos Estão Surdos” com a revolta brazuca de sempre. É, a cozinha realmente é melhor que de muito restaurante gourmet por aí, e apesar do pouco alcance vocal do Flausino, não dá pra dizer que o rapaz não se esforça em empolgação.

A segunda faixa é “Sempre Assim”, que continua a festança funky pop. Não vou negar que gosto dessa música desde os anos 90 e dei uma reboladinha na cadeira. A letra é meio bobinha e dentro que se espera de uma banda de pop rock e tem o sempre irritante “everybody say yeah/everybody say wow”, que só funciona em show, mesmo, mas ainda assim que acho bem bacaninha. Você mesmo que xinga o Jota Quest: duvido ouvir essa sem ao menos bater o pezinho no ritmo. Du-vi-do. Não sei de onde as pessoas tiram que o que é pop necessariamente é algo ruim. Se atinge tanta gente com tanto sucesso, algo de bom deve ter ali, não? Sei lá. Enfim, vamos para a próxima.

Sabe uma coisa que me irrita, agora que começou “Tudo É Você”? O Jota Quest tem um bom baterista e mesmo assim investia (pelo menos nesse disco) na mesma batidinha repetida em loop em muitas de suas músicas. É meio um reflexo dos anos 90, que aquela levadinha de bateria de “You Learn” da Alanis Morrissette era usada em umas 50 músicas. Cansa, né.

Acho que não preciso comentar muito sobre “Fácil”, né? A música é o que qualquer um espera de um som pop e a própria letra brinca com a simplicidade que uma canção dessas precisa ter. Só agora fui prestar atenção na linha de baixo do PJ, bem trabalhada e construindo uma cama para toda a estrutura do negócio. Extremamente fácil, mas também extremamente eficaz.

Esse tecladinho no começo de “35” chega a ser engraçado de tão datado que é. Ela dá um quê de “He-Man” do Trem da Alegria para a música, que seria bem mais bacana sem esse noventismo. As guitarrinhas funky do Marco Túlio funcionam bem, mesmo com a letra bobinha de Heleno Loyola. Se tirasse o tal do teclado, essa poderia ser a minha preferida do disco (Desculpa, Márcio Buzelin, nada pessoal). Por enquanto continuo na dúvida entre as duas primeiras. Vamos em frente.

“Qualquer Dia Desses” é uma versão para “One Of Those Days”, do Marvin Gaye. Como não dá pra melhorar Marvin Gaye, vamos dizer que é uma versão respeitosa e bem noventista. O baixão comendo solto com pedal é bem bacana, e o coral na hora do refrão ficou bem bacana. Nada que chegue perto da original, mas acho que a própria banda sabe que não dá pra fazer algo que chegue próximo de Marvin Gaye, né?

“Tão Bem” (versão do hit de Lulu Santos) chega com a intro mais noventista de todas, mas cara… Se eu disser que esse comecinho me lembra algo que o Gorillaz poderia ter feito, vocês vão me crucificar? Bom, aí entra o Flausino fazendo um semi-rap e dá uma estragada, porque o instrumental tá bem bacana, acho que é o melhor do disco até agora. Gostei muito. Só achei estranho jogar duas covers assim, na sequência… Normalmente povo dá uma espalhada, né, mineirada?

“Nega da Hora” é bem funkão pesado oitentista com uma guitarrinha safada à la Chili Peppers e o baixão comendo solto. Mark Ronson ficaria orgulhoso dessa, inclusive, viu. Desculpem os odiadores do Jota Quest, mas essa aqui funcionaria muito bem no meio de uma discotecagem com Daft Punk e Nile Rodgers. Uma das melhores, na minha opinião, até agora. Ah, e adorei o teclado dessa na mesma medida que detestei em “35”. A quebra instrumental antes do final da música mostra bem a competência da banda no funk.

Mais um hit: “O Vento” é bem mais soul que todo o resto do disco junto, numa pegada meio Hyldon ou Cassiano. Lógico que a voz do Flausino não chega nem perto da dos dois, mas até que funciona aqui (tem até um agudinho tímido lá no meio). O arranjo de cordas ficou bem bonito junto com o piano do Buzelin. Aliás, uma música só com voz, piano e cordas chegar ao topo das paradas de sucesso é algo muito legal. Tá, os haters vão dizer que é “brega”, “cafona” e tal, mas… Fazer o quê, né? Haters gonna hate, como diria Taylor Swift.

Fechando o disco com um bom instrumental, “Loucas Tardes de Domingo” traz metais e backing vocals e um pouco de slap de baixo pra trazer um outro lado do funk para o álbum. Não gruda tanto na cabeça quanto várias outras que passaram, mas é interessante.

Ouvindo o disco com atenção, fiquei ainda mais encucado quanto ao extremo ódio das pessoas pelo Jota Quest e sua obra. Será pelo trabalho ser o mais pop possível? Talvez seja a voz de Flausino? As letras simples, básicas e extremamente fáceis? O comercial da Fanta? A amizade com Aécio Neves? Não sei. Só sei que me diverti mais do que esperava ouvindo “De Volta Ao Planeta”, lembrei que adoro “Sempre Assim” e ainda ganhei uma nova música preferida da banda mineira, “Nega da Hora”. Ou seja: saldo positivo pra mim. Que os odiadores continuem odiando, já que gostam tanto de fazer isso…

“Esquina Paulistana” apresenta a pluralidade da música de São Paulo

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O que esperar de um show que reúne em seu repertório canções de nomes como Cólera, Katinguelê, Itamar Assumpção, Rita Lee e Mamonas Assassinas? O projeto Esquina Paulistana, realizado no recém-inaugurado Sesc 24 de Maio, uniu diversos estilos e referências em sua primeira edição.

Com uma big band acompanhando e sendo apresentada logo no inicio, Maurício Pereira comandou o show contando sobre a ideia do projeto e apresentando seus convidados. Vocalistas tão distintos, mas que cantaram a cidade de São Paulo com a mesma empolgação.

Tulipa Ruiz abriu os trabalhos interpretando “Prezadíssimos Ouvintes” de Itamar Assumpção e recebendo Thaíde para um dueto sensacional. Paulo Miklos surgiu e interpretou “A Praça”, sucesso de Ronnie Von, mas antes dividiu suas memórias com a plateia, contou que quando criança achava que a música se referia a Praça Marechal Deodoro, era a referência de praça que tinha, pois passou a infância brincando nos tanques de areia do local.

Suzana Salles, de longe a mais animada do show, entrou cantando “Marvada Pinga”, clássico da saudosa Inezita Barroso e contagiou a plateia, um pouco tímida de inicio. Clemente, vocalista da banda Inocentes, completou o time. Com todos no palco, o clima era de descontração, rendeu até uma piada usando como referência a Escolinha do Professor Raimundo, já que todos aguardavam sentados na lateral do palco para interpretarem suas canções.

Tulipa Ruiz e Maurício Pereira fizeram um dueto inusitado interpretando “Recado À Minha Amada”, sucesso do grupo de pagode Katinguelê. Teve até coreografia embalada por Suzana e Clemente. Nesse ponto a plateia já estava contagiada e entrou no clima. Não faltaram braços balançando, principalmente ao cantarem “Não se vá” de Jane e Herondy. O punk rock se fez presente com a ótima versão de “Polícia” das Mercenárias, interpretada com convicção por Suzana Salles.

O ótimo bis ficou por conta de “Pelados em Santos”, grande sucesso da banda Mamonas Assassinas, talvez o nome que melhor represente a pluralidade musical existente em São Paulo.

A primeira edição do Esquina Paulistana cumpriu o papel e deixou abertura para futuras edições. Porém, por se tratar de um repertório especial, seria interessante que as músicas interpretadas fossem as mesmas relacionadas no programa entregue na entrada do show. “São Paulo” do 365 e “Não Existe Amor em SP” do Criolo, estavam listadas, não foram interpretadas e alimentaram a deixa para a continuidade do projeto.

Vale destacar o novo horário de shows criado pelo Sesc 24 de Maio: meio-dia. Perfeito para quem trabalha no Centro da cidade e deseja curtir a hora do almoço de forma diferente. Que esse horário permaneça e continue trazendo boas opções.

Construindo Geo: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da cantora

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Construindo Geo

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a cantora Geo, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Kimbra“Rescue Him”
A Kimbra é uma cantora neozelandesa que eu acompanho desde o primeiro álbum, mas esse último “The Golden Echo” tá ridículo de bom. Nos inspiramos bastante nos sintetizadores e arpeggios.

Sevdaliza“Hero”
Conheci a Sevdaliza uns dois anos atrás. Ela é israelense e além da voz e da experimentação que ela traz pra música pop, também me inspiro nela em alguns visuais e no palco também.

Roupa Nova“A Viagem”
Tanto eu quanto todo mundo que trabalhou na produção do EP é muito fã de Roupa Nova! (Risos) Nos inspiramos bastante nas harmonias de voz deles.

Sade“Cherish The Day”
Sade maravilhosa demais, a mulher perfeita. Essa track resume bem a vibe de balada que a gente quis trazer em uma faixa do EP em especial.

Tove Lo“True Disaster”
Eu fiquei viciada nesse álbum “Lady Wood” da Tove Lo o começo do ano inteirinho, gosto muito das letras mais ousadas e dessa influência dos anos 80 que ela trouxe nas baterias e nos synths.

Bishop Briggs“Dead Man’s Arms”
A Bishop Briggs é uma menina que eu acompanho desde o primeiro single! A voz dela tem uma potência fudida e ela mistura muito R&B e soul na levada pop/hip-hop que ela faz. Me influencia desde meu primeiro single.

Stromae“Ave Cesaria”
Sou MUITO fã do Stromae. Eu sempre acompanhei desde o “Alors On Danse”, mas fiquei mais fã ainda na época que morei na França. Eu amo muito esse último disco “Racine Carrée”, foi por causa dele que eu comecei a ter mais curiosidade sobre produção de música eletrônica e comecei a aprender o básico de DAW’s.

Rita Lee“Mania de Você”
A Rita Lee é minha maior inspiração feminina brasileira. Sobre essa música em especial, a harmonia e os arranjos são uma delícia. Nós fazemos até uma versão dela ao vivo!

Qinho“Fullgás”
Eu conheci o Qinho em 2015 ouvindo o álbum “Ímpar” e amei de cara. Ele é um carioca que já misturou vários estilos, mas que lançou esse último EP só de versões da Marina, trazendo esse revival dos anos 80 brasileiro que aparece um pouco no meu EP também.

Daft Punk“Face To Face”
Clássica demais essa track de 2001. Somos fãs demais de Daft Punk, especialmente o Guilherme (Mobilesuit) que produziu o EP todo.

FKA Twigs“Pendulum”
Formada na escola de Bjorkeiras, a FKA Twigs faz um som bem intimista e cheio de FX e modulagem de vozes, coisas que usamos no nosso som também.

Imagination“Just An Illusion”
Essa aqui inspirou muito pelos synths, especialmente os de baixo!

Black Atlass“Jewels”
Outro exemplo de pop alternativo, o Black Atlass é canadense que faz um R&B que também traz sintetizadores mais ácidos.

Kate Bush“Running Up That Hill”
A gente gosta da Kate Bush porque ela é doida. Além do 80’s, é uma inspiração feminina muito forte, até mesmo pro palco.

Lana Del Rey“Yayo”
Eu sou muito fã da Lana Del Rey e acho que ouvir o trabalho dela me deixou mais a vontade de explorar e testar meu próprio jeito de cantar. Trabalhar minha voz em notas mais graves e brincar com a garganta sem ter medo.

Radiohead“Everything In Its Right Place”
Radiohead é minha banda favorita, e é lógico que a gente traz muito das pessoas que a gente respeita no nosso som autoral. Essa track em especial eu escolhi pela bagunça e pelos timbres. Conversa muito com todas as faixas do EP.

MAI LAN“Pas D’amour”
A MAI LAN é uma cantora franco-vietnamita. Conheci ela esse ano por indicação de uns amigos franceses e ela inspirou muito uma vibe mais intimista e minimalista com essa música.

Blank Banshee“Sandclock”
Blank Banshee é um produtor canadense que explora muito a vibe do vaporwave. Foi uma grande inspiração pra toda a equipe de produção pela ambientação e pelos timbres que usam.

Trentemoller“Take Me Into Your Skin”
O Trentemoller é um produtor e multi-instrumentista dinamarquês. O som dele é chill, minimal, mas também traz muitas coisas de synthwave.  

Portishead“Roads”
Classiqueiras demais, Portishead inspirou muito pelo próprio trip-hop, pela voz mais arrastada da Beth Gibbons e toda a vibe downbeat.

“Good Times” virou “Rapper’s Delight” e se transformou em “2345Meia78”, “Aserejé” e “Ragatanga”

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O Chic é uma das bandas mais importantes da era disco. Criada pelo super guitarrista Nile Rogers e pelo baixista Bernard Edwards em 1975, o grupo criou vários hinos como “Le Freak” e “Good Times”. No ano de 1979, o trio Sugarhill Gang resolveu usar “Good Times” como base para “Rapper’s Delight”, com um detalhe interessante: ambas as músicas foram lançadas em 1979. A música também virou um hit, chamando a atenção de Rogers e Edwards, que entraram com um processo judicial e ganharam a co-autoria da música.

Com uma letra gigante, que poderia servir inclusive como capítulo de um livro, e 14 minutos na versão original, “Rapper’s Delight” foi um sucesso tão grande que continuou servindo como base para muitas músicas, sendo sampleada por artistas como Gabriel o Pensador, em 2345Meia78″, e virando base para uma língua inventada em 2002 pelo trio de irmãs Las Ketchup em “Aserejé”, também conhecida como “The Ketchup Song”.

A letra de “Aserejé” é muito bem humorada, e conta a história de Diego, uma pessoa nascida na Espanha, que não sabe nada de inglês, tipo a Sol do BBB, esperando sua música preferida na balada. No refrão das Ketchup, o rapaz cantarola “Aserejé, ja deje dejebe tude jebere / Sebiunouba majabi an de bugui an de buididipí” ao invés de “I said a hip hop / Hippie to the hippie / The hip, hip a hop, and you don’t stop, a rock it out / Bubba to the bang bang boogie, boobie to the boogie / To the rhythm of the boogie the beat.” Quem nunca?

No Brasil, a música ganhou uma versão “em portunhol” feita em conjunto com as meninas do Rouge, com o nome de “Ragatanga”, e também foi sucesso absoluto. Essa versão ajudou inclusive a impulsionar as vendas das Ketchup!

André Whoong e Falso Coral se apresentam essa quarta no projeto Sônico do Teatro Sérgio Cardoso

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O Teatro Sérgio Cardoso, da Secretaria da Cultura do Estado, lançou na semana passada o projeto Sônico, voltado às bandas autorais independentes. As próximas atrações do projeto, que acontece às quartas a partir das 22h no mezanino do teatro, são André Whoong e Falso Coral. Os ingressos custam R$ 20,00.

O projeto Sônico tem como objetivo ampliar os espaços para artistas autorais do cenário independente brasileiro e incentivar sua produção. Com o fechamento de icônicos espaços com palcos tradicionalmente ocupados por esses artistas, o Teatro Sérgio Cardoso abre suas portas para abrigá-los.

Às quartas o mezanino do teatro recebe apresentações de bandas de rock, indie, projetos experimentais e outras vertentes do cenário. Os shows acontecem às 22h. No dia 27, encerrando a programação do mês de setembro, o projeto recebe a banda psicodélica Bike.

O Sônico continua em outubro, com apresentação das bandas Medulla (dia 04), a dobradinha de Phillip Nutt com a cantora Geo (dia 11), Explain Away e Comodoro (dia 18) e encerrando com Magüerbes e Running Like Lions (dia 25).

TEATRO SÉRGIO CARDOSO
Sônico com André Whoong e Falso Coral
20 de setembro, quarta-feira, às 22h
Mezanino Capacidade: 150 pessoas
Rua Rui Barbosa, 153, Bixiga – São Paulo
(11) 3882-8080 R$ 20,00

Coloque seu blazer com ombreiras e volte aos anos 80 com estes remixes de sucessos atuais

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Esses dias, nas minhas andanças pelo Youtube, me deparei com um remix que se dizia “80’s” para “Numb”, do Linkin Park. Ouvi e achei incrível como conseguiram transportar a banda para os anos 80 e encaixaram tudo direitinho. Parecia que o grupo fazia parte da década de 80 e poderia tranquilamente fazer parte da trilha sonora de “Miami Vice”:

Mas, como todo mundo sabe, a internet não me permite não ir atrás de mais. Descobri que quem fez esse remix foi um DJ chamado Jerry Galeries, e é claro que eu fiz questão de entrar no canal dele no Youtube para encontrar mais pérolas do tipo. Lá, apareceram versões neon piscantes de “Bad Liar”, da Selena Gomez, e “Shape Of You”, de Ed Sheeran, que ficou simplesmente sensacional:

Eu deveria ter parado por aí? Talvez. Mas ao assistir à versão 80s do ruivo, apareceram mais vídeos dos chamados “80s remix” nos vídeos relacionados, abrindo pra mim um mundo novo de oitentismo desenfreado. O próximo DJ que me chamou a atenção nesse estilo foi o TRONICBOX, que se especializa principalmente neste tipo de mixagem de hits atuais. Lá deu pra fazer a festa: remixes de “Love Me Harder” do The Weeknd, “Cool For The Summer” da Demi Lovato, “Perfect Illusion” e “Bad Romance” de Lady Gaga, “Somebody That I Used To Know” do Gotye, “Firework” da Katy Perry, “What Do You Mean” do Justin Bieber e muito mais. O melhor são as capas dos vídeos, com montagens oitentistas dos artistas remixados. As roupas de aeróbica, mullets e ombreiras são hilários.

Fuçando, soube que o DJ canadense é um dos precursores dessa moda, que é algo meio brincadeira e meio um descontentamento com os rumos da música pop hoje em dia. Os sites E! Music e SpinOrBinMusic chamaram os remixes de “obras de arte” e o RetroSpin chama as versões de “hinos retrô”.

Outro DJ que aposta na nostalgia dos oitenta é o Dubspillaz, do Reino Unido, que faz remixes inacreditáveis de “Starboy” e “I Feel It Coming” de The Weeknd e mostra que ele pode parecer ainda mais com o ídolo Michael Jackson, além de versões para “Moves Like Jagger” do Maroon 5, “This Is What You Came For” de Calvin Harris e “Lush Life”, da Zara Larsson, além de “Just The Way You Are” de Bruno Mars que parece saída diretamente da trilha de “O Último Americano Virgem”:

Recomendo a todos que curtirem estes remixes continuem procurando, pois tem mais um monte de músicas do tipo no Youtube, com DJs como LovProd, Saint-Laurent e David Lo Pan. Além disso, um apelo aos DJs brasileiros: por favor, façam remixes oitentistas de sucessos do pop atual brasileiro? Quero muito ouvir a versão Xou da Xuxa de “Paradinha” e uma coisa meio Kid Abelha para “Hoje” da Ludmilla. Alguém se habilita?