Construindo Giovanna Moraes: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da cantora

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a cantora Giovanna Moraes, que está trabalhando atualmente seu mais recente disco, ‘Àchromatics’

“20 músicas que inspiraram ‘Àchromatics’? Queria ter mais do que só 20! É engraçado – de certa forma essas são músicas e pessoas que me inspiram ou inspiraram criativamente – algumas trago comigo desde criança da época quando não escolhia muito o que ouvir, já outras entraram em cena enquanto eu estava gravando o disco e procurando referências pra ajudar a criar meu som. Tem muitos outros sons que entraram em cena desde então – tudo é inspiração! De qualquer forma aqui vai minha tentativa”, diz.

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Ella Fitzgerald“Perdido” (“Live at Mister Kelly’s”)

Impossível não falar de Ella Fitzgerald. Amo a natureza com que ela canta, fazendo qualquer coisa parecer fácil. Essa música já escutei tanto que transcrevi o solo dela quase inteiro (risos). Tem um tom de felicidade e bom humor nela – acho impossível não sorrir ouvindo.

Esperanza Spalding“Good Lava” (“Emily’s D+ Evolution”)

Amo como a Esperanza mesclou jazz com rock nesse CD, mas, especialmente nessa musica, gosto muito dos slides vocais que ela usa. É um recurso que também utilizei no meu álbum e eu não conhecia antes de ouvi-la.

Hiatus Kayote“Molasses” (“Choose Your Weapon”)

Amo Nai Palm, acho que a voz dela incrível e essa música maravilhosa com uma pegada bem rítmica. Parece que tem uma novidade a cada compasso.

Fiona Apple“Hot Knife” (“Idler Wheel”)

Fiona arrasa, canta com uma emoção de um jeito que eu sinto o que ela quer dizer, mesmo se não escutei a letra. A música faz com que o idioma no qual ela canta não faça diferença.

Aurora“Murder Song (5, 4, 3, 2, 1)” (“All My Demons Greeting Me As A Friend”)

Admiro muito a voz da Aurora e suas linhas melódicas. Acho o trabalho dela lindo, uma referência para meu trabalho visual também. Aurora é das minhas, deixa você achar que entendeu o que está acontecendo e aí joga algo que você não esperava.

Gilberto Gil“Refazenda” (“Refazenda”)

Acredite ou não, mas acho que tem uma pegada de baião na parte C da minha canção “Dark”. Escutei muito à “Refazenda” treinando a rítmica para conseguir gravar.

Tom Zé“Toc” (“Estudando o Samba”)

Amo essa música doida. Escutando ela sinto que tem um mundo de coisas, pensamentos acontecendo em paralelo, em ciclo – variações do mesmo problema, pingando pela música até que acaba, do nada.

Gal Costa“Cultura e Civilização” (“Gal Costa”)

Adoro a Gal e sua flexibilidade vocal e acho que tem uma pegada de se arriscar no jeito que canta, adoro. Ela não tem medo de errar, porque ela sabe errar, e sabe que no erro vem algo de inédito, honesto e bonito. Acho que nesse sentido tenho algo de Gal também.

White Stripes“Seven Nation Army” (“Elephant”)

Amo White Stripes! Não é nenhum segredo (risos). Desde a estética e o “branding” do vermelho-preto-branco do Jack White, ao som e a química entre ele e Meg, me encanta a confiança de fazer um som tão grande com dois integrantes somente.

Jimi Hendrix“Foxey Lady” (“Are You Experienced”)

Amo essa música e amo Jimi. Já passei altos micos cantando e dançando essa música quando pensei que estava sozinha, rs. Para mim, Jimi tem uma pegada amarga e um som pesado, delicia, gravado em afinação 432Hz.

Patti Smith“Gloria: In Excelsis Deo” (“Horses”)

Acho a Patti incrível! Ela começa seu álbum de estreia, Horses, com essa musica, já deixando claro que ela se responsabiliza por tudo na sua vida, inclusive seus pecados. Uma mulher que canta pra caralho e que abriu mil portas mostrando que mulher pode ser e cantar do jeito que quiser. Mil brincadeiras de timbre, escuto muito como estudo.

Sepultura“Roots Bloody Roots” (“Roots”)

Eu adoro esse álbum todo – acho muito incrível a historia por trás desses brasileiros fazendo metal pesado em inglês e arrasando. Pelo que conheço da história, um deles teve um sonho tribal onde o índio chefe voltou irritado com o homem civilizado pela coisas completamente irracionais que ele fez sobre a terra. Adoro isso, de um álbum conceitual, acredito que o meu seja também. Descobri o que é “Drive Vocal” ouvindo Sepultura também.

Beach Boys“Wouldn’t It Be Nice” (“Pet Sounds”)

Falando de álbum conceitual, impossível não falar de Pet Sounds. Sinto que entendo a pegada de Brian Wilson, isso de querer usar tudo como instrumento – de fazer coisas que muitos poderiam achar estranho e feio, mas como num todo funciona de um jeito lindo.

Blondie“Hanging on the Telephone” (Blondie – Parallel Lines)

Mulher bandleader com cara de meiguinha (risos), já adorei. Foi um dos primeiros CDs que comprei, adoro sua mescla entre rock e pop.

The Runaways“Cherry Bomb” (“The Runaways”)

Meio riot grrrl, mulheres fodas, cansadas de ter que fazer o papel de menininha, quebrando tudo e ao mesmo tempo tirando um sarro. Adoro.

Talking Heads“Psycho Killer” (“Talking Heads 77”)

Gosto dessa pegada da letra, de não ser só significado, mas também uma sonorização. Um de minhas músicas também traz isso, no caso, “Dark”, onde no lugar de um “Fa Fa Fa” vem um “D-D-D”, mas com esse recurso.

Frank Zappa“The Walking Zombie Music

Sons mais experimentais e com essa pegada de improviso que eu adoro. Fora que ele é um performer maravilhoso! Gosto muito, tanto que fui ver a banda do filho dele, Zappa plays Zappa, sozinha, porque não achei ninguém pra ir comigo e me diverti pacas (acho uma delicia ir sozinha em show, aliás).

Queen“The Show Must Go On” (“Innuendo”)

Freddie Mercury não tem comparação. Gravada em um take, no final da vida dele, quando ele já estava bem mal e mesmo assim uma das músicas que ele canta com mais recursos vocais. Acho essa música treta.

Beatles“Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (“Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”)

Não só a música, o álbum como um todo redefiniu o que são os Beatles pra mim e o que é música popular. Mostrando que dá pra fazer algo complexo e conceitual, mas que ainda tenha um apelo popular ao mesmo tempo. Adoro o aspecto performático também, com o álbum sendo a peça toda.

Hermeto Paschoal“Quebrando Tudo”

Hermeto não pode faltar – meu compositor favorito! Inclusive tive o prazer de conhecê-lo enquanto estava gravando o disco em uma apresentação/bate papo dele na UNICAMP. Acho ele vital para qualquer um que tente fazer música de um jeito diferente. Para mim o Hermeto é um símbolo de inovação musical – mostra que existe muitos mais sons e instrumentos para descobrir. O projeto dele, de melodias inspiradas em sons falados, acho incrível também. Quando fui falar com ele, ele respondeu com a mesma melodia e rítmica que eu falei com ele (risos). Doidão, adoro ele.

Construindo Dolores 602: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda mineira Dolores 602, formada por Débora Ventura (voz, violão, guitarra), Camila Menezes (baixo, ukulele, voz), Isabella Figueira (bateria, gaita, escaleta) e Táskia Ferraz (guitarra, vocais)​, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Débora Ventura (voz, violão, guitarra)

Elis Regina“Quero”
Pensei muito nessa música quando fomos pra casa da Taskinha um dia cozinhar e tentar finalizar a música “Seu Azul”. Acho que está nas entrelinhas de ambas que “é simples se viver”.

Banda do Mar“Mais Ninguém”
Quando estávamos criando o arranjo de “Voo” resolvemos testar uma parte com baixo, bateria e vocal, inspirados num trecho dessa música. Combinou 🙂

Silva“A Visita”
O astral dela inspirou quando construímos juntas os arranjos de “Ponto Zen”.

Lô Borges feat. Solange Borges“Vento de Maio”
Essa música, esse disco todo (“Via Lactea”) dá uma vontade de viajar, pegar estrada. Acho que essa também é um das sensações do nosso disco.

Céu“A Nave Vai”
Adoro a psicodelia suave da Céu. De alguma forma deve influenciar, escuto todo dia. Ou quase.

Camila Menezes (baixo, ukulele, voz)

Neil Young“Harvest Moon”
A música do Neil Young que foi a inspiração de sonoridade para compor “Cartografia”.

MGMT“Electric Feel”
O frescor do MGMT, seus compassos quebrados e músicas dançantes e viajadas, como esta, sempre me inspiraram e deram o tom para as novas composições minhas no disco.

Jorge Drexler“Todo Se Transforma”
As letras poéticas do Jorge Drexler sempre me cativam. Esta, por exemplo, eu gostaria de ter feito. Tudo flui e mostra o sentimento humano muito despido e ao mesmo tempo elegante.

Espírito Pedrinho“A Manjedoura”
Foi a música que toquei no ensaio, de forma despretensiosa, e acabou empolgando as meninas da banda. O dedilhado do ukulele nela foi o gancho sonoro para a composição de “Astronauta”.

Transmissor“Bonina”
A música composta por Jennifer Souza, Leonardo Marques e Ludmila Fonseca, gravada pela banda belo-horizontina Transmissor, me dá uma sensação muito boa quando a ouço. Do seu refrão foi que tirei a inspiração para a introdução de “Cura Meu Olhar”.

Táskia Ferraz (guitarra, vocais)

Black Keys“Lonely Boy”
A sonoridade da bateria do Black Keys nesse disco (“El Camino”) como um todo foi uma referência pra gente desde o começo. Essa música especificamente foi uma grande referência de som.

Daft Punk“Get Lucky”
Gostamos tanto dessa música que tem uma pequena citação dela em uma música do disco… Não vou dizer qual é, descobre ai! (Risos)

Coldplay“Adventure of a Lifetime”
Esse timbre de guitarra e também a batida vibrante são sempre inspirações pra mim.

Maglore“Café Com Pão”
Os reverbs exagerados que usamos no disco às vezes remetem demais a essa música do Maglore, e também a letra.

Los Hermanos“O Velho e o Moço”
A gente se inspirou muito nos timbres e na levada da bateria dela na construção de “Maior”, que foi a última música que fizemos pro “Cartografia”.

Isabella Figueira (bateria, gaita, escaleta)

Vance Joy“Riptide”
Quando estávamos construindo o arranjo de Ponto Zen, ouvimos essa música e sacamos que era essa a vibe que queríamos, pra cima, pulsante, solar.

Alabama Shakes“Future People”
Eu tava ouvindo muito o disco “Sound & Color” na época que gravei as baterias de “Cartografia”. A sonoridade desse disco certamente me influenciou bastante na busca pelos timbres de batera. Gosto muito de como eles soam como banda e essa é uma das músicas preferidas.

Chico César“Estado de Poesia”
A construção do arranjo, a poesia da letra, a delicadeza das imagens que o Chico César cria nessa canção, acho tudo lindo demais. Pra mim foi uma das inspirações pra construção de “Cartografia”.

Wilco“One Wing”
É uma influência muito forte pra mim. Adoro folk e acho que o Wilco é uma das grandes referências que acabo levando pra Dolores. A construção das levadas, as nuances dos arranjos, as sacadas minimalistas, tudo isso me atrai muito no som deles.

Fleet Foxes“Ragged Wood”
Os vocais dessa música e a dinâmica dela, a levada folk, essa atmosfera que ela constrói, acho que são todos elementos presentes em muitas das nossas músicas.

A ótima série Everything Sucks! possui trilha sonora repleta de clássicos dos anos 90

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O mais recente lançamento do Netflix, a série “Everything Sucks!” chega com uma trilha sonora que joga pesado com clássicos dos anos 90. A receita com clássicos marcantes, como apresentado no filme “Guardiões da Galáxia” da Disney, pode muitas vezes fazer mais sucesso ou trazer mais atenção para a produção audiovisual. A série tem apenas uma temporada e dez episódios, que já estão disponíveis na plataforma.

O trailer já envolve com a inesquecível “Linger”, do The Cranberries e mostra os dramas de estudantes adolescentes do ensino médio, com romance e situações cômicas que trazem toda a nostalgia de uma época sem smartphones e com a internet sendo aos poucos descoberta. Assista o trailer da série:

E aqui a playlist que reúne os clássicos tão amados da época que fazem parte da série (para cantar junto se você quiser):

Reunimos uma porrada de gente pra eleger as melhores músicas nacionais e internacionais de 2017

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Chegou aquele momento do ano em que todo mundo faz suas listas, retrospectivas e tentamos eleger o que aconteceu de melhor nos últimos 365 dias. Aqui no Crush em Hi-Fi eu deixei a tarefa de escolher os grandes sons de 2017 com os próprios colaboradores do blog, músicos, jornalistas, produtores, DJs e apaixonados por música. São mais de 70 pessoas que nos contaram quais foram os grandes sons nacionais e internacionais deste conturbado ano.

Na música nacional, Tim Bernardes, Renato Godá, Molho Negro, Letrux e Far From Alaska foram os mais lembrados pelos entrevistados, enquanto King Gizzard & The Lizard Wizard, Kendrick Lamar, Bjork Liam Gallagher foram os artistas estrangeiros que mais mexeram com o coração das pessoas consultadas. Confira as escolhas e sigam as playlists dos Melhores do Ano 2017 no Spotify do Crush em Hi-Fi!

Nacionais

Luccas Carlos“Neblina”
Rashid: O Luccas é um dos artistas mais talentosos que surgiram nos últimos tempos, na minha opinião. Tem um potencial gigantesco pra bater pesado nas rádios. Gosto bastante desse som, letra boa, refrãozão, melodia da hora. Sou fã.

Jr Black“Arrendado”
Gil Mendes (Baião de Dois/Crush em Hi-Fi): A multiartista pernambucano manda nessa samba bem balançado uma crônica sobre o atual cenário do país abusando das metáforas, fazendo uma analogia de como o Brasil fosse uma grande e abandonado parque de diversões pronto para ser destruído. A faixa ainda conta com a participação de Fred 04, do Mundo Livre S/A.

NP Vocal – “Veja Bem”
Kamau: Com certeza essa é a música que mais ouvi num certo período de tempo em 2017. Veio como uma surpresa, já que conhecia o NP de vista mas não tinha ouvido ainda nada dele. O beat cabuloso do DJ Fire serviu bem pra sua narrativa entrelaçada que nitidamente remete ao Sabotage mas tem seu DNA, suas características próprias. A facilidade com que NP passa do rimado ao melódico também chamou-me bastante a atenção. Talvez não seja o melhor som em nenhuma lista mas, com certeza, deve ser ouvido por quem ainda não teve a oportunidade de fazê-lo.

Far From Alaska “Bear”
Chris Lopo (Crush em Hi-Fi): “Unlikely” soa muito diferente de seu antecessor, “ModeHuman”, mostrando uma evolução tanto na pegada quanto na produção e no vocal de Emmily Barreto. “Cobra”, a música de trabalho, é legal mas, quando chegou “Bear”, a segunda do disco, meu mundo parou. Eu fiquei, sem mentira, uma tarde inteira e amanhã do dia seguinte com essa música no repeat. Sempre que rolava o comecinho de “Flamingo” eu voltava uma faixa. Valeu a pena ter enfrentado a neve, desta vez mais perto do Alasca, para gravar com a Sylvia Massy.
Ian Veiga (Der Baum): Muita coisa de qualidade lançada e se teve algo que marcou foi o álbum do Far From Alaska, “Unlikely”. O single “Cobra” foi matador e manteve muito o estilão do primeiro álbum, mas a música “Bear” mostra a verdadeira faceta atual da banda. Com muito experimentalismo na masterização e sonoridade diferentona, o resultado é incrível e adoro quando a banda se arrisca sem medo assim.

Rimas e Melodias – “Coroação”
Mariângela Carvalho (Supernova): Tava no aguarde do debut do Rimas e assim que ouvi pela primeira vez, no final minha sensação resumida era: uma experiência ultra empoderada. Nunca poderei sentir na pele, literalmente falando, o que elas compartilham e, por isso mesmo, pra mim esse álbum veio acrescentar mais visões sobre o feminismo;  musicalmente a produção é muito fina, várias escolas do ritmo e poesia revisitadas nos 30 e poucos minutos de duração. A segunda faixa, “Coroação”, tem um tema bem forte, o refrão + coro me fazem arrepiar toda vez que ouço.

Francisco El Hombre“Triste, Louca Ou Má”
Alexandre Becker Klein (Lamusia): Acho que “Triste, Louca ou Má”, do Francisco El Hombre, devido a música ter acordes tristes e bonitos, sem falar da letra com uma importância bem grande pro público feminino.

Projeto Rivera“Zeravida”
Caike Falcão (Empire): Além de eu ter achado uma música foda, ela é muito representativa. Projeto Rivera vem em uma crescente linda, e eu consegui ver de perto a luta dos meninos. É uma banda que me orgulha e inspira, e envolve quem tá por perto. E essa música é o ponta-pé inicial do segundo disco deles, que é um novo marco na carreira da banda. O Brasil ainda vai ouvir falar muito deles.

Guilhemoso Wild – “Caos, Caos”
Douglas Mam (Douglas Mam & Os Famigerados): Indico! A letra falado tudo sobre a situação da humanidade.

Figueroas“Boneca Selvagem”
Fabrício Bizu (Psico BR) – Por trazer música pra cima e dançante como flamingos rosas em ponche psicodélico.
Alê Lima (Aletrix): Figueroas tem o vantajoso diferencial de lançar músicas viciantes. O aguardado segundo disco é contagiante e igualmente grudento. “Boneca Selvagem” é uma música para se ouvir várias vezes seguidas, suando e mexendo partes do corpo.

Arnaldo Tifu“O Rap Salva”
Carol Tavares (Jazz House): Acho difícil dizer a melhor de todas. A produção nacional está fervilhando. Muitos estilos, muita gente nova e boa. Eu sempre tive um lance secreto com rap e, trabalhando mais de perto com o Tifu, fiquei arrepiada com “O Rap Salva”. Tem força, letra e aquele pé no peito. Fica minha sugestão.

Merda“O Diabo Está Sempre Ao Meu Lado”
Daniel Ete (Muzzarelas/Drákula): A gang do Merda e suas cagadas magníficas. Em tempos de Reich evangélico nada melhor que essa bela canção sobre amizade.

Rico Dalasam – “Fogo em Mim”
Guilherme Tintel (It Pop): O Carnaval se foi, mas o fogo de Rico Dalasam não se apagou. No ano em que o pop brasileiro emplacou até hits internacionais, “Fogo em Mim” se garante pela singularidade de sua letra e batida, sob a produção de Mahal Pita, do sempre incrível BaianaSystem.

Deltafoxx “Fade Away”
Diego Veríssimo (Outro Indie): O mais recente lançamento do duo brasiliense que vem crescendo em destaque na cena independente com suas faixas originais e remixes.

Molho Negro“Escrevo Mal”
Pedro Spadoni (Cat Vids): A Molho representa bem demais a cena independente do país em tudo o que fazem, e essa música é a cara deles porque tira sarro deles mesmos e de mim e de você e de qualquer um que se meta a fazer música. Eu vejo esse tipo de proposta como um recado legal pra cena de não se levar tão a sério assim e só, sei lá, se divertir. Sem contar que o João é o cara mais legal do rock (risos).

Bike“A Montanha Sagrada”
Denão Fonseca (3 Olhos Festival): Depois de ouvir esse som, você só tem vontade de subir a montanha para ficar mais perto do céu. Hino da psicodelia moderna.

Letrux“Que Estrago”
Hanilton Medeiros (Crush em Hi-Fi): “Letrux em Noite de Climão” é de longe o melhor álbum de 2017. A canção conta a história e a experiência após um encontro entre duas mulheres. Com letra provocativa e video clipe psicodélico, “Que Estrago” é a faixa perfeita para resumir esse trabalho, premiado como “Melhor Disco do Ano” pelo Prêmio Multishow.

Preta Gil & Gal Costa “Vá Se Benzer”
Hanilton Medeiros (Crush em Hi-Fi): Preta Gil declarou em várias entrevistas a emoção que foi cantar com sua madrinha, a diva da MPB, Gal Costa. A canção tem um teor político, que foi potencializado ao ganhar um clipe manifesto, cuja repercussão na internet garantiu a colocação entre os mais vídeos no YouTube no dia de seu lançamento.

Skrotes“Procissão dos Ossos”
Michelle Mendez (Petit Mort): Melhor banda catarinense, e uma das melhores do brasil sem duvida. Admiro muito o talento dos musicos da banda e as suas composições, musica pra voar a mente, sem limites.

ProjetoNave “Revolução Humana”
Claudio Cox (Giallos): “20 Voltas” celebra os 20 anos de uma das bandas mais importantes aqui do ABC Paulista, o Projetonave. Não bastasse isso (20 ANOS caralho!), o disco também marca a volta de um dos letristas mais importantes da minha geração, um cara que me influenciou, me influencia e me influenciará para todo o sempre, Marcopablo. Escolhi uma porque não posso escolher todas. “Revolução Humana” tem uma frase que define bem essa nova fase da banda e da minha vida também: “amanhece cedo, o sol fortalece”.

Jazz Beat“Loud Owl”
Pedro H. Rabelo (Bang Bang Babies): Delta blues com punk primitivo (isso existe?). Pra mim soa desse jeito.

Quasar“Aurora”
Ari Holtz Neto (Medrar): Tem um caos espontâneo, digno de um ser humano qualquer andando desgovernado pela cidade olhando pra própria nuca. Um recorte que me fisga da produção autoral brasileira, fala comigo na poesia, na melodia, nas distorções, na impertinência e no desacerto.

Renato Godá“Longe Eu Vou”
Calvin Kilivitz (Thrills & the Chase): Quando o Goda surgiu, disseram que ele era o Tom Waits brasileiro. Com esse disco novo, ele também é o Johnny Cash brasileiro, e muito mais.

Ralo“Mais”
André Astro (O Grande Ogro): A banda de São Paulo de rock instrumental Ralo lançou esse ano o disco “Hell is Real” com a música “Mais”, tem tem um belo vídeo da produção do disco.

Hammerhead Blues“Rat”
Rê Becca Tavares: A banda paulistana Hammerhead Blues lançou seu primeiro álbum este ano e “Rat”, uma das faixas mais poderosas, ganhou um clipe sensacional para acompanhar. Rock com pegada setentista para ouvir no máximo!

Tagore“Apocalipse Jeans”
Adriano Eliezer (Pampas Deer): O Tagore só melhora na escrita e na interpretação. É uma lapa de talento. E o João Felipe Cavalcanti, como produtor e realizador da coisa sônica, tem baixos lindos, ambientações e texturas que pra mim são fora de série.

Raquel Reis“Sorte”
Ana Júlia Tolentino (Tenho Mais Discos Que Amigos): Eu esperei por um bom tempo o lançamento desse disco e ele tem uma produção visual impecável (sério, olha no canal dela)! Essa música particularmente me remete a tudo que aconteceu esse ano, 2017 foi um ano de contemplação. No trecho “No seu silêncio, eu escuto o infinito” é como se o silêncio fosse meu, também.

Tim Bernardes“Tanto Faz”
Laura Damasceno (Música Tem Vídeo): Foi a primeira música de trabalho do disco solo do Tim Bernardes e mesmo sendo lentinha, tem aquela letra chiclete à la O Terno que não sai da cabeça por nada. Além disso, chama atenção por retratar bem o Brasil de 2017, com sua população apática diante do mar de problemas políticos e sociais: “Vai ter Copa, vai ter carnaval, mas continua errado / Nada é justo ou injusto se não há justiça de fato / Tanto faz, tanto faz”. Sério, genial.
Bruna Manfre (Shelter): Em meio à apatia e escapismo atuais, Tim Bernardes trouxe seu “Tanto Faz” – música que pode ser interpretada de diversas formas, inclusive como crítica à política. O desassossego lírico, que por si só já garantiria seu posto como melhor do ano, é acompanhado por violão de cordas de aço, surdo e violinos.

Renato Godá“Chegada”
Zé Menezes (Thrills & The Chase): Simplesmente a declaração de amor mais bonita dos últimos tempos. Se não conhece, vá atrás que você não vai se arrepender.

Ludovic“Inexorcizável (Um Zumbido Ensurdecedor)”
Shamil Carlos (Stay Free): Tinha um grande medo do que viria, ainda mais por saber que o Jair passa por uma fase de vida bem diferente da época do “Idioma Morto” mas a música é foda! Letra desesperançosa e melancólica, do jeito que a gente ama.

Luedji Luna“Banho de Folhas”
Bárbara Monteiro (Wabi Sabi): Eu tô completamente apaixonada pela Luedji Luna! Ela é baiana e fica numa ponte Salvador – São Paulo. Acabou de lançar seu primeiro disco, que se chama “Um Corpo no Mundo” e é maravilhoso. Ela é compositora e tem uma voz incrível. Eu já era muito fã quando um dia, do nada, encontrei com ela num boteco em Pinheiros almoçando PF. Não resisti, tietei e ela foi tão simpática que só me fez admirar mais ainda.

Tim Bernardes“Ela”
Carolina Santos (Noize Media/Crush em Hi-Fi): O Tim já vem fazendo um trabalho excelente na banda O Terno, e agora em disco solo, denominado “Recomeçar”, lançado em setembro, pode soltar a mão em composições um pouco mais melancólicas e lindas. Ela é muito suave, quase um abraço para dias difíceis. O álbum todo é lindíssimo, um dos grandes destaques do ano.
Fernando Sanches (CPM22/O Inimigo): Porque é super simples e linda. E toda acústica, nesse mundo eletrônico, né?

Black Cold Bottles“Black Bones Blues”
Alejandro Cadena (The Ash Tre): Mesmo que a letra não fale necessariamente disso, eu sempre ouço essa música e me imagino no velho oeste, andando num cavalo rumo ao horizonte. Os vocais do Bruno Carnovale e da Larissa Lobo derretem e se misturam trazendo uma sensação de paz que se preenche com essas guitarras maravilhosas.

Yesomar“Pra Sempre”
Wendell Pivetta (Metal Etílico/Crush em Hi-Fi): Boa parte dos gigantes aqui é um resgate inovador do Rock Gaúcho da capital. Yesomar vem com o “Vol.2” de um super projeto que merece respeito e ouvidos atentos em um discão! Uma banda que faz uma correria gigante para agitar a cena da capital. Destaco a faixa “Pra Sempre” que para mim, já nasceu clássico! Firme e especial.

Negro Leo“Action Lekking A”
Uiu Lopes: Nacional foi o Negro Léo que eu sempre piro nas ideias dele e esse ano ele lançou um álbum chamado “Action Lekking A” que tá com um time pesado, vale muito a pena escutar no meio de uma multidão na Avenida Paulista ou qualquer outro lugar cheio de gente (risos).

Nevilton“Melhorar”
Millena Kreutzfeld (GDL – Tudo Sobre Música): Esperança e melancolia é o que traduz essa faixa do novo disco do Nevilton lançado recentemente. Apesar da vida caótica que a maioria leva na cidade maluca que é SP, precisamos ser conscientes com o todo pra vida melhorar e pra felicidade vir beber a estante dos vinhos que guardamos. ha-ha.

Paulo Miklos“Vou Te Encontrar”
Jéssica Mar (A Menina Que Colecionava Discos): O cantor fez um mergulho na música brasileira e lançou o que considera, de fato, seu primeiro trabalho individual na música. Gravado entre março e abril de 2017 e lançado oficialmente em agosto, veio após uma série de acontecimentos marcantes na vida do cantor (a morte de seus pais e de sua esposa, além da própria saída dos Titãs) e tem elementos de autobiografia, o álbum é um dos melhores discos brasileiros lançados esse ano.

Sepultura“Phantom Self”
Jéssica Mar (A Menina Que Colecionava Discos): Gravado na Suécia, é o primeiro álbum de estúdio da banda em mais de três anos desde “The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart” (2013), marcando a maior distância entre dois álbuns de estúdio em sua carreira. Conceito do álbum, segundo a banda: “A principal inspiração em torno de “Machine Messiah” é a robotização da sociedade hoje em dia. O conceito de uma ‘Máquina Divina’ que criou a humanidade e agora parece que este ciclo está se fechando, retornando ao ponto de partida. Nós viemos de máquinas e estamos indo de volta para de onde viemos. O Messias, quando ele voltar, vai ser um robô, ou um humanóide, nosso salvador biomecânico”.

Gagged“Cidade Sem Lugar”
Sérgio Costa (Vinyl Style): Primeiro single do álbum que saí no ano que vem. Hardcore bem tocado, bem gravado e com letras fodas (coisa que tem faltado em boa parte da nova geração de bandas dessa cena).
Não é de hoje que conheço o trabalho da Gagged e aposto muito nesse álbum que vem aí. Não é por acaso que eles vão abrir o aguardado show do Strung Out em Dezembro em São Paulo ao lado do Statues on Fire.

NDR“O Homem Comum”
Thiagones (Wiseman): Soco no estômago! Música rápida e texto agressivo, sem soar “Culto Intangível” ou “Simplista pânque”.

Pitty e Elza Soares“Na Pele”
Carol Marinho (Trilha Sonora da Carol): Como feminista, não poderia deixar de citar esse encontro entre duas mulheres que admiro muito. Elza Soares é a deusa da música brasileira e a letra elaborada da Pitty descreve não só a história de Elza mas a de muitas mulheres: “Se essas são marcas externas / Imagine as de dentro”. Imaginemos juntas!

Letrux“Ninguém Perguntou Por Você”
Siso: Letícia Novaes é pessoa gênia e isso ficou claro pra muita gente com “Letrux em Noite de Climão”. Nessa faixa, ela faz um inventário maravilhoso da intimidade de um casal imaginário, indo do romântico ao hilário sobre uma batida disco.
Lara Aufranc: Essa foi a música escolhida pra gente cantar juntas no meu show, adoro. Me identifico com a letra, que escancara as projeções. Porque às vezes só acontece na minha cabeça mesmo.
Ana Maria Nakaza (Azoofa): A gente ama a Letícia Novaes e tudo o que ela faz, seja na música ou na escrita, ela sempre tem muita coisa pra dizer. “Ninguém Perguntou Por Você” é a cara dela, mostra a potência da sua voz e o poder das palavras. Dá vontade de soltar a voz junto com ela e continuar cantarolando aquele refrão o resto do dia. Ela fez uma versão acústica no nosso live e arrasou!

Maquinamente“Voar Alto”
Crys Gonçalves (Guitar Talks): O Maquinamente colocou essa música na boca de todo mundo em 2017. Música boa, refrão pegajoso e uma qualidade vocal incrível.

Ciro e a Cidade“Lascado”
Karina Moritzen (Brasinha Discos): Ciro e a Cidade é das bandas mais impressionantes do cenário alternativo do RN. letras e melodias envolventes que te fazem sentir coisas que você nem sabia que estavam lá. Vale a pena o EP inteiro, que foi lançado no início de 2017 produzido pelos também potiguares do Mahmed.

Sudário“Baden Powell”
Karina Moritzen (Brasinha Discos): Sudário é o primeiro lançamento da Brasinha Discos. Adriano traz toda a introspectividade e sensibilidade dele e te entrega de bandeja. é como se ele te pegasse pela mão e te mostrasse o quarto dele. o disco foi produzido por Walter Nazário, e demorou anos pra sair, era uma lenda urbana na cidade. ainda bem que saiu, e foi um dos melhores lançamentos potiguares do ano.

Criolo“Menino Mimado”
Bruno Carnovale (Black Cold Bottles): O ano de 2017 nos rendeu muitas reflexões a respeito de vários momentos que o nosso país atravessa. e em “Espiral de Ilusão”, um disco tão bonito quanto inusitado, Criolo diz muito sobre o que se deveria pensar a respeito do que tem sido feito na política do Brasil.

Rincon Sapiência“A Coisa Tá Preta”
Alessandra Braz (Favorite): Para mim, o Rincon fez o melhor disco de 2017 no âmbito nacional, “Galanga Livre”. A grande sacada desse disco é falar de racismo exaltando a beleza negra essa música em específico é genial, porque ela pega uma expressão racista, que ficou conhecida por explicitar que as coisas não vão bem e troca o seu significado. Rincon canta: “Se eu te falar que a coisa tá preta, a coisa tá boa, pode acreditar”.

Boogarins“Foimal”
Sand Lêycia (Supervibe): Enfim, Boogarins é a banda nacional que mais me atrai. “Foimal” segue o tipo de composição simples que tanto gosto, o synth bass casou demais com a textura da banda.

Maglore“Aquela Força”
Raul Zanardo (Dum Brothers): Fui no show de lançamento que rolou no Sesc Pompeia e quando tocaram essa musica a galera, inclusive eu, pirou demais.

Ekena“Todxs Putxs”
Dani Buarque (BBGG): Esse ano se criou um grupo no Whatsapp com as minas da música. Conheci muita coisa foda mas um som que me fez derramar lágrimas e meu coraçãozinho bater mais forte foi o som “Todxs Putxs” da Ekena. A letra é maravilhosa, a voz dela é incrível e a música como um todo umas das melhores coisas que já ouvi no Brasil. Fui DJ de um evento What Design Can Do e a Ekena entrou pra tocar essa música. Me arrepia só de lembrar. Era ela e o violão. As pessoas começaram aplaudir no meio da música e depois no final de novo. Eu nunca vi isso na vida. Que força essa mulher tem, eu tô A-P-A-I–X-O-N-A-D-A pelo som dela. É muito nítido como ela se entrega pra arte e isso inevitavelmente toca a gente.

Cinnamon Tapes“Cinnamon Sea”
Camila Mazzini (Garotas no Poder): Acompanhei o comecinho da carreira da Susan e a delicadeza com que ela cuida de tudo, desde a sonoridade até o visual. Tudo doce e lindo.

Satiro“Flúor”
Bruno Trchmnn (Leila): Dá pra ouvir pelo menos 20 vezes em 1 hora, o que é sempre bom. Esse disco tem duas coisas que eu curto: aquela ponta de Urinals e o Matias Picon (Animal Cracker, Sonora Scotch). Ouvi milhares de vezes (em umas 2 horas e meia).

Miêta“Messenger Bling”
André Luiz Souza Silva (Fita): A “Messenger Bling” do Miêta tem um que de nostalgia pra mim. Tbm é o tipo de som que cria umas cenas na minha cabeça, já imaginei um mega video de downhill numa estrada na Califórnia e a mistura desse baixão e essa voz suave ficaram perfeitas.

Porcas Borboletas“Cara Pra Casar”
Gabriel Serapicos (Serapicos): O álbum todo é a mais pura e sincera poesia. Cadê esses meninos do programa da Fátima Bernardes?

Tati Góis “Mãe Preta”
Tânia Seles (Sopa Alternativa): A líder da banda Útero Punk saiu em carreira solo com o álbum “Negra e Favelada”. O seu primeiro single fala de racismo e violência, denunciando o sofrimento das mães da favela. Essencial para o momento que estamos vivendo.

Deb And The Mentals“Bleeding”
Paula Holanda (Crush em Hi-Fi): Como é bom um som direto, sem firulas, filho do punk, do grunge e do garage. Eu não costumo gostar de bandas brasileiras que compõem em inglês, mas “Mess” foi um dos meus discos nacionais preferidos de 2017 (e Deb And The Mentals, anotem esse nome, um dos melhores shows que vi). “Bleeding” foi uma ótima escolha para a faixa de abertura — é a música mais crua e urgente do disco, ou seja, um excelente cartão de visitas para quem quiser conhecê-lo.

Maglore“Calma”
Alinne Anno (Chuchu): 2017 não foi dos mais fáceis, creio que pra mim e a muitos por ai. Minhas escolhas refletem muito no que eu passei e vi outros passando nesse longo ano. “Calma” da Maglore, virou um mantra que me fez/faz chorar, dançar, refletir… É difícil descrever com poucas palavras, sem contextualizar a parada, sem citar mais do que um ou dois momentos, sem que outras músicas entrem no meio. Vai parecer piegas esse papo todo, mas é real. O Lucas, baixista da Maglore e guitarra/vocais da Vitreaux, tocou pra mim, voz e violão, num momento muito sensível e eu senti toda a emoção. Fez muito sentido naquele momento, mas a bala no peito veio mesmo uns meses depois. Essa música me ajudou sair das fossas desse segundo semestre e a entender coisas que passei no primeiro. Foi uma luta ouvir uma música tão pra cima em momentos que você só quer ouvir uns emo/shoegaze. E de volta a pieguice: eu acredito profundamente no poder da música (gente como eu sou brega).

Whatever Happened to Baby Jane“Deixa Ela em Paz”
Lúcia Vulcano (Pata): Conheci Whatever Happened to Baby Jane esse ano e é uma das bandas que eu mais gostei de descobrir. Essa música é um belo hino de resistência e eu gostaria que cantassem para 2017: Deixa ela em paz!

Marginal Attack“I Want You”
Matheus Krempel (The Bombers): O Marginal Attack resgata aquele sabor do Punk rock do meio dos anos 90 com bastante propriedade. “I Want You” é uma balada punk com um dos refrões mais gostosos do ano.

Muddy Brothers“What I Want”
Bruno Agnoletti (Dum Brothers): Muddy é uma das melhores do cenário nacional e eles tem uma pegada 70’s que eu curto pra caramba sem contar que o vocal, guitarra e batera do Muddy é sensacional.

Old Kitchen“Outra Voz”
Dan Menezes (Vênus Café): Saindo do internacional mainstream para o underground nacional. Essa canção é uma pérola, de ficar cantarolarando por dias. No dia em que foi lançada, fiquei ouvindo ela no repeat umas dez vezes, e fiquei esse tempo todo arrepiado (isso é sério). Disparada a canção que mais ouvi em 2017.

Corazones Muertos“Spikes & Dogs”
Cristiano Vicente (Crasso Records): Apesar de não ser 100% nacional, dá pra considerar. Faixa do disco “Carnival Killers” lançado pela Crasso Records, além de ser uma BAITA faixa e um BAITA refrão, a música e o clipe são uma grande homenagem (em vida) ao ratodeporão/forgottenboy/lobotomizado/porcocego: Fralda!

Baco Exu do Blues – “Te Amo Disgraça”
Amauri Eugênio Jr. (Yahoo): “Esú”, do Baco Exu do Blues, é uma das mais bem-vindas novidades da cena musical brasileira, a começar pela origem, que rompe o eixo Centro-Sul: o cara mostrou que tem rap de qualidade na Bahia. O álbum é coeso, transgressor, erótico e com groove pesado, e tem a faixa “Te Amo Disgraça” como uma espécie de síntese e um de seus melhores momentos. Dá para dizer, parafraseando um verso, que essa música e o álbum são manifestos contra o tédio de domingo e dos demais dias da semana.

Electro Bromance“Supermodel”
Bruno Romani (S.E.T.I.): Esse aqui é o Depeche Mode do Nordeste! Um duo de João Pessoa fazendo synthpop clássico numa região onde o senso comum jamais esperaria que isso fosse possível. Eles lançaram um disco no começo do ano, “We Are Like a Bomb!”, que tem outras vertentes eletrônicas. Mas eu curti muito esse single, que saiu no último mês de setembro mas poderia ser de 1987.

Sereno“Se Tudo Der Errado”
Paloma Vasconcellos (LuvBugs): Os irmãos Victor e Vinícius Damazio arrebentaram com esse lançamento de estreia deles e do selo Violeta Discos. “Adivinhar o Futuro das Estrelas” é lindo do início ao fim. Eu escolhi a faixa de número 4 em particular porque ela transmite uma melancolia e ao mesmo tempo uma alegria gostosa de sentir que remete direto aos anos 90.

Scalene“Cartão Postal”
Ingrid Natalie (Female Rock Squad): Já para o destaque nacional indico a banda Scalene. O quarteto de Brasília fez uma performance impecável no Rock in Rio, provando que o rock brasileiro está mais vivo que nunca e lançou o álbum “Magnetite” que traz novos elementos ao som post-hardcore da banda. A música “Cartão Postal” é uma reflexão linda sobre a carreira da banda.

Matheus Flemming“1985”
Sara Não Tem Nome: Conhecia o trabalho do Matheus no Câmera e esse ano ele lançou seu trabalho solo com o disco “O Estado das Coisas”. As músicas são construídas por meio de várias camadas/ linhas de guitarra, sons sutis e ruídosos. No show do disco, é muito interessante acompanhar a construção das músicas feitas por Matheus. O show é super intimista e conta com projeções lindas.

Tantão e os Fita“Espectro”
Sara Não Tem Nome: Tantão é artista plástico e músico. Nos anos 80 fez parte do Black Future, banda de pós punk da cena no wave. Em 2017 lançou o ‘Espectro’, seu primeiro álbum autoral. Me impressionaram sua performance em palco, a força de sua voz e sua letras impactantes.

Beto Cupertino“Memes”
Dija Dijones (Penhasco, Chabad, Loyal Gun, O Apátrida): Não bastasse o fato de grandes discos como “Grandes Infiéis”, “Tribunal Surdo” e “Greve Das Navalhas”, do Violins, terem tido menos repercussão do que deveriam, “Tudo Arbitrário”, belo disco do Beto Cupertino, a voz e a guitarra da banda goiana, parece trilhar o mesmo caminho. Em tempos de redes sociais como arena para embates, debates e inutilidades mil, esta é uma letra que poderia estar na língua de muita gente por aí. Na minha, pelo menos, está.

Cinnamon Tapes“Sol”
Victor José (Antiprisma/Crush em Hi-Fi): Já falei aqui espontaneamente sobre o álbum de estreia da Susan. E realmente, continuo com a mesma sensação de que esse disco (principalmente este single) tem algo especial. É simples, honesto, melodioso, estético e confessional. Muito difícil entrar três minutos de música essas cinco qualidades juntas e de modo convincente. É óbvio que em “Sol” está uma artista de mão cheia que muito tem a oferecer. A cena alternativa local só tem a comemorar.

Molho Negro“Mainstream”
Helder Sampedro (RockALT/Crush em Hi-Fi): Curto, cru, rápido e direto ao ponto. É o que podemos falar desse som dos Paraenses do Molho Negro. As letras irreverentes e cruelmente verdadeiras dessa música são característica do álbum lançado esse ano, mas não se engane, a banda é bem versátil e as músicas são bem diferentes entre si. Essa variedade musical do álbum foi justamente o que me atraiu e é um dos meus favoritos do ano.

Pablo Vittar“K.O.”
Micaela Alvariza (Micadélica): Acho incrível ver uma drag fazendo um estilo bem tipico daqui, com letra em português e batida brasileira, sem se sentir na necessidade de se regufiar na cultura gringa. Isso faz a mensagem ser mais democrática, afinal, quem fez ela famosa foi o pessoal daqui, e acho legal ela manter esse interesse pela aprovação do povo.

Negro Leo“Lek Lover”
Pedro Pastoriz: Se eu tivesse um minuto para escolher um disco brasileiro feito nesse ano pra lançar em um foguete pra lua, eu acho que seria esse: “Action Lekking” do Negro Leo tem essa tal coisa LEK, arranjos, banda, composições muito boas! “Lek Lover” é uma faixa que ficou na minha cabeça.

Curumim“Boca de Groselha”
Pedro Vivas (Crush em Hi-Fi): Diálogos com o corpo, diálogos com a “Boca”. Diálogos com a GROSELHA – groselha que às vezes é bacana, quiçá necessária, para sair da seriedade do dia-dia, mas, que também é ruim – que enche o saco e estraga nossos dias. “Boca de Groselha” fica no campo da primeira, é groselha boa, da mais alta qualidade, que pode acompanhar tranquilamente bons drinks (risos). Curumin (junto com os aipins) inova mais uma vez. Nacionalmente foi um dos sons, entre vários outros, que mais me chamaram atenção nesse ano. Com certeza merece menção.

LAY –  “Daraxaclan”
Yannick aka Afrosamurai: LAY é uma grande artista, destemida, ousada e explicita. O rap nacional precisa de uma mulher assim.

Bratislava“Enterro”
Lennon Fernandes: O crime ambiental ocorrido em Mariana/MG deveria ser tema de composição para todas as bandas. Parabéns pra Bratislava pela sensibilidade.

Castello Branco“Do Interior” (feat. Verônica Bonfim)
Otavio Cardoso (Carinae): A gente acompanha Castello Branco desde o primeiro lançamento, em 2013. Essa música em especial foi lançada no segundo álbum e tem um ritmo que encaixa muito bem com a melodia forte do refrão. A letra tem uma interpretação mais aberta e passa uma sensação boa, cantada junto com essa melodia.
Marcos Xi (Brasileiríssimos): Num período onde a nova MPB ou desata totalmente para o comercial ou descampa para uma auto provação de genialidade desnecessária, Lucas resolveu se inspirar na sua própria terra para chegar num material que envolve, emociona e liberta. “Sintoma” pode não ter os singles matadores e clássicos instantâneos que seu irmão “Serviço”, mas entrega um material muito mais coeso, conciso e inteligente que seu autor já conseguiu mostrar.

Monstros do Ula Ula“Não Posso Ficar”
Bacalhau (Monstros do Ula Ula): Banda mitológica que voltou com um disco ótimo.

menores atos“Pressa”
Enzo Marco di Berardo (Crush em Hi-Fi): Após 3 anos sem lançar material novo, a banda nos presenteou esse ano com o single “Pressa”. É importante destacar aqui que em nenhum momento a banda soa como um trio. Com a quantidade de riffs, efeitos, mudanças bruscas no andamento e backing vocais das músicas, eles ressoam como um grupo que tem no mínimo dois integrantes a mais. A sonoridade do single permeia simultaneamente a calmaria e o caos. O peso das guitarras de Cyro Sampaio (voz e guitarra) remete melodias de hardcore, ao mesmo tempo, as viagens dos pedais de efeito se assemelha às bandas: Circa Survive e Brand New. O papel do baixo de Celso Lehneman – por se tratar de um power trio — , tem mais presença e linhas consistentes do que normalmente dispõem as bandas de rock. A bateria Ricardo Mello (voz e bateria) além de somar na dosagem final da porrada, também passeia por linhas quebradas e incertas. Além do instrumental devastador, as letras das composições – a maioria discorre sobre relacionamentos — , causam uma identificação sem igual no público que sempre entoa os versos das músicas junto da banda.

Elza Soares“Maria da Vila Matilde” (Remix)
Rodrigo Reis e Bárbara Ribeiro (Crush em Hi-Fi): Elza finalmente recebendo o devido respeito. Artista que melhor representa o país lá fora não é a Anitta não, tá? É a Elza.

Felipe S“Anedota Yanomami”
Cainan Willy (Pacóvios): Depois de tanto tempo admirando de longe o trabalho da Mombojó, fiquei empolgado ao saber que o Felipe divulgaria seu primeiro disco solo. Quando saiu fiquei apaixonado pela forma que ele misturou o samba e pagode ao psicodélico em “Anedota Yanomami”, uma faixa que confronta realidades do imaginário com a realidade. Escutei muito esse ano.

André Whoong“Herói”
Flávio Juliano (FingerFingerrr): No Brasil, a que mais gostei esse ano foi a música ‘Herói’, do André Whoong. Lançada agora em dezembro, foi a que me impactou mais. Tem sentido pessoal, porque ouvi a demo em outubro(?) num momento marcante, e saquei o que ele queria dizer de primeira. Ela é aquela categoria de música que parece que você já ouviu, mas quanto mais elementos debaixo das pedras vão saindo, você se transporta um pouco. Você dá um shift pro lado, e quando uma música faz isso comigo, é especial.

The Bombers“Exodus”
João Pedro Ramos (Crush em Hi-Fi): Eu já gostava muito do “All About Love”, disco anterior dos Bombers, mas o “Embracing The Sun”, deste ano, mostrou a banda abrindo os braços e topando todo tipo de mistura musical que viesse à cabeça. Em “Exodus” eles misturam o punk rock que é a base do som da banda com um forró acelerado e o negócio casa tão bem que fica difícil não amar.

Internacionais

Jay Z“Story Of O.J.”
Rashid: O retorno do Jay Z por si só já é um bom motivo, mas nessa faixa ele vem falando do dinheiro dentro da comunidade negra, usando a situação do O.J Simpson como uma metáfora pro ponto de onde todos partimos nessa corrida, de um jeito (e uma perspectiva) que só ele pode e sabe falar.

Próxima Parada“Errs, Trials & Trials”
Gil Mendes (Baião de Dois/Crush em Hi-Fi): Apesar do nome, a banda é da Califórnia e mescla R&B, jazz e música pop. “Errs Trials & Trials” é uma música que parece harmônica simples, mas é de uma complexidade ímpar. A letra é sobre um belo pé na bunda. Um lindo clichê.

Rapsody– “Black & Ugly”
Kamau: Acompanho a carreira da Rapsody desde o Kooley High, seu primeiro grupo. (O produtor) 9th Wonder tomou como missão apresentar essa mulher pro mundo e o fez de maneira magistral no álbum Laila’s Wisdom. Rapsody rima à sua maneira pra certamente figurar entre os melhores discos desse ano. “Black & Ugly” é um desabafo em grande estilo de quem agora é percebidx por quem antes desprezava. Na minha lista, sem dúvida, é uma das melhores do ano, junto com o restante do álbum.

Depeche Mode“Going Backwards”
Chris Lopo (Crush em Hi-Fi): Se tem uma banda velha, com quase 40 anos de estrada, que consegue se manter criativa nos dias de hoje, esta é o Depeche Mode. “Going Backwards” é a faixa de abertura de “Spirit”, último álbum do trio inglês, e fala muito bem sobre o retrocesso que a sociedade está vivenciando. Tudo é muito redondo e muito bem produzido. O espírito da banda, liderada por Dave Gahan, dá o aviso que todo mundo já sabe: “ainda não chegamos lá / onde precisamos estar / estamos em débito / para com nossas insanidades.”

girlSperm“Theme from girSperm”/”I’m supposed to be alone”
Mariângela Carvalho (Supernova): Essa é a banda nova da Tobi Vail, muito musa e inspiração pra mim. Quem poderia saber que ela voltaria com uma banda f*da em 2017?! O girlSperm me deixou fascinada por condensar um monte de estilos que curto muito: post-punk, noise, tosco, gritado, letras insanas e sarcásticas, com uns agudos de guitarra que deixam uma tensão no ar. Punk no talo, na indumentária e no som. O nome da banda acho simplesmente genial. As músicas são tão rápidas que tive que escolher as duas primeiras do EP porque são complementares, o tema da segunda é bem anárquico e rolam uns gritos bem noventeiros. Indispensável.

At The Drive-In“Hostage Stamps”
Alexandre Becker Klein (Lamusia): No ramo do rock mainstream internacional, acho que é um dos sons mais complexos e bem trampados que saíram esse ano.

Roger Waters“Is This The Life We Really Want?”
Caike Falcão (Empire): Eu sei que o ideal seria falar de uma galera mais nova e tal, mas o Roger veio com uma pancada impossível de deixar passar. Acho que o disco todo veio com um peso reflexivo, que considero super importante com o eterno anos 80 que estamos vivendo hoje.

Lady Gaga“Joanne”
Douglas Mam (Douglas Mam & Os Famigerados): Assisti o documentário sobre a Gaga no Netflix e ela mostra a música para sua avó que perdeu a filha que sofreu de lúpus e morreu.

King Gizzard & The Lizard Wizard“Gamma Knife”
Fabricio Bizu (Psico BR): Por estar criando um inusitado novo gênero: o Medieval Espacial!

Walk The Moon“Kamizake”
Carol Tavares (Jazz House): Eu tenho mania de deixar rolando o flow sem saber ao certo o que está rolando. Mas Walk The Moon, com a faixa “Kamikaze”, tem a minha receita preferida de sucesso, que é esse timbre metalizado em todas as sonoridades. Aquele som a la Lollapalooza.

Cosmic Psychos“Fuckwit City”
Daniel Ete (Muzzarelas/Drákula): Aussie rock colosso feito por cabras que amam tratores e cervejas. Tiozão Power! Uma aula de como ficar velho sem ser um bunda mole de sapatênis.

J. Balvin“Mi Gente”
Guilherme Tintel (It Pop): Mesmo antes da bênção de Beyoncé, o cantor colombiano já nos fazia dançar sobre diversidade e união dos povos, no que se tornou um dos maiores hits do ano em plena América de Trump. Genial.

Pond“Paint Me Silver”
Diego Veríssimo (Outro Indie): A arte de samplear com maestria e ainda assim criar uma atmosférica cósmica única.

Alex G“Proud”
Pedro Spadoni (Cat Vids): Eu amo o “Trick” e toda a atmosfera meio triste meio bonita do Alex, mas o disco desse ano trouxe um outro lado dele mais otimista, às vezes upbeat, mais “quente” e feliz. Essa música marcou muito o que vem sendo o meu ano, bem pra cima e do lado de gente que eu gosto. A letra é massa também porque toda vez que ouço penso em amigos próximos e pessoas especiais que conheci ultimamente e tenho orgulho demais da conta.

Benjamin Booker“Witness”
Denão Fonseca (3 Olhos Festival): Depois de um belo disco de estréia, o americano nos brindou com um segundo disco maduro e bem produzido. “Witness” foi o primeiro single do disco. O som é cheio de groove e a voz rouca de Benjamin Booker é um caso a parte.

The Black Angels“Comanche Moon”
Claudio Cox (Giallos): Ando meio out de lançamentos gringos (nacionais também), não fico procurando, esperando ansiosamente, essas coisas, geralmente alguém dá um toque quando é uma parada que sabem que eu gosto, enfim. Esse Black Angels é uma dessas, mas fui ouvir o disco por causa do show, não tinha parado ainda para uma audição descente. Deuzépai, que disco bonito! O show foi uma maravilha também, os mano são zica ao vivo. “Comanche Moon” é a minha preferida, fala sobre a invasão da América, coincidência ou não, é um tema que também estou abordando no próximo do Giallos.

Billy Corgan“Aeronaut”
Ari Holtz Neto (Medrar): Billy Corgan é o tipo de gente que é massa ouvir hoje em dia, depois de tudo foi um pouco tocante ouvir essa música e sacar o quanto a incerteza espreita todas pessoas sob o céu, ele soa sincero e selvagem como só uma puta insegurança tremenda pode fazer soar.

Kimbra“Everybody Knows”
Calvin Kilivitz (Thrills & the Chase): Num mundo justo, a Kimbra seria a diva pop do momento. “Everybody Knows” é aquela combinação rara de gema pop com uma personalidade fortíssima. Ela é um gênio.

Tera Melos“System Preferences”
André Astro (O Grande Ogro): O disco “Trash Generator” da bandas Tera Melos, depois dos discos que eram instrumentais a banda incluiu a voz em seu últimos discos, sendo esse disco que conseguiram sincronizar voz com o instrumental da banda.

Greta Van Fleet “Highway Tune”
Rê Becca Tavares: O primeiro EP dos americanos da Greta Van Fleet veio cheio de referências ao hard rock e uma inspiração inegável em Led Zeppelin. Música boa para ouvir na estrada.

Temples“Certainty”

Adriano Eliezer (Pampas Deer): Eu acho que nesse disco inteiro eles conseguiram chegar em sons e melodias com assinaturas muito fortes. Você escuta qualquer instrumento e sabe que sao eles. E essa música parece ser a síntese de onde o disco todo deriva. Além disso, as letras meio rebuscadas do James Bagshaw deixam o pop espacial ainda mais curioso.

Queens Of The Stone Age“Fortress”
Ana Júlia Tolentino (Tenho Mais Discos Que Amigos):  Por eu ter me identificado 100% inteiramente na letra, e o instrumental ser tão bom quanto. Foi a música que mais me tocou esse ano, e por eu ter esperado tanto esse disco depois do “rasga-peito” que foi o “Like Clockwork” pra mim (risos).

Pink“What About Us”
Laura Damasceno (Música Tem Vídeo): Primeiro single do sétimo álbum de estúdio da cantora, “Beautiful Trauma”, a música é oficialmente uma critica ao atual cenário político norte-americano e com seu refrão simples e forte que questiona: “What about love? What about trust? What about us?” consegue ser, ao mesmo tempo, uma canção de protesto e uma canção sobre amor, confiança e responsabilidade.

Noel Gallagher’s High Flying Birds“Holy Mountain”
Zé Menezes (Thrills & The Chase): Absurdo como o Noel consegue se reinventar de um álbum para outro. Composição, produção e timbres incríveis.

Quicksand“Illuminant”
Shamil Carlos (Stay Free): A volta quase de secreta da banda pra mim foi um choque, essa foi a primeira musica que lançaram do discasso novo gravado sem nenhum alarde de midia me bateu em cheio. É pesado, denso e lindo! Walther > Deus

The Regrettes“Hot”
Bárbara Monteiro (Wabi Sabi): Depois de alguns EPs independentes, esse ano a banda californiana The Regrettes assinou com a Warner e lançou seu primeiro álbum cheio, que se chama “Feel Your Feelings, Fool!”. Essa banda foi uma das melhores descobertas musicais que eu tive recentemente. O grupo é formado por 3 garotas e um cara e o que eles não têm de idade, têm de talento. A líder da banda, vocalista e guitarrista Lydia, tem só 16 anos e já escreve canções geniais, com letras feministas e um som que mistura punk, grunge e anos 60. Os clipes também são sensacionais!

Lorde“Liability”
Carolina Santos (Noize Media/Crush em Hi-Fi): Todo o “Melodrama” é incrível, composições muito boas, observar o crescimento da Lorde e como todas as canções parecem ter sido cuidadosamente adicionadas ao álbum. É uma cantora tão diferenciada quanto a Sia, habitando o território do pop e conseguindo se diferenciar pela profundidade das músicas.

Gorillaz“Sleeping Powder”
Alejandro Cadena (The Ash Tre): Depois do lançamento do “Humanz”, por conta da má recepção do público, Damon Albarn e Jamie Hewlett lançaram essa música alegando que 2D, o cantor virtual da banda, não tinha se sentido representado nesse ultimo disco e compôs uma faixa extra. “Sleeping Powder” me saciou como fã doente de Gorillaz. Foi bom ouvir de novo essa vibe antiga da banda.

Kali Uchis“Hit Rewind”
Uiu Lopes: Eu gostei muito de ter conhecido uma cantora colombiana, a Kali Uchis, que pra mim tem uma voz de cantora dos anos 50, repertório dela é ótimo!

Liam Gallagher“Wall Of Glass”
Wendell Pivetta (Metal Etílico/Crush em Hi-Fi): Um dos lados marrentos do rock retorna com um grande álbum. A música “Wall Of Glass” faz parte da nova geração do rock com elementos eletrônicos deste belo 2017.

Vacations“Movin Out”
Millena Kreutzfeld (GDL – Tudo Sobre Música): Música escrita após a saída do vocalista e mais dois amigos da casa dos pais para uma casa deles. Na letra, Campbell (vocalista) diz que teve suas dúvidas na época, mas que um menino tem que se tornar o homem da casa eventualmente e que não podemos ficar pra sempre embaixo das asas dos pais. Traz uma melancolia e uma certa esperança, que apesar das dificuldades enfrentadas, tudo acabará bem. A melodia nos leva aos anos 90, com uma guitarra poderosa e muito reverb, além da voz de Campbell que nos deixa com o refrão na cabeça, por ser uma voz agradável, traquila e ter uma letra franca.

Propagandhi“Failed Imagineer”
Sérgio Costa (Vinyl Style): Depois de 5 anos sem lançar nada, o Propagandhi volta com essa pedrada. Minha música favorita do disco novo (Victory Lap”) que marca a estreia da nova guitarrista da banda Sulynn Hago.

At The Drive-In“Incurably Innocent”
Thiagones (Wiseman): Pegada caótica, guitarras dissonantes e as letras fortes do At the Drive-In, mas somando também a parte melódica (principalmente no refrão) desenvolvida no Mars Volta. Gênios!

Luis Fonsi e Daddy Yankee“Despacito”
Carol Marinho (Trilha Sonora da Carol): Sou obrigada a mencionar “Despacito” por uma série de razões. A música é mais reproduzida em streaming da história, o vídeo tem quase 5 bilhões de visualizações no Youtube e é uma música que escuto em absolutamente todos os lugares a que vou (academia, salão de beleza, restaurante, balada). E ainda tem remix com Justin Bieber!

Lomelda“Thx”
Marcos Xi (Brasileiríssimos): Aquela máxima do ‘pouco é muito’ vale muito neste disco. Dotado de nuances de voz e melodias simples, sem muitos efeitos ou firulas, “Thx” é um chill-indie gostoso e repleto de hits. A promissora banda vai te seduzindo aos poucos com as canções de seu disco de estreia e, automaticamente, você deixa o trabalho repetir por conta do seu gostinho infinito de ‘quero mais’.

Sampha“(No One Knows Me Like) The Piano”
Siso: Sampha cometeu um álbum emocionantíssimo com o “Process”, em que ele lida com perdas e questões de família nas letras. “(No One Knows Me) Like the Piano” é a peça central, em que ele lembra de como o piano na casa da mãe era seu refúgio infantil e de como ele acabou retornando para esse lugar com a doença da mãe, falecida pouco antes do lançamento do disco.

The Killers“Run For Cover”
Crys Gonçalves (Guitar Talks): Depois de um tempo sem lançar algo novo, os Killers apresentaram em 2017 a animada “Run For Cover” e me fez relembrar um pouco os discos mais antigos.

Kendrick Lamar“DNA”
Bruno Carnovale (Black Cold Bottles): Talvez a música mais visceral e mais significativa de “DAMN.”, de abril desse ano. num ano em que a discussão a respeito do racismo esteve tanto em voga como em 2017, essa música se torna ainda mais relevante – não apenas para esse ano, mas também para os próximos.

Khalid“Location”
Alessandra Braz (Favorite): Poderia usar esse espaço para falar do Kendrick Lamar, porque, nossa! Que disco! Mas vou aproveitar para dar uma dica. Uma das coisas que mais gosto na música internacional é como
o R&B vai se renovando e um dos artistas que vem com esse sangue novo e com um discáço é o Khalid. O cara tem apenas 19 anos e já estreou com “American Dream”, álbum cheio de suingue, que inclusive virou aposta da Apple Music e eu só o conheci no programa do Elton “fucking” John! “Location” é uma daquelas canções que são feitas para dançar coladinho, rebolando gostoso, com um vinhozinho, ou seja lá qual for a sua fantasia. Escute!

Twin Peaks“Tossing Tears”
Sand Lêycia (Supervibe): Descobri a banda recentemente (vergonha minha) e me impressionei bastante com a sonoridade e textura dessa música: simples e direta. As vocalizações me agradam muito, junta isso tudo com lindos arranjos de piano e violino, emocionante.

Elder“The Falling Veil”
Raul Zanardo (Dum Brothers): O disco inteiro é foda, mas essa musica saiu primeiro como single ai fiquei ouvindo bastante, tipo varias vezes por dia, até sair o disco, ai ouvia o disco varias vezes por dia.

Nine Inch Nails“Less Than”
Dani Buarque (BBGG): NIN é uma daquelas bandas que não tem nada que já lançou que não me agrade. Toda vez que vejo um lançamento chegando meio que já me preparo pra aceitar caso eu não goste pela primeira vez hahah E esse ano de novo não foi o caso. O EP todo é foda. A faixa que mais curto é “Less Than”. Vida longa ao NIN.

Laura Marling“Nouel”
Camila Mazzini (Garotas no Poder): Voz e melodias encantadoras se unem nessa garota super talentosa e jovem. É muito gostoso de ouvir e de ver.

Arcade Fire“Electric Blue”
Ian Veiga (Der Baum): Pessoalmente esperei muito pelo lançamento do álbum “Everything Now” do Arcade Fire. Depois de toda pirotecnia no lançamento, que teve até sites de notícias fake que a própria banda fez para “vazar” o álbum antes da estreia mundial (risos), no fim pra mim decepcionou, sendo que metade do álbum não me interessou muito. Mas além da faixa que leva o nome do álbum o som “Eletric Blue” que canta sobre a luz que os smartphones emite é incrível. Com uma voz quase angelical e alcance impossível de atingir, a base que me lembrou muito Ton Ton Club a junção das referencias é incrível e apaixonante.

Priests“Lelia 20”
Bruno Trchmnn (Leila): Amo tudo aqui, as guitarras, a voz, as letras (que geralmente eu nem ligo) e é dançante, de um jeito meio B’52’s, sei lá, é agressivo e acolhedor. Queria tocar nessa banda. Ouvi milhares de vezes.

John Maus“The Combine”
André Luiz Souza Silva (Fita): Pra mim a melhor música internacional do ano é “The Combine” do John Maus, porque junto do clipe, a música cria uma atmosfera muito foda. Quando ouvi, queria muito ter sido eu a pessoa que compôs. É um som foda. Épico.

Secret Sisters“Tennessee River Runs Low”
Gabriel Serapicos (Serapicos): Duo vocal feminino bem no estilo country americano. Melodias e harmonias de cortar o coração.

The New Respects“Money”
Tânia Seles (Sopa Alternativa): The New Respects é a nova banda para ficar de olho nos próximos anos. O grupo faz um blues-rock de respeito, a música “Money” fala das armadilhas do dinheiro fácil. E dinheiro é uma coisa que estamos precisando no momento.

Aborted Tortoise“Responsabilities”
Paula Holanda (Crush em Hi-Fi): Eu ouvi muitos lançamentos em 2017 — entre EPs e LPs, posso dizer seguramente que foram mais de 50 — e, sem dúvida alguma, o disco de estreia do Aborted Tortoise, homônimo, foi o melhor deles. “Responsabilities” é seu ápice, por mostrar o melhor dos vários lados da banda
(punk, garage, surf) em uma única faixa. Influenciados pelos célebres Ramones, Black FlagStooges, além de ícones do “lado B” como Sonics, Mummies e Dick Dale (tem como isso dar errado?), os australianos têm também dois EPs em sua discografia.

Ian Sweet“If You’re Crying”
Alinne Anno (Chuchu): Se eu tivesse um disco deles, teria gasto, riscado, com respingo de tinta… Ian Sweet em “If You’re Crying”. Gosto muito do primeiro EP, que leva o mesmo nome da banda, por completo, só que essa música em especial veio com algumas coisas que se desfizeram, por muita teimosia e falta de comunicação, e não no momento que rolaram as tretas, mas quando as coisas fizeram sentido na minha cabeça tempos depois. Fala muito também da minha amizade com o Steve, Moblins, e nossa casa, do meu relacionamento com a família… É uma música sobre relacionamentos próximo, que foi uma das pautas principais desse ano. É esse ano foi treta (risos).

Bjork“The Gate”
Lúcia Vulcano (Pata): Tudo o que a Bjork faz me encanta.

Kasabian“You’re In Love With a Psycho”
Matheus Krempel (The Bombers): O Kasabian com seu disco novo e em especial com essa musica, me ganharam desde os primeiros acordes. Rock com batidas dançantes estreitando os limites entre os gêneros.

Kadavar“Die Baby Die”
Bruno Agnoletti (Dum Brothers): Essa musica eu achei foda desde a primeira vez que ouvir os caras mandam muito.

The Darkness“All the Pretty Girls”
Dan Menezes (Vênus Café): Ano estranho, onde todas as minhas bandas favoritas lançaram álbum, mas todos os álbuns foram uma bosta. O único que se salvou foi o do fabuloso Darkness, com essa canção rápida, divertida e old-fashioned. Ou seja, Darkness.

King Gizzard and the Lizard Wizard“Rattlesnake”
Julito Cavalcante (Bike): É a banda do ano no mundo, lançaram 4 discos, fizeram inúmeras turnês, tem um selo e um festival itinerante na Austrália. É a banda que mais trampa.
Bacalhau (Monstros do Ula Ula): Ouvi esse riff e fiquei hipnotizado.

Salsa Big Band“Nadie Sabe”
Cristiano Vicente (Crasso Records): Do disco que levou o Grammy Latino do ano mas parece que veio de outra época. Nem só de “Despacito” vivem os latinos, mas esse ano, o Salsa Big Band mostrou que o brasileiro “nadie sabe” sobre seus vizinhos…

Liam Gallagher – “For What It’s Worth”
Amauri Eugênio Jr. (Yahoo Brasil): Liam Gallagher dispensa qualquer tipo de apresentação, pompa e circunstância. Assim como nos últimos anos, ele atraiu os holofotes graças às intermináveis brigas e desentendimentos com Noel Gallagher – ele ter colocado um fã para descascar batatas como uma provocação ao irmão, que incluiu sons de tesouras em seu novo trabalho, foi o ápice cômico e galhofeiro dessa história. Mas quando ele decide entrar em estúdio, o resultado é muito bom. O álbum “As You Were” e a faixa “For What It’s Worth”, em particular, são grandes exemplos disso. A música em questão chega a remeter os fãs do Oasis ao auge da banda, mas por causa do DNA de Liam – é algo próximo do que seria o Beady Eye se tivesse melhor sorte. Em defesa do Gallagher caçula, suas intenções musicais foram boas, ao menos. Os fãs reconhecem que a demora e a galhofa valeram a pena no fim das contas.

IAMX “Hysteria”
Bruno Romani (S.E.T.I.): Na minha opinião, Chris Corner, a mente por trás do IAMX, é um dos artistas mais subestimados dos últimos 15 anos. Esse ano, ele resolveu lançar um disco instrumental, no qual valoriza todo o seu trampo com bases eletrônicas. Li por aí que ele criou um disco de techno do inferno. Concordo plenamente. É dark, melancólico, esquisito. E tudo isso é feito sem ele dizer uma única palavra. Gênio. Escolhi esse som para representar o disco, mas poderia ser qualquer uma das 13 faixas.

Courtney Barnett & Kurt Vile – “Over Everything”
Paloma Vasconcellos (LuvBugs): Escolhi a da Courtney & Kurt Vile porque além de já ser fã da carreira dos dois, nesse trabalho juntos, eles conseguiram alcançar um patamar lindo de sutileza e timbres tão perfeitos que ao ouvir a gente reconhece bem a individualidade de cada um ainda mantida.

Hanson“I Was Born”
Ingrid Natalie (Female Rock Squad): Meu lado noventista e saudosista indica a banda Hanson como um dos destaques de 2017. Os irmãos Isaac, Taylor e Zac lançaram no início do ano o single “I Was Born” que encanta com a sua letra positiva e melodia agitada. O vídeo da música já conta com mais de 1 milhão de visualizações no Youtube.

Chicano Batman“Freedom Is Free”
Lara Aufranc: Eu ouvi esse disco compulsivamente esse ano. Essa é a música título. Gosto muito das texturas no som dessa banda. É despretensioso, criativo, vale a pena conhecer.

Partner“Comfort Zone”
Dija Dijones (Penhasco, Chabad, Loyal Gun, O Apátrida): Escolher essa foi bastante difícil, há muitas opções, mas vou ficar com este duo canadense por vários motivos: porque eu sou muito fã de bom pop com guitarras e isto não é lá algo fácil de se fazer; e porque não dá para resistir a uma banda que se descreve como parte banda, parte diário adolescente e 100% queer. Juntar estes elementos e fazer um tremendo disco de estreia não é para quaisquer umas ou uns. Para mim, estas garotas foram das melhores novidades que ouvi da gringa neste ano.

Robert Plant“The May Queen”
Victor José (Antiprisma/Crush em Hi-Fi): Gostaria de ter selecionado alguma banda nova, mas neste caso Plant prova mais uma vez que é um cara foda sem ajuda da gigantesca sombra do Led, e isso nem Page conseguiu. “The May Queen”, faixa que abre o ótimo “Carry Fire”, é um folk totalmente renovado, moderno, com peso e um monte de texturas interessantes. Vale a pena.

Wolf Alice“Don’t Delete The Kisses”
Helder Sampedro (RockALT/Crush em Hi-Fi): Eis uma música que ficou na minha cabeça por muito tempo, o vocal da Ellie Rowsell é angelical nesse som e dá um clima surreal a essa faixa. Esse porém é mais um som que engana, o álbum tem músicas carregadas de peso e energia que deixam qualquer roqueirão no chinelo. Uma das bandas que mais se destacou pra mim no cenário internacional.

Paramore“Rose Colored Boy”
Micaela Alvariza (Micadélica): Além de ser parte de um álbum que considero muito bacana e uma grande surpresa do Paramore, consegue ser um popzinho um pouquinho mais profundo e complicadinho em sua melodia ainda chiclete, que tô ató sentindo um pouco de saudades depois de passar anos escutando coisas mais simples e chicletes. Também porque curto muito a estética dos anos 80, então meio que sou o público target (risos).

Kendrick Lamar“HUMBLE”
Bruna Manfre (Shelter): Não se deixe enganar pelo título, que de “humble” essa música do Kendrick Lamar não tem nada. Ela é o centro de um álbum todo muito bem construído (e com uma veia pop maior, se comparado com os demais de sua discografia) e fez o rapper disparar para o topo das paradas por um bom tempo. Mas talvez o que tenha me pego mesmo é a linha de piano.

King Gizzard and the Lizard Wizard“Flying Microtonal Banana”
Pedro Pastoriz: Dessa banda de nome difícil que eu tive que recorrer ao site wikipedia para escrever (King Gizzard and the Lizard Wizard), também é imprevisível e interessante. Os caras mudaram as afinações das guitarras, foram a algum luthier em alguma quebrada de Melbourne pra recolocar os trastes no lugar e as músicas tem essas escalas microtonais. Até a metade do disco parece tudo desafinado na real, mas é autêntico. Você ouve duas vezes o disco e quando vai ouvir outra coisa parece que tudo fica meio afinadinho demais, meio natalino. “Nuclear Fusion” é uma baita faixa. Essa banda deve ser um exemplo para novas bandas que pensam muito para acertar na escolha do nome, esqueçam! Se for bom as pessoas acham.

Mac DeMarco“Still Beating”
Pedro Vivas (Crush em Hi-Fi): Um álbum em que Mac dialoga mais com a esfera familiar, com os conflitos vividos com o pai e com os tradicionais sintetizadores e instrumentalidade que produzem um som espetacular. “Still Beating”, em especial, é uma das minhas favoritas do disco. Uma das melhores músicas de 2017 na gringa, que gruda na mente, e que se destacou na minha memória entre tantas outras que poderiam merecer menção.

Benjamim Clementine“God Save The Jungle”
Yannick aka Afrosamurai: Benjamim Clementine é um artista único, honesto e extremamente sentimental, ouço todos os dias, queria ser ele por um dia (risos)”

Gov’t Mule“Stone Cold Rage”
Lennon Fernandes: Sem segredo. Timbres clássicos em 2017. Uma aula de seis minutos. Guitarra, baixo, bateria e hammond em perfeita sintonia.

Manchester Orchestra “The Gold”
Otavio Cardoso (Carinae): É uma banda que a gente acompanha há algum tempo. Essa música tem um andamento diferente do comum 4/4. O que mais chamou a atenção foi a presença dos acordes vocais, que fizeram essa música se destacar e se tornar um dos lançamentos mais legais desse ano, dentro dessa proposta de som.

Bjork“Utopia”
Ana Maria Nakaza (Azoofa): Antes, uma confissão: em 2017 a quantidade de música nacional ouvida por aqui foi exponencialmente maior do que a de lançamentos internacionais. Escolhemos a Letrux em 2 minutos e levamos 2 semanas para escolher uma internacional, e finalmente a escolha foi para uma outra mulher, a Björk com a música “Utopia’, tema do seu último álbum de mesmo nome.

Grizzly Bear“Neighbors”
Enzo Marco Di Berardo (Crush em Hi-Fi): Definitivamente 2017 foi o ano do Grizzly Bear com o lançamento de seu aclamado disco “Painted Ruins”. O nível de popularidade dos norte-americanos certamente ultrapassou as
expectativas da banda quando eles se depararam, em agosto, com um enorme outdoor no prédio do Spotify, na cidade de Toronto, divulgando seu novo trabalho de estúdio. Segundo uma publicação do quarteto em seu perfil no Instagram “Nós nunca estivemos em um outdoor”. Não à toa, as paisagens sonoras contidas em “Neighbors” – single do disco que ganhou um belo videoclipe — , sintetiza a evolução sonora do grupo em relação ao álbum antecessor, “Shields” (2012). “Neighbors” é densa e composta por um começo orquestrado seguido de uma camada de vozes em coro. O que traz uma atmosfera celeste à música. A bateria fragmentada aliada a guitarra de Daniel Rossen — que possui um timbre acústico característico — , serve de cama para as viagens psicodélicas dos sintetizadores. Os backing vocais do refrão passeiam pela música de forma intrínseca. Texturas únicas e mudanças de tempo fazem parte da canção que vai do pop ao folk. Lembre-se, quando estiver disposto a conhecer o som do Grizzly Bear, a audição de “Neighbors” é obrigatória.

John Carpenter“The Thing”
Bárbara Ribeiro (Crush em Hi-Fi): O trabalho de John Carpenter em trilhas sonoras aos longos dos anos é abismal e este ano saiu a bela coletânea
“John Carpenter – Anthology: Movie Themes 1974 – 1998”
. Sua turnê deveria vir ao Brasil.

Queens of Stone Age“Villains of Circumstance”
Rodrigo Reis (Crush em Hi-Fi): Música que fecha um álbum bom, de uma banda boa, capitaneada por, ao que tudo indica um idiota, que curiosamente se diz “vilão das circunstâncias”. Talvez a música que mais represente esse ano de 2017.

Arcade Fire“Everything Now”
Cainan Willy (Pacóvios): Eles ficaram um tempão sem novidades, dai lançaram um disco novo que destoa totalmente da discografia. Valorizo essa coragem em inovar, é um registro bem dançante e funciona maravilhosamente bem ao vivo.

Descendents“Who We Are”
Fernando Sanches (CPM22/O Inimigo): Além de eles serem a minha banda favorita da vida, quando vieram aqui no ano passado conversamos muito sobre política e alguns meses depois veio essa música. Acho que de alguma forma contar o que nós sentimos sobre toda a onda Trump inspirou eles.

Circus Devils“Do The Nixon”
Alê Lima (Aletrix): Excelente primeiro single do álbum de despedida do Circus Devils, seu 14. Impressionavam a cada lançamento pelas composições e também pelo sempre notável aprimoramento na produção. É uma pena o fim da banda, o Circus Devils era uma união de mentes brilhantes. A voz, a letra e a forma como as guitarras se comunicam são meus destaques preferidos em “Do the Nixon”.

Jonwayne“Afraid of Us” (feat. Zeroh)
Flavio Juliano (FingerFingerrr): 2017 passou tão rápido e foi tão intenso que tive que lembrar o que saiu e o que ouvi. Foi mais rápido que 2016, acho que pra muita gente! Vou colocar uma descoberta recente que não paro de ouvir. Essa música do Jonwayne não é revolucionária, mas é feel-good e me ajuda a refletir sobre umas coisas na minha vida. Nesses momentos intensos no mundo, curto ouvir coisas que me jogam de volta para mim mesmo. A simplicidade do beat e a letra biográfica é perfeito pra isso.

Skating Polly feat. Louise Post and Nina Gordon “Louder In Outer Space”
João Pedro Ramos (Crush em Hi-Fi): Uma das bandas mais legais que eu descobri graças ao blog e que não cansa de surpreender. As irmãs do Skating Polly agora contam com o irmão na bateria e fizeram esse belo EP em parceria com Louise Post e Nina Gordon (do Veruca Salt). Essa é a primeira música do álbum e já começa maravilhosamente bem. Ano que vem tem disco novo!

Construindo Cachalote Fuzz: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda mineira Cachalote Fuzz, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Sonic Youth“Within You Without You”
Arthur: Música lançada numa coletânea chamada “Sgt Pepper Knew My Father”, de 1988 que tinha o Sonic Youth e outros grandes nomes. Conheci o Guilherme (guitarrista) a uns seis anos atrás e resolvemos formar a banda. Eu como fã de Sonic Youth, ele fã de Beatles, essa música foi o encontro sonoro que fez tudo fluir.

Jupiter Apple“As Tortas e As Cucas”
Arthur: Hino dentro da Cachalote Fuzz. A gente discute mil coisas, mas quando o assunto é Jupiter na banda, ninguém discorda de nada. Amamos esse maluco e concordamos que ele é um dos maiores da psicodelia brasileira, sem mais.

Velvet Underground“I Can’t Stand It”
Arthur: A gente já fez frituras e frituras com esse som bicho, desde o começo da banda, até hoje. Velvet Underground é escola pra todos nós e uma grande influência no nosso jeito de tocar.

Caetano Veloso“Mora Na Filosofia”
Arthur: O “Transa” é um dos maiores discos da música brasileira. Caetano Veloso tava em sua melhor fase e o Jards Macalé arrebentou nos arranjos. Tocamos essa música no primeiro ensaio da banda.

Brian Jonestown Massacre“Anemone”
Iuri: O estilo de composicão, a textura dos timbres e as performances desses caras, sempre foram influências pra gente. Anemone é uma canção de apenas dois acordes que te levam longe, de vez enquanto apresentamos ela nos nossos shows e é sempre uma viagem.

Tame Impala“Elephant”
Iuri: Tanto “Elephant” quanto o disco inteiro “Lonerism” do Tame Impala, deu um boom no cenário neo psicodélico e abriu novas portas para outras bandas que vieram numa onda parecida. A pegada firme na batera e o baixo marcante de “Elephant”, forma o ápice da música, além também de todos aqueles synths e guitarras ardidas, é foda demais.

CAN“Vitamin C”
Iuri: Indo mais atrás no tempo agora, a banda Can sempre pirou a gente com aquela fritura setentista na parte instrumental e também nos vocais excêntricos do japonês Damo Suzuki. “Vitamin C” cria uma atmosfera tão estranha e peculiar, que a gente não poderia deixá-la de fora dessa lista.

Erasmo Carlos“É Preciso Dar Um Jeito Meu Amigo”
Guilherme: Continuando nos anos 70, que é uma época realmente influente no nosso som, a sonzeira brazuca fervia demais também. Essa canção do Erasmo de 1971, permanece atual até hoje, tanto na poesia contestadora e direta, como nos belos arranjos.

The Stooges“No Fun”
Guilherme: Entre as referências de rock’n’roll, The Stooges e Velvet Underground sempre foi as mais presentes. Essa música representa uma grande influencia na construção da sonoridade da banda, principalmente nas nossas primeiras gravações. Acredito que a banda toda curte trabalhar com riffs simples.

Black Sabbath“Planet Caravan”
Guilherme: Foi o Vini que me aplicou esse som. Black Sabbath psicodélico! A estrutura e a atmosfera da música favorece alguns trechos de jam e improviso, que nos ajudava a trabalhar nossa comunicação e entrosamento. Foi um destaque no show de lançamento da revista Paralela.

Tagore“Pineal”
Arthur: O som do Tagore chegou na gente bem na época que a gente tava começando a pirar nas psicodelias do nordeste, principalmente nas bandas do chamado movimento Udigrudi (Alceu, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, etc). O choque foi momentâneo, piramos. E depois quando eles foram lançar o “Pineal”, fizemos uma miniturnê juntos. E acabou que hoje todo mundo da banda é de casa: Tagore, Caramuru, Julião, Xandão, João Felipe. Rolou a parada sensacional de participarem do nosso disco e produzirem também. A gente é fã desses caras.

Porcas Borboletas“Menos”
Arthur: Esses são nossos professores da cena independente do Triângulo Mineiro, por vários fatores. Lembro ver o show deles no lançamento do disco (A Passeio), numa época que nem frequentava tanto shows de bandas independentes. Essa música mudou tudo, virei frequentador assíduo dos eventos locais e quis trabalhar com música independente desde então.

Radiohead “Everything In Its Right Place”
Arthur: Eu sou grande fã, mas nem todo mundo da banda gosta, mas concordamos que não tem como ignorar essa gigantesca banda. O Radiohead revolucionou a música pós anos 90, acreditamos ser uma das maiores bandas da nossa geração. E essa música em si é um hit das festinhas depois dos shows.

Cachorro Grande“Que Loucura!”
Arthur: Tivemos vários shows memoráveis que fizemos na nossa cidade, mas alguns são foda. Um deles foi com o Cachorro Grande. Que um noite sensacional. A festa no camarim, as loucuras, várias conversas malucas. Acho que são uma grande influência pra todo mundo no rock’n’roll brasileiro. Esses caras são foda.

Lou Reed“Vicious”
Arthur: Já falamos de Velvet, eu sei. Mas essa música é praticamente um hino pra todos nós. Descreve muita coisa de cada um da banda, em vários aspectos. Loucura pura, bicho.

Almirante Shiva“Ziggy”
Arthur: Acho que nem dá pra expressar em palavras a admiração que todos nós temos por estes caras. Foram uma das primeiras bandas que trouxemos pra nossa cena, demos altos rolês juntos aqui por Minas Gerais, mais de uma vez. E a gente sempre pirou no jeito dos caras tocarem, no som que cada um faz, neles no palco. Uma banda especial pra gente, sem dúvidas. E mais uma coisa: PEDRO VIVE!

Alceu Valença“Veneno”
Arthur: Se o Brasil alguma vez teve um rei na música, jamais foi Roberto Carlos, e sim Alceu Valença. Bicho, não tem nem como querer falar da obra deste maluco aqui, pelas inúmeras fases nos 50 anos de carreira, e admiramos todas. Mas dois dos maiores discos da psicodelia brasileira, são sem dúvidas “Espelho Cristalino” e “Vivo”, ambos de 1976.

Stealers Wheel“Stuck in the Middle of You”
Iuri: Essa banda escocesa com essa canção principalmente, representa a nata do rock setentista e da cena underground que rolava na época. Somos admiradores do folk e da música caipira, Stealers Wheel é uma mistura de tudo que é bom e criativo.

Holy Wave“Do You Feel It”
Iuri: Uma mescla de instrumentais neo-psicodélicos com a levada marcante do rock 4×4 formam o diferencial dessa banda Texana. “Do You Feel it” abre o álbum “RELAX” que é um dos melhores discos da banda, que é relativamente nova ainda.

The Cure“The Lovecats”
Iuri: Fãs dos anos 80 também que somos, The Cure pra representar essa turma boa. “The Lovecats” une jazz, 80’s, teatro, e gera uma atmosfera peculiar do som “geral” do Cure. Fecha com chave de ouro nossa lista!

Construindo Aramà: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da cantora

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a cantora ítalo-brasileira Aramà, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Carmen Miranda“Chica Chica Boom Chic”
Em 2005 foi a primeira vez que eu viajei pro Brasil. Fiquei tão feliz de ter visitado o museu da Carmen Miranda no Rio que eu quis pesquisar mais sobre essa artista maravilhosa. Até tirei fotos que agora viraram quadros na minha casa . A música “Chica Chica Boom Chic” me acompanhou por muito tempo. A música tão incrível, desta artista tão carismática, entrou na minha playlist e nunca saiu!

Margareth Menezes“Maimbe Danda”
O contato com a Bahia, quando morei em Salvador, em 2005, foi muito importante para influenciar meu som. Uma das artistas que mais me influenciou foi a Margareth. Quando voltei pra Itália, em seguida coloquei essa música nos meus shows. E cantei até enjoar (risos)!

Roberta Sá“Cicatrizes”
Uma amiga brasileira sempre cantava essa música pra mim, dizendo que eu deveria aprendê-la! O amor que nunca cicatriza todo mundo provou, né?

Major Lazer“Lean On”
Fiquei impressionada quando essa música saiu. Obcecada, eu me lembro que não parava de ouvi- la. E pensei “eu preciso fazer um som desse”, até hoje as rádios na Itália não param de tocá-la, hit de muito sucesso mesmo!

Giorgia“Marzo”
Música suave, foi uma das primeiras que eu aprendi a cantar quando comecei a cantar de verdade, fazer aulas e etc. É uma música bem triste que está ligada com a morte do namorado da cantora Giorgia, Alex Baroni. O videoclipe está lindíssimo, de uma elegância refinada. Impactante e poderosa, essa música me faz lembrar como é importante viver a vida plenamente sem medo .

Janet Jackson“Velvet Rope”
Fez parte da minha infância, eu dançava e cantava a música na cozinha da minha vó. Entrou como uma onda no meu estômago. A voz da Janet é única, parece que ela vem de um mundo paralelo com um beat totalmente envolvente.

Erykah Badu“Orange Moon”
Descobri essa música quando fui ao show da Erykah Badu, em Milão, na Arena Cívica . No final do show fomos pro camarim comprimentá-la. Ela saiu com a criança dela no braço e uma fã gritou “você não cantou pra nós Orange Moon!”, ela com a criança no braço, começou cantar assim no meio da gente e até nos convidou para ir ao hotel dela pra fazer uma jam e beber algo! Que mulher incrível!!

Sara Tavares“Balance”
Um amigo meu DJ cabo-verdiano me mostrou um dia essa música. Fiquei totalmente apaixonada pela vibe. Quando, em março, fui pra Cabo Verde pra fazer a tour, pude ouvir essa corrente da música cabo-verdiana que é cheia de artistas bacanas que infelizmente não tocam nas nossas rádios italianas.

Buraka Som Sistema feat Blaya & Roses Gabor“We Stay Up All Night”
Essa música da banda portuguesa Buraka Som Sistema, cuja sonoridade se integra no gênero musical Kuduro, é um mix de eletrônica com várias influências. Adoro ouvir mix de estilos e sonoridades .

Fernanda Porto“Samba Assim”
Essa música ouvi pela primeira vez quando eu estava na Bahia, em 2005, numa pousada na Ilha de Morro São Paulo, perto de Salvador. Amei as sonoridades tanto que perguntei pro dono da pousada qual era o álbum e fui rápido pro Pelorinho comprar! Meu samba começou assim.

Fernanda Abreu“Veneno da Lata”
Eu estava no Rio, em 2005, ouvindo no táxi essa música. Ainda não falava bem português e um amigo meu me explicou o que significava lata. Essas latas ainda estão tocando no meu coração!

Gilberto Gil“Toda Menina Baiana”
Foi meu hino! Que música incrível, não tem como ficar parado!

Ivete Sangalo“Céu da Boca”
Salvador, show de Ivete Sangalo com participação de Gilberto Gil. A Ivete com a perna quebrada pulando igual sapo e eu no público pulando com ela! Essa música e esse momento ficaram gravados na memória! Simplesmente foda!

MC Leozinho“Ela Só Pensa Em Beijar”
No castelo das pedras, dancei essa música ouvindo ao vivo pela primeira vez o “funk do Rio” e os MCs que se apresentavam aquela noite! O Funk foi uma das maiores inspirações que tive até agora, não com as letras, mas com as batidas.

Walmir Borges“Princesa”
Conheci o Walmir Borges tocando essa música maravilhosa no canal no YouTube do querido amigo Rafael Kent, no projeto do Studio62. Quando conheci o Walmir, ele me propôs cantar essa música com ele ao vivo no club Grazie a Dio. Eu chorei de tanta emoção mas não falei isso ainda pra ele!!

Luciana Mello“Na Veia da Nega”
Música que me acompanhou por vários anos até eu cantá-la com minha banda e inclui-la no repertório. Adoro!

Kaleidoscópio“Tem que Valer”
Foi no Festival Bar, na Itália, que conheci essa música. Quando o Ramilson Maia produziu 2 faixas pra mim, realizei um dos sonhos da minha vida! Acredite sempre porque tudo pode acontecer!

Maria Gadú“Shimbalaiê”
Meu verão 2012 foi acompanhado pela voz da Maria Gadú. Gostosa de ouvir, virou um dos hits do verão italiano. As rádios tocavam, os supermercados tocavam, as praias tocavam, os carros, todo mundo. Tenho certeza que entrou tanto no meu corpo essa música que de qualquer jeito me influenciou.

Demônios da Garoa“Trem das Onze”
No Rio de Janeiro cantando até ficar sem voz no bar Carioca da Gema. Que boa lembrança !

Carlinhos Brown “Carlito Marron”
Comprei esse disco no Pelourinho junto com o disco da Fernanda Porto. Adorei o mix de influências que esse disco tem! Dancei até arrastar as sandálias…

Construindo Yannick Aka Afro Samurai: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som do rapper

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foto por Luís França

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o rapper paulistano Yannick Aka Afro Samurai, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Beatles“I Want You” (She So Heavy)
Essa música eu ouvi por anos na minha infância. Minha mãe é fã de Beatles e quando meus irmãos e eu estávamos fazendo a lição de casa, ouvíamos “Abbey Road” sempre. Esse disco eu conheço de cor.

Jethro Tull“Aqualung”
Na minha adolescência aos domingos pela manhã, meu pai gostava de nos acordar com uma música, ele aumentava no último volume se dirigia ao meu quarto, levantava a persiana e chegava gritando “borá acordar!”. “Aqualung” era uma de suas preferidas, no início peguei “bode” desse som, mas depois passei a ouvir e gostar de Jethro Tull.

Wu-Tang Clan“Wu-Tang Clan Ain’t Nuthing Ta Fuck Wit”
Uma das primeiras paixões musicais, quando eu ouvi Wu-Tang Clan pela primeira vez senti que era isso que eu queria fazer da vida, cantar rap. Pelo fato de ser filho de pai negro e mãe japonesa, ver homens negros cantando rap sob a influência da cultural oriental, me senti representado.

Racionais MC’s“Mano na Porta do Bar
A primeira referência de rap nacional foi Racionais MC’s, o disco “Holocausto Urbano” foi um choque pra mim, e o seguinte, “Raio X do Brasil”, foi algo surreal. Decorei todas as músicas e a partir dai incorporei o rap na minha vida. Lembro que um amigo tinha esse vinil e eu ficava ouvindo em casa, meus pais devem ter pensado “o Yannick vai ser maloqueiro” (risos). Pois é, sou (risos).

Body Count“Body Count In The House”
Musicalmente falando eu comecei a ouvir rock, meu irmão é roqueiro nato, conhece muita banda e claro por influência dele eu conheci essa banda fenomenal, que unia o melhor do rap com o melhor do rock.

Rage Againt the Machine“Killing In The Name”
Outra grande influência do meu irmão, eu queria ser o Zack de la Rocha, pois já gostava de rap e de rock e ele unia toda a levada do rap e a fúria do rock, monstro! Quando fui no SWU e vi esses caras ao vivo eu pensei “Agora posso morrer, pois já vi e senti de tudo”.

Bobby McFerrin“The Voice”
Esse álbum “The Voice” do Bobby McFerrin fez muita diferença na minha infância. Teve um dia em que estava no meu quarto e meu pai, minha mãe e meus irmãos estavam na sala assistindo TV. Eu peguei essa fita K7 coloquei no walkman do meu irmão, coloquei o fone e fiquei pirando e cantando as músicas desse disco que são todas performadas através apenas da voz do cantor. Eu pirei tanto e cantei tão alto que meu pai e meu irmão vieram ao meu quarto e ficaram me olhando por um bom tempo, dando muita risada pois eu estava de olhos fechados cantando “I Feel Good”, tomei um baita susto quando eu abri os olhos e lá estavam eles rindo de mim, foi muito engraçado (risos).

Seal“Kiss From The Rose”
Essa canção é linda, outra grande influência do meu pai. O meu pai é muito fã de Seal e desde a canção “Crazy” eu virei fã também. Mas quando saiu o disco “Seal 1991” e meu pai o comprou eu devo ter ouvindo umas mil vezes. Ouvir Seal me fez enxergar o quão eu era e ainda sou sensível em relação a vozes até hoje eu choro quando o ouço, ele é um grande artista.

Stone Temple Pilots“Plush”
Outra canção da adolescência roqueira que tive, lembro que quando passava esse clipe na MTV eu tentava imitar o timbre do Scott Weiland.

Alice In Chains“Would”
Mano, esse som é de arrepiar! Lembro que quando eu ouvia o baixo eu corria pra frente da TV ou do radio porque a minha vontade era ser o Layne Staley. Às vezes tinha medo dessa música, parecia um invocação do mal (risos)!

M.R.N“Noite de Insônia”
Grande época da radio comunitária Bela Vista FM, ouvi muito esse som, comprei o CD e tudo. Um salve ao Movimento Ritmo Negro! “Charley Baby Brown” era um outro som pesado do grupo.

U2“Kiss Me Thrill Me Hold Me Kill Me”
Antes de entrar na trilha do filme “Batman Forever”, o meu irmão já tinha esse disco, quando eu ouvi falei “U2 é muito foda!”. Essa música é daquelas pra transar com a namorada e ela nunca mais te esquecer (risos).

Boot Camp Clik“And So”
Um dos grupos de rap underground mais fodas do mundo, antes desse som eles já faziam clássicos enquanto muitos no rap queriam fazer hits. Pra mim é uma grande inspiração, gosto e bebo dessa fonte.

Def Squad“Full Cooperation”
Um dos grupos mais fodas do rap, Keith Murray, Redman e Erick Sermon e claro, eu tenho ate hoje esse cd, “obrigaaah” (risos)

Canibus“I Honor U”
Cara, esse é um tipo de som que sempre quis fazer, colocar uma linda voz feminina no refrão e vim arregaçando nas rimas. A “Luto Por Você” do EP “Também Conhecido Como Afro Samurai” é também inspirada nela.

Sean Paul“Gimme The Light”
Teve uma época que mergulhei no ragga através de um amigo, o Guilherme “Presa”, skatista e vídeomaker conceituado. Ele me apresentou esse mundo do reggae roots e do raggamuffin, lembro que quando o Sean Paul veio ao Brasil fomos no show dele e ficamos na primeira fila.

Kamau“Só”
Sempre que preciso entender a seguinte frase “A solidão é a dádiva dos seres excepcionais” eu ouço essa música. Kamau é um desses seres excepcionais. Valeu mestre.

U2 e Pavarotti “Miss Saravejo”
Mano choro sempre que ouço essa música. Lembro que quando a ouvi na adolescência aflorou uma paixão pela ópera e música clássica, porque quando o Pavarotti começa a cantar não tem como não se emocionar.

Tricky“She Makes Me Wanna Die”
Quando a Martina Topley Bird veio a São Paulo e eu perdi esse show, eu literalmente chorei. Lembro perfeitamente ter passado na frente do antigo Studio SP na Rua Augusta, trombei um conhecido e o perguntei o que ia rolar e ele me disse “ah, vai rolar um trip hop”. Não entrei de vacilão que fui, e no dia seguinte li no jornal que esse “trip hop” era a Martina e ela cantou essa canção. Fiquei puto. Anos depois o Tricky veio e eu não podia perder esse show por nada desse mundo. Fiquei 2 horas antes da bilheteria do SESC abrir e comprei o ingresso dos 2 dias. No dia do show eu levei o CD que contém essa música e tive a puta sorte de encontrá-lo, trocamos ideia, ele autografou o meu CD, tiramos uma foto e mano, o cara é muito sangue bom a ponto de me levar ao camarim dele, nunca esquecerei esse dia. Fora os dois shows que foram surreais, botaram o SESC Pompeia abaixo.

Joe Cocker“With A Little Help From My Friends”
Cara eu tenho 33 anos, assisti ao seriado “Anos Incríveis” na TV Cultura, então quem é dessa época, vai entender o porque. Esse som maravilhoso.

Construindo Arnaldo Tifu: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o seu som

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o rapper Arnaldo Tifu, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Pepeu“Nome de Meninas”
Foi um dos primeiros rap que escutei na vida, e pelo fato das rimas serem genuínas é simples incentivou a brincar de fazer rima e estimulou, uma grande referência.

Racionais MCs“Fim de Semana no Parque”
Esse som veio como as vozes das periferias, narrando características fortes do cotidiano. Quando eu escutava essa música e olhava pro bairro, eu via tudo que a música falava: a descrição, a base e a poesia forte, representatividade.

Consciência Humana“Tá na Hora”
Esse rap me ensinou que eu poderia falar do meu bairro, foi uma referência que incentivou fazer rap também, me influenciou a escrever meus primeiros versos.

MC Cidinho e Doca – “Rap da Felicidade”
Esse funk, além da batida miami bass que parece um sampler do Afrika Bambaata da música “Planet Rock”, tem a voz forte que clamava por paz nas favelas. Na época em que foi lançado a linguagem simples e batida dançante contagiou a juventude das favelas do Brasil, e pra nós não poderia ser diferente.

Kool Moe Dee“Go See the Doctor”
Lembro das festinhas de garagem, da casa de máquina do Dudu tocando os flashback e os flash raps que bombavam… O Dudu me deixava limpar os discos em troca de uma ficha e uma Tubaína e ficava me falando como eram os bailes do Clube House e ensinando como eles dançavam em passinhos.

Tim Maia“Ela Partiu”
Música que me ensinou o que era o sampler, por que a primeira vez que ouvi os arranjos desse som foi na música “Homem na Estrada” dos Racionais. Depois que eu escutei Tim Maia entendi como podia se fazer rap através do sample e a importância que o rap tem em resgatar músicas através da arte de samplear.

Raul Seixas“Maluco Beleza”
Meu pai curtia bastante as músicas do Raul, ele tinha várias fitas K7 e sempre colocava essa música em alto e bom som pra gente escutar e cantar, e depois usei as fitinhas tudo pra gravar rap (risos).

Fundo de Quintal“Amor dos Deuses”
Vim do berço do samba e essa música a gente já tocava desde pivetinho nas rodas de samba com meus primos e lideradas pelo meu tio avô, o Tio Cido, que já fazia a gente empunhar um balde, um prato ou uma frigideira pá tocar um samba. Já naquela época a gente ficava encantado com a poesia desse samba.

Facção Central“Artista ou Não?”
Rap de mensagem forte me ensinou desde a primeira vez que eu escutei a identificar o rap como arte.

Rage Against the Machine“Killing In The Name”
Vixi! Essa música marcou meus circuitos de skate, quando tava na febre e ia correr os campeonatinho, já pedia pro DJ tocar essa. Já até me aventurei em cantar numa banda cover do Rage e Beastie Boys (risos).

Planet Hemp“Mantenha o Respeito”
Teve uma época que o hardcore ficou bem forte na minha vida, principalmente com o surgimento de bandas nacionais com a pegada do rap e do rock. O Planet foi muito significante nesta época, foi a época que comecei a ficar mais cabeção no skate e sair mais do bairro pra curtir com outras quebradas e dialogar com diferentes tribos.

Fugees“Killing Me Softly”
A voz feminina do rap/R&B forte e representativa demais, marcou minha vida apaixonado em escutar as música dessa mulher.

Wu Tang Clan“Triumph”
Abriu minha mente pra prestar atenção nos diversos modos de se versar num rap, cada um rimando nessa banca com suas peculiaridades e o boom que foi quando surgiu o Wu Tang, nós curtimos muito.

Criolo“Ainda Há Tempo”
Ainda quando o Criolo era doido, vi um show dele e quando ele cantou essa música ele se emocionou e comoveu o público que estava presente no evento, cerca de umas 70 pessoas. Mas o sentimento e a verdade versados nessa música foi impactante, foi um hino pra minha vida.

Cassiano“Onda”
Música que hipnotiza, mais instrumental e realmente parece que a música é o oceano em movimento, uma das música que me trazem paz.

Herbie Hancock“Chameleon”
Original funk, este groove me inspirou a criar vários versos, levadas e flows, pra mim uma aula. É inspiração e toda vez que escuto fico com vontade de criar.

Arnaldo Tifu“Simplicidade”
Essa música minha é uma obra pela qual eu tenho muito carinho, acho que eu consegui transmitir a simplicidade que vivo no meu cotidiano e que eu almejo para as pessoas do mundo.

Thaíde e DJ Hum“Afro Brasileiro”
Tá aí uma música que me ensinou sobre a minha descendência, orgulho, alto estima e luta.

John Coltrane“Blue Train”
Essa música é sensacional, tipo um teletransporte. Me inspirou a criar alguns personagens, uma nova maneira de explorar a música e introduzir isto no meu universo criativo.

Emicida“Triunfo”
Esse som foi as vozes das ruas da minha geração no rap. Quando Emicida lançou e estourou com este som, me mostrou a possibilidade de fazer a parada acontecer de verdade, pela vitória e pelo triunfo. E como vivíamos todos bem próximos nas rodas de rima de freestyle, esse som foi um hino pra nós. Emicida provou que é possível. E essa música marcou!

A trilha sonora perfeita para um Halloween sangrento

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Chegou o natal dos trevosos e queremos comemorar! Não importa se você mora em terras tupiniquins e queira chamar de “Dia do Saci”, o importante é colocar sua fantasia, pegar um copo de vinho barato e aproveitar as festinhas com a melhor (e mais mórbida) playlist.
Conversamos com alguns amigos do underground nacional para saber o que escutariam em uma noite de Halloween. O resultado foi assustadoramente bom.

Mesmo com algumas mudanças e intervenções comerciais no decorrer do tempo, a história do Halloween desafia as festas cristãs tradicionais por ter uma origem pagã que não perde suas raízes. Manter viva uma comemoração que fala sobre a morte e exalta figuras demonizadas pela sociedade tem lá sua importância. É no ode ao bizarro e no confronto social sobre o que é considerado “aceitável” que o rock encontra o Halloween. Muitas bandas e artistas homenageiam a data, seja nas composições ou na estética “creepy”. Impossível não mencionar alguns ícones: Alice Cooper com suas apresentações chocantes que influenciaram toda uma geração, Black Sabbath que construiu o conceito da banda inspirado em contos de terror, Misfits que deu origem ao Horror Punk, Rob Zombie que até dirigiu o remake do filme Halloween e King Diamond com seu microfone feito de ossos humanos. Claro que a lista de artistas que bebem dessa fonte é muito maior e, inclusive, merecem uma matéria futuramente.

No Brasil, terra de Zé do Caixão, Mula Sem Cabeça, Toninho do Diabo, Michel Temer e Saci Pererê, temos nossas bandas terrivelmente boas. A coletânea Isto é Horror Punk Brasil reúne bandas brasileiras que falam sem misericórdia sobre cadáveres, sangue e satanás. As bandas de punk rock brazuca tem um sarcasmo único nas composições, coisa que só sabe fazer quem cresceu com medo do homem do saco, no meio da tensão da favela, com presidente vampiro sugando o povo e correndo de bandido portador de peixeira. Rir da desgraça é coisa que brasileiro faz melhor do que ninguém.


E falando em rir da morte e se divertir com a decadência, vamos às indicações de músicas para embalar o Halloween com muito sangue de groselha:

Zumbis do Espaço – “O Mal Imortal” // Amanda Magnino
Começando pela minha indicação, claro! Zumbis do Espaço é punk rock do Brasil e o clipe dessa música tem participação do grande mestre José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Zumbis do Espaço não tem medo de chocar ninguém, fala do capeta, violência e cemitério. Por algum motivo muito bizarro, sempre que eu escuto a banda eu fico de bom humor, então, pra mim, é a trilha sonora ideal pra uma noite de celebração degenerada.

Misfits – “London Dungeon” // Alexandre Cacciatore – O Inimigo

Nekrotério – “Jason” // Joe Porto – Lava Divers
O Joe considera Nekrotério o Misfits do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. E cá pra nós, se alguém sobrevive às loucuras do cerrado, sobrevive a qualquer noite de terror.

Bauhaus “Bela Lugosi’s Dead” // Victor José – Antiprisma
“Classicão. Não vejo nenhuma outra música com apelo tão soturno a ponto de me fazer lembrar sangue, vampiro, lápide, cadáver, caixão, cemitério e noite apenas com poucos compassos de bateria. E o mais estranho é que, se você reparar bem, aquilo é uma bossa nova! Ela é tétrica por inteiro. Aquele riff repetitivo do baixo, a guitarra levemente noise e o vocal afetado dão um ar de hipnose nos quase dez minutos de duração. E mesmo esquecendo dessa coisa dark, dá pra perceber que ali tem uma noção estética absurda. Parabéns aos envolvidos. Além disso “Bela Lugosi’s Dead” é meio que pioneira nessa pegada, tanto que muita gente a considera como “a inauguração do rock gótico”, o que fez com que o Bauhaus se incomodasse um pouco (e com razão). Poxa, Bauhaus é uma banda incrível, vai muito além disso. Enfim, não dá pra pensar em fazer uma festa de Halloween sem essa.”

Carbona – “Eu Acredito em Monstros” // Andrei Martinez – Francisco, El Hombre

Alice In Chains – “Grind” // André Luis Santos “Murça” – Desventura
De acordo com meu querido amigo Murça, o clipe dessa música é o mais mórbido possível.

Itamar Assumpção – “Noite de Terror, Oh Maldição” // Moita Mattos – Porcas Borboletas
Nessa versão o Itamar mistura “Noite de Terror” do Roberto Carlos“Oh Maldição” de Arrigo e Paulo Barnabé. Obviamente a mistura ficou bem bizarra, ou seja, perfeita para uma noite sinistra.

Ministry – “Everyday Is Halloween” / Rafael Lamin – Enema Noise
Não precisa nem falar nada, né?

O Lendário Chucrobillyman – “Macumba For You” // Mauro Fontoura – Muñoz

Sopor Aeternus – “A Strange Thing To Say” // Vitor Marsula – Molodoys
“A escolha já começa com a própria artista, que é, basicamente, uma pessoa que ninguém tem certeza de onde vem, o que é e como é e, pela banda de apoio, que é alegadamente uma hoste de espíritos que ajudam Anna Varney Catandea, a única integrante viva da banda a compor, e do fato da banda só performar para a alma dos mortos. Juntando à temática da música, que é a relação do personagem com o seu único amigo, um assassino da mais alta qualidade e a ponderação e até felicidade em pensar que o mesmo poderia ser quem tiraria sua vida num futuro, tornam ela, para mim, uma ótima música para essa época. Isso sem contar a música em si, que tem uma pegada que vai desde a música barroca até uma sonoridade bem agressiva de forma linda e que te cativa muito. E o clipe da música merece uma atenção também por ser bem creepy e reconfortante, como é essa época do ano.”

The Cramps – “Bikini Girls With Machine Guns” // Marco Paulo Henriques – Uganga
Não podia faltar The Cramps nessa lista, obrigada Marco Paulo!

John Carpenter

– “Escape From New York” // Gabriel Muchon – Poltergat
“Não tem como não falar de John Carpenter quando o assunto é Halloween e música. O cara não só escreveu e dirigiu o primeiro filme da lendária franquia de Michael Myers, mas também criou e produziu a icônica trilha sonora. Recentemente ele lançou um disco “Anthology: Movie Themes 1974-1998″ e conta com vários clássicos, como o “Escape from New York’.”

Drákula – “Cidade Assassina” // Gordon Rise – Light Strucks
Mais uma do horror punk nacional pra nossa lista.

Soundgarden – “Beyond The Wheel” // Lúcia Vulcano – Pata
‘Beyond the Wheel’ é a quarta música do ‘Ultramega Ok’
do Soundgarden e fica entre as músicas 665 e 667. Ou seja… A sonoridade remete a um clima tenso, com um andamento lento e riff bem pesado. A letra fala de uma dinâmica familiar patriarcal, baseada em guerra e lucro. Bem, não há coisa entre o céu e a terra mais assustadora do que isso, certo?”

Marilyn Manson – “The KKK Took My Baby Away” / Amanda Ramalho – Chá das 4 e 20 Músicas / Jovem Pan FM
“Eu ganhei um tributo aos Ramones de uma amiga gótica na minha adolescência, cheia de bandas famosas fazendo versões dos caras, mas essa sempre me impressionou mais. O clima é totalmente macabro. Quando eu penso nessa musica eu canto na versão do Manson, não na dos Ramones. Pra mim ela faz muito mais sentido com ele.”

The Gothic Archies – “Smile! No One Cares How You Feel” // Pedro Serapicos – Serapicos
Stephen Merritt é um dos meus cantores preferidos e um compositor absurdamente prolífico, lúdico e diverso. Mais conhecido por seu trabalho com o The Magnetic Fields (especialmente pelo épico album triplo de 1999 ’69 Love Songs’), Merritt também dá as caras em diversos outros projetos, como o Gothic Archies, definido pelo compositor como um projeto de ‘goth-bubblegum’. As músicas desse projeto tem todas um ‘quê’ fantasmagórico e abordam, com humor ácido, mórbido e inteligente, um lado mais melancólico, dark, visceral e pessimista da existência. Destaque pra canção ‘Smile! No one cares how you feel’; com poesia arrebatadora que aborda a vaidade, egoísmo e dissimulação.”

Black Sabbath – “Black Sabbath” // Mariana Ceriani – Dead Parrot
“Você não precisa entender a letra e nem o próprio título da música pra saber que está falando de algo macabro. Dá pra imaginar toda uma história de terror pelo arranjo inteiro, mas principalmente pelo riff de guitarra principal por si só (habemus Tony Yommi). Não é à toa que é a faixa que tem o mesmo nome do álbum e com a capa mais assustadora das capas.”

Eminem – “3 A.M.” // João Pedro Ramos – Crush em Hi-Fi
“Nessa música do discoRelapse” o rapper fala da perspectiva de um serial killer que questiona sua sanidade. O som tem até referências à “Silêncio dos Inocentes’

White Zombie – “I’m Your Boogieman” // Chris Lopo
“A música é original do KC & The Sunshine Band, mas foi em 1996 que o White Zombie levou o título ao pé da letra e fez um dos clipes mais legais da curta vida da banda. Gravado para a trilha sonora do filmeO Corvo: Cidade dos Anjos”, a música ganhou um vídeo que parece ter saído diretamente de um capítulo da série Os Monstros”. Nele, temos uma banda de monstros tocando pra uma plateia de monstrinhos hiper-empolgados. Os takes com Rob Zombie cantando já se passam na atualidade, com zumbis estilo The Walking Dead” vagando, ao seu redor, dentro de uma jaula, decorada igualzinho àquela melhor festa de Halloween que vai aparecer só pra quem sonhar com o clipe.”

Spidrax – Lenda Urbana // Helder Sampedro – RockALT e Crush em Hi-Fi
A letra macabra da música junto aos riffs


Depois de tantas sugestões discrepantes e sensacionais, montamos uma playlist no Spotify da Crush em Hi-Fi com todas essas indicações e mais algumas outras que colocamos para vocês saírem na rua pedindo doces, com maquiagem duvidosa e fantasia improvisada.

Dê o play e lembre-se sempre de não morder o coleguinha sem autorização, ok?

 

Já escolheu o look do dia?

 

Construindo Stringbreaker and the Stuff Breakers: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o Stringbreaker and the Stuff Breakers, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Led Zeppelin“Communication Breakdown”
Guilherme: Foi a música que me fez querer tocar guitarra, lembro de ouvi-la e travar na frente do rádio. Depois disso, nada mais foi como antes. Se não fosse por “Communication Breakdow”, não estaríamos tendo essa conversa agora.

Jeff Beck“You Know What I Mean”
Guilherme: É a faixa que abre o “Blow by Blow”, uma demonstração de que é possível fazer Rock com balanço, peso, pegada e instrumental! Foi uma paixão a primeira audição e também a influencia definitiva na composição do nosso primeiro álbum.

Rival Sons“Pressure and Time”
Guilherme: Rock’n’Roll à moda dos 70’s com uma mix forte, clara e atual. Sem dúvida uma referencia de como queria que os nossos discos soassem. Linguagem oldschool e gravação contemporânea.

Joe Bonamassa“Slow Train”
Guilherme: O que esse cara faz com a guitarra é coisa de outro mundo! Sem dúvida é uma grande influencia e uma grande inspiração! Além disso, acredito que ele também tem grande importância ao trazer o blues e o blues rock de volta aos holofotes!

Blackberry Smoke“Up In Smoke”
Guilherme: Descobri o Blackberry através da banda onde conheci o Sérgio, Hellbilly Rebels, eles tocavam “Up in Smoke” nos shows e pirava no som. Além da descoberta de uma das bandas que certamente, hoje é uma das minhas favoritas, ainda tem essa coisa de marcar o começo do nosso trabalho juntos.

Hellbilly Rebels“Motor Heart”
Guilherme: Eu produzi o primeiro disco da Hellbilly, banda em que o Sérgio é baterista também. Foi trabalhando nessa música que encontramos uma enorme semelhança de referencias e gostos musicais. Acho que foi por aí que começou a parceira que virou o StringBreaker & the StuffBreakers.

Jimi Hendrix“Little Wing”
Guilherme: Outra aula de guitarra! Tem muito dela no jeito de conduzir as bases do StringBreaker. Aliás, não só no String… Nem precisa procurar bem pra ouvir o estilo do Hendrix conduzir as bases em vários guitarristas, de SRV a John Mayer.

Philip Sayce“Save Me From Myself”
Guilherme: Mais uma referencia de linguagem, fraseado, composição e som de guitarra! Blues Rock da pesada com vibrações dos anos 70! Destaque para o riff principal e para solo!

Camel“Nimrodel – The Procession – The White Rider”
Guilherme: Essa música é uma viagem musical incrível! Trocas de clima, andamentos, timbres e tudo mais. Progressivo de primeira! Estava ouvindo muito Camel na época em que trabalhavamos no “Re-Breaker” e acho que tem um pouco dessa vibe em algumas músicas. “Área 78” representa bem essa influencia.

Led Zeppelin“Bron-Yr-Aur”
Guilherme: Belíssima faixa acústica do “Physical Graffiti”, que é um dos meus discos preferidos do Led Zeppelin. Gosto muito das composições acústicas do Page e de fato elas me influenciaram muito nas faixas “Rainy Afternoon In Gonçalves” do nosso primeiro álbum e tanto em “Freedom Walk” como no “Requiem in F#m” que estão no “Re-Breaker”.

Deep Purple“Burn”
Sérgio: Uma faixa literalmente QUENTE! Ela traz com maestria a sensação da correria e do caos da invasão de uma bruxa numa vila pacífica como se fosse um filme. Vale a pena conferir a versão do California Jam de 1974. Menção mais do que honrosa para a faixa “You Fool no One”, do mesmo álbum “Burn” e presente no mesmo show! Deep Purple foi uma das bandas que quando eu ouvi pela primeira vez sabia que estaria comigo pelo resto da vida. A sensação de “é isso que eu quero” foi imediata e permanece.

Led Zeppelin“Achilles Last Stand”
Sérgio: Essa é música avassaladora, instigante e empolgante da primeira à última nota, e que te deixa órfão quando acaba querendo mais rock. Uma música de 10 minutos que quando você se dá conta acabou e você está boquiaberto se perguntando o que houve. Led é um ponto comum pra nós, definitivamente uma das pedras de fundação do String.

Rush“Tom Sawyer”
Sérgio: Grande faixa da banda canadense! Fazemos inclusive uma homenagem na versão ao vivo da “Travel at the Southern Lands” incluindo o solo de bateria original do Rush. Tem diversas aparições das levadas de condução Peartianas em sons do string, e a clássica virada de caixa na “Rock’n’Roll CAPO”!

The Who“We Won´t Get Fooled Again”
Sérgio: Definir “Pedrada rock”? Está aí, só ouvir! O Who é INTENSO! Tentamos trazer elementos dessa energia em diversas músicas nossas. Destaque para as linhas de baixo que são espetaculares.

Beatles“Strawberry Fields Forever”
Sérgio: Beatles tem bastante coisa muito interessante na carreira inteira, mas esta música é da fase da carreira deles que me soa mais densa e mais interessante. Ela mostra como um acorde triste na progressão muda o clima tão bruscamente que parece que o céu escurece e vai chover na hora.

Pink Floyd“Shine on You Crazy Diamond”
Sérgio: Pink Floyd é uma banda mestre em climas e texturas, e em algumas músicas traz um crescendo do mood mais tranquilo para um rock mais forte, sempre se apoiando em riffs marcantes quando sobe o peso. Este é um elemento genial, que procuramos aproveitar no nosso som também, a exemplo da nossa música “Eventide”.

Styx“One With Everything”
Sérgio: Uma música que está presente em um dos shows que abriu meus horizontes. “Styx Live with the CYO Orchestra” é uma verdadeira aula de rock. O baterista do Styx é o genial Todd Suchermann, autor de um dos melhores métodos de bateria e uma grande influência pra mim.

Kansas“Carry on my Wayward Son”
Sérgio: Uma das primeiras músicas que eu ouvi no universo do rock. Basicamente minha cabeça explodiu com os coros, os hammonds, o solo de guitarra, mudança de ritmo no final, solos, etc. Essa é uma música completa, uma das melhores já gravadas na história do Rock, na minha humilde opinião (junto com “Easy Lover” do Phil Collins, mas estou ficando apertado de músicas (risos)).

Dave Matthews Band“#41”
Sérgio: Apesar dessa banda ser do universo mais country/pop, ela conta com um baterista genial, o grande Carter Beauford, e um ponto chave: o bom gosto. A grande contribuição dele pro meu play é justamente a preocupação com o bom gosto, sem deixar de colocar detalhes muito interessantes nas músicas, mas que não se sobressaiam demasiadamente. Minha filosofia de boa composição é o “fácil de ouvir, bonito de ver e difícil de tocar”, e esse cara é MESTRE nisso! Tem umas coisas bem na linha dele na “Pigeon Turn On” e na música nova “Take 25”.

Queen“Bohemian Rhapsody”
Sérgio: Impossível começar e não terminar. E não cantar junto também! As trocas de partes, mudanças de climas e o modo como a história é contada é surreal. Tentamos fazer isso nas histórias do String como “Railroad Aboosin´” e “Area 78” por exemplo, mas com o agravante de não termos letras.. e nem o Freddie (boa sorte pra gente (risos)).