Segundo single do disco novo do Weezer tira o “susto” do primeiro ao voltar às raízes de “Pinkerton”

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Quem não se lembra da primeira vez que ouviu “Pinkerton”, o álbum mais pessoal (e para muitos o melhor) do Weezer? A sujeira aliada às canções do power pop renovado que já faziam no “Blue Album” decorando letras até constrangedoras de tão pessoais. O segundo disco que é tão temido pelos artistas por ser a confirmação do seu lugar no panteão dos grandes ou a simples continuidade da vida de rock star que vira e mexe é invejada nas primeiras canções.

Em 1996 quando Rivers Cuomo se alternava entre o estúdio (em aparições raras, mas produtivas) e sua vida solitária e atormentada de um estudante de Harvard que acabara de fazer uma cirurgia para corrigir um defeito de nascença no tamanho das suas pernas e andava por aí de muletas como um velho, rabugento, os outros membros do Weezer se alternavam entre projetos paralelos e depressões pós-fama bem encaminhadas. Depois de “Pinkerton” sobreviveram os que seguiram Cuomo na sua jornada ao pop, enquanto Matt Sharp, o icônico baixista dos backing vocals agudos, se mandava pra cuidar do The Rentals, que mantinha as raízes de geek mal amado dos primórdios do Weezer.

O Weezer seguiu em frente lançando disco após disco, alguns com muitas boas canções, mas nenhum com a mesma verve atormentada e dramática dos dois primeiros álbuns. Rivers se tornou o típico pai americano de bigode e tudo e a banda se enveredou por cada seguimento da música pop americana, cada vez mais se distanciando das suas raízes numa espécie de odisseia pra fugir do tédio (ou talvez dos traumas relatados em “Pinkerton”). O resultado foram discos tão frequentes quanto eram chatos.

Mas então Rivers ficou velho e se viu entediado com a fuga do próprio tédio e assim como muitas bandas já fizeram resolveu voltar às raízes com o bom disco “Everything Will Be Allright in the End”. Canções de bom power pop, com a volta das guitarras sujas e a coreia de raio tão icônica do nerd rock star que sempre foi a melhor persona de Cuomo. Particularmente eu achei o disco regular. A tentativa é válida e produziu grandes hinos, mas há muito mais de Mea Culpa ali do que volta às raízes. No entanto, era um disco bom Weezer depois de tantos anos…

Até agora. No último mês o Weezer lançou dois singles que segundo seu frontman não fazem parte de um álbum novo. O primeiro, “Thank God For Girls”, pareceu uma continuação da eterna busca de Cuomo pela fuga do tédio, mas como single achei bom como algumas das canções do “Red Album”. Longe dos primórdios, mas rock’n’roll de muita boa qualidade. Mas então veio o segundo single…

No primeiro acorde de Do You Wanna Get High? algo do Weezer Boy que fui quando ouvi “Pinkerton” pela primeira vez despertou em mim automaticamente. A canção permeada pelas guitarras sujas dando base pro vocal melancólico de Cuomo me fez pensar que estava em 1997, pela primeira vez desde 1999 senti que o velho Weezer estava de volta. Toda a verve que fez o Weezer ter sua legião de fãs leais está ali, baixo alto dobrando os acordes pesados, vocais agudos e melancólicos alinhados com backings sensacionais, um solo de guitarra que me lembra o de “The Good Life” e uma letra genial que você vai cantar pelos próximos 15 anos.

Conhecendo Rivers como conheço já espero esse evento de nostalgia como único e logo virão mais singles cobrindo as mais variadas fases da banda, mas o garoto de 15 anos em mim sussurra baixinho: “Holly Molly, I think I’ve got one here…”

Song and Dance Men lança “Nouvelle Vague”, primeiro single de seu novo disco “When I Still Smoked”

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Song and Dance Men

Vinda diretamente de São Carlos, interior de São Paulo, a banda Song and Dance Men lançou nesta semana “Nouvelle Vague”, o primeiro single de seu novo disco, “When I Still Smoked”, a ser lançado no dia 2 de outubro. Produzido por Marky Wildstone, baterista do grupo, o disco mistura indie rock, o rock alternativo dos anos 90 e um pouco de shoegaze. O quarteto conta também com Henry da Rocha (vocal e guitarra), Rafael Palma (baixo e backing) e Saulo Santil (guitarra e backing).

‘Nouvelle Vague’ é o primeiro single do disco, escolhemos ela porque me parece conter as características mais marcantes da banda: aquela energia jovem das bandas de rock alternativo, um tom triste e singelo nas melodias e um refrão que dá pra assoviar”, disse Marky. “O tema, desde a primeira vez que eu ouvi me lembrou algumas coisas do Weezer, Pixies e Superchunk que foram bandas que curti bastante nos anos 90, mas ao mesmo tempo me trazia algo fresco e novo.”

“O disco ‘When I Still Smoked’ tem 11 faixas bem diferentes uma das outras, gravamos ao vivo, durante 3 dias num casa de campo aqui na região de São Carlos, foram dias de trabalho intenso e muita concentração. Dias mágicos e cheios de emoção”, continuou Wildstone. “As influencias são uma mistura de tudo que já ouvimos na vida, muitos cantores dos anos 40 e 50, Bob Dylan, Lou Reed e bandas mais novas como Vampire Weekend. É o meu segundo disco como produtor e baterista e estamos bem felizes com o resultado. O disco sai no dia 02 de outubro e os CDs devem chegar no meio do mesmo mês com parceria da Wildstone Records e a estampa gaúcha Selo 180.”

Confira “Nouvelle Vague” aqui:

Electric Parlor lança seu primeiro clipe, “Last Battle”, apostando no som e visual do rock dos anos 70

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The Electric Parlor

O Electric Parlor, banda de rock and roll setentista de Los Angeles, lança hoje seu primeiro clipe, “Last Battle”, single do primeiro disco do grupo lançado em 2014. Conversamos com o quarteto de espírito setentista em fevereiro deste ano (clique aqui para ler).

“O conceito do clipe começou com uma ideia, mas meio que mudou para outra conforme o processo de pós-produção foi rolando”, disse Zachary Huling, baterista do grupo. “A essência da letra da música é sobre uma luta: a luta dos oprimidos, dos marginalizados, as pessoas que querem ter uma vida melhor, então a ideia original era que o sentimento de angústia e tensão fosse capturado no vídeo. Na ideia original, o clipe teria cenas de conflitos históricos e imagens metafóricas da humanidade em uma performance ao vivo. Mas, conforme a edição foi acontecendo, percebemos que as filmagens da banda tocando eram tão fortes que decidimos fazer um clipe 100% com a gente tocando”.

Além de Zachary, a banda é formada por Monique Alvarez (vocal), Kris Farr (guitarra) e Josh Fell (baixo) e aposta em influências clássicas como Creedence Clearwater Revival Led Zeppelin, além de bandas atuais que trazem o rock and roll de volta aos holofotes, como Alabama Shakes e Rival Sons. Você pode ajudá-los a produzir o primeiro disco deles em vinil na The Weingartner Phonogram Company, de Vancouver. E ele é roxo! Eles precisam de 100 compradores para que role. Colabore!

Assista o clipe de “Last Battle”, lançado com exclusividade no Crush em Hi-Fi:

 

Mac Sabbath: a banda que inventou o… er… “drive-thru metal”

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Sim, o título do post está correto. Bandas esquisitas surgem mais rápido do que você pode imaginar, e a cada minuto alguém tem uma ideia “genial” para montar um grupo e sair fazendo barulho. Desta vez é o Mac Sabbath, uma mistura de Black Sabbath com McDonald’s. Algo como se o Ozzy trocasse o famoso lanchinho de morcego por um quarterão com queijo.

Mac Sabbath

A ideia foi de Mike Odd, empresário da banda, também responsável pela esquisitíssima Rosemary’s Billygoat. Não, a banda não revela seus nomes, então a origem é meio obscura e fantasiosa. Segundo Mike, em 2013 ele viu um palhaço assustador em Chatsworth, California. Seu nome era Ronald Osborne e ele tinha o conceito do tal “drive thru metal” junto com seus companheiros Slayer Mac Chesse (uma versão Motörhead-ish do Mayor Mac Cheese), Grimalice (que aqui no Brasil é o Shaky) e Cat Burglar (uma mistura do Papa Burguer com o Peter Criss). O tal palhaço sentou em sua mesa e falou da banda e Mike (que provavelmente é o próprio Ronald) disse que sim, ele seria o empresário do bando de mutantes da Monsanto parodiadores de Sabbath. O resto é história e carboidratos musicais.

A banda transforma clássicos do Sabbath como “Iron Man” em “Frying Pan”, “Sweet Leaf” vira “Sweet Beef” e “Paranoid” em “Pair-o-buns”. “Rat Salad”… bem, continua sendo “Rat Salad”, afinal.

Pode parecer uma coisa muito doida, mas se formos pensar bem, o Ronald McDonald é realmente mil vezes mais assustador do que o Ozzy Osbourne. Certo?

Curta a página oficial da banda e confira as datas dos próximos gordurosos shows: https://www.facebook.com/macsabbath

BBGG lança nova música, “Little Red Dot” e prepara clipe dirigido por Gregório Graziosi

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BBGG

O quarteto paulista BBGG lança hoje sua nova música, “Little Red Dot”, gravada nos estúdios Costella, de Chuck Hipolitho, e Timbre, onde o baterista Mairena trabalha. “Essa música resume muito de como a gente deseja soar como banda. Sexy, sujo, pesado e melódico. Tem que ouvir pra sacar”, disse o baterista. A composição é do próprio, que também produziu o single. Ao invés de beber nas fontes posers de pseudo-vocalistas femininas que se acham a encarnação de saia de Lemmy, o BBGG buscou fontes mais puras, que flertam com Motörhead mas garantem a essência roqueira menos vitrinesca. Soa como se Joan Jett fizesse uma jam com o Sahara Hotnights entre uma e outra rodada de cerveja. Um Girlschool do século XXI.

Confira o lançamento exclusivo de “Little Red Dot” aqui:

“A inspiração é a nossa guitarrista Alê, que é uma baixinha ruiva, a ‘little red dot’! Ela tem muitos apelidos: gringa (porque nasceu na Califórnia), ruiva, ruivs, mas Little Red Dot foi uma imagem que pintou na letra mesmo e ficou por lá. O verso completo inicial da música diz ‘um pontinho vermelho no meu horizonte cinza’. Na verdade, eu fiz música pra todo mundo na banda já. É uma brincadeira interna nossa. Com bandmates tão gatas, não é preciso de musas externas!”, explicou o batera.

A música deve ganhar um clipe em breve. “Já estamos conversando com o Gregório Graziosi. Ele é um dos diretores mais promissores da nova geração do cinema brasileiro, acabou de lançar seu filme “A Obra”. Ele gosta muito dessa música e quer muito fazer o clipe”, contou Mairena.

Vencedor do Breakout Brasil, Jéf lança seu segundo disco, “Interior”, produzido por Lucas Silveira

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Jéf

Grande vencedor do Breakout Brasil, reality show musical do Canal Sony, o gaúcho Jéf acaba de lançar seu segundo disco, “Interior”, produzido pelo vocalista da banda Fresno e jurado do programa Lucas Silveira. Com suas doces canções e violão sempre a tiracolo, o músico ganhou o rótulo de folk, o que ele renega. “Não gosto muito de rótulos. Eu faço música com meu violão, então muita gente veio falar dessa coisa ‘indie folk'”, explica.

“Interior” foi lançado pela Sony Music Brasil no dia 31 de julho e conta com 10 músicas, sendo cinco delas novas roupagens para canções do disco “Leve”. “Rema e Acredita”, faixa que abre o disco, já está na playlist As 50 Mais Virais do Brasil do Spotify. Conversei com Jéf sobre sua carreira, a passagem pelo Breakout Brasil e o novo disco:

– Seu disco acabou de sair. Me fale um pouco mais sobre esse trabalho.

Bom, o disco se chama “Interior” e é o primeiro por uma grande gravadora. Pegamos 5 músicas do primeiro trabalho independente (“Leve”, lançado ano passado) que acabaram não tendo tanto tempo de divulgação, por causa do programa, então achamos melhor regravá-las e colocar nesse disco. E para quem já conhecia, trouxe 5 músicas inéditas. Foi produzido pelo Lucas Silveira, da Fresno, que meio que entrou pra banda durante o processo. Tocou, ajudou a compor, se dedicou e trouxe todo talento e suas boas energias para que pudéssemos fazer um ótimo trabalho juntos.

– Como você começou a carreira?

Comecei com 13 anos a minha primeira banda, eu tocava baixo e cantava. Tocávamos em colégios aqui no interior. Com 15, começamos a participar de alguns festivais e fazer shows mais regularmente. Passamos por muitas coisas, trocas de integrantes, mudanças de prioridades, até que a banda foi acabando. Eu gravei algumas músicas sozinho, e coloquei na internet, e teve uma repercussão bem bacana, decidi gravar o disco “solo” e começar a tocar, e foi dando certo, em 2014. Em maio do ano passado lancei o CD, em agosto rolou o Breakout e tudo mudou.

O disco "Interior", de Jéf.
O disco “Interior”.

– Quais são suas principais influências musicais?

Gosto de muitas coisas, mesmo. Acho que Beatles, Los Hermanos, Glen Hansard, entre várias e várias outras coisas.

– Você se considera um artista folk? Você acredita que o folk está em alta aqui no Brasil?

Não gosto muito de rótulos. Eu faço música com meu violão, então muita gente veio falar dessa coisa “indie folk”. Sobre o folk no Brasil, não sei.

– Fale um pouco sobre sua participação no Breakout Brasil.

Foi uma experiência muito louca. Me inscrevi meio que sem acreditar nesses concursos. Mas na época, estava procurando coisas que eu pudesse fazer para divulgar meu primeiro disco. Até que fiquei entre os finalistas e fui para o programa. Lá rolou um monte de coisa maluca e divertida (agora, por que enquanto estava lá era meio tenso, na verdade (risos)). Ficamos trancados em um hotel, sem internet, sem celular, sem poder falar com a família, só saíamos para gravar. Chegando no estúdio, ficávamos com microfone o dia inteiro, qualquer coisa que a gente falava, alguém ouvia, então era meio tenso. Era uma pressão muito grande. Mas cheguei lá pra mostrar minha música e foi o que eu fiz. Fiquei feliz com o resultado.

Jéf no Breakout Brasil

– Quais foram suas bandas preferidas no Breakout Brasil?

Fiz grandes amizades lá dentro. Mas as minhas favoritas eram o Capela e The Outs, com certeza. Grandes amigos e grandes artistas. Pessoas que merecem muito, não só por serem gente boa, mas por fazer músicas que eu gosto muito de ouvir.

– O que você acha da proliferação de realities musicais que está acontecendo?

Acho ótimo. Quanto mais espaço para música, melhor!

– Seu disco já está disponível em streaming. Qual a sua opinião sobre esses serviços? A cultura do “álbum” se perdeu? As pessoas preferem ouvir apenas os singles?

A música tem que estar em todos os lugares, tem que ser acessível. Acho ótimo, por que não dá pra ficar carregando CD por todos os lugares (risos). Acho que tem gente que ainda gosta de CD sim. Minha família, por exemplo, e eu mesmo. Gosto de colecionar. Ver o encarte, escutar na ordem certinha. Então, acho importante. Depende, a gente não pode generalizar. Alguns gostam, outros ainda gostam do álbum e de escolher suas favoritas.

– O que você acha da música que frequenta o topo das paradas brasileiras hoje em dia?

Ligo o rádio só para ouvir futebol. Ligo a TV só para assistir algum filme ou algo que eu acho interessante. Mas não tenho nada contra, procuro conhecer e ouvir o que está tocando, mas vejo que muita coisa é completamente descartável. Muitas pessoas estão consumindo cada vez mais coisas descartáveis. Não tenho preconceito, acho que música é funcional. Deve servir para qualquer tipo de pessoa, em qualquer momento. As vezes algumas pessoas não querem parar para ouvir tua música, saber o que tu quis dizer com tal coisa… não querem pensar. Pela correria do dia-a-dia, ou sei lá, tantas outras coisas, então a música tem que ter ritmo, ou coisas que não fazem tanto sentido. Enfim, meio que funcional. Não sei se fui muito claro (risos). Mas não tenho preconceito com nada.

Jéf com Lucas Silveira, do Fresno, produtor de "Interior"
Jéf com Lucas Silveira, do Fresno, produtor de “Interior”

– Como é seu processo de composição?

É meio estranho. As vezes surgem coisas do nada, e eu gravo os trechos e depois procuro finalizar e refinar. Estou sempre atento ao que vejo e escuto e tento captar isso, essa coisa do cotidiano e tentar passar coisas que eu sinto e gostaria de dizer.

– Quais serão os próximos passos do Jéf em 2015?

Trabalhar bastante. Fazer shows, lançar clipes, e tudo que for possível para continuar fazendo o que eu amo fazer.

– Indique algumas bandas e artistas independentes que fizeram a sua cabeça nos últimos tempos.

Tenho a sorte de ter amigos muito talentosos. Gosto muito do Figueiredo, tem o Tiago Rubens e vários amigos de Porto Alegre, do Autoral Social Clube. Vários amigos aqui no interior, que tem uma página chamada Valley Scene, que junta toda essa galera daqui e vale a pena conhecer.

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The Hunted Crows fala sobre seu som, bandas de dois integrantes e promete novos singles

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Acho que o The Hunted Crows foi a minha primeira descoberta do final de 2014/começo de 2015 que realmente me deixou impressionado. Quando dei o play em “Sniff You Out” pela primeira vez, jurei que era alguma banda que já estava nas paradas de sucesso. Afinal, o barulho dos australianos não deve nada ao do Royal Blood, que ganhou notoriedade após um elogio de Dave Grohl.
Com o EP “The Hunted Crows” esbanjando riffs vigorosos e bateria violenta, o duo de Melbourne promete dominar o mundo em breve. Por enquanto, tocam toda quinta-feira no bar Yah Yahs, na Austrália.
A dupla Luy Amiel e Jacob Linnett me deu uma entrevista e falou um pouco sobre o início da banda, as duplas de rock que estão surgindo e as dores e delícias de se começar uma banda de rock em um mundo dominado pelo pop.

– Como a banda começou?
Tocávamos juntos em outras bandas e sempre sentimos que havia uma cerca química entre nós. Pouco mais de um ano atrás, decidimos ver o que podíamos fazer sozinhos, e desde então não olhamos pra trás!
– Eu sei que essa é a pergunta mais clichês de todos os tempos, mas… como surgiu o nome The Hunted Crows?
Na verdade nós tiramos as palavras de dentro de um chapéu! Inclusive, o engraçado é que as primeiras palavras que saíram foram “Deep” e “Purple”. Por questões óbvias, tiramos novas palavras!
– Li alguns artigos que comparavam seu som com “as faixas mais raivosas dos White Stripes”. Vocês concordam?
Sim e não! Eu acho que definitivamente existem elementos do nosso som que podem ser comparados ao do White Stripes, e acho que qualquer banda com uma formação como a nossa será fatalmente comparada com eles. Mas nós não temos muita influência de outros duos – achamos que se olharmos as músicas que amamos (sejam de duplas ou não!) e nos inspirarmos nelas, podemos começar a criar coisas novas que outros duos ainda não exploraram!
Capa do EP "The Hunted Crows"
Capa do EP “The Hunted Crows”
– Quem vocês diriam que são as maiores influências musicais da banda?
 Rage Against the Machine, Queens of the Stone Age, Red Hot Chili Peppers, James Brown, Britney Spears
– Vocês são uma dupla. O “power duo” é uma coisa “cool” nos dias de hoje, com o sucesso de bandas como o White Stripes, The Kills, Black Keys e Royal Blood. Porque o terceiro membro está tão obsoleto?
Bom, na nossa situação, foi por acaso – achamos que seria uma ideia divertida tocar só nós dois depois de tocarmos juntos em algumas bandas de quatro integrantes. Somos bons, amigos, então saiu algo meio orgânico. Na verdade não importa quantas pessoas estão na banda – contanto que a música seja boa! Mas acredito que existem algumas vantagens de se tocar em um duo. Duas pessoas interagindo entre si é algo muito mais fácil para se trabalhar do que com cinco pessoas. Também facilita em tomar decisões – mesmo que sejam apenas definir datas de ensaio e etc.
Ao mesmo tempo, existem limitações – e não apenas musicais. Uma limitação grande (especialmente neste momento, em que a banda nos custa dinheiro) é quando temos que economizar para gravar ou algo assim – dividir os custos entre duas pessoas pode ser bem difícil. Mas também temos apenas dois vôos pra pagar, então alguns custos são reduzidos, neste caso! Então, tudo depende do estágio financeiro em que a banda está. Tenho certeza que o Royal Blood está muito feliz que está dividindo os lucros entre apenas duas pessoas!
– Que outros aspectos do mundo inspiram vocês?
 De certa forma, política. Nenhum de nós é super informado sobre os prós e contras do sistema político – mas isso não significa que você não pode ficar irritado ou frustrado quando ouve sobre coisas horríveis que o governo pode estar planejando. “Hungry Wolves” foi escrita quando nosso primeiro ministro, Tony Abbott, estava tentando devastar um grande lote de mata virgem. Porém, não queríamos escrever uma música sobre essa situação especificamente – é mais algo que espero que pode desencadear algum sentimento em outras pessoas, para se impor pelo que acreditam.
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– Qual o maior desafio para uma banda nova?
Trabalhar com as limitações de uma banda com duas pessoas, ganhar reconhecimento local e global (o que agora é possível graças à internet!) e o principal deles: DINHEIRO! Quem sabe um dia nós poderemos trabalhar duro para fazer música e não ter que nos preocuparmos em PAGAR por isso!
– Que bandas novas impressionaram vocês ultimamente?
Redcoats // Clowns // Lurch & Chief // Alice Ivy – todas bandas de Melbourne, Austrália!
– Quais serão os próximos passos do The Hunted Crows?
Gravaremos algumas músicas para o primeiro semestre de 2015 e estamos planejando fazer alguns shows maiores e tocar em lugares para onde ainda não fomos.
– O que vocês acham da música que está sendo lançada hoje em dia?
Se você está perguntando no que se refere à música pop, não temos muita opinião, mas existe uma cena de funk e groove voltando (pelo menos aqui na Austrália), e isso é uma coisa incrível. Tem muita coisa ótima acontecendo e está começando a chegar no mainstream, acredito que porque muitas pessoas estão cansadas da música pop monótona que nos empurram garganta abaixo. A cena punk aqui também está indo muito bem. Tem muito rock fermentando por aqui no momento e nós não poderíamos estar mais felizes.
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– Se vocês pudessem fazer cover de QUALQUER música, qual seria?
“Zebra”, do John Butler Trio. Nós dois crescemos ouvindo o JBT, e estamos tocando essa nos últimos  shows – em uma versão bem mais pesada. É bem divertido!
– Vocês estão gravando coisas novas? Podemos esperar um disco completo em breve?
Talvez não um disco completo – mas lançaremos pelo menos dois novos singles este ano. Se tudo der certo, poderemos financeiramente produzir ainda mais – quem sabe um EP! Nós preferimos gastar um monte de dinheiro em algumas poucas músicas, mas ter a certeza de que a qualidade da gravação é realmente profissional – porque uma vez que está online, está lá pra sempre!
– Podemos esperar uma visita dos Hunted Crows no Brasil? 
A gente ia amar! Se existir demanda o suficiente pra isso, adoraríamos – o blog Crush em Hi-Fi fez um trabalho incrível em espalhar nosso som por aí – então quanto mais pessoas compartilhando nossa música no maravilhoso Brasil, melhor!
Ouça o EP “The Hunted Crows”:

3éD+ apresenta repertório de “Meteoros no Meu Sangue” em São Paulo

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O duo rocker 3éD+ é mais uma banda que se esforça para deixar bem claro que a cena rocker não morreu e nem está doente: está muito viva e te convidando pra tomar umas. Formada por Dom Orione na guitarra e vocal e Leandro Lima na bateria, a banda lançou no final de 2014 “Meteoros no Meu Sangue”, disco que inspirará o repertório do show que farão na próxima sexta-feira, em São Paulo. A apresentação ocorre no Centro Cultural Zapata a partir das 19h. Falamos um pouco com Dom sobre a dupla e seu segundo disco.

Quando começou o 3éD+?

Começamos em 2005, apesar de nos conhecermos desde 2001. Estudamos juntos e tivemos uma banda chamada Homo Sapiens.

E como a Homo Sapiens virou o 3éD+?

Podemos dizer que foi o embrião. Éramos um power trio, eu era o baixista, o Leandro, baterista, e tínhamos um guitarrista/vocalista chamado Adriano. Depois de alguns ensaios o Leandro foi chamado para tocar em uma outra banda e nem avisou a gente, então a banda acabou. Em 2005, ele me disse que queria montar um duo rock e me perguntou se eu topava, e aí começa a história do 3éD+.

E porque um duo?

Eu não faço ideia… Só sei que aceitei porque ele é um grande baterista, um dos melhores que já vi.

Vocês já tem dois discos lançados, e dá pra perceber uma mudança no som de um para o outro.

A gente começou com uma coisa que era tocar alto e rápido, agora desaceleramos e pensamos em fazer um som mais azul, saca? A gente amadureceu, eu parei de beber antes dos shows, diminuímos as intensidades em certas substâncias para abrirmos melhor nossa mente para a música que tocamos. A maior diferença está na idade no processo de vivenciar as experiências.

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Quais são as bandas que você indicaria como grandes influências no som de vocês?

Originalmente The Doors, Thee Butchers Orchestra, Cordel do Fogo Encantado, Jon Spencer Blues Explosion, Ramones, The Clash… Depois fomos ampliando mais nossos ouvidos e nossos gostos. No nosso último disco foram coisas mais pessoais, experiências… Sonoramente veio mais do experimentalismo, tentamos experimentar algo novo sem perder a essência.

Já que você falou de essência, vamos lá: qual é a essência do 3éD+?

Dois caras que tocam a música que fazem, intensamente,

E quais são os planos pra sexta-feira?

Vamos tocar com a banda Skalpo, que tem em sua formação dois caras que me influenciaram muito, creio que ao Leandro também: o Paulo SS e o Rural, ambos ex-Laranja Mekânica, uma das melhores bandas que já vi na vida. Nós tocaremos o repertório do disco novo, e posso dizer que é bem difícil, porque no primeiro disco gravamos guitarra e bateria e agora usamos até teclado e alguns samplers. Isso não dá pra reproduzir ao vivo, o que torna a coisa mais legal para quem ouve… Então achegue-se ao Espaço Cultural Zapata e venha conhecer duas ótimas bandas, garanto que você não vai se arrepender!

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Skalpo e 3éD+
Centro Cultural Zapata
Rua Riachuelo 328, 01007-000
São Paulo
Sexta – 19h – R$ 10,00

Ouça o disco Meteoros no Meu Sangue do 3éD+:

Leia um manifesto de Dom Orione sobre a cena rocker de SP no Música de Menina aqui.

O rock setentista segue vivão e vivendo depois de 2010

Os infinitos garimpos musicais nos trazem surpresas incríveis, para bem ou mal. Nas minhas peregrinações em bandas novas, encontrei (ou me indicaram) algumas que têm o som calcado lá nos anos 70. Cheios de inspirações de Black Sabbath, Led Zeppelin, Rolling Stones e Deep Purple, estes caras mantêm o rockão setentista vivo e chutando bundas depois de 40 anos. Separei três que me chamaram a atenção e não consigo parar de ouvir.

Kadavar – Até o logo da banda é mais anos 70 que calça boca-de-sino e bigode. Vindo da Alemanha, o Kadavar bebe bastante na fonte do Black Sabbath, sendo que algumas músicas não fariam feio dentro de álbuns como “Sabotage” ou “Vol. 4”. A banda de Berlin é formada por Lupus Lindemann na voz e guitarra, Simon “Dragon” Bouteloup no baixo e  Tiger na bateria. O trio começou em 2010 e tem dois discos: Kadavar, de 2012, e Abra Kadavar, de 2013. Tony Iommi e Geezer Butler ficariam orgulhosos.

Horisont – Se você vir alguma foto da banda sueca Horisont, vai jurar que eles vieram diretamente de 1976. Bigodes, cabelos compridos, coletes e jaquetas surradas fazem parte do visual do quinteto, que conta com Axel Söderberg nos vocais, Charlie Van LooKristofer Möller nas guitarras, Magnus Delborg no baixo e Pontus Jordan na bateria. As influências mais aparentes no som são o proto-metal do começo dos 70s e bandas como Thin Lizzy.

Blackberry Smoke – Essa já bebe bem na fonte do AC/DC lá do começo, Lynyrd Skynyrd e ZZ Top. Americanos de Atlanta/Georgia, o quinteto começou em 2004 e tem três discos lançados: Bad Luck Ain’t No Crime (2004), Little Piece of Dixie (2009) e The Whippoorwill (2012). Formada por Charlie Starr (vocal/guitarra), Richard Turner (baixo/backings), Brit Turner (bateria), Paul Jackson (guitarra/backings) e Brandon Still (teclados), o Blackberry Smoke já participou até de um evento beneficiente com  todo o elenco da série Sons of Anarchy em 2012. Fazem parte do elenco da gravadora de Zac Brown, líder da Zac Brown Band.

Conheça Chase Marie, a transgênera que faz barulho com o duo Siamese Spots

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A recém-formada dupla Siamese Spots, de Tulsa, Oklahoma, começou a fazer seu barulho no final de 2014. Juntando riffs poderosos e girl power, a banda já começou sua carreira com o pé na porta com o single “Banter”.

A dupla é formada por Chase Marie e Tahlia, que escrevem todas as canções e se revezam nos instrumentos. Juntas, elas fazem um som competente que remete ao começo dos anos 2000, com riffs bem arquitetados que grudam na cabeça sem dó e mudanças de andamento que remetem ao stoner rock. Ouça o single “Banter” aqui:

Conversei com as meninas e elas falaram um pouco sobre suas influências, rock e o disco que está por vir.

– Quais são suas principais influências?

Sleater-Kinney, St.Vincent, Queens of The Stone Age, Kate Moss.

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– Chase, o fato de ser transgênera afeta sua música de alguma maneira?

Acho que afeta principalmente na profundidade das letras, às vezes, mas isso é um tópico pessoal demais para se falar. Mas na maior parte do tempo, fazemos músicas como qualquer pessoa que não seja transgênera ou homossexual.

– Muitas pessoas continuam com o velho papo de que o rock está morto, e dá pra perceber que o estilo não alcança mais o topo das paradas como antigamente. O que você acham disso?

Independente do que está no rádio ou não, o verdadeiro rock sempre terá um lugar na música. É um gênero que compila cinco outros gêneros dentro de si, de modo que ele é meio que obrigado a seguir em frente. Mesmo que o que toca no rádio seja basicamente lixo a maior parte do tempo…

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– O que vocês diriam para jovens músicos que, como vocês, estão começando?

Sempre seja destemido, sempre continue quando os outros disserem que não, sempre defenda o que você acredita. Eu sei que soa brega, mas é verdade. O verdadeiro sucesso está na perseverança, e naqueles que se respeitam.

– Quando o primeiro disco vai sair? Podem me adiantar algo sobre ele?

Nós estamos nos estágios iniciais de pré-produção, atualmente. Temos uma parte do álbum já escrita, por isso esperamos tê-lo em mãos por volta do meio do ano de 2015. Mas você também pode esperar alguns novos vídeos este ano, através de nossa nova conta VEVO que será lançada dia 20 de janeiro.

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