The Knickers reforça todo o poder feminino no mundo do rock em novo clipe

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Formado em 2007, o quinteto de Fortaleza The Knickers se formou com uma proposta de empoderamento feminino e atitude em seu som, calcado no hard rock e heavy metal com influências de bandas como Girlschool e Runaways.
Em 2009 gravaram seu primeiro disco, “Motherfucker”, o que as levou a fazer diversos shows e participar em 2010 de um dos maiores festivais de rock de Fortaleza, o Forcaos. Em 2016, já como quinteto, a banda lançou o EP “Figth For The Life”, que busca traduzir todo o machismo e feminicídio contra os quais lutam todos os dias, em nome de todas as mulheres.

Formada por Alline Madelon (vocal), Paloma Oliveira (guitarra), Tina Paulo (guitarra), Alessandra Castro (baixo) e Crilainy Aposam (bateria), a banda participou da Seletiva Wacken Open Air (2011), do IV Rock Cordel em Juazeiro do Norte (2012) e fizeram a abertura dos shows da banda Crucified Barbara, da Suécia, em 2012, e da banda Steelwing (também da Suécia), em 2014.

– Como rolou esse novo clipe, “Rock and Roll”?
Tina: Lançamos o EP “Fight For The Life” ano passado, e o clipe é importante pra divulgar e essa música, que é uma bônus track. Falamos com o Maurício e conseguimos o teatro do Cuca Mondubim (equipamento cultural de Fortaleza). Contamos com ajuda dos técnicos e produtores do equipamento. Gravamos o clipe em 3 horas e 1 hora para arrumar equipamento e amamos!

– Vocês são uma banda puramente rock. Como vocês veem o estilo hoje em dia?
Tina: Como sempre foi visto, o que muda é que hoje as pessoas tem mais acesso, mais informações sobre bandas e as próprias bandas são mais independentes. Também acho que muitas bandas hoje em dia se preocupam muito com as mensagens que estão passando. Algumas, né?

– Me falem mais sobre o material que vocês já lançaram.
Tina: Temos dois EPs, O “Motherfucker”, lançado em 2010, quando tínhamos outra formação, e em 2017 foi lançado o Ep “Fight For The Life”, com uma pegada mais pesada e com 5 integrantes, formada somente por mulheres. As letras basicamente falam sobre machismos e rock n’roll.

– Como a banda começou?
Paloma: O inicio propriamente dito foi quando eu e a Aline (vocalista) nos encontramos e conversando, descobrimos que tínhamos a mesma ideia. Montar uma banda de heavy metal composta por meninas. Como desde o inicio, nosso foco era ter um projeto de musicas autorais, começamos a buscar outras garotas interessadas na proposta, como é normal em todas as bandas, até chegar nesta formação sólida atual, mudamos de integrantes pelos mais variados motivos.

– De onde surgiu o nome The Knickers?
Paloma: Sendo fã da banda americana Kiss, vi que em alguns shows haviam lingeries jogadas no palco. Então me veio a ideia de usar o nome The Knickers, que também faz uma alusão a uma banda formada por garotas.

– Como é a cena rock da região? Vocês comentaram que ela anda bem em alta…
Tina: Aqui tem muita banda autoral boa ,com trabalhos legais e bem produzidos, mas o investimento das casas e festivais acabam sendo ainda das bandas covers. Elas estão mais nos bares ganhando cachês. Muitas bandas autorais ainda fazem o fluxo de ir para o Sul, pois sabemos que o mercado é outro, então muitos deles são reconhecidos lá primeiro, mesmo estando muito tempo no mercado da música da nossa região.

– Quais as principais influências da banda?
Tina: Vixen, Crucified Barbara, Girlschool, The Runaways.

– Como vocês veem a globalização da cena independente, com o uso das redes sociais? Ela ajuda a tirar o nicho regional?
Tina: Sim, ajuda bastante. Fazer contatos e manter a comunicação ativa com que curte o som é importante, pois mantém a banda em atividade. Com as plataformas digitais, isso está cada vez mais forte (sobre tirar o nicho regional), e estamos passando por um processo de transição sobre a forma que estamos nos dando com tanta informação.

– Já estão trabalhando em novas músicas?
Tina: Sim, estamos trabalhando músicas inéditas que devem estar no nosso primeiro full-lenght, junto a outras musicas que estão no nosso último EP.

– Recomendem bandas e artista independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos.
Tina: Damn Youth, Facada, Manger Cadaver.

Lançamentos Etílicos #1: Grandfúria, SAGA, Revolução, Peixes Voadores, Dark New Farm e Vlad V

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Aqui alguns lançamentos decorrentes a semana. Produções independentes, surpreendentes e que ficam a cargo de inúmeros produtores que surgem ou se solidificam no mercado. Todos aqui saem ganhando, e que vale o compartilhamento de cada ideal.

Nesta semana houve o lançamento e a minha descoberta sobre esta super banda. Oriundos de Caxias do Sul, a Grandfúria traz um som de peso, calcado na musicalidade e letras com intensidade e profundidade mesclando rock, chamamé, milonga e hardcore. Ricos em cultura e com letras inteligentes a banda supera qualquer expectativa e escolhe muito bem uma excelente música de seu cast para representar seu novo vídeo-clipe.

Batalhando sempre na cena gaúcha, a banda SAGA traz um som regravado de sua discografia, com participação especial de uma das suas maiores influencias, o guitarrista Daniel Jeffman (Reação em Cadeia). A banda renova acordes, fortalece o timbre com uma ótima produção, merecedora de estar presente nesta lista.

Cumprindo com sua promessa, a banda mineira Revolução traz a novidade do mês. A banda havia relatado aos fãs que uma vês por mês estariam lançando um single inédito, e desta vez foi super especial, pois contou com a primeira participação de seu novo baterista e com uma sonoridade mais pesada, com uma letra que mexe com qualquer pessoa.

Peixes Voadores, gaúchos e, agora, do mundo geek. “Um Anel Para a Todos Governar” é o seu mais novo single inédito, e marca um peso cada vez mais frequente em sua sonoridade. Baseados na saga do Senhor dos Anéis, a banda marca sua letra com um clipe psicodélico, mostrando os rapazes da cidade de Santa Rosa  que estão ali, fortes e presentes a lutar pelo rock nacional.

Nesta devida seleção não poderia faltar uma banda que cresce a passos largos e que vem consolidando um ótimo trabalho. Dark New Farm com o single inédito “Madre” com um som excepcional, pesado com um groove muito bem carregado para passar a mensagem que é de alta necessidade: Diga não à agressão à mulher.
“A denúncia de violência doméstica pode ser feita em qualquer delegacia, com o registro de um boletim de ocorrência, ou pela Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), serviço da Secretaria de Políticas para as Mulheres. A denúncia é anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país.”

Nesta semana tivemos o lançamento deste clipe da banda Vlad V. Esta produção mostra a banda de forma única, levando o tele expectador para perto da banda que escolhe uma ótima canção de seu disco mais recente. Jean Carlo, vocalista e compositor desta canção, com Pablo Demarchi no baixo e Flávio Theilacker detonando na bateria se fundem em uma virtuosa canção cheia de emoção e intimidade ao público.

Tormentor Bestial: banda paulista resgata as origens do heavy metal em seu novo vídeo clipe

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Apresentando nova formação, os paulistas da Tormentor Bestial buscam em seu novo vídeo clipe mostrar que a força do heavy metal impera em suas veias. Reunidos há pouco mais de um ano, o grupo traz uma nova versão para musica “From The Past To The Future”, clássico de sua discografia.

Criada em 2008 na cidade de Taubaté, São Paulo, por Luiz Amadeus e seu filho Niko Teixeira, a banda traz originalidade em sua sonoridade heavy metal caipira, aonde o vocalista trabalha muito bem sua voz nas tonalidades, variando muito bem com o gutural feito pelo baixista, o vocalista também impõe sua guitarra, que acompanha uma ótima linha instrumental de toda a banda.

Sendo assim, para o seu novo vídeo clipe, a banda conta com a produção e direção por Cloudye H. Antonye, trazendo cenas captadas no Dona Bier, um conhecido rock bar da cidade de Taubaté, local aconchegante e com estilo pub londrino, que sob a direção de Eliana Camargo tem aberto espaço para as bandas autorais da região.

A nova formação conta com Luiz Amadeus na guitarra e vocal, Eduardo Cabral na guitarra e vocal, Thiago “Animal” Andrade no baixo e  Niko Teixeira na bateria.

Black Pantera: declarada a “Agressão” aos opressores

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Inicialmente chamado de Project Black Pantera, hoje o power-trio mineiro Black Pantera muda o seu nome, porém mantém sua força e pegada do seu poderoso crossover/hardcore. O trio, que vêm desde 2014 batalhando no underground, só tende a crescer na cena mundial, tendo o dia 30 de março para começar um novo marco para o grupo.

“Agressão” é o mais novo álbum lançado pela banda, destacando sua força instrumental e colocando lenha na fogueira dentro de um país sedento por verdades e cultura pura para limpar a alienação que vêm dominando o país. Este álbum é revolucionário e trará novos alcances aos mineiros.

O aclamado álbum inicia com a faixa “Prefácio”, que mostra o peso e pegada do trio, unindo vozes para deixar mais forte e impactante esta faixa que já havia sido lançada com vídeo-clipe no YouTube. Ela já apresenta também a ótima presença instrumental da banda com diversas viradas de ritmo. “Alvo na Mira” traz a banda mais mantendo firme sua pegada e tratando sobre o tema da impunidade e caos que bate todo o dia em nosso país.

Trazendo um ritmo de agonia, a música “Extra!” não deixa de tratar de notícias tristes e desesperadoras que aconteceram e ainda acontecem no país. A letra traz uma característica fundamental das composições da banda: a presença de gírias utilizadas diretamente na internet. A quarta faixa, “Taca o Foda-se” trabalha o ritmo do crossover. Com um groove mais presente, visceral e direta, a música deixa claramente a presença do perfil da banda, que manda um “foda-se” aos opressores. “Poder para o Povo” complementa sua letra com uma linha instrumental de maior presença, aonde o vocalista traz sua voz mais visceral destacando refrões mais repetitivos, deixando clara a mensagem.

“O Sexto Dia” vem conduzindo a linhagem de maior presença do contrabaixo presente, tornando a música com uma ritmo mais frenético, para relatar uma infeliz rotina que acontece no dia-a-dia de muitas pessoas. Sendo assim, “Onde os Fracos Não Tem Vez” traz o lado mais rapcore da banda, com ótimas pontuações do contrabaixo e com uma mudança de vocalista no posto principal. “Seasons” dá uma breve sequência do vocal com menos presença do gutural, afinal, a letra é extensa com uma mensagem de variação maior. Esta música tem um encontro maior dos instrumentos, tendo seus momentos de “jams”. “Baculejo” retoma com tudo a presença do gutural e potência hardcore do trio, tratando da péssima cultura e alienação muito bem tratados no álbum. Muito peso e entrega do trio nesta sonoridade.

Na décima música do disco, “O Último Homem em Pé”,  existe um pedido para não desistirmos de lutar por nós, sendo esta a faixa mais longa presente, incorporando a resistência que os músicos querem transmitir. Então chegamos no último single presente nesta bela obra, “Granada”, que tem uma ótima distribuição das presenças instrumentais da banda, com uma grande variação no ritmo e peso, algo marcante e único deste trio mineiro.

Com este ótimo instrumental a banda encerra um petardo de excelentes composições que marcam a boa fase do grupo, que com certeza deve circular novamente pela Europa representando nosso país. Este power trio com certeza consegue muito bem representar os oprimidos desta sociedade desigual.

 

Nonconformity: consolidando o novo ano pesado com o single “Conformicide”

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Eis que temos novo single dos gaúchos da Nonconformity, “Conformicide”, que destaca o novo ano da banda, que lança um trabalho inédito após o álbum “Shackled” de 2016.

Trabalhando seu thrash metal/groove metal, a banda vem mais visceral e pesada contando com a produção de Sebastian Carsin na Hurricane Studio. Antonio Marcos “Fumanchu” Teixeira no vocal, Adriano Zietlow guiando a guitarra, Cassio Araujo no baixo e Rafael M. Kniest nas baquetas chegam para saciar os ouvidos dos fãs e deixar o ouvinte com aquele gosto de “quero mais” que pode acontecer durante o ano.

Um dos grupos mais clássicos e respeitados do thrash gaúcho, representam o peso na cidade de Montenegro, interior gaúcho.

5 programas do underground que apoiam a cena do rock e metal independente

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Hoje venho destacar e mostrar como a mídia independente vem crescendo cada vez mais, merecendo sua atenção e talvez, sua indicação para amigos e bandas que procuram subir na cena underground. Com estes programas jamais poderemos falar que o Rock N’ Roll morreu pois você sempre estará atualizado nas novidades de qualidade! Então leia agora 5 programas no formato rádio ou vídeo.

1- Heavy Metal Onlinehttps://www.facebook.com/heavymetalonline.br/

Começo destacando o programa que eu acompanho a mais tempo e que dedica 100% de seu conteúdo a bandas de peso do nosso país. Clinger Carlos Teixeira comanda este belo programa que está completando 5 anos de atividade e que vêm levantando uma mescla especial entre documentários realistas sobre nosso cenário e edições de programas com quadros dedicados a cena de peso. O programa já esteve no grande festival alemão Wacken Open Air e tem todo o suporte para você indicar sua banda e aparecer na telinha de peso do You Tube.

2- A Hora do Canibalhttps://www.facebook.com/groups/HoraDoCanibal

9 anos de programa, mais de 300 edições abraçando o underground. Ivan Gomes faz a graça desta super comunicação distribuindo só o fino do underground. O interessante é que ele mescla o rock com edições especiais, agregando bandas de todo o mundo. Aqui o rock underground tem seu espaço e muito bem recepcionado. Passei recentemente a escutar o programa e a cada edição se torna tudo muito especial pois podemos sentir sua dedicação e conhecimento desta cultura. O programa vai ao ar a meia noite, toda a segunda-feira pela Mutante Rádio, hora especial de executar um ritual do canibal vegetariano.

https://www.podomatic.com/podcasts/ahoradocanibal

3- Arte Extremahttps://www.facebook.com/programaarteextrema

Dois fãs do som extremo, cada um com seu blog, se reúnem para detonar e mostrar o melhor do underground nacional em um programa de vídeo. O mais bacana disso tudo, é que o programa está voltando com uma nova temporada, mas seguindo na sua característica de programa cru e pesado.

4- Rock Masterhttps://www.facebook.com/rockmasterbh666/

Um dos programas mais completos em estrutura na minha opinião, o Rock Master é comandado por Daniel Seabra e grandes amigos que entendem do gênero. De Minas Gerais o programa tem belo espaço que sempre apoia as bandas nacionais e conta com várias emissoras que distribuem o programa por todo o Brasil. Contam inclusive com um site onde você faz seu pedido ou indica sua banda. Você confere novas edições toda terça-feira e quinta-feira.

5 – Metal Etílicohttps://www.facebook.com/metaletilico

Não poderia deixar de citar o meu filho. Há dois anos venho numa diversão espalhando o underground mesclado ao mainstream com edições no rádio e em vídeo. São mais de 10 emissoras e em 2018 chegamos a 3 anos de atividade com fortes novidades. O programa é dominical tendo seu início ás 21h e se extende pelas demais emissoras.

Tenho muito a agradecer a galera que movimenta esta cena e apoia um ao outro, isso torna esta matéria especial. Citei aqui um pouco, pois tenho conhecimento de muitos outros programas e comunicadores que se divertem e espalham a boa música!

A trilha sonora perfeita para um Halloween sangrento

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Chegou o natal dos trevosos e queremos comemorar! Não importa se você mora em terras tupiniquins e queira chamar de “Dia do Saci”, o importante é colocar sua fantasia, pegar um copo de vinho barato e aproveitar as festinhas com a melhor (e mais mórbida) playlist.
Conversamos com alguns amigos do underground nacional para saber o que escutariam em uma noite de Halloween. O resultado foi assustadoramente bom.

Mesmo com algumas mudanças e intervenções comerciais no decorrer do tempo, a história do Halloween desafia as festas cristãs tradicionais por ter uma origem pagã que não perde suas raízes. Manter viva uma comemoração que fala sobre a morte e exalta figuras demonizadas pela sociedade tem lá sua importância. É no ode ao bizarro e no confronto social sobre o que é considerado “aceitável” que o rock encontra o Halloween. Muitas bandas e artistas homenageiam a data, seja nas composições ou na estética “creepy”. Impossível não mencionar alguns ícones: Alice Cooper com suas apresentações chocantes que influenciaram toda uma geração, Black Sabbath que construiu o conceito da banda inspirado em contos de terror, Misfits que deu origem ao Horror Punk, Rob Zombie que até dirigiu o remake do filme Halloween e King Diamond com seu microfone feito de ossos humanos. Claro que a lista de artistas que bebem dessa fonte é muito maior e, inclusive, merecem uma matéria futuramente.

No Brasil, terra de Zé do Caixão, Mula Sem Cabeça, Toninho do Diabo, Michel Temer e Saci Pererê, temos nossas bandas terrivelmente boas. A coletânea Isto é Horror Punk Brasil reúne bandas brasileiras que falam sem misericórdia sobre cadáveres, sangue e satanás. As bandas de punk rock brazuca tem um sarcasmo único nas composições, coisa que só sabe fazer quem cresceu com medo do homem do saco, no meio da tensão da favela, com presidente vampiro sugando o povo e correndo de bandido portador de peixeira. Rir da desgraça é coisa que brasileiro faz melhor do que ninguém.


E falando em rir da morte e se divertir com a decadência, vamos às indicações de músicas para embalar o Halloween com muito sangue de groselha:

Zumbis do Espaço – “O Mal Imortal” // Amanda Magnino
Começando pela minha indicação, claro! Zumbis do Espaço é punk rock do Brasil e o clipe dessa música tem participação do grande mestre José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Zumbis do Espaço não tem medo de chocar ninguém, fala do capeta, violência e cemitério. Por algum motivo muito bizarro, sempre que eu escuto a banda eu fico de bom humor, então, pra mim, é a trilha sonora ideal pra uma noite de celebração degenerada.

Misfits – “London Dungeon” // Alexandre Cacciatore – O Inimigo

Nekrotério – “Jason” // Joe Porto – Lava Divers
O Joe considera Nekrotério o Misfits do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. E cá pra nós, se alguém sobrevive às loucuras do cerrado, sobrevive a qualquer noite de terror.

Bauhaus “Bela Lugosi’s Dead” // Victor José – Antiprisma
“Classicão. Não vejo nenhuma outra música com apelo tão soturno a ponto de me fazer lembrar sangue, vampiro, lápide, cadáver, caixão, cemitério e noite apenas com poucos compassos de bateria. E o mais estranho é que, se você reparar bem, aquilo é uma bossa nova! Ela é tétrica por inteiro. Aquele riff repetitivo do baixo, a guitarra levemente noise e o vocal afetado dão um ar de hipnose nos quase dez minutos de duração. E mesmo esquecendo dessa coisa dark, dá pra perceber que ali tem uma noção estética absurda. Parabéns aos envolvidos. Além disso “Bela Lugosi’s Dead” é meio que pioneira nessa pegada, tanto que muita gente a considera como “a inauguração do rock gótico”, o que fez com que o Bauhaus se incomodasse um pouco (e com razão). Poxa, Bauhaus é uma banda incrível, vai muito além disso. Enfim, não dá pra pensar em fazer uma festa de Halloween sem essa.”

Carbona – “Eu Acredito em Monstros” // Andrei Martinez – Francisco, El Hombre

Alice In Chains – “Grind” // André Luis Santos “Murça” – Desventura
De acordo com meu querido amigo Murça, o clipe dessa música é o mais mórbido possível.

Itamar Assumpção – “Noite de Terror, Oh Maldição” // Moita Mattos – Porcas Borboletas
Nessa versão o Itamar mistura “Noite de Terror” do Roberto Carlos“Oh Maldição” de Arrigo e Paulo Barnabé. Obviamente a mistura ficou bem bizarra, ou seja, perfeita para uma noite sinistra.

Ministry – “Everyday Is Halloween” / Rafael Lamin – Enema Noise
Não precisa nem falar nada, né?

O Lendário Chucrobillyman – “Macumba For You” // Mauro Fontoura – Muñoz

Sopor Aeternus – “A Strange Thing To Say” // Vitor Marsula – Molodoys
“A escolha já começa com a própria artista, que é, basicamente, uma pessoa que ninguém tem certeza de onde vem, o que é e como é e, pela banda de apoio, que é alegadamente uma hoste de espíritos que ajudam Anna Varney Catandea, a única integrante viva da banda a compor, e do fato da banda só performar para a alma dos mortos. Juntando à temática da música, que é a relação do personagem com o seu único amigo, um assassino da mais alta qualidade e a ponderação e até felicidade em pensar que o mesmo poderia ser quem tiraria sua vida num futuro, tornam ela, para mim, uma ótima música para essa época. Isso sem contar a música em si, que tem uma pegada que vai desde a música barroca até uma sonoridade bem agressiva de forma linda e que te cativa muito. E o clipe da música merece uma atenção também por ser bem creepy e reconfortante, como é essa época do ano.”

The Cramps – “Bikini Girls With Machine Guns” // Marco Paulo Henriques – Uganga
Não podia faltar The Cramps nessa lista, obrigada Marco Paulo!

John Carpenter

– “Escape From New York” // Gabriel Muchon – Poltergat
“Não tem como não falar de John Carpenter quando o assunto é Halloween e música. O cara não só escreveu e dirigiu o primeiro filme da lendária franquia de Michael Myers, mas também criou e produziu a icônica trilha sonora. Recentemente ele lançou um disco “Anthology: Movie Themes 1974-1998″ e conta com vários clássicos, como o “Escape from New York’.”

Drákula – “Cidade Assassina” // Gordon Rise – Light Strucks
Mais uma do horror punk nacional pra nossa lista.

Soundgarden – “Beyond The Wheel” // Lúcia Vulcano – Pata
‘Beyond the Wheel’ é a quarta música do ‘Ultramega Ok’
do Soundgarden e fica entre as músicas 665 e 667. Ou seja… A sonoridade remete a um clima tenso, com um andamento lento e riff bem pesado. A letra fala de uma dinâmica familiar patriarcal, baseada em guerra e lucro. Bem, não há coisa entre o céu e a terra mais assustadora do que isso, certo?”

Marilyn Manson – “The KKK Took My Baby Away” / Amanda Ramalho – Chá das 4 e 20 Músicas / Jovem Pan FM
“Eu ganhei um tributo aos Ramones de uma amiga gótica na minha adolescência, cheia de bandas famosas fazendo versões dos caras, mas essa sempre me impressionou mais. O clima é totalmente macabro. Quando eu penso nessa musica eu canto na versão do Manson, não na dos Ramones. Pra mim ela faz muito mais sentido com ele.”

The Gothic Archies – “Smile! No One Cares How You Feel” // Pedro Serapicos – Serapicos
Stephen Merritt é um dos meus cantores preferidos e um compositor absurdamente prolífico, lúdico e diverso. Mais conhecido por seu trabalho com o The Magnetic Fields (especialmente pelo épico album triplo de 1999 ’69 Love Songs’), Merritt também dá as caras em diversos outros projetos, como o Gothic Archies, definido pelo compositor como um projeto de ‘goth-bubblegum’. As músicas desse projeto tem todas um ‘quê’ fantasmagórico e abordam, com humor ácido, mórbido e inteligente, um lado mais melancólico, dark, visceral e pessimista da existência. Destaque pra canção ‘Smile! No one cares how you feel’; com poesia arrebatadora que aborda a vaidade, egoísmo e dissimulação.”

Black Sabbath – “Black Sabbath” // Mariana Ceriani – Dead Parrot
“Você não precisa entender a letra e nem o próprio título da música pra saber que está falando de algo macabro. Dá pra imaginar toda uma história de terror pelo arranjo inteiro, mas principalmente pelo riff de guitarra principal por si só (habemus Tony Yommi). Não é à toa que é a faixa que tem o mesmo nome do álbum e com a capa mais assustadora das capas.”

Eminem – “3 A.M.” // João Pedro Ramos – Crush em Hi-Fi
“Nessa música do discoRelapse” o rapper fala da perspectiva de um serial killer que questiona sua sanidade. O som tem até referências à “Silêncio dos Inocentes’

White Zombie – “I’m Your Boogieman” // Chris Lopo
“A música é original do KC & The Sunshine Band, mas foi em 1996 que o White Zombie levou o título ao pé da letra e fez um dos clipes mais legais da curta vida da banda. Gravado para a trilha sonora do filmeO Corvo: Cidade dos Anjos”, a música ganhou um vídeo que parece ter saído diretamente de um capítulo da série Os Monstros”. Nele, temos uma banda de monstros tocando pra uma plateia de monstrinhos hiper-empolgados. Os takes com Rob Zombie cantando já se passam na atualidade, com zumbis estilo The Walking Dead” vagando, ao seu redor, dentro de uma jaula, decorada igualzinho àquela melhor festa de Halloween que vai aparecer só pra quem sonhar com o clipe.”

Spidrax – Lenda Urbana // Helder Sampedro – RockALT e Crush em Hi-Fi
A letra macabra da música junto aos riffs


Depois de tantas sugestões discrepantes e sensacionais, montamos uma playlist no Spotify da Crush em Hi-Fi com todas essas indicações e mais algumas outras que colocamos para vocês saírem na rua pedindo doces, com maquiagem duvidosa e fantasia improvisada.

Dê o play e lembre-se sempre de não morder o coleguinha sem autorização, ok?

 

Já escolheu o look do dia?

 

Tupi Nambha: renovando o Tribal Metal

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Muitas vezes observamos bandas de metal da nossa cena partindo para canções em inglês, visando um mercado estrangeiro maior em busca do estrangeiro. E o que podemos pensar ao escutar uma banda cantando em tupi antigo?

Marcos Loiola (vocal) e Rogério Delevedove (guitarra) trazem a banda de Tribal Metal Tupi Nambha ao cenário com uma riqueza enorme de cultura em apenas um EP. Buscando resgatar a “língua mãe de nossa terra” e contando histórias em ritmo de Metal Tribal que, aos meus ouvidos, me leva mentalmente a um ritual tupi. O duo trouxe um disco fundamental, divisor de águas ao meu ver, pois até então não percebo outra banda que traga músicas bem ritmizadas, sem gutural e enquadrando super bem a língua com o instrumental. Bandas como Arandu Arakuaa, Tamuya Thrash Tribe e Voodoopriest, dentre outros, com certeza estão a mais tempo em atividade e tenho total conhecimento e respeito por estes mestres do gênero, e com certeza a Tupi Nambha chega junto com um EP muito bem elaborado e respeitoso a cultura.

Apresento um bom destaque para a faixa que abre o disco, a “Invasão Alienígena” que traz bem elaborado em resumo tudo aquilo que eu tenha digitado até aqui, e demonstra uma influência muito boa de Metallica, dentre outras.

Convidamos aos amigos para conhecerem mais sobre a banda em uma grande entrevista no programa Metal Etílico, domingo, a partir das 21h pelo www.mutantemecanica.com ou acompanhe pela page do Facebook, afinal, o programa vai ao ar em 9 emissoras: https://www.facebook.com/metaletilico/

 

“Discriminado”, novo EP do Triturador: em 2017, o resgate do thrash em português

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Triturador
Triturador

Lançado em 2017, o EP “Discriminado” da banda Triturador mostra um resgate do thrash metal feito em português. Com cinco faixas, o disco mostra também um pouco de influências do crossover, que podem ser percebidas em diversos trechos das músicas como a faixa-título. Fundada em 2015, a banda santamariense de thrash metal declara toda a sua paixão pelo gênero nesta nova produção, que claramente possui várias influências de grandes nomes do thrash, ao mesmo tempo em que tenta procurar seu próprio espaço no rock gaúcho.

Começando pela a primeira faixa do EP, a música instrumental “Holocausto”, a banda pretende deixar bem claro a que veio. A música começa com uma parede de percussão e vai encorpando logo quando os riffs de guitarra se juntam à bateria, aumentando cada vez mais o ritmo e se tornando bastante imponente. A segunda faixa, “Discriminado”, possui basicamente a mesma estrutura inicial com uso de bateria em sua introdução e crescendo com guitarra e baixo. Somos apresentados a uma composição que destaca problemas sociais observáveis cotidianamente em nossa realidade, mostrando assim a temática que permeia todas as faixas do EP.

A verdade é que a banda, na maior parte do tempo, consegue imprimir sua identidade nesse novo trabalho, criando sua própria estrutura de harmonia instrumental e se mantendo coerente a ela. As letras das músicas também fazem a diferença: os compositores em nenhum momento aparentam estarem querendo pisar em ovos ou serem eufemísticos em suas poesias, com seus pensamentos e visões de mundo bastante claras e audíveis nas canções, transparecendo toda a energia do trabalho e também do thrash metal que a Triturador representa.

Um olhar mais atento revela um pequeno problema: a voz não muito grave de seu vocalista Gabriel causa certo estranhamento para os meus ouvidos para o gênero. A sensação de que falta “força” na voz se torna evidente no decorrer do EP. Vale ressaltar que o vocalista não é um mau cantor, sua articulação e boa pronúncia das palavras não permite que algo assim seja dito. O que está em jogo é a característica de sua voz, que a priori não aparenta ser a mais adequada e comum no cenário thrash.

“Discriminado” é um bom EP, que traça uma linha característica de trabalho e a segue do início ao fim. Apesar de certos estranhamentos causados pelo vocal, a banda está longe de afastar seu público por pequenos defeitos. Para os fãs de thrash, tanto a banda quanto o novo trabalho se tornam um grande achado, pois depois de curtir quase tudo do novo EP, confesso que se instalou em mim um gostinho de “quero mais”.

Construindo GRITO: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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GRITO

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto de Barretos GRITO apresentando os 20 sons que mais influenciaram o som da banda.

Jimi Hendrix“Spanish Castle Magic”
Rock Bruno: O maior presente que a minha mãe me deu foi me apresentar a esse cara. O cara. A urgência é tão grande que você consegue sentir que as músicas são tocadas por necessidade: se elas não forem tocadas, o mundo vai acabar. Sem ele, o rock seria diferente, menor.

Pink Floyd“Time”
Rock Bruno: Aqui se deu a primeira viagem pelo mundo dos álbuns conceituais. A riqueza sonora é tão grande que a imersão acontece muito facilmente. Sem falar que a música “Time” contém o meu solo favorito do David Gilmour.

Mercyful Fate“The Uninvited Guest”
Rock Bruno: Me lembro como se fosse ontem. Eu estava na frente de casa. Meu irmão e alguns amigos nossos estavam vendo um VHS com clipes de heavy metal na sala. Começou a tocar uma música que imediatamente prendeu minha atenção. “Que p**** é essa que tá tocando?!”. Aí eu vi a cara pintada que me fez entrar na minha fase metaleira. Guilherme e eu tocamos muito essa música quando moleques.

King Diamond“The Jonah”
Rock Bruno: Olha o rei aí de novo. E outra música que tocamos bastante. Pouco tempo após conhecer o Mercyful Fate, conferi os trampos da banda King Diamond. Fiquei extasiado com seus álbuns que contavam histórias, com cada música sendo como que um capítulo de um livro de terror. A influência desse trabalho de narrativa no GRITO não poderia ser mais óbvia.

Bathory“The Lake”
Guilherme Silveira: Bathory é um nome muito marcante, por mostrar a união entre aspectos tidos como extremos e outros rebuscados e minuciosos. Quando se tem 15 anos, esses aspectos tendem a ser entendidos como antagônicos. O álbum “Blood on Ice” traz tudo isso e a música “The Lake” carrega em si todo o poder épico de uma canção, grandiosa e fora dos padrões para a música pesada. Cada detalhe ficou marcado para sempre na minha cabeça, dos violões delicados à bateria pesadíssima que conduzem até o longo e maravilhoso refrão, ensinou o que é construção em música, para além da canção.

Alice In Chains“Rain When I Die”
Weverton Valini: Na minha opinião, Jerry Cantrell é um dos guitarristas mais subestimados de todos. Ainda que ele seja um bom solista, a atmosfera densa e pesada de cada arranjo desse cara é algo assustador. E nessa música não é diferente. A primeira vez que ouvi ‘‘Rain When I Die” só pude pensar em uma coisa, “eu queria ter composto essa música”.

Black Cobra“Interceptor”
Rock Bruno: Eu adoro ouvir músicas que me dão vontade de quebrar coisas à minha volta e essa música causa exatamente isso. Lá no começo dos anos 2000, eu tinha dificuldade de encaixar minhas músicas no estilo da minha banda da época, que fazia um heavy metal tradicional, e eu não sabia pra que lado guiá-las. O Black Cobra me trouxe um tipo de música que eu, até então, nunca tinha ouvido e que foi o primeiro sinal de que havia esperança pras minhas músicas.

Kekal“Isolated I”
Rock Bruno: Surgido da improvável Indonésia, o Kekal foi o responsável pelo meu maior choque na música. Existe o Rock Bruno antes do Kekal e o depois do Kekal. Conhecer o álbum “The Habit of Fire” me ajudou a quebrar tantos paradigmas que eu nem consigo enumerar. O álbum simplesmente tem tudo e de uma forma que funciona, sinal de que entre os membros, sobretudo o líder Jeff Arwadi, há um extremo bom gosto musical. É realmente uma pena que a banda não receba o devido reconhecimento.

Lento“Need”
Rock Bruno: Temos grandes bandas por aí capazes de soar pesadíssimas, mas só o Lento consegue tanto peso com tão pouco. Mesmo não usando guitarras superdistorcidas, ao ouvir a banda você sente o peso de montanhas sobre as costas e ao mesmo tempo é capaz de voar sobre elas. Esquizofrenizante.

Stinking Lizaveta“Indomitable Will”
Guilherme Silveira: Crua e viajante, essa música do Stinking Lizaveta expressa exatamente isso, uma vontade indomável de expor, de gritar de forma urgente, ainda que não desesperada. Não é necessária uma grande orquestra ou muitos instrumentos para fazer algo grandioso. Desde a primeira vez que ouvi esses poucos 2 minutos e 50 segundos me tomaram e falaram algo com muito mais propriedade do que qualquer letra poderia falar. A cadência e a cama formada pela base cavalgada, com certeza são influências diretas para as composições das quais participo.

Cloudkicker“From the Balcony”
Rock Bruno: Ao ouvir o Cloudkicker, banda “de quarto” de Ben Sharp, eu finalmente fui capaz de dizer: é isso! Apesar do GRITO soar bem diferente, vários dos seus elementos sonoros estão presentes aqui, de uma forma ou de outra. A cada lançamento ele demonstra mais maturidade. Após anos de terreno semeado, o Cloudkicker forneceu a energia que faria o GRITO nascer pouco tempo depois.

Macaco Bong“Amendoim”
Gui Pereira: Foi a primeira música instrumental que ouvi e me chamou atenção, ela é a responsável por hoje minha playlist ser 95% instrumental, me apaixonei logo de cara! Desde a introdução até o último riff da guitarra, essa música tem tudo perfeito, o tempo, a guita, batera, baixo, é tudo milimetricamente encaixado!! Graças ao álbum “Artista Igual Pedreiro” hoje sou um amante do rock instrumental.

sgt.“Apollo Program”
Rock Bruno: Foi através dessa música que conheci a cena japonesa de post-rock, pela qual tenho profunda admiração. Além disso, a verve minimalista das harmonias e arranjos, assim como algumas características da “cozinha” da banda, fazem o sgt. uma grande influência na sonoridade do GRITO.

Russian Circles“Youngblood”
Gui Pereira: É a música perfeita, na minha opinião! É pesada, tensa e tem uma profundidade sem igual! Foi outra das músicas que me trouxeram ao instrumental. O que mais me chama atenção na “Youngblood” com certeza é performance do baixista Colin DeKuiper, sem dúvida o timbre pesado do seu baixo é o meu favorito.

“Schakles”
Rock Bruno: É uma das músicas mais lindas e originais que já ouvi, pois através de uma levada de batera nada usual você de repente se vê alvo de uma violência musical inacreditavelmente agradável. Uma das melhores bandas de sempre.

Intronaut“Killing Birds With Stones”
Weverton Valini: O Intronaut me ajudou a amadurecer muito como guitarrista, principalmente depois da minha entrada no GRITO. Saindo um pouco do 4/4 e entrando compassos mais complexos, suas músicas fizeram com que eu me empenhasse mais como músico, mas não tecnicamente e sim como ouvinte, percebendo que às vezes do mais simples arranjo pode ganhar mais força o mais bem elaborado e complicado riff ou solo de guitarra.

Ronald Jenkees“From the Arrow Loop”
Rock Bruno: Um cara que faz música eletrônica instrumental também no seu quarto, principalmente hip hop, de maneira criativa e divertida. Muito legal ver a evolução do trabalho dele, que no início era fortemente calcado em improvisações. Em seus trabalhos mais recentes, no entanto, suas composições evoluíram bastante na forma, ganhando muito em senso de unidade e capacidade de diálogo.

Boris“Feedbacker”
Guilherme Silveira: Conhecer Boris foi um salto musical para mim. Já ouvia alguns sons nessa linha, como o Sunn O))), mas foi com o Boris, na música “Feedbacker”, que pude ter uma compreensão maior desse gênero. Quando misturam grandes períodos de paredes sonoras, intercalando outros momentos com voz e base lamacenta, criam um todo muito instigante. Passei dias deixando essa música no repeat enquanto desenhava. Sempre me levou a outros mundos e moldou não só a minha forma de pensar e compor música, mas também o desenho e as histórias em quadrinhos que faço. Influência direta e total.

Sleeping in Gethsemane“Of Giants”
Rock Bruno: O último álbum do SiG, “When The Landscape Is Quiet Again”, é uma obra-prima. Não há nenhum momento de baixa, todas as músicas são marcantes. A banda, na época, estava no seu auge, exibindo muita energia e melodia, oferecendo um estilo único que aliava ao post-rock uma série de influências de outros gêneros musicais. Além de tudo, a música “Of Giants” é uma das minhas favoritas de todos os tempos. Uma pena a banda ter acabado, pois tinha força pra ir muito longe.

Képzelt Varos“Kepler”
Rock Bruno: Eu não me lembro como foi que conheci essa banda húngara, mas a sua música se destaca naquilo que pra mim, como compositor, é o mais importante – não a técnica, nem a complexidade, mas a forma. Suas músicas trazem ideias simples, porém encaixadas da melhor maneira possível. Um exemplo para o GRITO quanto ao aproveitamento de ideias musicais simples para conseguir grandes efeitos.