Audiometria: Achei fácil dar uma chance ao Jota Quest em “De Volta Ao Planeta” (1998)

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Jota Quest De Volta Ao Planeta

Xingar o Jota Quest é fácil, extremamente fácil. Mesmo antes da internet dividir tudo em um Fla x Flu em todo e qualquer assunto, já era “cool” falar mal da banda mineira, que apesar de fazer um enorme sucesso no mundo pop, sempre foi vista com desdém pelos “roqueiros” e os “apreciadores da boa música”. Porque será? A resposta é simples: o Jota Quest é pop até o caroço, e isso incomoda até quem gosta do estilo de som funk/soul que eles têm como base para suas músicas. Além disso, temos o fator Rogério Flausino, que sempre recebe duras críticas à sua performance vocal. Mas será que é tão ruim assim?

Na Audiometria de hoje, vou ouvir um disco do Jota Quest para desvendar se toda essa enxurrada de críticas e piadinhas se justifica. Afinal, já ouvi de mais de um amigo meu que trabalha com música frases como “O Jota Quest é legal, se você ouvir sem preconceito” e muitos elogios à cozinha da banda, com PJ no baixo e Paulinho Fonseca na bateria. Escolhi ouvir e analisar “De Volta Ao Planeta”, de 1998, segundo disco do grupo, simplesmente porque gostei da capa com alusão ao filme “O Planeta dos Macacos” antes mesmo de qualquer remake chegar aos cinemas. Bom, vamos lá… Play.

A primeira faixa dá nome ao disco e começa com um clima meio Red Hot Chili Peppers de ser, o que faz sentido, já que as duas bandas usam a mistura de funk e rock em sua fórmula. Porém, os mineiros jogam uns “na na na na” e deixam tudo mais pop que uma lata de Coca Cola sendo aberta. A letra politizada mistura algo meio “Todos Estão Surdos” com a revolta brazuca de sempre. É, a cozinha realmente é melhor que de muito restaurante gourmet por aí, e apesar do pouco alcance vocal do Flausino, não dá pra dizer que o rapaz não se esforça em empolgação.

A segunda faixa é “Sempre Assim”, que continua a festança funky pop. Não vou negar que gosto dessa música desde os anos 90 e dei uma reboladinha na cadeira. A letra é meio bobinha e dentro que se espera de uma banda de pop rock e tem o sempre irritante “everybody say yeah/everybody say wow”, que só funciona em show, mesmo, mas ainda assim que acho bem bacaninha. Você mesmo que xinga o Jota Quest: duvido ouvir essa sem ao menos bater o pezinho no ritmo. Du-vi-do. Não sei de onde as pessoas tiram que o que é pop necessariamente é algo ruim. Se atinge tanta gente com tanto sucesso, algo de bom deve ter ali, não? Sei lá. Enfim, vamos para a próxima.

Sabe uma coisa que me irrita, agora que começou “Tudo É Você”? O Jota Quest tem um bom baterista e mesmo assim investia (pelo menos nesse disco) na mesma batidinha repetida em loop em muitas de suas músicas. É meio um reflexo dos anos 90, que aquela levadinha de bateria de “You Learn” da Alanis Morrissette era usada em umas 50 músicas. Cansa, né.

Acho que não preciso comentar muito sobre “Fácil”, né? A música é o que qualquer um espera de um som pop e a própria letra brinca com a simplicidade que uma canção dessas precisa ter. Só agora fui prestar atenção na linha de baixo do PJ, bem trabalhada e construindo uma cama para toda a estrutura do negócio. Extremamente fácil, mas também extremamente eficaz.

Esse tecladinho no começo de “35” chega a ser engraçado de tão datado que é. Ela dá um quê de “He-Man” do Trem da Alegria para a música, que seria bem mais bacana sem esse noventismo. As guitarrinhas funky do Marco Túlio funcionam bem, mesmo com a letra bobinha de Heleno Loyola. Se tirasse o tal do teclado, essa poderia ser a minha preferida do disco (Desculpa, Márcio Buzelin, nada pessoal). Por enquanto continuo na dúvida entre as duas primeiras. Vamos em frente.

“Qualquer Dia Desses” é uma versão para “One Of Those Days”, do Marvin Gaye. Como não dá pra melhorar Marvin Gaye, vamos dizer que é uma versão respeitosa e bem noventista. O baixão comendo solto com pedal é bem bacana, e o coral na hora do refrão ficou bem bacana. Nada que chegue perto da original, mas acho que a própria banda sabe que não dá pra fazer algo que chegue próximo de Marvin Gaye, né?

“Tão Bem” (versão do hit de Lulu Santos) chega com a intro mais noventista de todas, mas cara… Se eu disser que esse comecinho me lembra algo que o Gorillaz poderia ter feito, vocês vão me crucificar? Bom, aí entra o Flausino fazendo um semi-rap e dá uma estragada, porque o instrumental tá bem bacana, acho que é o melhor do disco até agora. Gostei muito. Só achei estranho jogar duas covers assim, na sequência… Normalmente povo dá uma espalhada, né, mineirada?

“Nega da Hora” é bem funkão pesado oitentista com uma guitarrinha safada à la Chili Peppers e o baixão comendo solto. Mark Ronson ficaria orgulhoso dessa, inclusive, viu. Desculpem os odiadores do Jota Quest, mas essa aqui funcionaria muito bem no meio de uma discotecagem com Daft Punk e Nile Rodgers. Uma das melhores, na minha opinião, até agora. Ah, e adorei o teclado dessa na mesma medida que detestei em “35”. A quebra instrumental antes do final da música mostra bem a competência da banda no funk.

Mais um hit: “O Vento” é bem mais soul que todo o resto do disco junto, numa pegada meio Hyldon ou Cassiano. Lógico que a voz do Flausino não chega nem perto da dos dois, mas até que funciona aqui (tem até um agudinho tímido lá no meio). O arranjo de cordas ficou bem bonito junto com o piano do Buzelin. Aliás, uma música só com voz, piano e cordas chegar ao topo das paradas de sucesso é algo muito legal. Tá, os haters vão dizer que é “brega”, “cafona” e tal, mas… Fazer o quê, né? Haters gonna hate, como diria Taylor Swift.

Fechando o disco com um bom instrumental, “Loucas Tardes de Domingo” traz metais e backing vocals e um pouco de slap de baixo pra trazer um outro lado do funk para o álbum. Não gruda tanto na cabeça quanto várias outras que passaram, mas é interessante.

Ouvindo o disco com atenção, fiquei ainda mais encucado quanto ao extremo ódio das pessoas pelo Jota Quest e sua obra. Será pelo trabalho ser o mais pop possível? Talvez seja a voz de Flausino? As letras simples, básicas e extremamente fáceis? O comercial da Fanta? A amizade com Aécio Neves? Não sei. Só sei que me diverti mais do que esperava ouvindo “De Volta Ao Planeta”, lembrei que adoro “Sempre Assim” e ainda ganhei uma nova música preferida da banda mineira, “Nega da Hora”. Ou seja: saldo positivo pra mim. Que os odiadores continuem odiando, já que gostam tanto de fazer isso…

O groove do Black Mantra tomou conta da Choperia do Sesc Pompeia

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Não era uma terça-feira (12) qualquer. O motivo? O octeto de funk, jazz e afrobeat chamado Black Mantra se apresentaria logo mais na Choperia do Sesc Pompeia. Show marcado para começar às 21h. A fila para pegar o ingresso, uma hora antes do show, estava imensa. Ainda na fila, não havia como não reparar no público diversificado que ali encontrava-se.

Casa lotada, vinil da banda comprado e chopp na mão. Tudo certo. Agora era só esperar.

A banda subiu no palco uns quinze minutos atrasada. O público aplaudiu a entrada do grupo. Depois de uma introdução em formato de vinheta, o BM começou com “Le Mantra Noir“, um som mais neutro. Sabe como é, cedo demais para agitações. Eles queriam esquentar o clima aos poucos. Quando passaram para a segunda música: “Kaiú-Ubi“, a sintonia da banda invadiu a noite com efeitos de wah-wah e delay das guitarras de Ricardo Mastria (também integrante da banda de hardcore Dead Fish). Inevitavelmente, cabeças explodiram com o som dos metais e o ritmo dançante da bateria. James Brown habitava o palco em espirito. Ou não, talvez estivesse em sua tumba mesmo recitando mantras de funk e enviando energias para o BM.

Não havia como negar, a presença de palco dos integrantes era louvável, e deixou a plateia desconcertada. As pessoas embarcaram numa viagem espiritual, e em peso, começaram a bater palmas no ritmo da música em determinados trechos. Foi assim até o final da apresentação.

Black Mantra no Sesc Pompéia 12/09. Crédito da foto: Marcos Bacon.

Eles conseguiam variar, em uma mesma música, de um hit romântico para um dançante, como quem troca de roupa no provador de uma loja de departamento. “Fossa Jazz” exemplifica acertadamente essa variação. A música lembra as Big Bands de swing.

Um solo de bateria no meio do show arrancou gritos empolgados da multidão, os olhos do público não desgrudavam do palco. Não à toa, o groove com influências de funk setentista do baterista Leonardo Marques sacudiu a massa que, a essa hora, estava encharcada de suor. Pouco depois, o tecladista Kiko Bonato teve uma complicação com seu instrumento, que estranhamente, parou de funcionar. A equipe técnica se prontificou a ajudar e rapidamente o problema foi solucionado.

O palco contava com uma iluminação de led belíssima. Para solar, os integrantes do time de metais se dirigiam até o centro do palco, levando os presentes à loucura.

Próximo ao final do show, Ric Mastria solou inacreditavelmente – aliás, a versatilidade deste músico é assustadora e merece ser comentada. Não é fácil sair do hardcore e transitar pelo funk livremente com tamanha facilidade.

Caio Leite, o baixista da banda, anunciou que o show estava chegando ao fim e apresentou todos os integrantes do octeto. O gosto de quero mais era irrevogável. E olha que o espetáculo durou mais de 1h30. Após encerrarem majestosamente com “Tocaia”, voltaram com o bis “Umbabarauma”, uma música intensa e cheia de energia – antenderam os pedidos do público.

A banda saiu do palco ovacionada pela plateia, que entoava em coro “BLACK MANTRA”. É bonito de ver uma banda com apenas 3 anos de formação se portar como uma de 20 anos. Experiência não faltou na forma como conduziram o show.

Já assistiram o seriado “The Get Down? Foi mais ou menos assim…

Black Mantra é formado por Caio Leite (baixo), Leonardo Marques (bateria), Ricardo Mastria (guitarra), Kiko Bonato (teclado), Igor Thomaz (saxofone barítono), Pedro Vithor (saxofone tenor), William Tocalino (trombone) e Felippe Pipeta (trompete). Quem ainda não teve a oportunidade de conhecer o trabalho do grupo, confira Black Mantra (2017) no link, disco homônimo lançado em junho.

Choperia do Sesc Pompeia lotada. Crédito da foto: Marcos Bacon.

Set list:

Vinheta Intro

1 – Le Mantra Noir

2 – Kaiú-Ubi

3 – Puga Race

4 – Fossa Jazz

5 – Mamabeat

6 – O Ronco do Cacuí

7 – Jazzmatazz

8 – Tranca Rua

9 – Ybytu

10 – Bad White

11 – 5511

12 – Bombardino Invisível

13 – Baby Root

14 – Houdini

15 – Tocaia

BIS

16 – Umbabarauma

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Wagner Creoruska, d’O Bardo e o Banjo

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Wagner Creoruska, d'O Bardo e o Banjo
Wagner Creoruska, d'O Bardo e o Banjo

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Wagner Creoruska, também conhecido como Bardo, d’O Bardo e o Banjo!

Hayseed Dixie“Tolerance”
“Como grande apreciador de bluegrass eu não poderia começar de outra forma. Essa é uma própria de uma banda que ficou muito conhecida fazendo covers, o Hayseed Dixie, além de ser minha primeira referência de bluegrass quando comecei a conhecer esse estilo. Foi essa banda que me fez querer comprar um banjo e hoje o Bardo e o Banjo existir. Sobre ‘Tolerance’, é minha música preferida deles, meu clipe preferido também, e um som que nunca pode faltar nas minhas playlists”.

Seasick Steve“Summertime Boy”
“Esse é um som novo de um cara que tem muita história pra contar antes da sua carreira despontar. Seasick Steve têm um pouco de tudo que eu gosto, blues, folk, instrumentos estranhos, rock, espirito do pantano norte-americano. Essa é uma das músicas dele que mais fez sucesso. Enfim, vale o play, vale por na playlist pra pegar a estrada, vale curtir”.

New Riders of the Purple Sage“Panama Red”
“Essa é uma indicação que vale por duas. A música é de uma das bandas mais legais dos anos 70, que misturava rock e country muito bem, o New Riders of the Purple Sage. A banda tinha uma formação incrível com guitar steel, ótimos guitarristas e músicas legais pra caramba. “Panama Red” depois foi regravada pelo Old & in The Way, uma das melhores bandas de bluegrass de todos os tempos (na minha opinião, claro), banda que tinha Jerry Garcia, guitarrista do Grateful Dead, tocando banjo”.

The Flying Burrito Brothers“Six Days On The Road”
“Essa música, gravada nesse programa ao vivo, é FODA! Existe versão de estúdio dela mas essa é a melhor. Ouço ela sempre que vou pegar a estrada. Outra banda que mistura rock e country, de uma forma bem legal, também dos anos 70”.

Wild Cherry“Play That Funky Music”
“Fugindo um pouco do folk/bluegrass esse é um som da década de 70 que foi sucesso nas pistas de dança, na época e até nos dias de hoje. Na verdade é um dos sons mais divertidos pra botar a galera pra dançar, na minha opinião claro. Foi um dos poucos hits do Wild Cherry que lançou apenas 4 discos entre 1976 e 1979 quando a banda acabou”.

Motown ganha homenagem de supergrupo da música brasileira no Sesc Pompeia

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Nos dias 24 e 25 de março o Sesc Pompeia receberá o projeto “O Som da Motown”, organizado por Zé Antônio Algodoal (Pin-Ups, Mtv Brasil). Um supergrupo formado por músicos de diversas bandas e estilos fará um show apresentando grandes sucessos e lados B de uma das gravadoras mais importantes do mundo. A escalação é de respeito: nomes como Pedro Pelotas (Cachorro Grande), Victor José (Antiprisma), Charly Coombes (ex-Supergrass), B-Negão, Tássia Reis, Leonardo Prirrongeli (Clube do Balanço), Curumin, Blubell e o próprio Zé farão parte da banda que fará uma verdadeira festa em homenagem às músicas da gravadora.

Fundada por Barry Gordy, a Motown é uma das gravadoras mais importantes da história da música. Seu elenco impressionante inclui nomes inesquecíveis como Marvin Gaye, Stevie Wonder, Diana Ross e Jackson 5 e emplacou quase 250 sucessos nas paradas americanas e se tornou uma das maiores referências musicais das últimas décadas. O famoso “Motown Sound” ajudou a definir a linguagem do soul, funk, hip hop e da música pop.

Conversei um pouco com Zé Antônio sobre o projeto. Confira e ouça a playlist criada por ele:

– Primeiramente, conta um pouco mais sobre esse projeto da Motown!

Então, eu sempre amei as coisas da Motown e sempre tive vontade de tocar muitas daquelas músicas, mas o Motown sound é algo sofisticado, inclui cordas, metais, teclados e grandes vozes. Daí veio a ideia do projeto, reunir um time bacana de músicos e vocalistas e oferecer para o Sesc, que é o único lugar com condições de acolher um projeto desses. O legal é que quase todo mundo ama a Motown, então todos entraram no projeto com grande prazer. Todos tem seus trabalhos autorais, e um projeto como esse acaba virando uma reunião de amigos, um momento de prazer pra tocar o que a gente gosta, além é claro, de enfrentar o desafio de fazer jus às músicas que a gente vai tocar.

– E teremos várias bandas se revezando ou uma superbanda com músicos de diversos lugares?

A banda é fixa, quem reveza são os vocalistas. O legal é que tem gente de várias escolas. O baterista é o Rogério Bastos, que toca com o Tom Zé, o Pelotas do Cachorro Grande em um dos teclados, o Charly Coombes, que já foi do Supergrass (e tem dois discos incríveis), no outro teclado, eu e o Victor José (Antiprisma) nas guitarras, o baixista vai ser o Leonardo Prirrongeli (Clube do Balanço), a Michele Abu na percussão, e um trio de cordas e um de metais.

– E quem serão os vocalistas, pode adiantar?

Os vocalistas são os seguintes: B-Negão, Curumim, Charly Coombes, Léo Cavalcanti, Blubell e Izzy Gordon. Na sexta teremos também a Tássia Reis e no sábado a Laura Lavieri, e uma provável participação especial do Beto Bruno.

– Muito bom! E como será escolhido o repertório dessa celebração da Motown?

Essa foi a grande questão desde o início… É difícil escolher entre tanta coisa boa. Eu acabei fazendo uma lista reduzida e discutindo com os convidados pra saber o que cada um poderia cantar. A ideia é que o repertório fosse o mais abrangente possível, e que fosse generoso com a plateia, pois nem todos conhecem os Lados B, então o desafio foi equilibrar tudo isso. No final o repertório ficou com bastante coisa boa, privilegiamos os 60 e 70.

– Você acha que o conteúdo da Motown está sendo redescoberto pelo público e pelos artistas que estão injetando soul e funk típicos da gravadora em seu som?

Eu acho que a Motown sempre esteve presente, desde as regravações dos Beatles e Stones, até as citações e samples do pessoal do hip hop e um número infindável de artistas pop, mas que nem sempre utilizam tão bem as lições dos mestres da Motown (risos). O que eu tenho percebido é que tem muita gente nova muito bem informada sobre música, então é natural que as coisas boas sejam lembradas e festejadas. E dou graças a Deus por isso!

– Já tem uma data para este evento?

Sim, será nos dias 24 e 25 deste mês no Sesc Pompeia. Os ingressos começam a ser vendidos no dia 14!

Pedi a Zé Antônio que fizesse uma playlist com suas preferidas da Motown, algo como um guia para os não-iniciados aquecerem os motores para as apresentações do dia 24 e 25. Siga o Crush em Hi-Fi no Spotify e ouça:

Overalive lança seu segundo disco, “Transmutation”, englobando novas influências sem deixar o rock de lado

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OverAlive

A banda OverAlive, de Curitiba, lançou neste ano seu segundo disco, “Transmutation”, onde foge um pouco do hard rock direto e reto de seu primeiro trabalho, auto-intitulado, abraçando novas influências, elementos e ritmos. Tudo isso, claro, sem deixar o rock que caracteriza o querteto de lado.

Formada por Diego Porres (baixo), Fernanda Hay (vocal) Rafa Dachary. (bateria) e Luis Follmann (guitarra), a banda está na ativa desde 2013 e luta por um espaço na cena independente autoral brasileira. “É preciso bastante foco e determinação para efetuar um trabalho assim. Mas a necessidade de se criar algo e mostrar isso ao público sempre supera as dificuldades”, conta Luis, que conversou um pouco comigo sobre a carreira do quarteto, seu som, a vida de artista independente e como a proeminência de bandas covers entra no caminho das bandas autorais:

– Como a banda começou?

OverAlive começou em 2013, na época ainda com outro nome (Overdrive). Eu já conhecia o Diego Porres (baixista) desde 2010, e desde então já costumávamos nos reunir para tocar juntos. Em 2013 nós conseguimos fechar uma banda e gravamos o primeiro álbum da banda, também chamado ‘Overdrive’.

– Como surgiu o nome da banda?

Ambos os nomes foram sugestões do Diego. O primeiro foi por causa de uma música nossa que já existia antes de escolhermos algum nome pra banda. Entretanto, tempos depois resolvemos mudar de nome pois percebemos que já haviam muitas bandas espalhadas mundo afora com o nome ‘Overdrive’. Pensamos em manter alguma referencia com o primeiro nome, então ‘OverAlive’ surgiu na pauta e resolvemos adotá-lo!

– Quais as suas principais influências?

Eu costumo escutar muita música, dos mais variados estilos. Como boa parte dos guitarristas, comecei escutando muito rock, tanto nacional quanto de bandas de fora. Ao mesmo tempo, sempre tive contato com música brasileira. De lá pra cá já ouvi muitas coisas diferentes, de modo que cada semana tento escutar algo novo. Esses últimos dias tenho ouvido um pianista cubano fantástico chamado Gonzalo Rubalcaba e algumas coisas do Einojuhani Rautavaara.

– Me falem um pouco sobre o material que já lançaram.

No primeiro disco da banda, tivemos uma abordagem mais direta e simples. As músicas eram claramente voltadas pro hard rock, apesar de já poder se perceber algumas influências externas. No nosso novo disco ‘Transmutation’, que está recém-lançado, acredito que mudamos bastante a cara musical da banda. Ao compor as músicas, resolvi sair do nicho muito voltado pro rock tradicional e procurar envolver mais sonoridades através das influências musicais que ouvi ao longo dos anos. O resultado ficou muito satisfatório e acredito que pessoas com diferentes gostos musicais consigam de algum modo se identificar com alguma coisa desse álbum. Continuamos uma banda de rock, mas você irá encontrar muitos outros elementos envolvidos nas composições.

Overalive

– Como é seu processo de composição?

No caso do OverAlive, eu componho toda a parte sonora da música primeiro (linha dos instrumentos e melodia da voz), e depois passo pra Fernanda Hay (vocalista da banda) para inserir as letras na melodia já criada. Ao compor, costumo transcrever todos os instrumentos na partitura, depois monto a batera em midi. O legal disso é que antes mesmo de tocarmos pela primeira vez algo, já temos uma versão midi da música. Facilita pra todo mundo e costuma acelerar o processo dos ensaios.

– A internet ajuda ou atrapalha a vida de bandas independentes?

Eu acredito que ajuda, e muito! Ainda não tive a experiência de lançar algo por uma gravadora, mas na esfera de produção independente, a internet é um veículo fantástico. É claro que a ‘concorrência’ aumenta, mas isso é bom por quê de certo modo te força a tentar criar algo diferente.

– Como é a vida de banda independente hoje em dia?

Fácil não é! Financiar a produção de um álbum não é algo barato. Fora isso, é difícil você se colocar entre as bandas já correntes em determinado cenário musical e fazer com que novos ouvintes voltem suas atenções para você. É preciso bastante foco e determinação para efetuar um trabalho assim. Mas a necessidade de se criar algo e mostrar isso ao público sempre supera as dificuldades.

– Existe muita dificuldade em encontrar casas de shows que topem receber bandas autorais?

Ainda não fizemos shows para esse álbum novo, mas para o primeiro álbum felizmente conseguimos uma série de shows. Mas mesmo assim, de um modo geral eu claramente percebo que o problema existe. E é um problema complexo. Acredito que não recaia apenas nos ombros dos contratantes; vem de um emaranhado de fatores que acabam por deixar o ambiente musical para as novas bandas bastante difícil. Pode não parecer, mas esse tipo de problema vai desde a educação musical defasada no sistema de educação do nosso país, até a baixa divulgação pelas grandes mídias de trabalhos artísticos de qualidade, até a propagação de produtos artísticos tidos como ‘virais’ nas redes sociais e que infelizmente, na sua grande maioria, tem um cunho intelectual próximo a zero. Isso faz com que muitas vezes não haja interesse por parte do grande público em procurar ouvir coisas novas de qualidade, tampouco assistirem aos shows. Tudo isso acaba por prejudicar novas bandas de muita qualidade que surgem o tempo todo, e que encontram um cenário desfavorável quando tentam vender seus shows.

Overalive

– Quais os próximos passos da Overalive?

Lançamos nesse ano o álbum ‘Transmutation’, e estamos em processo de divulgação. A banda agora está um pouco espalhada: o Rafa Dachary, grande baterista que entrou pro time recentemente, mora em Ijuí, Rio Grande do Sul; a Fernanda está em Los Angeles. Nossos planos são de nos reunirmos no início do próximo ano e realizarmos shows desse novo álbum. Enquanto isso cada um trabalha nos seus projetos musicais paralelos. Eu estou em processo inicial de um primeiro trabalho solo. Não dá pra parar!

– Recomendem bandas e artistas (especialmente se forem independentes) que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

Muita gente! Não sei ao certo que tem produção independente ou não, mas para citar alguns: Alessandro Kramer, Trio Curupira, Henrik Andersen, André Nieri, Mohini Dey, House of Waters, entre vários outros.

Muito além do 5 contra 1: As trilhas sonoras icônicas dos filmes pornôs 🌚

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Ron Jeremy
Ron Jeremy

Sinestesia, por Rafael Chioccarello

O pornô é uma das indústrias mais rentáveis do planeta. Seu alcance e interesse é absurdo. Um mercado que movimenta todo ano trilhões de dólares e se reinventa a cada minuto. Altamente explorado, ele tem seus altos e baixos mostrados em documentários que você pode ver no Netflix ou na TV a cabo.

Não é incomum ver comentários “aleatórios” nos vídeos na internet. Aliás, hoje em dia é onde seu mercado mais é consumido através de filmes, cam girls e até via Oculus Rift. Pois é, agora a moda é ver tudo em 4D como se você mesmo estivesse interagindo com a cena – coisa de louco e só possível imaginar para alguém que viveu os anos 80 via filmes Sci-Fi.

4d

Mas o nosso foco aqui é a música! Quase sempre me esqueço com tantos detalhes e informações interessantes ao redor para estender a pauta… E olha que música em filmes pornôs desde as fitinhas VHS dá o que falar, meu amigo! Fique tranquilo, não vou comentar sobre aquele blues “frouxo” que estrela vários quadros do Sexytime do Multishow, mas de música boa – numa hora que em teoria a música é o que menos importa.

E porque não começar por um clássico do pornô? É – quase – impossível fazer uma lista de filmes pornôs sem falar sobre um dos maiores sucessos tanto de vendas como de ~polêmicas~: Garganta Profunda” (“Deep Throat” – 1972).

O filme sobre o caso do delator do Watergate teve o custo de 25 mil dólares e após se tornar Cult gerou algo em torno de 20 milhões. Aliás, a grande estrela Linda Lovelace tem uma história de vida bem triste e que vale pesquisar depois.

Em seu livro, ela alega que nunca recebeu um tostão por “Garganta Profunda” e o seu ex-marido teria sido pago com apenas 1250 dólares, embora o filme tivesse rendido aos seus produtores 600 milhões de dólares. Sua carreira após este filme começou a ir para filmes mais “hardcore”. Depois disso veio a decadência e teve seu fim abreviado.

Mas para os admiradores do funk/R&B temos uma tremenda pérola em sua soundtrack logo na música tema, “She’s Gotta Have It”, um single de T.J. Stone lançado no ano de 1974 como single após o sucesso do filme – quem sabe tentando ganhar mais uns trocados com o sucesso comercial da trama.

Fato que a canção tem uma estrutura que mescla aquela groove do Funk que flerta com a soul music. Logo de cara percebemos a composição como forte, já no encaixe dos instrumentos de sopro indo de encontro com o piano que chora e narra sensualmente a proposição.

Após perceber um padrão no funk/blues/R&B nos filmes pornôs dos anos 70, o ~destemido e ousado~ Don Argott decidiu prestar sua homenagem ao pornô. Uma lenda urbana diz que ele e Ron Jeremy se conheceram em 71 e gravaram uma porção de faixas que ficaram perdidas no tempo e espaço até serem achadas no fim dos anos 90. Utilizando suas próprias mãos (calma, não pense besteira) e criando em parceria com outros músicos um álbum chamado “Pornosonic – Unreleased 70’s Porno Music (1999)”.

ron

Sim, são trilhas sonoras para filmes que JAMAIS viram a luz do dia. Ao invés de tentar fazer releituras, ele traz um funk moderno com ambientações que poderiam muito bem conduzir cenas mais calientes e pegajosas. Para deixar tudo ainda mais no – esquema – ele foi logo chamar o astro do cinema pornô Ron Jeremy para fazer a locução entre as faixas, o que resultou hilário e totalmente imersivo.

E eles não pararam por aí, e em 2000 saía a trilha “perdida” de outro clássico do “sobe e desce”: “Cream Streets”, que brinca com funk, música latina, tribal, Jazz, groove e muita intensidade. Afinal de contas, tentar reeditar os hits da Motown não é um desafio muito fácil de ser alcançado. Tem que ter muito exercício, abusar das preliminares e se jogar de cabeça. As canções são jocosas, o swing e o malemolência se dão a cada beat que ecoa da percussão e do chorar dos instrumentos.

A franquia pornô “The Devil In Miss Jones” começou no ano de 1973 e foi dirigido por Gerard Damiano. A grande estrela do filme é Georgina Spelvin, talvez uma das mais renomadas atrizes pornôs da era do “Pornô Chic” – o rótulo que o pornô clássico ganhou ao longo dos anos entre uma “pornochanchada” aqui e outra acolá.

E para combinar com o clássico, porque não uma música elegante a base de voz e piano? Quem ouve pensa que se trata de um filme de sofrimento/melodramático, mas a canção quase que de igreja emendava com o swing da sétima arte do pornô. A canção mais marcante do filme é a tema “I’m Comin Home” da Linda November.

Já no outro extremo da indústria do pornô no “Softcore” temos a saga de Emmanuelle de Just Jaeckin. O primeiro filme foi gravado na França em 1974, mas a lolita atravessou as décadas sendo a musa do gênero.

Emmanuelle já foi loira, ruiva, morena, foi ao deserto, ao espaço, a diversos lugares mas todas que a interpretaram sempre honraram o nome. Aliás, se Emmanuelle tivesse estrelado alguma capa de algum disco do É o Tchan, eu não ia estranhar. Já que nos anos 90/00 podia quase tudo.

Quem lê pensa que a franquia foi um sucesso. Porém, no segundo filme de 1975, após diversas críticas, seu criador original largou o barco. Mas foi o suficiente para imortalizar seu tema “clássico” do cinco contra um.

A canção de Pierre Bachelet foi um dos seus maiores hits da carreira. Ele que era meio que um Roberto Carlos/Julio Iglesias francês e estrelou a trilha de outros filmes através de suas canções apaixonadas. 

Mas não se vive apenas de pornô gringo quando aqui tivemos as embriagadas e saudosas pornochanchadas, que nosso querido Canal Brasil sempre lembra com a frase “Como Era Gostoso”.

Vera Fisher era uma das estrelas das pornochanchadas
Vera Fisher era uma das estrelas das Pornochanchadas

Eis que em 2004 tivemos uma grande homenagem à essas musas. Che decidiu fazer um grande tributo cheio de diálogos e brasilidades para embalar essas noites que ficavam ainda mais gostosas após uma sessão de chanchada. O disco foi lançado pela YB Music e distribuído pela Tratore.

“‘Sexy 70’ é o tributo musical do terceiro milênio aos fãs da pornochanchada brasileira clássica. Bossa-funk-lounge-soul-samba-bolero tocados com o verdadeiro espírito desleixado e elegante das grandes trilhas sonoras do gênero. Ideia e competência do Che (ex-Professor Antena) com participação charmosíssima da musa Helena Ramos e do gênio Paulo Cesar Pereio. Serve para festas, jantares elegantes e para clima de sedução. Mil e uma utilidades!”

Para passar a régua e deixar o clima em órbita temos direto dos anais do ano de 1999, um pornô estrelado por ninguém mais ninguém menos que Silvia Saint. E para essa viagem intergalática foi convocado uma das maiores lendas da e-music mundial: O Prodigy.

O “The Uranus Experiment” teve a ousada – e de outro planeta – missão de fazer o primeiro pornô além dos limites da gravidade, ou seja gravidade Zero. O cérebro do Prodigy Liam Howlett foi o responsável por fazer o som para explorar os orgasmos nas “alturas”.

A epopeia musical de “O Lobo de Wall Street” de Martin Scorsese

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O Lobo de Wall Street
Leonardo DiCaprio em "O Lobo de Wall Street"

Sinestesia, por Rafael Chioccarello

Hoje vamos falar sobre a trilha de um filme que é um tremendo absurdo ter saído do Oscar de mãos vazias. Perseguição por parte da academia de seu diretor? Talvez. Ter um ator da magnitude de Leonardo DiCaprio no elenco e até então – Antes do O Regresso” não ser premiado? Outra possibilidade válida. Ter competido com um filme em que todos apostavam as fichas (Gravidade”)? Provavelmente um belo de um azar no quesito timing.

Já que o filme foi indicado para o Oscar nas categorias:

1- Melhor Filme
2- Melhor Diretor
3- Melhor Roteiro
4- Melhor Ator (Leonardo Di Caprio)
5- Melhor Ator Coadjuvante (Jonah Hill)

O filme não ganhou em nenhuma categoria. O prêmio de consolação de DiCaprio foi ter sido nomeado – e vencido – na disputa para melhor ator na categoria filme musical ou comédia na edição daquele ano (2014) do Globo de Ouro. Porém, entre os críticos, o filme foi bastante aceito e prestigiado. O roteiro é agressivo e bem anti-heroi, algo que Hollywood não costuma premiar. Prefere dar prêmios para os bons “moços”, vai entender, né?

Ao menos eu não engoli até hoje terem dado Oscar para o vazio – metido a intelectual mas comum – Her” e deixarem esse tremendo drama/comédia biográfica que foi “O Lobo de Wall Street” (2013). O filme é baseado no livro The Wolf Of Wall Street”, uma autobiografia escrita por Jordan Belford, lançada em 2007.

Leonardo DiCaprio is Jordan Belfort in the movie THE WOLF OF WALL STREET, from Paramount Pictures and Red Granite Pictures. TWOWS-FF-002R

Para não me alongar muito em descrever o roteiro do filme e dar maior atenção para a trilha, segue a sinopse redigida pelo pessoal do excelente AdoroCinema:

“Durante seis meses, Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio) trabalhou duro em uma corretora de Wall Street, seguindo os ensinamentos de seu mentor Mark Hanna (Matthew McConaughey). Quando finalmente consegue ser contratado como corretor da firma, acontece o Black Monday, que faz com que as bolsas de vários países caiam repentinamente. Sem emprego e bastante ambicioso, ele acaba trabalhando para uma empresa de fundo de quintal que lida com papéis de baixo valor, que não estão na bolsa de valores.

É lá que Belfort tem a ideia de montar uma empresa focada neste tipo de negócio, cujas vendas são de valores mais baixos mas, em compensação, o retorno para o corretor é bem mais vantajoso. Ao lado de Donnie (Jonah Hill) e outros amigos dos velhos tempos, ele cria a Stratton Oakmont, uma empresa que faz com que todos enriqueçam rapidamente e, também, levem uma vida dedicada ao prazer.”

A montagem, a escolha de elenco, a trama, a narrativa dos altos e baixos e a energia de instantâneo Blockbuster já deveria ser aplaudida. Além de claro, sua trilha. Aliás trilha sonora é a praia de seu diretor, Martin Scorsese. Não é de se surpreender que ele neste ano tenha se envolvido com Mick Jagger para o audacioso e ferroz “Vinyl”, série transmitida pelo HBO.

A trilha sonora do filme conta com 54 canções ao longo das mais de 3 horas de trama. Destas 54, 16 foram selecionadas para estrelar a versão física do disco que foi lançado em dezembro de 2013 via Virgin. Logo, antes de adentrar ao seleto grupo das 16 que contemplam o disquinho, falarei por alto das que não entraram no álbum, porém estão no filme.

Temos a clássica “Dust My Broom” e “Dust My Blues” de um dos reis da guitarra, Elmore James, “Hit Me with Your Rhythm Stick” do astro do punk Ian Dury e seus Blockheads e “Movin’ Out (Anthony’s Song)” do clássico The Stranger” (1977)  de Billy JoelMalcolm McLaren, um dos maiores ícones da música mundial – empresário dos Sex Pistols e de uma vasta legião de bandas – em 1983 lançou Duck Rock” este que continha a canção “Double Dutch”, que Scorsese escolheu para a trilha do filme.

A refinada “No Greater Love” (1958), do pianista de jazz Ahmad Jamal Trio, também figura na trilha, assim como John Lee Hooker com o clássico do blues “Boom”, uma das 500 músicas da lista da fama da revista Rolling Stone. Johnn Lee inclusive ganhou 2 Grammys como melhor álbum de blues tradicional pelos trabalhos I’m in the Mood” (1990) com Bonnie Raitt e Don’t Look Back” (1998). Teve a sorte de ter seu trabalho reconhecido em vida. Faleceu em 2001.

“Mongoloid” dos nerds mais cools do rock, o DEVO, e seus sintetizadores e epifanias preenchem uma das cenas mais malucas do filme. Me First And The Gimme Gimmes aparecem na trilha fazendo cover de Beach Boys, Mais precisamente da canção “Sloop John B”, escrita pelo lengendário Brian Wilson. O filme se passa em Nova Iorque e seria uma tremenda bola fora deixar a galera do rap fora dessa. Então vamos de clássico! Scorsese escolheu “Hip Hop Hooray” do grupo Naughty By Nature para deixar tudo nos conformes. Outro grande pianista do jazz também entra na trilha, Charles Mingus, com sua envolvente “Wednesday Night Player Meeting”.

O hit do italiano Umberto Tozzi, “Gloria” de 1979, também faz parte. Duvido que nunca escutou a canção do músico na Antena 1. Mas temos new wave também, sim, por favor! Com o grupo francês Plastic Bertrand e “Ça Plane Pour Moi” (1978), um hit de discoteca que tem versões interessantes de grupos como Sonic Youth, Nouvelle Vague The Presidents Of The United States Of America. Uma curiosidade é que poucos meses antes dos vocais da canção serem gravados, a gravadora usou a mesma trilha com os mesmos músicos para lançar “Jet Boy, Jet Girl”. Os vocais da versão em inglês são de Alan Ward, que para quem não sabe é o vocalista do Elton Motello.Uma curiosidade é que poucos meses antes dos vocais da canção serem gravados, a gravadora usou a mesma trilha com os mesmos músicos para lançar “Jet Boy, Jet Girl”. Os vocais da versão em inglês são de Alan Ward, que para quem não sabe é o vocalista do Elton Motello

Uma das curiosidades da trilha foi essa participação do ator Matthew McConaughey na faixa “The Money Chant” composta por ele em parceria com Robbie Robertson, um dos fundadores do The Band. Saiba mais aqui.

A dupla de eletrônica Dimitri Vegas & Like Mike inclusive fez uma versão insana e a apresentou no Tomorrowland de 2014.

Caso queira saber mais sobre a trilha completa, basta uma rápida pesquisa na rede social, IMDB. Então, finalmente vamos chegar ao seleto grupo das 16 faixas do disco da Virgin.

Lançado logo após o filme, no dia 17 de Dezembro de 2013, é em geral uma coletânea bastante eclética, assim como as anteriores que falamos por aqui. O que só deixa ela ainda mais interessante.

“Mercy, Mercy, Mercy” do Cannonball Adderley Quintet, liderado por Julian Edwin “Cannonball” Adderley, um jazzísta e mestre do saxophone da hard bop era (50’s, 60’s). Inclusive este é o single que mais o tornou conhecido, além, claro, de seu trabalho ao lado de Miles Davis – ele fez parte do lendário álbum Kind Of Blue” (1959) do astro do jazz. A canção conta na banda com seu irmão na corneta, Nat Adderley, e foi lançada no formato de quinteto no ano de 1966, gravada no Capitol Studios de Los Angeles. É um jazz classudo e visceral, um clássico.

Em seguida temos Elmore James com a canção que já falamos acima, a belíssima “Dust My Bloom”. A próxima é “Bang, Bang” de Joe Cuba, um americano descendente de porto riquenho que com sua ginga fez a América dançar com sua envolvente salsa!

“Movin’ Out (Anthony’s Song)”, de Billy Joel, é a seguinte na trilha, e na sequência temos a maravilhosa canção burlesca que flerta com jazz “C’est Si Bon” da americana Eartha Mae Keith. Uma voz delicada e autêntica, ela tem origens do teatro e era cantora de musicais, comediante de stand-up, ativista e dançarina. Ufa, alguém com muito a nos acrescentar e de quem vale a pena conhecer a história. A canção em francês foi lançada no ano de 1953.

“Goldfinger” é um cover, originalmente estrelada por Shirley Bassey na trilha de 007, tema do filme de mesmo nome. Porém, a versão que captou o coração de Scorsese feito uma flecha foi a performada por Sharon Jones & the Dap-Kings, um grupo de funk/soul do bairro do Brooklyn, com influência do melhor do gênero nos anos 70. Um ano após o lançamento da trilha, o grupo foi nomeado para o Grammy.

Sou suspeito demais para falar sobre a próxima faixa, pois envolve um dos meus músicos favoritos de todos os templos, o mestre Bo Diddley. A canção do bluseiro escolhida pelo diretor foi “Pretty Thing”, de 1955. Curiosidade: Foi seu primeiro single a emplacar nas paradas do UK.

O pianista de jazz Ahmad Jamal emplacou mais uma faixa na trilha, Moonlight In Vermont”, uma densa faixa trabalhada no piano e com potencial de te levar para outro plano. É calma, cadenciada, ao mesmo tempo em que é criativa.

A próxima faixa é uma tremenda covardia com as demais, um senhor hit do melhor do blues já feito em Chicago: Smokestack Lightning”, performada por uma das vozes mais marcantes daquela geração, Howlin’ Wolf. A canção está presente no álbum do músico From Moanin’ In The Moonlight” (1959).

Se a próxima música não te colocar para dançar, nenhuma outra o fará. Quem vem com seu funk/disco energético direto do túnel do tempo dos anos 60 quebrar tudo é o saxofonista Jimmy Castor Bunch com “Hey Leroy, Your Mama’s Calling You”, do ábum Leroy” (1968).

Em seguida temos a já comentada “Double Dutch” de Michael McLaren. Logo depois temos mais uma canção new wave/post punker: “Never Say Never”do Romeo Void de 1981. Vocal feminino, beats dançantes e muita fúria degenerativa direto dos criativos anos 80. Voltamos para os dias de hoje com a ultrajante, american rock & blues, caipirona e competente banda 7horse. Recomendo ouvir Meth Lab Zoso Sticker” bebendo um drink com Jack Daniels – ou depois de uma maratona de Breaking Bad. A vibe se transforma no meio do caos hibilly. O primeiro álbum do grupo, Let the 7Horse Run”, veio ao mundo no ano de 2011 e te convida a balançar os quadris.

Eu vou até vou dispensar comentários sobre “Road Runner” de Bo Diddley, pois acredito que um clássico fala por si só.

“Mrs. Robinson” é uma canção originalmente composta pelo duo Simon & Garfunkel em 1968 – e teve seu álbum altamente premiado. Porém, a versão que marcou a geração dos anos 90 foi a dos The Lemonheads, e esta foi escolhida pelo time de Scorsese para o filme. Já para quem é mais velho, deve lembrar da belíssima versão que Frank Sinatra fez em My Way” (1969). Os estranhos do folk/punk Andrew Jackson Jihad também tem uma versão digna. Já os hard rockers do Bon Jovi vira e mexe em shows costumam tocá-la.

Para fechar a trilha com dignidade, calmaria e classe temos Allen Toussaint, um mestre da soul music/R&B/funk/blues/jazz da cidade da música, New Orleans. “Cast Your Fate To The Wind” (1962) do astro do jazz Vince Guaraldi e seu Trio. Através dela mostram o poder da música em expressar sentimentos através de suas notas. 

wolf

A trilha merece ser ouvida e reouvida com certa periodicidade para que assim seja possível extrair seu melhor. Ela é difícil para pessoas que não estão acostumadas com o encanto do jazz, do blues e da soul music, porém ela é urgente. Não deixe de também usar esse texto como abertura para se aventurar pelo jazz. Em São Paulo, por exemplo, temos O JazzB (Vila Buarque) e o Bourbon Street (Moema), onde podemos desfrutar do estilo. No sábado (18), no Dia da Música, o Parque Villa Lobos receberá a segunda edição do festival BB Seguridade de Blues e Jazz, mais uma dica para quem quer aproveitar a cultura da cidade com entrada 0800. E agora o que nos resta é saber qual vai ser a próxima epopeia musical de Martin Scorcese

Breaking News: 5 singles independentes lançados esta semana que você precisa conhecer

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Death Valley Girls
Death Valley Girls

Death Valley Girls“Glow In The Dark”

A Burger Records sempre tem algo delicioso pra mostrar, certo? A música que dá nome ao novo disco da banda de Los Angeles acaba de ser lançada e mostra um pouco do que o quarteto chama de Dystopian Punk, Doom Boogie e Occult Glam. Ela começa sombria, tem ecos de Sonic Youth e um (aliás, os dois) pés no garage punk. O disco completo sai em junho.

The Gotobeds “Brass Not Rash”

O segundo som do disco Blood//Sugar//Secs//Traffic”  do grupo de Pittsburgh The Gotobeds foi divulgado esta semana  pela Sub Pop. Clima pós-punk com riffs estraçalhantes, vocal gritado na medida certa e aquele velho final cheio de barulheira.

Kool Stuff Katie “It’s All Your Fault”

O duo de Oregon lança o clipe de “It’s All Your Fault” na sempre interessante BlankTV, um dos canais do Youtube que mais dão força para a cena independente. Curta e grossa, a música te deixará com a frase “you don’t know what is like” na cabeça pelos próximos minutos e provavelmente você dará o play novamente.

King Khan“Children Of The World”

O single de King Khan com “Children Of The World” e “Gone Are The Times” sai dia 3 de junho pela Merge Records. As músicas cheias de funk e soul foram inspiradas pelo grupo militantes pelos direitos civis chamado The Invaders, que ganhará um documentário nessa primavera. John B. Smith, fundador e líder dos Invaders que convidou King Khan a fazer a trilha da história.

Alice Bag“No Means No”

Alice Bag é uma pioneira latina do punk rock pioneer e vem da mesma cena que nos trouxe nomes como Black Flag e Germs. Ela está prestes a lançar um disco pela Don Giovanni Records, e o primeiro single “No Means No” é um hino contra a cultura do estupro. O disco completo sai dia 24 de junho.

5 playlists incríveis no Spotify para fazer a trilha sonora de sua quinta-feira

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Spotify1

Um dia desses aí o Spotify me convidou pra ir lá em sua residência brasileira. É lógico que eu topei na hora, já que hoje em dia ele é um companheiro de todas as horas e tá cheio de músicas, discos e artistas pra fazer a trilha sonora sempre que necessário (ou seja, sempre).

Mas uma coisa que falaram lá realmente tocou meu coração: precisamos fazer mais playlists. Lembram das mixtapes feitas em fita K7 que ajudavam todo mundo a conhecer novas músicas e artistas? Lembram das seleções gravadas com CD-R que eram copiadas a torto e a direito entre seus amigos quando rolava uma playlist incrível? Pois é, isso agora está muito mais fácil e ao alcance de todos lá no Spotify (mesmo os que não pagam assinatura Premium e usam o aplicativo de graça, viu?)!

Escolhi 5 belas playlists feitas no Spotify para acompanhar a sua quinta-feira e, porque não, seu final de semana.

P.S. – Aliás, se você tiver feito alguma playlist sensacional ou acabou trombando com uma playlist incrível por lá, manda aqui nos comentários!

1. The New Retro

Esta playlist do Spotify mostra novidades com sabor de pérola antiga. Músicas cheias de inspiração em soul, blues, folk, funk e por aí vai. Entre as bandas e artistas, The Cactus Blossoms, Benjamin Booker, Lake Street Dive e Foy Vance.

2. Beastie Boys Samples

Mike D, MCA e Adrock sempre foram conhecidos pela criatividade tremenda de onde buscavam os samples para suas músicas, especialmente em seu segundo disco, “Paul’s Boutique”. Pois é, o Danilo Cabral compilou mais de 170 músicas que foram sampleadas pelo trio em suas músicas, em ordem:

3. I FEEL GOOD

Beto Chuquer mostra o melhor das playlists que rolam na festa I FEEL GOOD. Muito funk, soul e suíngue. Prepare os quadris e rebole ao som de Aretha Franklin, De La Soul, Al Green, Stevie Wonder e Snoop Dogg.

4. Mulheres na Música

A Debbie Hell, dos blogs Ouvindo Antes de Morrer e Música de Menina e das festas Gimme Danger (Squat) e No FUN (Clube Outs), além de mentora do programa Debbie Records na Brasil 2000 e mil e um outros projetos criou essa playlist de mulheres extraordinárias no mundo da música. Do soul ao funk, do rap ao rock, de Joan Jett a Tati Quebra Barraco, a Debbie compilou tudo:

5. The Funky Crimes of the RHCP

Quem me conhece sabe que minha banda preferida é Red Hot Chili Peppers, e apesar de também curtir as baladas e as influências punk da banda, o lado preferido do grupo de Anthony Kiedis e Flea é a veia funk que nunca deixou a banda. Fiz uma playlist com as músicas mais funky do quarteto de Los Angeles, indo do primeiro disco, de 1983, até o mais atual, “I’m With You”, de 2011:

Sim, é uma lista com MAIS 10 casas de São Paulo que também apostam em bandas autorais!

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Travelling Wave ao vivo no 74Club
foto: Fernanda Carrilho Gamarano

A cada dia, novas músicas são compostas, novas bandas são formadas e novas letras são escritas. E mesmo que as bandas covers sejam uma aposta fácil para as casas noturnas que querem atrair público que quer apenas curtir os sons que já fazem sua cabeça, muitos locais ainda apostam em bandas e artistas autorais, fortalecendo a cena da nova música que sempre está efervescendo em todos os cantos do Brasil.

O post com 10 locais de São Paulo que apostam em bandas autorais foi um dos maiores sucessos do Crush em Hi-Fi até hoje. Aí fizemos o segundo pra quem achou pouco, e novamente foi um sucesso. E como muita gente sugeriu ainda mais lugares que tentam bravamente resistir à epidemia de covers, uma Parte 3 do post se fez necessária!

Seja você uma banda, artista ou um amante de música, confira mais 10 lugares que investem em bandas autorais:

Casamarela – R. Alberto da Silva, 386, Santa Teresinha, São Bernardo do Campo

Quem já tocou por lá: Giallos, La Carne, Statues On Fire, Garage Fuzz, Dobro, Tio Che

A Casamarela é uma casa abandonada em São Bernardo do Campo. Lá, além de shows de bandas autorais, rolam também exposições, bazar e etc. “Graças a falta de espaço em nossa cidade decidi fazer eu mesmo”, explica a descrição na página do local no Facebook. Os estilos que tocam por lá são os mais variados, indo do reggae ao hardcore. Tudo depende do evento do dia!

74 Club – Rua Itobí 325 – Santo André

Quem já tocou por lá: Sky Down, Status On Fire, Penhasco, Bufalo, Attöm Dë, Color For Shane, Olho Seco, Der Baum

A casa de Santo André investe no rock alternativo e no punk. Um dos motes do lugar é a igualdade, fugindo de preconceitos e brigas que às vezes rolam em locais mais underground. “If you are, racist, sexist, homophobic or an asshole… Don’t come in!”, dizem logo na entrada. Por lá, os shows rolam no volume máximo no porão do clube.

Centro Cultural Zapata – Rua Riachuelo, 328

Quem já tocou por lá: Malvina (RJ), CHCL, Penhasco, Gomalakka, Chabad, Vapor, Poltergat, Bufalo, Blues Drive Monster

O Centro Cultural Zapata busca ajudar na renovação do centro de são paulo com dedicação total à diversidade artística e à cultura underground. Independente e punk, o local abre espaço para artistas que encontram resistência para mostrar seus trabalhos em outros lugares. Bandas de qualquer estilo – do punk ao indie, do grindcore ao eletrônico, segundo eles. Além disso, também aceitam companhias de teatro interessadas em montar peças, fotógrafos e artistas plásticos em busca de espaço para expor sua arte.

Centro Cultural Rio Verde – Rua Belmiro Braga, 119

Quem já tocou por lá: Twinpine(s), The Soundscapes, Carne Doce, Boogarins, Síntese, Projeto Nave, Rapadura Xique Chico, O Surto

Em uma ruazinha escondida nos arredores da Vila Madalena fica o grande Centro Cultural Rio Verde, que recebe shows de bandas dos mais diversos estilos, além de palestras, peças de teatro e festas. O palco é amplo e a acústica ótima, perfeito para grandes shows e eventos. Vale a pena conhecer o lugar!

CECAC (Centro de Cultura Caipira) – Rua Barão de Rio Branco, Serrana

Quem já tocou por lá: Leso, Pitoresco, Dead Fish, Dias Mortos

O CECAC (Centro de Cultura e Ativismo Caipira) é um espaço autônomo inaugurado em 2005 que busca criar um centro artístico, além de receber shows de bandas autorais de todos os estilos. Por lá tem atividades de formação gratuitas durante todo o ano, como iniciação de teoria musical, aulas de baterias, guitarra, cooperativa de bandas, oficina de reciclagem, viola caipira e artesanato, entre outras.

Casa de Francisca – Rua José Maria Lisboa, 190

Quem já tocou por lá: Blubell, Lurdez da Luz, Criolo, Maurício Pereira, Metá Metá, Siba, O Terno

“A Casa de Francisca é considerada pela classe artística e pelo público especializado um dos espaços mais significativos de música em São Paulo. Trata-se da menor casa de shows da cidade voltada exclusivamente para projetos musicais de relevante comprometimento artístico”, dizem eles no site oficial. Preciso descrever mais?

Bolovo – Rua Fradique Coutinho, 2217

Quem já tocou por lá: Lupe de Lupe, Hala

Como descrever a Bolovo? Difícil. Bom, na real é uma marca. Melhor deixar para eles: “Bolovo é uma marca de espírito livre comprometida em fugir do tédio para experimentar idéias originais. Nosso background vem da estrada, das risadas, das amizades e de viver o presente. “Go Out Make Some Memories” é a bandeira que nos mantém em movimento, que nos tira da zona de conforto e que naturalmente nos aproxima das pessoas que se conectam com esse mesmo ideal, seja a audiência, clientes, equipe ou amigos”. Por lá, às vezes rolam shows de diversos estilos, desde que tenham a ver com a ideologia da marca!

Locomotiva Festival – Engenho Central de Piracicaba

Quem já tocou por lá: Far From Alaska, Odradek, Francisco El Hombre, E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, The Baggios, Hellbenders

O primeiro Locomotiva Festival rolou em 2015 em setembro no Engenho Central de Piracicaba, reunindo muita música e arte, além de esporte e gastronomia, em um ponto um pouco fora do comum. O Enganho é um local muito interessante e remete à festivais internacionais. Será que rola uma edição em 2016? Esperamos que sim!

Penha Rock @ Centro Cultural da Penha: Largo do Rosário, 20 – Penha

Quem já tocou por lá: Sky Down, Chabad e Color For Shane

Quem disse que a Zona Leste paulistana não teria rock? Pois tem, e dos bons. O Penha Rock está em atividade desde 2012. Projeto do produtor artístico e cultural Adriano Pacianotto, o negócio é realizado de forma independente e sem fins lucrativos, produzindo eventos de rock gratuitamente em espaços públicos da Penha. O projeto tem parceria com a Subprefeitura Penha e com o Centro Cultural da Penha e os eventos acontecem periodicamente, aos domingos, no Parque Tiquatira e no Centro Cultural. O contato com as bandas e com o público é mantido por meio de um blog (penharock.blogspot.com.br) e pelo Facebook!

Festa Crush em Hi-Fi @ Morfeus Club – Rua Ana Cintra, 110 – Santa Cecília

Quem já tocou por lá: Horror Deluxe, Aletrix

Pra finalizar, é claro que vou fazer um jabazinho da festa que se originou deste blog. A festa Crush em Hi-Fi acontece no Morfeus Club, ali do lado do metrô Santa Cecília. Na estreia, tivemos um puta show do duo Horror Deluxe e amanhã (sim, AMANHÃ, 11/03!) rola a segunda edição, com show do Aletrix, discotecagens fora do padrão hit manjado que a noite paulistana está acostumada, venda e troca de discos… Ah, e o editor do blog (eu) estarei recebendo material de bandas autorais para possíveis apresentações nas próximas edições da festa. Apareça lá! É a partir das 20h, no Morfeus Club. Confirme presença no evento, convide os amigos: https://www.facebook.com/events/533111233536596/