Festival PIB – Produto Instrumental Bruto comemora 10 anos de resistência

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O PIB – Produto Instrumental Bruto é um festival de bandas instrumentais que acontece desde 2007 e visa promover a cultura da música instrumental contemporânea e inovadora em toda a sua diversidade de estilos musicais. Nesses 10 anos, o festival já apresentou 65 shows de 52 novas bandas instrumentais de 14 estados brasileiros e em 2017 completa 10 anos, sempre em busca de um panorama atual da nova música instrumental brasileira. O Festival PIB  desde sua primeira edição trouxe um novo olhar para a música instrumental, fazendo um contraste entre o primitivo e o moderno, o bruto e o lapidado, a natureza e a cultura.

O Festival realizará uma edição comemorativa de 10 anos, que acontecerá no dia 08 de outubro, das 16h as 22h, na Casa das Caldeiras e apresentará os shows das bandas: Amoradia do Som (SP/ SP), E a Terra Nunca me Pareceu tão Distante (SP/SP), Ema Stoned (SP/SP), Mais Valia (Jau / SP) e Rocktrash (Guarulhos / SP). Além dos shows, o festival terá outras atividades ao longo do dia. A exposição deste ano apresentará trabalhos de artistas visuais que também são músicos de bandas da cena: Andre Astro da banda O Grande Ogro apresentará suas fotografias e Yuri Sopa, da banda Kaoll apresenta seu trabalho de ilustrações de lendas brasileiras. Completam o festival: a oficina de percussão em sucata com Loop B e uma feira cultural. Todas as atividades do festival são gratuitas e a censura é livre. Atualmente o festival está em campanha pelo Catarse para arrecadar fundos para realizar esta edição. Apoie: https://www.catarse.me/festival_pib_10_anos_a84d

Desde 2014, a curadoria do projeto é assinada por Inti Queiroz, produtora executiva e criadora do festival e que também participou das curadorias anteriores. Conversamos com ela sobre o festival e o atual momento da produção cultural no Brasil. Confira:

– A música instrumental brasileira sempre teve uma imagem muito tradicional. Como foi criar o Festival Pib e ajudar a desconstruir isso?

Uma das missões quando criamos o Festival era justamente mostrar que existia uma nova música instrumental sendo feita que ia muito além do choro e do jazz brasileiro, ou mesmo do jazz contemporâneo. Em 2006 já existiam algumas bandas deste tipo, então o PIB veio para tentar unir essas bandas que surgiam com essa nova sonoridade. Na primeira edição em 2007, tivemos 45 inscrições de bandas, sendo que metade tinha esse viés novo. Em 2015, tivemos 208 inscrições e 67 bandas com esse novo viés. Nesta edição de 2017, fizemos um mapeamento com sugestões do público. Tivemos mais de 500 sugestões e destas conseguimos extrair 252 bandas com essa nova sonoridade. Isso é um crescimento e tanto. Acho que cooperamos para isso. Não somos contra a música instrumental tradicional longe disso. Mas achamos importante ter esse espaço para essa nova sonoridade. Hoje em dia até os festivais de música instrumental mais tradicional já estão aceitando bandas com essa nova sonoridade. Isso deixa a gente bem feliz. Estamos rompendo a hegemonia.

– Depois de 10 anos recebendo inscrições para a programação, você acha que as bandas evoluíram na forma como apresentam seus trabalhos para esse tipo de curadoria e seleção? Qual o papel da internet nisso?

Sem dúvida a internet ajudou bastante nessa evolução. Em 2007, primeiro ano de festival, ainda estávamos no início do Facebook e de aplicativos de música para bandas independentes. Até 2011 fizemos as inscrições com materiais enviados pelo correio. A partir de 2012 as inscrições eram via internet, ou com formulário ou pelo email. Ficou muito mais fácil e melhor fazer a curadoria e conhecer mais a fundo as bandas. Nem todas as bandas apresentam um material realmente satisfatório. Mas a grande maioria é bastante profissional quanto a isso. Se compararmos a 10 anos atrás fica ainda mais nítida a melhora. Até porque me parece que as bandas puderam conhecer o modelo de divulgação de outras bandas e assim tornar ainda melhor a forma de apresentar seus trabalhos e se divulgar. Com isso ganhamos muito nos materiais recebidos cada vez melhores. Mas a concorrência entre as bandas também aumenta. Pena que a grana é pouca e não dá pra chamar todo mundo pra tocar.

– O Festival Pib está com um projeto de apoio através do Catarse. Quais as dificuldades em se fazer cultura no país? Acha que o financiamento coletivo surge como opção definitiva para suprir uma lacuna criada pelo Estado no setor cultural?

De uns 5 anos para cá ficou bem mais difícil conseguir fazer um festival com apoio público. A primeira edição do PIB em 2007 foi feito via edital do Proac e já tivemos bons patrocínios. Mas isso foi antigamente. Além da concorrência ter aumentado bastante, a verba pública para cultura só tem diminuído. Para quem trabalha com música independente, sem viés comercial é ainda mais difícil. Quando optamos pelo Catarse, pensamos que pelo menos nos ajudaria um pouco. Mas mesmo assim ainda é bem difícil. Raramente as pessoas apoiam. Acaba ficando muito na bolha dos amigos mais próximos. Hoje eu vejo muitas bandas gravando seus CDs via campanhas colaborativas e tem dado certo. Provavelmente esse tipo de campanha seja uma modalidade quase que obrigatória daqui pra frente. Com os cortes no setor da cultura chegando ao patamar quase zero, talvez seja a única alternativa, já que bilheteria não consegue pagar um festival.

– O que podemos esperar para a próxima edição? Alguma mudança com relação as edições anteriores?

Esta é uma edição comemorativa de 10 anos. Será apenas um dia de shows como foi em 2011 e 2014 e tivemos um público bem grande. A grande novidade desta edição é que pela primeira vez teremos uma banda 100% feminina, a Ema Stoned. Era nosso sonho ter uma banda só de mulheres no Festival, afinal o PIB é um festival produzido principalmente por mulheres. Até então nunca tinha aparecido uma com a sonoridade buscada entre as bandas inscritas. Isso pra gente é um presente de 10 anos de batalha! E que surjam outras bandas de mulheres para as próximas edições.

Sim, é uma lista com MAIS 10 casas de São Paulo que também apostam em bandas autorais!

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Travelling Wave ao vivo no 74Club
foto: Fernanda Carrilho Gamarano

A cada dia, novas músicas são compostas, novas bandas são formadas e novas letras são escritas. E mesmo que as bandas covers sejam uma aposta fácil para as casas noturnas que querem atrair público que quer apenas curtir os sons que já fazem sua cabeça, muitos locais ainda apostam em bandas e artistas autorais, fortalecendo a cena da nova música que sempre está efervescendo em todos os cantos do Brasil.

O post com 10 locais de São Paulo que apostam em bandas autorais foi um dos maiores sucessos do Crush em Hi-Fi até hoje. Aí fizemos o segundo pra quem achou pouco, e novamente foi um sucesso. E como muita gente sugeriu ainda mais lugares que tentam bravamente resistir à epidemia de covers, uma Parte 3 do post se fez necessária!

Seja você uma banda, artista ou um amante de música, confira mais 10 lugares que investem em bandas autorais:

Casamarela – R. Alberto da Silva, 386, Santa Teresinha, São Bernardo do Campo

Quem já tocou por lá: Giallos, La Carne, Statues On Fire, Garage Fuzz, Dobro, Tio Che

A Casamarela é uma casa abandonada em São Bernardo do Campo. Lá, além de shows de bandas autorais, rolam também exposições, bazar e etc. “Graças a falta de espaço em nossa cidade decidi fazer eu mesmo”, explica a descrição na página do local no Facebook. Os estilos que tocam por lá são os mais variados, indo do reggae ao hardcore. Tudo depende do evento do dia!

74 Club – Rua Itobí 325 – Santo André

Quem já tocou por lá: Sky Down, Status On Fire, Penhasco, Bufalo, Attöm Dë, Color For Shane, Olho Seco, Der Baum

A casa de Santo André investe no rock alternativo e no punk. Um dos motes do lugar é a igualdade, fugindo de preconceitos e brigas que às vezes rolam em locais mais underground. “If you are, racist, sexist, homophobic or an asshole… Don’t come in!”, dizem logo na entrada. Por lá, os shows rolam no volume máximo no porão do clube.

Centro Cultural Zapata – Rua Riachuelo, 328

Quem já tocou por lá: Malvina (RJ), CHCL, Penhasco, Gomalakka, Chabad, Vapor, Poltergat, Bufalo, Blues Drive Monster

O Centro Cultural Zapata busca ajudar na renovação do centro de são paulo com dedicação total à diversidade artística e à cultura underground. Independente e punk, o local abre espaço para artistas que encontram resistência para mostrar seus trabalhos em outros lugares. Bandas de qualquer estilo – do punk ao indie, do grindcore ao eletrônico, segundo eles. Além disso, também aceitam companhias de teatro interessadas em montar peças, fotógrafos e artistas plásticos em busca de espaço para expor sua arte.

Centro Cultural Rio Verde – Rua Belmiro Braga, 119

Quem já tocou por lá: Twinpine(s), The Soundscapes, Carne Doce, Boogarins, Síntese, Projeto Nave, Rapadura Xique Chico, O Surto

Em uma ruazinha escondida nos arredores da Vila Madalena fica o grande Centro Cultural Rio Verde, que recebe shows de bandas dos mais diversos estilos, além de palestras, peças de teatro e festas. O palco é amplo e a acústica ótima, perfeito para grandes shows e eventos. Vale a pena conhecer o lugar!

CECAC (Centro de Cultura Caipira) – Rua Barão de Rio Branco, Serrana

Quem já tocou por lá: Leso, Pitoresco, Dead Fish, Dias Mortos

O CECAC (Centro de Cultura e Ativismo Caipira) é um espaço autônomo inaugurado em 2005 que busca criar um centro artístico, além de receber shows de bandas autorais de todos os estilos. Por lá tem atividades de formação gratuitas durante todo o ano, como iniciação de teoria musical, aulas de baterias, guitarra, cooperativa de bandas, oficina de reciclagem, viola caipira e artesanato, entre outras.

Casa de Francisca – Rua José Maria Lisboa, 190

Quem já tocou por lá: Blubell, Lurdez da Luz, Criolo, Maurício Pereira, Metá Metá, Siba, O Terno

“A Casa de Francisca é considerada pela classe artística e pelo público especializado um dos espaços mais significativos de música em São Paulo. Trata-se da menor casa de shows da cidade voltada exclusivamente para projetos musicais de relevante comprometimento artístico”, dizem eles no site oficial. Preciso descrever mais?

Bolovo – Rua Fradique Coutinho, 2217

Quem já tocou por lá: Lupe de Lupe, Hala

Como descrever a Bolovo? Difícil. Bom, na real é uma marca. Melhor deixar para eles: “Bolovo é uma marca de espírito livre comprometida em fugir do tédio para experimentar idéias originais. Nosso background vem da estrada, das risadas, das amizades e de viver o presente. “Go Out Make Some Memories” é a bandeira que nos mantém em movimento, que nos tira da zona de conforto e que naturalmente nos aproxima das pessoas que se conectam com esse mesmo ideal, seja a audiência, clientes, equipe ou amigos”. Por lá, às vezes rolam shows de diversos estilos, desde que tenham a ver com a ideologia da marca!

Locomotiva Festival – Engenho Central de Piracicaba

Quem já tocou por lá: Far From Alaska, Odradek, Francisco El Hombre, E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, The Baggios, Hellbenders

O primeiro Locomotiva Festival rolou em 2015 em setembro no Engenho Central de Piracicaba, reunindo muita música e arte, além de esporte e gastronomia, em um ponto um pouco fora do comum. O Enganho é um local muito interessante e remete à festivais internacionais. Será que rola uma edição em 2016? Esperamos que sim!

Penha Rock @ Centro Cultural da Penha: Largo do Rosário, 20 – Penha

Quem já tocou por lá: Sky Down, Chabad e Color For Shane

Quem disse que a Zona Leste paulistana não teria rock? Pois tem, e dos bons. O Penha Rock está em atividade desde 2012. Projeto do produtor artístico e cultural Adriano Pacianotto, o negócio é realizado de forma independente e sem fins lucrativos, produzindo eventos de rock gratuitamente em espaços públicos da Penha. O projeto tem parceria com a Subprefeitura Penha e com o Centro Cultural da Penha e os eventos acontecem periodicamente, aos domingos, no Parque Tiquatira e no Centro Cultural. O contato com as bandas e com o público é mantido por meio de um blog (penharock.blogspot.com.br) e pelo Facebook!

Festa Crush em Hi-Fi @ Morfeus Club – Rua Ana Cintra, 110 – Santa Cecília

Quem já tocou por lá: Horror Deluxe, Aletrix

Pra finalizar, é claro que vou fazer um jabazinho da festa que se originou deste blog. A festa Crush em Hi-Fi acontece no Morfeus Club, ali do lado do metrô Santa Cecília. Na estreia, tivemos um puta show do duo Horror Deluxe e amanhã (sim, AMANHÃ, 11/03!) rola a segunda edição, com show do Aletrix, discotecagens fora do padrão hit manjado que a noite paulistana está acostumada, venda e troca de discos… Ah, e o editor do blog (eu) estarei recebendo material de bandas autorais para possíveis apresentações nas próximas edições da festa. Apareça lá! É a partir das 20h, no Morfeus Club. Confirme presença no evento, convide os amigos: https://www.facebook.com/events/533111233536596/

Um roteiro do que eu assistiria se por acaso fosse ao Lollapalooza 2015 (a grana anda curta, sabe como é…)

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17296982Tá chegando mais uma edição do Lollapalooza no Brasil. Novamente, temos várias bandas e artistas de quem você nunca ouviu falar, alguns medalhões consagrados e algumas bandas que mereciam há muito tempo um belo show em terras brasileiras e finalmente aterrissaram por aqui.

Se você vai no Lollapalooza, minhas recomendações são de que vá com as pernas descansadas (sugiro um belo aquecimento antes. Festival cansa, não vá pensando que é mole) e escolha bem o palco onde irá ficar. Não fique com vergonha de sair no meio de um show que você achou que seria imperdível, mas está mais chato que o Caldeirão do Huck. Não deixe de explorar, assim que você acaba descobrindo bandas incríveis.

Ah, e se você está indo só pra ficar tirando selfies e não vai prestar atenção em nenhum show, faça um favor: tente não ficar levantando o celular pra tirar foto/filmar durante os shows. Sério, vai por mim, é chato pra caralho pra quem foi lá pelo que devia ser o tema do festival: a música.

Abaixo, um roteiro com os shows que eu assistiria se fosse ao Lollapalooza 2015 (sabe como é, a grana anda curta!) Não, não tem nenhum artista do Palco Perry, pois não sou lá muito chegado em música eletrônica. E o palco Kidzapalooza pode merecer uma passada quando você estiver de bobeira:

Horários Lollapalooza 2015 sábado12h05 – Baleia (Palco Skol) A banda do Rio de Janeiro vai abrir o festival com sua mistura de indie, rock alternativo, música brasileira e afins. O disco “Quebra Azul” deve compor grande parte da apresentação. Bom pra começar o dia.
13h – Boogarins (Palco Axe) Hora de voltar à psicodelia dos anos 60 com as músicas do quarteto goiano vindas do disco “Plantas Que Curam”, de 2013.
14h50 – Fitz and the Tamtruns (Palco Onix) Nunca tinha ouvido essa e me recomendaram ouvir. “House On Fire” já me pegou pelo pescoço na primeira audição. O show promete ser bacana e se depender das músicas do grupo de Los Angeles, o povo não deve ficar parado!
15h30 – Kongos (Palco Axe) Uma banda vinda da África do Sul, formada por quatro irmãos e que conta com um acordeom nas músicas, misturando rock alternativo e o ritmo africano kwaito. Vale a pena dar uma olhada, nem que seja por curiosidade. Ah, e você provavelmente já bateu o pezinho ouvindo o hit “Come With Me Now”.
17h – St. Vincent (Palco Axe) Annie Erin Clark começou a carreira na incrível banda The Polyphonic Spree e desde 2007, com o disco “Marry Me”, segue carreira solo com o nome St. Vincent. No ano passado ela foi um dos destaques da apresentação dedicada ao Nirvana no Rock and Roll Hall of Fame, onde cantou “Lithium”. Sua mistura de indie, rock alternativo e pop merece ser conferida.
18h20 – Robert Plant (Palco Skol) Você não precisa ser fã de Led Zeppelin pra querer dar uma olhada no show do tio Plant. Sim, ele canta alguns sons do Zep, mas fique de olho também nas músicas mais atuais do senhorzinho de voz poderosa, como “Turn It Up”, do disco “The Ceaseless Roar”. Se você é fã do Zeppelin, devem rolar clássicos como “Babe, I’m Gonna Leave You”, “Black Dog” e “Going To California”.
20h15 – Marina and The Diamonds (Palco Axe) O show deve ser baseado no disco “Froot”, de 2014, com suas letras confessionais e o poderoso vocal rouco da cantora. Se ela seguir o que fez no SXSW, músicas mais pop como “Froot” e “How To Be a Heartbreaker” devem dar o tom da apresentação.
21h15 – Jack White (Palco Axe) Você pode até achar Jack White um mala sem alça, mas tem que dar o braço a torcer no quesito talento. O show terá músicas dos inúmeros projetos de White, especialmente White Stripes, Racounteurs e de seus elogiados discos solo. Ah, se tivermos sorte, pode rolar o que aconteceu na Argentina, quando Robert Plant subiu ao palco e eles tocaram “The Lemon Song”. Cruze os dedos aí!

Horários Lollapalooza 2015 domingo12h40 – Far From Alaska (Palco Onix) A banda potiguar (adoro escrever essa palavra) é um dos nomes que mais prometem na nova cena do rock nacional. As músicas do grande disco “modeHuman” e do EP “Stereochrome” são perfeitas pra começar bem o domingão de shows. m/
13h30 – Molotov (Palco Skol) VIVA MEXICO CABRONES! Essa aqui é uma das poucas bandas que me fariam ir ao  Lollapalooza, por ser uma das minhas preferidas desde os anos 90. O quarteto mexicano promete hits como “Puto” e “Gimme The Power” e pauladas na orelha como “Chinga Tu Madre” e “Mátate Teté”, do incrível disco de estreia da banda, “¿Donde Jugarán Las Niñas?”
14h30 – O Terno (Palco Axe)  O trio paulista vai apresentar com o recém-contratato baterista Biel Basile as músicas de seus dois discos e um compacto. Destaques para o sucesso “66”, um dos últimos hits da finada Mtv Brasil, e “TicTac”.
15h25 – Interpol (Palco Skol) Vai me dizer que você não conhece o Interpol? A banda já era bacana lá na explosão do indie rock do começo dos anos 2000 (com o hit “Slow Hands”, lembra?) e continuou mandando muito bem em discos como o incrível “Our Love To Admire”. No show os caras devem focar no álbum “El Pintor”, o mais recente da trupe de Paul Banks, muito elogiado pela crítica e com grandes músicas como “All The Rage Back Home”
16h30 – The Kooks (Palco Onix) A banda de Brighton tem um show bacana, mesmo eu tendo parado de acompanhar eles mais ou menos quando lançaram “Naïve” (é, láááá no comecinho).
17h30 – Pitty (Palco Axe) Sim, eu prefiro ver a Pitty do que o Foster The People, tô nem aí. A Pitty tem uma banda coesa, alguns sons calcados no stoner e sabe como interagir com a plateia. Some isso a eu achar Foster The People uma banda chatinha e voilá. Ah, e você sabe cantar praticamente todas, além disso. Vai lá e solte a voz.
20h30 – Smashing Pumpkins (Palco Axe) Sabe-se lá como será o show da banda de Billy (opa, desculpa, William) Corgan, mas se seguirem o set do Lolla Argentina, vale a pena por belas músicas de quando a banda ainda contava com Darcy, Jimmy Chamberlain e James Iha, como “Cherub Rock”, “1979”, “Disarm” e “Bullets With Butterfly Wings”.