Construindo Amphères: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Amphères

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o trio Amphères que indica suas 20 canções indispensáveis.

Joe Cocker“With a Little Help From My Friends”
Jota Amaral: A versão 1969 de Joe Cocker naquele Woodstock foi a primeira vez que vi a música sair dos poros de alguém.

Pixies“Gigantic”
Jota Amaral: O dia que conheci a Paula ela estava se preparando para ensaiar com uma banda, timbrando o baixo e dedilhando esta música.  “Você gosta de Pixies?”, perguntei… Um mês depois estávamos com uma banda montada e mandando vários covers de Pixies. Era uma banda de fãs. Foi muito maneiro irmos todos juntos num show que teve no Lollapalooza anos depois.
Pink Floyd“Echoes”
Jota Amaral: Comecei a tocar com o Thiago numa banda que ele já tinha, substituindo nosso grande amigo Luizão. O nome da banda era Echoes. Em meados dos anos 90 eles, junto com o baixista e compositor Sansei, gravaram um EP que eu adoro. Uma pena não ter nada disso no Spotify. Posso dizer que esse som me influenciou muito, já que tive que tirar as linhasdoidas de batera do Luiz. As músicas próprias não tinham tanto a ver com essa música do Floyd, mas sempre tinha o momento de tocarmos Echoes nos ensaios.

Caetano Veloso“Jokerman”
Jota Amaral: É muita camada sonora numa única música. O arranjo é construído de forma progressiva. Um entra-e-sai de instrumentos diversos … Vários elementos percussivos somados a textura de um flatless com timbrão de avião mono motor passando longe no céu. Tem características brasileiras mas é universal. Poderia fazer uma dissertação sobre essa versão do Caetano pra canção de mister Bob Dylan.


John Zorn
“You will be Shot”
Jota Amaral: Sempre brincamos nos ensaios com essa coisa da tempestade e calmaria. Da mudança brusca de climas sonoros que John Zorn explora em níveis de insanidade bem altos.

Jorge Drexler“Tres Mil Millones de Latidos”
Jota Amaral: Como baterista, a ideia de subverter o instrumento é um desafio. Tocar pela busca do som que se deseja e não pelas convenções…Se estamos nesse mundo de passagem, porque o chimbal tem que ficar onde fica? porque a caixa tem que ter a esteira sempre ligada? E se meu coração bater apenas três bilhões de vezes? O que me impede de substituir as baquetas pelas mãos? Foda-se! Vou montar uma percuteria e morar em São Tomé.

Astor Piazzolla“Libertango”
Jota Amaral: Pode não parecer, mas isso é uma música de rock com um “vocal” triste e sexy. O bandoneón fala uma língua própria. Ele tem essa propriedade que alguns instrumentos de sopro tem, de conseguir expressar quase que literalmente os sentimentos. O casal batera & baixo vai muito bem, obrigado.

Sex Pistols“Bodies”
Thiago Santos: Se o rock bateu em mim quando pré adolescente, começou mesmo pela simplicidade e agressividade de Pistols e Ramones.
Pink Floyd“Remember a Day”
Thiago Santos: Ainda moleque, depois de ouvir muita música pesada, descobrir o Floyd foi abrir uma nova dimensão sonora e sentimental. Crescendo no fim dos 80, começo dos 90, fiz o caminho inverso do rock, e enjoei da crueza do punk/heavy pra descobrir a psicodelia dos 70.
Sonic Youth“Cinderella’s Big Score”
Thiago Santos: a primeira vez que ouvi achei que tinham me dado a fita por engano, tamanha estranheza… depois de compreender as dissonâncias, Sonic Youth (junto com Pixies) expandiram bem os horizontes.
Chico Buarque“Construção”
Thiago Santos: Ao admitir ouvir samba novamente e redescobrir esse arranjo, imaginava se John e Paul tivessem escutado essa música o que eles comentariam lá em Abbey Road.
Novos Baianos“Tinindo Trincando”
Thiago Santos: Junção perfeita do samba rock, antes dos anos 80 separarem Pepeu, Baby, Moraes e detonar eles individualmente…
Deerhunter“Helicopter”
Thiago Santos: um nova abordagem de efeitos sonoros sobre uma melancolia a la Syd Barrett.
Nação Zumbi“Um Sonho”
Thiago Santos: O Lucio Maia é um dos mais inventivos guitarristas brasileiros e nessa música, num estilo mais balada que o de costume, junto com uma puta letra e o clipe (com a filha do Chico Science e o filho do Jorge Du Peixe), ficaram melhor que nunca.
 

Siouxsie & The Banshees“Happy House”
Paula Martins: Cresci ouvindo o som de bandas inglesas dos anos 80 e essa foi uma das que mais teve influência na minha formação desde muito cedo. Nessa música, uma sonoridade muito particular vem do encontro da voz poderosa da Siouxsie com a cozinha incrível do Steve Severin e do Budgie e ainda,  na versão ao vivo, do álbum “Nocturne”, da guitarra do Robert Smith (The Cure) que é outra influência central dessa época.

Slowdive“Souvlaki Space Station”
Paula Martins: Se fosse para escolher uma só seria essa! Eu costumava ouvir com um amigo querido que morava no último andar de um prédio na Av. Paulista, contemplando a vista e as estrelas que desse para ver. O álbum todo é incrível mas aqui tem uma atmosfera espacial produzida por muito delay e reverb e conduzida por uma linha de baixo hipnótica que faz dela uma influência bem marcante.

Breeders“Cannonball”
Paula Martins: Kim Deal. Não precisa dizer mais nada. O baixo das músicas do Pixies sempre foram uma referência importante, mas essa música, que me fazia pular nas pistas da Der Temple e do Cais, tem pra mim a identidade cativante das composições dela. O baixo icônico aqui é da Josephine Wiggs.

Radiohead“How to Disappear Completely”
Paula Martins: Tem dias que eu chego a pensar que o Thom Yorke tem acesso a informações de um microchip instalado na minha cabeça. Quando ouço essa música é um desses momentos. A melancolia dela é definitivamente uma influência.

Warpaint“Biggy”
Paula Martins: Adoro tudo nessa música, o baixo é maravilhoso, gostaria muito de fazer uma linha um dia que tivesse efeito nas pessoas que essa tem mim! Tudo nela é sexy, em especial letra e vocais.

Jennifer Lo Fi“Bacon”
Paula Martins: Essa é uma descoberta bem recente, mas certamente já tem impacto na produção do nosso som. Em primeiro lugar pela decisão de passar a escrever em português. Mas principalmente por me fazer lembrar onde é possível chegar quando músicos loucos se encontram.

Construindo La Burca: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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La Burca

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o duo La Burca, que indica suas 20 canções indispensáveis.

L7“Andreas”
Amanda: Um marco na minha pequena vida musical, nunca mais fui a mesma depois que comecei a escutar essas mulheres e as vi pela tela da TV esfregando um modess na cara da sociedade no Hollywood Rock. Tinha uns 12 anos quando comprei o CD “Hungry for Stink”, deixava no repeat sempre. L7 foi uma referência forte na minha construção sonora. Uma tatuagem sonora. Acho que a música “Similar” é um exemplo.

Come“Hurricane”
Amanda: As linhas de guitarra preguiçosas/nervosas e vocal largado-chapado de Thalia Zedek me arrebataram nos anos 2000, época que descobri a banda. Inebriante essa canção. Tem um som inédito “El Topo”, que foi bem influenciado por essa fase, lembro que estava viciada no disco “Near Life Experience” quando compus.

Ramones“53rd e 3rd”
Amanda: Os Ramones construíram toda a minha base para fazer música. Eu pensava, também posso criar, caramba! Esse som é um deles, um épico punk e tem todo o contexto junkie psicótico do Dee Dee. Eu sempre racho o bico na última estrofe porque é absurda e lembro que não podemos nos levar a sério o tempo todo com nossas letras. Bom, tomara que ele não tenha puxado a navalha de fato, né. “Gonzo Truth”, que é uma canção relativamente calma nossa, tem uma batida da bateria em “slow motion” inspirada nesse som, por exemplo.

Wipers“Soul’s Tongue”
Amanda: Esse som me leva para passear por dunas sonoras da alma e me inspira em vários momentos, Greg Sage é uma escola foda. Tem umas linhas de som instrumental livres que faço pra me soltar e que formam sons depois que vem dessa linguagem, bom, pelo menos eu tento e vou continuar tentando! (risos)

Patti Smith“Wings”
Amanda: O que falar dessa mulher e da sua importância na nossa (r)existência musical/ artística como como ser humana? She is a benediction. Obrigada pelas asas & baladas, Patti ❤

Mercenárias“Imagem”
Amanda: Esse som é fantástico e ímpar, gosto muito do tom da voz da Rosália. Aos poucos começo a cantar uns trechos dos sons em português, e Mercenárias me “ajudam” nessa transição. Sempre escuto pra dar um gás no pt/br e lembrar das origens também (risos)!

Durutti Column“Sketch for a Dawn I”
Amanda: Esses dias coloquei pra Duda (nova batera) escutar, e ela falou: “É daí que vem os graves que vc sempre pede”! Os tum-dum-dum dos tons, sempre marcantes na hora de construir as minhas baterias mentais…(risos). Na real, o álbum “LC” do Durutti Column é o meu preferido de todos os tempos. Me pega de um jeito atemporal, adoro a “fragilidade” tão intensa dos sons desse magrinho querido.

The Index“Israeli Blue”
Amanda: Quando decidi assumir o violão folk e esboçava formar a La Burca, vinha escutando incessantemente essa banda psych-garageira. Puta som visceralzão, só lançaram 2 discos no final dos 60´s. Me apaixonei por eles e sempre retorno pra me revigorar no violão, embora o som deles seja com guitarra. Mas faço essa conexão sempre entre Index e violão.

Hazel“Day Glo”
Amanda: Som que me abraça e faz eu voltar no tempo de descobertas sonoras: melódico, pungente e grunge. Puta-que-o-pariu, que trio, ou melhor, que quarteto com o louco dançarino! As linhas de vocal intercaladas entre a baita batera Jody e do guitarrista Pete são fodas demais pro meu coração, muita criação grungística veio daí. Banda muito querida na minha vida.

Dead Moon“Clouds of Dawn”
Amanda: Essas bandas de Portland, vou falar, viu (Wipers e Hazel too)! Passava horas nas tardes distraídas e descompromissadas de minha adolescência ouvindo esse trio maravilhoso! Vi eles no doc “Hype” e chapei no som meio garageiro tosco bem tocado. Gosto muito dos vocais do casal, é muito emocionante. Esse som me acompanha há muito tempo e não abro mão.

The Slits“Dub Beat”
Jiulian Regine: O que me agrada na pesquisa rítmica de Palmolive é a experimentação dentro do gênero post-punk, a cada disco percebe-se fisicamente a liberdade de investigação, rompendo todas as limitações e queimando todas as bandeiras com gosto e bruxaria.

Autolux – “Listen To The Order”
Jiulian Regine: Os grooves de Carla Azar são verdadeiras fontes de inspiração e pegada, muita dinâmica, notas fantasmas e muita precisão. Escuto sempre com a alma toda, com segurança e alegria nas composições dela.

Babes In Toyland – “Hello”
Jiulian Regine: Lori Barbero trás uma pegada que é muito natural pra mim, tanto nos timbres quanto no estilo, que é um flerte ao metal.

Blood Mary Una Chica Band“Take Me”
Jiulian Regine: A Mari me trás uma mistura de influências que vem do blues ao garage fuzz, se decupar o trabalho dela você encontra muita influência que se atravessa e resulta sempre em trabalhos fantásticos. Absorvo sempre a riqueza da simplicidade do que é possível fazer para acompanhar um beat predominante que é o da guitarra, ou violão, no caso da La Burca. E não confunda simplicidade com facilidade!

Deap Vally“Baby Can I Hell”
Jiulian Regine: Julie Edwards me faz investigar a postura corporal, acima de tudo. Uma potência performática!

The Coathangers“Hurricane”
Jiulian Regine: Essa música me faz pensar no timbre, com cadência rápida e suja sem perder a nitidez, chimbal aberto no groove todo com dinâmica sucinta. Tenho a impressão de que Rusty adoraria conhecer La Burca (risos).

Carangi“Seven”
Jiulian Regine: A Carol Doro é um orgulho, além de ser aquariana do mesmo dia que eu (risos) temos muito em comum, incluindo nosso amor pelos batuques. Gosto de como ela soa na bateria, com essa pegada de grunge delicioso que ela trouxe para o Carangi, com essa banda eu fecho os olhos e mergulho nas cores dos timbres dos pratos que ela tanto escolhe com atenção. Em todos os níveis a La Burca me proporciona investigar esses timbres mais abertos de pratos e chimbal, com a caixa mais seca e precisa. A relação é direta.

Sleater-Kinney“Steep Air”
Jiulian Regine: Bom, a Janet me faz querer rudimentos e mais rudimentos, amo a forma como ela traz as viradas pra dentro dos grooves, não só como delimitação das partes mas como composição das frases.

Lava Divers“Done”
Jiulian Regine: A Zump me encanta, quando você a vê tocando você sente todo o amor e toda a forma de expressão através da bateria, eu costumo fechar os olhos e viajar.

Hangovers“V de Vinagre”
Jiulian Regine: Ai ai, Liege. Determinação (se for pra definir e olha que definições não me convém). Pegada forte, dança de bumbos, sempre atenta aos timbres. Poderosa!

Construindo Color For Shane: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Color For Shane

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o duo Color For Shane, que indica suas 20 canções indispensáveis.

The Strokes“Is This It”
Eu já conhecia Strokes antes, mas só quando eu tinha uns 14, 15 anos e estava na casa de um primo que eu peguei o CD na mão. E acho que o combo encarte e som me hipnotizou de um jeito que até hoje, qualquer coisa que não seja relacionada à música é sem graça pra mim.

Interpol – “Stella Was a Diver and She Was Always Down”
O disco “Turn On The Bright Lights” é tipo um molde de CD para mim. Ele tem o número certo de músicas, a sequência perfeita de sons, a capa é muito legal e o encarte é só uma foto, mas é A FOTO. Eu gosto de todas as músicas do disco, mas a “Stella Was a Diver and She Was Always Down” é responsável, pelo menos para mim, pelo clima do disco. Além de ser o nome que mais se destaca na contracapa.

Radiohead“Myxomatosis (Judge, Jury & Executioner)”
Radiohead é minha banda predileta. Tipo, aquela banda que você gosta quando adolescente que é especial. Eu lembro que qualquer minuto livre era desculpa para ouvir. Esse som fez eu me tocar que grave é muito legal. Até hoje eu tento fazer o timbre da minha guitarra ser uma mistura do riff do Ed O’Brien e o baixo do Colin Greenwood.

Placebo“Haemogoblin”
Foi o primeiro som que vi alguém usando um megafone para cantar. Essas coisas te marcam sabe? Depois disso, sempre pedi pra quem fosse o responsável pela mix de alguma gravação do Color for Shane para colocar pelo menos um pouco de distorção na voz. Além disso, a estrutura desse som também é bem interessante, ele é bem barulhento, mas ao mesmo tempo tem um refrão bem pop que aparece na minha cabeça nas horas mais improváveis.

Sonic Youth“Fire Engine Dream”
Eu costumava ouvir esse som todo dia de manhã no caminho para a faculdade. Era bem legal saber que o som no seu fone era bem mais confuso do que qualquer outra coisa acontecendo ao seu redor.

The (International) Noise Conspiracy“Bigger Cages, Longer Chains”
Na verdade podia ser qualquer música do INC, mas essa foi a primeira que eu ouvi. Ela faz parte da construção do Color, porque até hoje essa banda me da coragem de escrever sobre o que eu quiser e também me ajudou a conhecer vários livros que me inspiram muito.

Primal Scream“Lord is My Shotgun”
Uma das músicas mais legais que já fizeram na história do planeta Terra!

The Clash“Straight to Hell”
Essa música é uma daquelas atemporais. A letra sempre vai ser atual, infelizmente. Mas sabe aquela história de mudar o mundo com uma música? Acho que essa é a que chega mais perto. Por isso, ela sempre vai ser uma inspiração para mim.

The Kills“U.R.A. Fever”
Eu lembro que estava numa Saraiva ou Fnac em 2008, 2009 e adorava pegar CDs que não conhecia e ouvir naqueles fones que você passava o código de barras. Bom, foi assim que conheci The Kills. Eu adorei a capa do “Midnight Boom” e quando coloquei para ouvir começou a tocar “U.R.A. Fever” e… não parei de ouvir até hoje.

The Cure“Lost”
Esse som repete o mesmo riff a música inteira. É tão simples e tem uma letra tão sensacional que é impossível, para mim, não ouvir umas três vezes seguidas. Essa simplicidade me inspira bastante no Color for Shane.

Smashing Pumpkins“Bodies”
“Bodies” é a trilha sonora do meu caminho para casa. Quando eu estava na escola, quase não conseguia ouvir outra coisa.

The White Stripes“The Hardest Button to Button”
White Stripes é uma ótima inspiração para qualquer duo. Não pelo motivo piegas de ser um dos mais famosos, mas porque eles exploravam o que realmente duas pessoas podiam fazer. O que eu gosto nesse som, é que ao vivo, o Jack White parece ser uma cinco pessoas.

KVB“Always Then”
Essa banda tem uma atmosfera própria. Os caras falam que eles são um projeto audiovisual. O primeiro show que vi deles foi no Boiler Room, tem no Youtube, vale muito a pena ver. E essa música faz parte de tudo que eu monto para ouvir.

INVSN“#61”
Eu bati o carro em 2013. Não foi nada muito horrível, mas o bastante para me deixar com um dor de cabeça por um bom tempo. Nessa época minha namorada me indicou a banda por essa música. Eu gostei muito e me ajudou a lidar com todos os problemas que tive que resolver e, lógico, é influência do Color até hoje.

Underground Youth“I Need You”
Não lembro muito bem como conheci Underground Youth. Só sei que não consigo parar de ouvir há uns 2, 3 anos e sempre começo por essa música.

The Raveonettes“She Owns the Streets”
Raveonettes é uma banda que me fez repensar todo o som do Color for Shane. Desde meu set de pedais, linhas de bateria até o jeito que me visto. O Radiohead fez eu me apaixonar por graves e o Raveonettes pelos agudos. “She Owns the Streets” é meu som deles que mais gosto.

At the Drive-in“Mannequin Republic”
Quando eu era mais novo, eu resisti bastante ao At the Drive-in. Foram ‘n’ motivos babacas, mas meu amigo Juan Carlos, que já foi baterista do Color e agora é vocalista do Chá de Vênus, sempre falou que eu ia gostar. Bom, quando eu ouvi, não deu outra. Não consegui parar até agora. E esse som, além de ter participação do Iggy Pop, é muito legal!

The Julie Ruin“Ha Ha Ha”
Eu adoro lo-fi e me inspiro muito no jeito que a Kathleen Hannah canta, Julie Ruin para mim é um prato cheio. Gosto muito dessa coisa de frases grandes e cuspidas. Além disso, as letras dela são muito boas. Esse som tem uma frase muito boa, “just like Jim Jones you’re charismatic”… Muito bom!!

Fugazi“Exit Only”
Eu toco numa banda de rock de garagem lo-fi underground, barulhenta, desafinada e que canta em inglês no Brasil. Fugazi é tipo uma defesa para continuar fazendo o que eu faço.

Velvet Underground“Heroin”
Velvet Underground é uma das maiores influências do Color. No começo era mais óbvio, as mixagens das músicas eram bem trabalhadas para soarem como um Velvet Underground dos anos 2000. A linguagem musical está completamente diferente, a qualidade das gravações tinha que ser melhor. Mas ainda dá para encontrar muitas influências deles no nosso som.

Construindo Naissius: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som do artista

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Construindo Naissius

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a participação do Naissius, que se apresentará nessa sexta-feira na Sensorial Discos com o repertório de seu disco de estreia, “Síndrome do Pânico”, além de músicas inéditas que estarão em seu próximo álbum. 

The Beatles“Hello Goodbye” (do disco “Magical Mistery Tour”, 1967)
Quando era criança, vi o clipe desta música e não entendi nada; foi a primeira que lembro ter sentido vontade de me tornar músico.

Jeff Buckley“Lover, You Should’ve Come Over” (do disco “Grace”, 1994)
O Jeff Buckley me mostrou que não havia problema algum em adorar Nina Simone e MC5 numa época em que eu ainda era um tanto ‘purista’.

Screamin’ Jay Hawkins“I Put a Spell On You” (do disco “I Put A Spell On You”, 1977)
Eu já adorava essa música quando criança, na versão do Creedence – meu pai tinha uma coletânea do Creedence e eu sempre escutava. Fui descobrir a versão original muitos anos depois e hoje tenho o estranho hábito de procurar versões dela na internet. São inúmeras, por diversos artistas, mas nenhuma supera a original.

Raul Seixas“A Maçã” (do disco “Novo Aeon”, 1975)
Aos 13 anos de idade interpretei o Raul Seixas no teatro e, para pegar o ‘sotaque’, fui ouvir toda a discografia dele. ‘A Maçã’ é sobre esse conceito de monogamia e traição que somos submetidos desde o nascimento e o qual nunca questionamos – além de ser uma das melhores músicas do Raul.

The Clash“Know Your Rights” (do disco “Combat Rock”, 1982)
O The Clash foi a primeira banda de punk rock que eu me apaixonei. O ‘Combat Rock’ foi um dos primeiros discos que eu comprei na vida e teve grande influência na minha formação.

Minor Threat“Guilty of Being White” (do disco “Complete Recordings”, 1988)
Eu já fui menosprezado por estar em lugares que não eram para ‘pessoas como eu’; o engraçado é que isso já aconteceu tanto por eu ser ‘muito branco’ quanto por ser ‘muito preto’.

Titãs“Desordem” (do disco “Jesus Não Tem Dentes No País dos Banguelas”, 1987)
Ainda me pergunto como os Titãs conseguiram fazer músicas com letras tão fortes se tornarem hits nacionais.

Chemical X“What’s Your Problem?” (da demo “What Ever Happened?”, 2003)
Trio de irmãs que tocam um punk rock de primeiro nível. Na minha adolescência era um alívio vê-las tocando entre tantas bandas que soavam iguais. Através delas eu passei a me interessar por feminismo, o movimento riot grrl e bandas como o Bikini Kill.

Nirvana“Sappy” (do box “With The Lights Out”, 2004)
As primeiras vezes que vim para São Paulo foram de trem, descendo na Luz, para passar a tarde na Galeria do Rock atrás de bootlegs. Quando ouvi essa música do Nirvana num CD de raridades, percebi que ela fugia do padrão ao relatar a vivência de uma mulher que leva uma vida de abusos e não se dá conta disso.

MC5“Kick Out The Jams” (do disco “Kick Out The Jams”, 1969)
Provavelmente uma das melhores músicas já escritas até hoje.

The Monks“Monk Time” (do disco “Black Monk Time”, 1966)
São ‘os Beatles do mal’. Não vou resumir a história pois vale muito a pena ir atrás dessa banda e desse disco. É pop com caos numa medida que nunca havia sido feita e provavelmente nunca mais será.

John Lennon“God” (do disco “Plastic Ono Band”, 1971)
Lennon usou seu primeiro disco para lavar a roupa suja com todo mundo, inclusive com o todo-poderoso, que ele se refere como ‘um conceito pelo qual medimos nossa dor’. Sigo o conselho de um amigo e sempre que escuto esse disco o faço ‘com muito cuidado’.

Chico Buarque“Construção” (do disco “Construção”, 1971)
Meus pais sempre ouviram muito Chico e ainda criança lembro que essa música me assustava: a crescente dos arranjos; a letra; a ideia da morte inevitável e repentina… É uma música que me impactou muito.

Nick Drake“Saturday Sun” (do disco “Five Leaves Left”, 1969)
Quando estava escrevendo o ‘Síndrome do Pânico’ eu ouvi muito os discos do Nick Drake. São de uma simplicidade e beleza tão raros… Nada é forçado ou exagerado.

New York Dolls“Personality Crisis” (do disco homônimo, 1973)
O New York Dolls me deu um nó no cérebro: usar calças rasgadas não parecia nada audacioso depois de ver caras vestidos de mulher tocando um rock sujo e minimalista. Ao conhecer a banda eu finalmente passei a tentar (des)construir minha própria imagem.

Fagner“Canteiros” (do disco “Manera Fru Fru Manera”, 1973)
É a música que eu canto no karaokê.

Chris Bell“I Am The Cosmos” (do disco “I Am The Cosmos”, 1992)
Se a discografia do Big Star é desconhecida e subestimada, esse disco solo de um dos integrantes é um tesouro perdido (lançado 15 anos após sua gravação). A música é a que dá nome ao disco e é daquelas que sempre me pega pelo nervo.

Ryan Adams“Afraid Not Scared” (do disco “Love Is Hell”, 2004)
O ‘Love Is Hell’ é um disco maravilhoso e essa é uma das minhas favoritas desse disco e de toda a discografia do Ryan Adams.

Rodriguez“Sandrevan Lullaby Lifestyles” (do disco “Coming From Reality”, 1971)
Uma das minhas letras e música favoritas. Conheci o Rodriguez uns anos antes de sair o documentário sobre sua obra e desde então seus dois discos que servem como uma espécie de bússola.

Mark Lanegan Band“Bombed” (do disco “Bubblegun”, 2003)
Ouvi esse disco quando saiu. Me fez entender que não é necessário ter guitarras ou gritos para ser rock.

Construindo The Bombers: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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The Bombers

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto de punk rock santista The Bombers, que indica suas 20 canções indispensáveis. A banda, que surgiu em 1995, se apresenta neste domingo (26) no SESC Santos. Não perca!

Social Distortion“Winners And Losers”
Mick Six: Social Distortion é uma das minhas bandas prediletas a muito tempo, a escolha dessa musica, devido a letra dessa canção, para mim ser sempre algo atual.

Johnny Cash“I Walk The Line”
Mick Six: A canção que faz com que lembre-se a se segurar, em diversas situações… Na família, trabalho, na rua… ao menos tentar, andar na linha, ali no limite, para não arrumar confusão.

The Slackers“Make Me Smile”
Mick Six: Pra mim é uma musica que muda o meu humor, aquela que eu fecho os olhos e me teletransporto para uma manhã ensolarada numa bela praia.

Flogging Molly“Drunken Lullabies”
Mick Six: Aquela trilha sonora para beber a noite inteira com os amigos.

Hank Williams“I Saw The Light”
Mick Six: Escolhi essa canção também, porque numa daquelas fases tensas da vida me deu forças para dar a volta por cima, aceitar novos desafios, recomeçar tudo do zero, aprender uma nova profissão… E eu sabia que aquela seria uma fase nebulosa. E coincidência ou não, quando essa fase nebulosa passou, eu iniciei uma nova fase em minha nova profissão, trabalhando em um local chamado Barbearia Luz. (Risos) É, de certa forma eu vi a Luz (risos).

Legião Urbana“Faroeste Caboclo”
Trivela: A música tem nove minutos, não tem refrão e é o hit de qualquer luau na praia, com todas as pessoas cantando a letra inteira do começo ao fim.

Ramones“Blitzkrieg Bop”
Trivela: Por mais que os Ramones tenham criado diversos clássicos, nada supera o impacto dessa música.

Robert Johnson“Cross Road Blues”
Trivela: Um dos pioneiros do Blues. O blues da encruzilhada. Com essa música veio a lenda de que o Robert Johnson havia feito um pacto com o diabo em troca de habilidades musicais.

Led Zeppelin“Stairway to Heaven”
Trivela: Mais uma música com supostas mensagens subliminares endereçadas ao obscuro. Uma grande besteira, essa é na verdade apenas uma das canções mais bonita da música contemporânea.

Bob Marley“Redemption Song”
Trivela: O canto do cisne do Bob Marley. A beleza dela esta na simplicidade. Violão, voz e alma.

Iggy and the Stooges“Search and Destroy”
Matheus Krempel: I’m a streetwalking cheetah with a heart full of napalm! Quando eu escuto essa música, sinto uma coisa tão forte, que seria capaz de botar um prédio abaixo.

Guns n’ Roses“Coma”
Matheus Krempel: Uma viagem extremamente pesada, com dez minutos de duração, relatando uma experiência de overdose. Guitarras pra caralho, vocal esgoelado ao extremo e um belo jeito de encerrar um álbum.

Rolling Stones“Rocks Off”
Matheus Krempel: Apenas a música que abre o melhor disco dos Rolling Stones. Urbana para caralho, suja e com uma letra que faz referência, o tempo todo, ao uso de heroína. A parte em que ela desacelera, é uma brisa incrível.

Capital Inicial“Conexão Amazônica”
Matheus Krempel: Coube ao Capital Inicial a missão de resgatar as músicas (as perdidas e as não) da banda mais influente do cerrado, o Aborto Elétrico. Renato Russo era um jovem punk quando escreveu “Estou cansado de ouvir falar em Freud, Jung, Engels, Marx / Intrigas intelectuais rodando em mesa de bar”. Me parece bem atual.

Hey! Hello!“How I Survived The Punk Wars”
Matheus Krempel: Muito simples de explicar a escolha dessa. Se toda porra de banda underground, decorasse essa letra e seguisse a cartilha do que ela prega, não teríamos tanta gente babaca nesse meio.

The Clash“Clampdown”
Daniel Bock: Umas das minhas bandas favoritas de todos  os tempos. Acho que risquei o “London Calling” de tanto ouvir. Posso falar do Clash por horas. Mas o que me marca nessa música foi a vez que eu vi um vídeo VHS deles tocando. Eu era moleque e ver aquilo, foi quase indescritível. Literalmente mudou minha vida.

Marky Ramone and The Intruders“One Way Ride”
Daniel Bock: Eu amo o Ramones e Rancid, mas são bandas que eu nunca vi ao vivo (ainda) e sempre me pareceram distantes. O “Don’t Blame Me” do Intruders me atingiu na hora certa. O álbum todo é incrível, essa música em especial, a mensagem, o instrumental e a produção do Lars.

Shooter Jennings“4th of July”
Daniel Bock: Descobri o Shooter Jennings assistindo o filme “Johnny e June” onde ele aparece em uma cena,  interpretando o pai Waylon Jennings, cantando uma música que compôs para o filme. Essa música é a minha favorita dele. A letra é linda, perfeita para ouvir pegando a estrada.

The Supersuckers“Roadworn & Weary (6/6/6 version)”
Daniel Bock: Lembro de colecionar reportagens sobre o Supersuckers nas revistas de rock. Essa música é uma regravação de uma música deles mesmos, que pra mim, representa a melhor fase dessa que com certeza é uma das minhas bandas favoritas.

Os Excluídos“Plano Perfeito”
Daniel Bock: Para mim, Os Excluídos estão entre as melhores bandas brasileiras. Essa música não foi a primeira que ouvi deles mas foi uma das que mais me marcou pela letra e arranjo.

Construindo Sky Down: conheça as 21 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo Sky Down

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o Sky Down indicando suas 21 canções indispensáveis. “Mesmo sendo 21 musicas com certeza esta faltando várias coisas ai, como em qualquer lista”, diz Caio, vocalista e guitarrista.

The Stooges“Loose”
Caio: Sky Down começou comigo e com André combinando de ficarmos num estúdio tocando Stooges.

David Bowie“Life On Mars”
André: Colocar uma briga de salão de dança envolvendo marinheiros e “homens da lei” espancando o cara errado, tudo no mesmo caldeirão, transformando isso em uma epopéia digna de um show de horrores.

The Cure“Shake Dog Shake”
Amanda: Acho dançante, acho sensual e é uma das bandas favoritas, né.

Christian Death“Figurative Theater”
Amanda: Nem sei o que dizer, apenas RECEBA essa música como um presente. Esse disco quase furou de tanto que ouvi. Baixo estralano o côro.

Young Marble Giants“Credit In The Straight World”
Caio: Menos é mais.

The Clash“Complete Control”
André: A essência de Joe Strummer e Mick Jones está aqui. Música pra você levantar, pensar e seguir em frente.

CAN“Moonshake”
Amanda: De quando me apaixonei pelo motorik 4/4. Krautlovers.

Pin Ups“Feel So Strange”
Caio: Em algum ponto da adolescência caí no Pin Ups, obviamente pelas coisas que ouvia de rock alternativo, grunge, punk, etc, na época. Entrou no bolo das bandas que mais gosto.

PJ Harvey“Rid Of Me”
Caio: Quando gravamos o “…nowhere” o “Rid Of Me” era uma das referências que tinha na cabeça na época. Uma banda sendo gravada tocando numa sala, cru, meio que mesmo nesse meio digital moderno de hoje, ir pelo caminho do básico.

Plexi“Star Star”
André: Tão controversa é a música da letra, a banda mostra pra gente que é possível misturar um desabafo pesado com uma melodia maravilhosa.
Caio: Tô nessa, e com boa parte desse disco “Cheer Up”. “Peel” pra mim é o ápice deles ali.

Kid Kong and the Pink Monkey Birds  – “Lurch”
Amanda: Melodia bonita, tava numas de melodias lindas e pirei nesse disco.

Wipers“Wait a Minute”
André: A melhor música dessa banda que até hoje não foi sacada.
Caio: Eu ia falar do Youth Of America”, então vou aproveitar o espaço dessa aqui. Acho os três primeiros do Wipers “intocáveis”. Tem show nosso às vezes que escolhemos umas 5 musicas e “Youth Of America” pra ficar uns 10 minutos tocando ela, é uma boa desculpa pra terminar um show. Uma das coisas que gosto no “Youth Of America” também é como ele vai na contramão do que estava sendo feito no punk ou mesmo hardcore que começava a criar corpo na época (1981).

Pixies“Hey”
Caio: Meu objetivo de pop perfeito.

Raul Seixas“Quando Você Crescer”
André: Um tapa na cara da sociedade.

Sisters of Mercy“Alice”
Amanda: Eu amo Sisters of Mercy e nunca vou enjoar.

The Gun Club“Yellow Eyes”
Amanda: Uma linha de baixo triste e linda. Eu amo.

Siouxsie and the Banshees“Israel”
Caio: Rainha.

Jah Wobble“Subcode”
Amanda: Baixista do PIL, fudido. Recomendo demais esse disco com o Bill Laswell, inclusive.

The Brian Jonestown Massacre“Anemone”
Amanda: Ouvia direto esse som no 74club. Achava bonita. Um dia fui lá perguntar o que que era e quando saquei ouvi demais também!

X“Come Back To Me” 
André: Receber a notícia que a sua irmã faleceu momentos antes de subir ao palco e ir ao banheiro escrever a letra dessa música. Não preciso dizer mais nada.

Sex Pistols“No Feelings”
Caio: Gravamos essa lá no primeiro EP em 2012. Parece que toda vez que o assunto cai neles vira uma polemiquinha, vejo que a maior parte da galera vai pelo senso comum (que é uma banda de mentira, montada, etc). A maioria comprou a ideia que o empresário Malcolm vendeu deles (ponto pra ele) e pouco ouviram o que a banda em si diz ou mesmo no (óbvio) impacto que ela teve na cena musical inglesa e posteriormente no resto do mundo. Adoro as letras e o sarcasmo do John Lydon, ele tinha 20 anos quando teve que encontrar sua voz e escrever algo como “God Save The Queen”. Gosto muito do PiL também, que é onde ele realmente se mostrou algo além de alguém que ataca as instituições.

Construindo Porno Massacre: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo Porno Massacre
Porno Massacre

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Porno Massacre, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Alice Cooper“Crazy Little Child”

General Sade: O período que vai do lançamento do álbum “Love it to Death” (1971) até o “Welcome to My Nightmare” (1975, já em carreira solo)… ou, vá lá, com alguma condescendência, o “Goes to Hell” (1976), é a melhor fase de qualquer artista/banda que conheço. A sonoridade, as músicas, a concepção visual, o conceito estético, a porra louquice… tem tudo lá (até o Salvador Dalí se associou a eles)… essa música já é do fim do Alice como banda, e vem com aquele estilo cabaré vaudeville que acabou ficando uma marca de seus álbuns por um tempo. Sempre gostei deste tipo de som, e essa em particular é sensacional, com uma letra que conta uma história de um malfadado assalto, embalada por instrumentos de sopro e um piano arrasador. Sempre desejei meio que continuar essa linhagem, e sempre que posso retorno a ela, como quando surgiu a ideia para “There is no Rule at All”, além de toda a fase cabaré do nosso show, e algumas coisas que ainda estão em desenvolvimento e movimento por aqui.

Marilyn Manson“Doll-Dagga Buzz-Buzz Ziggety-Zag”

General Sade: O glam rock, com elementos de shock rock, bebendo nas fontes do cabaré, mas com guitarras cortantes gerou muitas músicas ótimas que poderiam ser citadas aqui e que sempre servem como inspiração. Inclusive “Queen Bitch” do David Bowie, por exemplo, que embala aquela cena final do filme “A Vida Marinha com Steve Zissou”: a diferença é que aqui eu queria trocar a música original da cena por essa, de nome meio trava-língua, mas ótima, dançante, pesada, burlesca… Fora que quando ele canta na música: “You´re one of us”… eu realmente me sentia contemplado e aceito na minha esquisitice: “Opa, pera aí! Eu também sou dessa galera aí!”… Por isso que na nossa música “A Nau dos Insensatos”, trabalho que deve sair num próximo álbum, em determinado momento eu também digo: “O seu lugar também é aqui do nosso lado”. Fora que eu sempre sonhei em andar na rua, numa cena antológica como aquela, com um som tocando meio que dos céus, etéreo e embalando um momento de determinação e assertividade.

New York Dolls“Stranded in The Jungle”

General Sade: Não é uma música composta originalmente pelos Dolls, mas é aquele tipo de cover que fica tão bom que a coloca na posição de versão definitiva. As duas partes bem distintas entre a da selva, com os sons dos macacos ao fundo e a da cidade, com o piano e os backing vocais harmônicos de doo-wop… a primeira vez que eu ouvi deu vontade soltar uns berros mesmo de tamanha empolgação, aumentei o som no último e nunca mais parei de ouvir ela. Em toda festa tinha que rolar, em todo som de acampamento, em toda viagem da escola. Devo muito a essa música na questão da concepção do show quando temos as dançarinas/backing vocals e na parte teatral de “se contar uma história”.

The Fratellis“Flathead”

General Sade: Essa música passa por várias fases abruptas. Começa meio algo caribenho, meio propaganda da Heineken, dá umas disparadas de rock´n´roll e termina numa espécie de refrão que fica em “La-la-lá”, assim como a abertura do pré-histórico programa infantil Banana Splits. Acho, principalmente essa última parte de uma coragem e de um desbunde invejáveis… tudo muito bem executado, música pra dançar horas e horas. E essas mudanças inesperadas e instantâneas são nada menos que maravilhosas! É um terreno que já explorei mais e que provavelmente apareça nos novos trabalhos.

The Cramps“The Mad Daddy”

General Sade: The Cramps é o que me chama sempre pro básico novamente (back to basics, anyone?). Rock-a-billy acelerado, adrenalizado e injetado… e só! Me faz sempre lembrar que não precisa muito. E que a criatividade e vontade sempre contam muito mais que a técnica apurada, se esta for fria e burocrática. “Baise Moi”, “The Lemarchand´s Box” e até o lado B, “Prelúdio Para o Carnaval”, seguem em maior ou menor grau essa fórmula, seminal, básica e no entanto nunca envelhecida.

The Sonics“Psycho”

Aiatolá: Simplesmente não consigo imaginar o garage rock sem o Sonics. O que foi a genesis do porno!
Nosso primeiro som, “5 o Clock” é um british rock com o pé todo sujo do garage rock desses caras.
Me lembro que dormi escutando um play do Sonics num domingo totalmente bêbado. De manhã, acordei, fui tomar banho e liguei o rádio. Quando sai do banheiro (pelado ainda) tava tocando um som do R.E.M. (“The One I Love”) e na hora pensei: “esse som poderia ser tocado pelo Sonics!” peguei a guitarra (peladão mesmo!) que ficava pendurada na parede e toquei o riff dessa musica como se fosse o Sonics (bem destrambelhado e na região mais aguda da corda mais grave que eu conseguisse). Não mudei 1 nota sequer, até hoje é a intro da musica.. o resto e história!

Motorhead“Ace Of Spades”

Aiatolá: Clichê do clichê… mas foda-se. Essa musica me desbunda. Motörhead me desbunda. Infelizmente aprendi a gostar dessa banda tarde demais… Durante o segundo ano de banda, quando as músicas estavam começando a surgir, sempre falava para o Roger o quanto eu queria fazer musicas “retas” como o country rock americano. “Ace of Spades” reduz a teoria dos 3 acordes ramônicos para praticamente 1! É um carro somente com o pedal de acelerador. Adicionei + 1 acorde. E “Igreja Porno Massácrica” veio a cavalo.

Nashville Pussy“Lets Ride”

Aiatolá: Essa é uma banda polêmica. Nitidamente machista e estereotipada. Não concordo muito com esse lado do Nashville Pussy. Mas falemos do som! Rock and Roll sem frescura. Riffs tocados a pleno vapor… pqp! Não dá pra não gostar! A nova fase do Porno bebe nessa fonte até engasgar! Conheci o Nashville Pussy depois do Porno por intermédio de um colega num churrasco na casa do Mauro. Achei brutal de cara. A partir daí tomei como referencia as linhas de guitarra da Ruyter Suys, foi um divisor de águas em vários aspectos da banda. Realmente perseguimos esse estilo até encontrar um denominador comum. Nota-se muito isso em “É o que me Resta” (música do EP que vamos lançar) e “Nau dos Insensatos” (programada para o próximo disco).

69 Charger“Rubberneckin”

Aiatolá: Tive que escutar o 69 Charger fazer uma versão dessa musica pra acordar pro som do Elvis. Ele sempre foi o Boss. Acho a fase “black” do Elvis muito desvalorizada. Todos lembram do somente do romantismo do rei. Se você desacelerar essa musica vai encontrar “There is no Rule at All”. Até hoje sou impressionado com o que o Elvis fazia com 4 canais. Você se sente literalmente no meio da banda. Já a versão do 69 tem o vocal chorado e espetacular do (não por acaso) “Dead Elvis” e a levada mais dançante e elétrica que já escutei até hoje.

Motor City Madness“(We are the) Outlaws”

Aiatolá: O The Sonics participou de uma suruba com o Motörhead e 69 meses depois o Lemmy cagou esses caras no mundo. Não vejo outra explicação! Tenho raiva dessa banda as guitarras são perfeitas. O Mauro que é o oráculo do Independente me apresentou esses caras e em 2 minutos eu já tava vomitando meu figado! Guitarra “chute na cara”, Voz berrada e distorcida. Logo depois disso achei as musicas dos caras na internet escutei por 1 semana seguida. Essa banda me fez pensar: “O Rock And Roll não morreu porra nenhuma, é você que que ficou gourmet demais pra ele”.

Ramones“Blitzkrieg Bop”

Blacknail: É clichê mas foi umas primeiras músicas que toquei em uma banda. Além disso Ramones é influência pra qualquer um que goste de punk rock, puta inspiração!

Garotos Podres“Papai Noel Velho Batuta”

Blacknail: Origens do punk nacional, meu irmão mais velho tinha esse LP e eu ouvia direto, acho que acabei riscando… Era uma gravação tosqueira mas era muito loco xingar o papai noel junto com o Mao!

Bad Religion“Fuck Armageddon… This is Hell”

Blacknail: Hino ateísta e um dos primeiros sons que tocava deles. Sempre foi muito foda ouvir Bad Religion, tocar era mais foda ainda!

Zumbis do Espaço“Que Venham os Mortos”

Blacknail: Acho que foi meu primeiro contato com o som independente nacional e também não conhecia muito horror punk, nem o Misfits direito. Quando ouvi o CD fiquei louco e repeti uma pá de vezes! Essa entrou no repertório na época, junto com “Viver pra Matar” e outras duas.

Motörhead – “Overkill”

Blacknail: Motörhead é o tipo de rock que me influencia hoje, junto com bandas mais novas como Nashville Pussy, 69 Charger, Motosierra, Motor City Madness, rock muito loco, rápido e destruidor!

Dire Straits“Sultans Of Swing”

Little Lúcifer: Começando pela música que foi o começo de tudo. Há cerca de 15 anos atrás eu andava pelas ruas do centro da cidade e, diariamente, montes de camelôs vendiam o mesmo (e às vezes apenas desse, inclusive) DVD “Dire Straits – Sultans of Swing: The Very Best of”. Eu parava e apreciava os solos de guitarra sem ter noção alguma de música, nem ao menos para saber que não era tão comum um guitarrista usar os dedos para tocar. Passado um tempo eu decidi que queria fazer essa porra também! Comecei a aprender a tocar violão e na época não me sentia a vontade para usar uma palheta, talvez por Mark Knopfler não usar.

Korn“Did My Time”

Little Lúcifer: Eu conhecia Korn há algum tempo, mas não profundamente. Todos ouviram “Freak On A Leash”, claro. Então em 2004, pouco tempo depois do lançamento do álbum “Take A Look In The Mirror”, encontrei por acaso uma faixa em MP3 dessa música e ouvi repetidamente pra caralho! Foi então que comecei a ouvir tudo de Korn. Fiquei maravilhado com tudo! Korn tem uma atmosfera única. Não tem nada parecido. Foi a primeira banda que eu tive a segurança de dizer que era a minha preferida! Fiquei impressionado com o Fieldy no baixo! Era muito louco! Aí pensei: Foda-se essa porra de palhetinha nessas cordinhas finas que quebram e enferrujam toda hora, vou sentar a porrada no baixo! Comprei um baixo usado e comecei!

Megadeth“Foreclosure Of a Dream”

Little Lúcifer: Essa entra na lista principalmente por ser a primeira música que toquei ao vivo em algum lugar. Foi em uma escola de música em Itaquaquecetuba na qual fiz aula por uns 6 meses pra tentar aprender a sentar a porrada que nem o Fieldy. Não foi um Korn que toquei, mas essa música que aprendi lá mesmo, me introduziu ao Megadeth e serviu pra pegar confiança, pois curti muito tocar e mandei bem!

Deftones“My Own Summer”

Little Lúcifer: Pouco depois que comecei a ouvir Korn, comecei a ouvir Deftones. Eu já conseguia acesso à internet, pesquisava, estava ali entre às bandas percussoras do New Metal, enfim. Comecei a curtir pra caraaaaalho também! Era (ainda é) uma melodia estranha, meio sonolenta e de repente contrastava com umas batidas muito pesadas, como se tudo que tivesse feito antes era pra enfatizar aquele momento! Era original e bom pra caralho! E a levada tão sonora que é quase dançante do grande (e infelizmente falecido) Chi Cheng é a minha maior inspiração em linhas de baixo até hoje. Essa música é uma das minhas preferidas da banda.

Lacuna Coil“Our Truth”

Little Lúcifer: Não dá pra deixar de fora a banda que me fez arregaçar de tocar por aí com amigos que vou querer para vida toda, a Frozen, melhor cover de Lacuna Coil que eu já vi! Entrei na minha banda na época por começar a curtir Lacuna Coil por todos os instrumentos, principalmente o baixo estralando do Marco. Dediquei consideráveis anos na banda e por conta de Lacuna Coil peguei bastante experiência. “Our Truth” é uma entre as várias músicas da banda em que pude aplicar muita coisa do que havia aprendido.

Construindo HL Arguments: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo HL Arguments

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda HL Arguments, que indica suas 20 canções indispensáveis.

George Harrison“Isn’t it A Pity”
Helio Lima: Essa música e todo o álbum da qual ela faz parte é referência máxima para várias das músicas e composições, como “I Dont’ Need To Go”, “New Direction” e “Fixing My Words”.

John Lennon“Jealous Guy”
Helio Lima: “Hook” nasceu dessa canção do Lennon. Absolutamente linda, absolutamente triste.

Radiohead“Fake Plastic Trees”
Helio Lima: Uma das músicas mais belas e sensíveis que eu já ouvi na vida. Radiohead compõe muito do meu estilo de escrita em letras e arranjos.

Queen“Spread Your Wings”
Helio Lima: Queen é minha banda de conceito. E “Spread Your Wings” (sobretudo a versão ao vivo do álbum “Live Killers” é sensivelmente linda e tocante. O lado mais emotivo da HL Arguments bebe muito nessa escola.

Dream Theater“Six Degrees of Inner Turbulence”
Wesley Lima: A busca pela técnica e perfeição dessa banda deveria empolgar a todo o músico que quer trazer o melhor ao seu público.

Metallica“(Anesthesia) Pulling Teeth”
Wesley Lima: Não há como negar a influência empolgante do Metallica em alguns dos nossos arranjos, sobretudo ao vivo.

U2“I Still Haven’t Found What I’m Looking For”
Wesley Lima: Essa é clássica! Acho que ninguém pode negar que trata-se de um clássico do rock. Melodia linda que inspira muito de minhas linhas na HL Arguments.

The Smiths“There is a Light That Never Goes Out”
Wesley Lima: Outra música e banda que não poderia faltar na lista. Eles são enigmáticos e isso nos inspira.

Oasis“Don’t Look Back In Anger”
Fernando Silvestre: Clássico britânico que constrói em si boa parte dos arranjos da HL Arguments, que tem no britpop uma enorme referência.

Travis“As You Are”
Fernando Silvestre: As melodias do Travis são lindíssimas. Essa música tem uma das melodias mais bonitas da banda. Enorme referência para a HL Arguments.

Beatles“While My Guitar Gently Weeps”
Fernando Silvestre: Eis a escola máxima para todo o guitarrista. Procuro trazer solos para as nossas canções que contenham certa magia. Não se trata apenas de técnica. Se trata de magia.

Foo Fighters“The Pretender”
Fernando Silvestre: Somos muito enérgicos ao vivo e essa canção e banda mostra muito disso. Tem a ver com o nosso lado mais enérgico.

Amy Winehouse“Tears Dry On Their Own”
Amanda Labruna: Amo soul e blues e trago isso para as nossas canções. Com toda certeza.

Cake“Never There”
Amanda Labruna: A HL Arguments é uma banda de temas sérios, densos, dançantes e divertidos. Temos algo de Cake em algumas de nossas canções.

Queen“Another One Bites The Dust”
Amanda Labruna: Outra música que mostra o nosso lado mais dançante e divertido. E eu amo essa parte no Queen.

Michael Jackson“Heal the World”
Amanda Labruna: Michael foi um dos vocalistas mais importantes da história do pop. Reconhecemos nele um artista completo, cheio de alegria em seu trabalho. Isso nos inspira.

Dream Theater“The Great Debate”
Marcos Cesar: O som cristalino das músicas do Dream Theater é algo que me agrada muito. Procuro trazer uma linha de riquezas e detalhes para as baterias que foi no Dream Theater que eu aprendi.

Metallica“Welcome Home Sanitarium”
Marcos Cesar: Explosão e força compõem as músicas do Metallica. Isso tem muito de nosso som.

Metallica“All Nightmare Long”
Marcos Cesar: Mais uma dessa banda que é a minha banda de conceito. Temos a nossa vertical mais roqueira “também” e eu vejo essa versatilidade nossa como algo muito positivo.

Porcupine Tree“Blackest Eyes”
Marcos Cesar: Música de variações e proposta versátil, componente muito presente em nosso trabalho.

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Construindo Black Cold Bottles: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Black Cold Bottles

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Black Cold Bottles, que indica suas 20 canções indispensáveis.

Quarto Negro“3012”
Larissa: O Quarto Negro é a minha principal referência nacional, tudo é absolutamente impecável na música desses caras e eu deliberadamente me inspiro muito na ambiência desse som. Vou longe.

The White Stripes“Ball and Biscuit”
Larissa: Na verdade eu poderia escolher qualquer uma dos White Stripes, pois desde a primeira vez que os escutei nunca mais deixei de fazê-lo. Jack White é uma figura que sempre me inspira em seu universo musical e que me influenciou bastante no momento em que descobri a guitarra. Eu o considero uma espécie de gênio dos riffs e sempre será uma das minhas principais referências.

Sharon Van Etten“Give Out”
Larissa: Essa mulher tem uma voz maravilhosa, feita para o violão que ela toca, pra mim é como se fosse uma coisa só. É o tipo de música que eu estou sempre escutando, nunca sai do meu Spotify. Eu gosto muito desses arranjos sóbrios e da segunda voz, a Sharon é a minha musa!

Lianne La Havas“Midnight”
Larissa: O Caio me apresentou o som da Lianne e desde então eu sempre escuto, comecei a procurar seus vídeos no youtube e é simplesmente apaixonante o modo como essa mulher toca ao vivo. Baita voz, essa música é completa.

Alabama Shakes“Dunes”
Larissa: Dentro dessa mistura toda, acho que em vários momentos eu vejo um pouco do Alabama Shakes no nosso som, inclusive utilizamos o “Sound & Color” como referência pra mixagem do disco. Gosto muito dos timbres de guitarra deles, das composições e nuances. É uma referência que foi se incorporando ao longo do processo.

Mayra Andrade“Ténpu Ki Bai”
Caio: Cantora de Cabo Verde, consegue trazer influencias do mundo inteiro em sua arte, principalmente brasileira. Essa música em especial me traz ótimas recordações de um tempo muito bom em minha vida, sem contar a sensibilidade da voz dessa cantora e uma maneira muito pelicular de improvisar. O entrosamento de baixo e batera, junto de uma cama linda de teclados, violões, riffs de guitarra, e frases de cello, fazem muito sentido com a finalização do disco inteiro. Foi um dos shows mais perfeitos que já fui em minha vida.

Snarky Puppy“Thing Of Gold”
Caio: Na minha opinião é um dos melhores grupos de instrumental da atualidade, liderado pelo baixista Michael League (compositor e produtor), apesar da pouca idade dos integrantes, conseguem exibir um trabalho excepcional, do jazz ao black music, com temas super criativos e MUUUUITO improviso.

Pitanga em Pé de Amora“Frevo à Tempo”
Caio: Taí um grupo e São Paulo que representa demais a música brasileira de raiz, com muita maestria e qualidade! “Frevo à Tempo” é uma das músicas que mais traduz a pegada dessa galera, resumindo: instrumental complexo, envolvente, com dinâmicas incríveis… Enfim, eles são completos.

Ester Rada“Out”
Caio: Cantora Israelense que traz muitas influências no seu som, desde o Reggae até o Rap, me inspirou demais nos últimos dias de gravação do nosso disco “Percept”. A música “Out” em especial tem todos os elementos que eu gosto numa música: batera e baixo com uma pegada totalmente entrosada, Rhodes marcando a música inteira, a levada de guitarra totalmente funkeada, um Naipe de sopros com arranjo bem agressivo, todos se completam com a excelente voz desta cantora maravilhosa. (Meus ouvidos sempre agradecem quando eu boto esse som para tocar).

Mikromusic“Za Malo”
Caio: Banda polonesa, sou extremamente apaixonado por eles, um divisor de aguas na minha vida. Para mim é um dos discos mais bem finalizados em questão de mix e master e todo o conjunto de timbres utilizados, arranjos e etc….. Me influenciou fortemente para tentar me aventurar nessa área do áudio. Todos esses minuciosos detalhes me motivaram a captar todo o nosso discão da Black Cold Bottles que está prestes a sair. Vale a pena começar ouvindo a música “Za Malo” para sentir qual é a pegada dessa banda magnifica.

Radiohead“Bodysnatchers”
Bruno: Eu tenho o hábito de ouvir muito alguma banda durante um processo de composição, e na época em que estávamos criando as músicas que viriam a fazer parte do “Percept”, eu ouvi muito o “In Rainbows” do Radiohead. E essa música acabou ganhando meu ouvido com mais facilidade, e acabou por me influenciar muito mais do que as outras do disco.

Gilberto Gil“Ciência e Arte”
Bruno: Minha música favorita do disco “Quanta” do Gil. Um samba muito bem composto e executado, me faz ficar encantado com a sua execução toda vez que eu ouço. Uma verdadeira obra prima.

Black Rebel Motorcycle Club“Fire Walker”
Bruno: Ainda me recordo da sensação que essa música que me causou. Eu ainda morava em Curitiba, ouvi essa música num dia muito frio, e ouvi esse disco no dia em que ele foi lançado. Essa música me fez ter noção que eu precisava continuar fazendo música.

Autolux“Supertoys”
Bruno: Esse disco do Autolux (“Transit Transit”) é um absurdo. Eu ouvi muito esse disco durante as gravações do nosso disco, e sempre que eu ouço os primeiros acordes dissonantes dessa música, eu não consigo me conter e começo a fazer as famosas ‘air drums’ onde quer que eu esteja – Carla Azar pra mim é uma das maiores bateristas da história.

The National“Sorrow”
Bruno: Essa música, principalmente pelo alcance vocal do Matt Behringer, foi uma das músicas que mais me inspiraram na hora de cantar. Eu não sei o porquê, mas há alguns anos atrás eu me sentia inseguro pra soltar a voz, e conforme foi descobrindo The National, esse medo foi se esvaindo. O “High Violet” é o meu disco favorito deles, e “Sorrow” a minha favorita desse disco.

Diana Ross“I’m Coming Out”
Gabriel: Tudo que Nile Rodgers toca meu ouvido aceita sem nenhuma objeção. “I’m Coming Out” é um exemplo perfeito da parceria baixo fechado + guitarra aberta que ele traz em suas composições.  O trio funk, soul e disco sempre fez parte de todas as minhas playlists desde os 14 anos (a disco music com mais força, o que explica minha paixão incondicional por notas oitavadas), em toda linha que começo a compor em cima de alguma ideia de arranjo que o Caio, o Bruno ou a Lari trazem para o estúdio e sempre procuro deixar um pouco de tempero destes estilos.

Red Hot Chili Peppers“Power of Equality”
Gabriel: Nunca é surpresa quando um baixista que nasceu nos anos 90 diz que o Flea é uma de suas principais influências. É sempre um orgulho saber que o RHCP conseguiu levar tantos adolescentes a optar por um instrumento tão pouco explorado no mainstream da época. “Power of Equality” é a síntese dessa ideia, pois mostra um protagonismo absurdo das quatro cordas: slap em 60% da música, pedal de efeito e guitarra fazendo cama para um baixo groovado. Uma grande aliada no processo criativo do “Percept”.

Apanhador Só“Vitta, Ian, Cassales”
Gabriel: Apanhador Só é um vício tão forte que eu mesmo não consigo compreender o que acontece quando eu ouço a música deles. Um experimental brasileiro com letras abertas à interpretações diversas, uma combinação que parece que foi tatuada no meu subconsciente. “Vitta, Ian, Cassales” é a minha favorita da banda, uma música de quase cinco minutos, com altos, baixos e letras que te levam a uma reflexão sobre “qualquer coisa”. Essa estrutura lembra um pouco as composições da Black Cold Bottles, uma influência que faz todo sentido, já que a banda toda ouve e curte os caras.

Mahito Yokota e Koji Kondo“Wind Garden (Gusty Garden Galaxy)”
Gabriel: Música e videogame são duas paixões antigas que carrego comigo até hoje, e a intersecção entre estes dois mundos é uma fascinação que eu tenho que cada dia que passa cresce e me influencia mais. Os compositores desse nicho para mim não ficam atrás de nenhum outro: David Wise, Grant Kirkhope, o gênio do Koji Kondo e tantos outros músicos que dominam a arte de auxiliar na imersão do jogador, mostram o potencial emocional e nostálgico que essas trilhas têm. “Gusty Garden Galaxy” é um hino que resume todo esse meu sentimento com o estilo.

Céu“Minhas Bics”
Gabriel: A Céu é uma cantora que eu realmente adoro, sua musicalidade me cativa. Escutei muito o “Tropix” ao longo da gravação do disco e essa música tem um riffzinho de guitarra no final que aquece meu coração.

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Construindo Serapicos: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo Serapicos

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo se baseia: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Serapicos, que indica suas 20 canções indispensáveis.

The Magnetic Fields“The Nun’s Litany”
‘Considero o Stephin Merrit, compositor do Magnetic Fields, o melhor letrista de todos os tempos. Sua obra deveria estar ao lado de Shakespeare, Camões e Cervantes. Essa canção é só uma amostra do que esse desgraçado é capaz de fazer.’

Leonard Cohen“Bird on a Wire”
‘Muito difícil escolher apenas uma música do Cohen. Mas se tivesse que apresentar apenas uma música dele para os alienígenas seria “Bird on a Wire”. Essa música é um soco no estômago, a síntese da vida de um poeta.’

Rufus Wainwright“Going to a Town”
‘O Rufus é incrível. Letrista fudido, baita cantor e uns arranjos muito cabeçudos e lindos.’

Nina Simone“Sinner Man”
‘Essa música veio de um espiritual tradicional americano. E a Nina Simone é ridícula. Que artista catártica!

Judy Garland“Somewhere Over The Rainbow”
‘O salto de oitava entre as duas primeiras notas já dá toda vibe dessa masterpiece cinematográfica. Depois fizeram aquela versão no ukulelê tirando esse salto e estragaram a música. Escrita por Harold Arlen, que também compôs “Ac-Cent-Tchu-Ate the Positive”, outra pérola.’

System of a Down“B.Y.O.B.”
‘System é uma das bandas mais criativas dos últimos 150 anos. Adoro o ritmo frenéticos de melodias diferentes, quebradas ritmicas e berros ensandecidos. Influencia muito meu pensamento de forma musical e como estruturar canções sem seguir a fórmula óbvia verso-refrão.’

Green Day“Basket Case”
‘Talvez a música que mais tenha mudado minha vida. A primeira frase da melodia acompanhada pela guitarra mutada de power-chord foi minha obsessão dos 11 aos 27 anos, quando comecei a compor.’

Tuva Semmingsen“Lascia ch’io pianga”
‘Essa é uma ária de Handel que toca na abertura do filme “Anti-Cristo” do Lars Von Trier. É uma melodia devastadora e essa música resume bem minha adoração pela música sacra.’

Bajaga“Muzika na struju”
‘Esse é um rock iogulsavo com um refrão super-catchy embora seja impossível cantar junto. Gosto bastante do sotaque musical de melodias do leste europeu. Os caras mandam bem.’

Ella Fitzgerald“Let’s Do It”
‘A Ella é uma das grandes intérpretes da obra do Cole Porter, talvez o maior compositor e letrista da primeira leva Broadway. Essa música é uma aula de como falar de putaria sem ser nada vulgar.’

Linda Scott“I’ve Told Every Little Star”
‘Essa música toca no filme “Mulholland Drive” do David Lynch. Gosto músicas que tocam em um filme e conseguem resumir toda a atmosfera da história. Escrita por Jerome Kern, outro monstro do Early Broadway.’

Adoniran Barbosa“Iracema”
‘Pra não escolher “Trem das Onze”, vou de Iracema. Melodia linda e melancólica. E o que dizer desses backings femininos que entram harmonizando em coro? Fudido.’

Rogério Skylab“Você Vai Continuar Fazendo Música”
‘Skylab é o maior poeta vivo que temos nesse país. Essa música é um super desincentivo pra quem quer ser artista.

Cérebro Eletrônico“Cama”
‘Conheci essa música ao vivo em um show do Cérebro e assim que veio o refrão pensei ‘Caralho’.

Júpiter Maçã“Um Lugar do Caralho”
‘O Júpiter foi um dos primeiros cancioneiros da música brasileira que me identifiquei. Essa música é um hino negligenciado pela grande mídia.’

“Se Essa Rua Fosse Minha”
‘Essa canção é de autoria anônima, tem cara de ser portuguesa. Que melodia assombrosa e atemporal.’

Jefferson Airplane“White Rabbit”
‘Essa música foi escrita pela Grace Slick, frontgirl do Jefferson Airplane. É a minha favorita da fase psicodélica do rock. Muito melhor que Rolling Stones.’

Johnny Cash“The Man Comes Around”
‘Nessa canção, Cash descreve o Apocalipse. Lembro de ouvir nos créditos de um filme de zumbi antes de saber quem era Johnny Cash. Esse foi o último disco dele antes de morrer e dá pra ouvir o sopro da morte saindo de voz sussurrada e salivada.’

4 Non Blondes“What’s Up?”
‘Todo mundo que nasceu em 1990 foi influenciado por essa música. Refrão grudento demais, quebrada pro falsete de eriçar os pelos da nuca. Escrita por Linda Perry.’

Enya“Orinoco Flow”
‘Essa é uma obra-prima da World Music. Melodia e arranjo hipnóticas. Parabéns para Enya.’

Frank Sinatra“My Way”
‘Essa música foi traduzida do francês pelo grande Paul Anka. Tudo é perfeito nesse arranjo cantando pelo Frank Sinatra. E é dessas canções que exemplificam perfeitamente um pensamento e uma sensação universal.’