5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Luciano Portela, baixista da Penhasco e O Apátrida

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Luciano Portela, baixista nas bandas Penhasco e O Apátrida.
Luciano Portela, baixista nas bandas Penhasco e O Apátrida.

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje o convidado é Luciano Portela, baixista nas bandas Penhasco e O Apátrida.

Odair José“Não Me Venda Grilos”

“O Odair é um cantor popular, muitos cismam em chama-lo de brega. Eu mesmo antes de conhecê-lo cometia esse erro. Falo que ele é muito mais do que isso depois que ouvi em uma de suas entrevistas que ele se considera um cronista musical. Da sua discografia eu particularmente indico um dos discos que nem é tão falado, a Ópera Rock conceitual ‘O Filho de José e Maria’ lançado em 1977, onde o cantor conta a história de Jesus Cristo. Disco e músicas perfeitas”.

Wanderley Cardoso“Células Mortas”

“O conheci fuçando nos discos da minha mãe, a princípio era pra mim mais um cantor da jovem guarda porém com um vozeirão que não se vê por aí. Como sempre procuro discos pelo Centro, descobri por acaso um dele chamado ‘Renascer’ de 1971, onde se percebe uma guinada na sua carreira. Ele sai da Jovem Guarda e cai para o soul, em grande estilo”.

Alípio Martins“Vem Me Amar”

“De Alagoas e conhecido como o Rei do Carimbó. Considero Alípio um cantor que consegue vincular boas composições e muito bom humor. Letras de duplo sentido com mudanças fonéticas (“Oh! Darcy”. Leia isso em voz alta e pense com o que se parece). Muito conhecido até no meio underground depois que o Merda fez um cover da música Piranha. Dele eu indico um disco da década de 80 chamado “Vem Me Amar”. A canção homônima é maravilhosa”.

José Augusto“Eu Quero Apenas Carinho”

“Um cantor fora de série e que quase ninguém comenta tanto. Seu primeiro disco de 1973 que tem a canção de que vale ter tudo na vida tem uma mescla de Jovem Guarda com Funk e soul. Belas canções e um tom profundamente existencialista”.

Diana“Fatalidade”

“Diana é uma das cantoras que mais admiro, tenho o famoso ‘disco azul’ feito por ela nos anos 70. Nem preciso dizer o quando o revisito essa pérola. Eu a olho como a nossa Juliette Greco. Vejo nesse disco toques de Jovem Guarda mas muita, muita chanson française. É o disco que tem a famosa “Por Que Brigamos” regravada pela cantora Bárbara Eugênia recentemente. Mas desse disco eu indico a música “Fatalidade” que é um versão de outra canção italiana da qual infelizmente não me lembro agora o nome”.

T-Shirtaholic: Madonna, Keith Richards e Banda Uó

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Camiseta Banda Uó

Ela teve tantas fases quanto David Bowie e consegue manter o posto de rainha do pop mundial mesmo com tantas novas “divas” pipocando. Madonna em sua fase anos 80 em diversas fotos estampa esta camiseta da Sensorial. Who’s that girl?

Camiseta Madonna

Quanto? R$ 59,90
Como comprar? http://www.usesensorial.com.br/produtos/madonna-ae35efd0-fdb3-47c3-bb32-81acae53235a
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Quando o mundo acabar, só sobrarão ele e as baratas (e talvez o Ozzy). Keith Richards, o imortal, estampa esta camiseta da Bendita Augusta.

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Quanto? R$ 49,90
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O debochado trio de pop tecnobrega e adjacências Banda Uó ganhou uma camiseta com um visual que combina com o grupo pela Ops Camisetas.

Camiseta Banda Uó

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Músicas que você nunca desconfiou que eram apenas versões em português… mas são!

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16951402Pois é. Depois que fiz aquele post mostrando músicas que você não sabia que eram covers (algumas surpreendem até ao maior fã de música, como “Hey Joe”), continuei pesquisando. Ainda tenho algumas para publicar, mas este garimpo levou a uma nova ótica: não apenas covers, mas versões em outras línguas. E daí comecei a encontrar diversas músicas brasileiras que achei que era originais e na verdade são apenas versões.

Listei 20 das mais surpreendentes canções em português que eu realmente achei que fossem originais, mas são versões de músicas em espanhol, inglês, italiano, sueco e até RUSSO! Aposto que você também não sabia de algumas dessas:

– “Qualquer Jeito (Não Está Sendo Fácil), de Kátia (a cega) é versão de “It Should Have Been Easy”, de Bob McDill

https://www.youtube.com/watch?v=LSkg2hUIqec

Pra começar com o pé na porta, o sucesso “Qualquer Jeito”, também conhecida como “Não Está Sendo Fácil”, é uma versão de “It Should Have Been Easy”, do americano Bob McDill. Pra melhorar: a versão em português foi feita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos especialmente para Kátia!

– “Não Se Vá”, de Jane e Herondy, é versão de “Du Gehst Fort”, de Adam & Eve

Essa aqui é praticamente uma versão brasileira literal do vídeo, se você reparar. O casal, as expressões, tudo.

– “Quatro Semanas de Amor”, de Luan e Vanessa, é versão de “Sealed With a Kiss”, de Peter Udell e Gary Geld

A dupla fez uma música que dominou o mundo. “Sealed With a Kiss” recebeu diversas covers desde seu primeiro lançamento, em 1960, pelos The Four Voices. São mais de 20 versões, entre elas a de Luan e Vanessa, que fez muito sucesso no Brasil, em 1990.

– “Eva”, do Rádio Táxi, é versão de “Eva”, de Umberto Tozzi

A pequena Eva do Rádio Táxi, que depois foi regravada com grande sucesso pela Banda Eva de Ivete Sangalo… bem, a pequena Eva é uma ragazza italiana escrita por Umberto Tozzi em 1982!

– “Lobo Mau”, de Roberto Carlos, é versão de “The Wanderer, de Dion and The Belmonts

Tá, grande parte das músicas da chamada Jovem Guarda eram versões de músicas internacionais, especialmente do rock inglês que despontava no começo dos anos 60. “Lobo Mau”, no caso, é uma versão de “The Wanderer”.

– “Meu Sangue Ferve Por Você”, de Sidney Magal, é versão de “Oh Cuanto Te Amo”, de Sabu

Lembra desse clipe em que Sidney Magal canta um de seus maiores sucessos e está a cara de Paul Stanley nos anos 80? Então, o grande sucesso de Magal não é dele. É uma versão do argentino Sabu.

– “Charlie Brown”, de Benito di Paula, é versão de “Charlie Brown”, de Birgitta Wollgård & Salut

Quem diria que o amigo Charlie Brown de Benito di Paula e seu sambão jóia vinha direto da Suécia, hein? Birgitta Wollgård & Salut falaram do dono do Snoopy em 1972 em uma versão mais ~animadinha~ que a do bigodudo brasileiro. (*correção: o amigo Ricardo Schott me avisou que a versão original é do Benito, e os suecos que fizeram uma versão. Então nesse caso é ao contrário!)

– “Vou de Táxi”, da Angélica, é versão de “Joe Le Taxi”, de Vanessa Paradis

Pela janela do quarto, Angélica ouvia a buzina de Vanessa Paradis, que gravou “Joe Le Táxi” em francês em 1987. Aliás, a original fala do taxista Joe, que trabalha pelas ruas de Paris. Ah, e é incrível ver como encaixaram o “cê sabe” na versão da loira do Clube da Criança.

– “Catedral”, de Zélia Duncan, é versão de “Cathedral Song”, de Tanita Tikaram

“Cathedral Song”, de Tanita Tikaram, saiu em 1989 e ganhou uma versão de muito sucesso feita por Zélia Duncan em 1994. Ah, e um álbum solo de Renato Russo unia ele cantando “Cathedral Song” com a versão de Duncan.

– “A Dor Desse Amor”, do KLB, é versão de “A Puro Dolor”, de Son By Four

Ah, vai dizer que você achava que o “vida, devolva minhas fantasias” do KLB era criação deles próprios? Ah, vá. A música é uma versão da boy band que não fez lá muito sucesso Son By Four.

– “O Amor e Poder”, de Rosana, é versão de “The Power Of Love”, de Jennifer Rush

A música que embalada o personagem Reginaldo da novela Fogo no Rabo da TV Pirata não é de Rosana. Pois é. Mas posso dizer? A versão brasileira é muito mais legal que a original de Jennifer Rush.

– “Quem de Nós Dois”, de Ana Carolina, é versão de “La Mia Storia Tra Le Dita”, de Gianluca Grignani

Cada vez que Ana Carolina foge, ela se aproxima mais de Gianluca Grignani, o autor italiano gatinho de “La Mia Storia Tra Le Dita”, que inspirou “Quem de Nós Dois”, um dos maiores sucessos da cantora.

– “Bem Que Se Quis”, de Marisa Monte, é versão de “E Po’ Che Fa”, de Pino Daniele

Eita, Itália! É de lá que vem um dos primeiros e maiores sucessos de Marisa Monte, que pegou a original de Pino Daniele, desacelerou e deixou com um embalo mais lento…

– “Fascinação”, de Elis Regina, é versão de “Fascination”, de Fermo Dante Marchetti

https://www.youtube.com/watch?v=k4flroOyPYI

Eu não imaginaria que essa incrível música de Elis Regina não era originalmente cantada por ela. Pois é, essa vem diretamente de 1904, quando era uma valsa sem letra criada por Fermo Dante Marchetti. A letra veio em 1905 por  Maurice de Féraudy, e a versão em inglês em por Dick Manning.

– “Ela Não Está Aqui”, do KLB, é versão de “I’d Love You To Want Me”, de Lobo

KLB de novo? Sim, KLB de novo. Kiko, Leandro e Bruno tiraram “Ela Não Está Aqui” de “I’d Love You To Want Me” de Lobo, que tem um penteado bem bacana.

– “Trac Trac”, dos Paralamas do Sucesso, é versão de “Track Track”, de Fito Paéz

Os Paralamas gravaram uma versão de seu amigo argentino Fito Paéz em 1991, no disco “Os Grãos”.

– “Chorando Se Foi”, do Kaoma, é versão de “Llorando Se Fue”, dos Kjarkas

Sim, a música que foi o grande sucesso da moda da lambada no Brasil e no mundo é uma versão. A versão dos Kjarkas não tem muito a ver com o que o Kaoma fez, sendo bem enraizada na Bolívia, terra natal da banda.

– “Borbulhas de Amor”, de Fagner, é versão de “Burbujas de Amor”, de Juan Luis Guerra

https://www.youtube.com/watch?v=d0D3Y4MQBbI

O bolerão de Fagner passando a noite em claro dentro de ti é uma versão de Juan Luis Guerra. Meio parecidona, se formos ver, quase uma tradução literal, fora um “ai ai ai ai ai ai ai” que a original tinha e Fagner tesourou.

– “Ritmo de Festa”, de Sílvio Santos, é versão de “Ritmo de La Noche”, do The Sacados

As listas de covers e versões sempre vão terminar com Sílvio Santos? Não sei. Mas, novamente, Senor Abravanel aparece com seu maior hit nos anos 90, uma versão da banda de dance music The Sacados (hehehe), de 1990.

25 celebridades que (infelizmente) lançaram discos e (felizmente) você nunca ficou sabendo

Todo mundo acha que sabe cantar. Afinal, o chuveiro tá aí pra democratizar a cantoria, e lá todo mundo acha que é o novo Frank Sinatra ou a nova Etta James. É natural, divertido e todo mundo faz. Só que existe um porém: algumas pessoas são celebridades. E as celebridades possuem duas coisas que são receita para o desastre: dinheiro sobrando e puxa-sacos que vão dizer que tudo que elas fazem é lindo.

Combinando esses fatores, acontecem os famigerados discos lançados por celebridades. Alguns são aturáveis, outros são o mais puro chorume musical, algo que faz você querer enfiar uma agulha de tricô em cada ouvido para fugir de tal tortura. Lógico que os desastres musicais são mais frequentes que os acertos. Vamos a uma pequena lista de celebridades que lançaram discos (sendo que alguns deviam ser penalizados por isso). Prepare seus saquinhos de vômito: alguns momentos são nauseantes e não devem ser ouvidos por pessoas sensíveis:

Jackie_Chan_-_The_Boy's_LifeJackie Chan – Um dos mais famosos astros dos filmes de kung-fu do mundo, Chan começou a cantar nas músicas dos créditos de seus filmes em 1980, no filme The Young Master. Desde então, Jackie lançou mais de 20 discos e 100 músicas, tendo cantado em 5 línguas diferentes. E olha, se você curte música oriental, o som não é de todo mal, não. Aliás, é bem simpático.

cd-ana-maria-braga-sou-eu-13829-MLB3282779004_102012-OAna Maria Braga – Sim, Ana Maria Braga tem um disco! Sim, é tão ruim quanto você imagina. E SIM, tem a participação do Louro José em uma música, como manda o figurino. Lançado em 2003, o disco também conta com participações vergonhosas de Fábio Jr., Zezé di Camargo e Luciano, Leonardo e Xandy. Uma bomba nuclear musical pronta para destruir seus ouvidos sem dó.

cd-celso-portiolli-e-tempo-de-alegria_MLB-F-5115244411_092013Celso Portiolli – O apresentador do Domingo Legal pós-Gugu lançou “É Tempo de Alegria” em 1998, com músicas proféticas como “Que Bom Que o Domingo Chegou” (pois é, previu sua vida de sucessor de Gugu Liberato?) e o clássico “Amizades Virtuais”, que virou um clássico da internet por contar sobre como era a vida de um ~internauta~ lá no fim dos anos 90, “eu já conheço gente de todo lugar / já fui na França, no Japão, Madagascar / é só ligar na rede para viajar”.

Bruce-Willis-The-Return-Of-Bru-205504Bruce Willis – O disco “The Return of Bruno” (e a gente nem sabia que o tal Bruno tinha ido pra algum lugar) saiu em 1987 pela Motown (SIM, você leu direito) e traz Bruce Willis, o eterno John McClane, cantando R&B e  blues junto com artistas do cacife de Booker T. Jones, Ruth Pointer e The Temptations. Com companhia como essas, é lógico que o som não é de todo mal, até que dá pra ouvir sem reclamar. A versão oitentona pra “Secret Agent Man” é impagável:

511iwJ0umULJoe Pesci – Tá, o disco não é exatamente de Joe Pesci, mas a voz é dele, então é o que conta, certo? O álbum é assinado como Vincent LaGuardia Gambini, seu personagem no filme “My Cousin Vinny”, filme que rendeu um Oscar à Marisa Tomei. Bom, “Vincent LaGuardia Gambini Sings Just For You” é um disco com standards cheios de palavrões com a peculiar voz de Pesci. Aliás, antes de ser ator, Pesci era cantor. Sério!

cd-marilia-gabriela-perdida-de-amor-14391-MLB3127250164_092012-OMarília GabrielaMarília Gabriela tem três discos lançados: dois auto-intitulados (de 1982 e 1984, respectivamente) e “Perdida de Amor”, lançado em 2002. E olha, pra falar a verdade, é bem bacaninha. Ela sabe como controlar a voz pra não fugir da sua zona de conforto e aposta em músicas mais calmas que sustentam sua voz rouca. Até que rola, especialmente nas bossas novas.

6671042g1Roberto Justus – Algum amigo inconsequente de Roberto Justus o chamou para cantar como convidado em seu show. Aí, segundo o release, “a brincadeira virou coisa séria” (ai não) e Justus fez o CD “Just Between Us”, em tiragem limitada, que virou o “Só Entre Nós” em 2007, sendo vendido em grande escala. Justus quer pagar de crooner em versões de coisas como “Perhaps Love” e uma “Something” que com certeza fez George Harrison se revirar em piruetas sem fim dentro de seu caixão.

dado-pra-voce-W320Dado Dolabella – O disco que fez a grande treta encarniçada entre Dado Dolabella e João Gordo acontecer na Mtv e nos mostrou que Dolabella não batia bem da bolla. “Dado Pra Você” (que Gordo chamou de “Dando Pra Você”). “O repertório do disco apresenta algumas letras com boas doses de romantismo”, diz a Wikipedia. O maior sucesso é “Vem Ni Mim”, que entrou na trilha da novela “Senhora do Destino” e recentemente na estampa de camisetas infantis da marca de Luciano Huck. O disco? Bom, o que você espera de Dado Dolabella?

TheFuturist-DowneyRobert Downey Jr.“The Futurist” saiu em 2004, alguns anos antes de Downey Jr. ficar conhecido como o Homem de Ferro. O disco conta com músicas autorais e dois covers: “Smile”, de Charles Chaplin (que Downey interpretou no cinema, aliás) e “Your Move / Give Peace A Chance Medley”, primeira parte de “I’ve Seen All Good People” do Yes. Não é ruim não, pra falar a verdade. O cara sabe cantar e manda bem, sem ficar inventando firulas. Usa bem sua voz, especialmente nas músicas que escreveu.

418QSDCZN5LAmy Jo Johnson – Sim, a eterna Power Ranger cor de rosa e paixão platônica de muitos adolescentes da década de 90 lançou seu disquinho. Aliás, três disquinhos: The Trans-American Treatment (2001), Imperfect (2005) e Never Broken (2013).  O som da moça é algo entre o rock e o folk. Não é de todo ruim, é inclusive simpático, viu.

mefazumcarinhoGilberto Barros – O Leão que surgiu na TV aberta pra substituir Ratinho na Record tem vários discos. Sim, ele tem mais de um disco gravado, e todos são igualmente… bizarros. A capa de “Me Faz Um Carinho” é constrangedora. O rugir do líder do Sabadaço não é menos esdrúxulo. Uma das músicas que mais ficou famosa na ~internet~ é “Acorrentado Em Você”, que mostra bem o que o Leão faz em sua carreira musical.

David-Hasselhoff-Night-Rocker-384536David Hasselhoff – Além de correr por anos ao lado de mulheres peitudas de maiô vermelho em Baywatch (ou S.O.S. Malibu, se você assistia na Globo) e andar na Super Máquina, David Hasselhoff também canta. Bom, pelo menos ele tenta; o Hoff tem 17 discos lançados com músicas que chegaram a atingir o topo das paradas na Áustria, Alemanha e Suíça. É mole ou quer mais?

2013-1-21-william_shatner_the_transformed_manWilliam Shatner – O eterno Capitão Kirk de Star Trek tem uma carreira musical que… bem, é nada menos do que bizarra. Seus discos são algo entre o spoken word e a poesia, e mesmo as covers de músicas conhecidas são transformadas em atuação vocal por Shatner. Ele tem cinco discos e dois ao vivo, além de uma compilação de sucessos junto com Leonard Nimoy, o eterno Spock (que também lançou discos), falecido recentemente.

mzi.miawfndz.600x600-75Paris Hilton – É, a patricinha mais conhecida do mundo também enveredou pelo caminho da música e… bom, vou ter que confessar um guilty pleasure aqui: eu gosto muito de “Stars Are Blind”, música de seu disco “Paris”, de 2006. Tô nem aí: acho um reggaezinho muito simpático, divertido e bem produzido. Foda-se.

http://www.youtube.com/watch?v=zi-FIrmfw2E

aliMuhammad Ali – Existem dois discos de Muhammad Ali: um como Cassius Clay, “I Am The Greatest”, lançado em 1963, é um spoken word, com a curiosidade de quem em vez de as faixas aparecerem como “tracks” no disco, aparecem como “rounds”. E aí entramos no terreno bizarro do segundo disco, já como Ali: em 1976 saía “The Adventures Of Ali And His Gang Vs. Mr. Tooth Decay”, um disco que é quase uma ópera-rock sobre… escovar os dentes e o combate às cáries. É sério.

compacto-silvio-santos-13945-MLB161959209_2353-OSílvio Santos – Ma oe! Você já sabia que o patrão lançou muitos discos, vai. Segundo o site oficial, são 33 discos, entre compactos e discos completos, contendo as famosas marchinhas que todo mundo conhece, sempre exaltando a alegria e o duplo sentido que todo mundo gosta (como “Tem pipoca branca / Tem pipoca colorida / Pipoca bem pequena / E pipoca bem comprida / Vem cá meu bem / Que coisa louca / É colocar pipoca / Na sua boca!”) A pipa do vovô não sobe mais, mas as marchinhas continuam de pé.

Sergio Mallandro - (1986) Sergio MallandroSérgio Mallandro – RÁ! Esse aqui você conhece bem. Pois é, Serginho Mallandro gravou discos para crianças e adultos. Sua música “Vem Fazer Glu Glu” é uma pérola da música trash (eu, por exemplo, sei a letra inteirinha) e sua versão para “Farofa-fa” também é incrível. Foram por volta de 10 discos, sendo que Mallandro também gravou (PASMEM!) músicas sérias. Como… “Devolva-me”, com Aracy de Almeida. Tô falando sério:

Jennifer_Love_Hewitt_cd_coverJennifer Love Hewitt – A mocinha que foi a paixão adolescente de muito marmanjo por aí (sim, eu já falei isso da Amy Jo Johnson, mas se aplica aqui também) tem quatro discos lançados: “Love Songs”, em 1992, “Let’s Go Bang”, em 1995, “Jennifer Love Hewitt”, em 1996 e “Barenaked”, em 2002. O som é aquele pop padrão bem produzido com voz feminina. Nada genial, mas nada vergonhoso, também.

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Steven Seagal – Além de ser ator e mestre do aikido, Steven Seagal também toca guitarra. Ele mostra suas habilidades nos discos “Songs From the Crystal Cave” (com participações de Tony Rebel, Lt. Stichie, Lady SawStevie Wonder) e “Mojo Priest”, de 2006.

days-like-these-306x304Jeff Daniels – Você deve lembrar dele como o Harry de “Débi & Lóide”, fazendo uma dupla inesquecível com Jim Carrey. Ou talvez de seu premiado papel principal que lhe rendeu prêmios em “The Newsroom”. Bom, Jeff lançou seis discos em sua carreira, e surpreendentemente, não são nada a ruins. Me parece que ele lança de maneira despretensiosa e as músicas refletem isso.

Eddie-Murphy-Party-All-The-Time-Album-CoverEddie Murphy – Eddie Murphy conseguiu inclusive um certo sucesso com seus discos, sendo que rolou até uma parceria com Michael Jackson em “Whatzupwitu”, de 1993. Lógico que existem momentos escrotíferos, entre eles seu primeiro single, que carrega o famigerado nome “Boogie On Your Butt”.

91RqbaFk3ZL._SL1494_Clint Eastwood – Ele atua. Ele dirige. Ele ganha Oscars. E, aparentemente, ele também canta. Em 1962, Eastwood lançou “Clint Eastwood Sings Cowboy’s Favorites”, disco em que dá um tostão de sua voz à clássicos das trilhas sonoras de westerns.

7020431g1Maguila – Se Muhammad Ali pode fazer um disco inteiro sobre o combate às cáries, porque Maguila não pode lançar um de sambão? Tá certo que dicção não é um dos melhores atributos do boxeador, mas e daí? “Vida de Campeão” saiu em 2009 e contém covers de sambas de raiz e a música que dá título ao disco, baseada na vida do ex-boxeador brasileiro.

2937188024Susana Vieira – Não vou falar sobre esse pois não tenho paciência para quem está começando no mundo da música.

Azulao_cdAzulão – Vai dizer que você não lembra do Azulão? O ex-ajudante de palco do programa Ratinho Livre, da Record, tinha um hit trash chamado “Solta o Azulão”. Até aí, tudo bem, era uma brincadeira do programa, sem problemas. Mas aí lançaram um disco do senhor, com nada menos que DUAS versões da musiquinha. Haja saco.

Toda música internacional tem uma versão forró. Acredite, todas as músicas DO MUNDO.

Banda Calcinha Preta
Banda Calcinha Preta

Ah, o forró. Já se transformou tanto desde que surgiu e originou tantas grandes canções que já virou patrimônio histórico brasileiro. Se você é ouvinte da Rádio Imprensa FM, conhece artistas como ForróBoys, Zezo, Boka Molhada e Mala100Alça, habitueés de casas como o Kibexiga Shows, na praça 14 Bis.

As versões brasileiras para músicas internacionais são comuns, mas o forró é hours concours em fazer uma cover própria de quase todas as músicas do mundo.

Sério: ninguém escapa. De Kelly Clarkson a Nirvana, de Evanescence a Angra, de U2 a Badfinger, todos já ganharam lindas versões em que a letra original normalmente é sumariamente ignorada, dando lugar a um lamento de amor, uma declaração apaixonada ou uma ode festiva. Aliás, eu espero ansiosamente pelo dia em que eles descobrirem o emo (as letras já vem prontinhas) e o pop punk. Uma versão para “Stay Together For The Kids” do Blink-182 seria algo inesquecível. Que tal “Ficar Juntos Pela Família”?

Uma das que mais faz versões é a Calcinha Preta. O grupo já criou mais de 25 versões para músicas de artistas internacionais.  “É um mercado interessante para o estilo da Calcinha Preta. Como a banda não faz sem ser autorizada, a gente tem várias versões não-gravadas”, diz Eulina Dória, produtora do grupo, para o jornal Diário de Pernambuco. Além das músicas presentes na lista logo abaixo, a banda já fez sua versão para Bruno Mars, Scorpions, Celine Dion, Fergie, Michael Jackson, Kansas, Westlife, Rihanna, Cindy Lauper e muitos outros.

Separei algumas das melhores pra vocês. Existem MUITO mais versões disponíveis por aí, é só procurar. Se você gosta de alguma música em inglês, pode ter certeza que o pessoal do forró já fez ou está fazendo uma versão pra ela. Faça uma playlist e afaste os móveis pro arrasta pé!

Natalie Imbruglia“Torn”
virou
Aviões do Forró“Blá Blá Blá”

Kelly Clarkson“Because of You”
virou
Forró Anjo Azul“Meu Anjo Azul”

Daniel Powter“Bad Day”
virou
Desejo de Menina“Me Chame Meu Bem”

4 Non Blondes“What’s Up”
virou
Sabor de Mulher“Eu Sei”

Angra“Bleeding Heart”
virou
Calcinha Preta“Agora Estou Sofrendo”

U2“Pride (In The Name Of Love)”
virou
Mulheres Perdidas“E Porque Te Amo”

Bon Jovi“I’ll Be There For You”
virou
Banda Aveloz“Não Me Diga Adeus”

Guns and Roses“November Rain”
virou
Venenos do Forró“Chuva de Novembro”

Skid Row“I Remember You”
virou
Mulheres Perdidas“Salve O Nosso Amor”

Kiss“Forever”
virou
Amor e Malícia“Pra Sempre”

Badfinger“Without You”
virou
Calcinha Preta“Paulinha”

Evanescence“My Immortal”
virou
Noda de Caju“Meu Mundo Sem Você”

Nirvana“Come As You Are”
virou
Forró Estourado“Liga o Som”

Europe“Final Countdown”
virou
Forró Corpo de Mulher“Te Amo Pra Sempre”

Pink Floyd“Wish You Were Here”
virou
Banda Quero Mais“Ciclone”

Daft Punk“Get Lucky”
virou
Forró Zanzibar“Eu Sou Mais Eu”

A-ha“Take On Me”
virou
Sabor de Mulher“Vem Pra Mim”

Madonna“Like a Prayer”
virou
Lagosta Bronzeada“Telefona-me”

Britney Spears“Toxic”
virou
Forró na Veia“Dona do Prazer”

Hoobastank“The Reason”
virou
Forró Balancear“Não Dá Mais Meu Bem”

Os sons mais fuderengos das trilhas de Hermes e Renato

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Hermes-e-renato

Se você é fã do grupo Hermes e Renato, sabe que eles sempre manjaram muito bem como fazer uma sketch ficar ainda melhor utilizando trilhas sonoras incríveis e pepitas de ouro garimpadas com muito afinco. Desde o começo do grupo, Fausto Fanti já gravava seus vídeos caseiros com os amigos usando músicas variadas tocadas em um radinho para serem a trilha sonora.

Do brega ao funk melody, do samba rock ao eletropop oitentista, as trilhas de Hermes e Renato sempre tiveram grandes momentos. Vamos relembrar agora alguns dos sons que marcaram as sketches da dupla de arrombados. Ah, e se você tá esperando algo do Massacration ou Coração Melão na lista, você paga comédia, seu proxeneta!


Erlon Chaves e sua Banda Veneno – Eu Também Quero Mocotó

Nas cenas da dupla Hermes e Renato, a trilha invariavelmente era brasileira, puxada para o samba rock, funk ou o fino do brega. Neste caso, “Eu Também Quero Mocotó”, música de Jorge Ben que foi apresentada pela banda no V FIC, onde ficou em sexto lugar e foi apresentada por quarenta pessoas (vinte homens e vinte mulheres), além da Banda Veneno.


Jean Beauvoir – Feel The Heat

A trilha de “Stallone Cobra” (1986) serviu como música-tema para Ralph Romero, personagem de Fausto Fanti na primeira novela do grupo, “O Proxeneta”. Inesquecível ver Ralph mostrando toda sua malemolência em casa, no escritório e na academia ao som de “Feel the Heat”.


Undercover – Baker Street

Esta ficou clássica na sketch “O Padre Gato”, com Fausto Fanti interpretando o Justin Timberlake de batinas fazendo o clássico solo de saxofone da cover de Gerry Rafferty feita pelo Undercover nos anos 90. A música também serviu como tema para o mágico picareta Rojangel, personagem de Fanti em vídeos exclusivos para o Youtube.


Linear – Sending All My Love

Esta foi a base para “Janie’s On My Mind”, música que estoura no mundo inteiro na voz de Joselito na sketch em que o personagem fica famoso depois de cantar durante uma balada. Também aparece em outra sketch em que Joselito é vendedor de cachorro-quente. “Maionese, ketchup, mostarda, chumbinho, pedra…”


Kishore Kumar – Samne Yeh Kaun Aaya

Nada mais do que a trilha para as indescritíveis danças do bailarino Juan Soarez, personagem clássico dos primeiros anos de Hermes e Renato. Inesquecível a cena de Juan Soarez dançando em volta de um prato de macarronada.


Eumir Deodato – Super Strut

A trilha das sketches de Hermes e Renato sempre remetia aos anos 70 e à pornochanchada brasileira, daí a enxurrada de palavrões, atuações canastronas e diálogos com gírias idosas. Esta música demonstra bem o clima das sketches da dupla de sevandijas.


Parliament – Give Up The Funk (Tear The Roof Off The Sucker)

“Se você sempre teve vontade de fazer isso, mas nunca teve coragem… vote em mim, ó… aqui!
Para presidente, vote Joselito! 12345678910 – PSN – Partido dos Sem Noção


Clube do Balanço – Muito Incrementado

Esta é um clássico do Hermes e Renato. Quem curtia os enredos simples e curtos da dupla junto com Jandira e a “bicha” Ney nos primeiros quadros do grupo deve lembrar do “muuuuuuito incrementado”.


Tony Damito – Gut Gut

“Gut Gut” aparece na sketch de pouco mais de um minuto de Hermes e Renato onde eles roubam em um jogo de baralho. A única fala do quadro é “filha da puta”. Assim, legal.


 

Ceasefire vs. Deadly Avenger – Evel Knievel

A música de abertura dos quadros e do programa Hermes e Renato continha sample de “Money Runner” de Quincy Jones e grudava na cabeça em instantes. A música foi (e ainda é) o tema clássico do quinteto.

*agradecimentos infinitos a Mel Toledo e o pessoal do grupo Hermes e Renato do Facebook, sem os quais este post não seria possível. 🙂

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pablo, “Porque Homem Não Chora” e outras sofrências

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No final de 2014, entrou em ação a famosa ~sofrência~ criada por Pablo do Arrocha com seu sucesso “Porque Homem Não Chora”. Depois de seu lançamento, surgiram diversos vídeos sobre o potencial que a canção citada tem em fazer qualquer um desabar em lágrimas acompanhando a voz do romântico Pablo pedindo para que sua companheira não implore, porque, afinal, homem não chora (CHORA SIM, SEU COVARDE!).

A dor de cotovelo, agora convertida em “sofrência”, faz com que qualquer um que se arrisque a ouvir a canção de Pablo não se aguente e chore, seja ele adulto, criança, cachorro ou até papagaio. Sim, o cantor de arrocha fez muitos deixarem as lágrimas rolarem, mas ele não é o primeiro. Vamos a alguns outros que também podem ser considerados hits da “sofrência”


 

Sofrência 1. Amado BatistaO Fruto do Nosso Amor

Esta aqui é um verdadeiro hino da sofrência. A história fala de um casal que é feliz e cheio de amor. A moça engravida, e Amado fica contente e ainda mais apaixonado. Porém, o destino é cruel, e pela vidraça da sala de cirurgia, ele assiste impotente enquanto sua amada esposa morre sem poder se despedir, sem ao menos deixar para ele o fruto de seu amor. É de cortar os pulsos. 🙁


 

Sofrência 2. Barros de AlencarPrometemos Não Chorar

“Prometemos Não Chorar” já começa com uma moça se esvaindo em lágrimas e soluçando loucamente. Afinal, Barros de Alencar a chamou para tomar um café e terminar o relacionamento. Porém, Barros é um cuzão de marca maior, e deixa tudo ainda mais doloroso para a garota, relembrando como eles se conheceram e falando pérolas como “cuidado, o garçom está vindo aí, os outros estão olhando” e “o seu café está esfriando”. Baita filho da puta.


 

Sofrência 3. Legião UrbanaVento No Litoral

Ah, a depressão. Não sei se Renato Russo tinha parado de ouvir Smiths e ido pro The Cure ou o que quer que tenha sido que o levou a escrever esta pérola da deprê. Já falaram que esta música é sobre um ex-namorado do cantor, que havia falecido, mas também existem diversas versões pra quem inspirou essa dor de cotovelo toda. Ah, e também tentam explicar o que diabos os cavalos marinhos fazem ali no final da letra.


 

Sofrência 4. Johnny CashHurt

A canção do Nine Inch Nails virou propriedade do homem de preto assim que ele a gravou, em 2002. “O que eu me tornei, meu querido amigo? Todos que conheço vão embora no final…” Se você levar em consideração que Cash gravou esta lá pro fim de sua vida, já debilitado (mas mantendo o incrível vozeirão) e ainda assistir o clipe, gravado depois da morte de sua amada June Carter e fazendo uma retrospectiva da vida do cantor… vai ser difícil segurar as lágrimas. Ô sofrência!


 

Sofrência 5 – R.E.M.Everybody Hurts

Esta aqui é difícil de ouvir sem chorar como um bebê. Eu mal consigo ouvir a introdução, inclusive (taí a dica, Pablo, dá uma ouvida!). Gravada em Automatic for the People, de 1992, a música te oferece um ombro amigo, dizendo que todo mundo sofre às vezes, todo mundo chora… Totalmente contradizendo Pablo. Homem chora sim, seu covarde. Todo mundo chora.