Caio Moura prepara seu primeiro EP calcado na música negra brasileira, “Coração Balança”

Caio Moura

O cantor, compositor e dançarino Caio Moura prepara um trabalho que transpira música negra. Com seu timbre característico e voz potente, ele lançará em breve seu primeiro disco, “Coração Balança”, com influências de funk, soul, MPB, samba e rock, tudo com muito balanço e suíngue.

Sua carreira começou como parte do coral da escola onde fazia o ensino fundamental. Após isso, fez o teste para ingressar no Coro Juvenil da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, onde trabalhou o canto erudito e se aprofundou mais na técnica vocal. Entrando na faculdade, montou a banda ZumBlack, misturando música brasileira com diversos outros ritmos.

O disco “Coração Balança” é produzido por João Guilherme, músico, compositor e filho da grande sambista Yara Rocha. O álbum conta com músicas que trazem em seu DNA muitas características do samba rock, samba e black music. Além disso, Caio já está começando a trabalhar em novas músicas, em um novo projeto rebuscando músicas regionais e locais, principalmente da periferia.

– Me fala um pouco mais do seu trabalho que está prestes a sair!

Meu trabalho chama “Coração Balança”, onde nas músicas falo de amor em várias formas, com muito swing que a música negra traz.

– Seu foco é principalmente a música negra? Como você definiria seu som?

Sim, pois a música negra permeia todos outros estilos musicais. Defino meu som como “Música Negra Brasileira” (risos).

– Quais as suas maiores influências musicais?

Minhas maiores influências são o samba, samba rock, soul music, black music internacional e a MPB.
Tenho como referência o Tim Maia, Seu Jorge, Djavan, Pedro Mariano, Michael Jackson, Stevie Wonder, Wilson Simonal, Simoninha, Gregory Porter, Walmir Borges, entre outros.

– E como foi a gravação desse disco?

O processo de gravação de meu disco foi bem moroso. Decidi gravar meu disco em 2014, quando fui passar o Reveillon no Rio. Foi tipo pular as 7 ondas e desejar que acontecesse no ano que estava entrando (risos). Logo quando voltei pra São Paulo, liguei para o João Guilherme, músico cantor, produtor musical e filho da grande sambista paulista Yara Rocha, acertamos todos os detalhes e começamos a produzir. Tive a sorte de ganhar a gravação através de um projeto que a Converse Rubber Tracks tinha aqui em São Paulo no Estúdio Family Mob, do baterista Jean Dolabella, ex baterista do Sepultura. Na Family Mob, pude fazer a captação das bases do meu disco. A captação das vozes foi feita no estúdio AMG do Marcelo Rodrigues, a mixagem e masterização também.

– E como foi o processo de composição dele?

O processo de composição dele foi através de parcerias com amigos que tive no passado, com o próprio produtor do meu disco e algumas canções que tinha com bandas que pertenci ao longo da minha carreira.

Caio Moura

– E como você começou sua carreira?

Comecei com 11 anos de idade, no Coral da Escola Marcílio Dias com a professora Léa Gomes Moratelli, escola onde fiz meu ensino fundamental. Devo minha vida artística a esta professora. Logo quando saí do ensino fundamental, pensei em parar de cantar pois via apenas como um hobby, mas meses depois minha tia me avisou sobre um teste que haveria no Coro Juvenil da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Me inscrevi, fiz o teste, passei e aí sim tive a certeza que queria ser cantor. Passei dois anos no coro e sair por conta que tinha que trabalhar , já tinha alcançado a maior idade. Nesse meio tempo entrei para um coral gospel chamado Projeto Afirma, foi quando me apresentaram a black music norte americana, a partir dali que pude firmar a minha característica de canto que utilizo. Fiquei dois anos no gospel e saí por questões ideológicas e de crenças. Anos depois, ingressei na Universidade Zumbi dos Palmares e já no primeiro ano, formei a Banda ZumBlack, com Fábricio Máximo e Moacyr Garrido, tocamos muita música preta naquela época e me ajudou bastante a definir meu estilo. Nesse tempo também fiz parte do coral da universidade. Junto com esse período universitário, comecei a trabalhar na Escola Técnica de Artes e aí foi um divisor de águas na minha vida pois conheci muita gente que contribuiu e contribui no meu trabalho até hoje. Me formei em Técnico em Canto na escola e partir daí comecei a dar andamento ao meu trabalho solo.

– Como você vê a cena independente?

Eu vejo a cena independente muito rica e com uma grande diversidade, tem muita coisa boa na rua mas acho que a galera devia ter um cuidado maior com os trabalhos apresentado.

– Quais os seus próximos passos musicalmente?

Em breve lançarei um single do disco e um clipe, o lançamento oficial do disco seria em dezembro mas vou lançar em março de 2018.

– Recomende bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

Camila Brasil, Jota Pê, Indy Naíse, Luedji Luna, Nina Oliveira, James Bantu, Ursso e Bruna Black.


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