Blue Lips lança a pós-punk “Tracy” como primeiro single do disco “Dancing by the Cliff”

Blue Lips lança a pós-punk “Tracy” como primeiro single do disco “Dancing by the Cliff”

28 de agosto de 2019 1 Por João Pedro Ramos

Fruto de uma jam muito bem sucedida e formada oficialmente na cidade de Florianópolis em 2018, a banda Blue Lips é composta por Emanuella Cividini (voz), Alexandre Palácio (baixo), Matheus Boaventura (bateria) e Paulo Henrique (guitarra). O recém-lançado single “Tracy” é o primeiro aperitivo do álbum “Dancing by the Cliff”, com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2019. Na música, dá pra sentir as influências de pós-punk correndo pelas veias do quarteto, além de pitadas de rock alternativo noventista. A banda cita entre suas maiores influências bandas como PJ Harvey, Dead Weather, L7, Warpaint, The Kills, Sonic Youth The Shorts, entre outras.

Desde seu início no ano passado, a banda se apresentou em diversas casas reconhecidas da cena musical florianopolitana e fizeram uma participação na edição 2018/2019 do Festival Revirada Bruxólica. Quanto ao disco que vem por aí, Alexandre diz que “as músicas transitam entre vários gêneros e influências, mas podem aguardar por bastante intensidade e um pouco de loucura”.

Ouça o single “Tracy”:

– Conta mais sobre este single que vocês acabam de lançar!

Cara, “Tracy” é uma música que tem essa levada de baixo meio post punk, que já dá um ar meio sombrio mas que fica pulsando e batendo o tempo inteiro e a guitarra vai acompanhando e lá pro final da uma estourada bem intensa. A parte lírica foca nessa questão do cotidiano e um jeito de se livrar dessa mesmice mas sei cair no buraco, saca? Mas de forma subjetiva e sempre conservando um sentido aberto pra várias interpretações.

– Como foi a composição dela? Quem é Tracy?

O Alê (baixista) veio com a linha de baixo e fomos trabalhando o instrumental em cima. A Manu (vocal) compõe as letras e geralmente ela coloca personagens que representam na música as questões tratadas. No caso de “Tracy” ela é uma pequena garota, mas grande por dentro, que tenta encontrar seus caminhos!

– A música fará parte de um EP ou álbum? O que estão preparando?

Ela é o primeiro single do álbum “Dancing by the Cliff”, que é resultado de um ano compondo juntos. E até o final do ano ele tá saindo!

Blue Lips

– O que podemos esperar neste álbum?

Cara, como temos esse processo de composição em que cada um chega com uma ideia e vamos trabalhando em cima, as musicas transitam entre vários gêneros e influências. Mas podem aguardar por bastante intensidade e um pouco de loucura.

– Quais as principais influências do som da banda?

Não é uma pergunta fácil (risos). Cada um vem de uma escola, eu sempre toquei mais blues e rock n’ roll, o Alê vem mais do post rock, a Manu curte muito a PJ Harvey e outras cantoras fodas. Se fosse pra dar um nome diria que tocamos um rock alternativo com pitadas dos 80´s e 90´s.

– Como a banda começou?

A gente se conheceu em uma jam session na casa de um amigo, o Diogo. Dai tava aquele clima de jam, galera tocando nos instrumentos trocados e etc… Então do nada a Manu começou a cantar, eu e o Alê nos olhamos com aquela cara, “Caralho, que foda!”. Na semana seguinte marcamos um ensaio e depois não paramos.

– E o nome da banda, como surgiu?

Veio com o tempo, a gente já tava fazendo um som mas não tinha nome. Daí pintou uma data e o pessoal tinha que colocar algo no cartaz. Trocamos uma ideia e gostamos da sonoridade, e também que junta o azul que é melancólico com uma parte do corpo que é vida.

– Quem vocês citariam como bandas que inspiram o som da Blue Lips?

PJ Harvey, Dead Weather, L7, Warpaint, The Kills, Sonic Youth, The Shorts, que seria mais de musicalidade, né, até Garbage entra aí. E tem também as bandas que não soam parecidas, mas que são daqui de Floripa e a gente gosta muito e tem muito carinho, como Muñoz e Menage.

– Como anda a cena independente aí na região?

Independente é aquele papo né, pessoal tem que fazer acontecer, estar sempre se puxando e se ajudando, e isso posso dizer que aqui vejo bastante. Tem muita gente fazendo música boa e de vários estilos, e também sempre bandas novas boas aparecendo.

– Recomende bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

Os já acima citados Muñoz e Menage daqui de Floripa… John Filme, Red Mess, Stolen Byrds, Disaster Cities, Frakenchrist, Mais Valia, Aminoácido, Florcadáver…Rapaz, tem tanta boa rolando por aí, viu! (Risos) Ah! Como fui esquecer do Carolino! Coloca ele também!