Barão Vermelho lança primeiro álbum de inéditas em 15 anos, “Viva”, e marca o reinício em sua terceira geração

Barão Vermelho lança primeiro álbum de inéditas em 15 anos, “Viva”, e marca o reinício em sua terceira geração

20 de agosto de 2019 0 Por Vinicius Kdalm

Capa do álbum “Viva”, o décimo quarto álbum de estúdio da banda Barão Vermelho

“E eu não quero nem saber/A vida é curta pra viver/Não tenho tempo a perder/A vida é curta pra viver/Por quem só pensa em te fuder!”, nos versos da música “Vai Ser Melhor Assim”, Rodrigo Suricato já mostra – com um rock de primeira – pra que veio como novo frontman de uma banda que já teve Frejat e Cazuza nos vocais e que está a mais de 37 anos na estrada.

Com um álbum feito para comemorar a vida, o álbum “Viva” começa com a parceria entre Barão Vermelho e o rapper BK na música “Eu Nunca Estou Só” que mistura blues com rap em um som com um refrão chiclete, mas que possui o DNA do Barão Vermelho e já de cara nos mostra que há similaridades boas entre a voz de Rodrigo Suricato com a voz de Roberto Frejat.

A segunda música, “Por Onde Eu For”, escrita por Maurício Barros e Rodrigo Suricato, já flerta mais com o pop, mas mantém o pop rock característico da banda, com um ótimo arranjo e uma letra que consegue trazer uma boa mensagem.

“Jeito” de Maurício Barros, traz um pouco do folk rock característico da banda anterior do frontman, a Suricato, com uma letra que, ao mesmo tempo que expressa a ideia de diversidade, apresenta um sentimento bom de amor próprio.

A sequência de músicas “Tudo Por Nós 2” , “Um Dia Igual Ao Outro” e “Vai Ser Melhor Assim” aumenta o peso do álbum com músicas que trazem uma pegada forte, um pouco de stoner rock, além de na faixa “Um Dia Igual Ao Outro”, Rodrigo Suricato faz uma crítica pesada a situações atuais do país e do mundo, apresentando um ponto de vista político, enquanto “Vai Ser Melhor Assim” parece um grito à liberdade.

A música “Castelos” é um rock mais próximo do folk, mas que remeteu um pouco ao álbum anterior da banda, enquanto “Pra Não Te Perder”, também mais acústica, possui a participação da cantora Letrux, para fechar o álbum com chave de ouro.

O álbum ainda também possui o single previamente lançado “A Solidão Te Engole Vivo”, uma balada rock que nos mostra como a chegada de Rodrigo Suricato veio para renovar o Barão e que sim, há Barão Vermelho sem Frejat igual houve Barão Vermelho sem Cazuza.

Com “Viva”, o Barão Vermelho nos traz um grito pela vida, é um pedido por um mundo melhor, com mudanças, e com Rodrigo Suricato nos vocais e na guitarra, a banda só tem a ganhar com suas composições e com o instrumental. As nove músicas desse novo disco comprovam que o Barão se renova cada vez mais e mostra que o rock brasileiro ainda está mais do que vivo.

Ouça: