Tupi Nambha: renovando o Tribal Metal

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Muitas vezes observamos bandas de metal da nossa cena partindo para canções em inglês, visando um mercado estrangeiro maior em busca do estrangeiro. E o que podemos pensar ao escutar uma banda cantando em tupi antigo?

Marcos Loiola (vocal) e Rogério Delevedove (guitarra) trazem a banda de Tribal Metal Tupi Nambha ao cenário com uma riqueza enorme de cultura em apenas um EP. Buscando resgatar a “língua mãe de nossa terra” e contando histórias em ritmo de Metal Tribal que, aos meus ouvidos, me leva mentalmente a um ritual tupi. O duo trouxe um disco fundamental, divisor de águas ao meu ver, pois até então não percebo outra banda que traga músicas bem ritmizadas, sem gutural e enquadrando super bem a língua com o instrumental. Bandas como Arandu Arakuaa, Tamuya Thrash Tribe e Voodoopriest, dentre outros, com certeza estão a mais tempo em atividade e tenho total conhecimento e respeito por estes mestres do gênero, e com certeza a Tupi Nambha chega junto com um EP muito bem elaborado e respeitoso a cultura.

Apresento um bom destaque para a faixa que abre o disco, a “Invasão Alienígena” que traz bem elaborado em resumo tudo aquilo que eu tenha digitado até aqui, e demonstra uma influência muito boa de Metallica, dentre outras.

Convidamos aos amigos para conhecerem mais sobre a banda em uma grande entrevista no programa Metal Etílico, domingo, a partir das 21h pelo www.mutantemecanica.com ou acompanhe pela page do Facebook, afinal, o programa vai ao ar em 9 emissoras: https://www.facebook.com/metaletilico/

 

Banda Revolução fala de corrupção e referencia Bob Dylan em novo videoclipe

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Em seus shows eles já se autointitularam como “a banda mais pobre da cidade”. Todavia, os mineiros da Revolução estão se tornando é a banda que mais trabalha na cidade. E trabalhos de valor, diga-se de passagem. O novo vídeo do grupo faz referência ao clássico vídeo “Subterranean Homesick Blues” de Bob Dylan. Com uma de suas mais engajadas canções, “Milagre do Céu”, o grupo faz o seu protesto contra o cenário de corrupção e impunidade que vemos no Brasil.

No vídeo há imagens de cenas dos protestos que movimentaram o país em junho de 2013. De acordo com o vocalista da banda, Johnny Kiff, a mobilização popular vista naqueles dias foi importante. “Por alguns dias eu acreditei que o país estava no rumos de uma profunda transformação, mas hoje vemos todos que lutavam juntos divididos”, conta.

Outra curiosidade do vídeo é a citação ao pensador francês Jean-Jacques Rousseau em um dos versos da música: “Os frutos são de todos, a terra não é de ninguém”. O pensador defendia que se esse principio fosse levado em consideração muitas guerras e misérias teriam sido evitadas.

Banda gaúcha SAGA disponibiliza novo single e clipe, “Paz y Amor”

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A banda gaúcha da cidade de Julio de Castilhos SAGA retorna a atividade com seu mais novo single “Paz y Amor”, marcando seu trabalho autoral com sua característica de Hard Rock super influenciada por bandas como Reação em Cadeia e Rosa Tattooada.

O grupo, liderado por Mario Dotto (vocal) contou com uma super produção e um grande show de lançamento da nova música coroado com videoclipe lançado no YouTube, tendo o talento da produção musical de Henrique Spiazzy e a produção áudio visual de VJ Cabrera.

Banda mineira Revolução lança novo hino nacional com vídeo inspirado no Queen

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O Brasil é um país repleto de polêmicas em sua vida política e social. E os políticos de Brasília vivem dando motivos de revolta para os cidadãos. Nesse clima de insatisfação, e com muita ironia, a banda Revolução resolveu reescrever o hino nacional, de um modo mais honesto. A canção “Hino Brasileiro Sincero” é a principal música do EP “O Mito da Alegria Tropical” e mescla ritmos e poesia para cantar a realidade do país.

O videoclipe foi dirigido pela banda e contou com imagens do DVD Ao Vivo, gravado recentemente no Centro Cultural Venda Nova, em Belo Horizonte, atualmente em fase de mixagem. O vídeo homenageou a banda Queen em uma de suas mais emblemáticas músicas, “Bohemian Rhapsody”.

Veja o vídeo:

Velha Cortesã anuncia em EP: bem vindos ao “Show do Mundo”

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Velha Cortesã
Velha Cortesã

Lançado no ano de 2016, o EP “O Show do Mundo” da banda gaúcha Velha Cortesã possui cinco faixas de puro rock alternativo e sem medo de expor suas influências musicais e belas composições do dia-a-dia.

Logo de início o disco se apresenta interessante, com a composição “Adelaide”, que usa até um saxofone de participação especial do musico Luís Silva na sua composição instrumental. A sonoridade deste casa muito bem com o som dos outros instrumentos, dando à musica uma harmonia competente. A letra trata de uma moça, creio que apenas um nome referente ao dia a dia de muito brasileiro. Sendo assim se inicia o “show do mundo”.

Logo na faixa seguinte, “Velho Soldado”, a situação muda um pouco e essa segunda música já possui uma personalidade com maior energia e potência, sendo assim, o som se destaca mesmo é nos solos de guitarra, mostrando aí os bons atributos que a banda possui no quesito instrumental. As outras duas faixas do EP, “A Fuga do Gato” e “Nostalgia” possuem a mesma linha das canções anteriores, sendo “Nostalgia” a melhor do álbum inteiro. Dona de uma poesia lindíssima, essa quarta faixa é a composição que realmente se destaca, não só no EP, mas também no cenário como um todo. A faixa “Show do Mundo” encerra o EP com uma harmonia acústica tendo a presença de um violão 12 cordas e mantendo a textura leve do trabalho.

Em “O Show do Mundo” pode-se notar um grande esforço ao buscar relatar essa temática do cotidiano da banda e algumas sonoridades. Creio que este seja um bom EP de estréia, tendo letras marcantes e que relatam o dia-a-dia de universitários e pessoas da sociedade que posso citar claramente serem santa-marienses, a final, a banda é de tal cidade. Um belo registro que conta com assinatura de Leo Mayer na produção, mixagem e masterização do trabalho, um ótimo nome da cena com grandes referencias.

“Discriminado”, novo EP do Triturador: em 2017, o resgate do thrash em português

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Triturador
Triturador

Lançado em 2017, o EP “Discriminado” da banda Triturador mostra um resgate do thrash metal feito em português. Com cinco faixas, o disco mostra também um pouco de influências do crossover, que podem ser percebidas em diversos trechos das músicas como a faixa-título. Fundada em 2015, a banda santamariense de thrash metal declara toda a sua paixão pelo gênero nesta nova produção, que claramente possui várias influências de grandes nomes do thrash, ao mesmo tempo em que tenta procurar seu próprio espaço no rock gaúcho.

Começando pela a primeira faixa do EP, a música instrumental “Holocausto”, a banda pretende deixar bem claro a que veio. A música começa com uma parede de percussão e vai encorpando logo quando os riffs de guitarra se juntam à bateria, aumentando cada vez mais o ritmo e se tornando bastante imponente. A segunda faixa, “Discriminado”, possui basicamente a mesma estrutura inicial com uso de bateria em sua introdução e crescendo com guitarra e baixo. Somos apresentados a uma composição que destaca problemas sociais observáveis cotidianamente em nossa realidade, mostrando assim a temática que permeia todas as faixas do EP.

A verdade é que a banda, na maior parte do tempo, consegue imprimir sua identidade nesse novo trabalho, criando sua própria estrutura de harmonia instrumental e se mantendo coerente a ela. As letras das músicas também fazem a diferença: os compositores em nenhum momento aparentam estarem querendo pisar em ovos ou serem eufemísticos em suas poesias, com seus pensamentos e visões de mundo bastante claras e audíveis nas canções, transparecendo toda a energia do trabalho e também do thrash metal que a Triturador representa.

Um olhar mais atento revela um pequeno problema: a voz não muito grave de seu vocalista Gabriel causa certo estranhamento para os meus ouvidos para o gênero. A sensação de que falta “força” na voz se torna evidente no decorrer do EP. Vale ressaltar que o vocalista não é um mau cantor, sua articulação e boa pronúncia das palavras não permite que algo assim seja dito. O que está em jogo é a característica de sua voz, que a priori não aparenta ser a mais adequada e comum no cenário thrash.

“Discriminado” é um bom EP, que traça uma linha característica de trabalho e a segue do início ao fim. Apesar de certos estranhamentos causados pelo vocal, a banda está longe de afastar seu público por pequenos defeitos. Para os fãs de thrash, tanto a banda quanto o novo trabalho se tornam um grande achado, pois depois de curtir quase tudo do novo EP, confesso que se instalou em mim um gostinho de “quero mais”.

Uma exposição de letras para a vida permeiam “Algo a Zelar” (2017) da Arde Rock

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Arde Rock
Arde Rock

Arde Rock, banda de Santa Maria fundada no ano de 2008, lançou recentemente seu álbum “Algo a Zelar”, que possui doze faixas e uma temática mais positiva e motivacional, com letras que pretendem impactar o público com pensamentos de resiliência e coragem.

A banda, formada por Killermano, Simone Sattes e Thomás Martins, imprime características de gêneros como hard rock, pop rock, pop e heavy metal em seu som. A mistura de influências, junto com uma temática presente em todas as composições, ajuda a banda a criar uma identidade própria nesse novo trabalho, o que é algo sempre bem vindo no cenário atual. Todas as canções parecem fazer parte de um todo, como se o álbum fosse uma exposição de artes plásticas e as obras que adentram esta exposição estão lá para fazer parte da mensagem a ser transmitida.

Entre as melhoras canções estão “Intuição”, “Pareidolia”, “Estrada” e “Algo a Zelar”, que dá nome ao álbum. Outro fator que faz denotar a qualidade da banda e de seu novo trabalho são as vozes de seus vocalistas e o bom uso dos instrumentos: toda essa questão técnica está bem alinhada e favorece muito na construção das composições. A guitarra-base está bastante adequada, a alternância entre os dois vocalistas e suas boas vozes também concedem qualidade às canções, mostrando assim todo o potencial da Arde Rock.

Quanto aos problemas do trabalho, há alguns a serem destacados. A verdade é que ao tentar sempre impor essa temática de superação e resiliência nas letras das músicas, muitas acabam ficando muito parecidas e sem personalidade. Aquela sensação de “ouvi uma música, ouvi todas” se encontra bastante presente, na minha percepção de ouvinte. Outro problema recorrente é o tempo de duração de algumas músicas, principalmente a primeira (“Intuição”) e a última (“Algo a Zelar”), que possuem 6 e 7 minutos de duração respectivamente. O problema não é o tempo em si, mas a repetição de vários trechos, dando a ideia de que a música poderia acabar bem antes do que realmente acaba. Por vários momentos me peguei pensando “a canção poderia acabar neste momento”, o que sempre é um problema.

“Algo a Zelar” é um álbum com uma temática interessante, que se mantêm coerente a essa temática e que possui algumas composições fortes. Sua produção e gravação, tem um método de som mais “cru”, mais próximo do “ao vivo”, o que é um risco tomado pela banda e que deixa o som com um ambiente mais próximo do ouvinte. Um álbum de boa qualidade do agora, trio santa-mariense que sempre está com o pé na estrada batalhando na cena gaúcha.