Arde Rock faz a releitura de um grande clássico dos anos 80 para começar 2018

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A banda santa-mariense Arde Rock começa o ano de 2018 com uma bela releitura. Os músicos trazem um clássico do rock oitentista para seus instrumentos, a faixa “Dangerous” presente no álbum “Algo a Zelar”, lançado no ano anterior. A música original tem como compositor Per Hakan Gessle e originalmente foi gravada pelo Roxette em 1988.

O grupo busca trabalhar na divulgação de seu mais recente álbum, tendo o lançamento de seu site e conquistas expressivas nas colocações de melhores do ano pelos sites especializados do rock underground.

Rock N’Nova 2017 vai sacudir o Shopping Estação, em BH, nos dias 14 e 15 de dezembro

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Unir boa música ao conforto e praticidade do teatro em um shopping center: essa é a proposta da segunda edição do Rock N’Nova. O festival acontece mais uma vez na Estação Cultural, localizado no Shopping Estação, região norte de Belo Horizonte. Este ano oito bandas se apresentam nos dias 14 e 15 de dezembro, a partir das 19h45.

A sonoridade vai agradar quem gosta de rock, pop rock, e música alternativa. Os grupos veteranos do festival, Sociedade Crua e Revolução, juntam-se aos estreantes no evento: Studio Zero, The Plus 09, Karbono, Mundo Virtual, Banda LIV e Jonathan Eler. Todas as bandas têm vínculos com a zona norte de Belo Horizonte, especialmente com a regional Venda Nova.

Os ingressos em breve estarão à venda no sympla e na bilheteria do local. Conheça mais do som das bandas que subirão ao palco:

Quinta, 14 de dezembro, 19h45
– StudioZero Ontheroad
– The plus09​
– Banda Karbono​
– Revolução​
Ingressos

https://www.sympla.com.br/rock-nnova-2017__205543

Sexta, 15 de dezembro, 19h45
– Banda LIV​
– Banda Sociedade Crua​
– Jonathan Eler​
– Banda Mundo Virtual​
Ingressos

https://www.sympla.com.br/rock-nnova-2017__205548

Veja um pouco do show da banda Revolução na edição 2016

O Estação Cultural tem a proposta de descentralizar o consumo de cultura na capital mineira e oferecer peças a baixo custo. A Campanha de Popularização do Teatro e da Dança desde 2015 é uma das atrações do teatro. Para garantir a qualidade das peças apresentadas, a produção artística do Estação Cultural é assinada pelo produtor e ator Thiago Comédia, um dos principais nomes do humor em Minas Gerais.

Festival Rock N’Nova 2017
Dias 14 e 15/12, a partir das 20h
Local: Shopping Estação: Av. Cristiano Machado, 11833 – Venda Nova,
Belo Horizonte. Estação Cultural (Piso L3 – em frente à Renner).
Classificação: Livre
Valor do Ingresso: R$10,00

5 programas do underground que apoiam a cena do rock e metal independente

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Hoje venho destacar e mostrar como a mídia independente vem crescendo cada vez mais, merecendo sua atenção e talvez, sua indicação para amigos e bandas que procuram subir na cena underground. Com estes programas jamais poderemos falar que o Rock N’ Roll morreu pois você sempre estará atualizado nas novidades de qualidade! Então leia agora 5 programas no formato rádio ou vídeo.

1- Heavy Metal Onlinehttps://www.facebook.com/heavymetalonline.br/

Começo destacando o programa que eu acompanho a mais tempo e que dedica 100% de seu conteúdo a bandas de peso do nosso país. Clinger Carlos Teixeira comanda este belo programa que está completando 5 anos de atividade e que vêm levantando uma mescla especial entre documentários realistas sobre nosso cenário e edições de programas com quadros dedicados a cena de peso. O programa já esteve no grande festival alemão Wacken Open Air e tem todo o suporte para você indicar sua banda e aparecer na telinha de peso do You Tube.

2- A Hora do Canibalhttps://www.facebook.com/groups/HoraDoCanibal

9 anos de programa, mais de 300 edições abraçando o underground. Ivan Gomes faz a graça desta super comunicação distribuindo só o fino do underground. O interessante é que ele mescla o rock com edições especiais, agregando bandas de todo o mundo. Aqui o rock underground tem seu espaço e muito bem recepcionado. Passei recentemente a escutar o programa e a cada edição se torna tudo muito especial pois podemos sentir sua dedicação e conhecimento desta cultura. O programa vai ao ar a meia noite, toda a segunda-feira pela Mutante Rádio, hora especial de executar um ritual do canibal vegetariano.

https://www.podomatic.com/podcasts/ahoradocanibal

3- Arte Extremahttps://www.facebook.com/programaarteextrema

Dois fãs do som extremo, cada um com seu blog, se reúnem para detonar e mostrar o melhor do underground nacional em um programa de vídeo. O mais bacana disso tudo, é que o programa está voltando com uma nova temporada, mas seguindo na sua característica de programa cru e pesado.

4- Rock Masterhttps://www.facebook.com/rockmasterbh666/

Um dos programas mais completos em estrutura na minha opinião, o Rock Master é comandado por Daniel Seabra e grandes amigos que entendem do gênero. De Minas Gerais o programa tem belo espaço que sempre apoia as bandas nacionais e conta com várias emissoras que distribuem o programa por todo o Brasil. Contam inclusive com um site onde você faz seu pedido ou indica sua banda. Você confere novas edições toda terça-feira e quinta-feira.

5 – Metal Etílicohttps://www.facebook.com/metaletilico

Não poderia deixar de citar o meu filho. Há dois anos venho numa diversão espalhando o underground mesclado ao mainstream com edições no rádio e em vídeo. São mais de 10 emissoras e em 2018 chegamos a 3 anos de atividade com fortes novidades. O programa é dominical tendo seu início ás 21h e se extende pelas demais emissoras.

Tenho muito a agradecer a galera que movimenta esta cena e apoia um ao outro, isso torna esta matéria especial. Citei aqui um pouco, pois tenho conhecimento de muitos outros programas e comunicadores que se divertem e espalham a boa música!

Tupi Nambha: renovando o Tribal Metal

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Muitas vezes observamos bandas de metal da nossa cena partindo para canções em inglês, visando um mercado estrangeiro maior em busca do estrangeiro. E o que podemos pensar ao escutar uma banda cantando em tupi antigo?

Marcos Loiola (vocal) e Rogério Delevedove (guitarra) trazem a banda de Tribal Metal Tupi Nambha ao cenário com uma riqueza enorme de cultura em apenas um EP. Buscando resgatar a “língua mãe de nossa terra” e contando histórias em ritmo de Metal Tribal que, aos meus ouvidos, me leva mentalmente a um ritual tupi. O duo trouxe um disco fundamental, divisor de águas ao meu ver, pois até então não percebo outra banda que traga músicas bem ritmizadas, sem gutural e enquadrando super bem a língua com o instrumental. Bandas como Arandu Arakuaa, Tamuya Thrash Tribe e Voodoopriest, dentre outros, com certeza estão a mais tempo em atividade e tenho total conhecimento e respeito por estes mestres do gênero, e com certeza a Tupi Nambha chega junto com um EP muito bem elaborado e respeitoso a cultura.

Apresento um bom destaque para a faixa que abre o disco, a “Invasão Alienígena” que traz bem elaborado em resumo tudo aquilo que eu tenha digitado até aqui, e demonstra uma influência muito boa de Metallica, dentre outras.

Convidamos aos amigos para conhecerem mais sobre a banda em uma grande entrevista no programa Metal Etílico, domingo, a partir das 21h pelo www.mutantemecanica.com ou acompanhe pela page do Facebook, afinal, o programa vai ao ar em 9 emissoras: https://www.facebook.com/metaletilico/

 

Banda Revolução fala de corrupção e referencia Bob Dylan em novo videoclipe

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Em seus shows eles já se autointitularam como “a banda mais pobre da cidade”. Todavia, os mineiros da Revolução estão se tornando é a banda que mais trabalha na cidade. E trabalhos de valor, diga-se de passagem. O novo vídeo do grupo faz referência ao clássico vídeo “Subterranean Homesick Blues” de Bob Dylan. Com uma de suas mais engajadas canções, “Milagre do Céu”, o grupo faz o seu protesto contra o cenário de corrupção e impunidade que vemos no Brasil.

No vídeo há imagens de cenas dos protestos que movimentaram o país em junho de 2013. De acordo com o vocalista da banda, Johnny Kiff, a mobilização popular vista naqueles dias foi importante. “Por alguns dias eu acreditei que o país estava no rumos de uma profunda transformação, mas hoje vemos todos que lutavam juntos divididos”, conta.

Outra curiosidade do vídeo é a citação ao pensador francês Jean-Jacques Rousseau em um dos versos da música: “Os frutos são de todos, a terra não é de ninguém”. O pensador defendia que se esse principio fosse levado em consideração muitas guerras e misérias teriam sido evitadas.

Banda gaúcha SAGA disponibiliza novo single e clipe, “Paz y Amor”

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A banda gaúcha da cidade de Julio de Castilhos SAGA retorna a atividade com seu mais novo single “Paz y Amor”, marcando seu trabalho autoral com sua característica de Hard Rock super influenciada por bandas como Reação em Cadeia e Rosa Tattooada.

O grupo, liderado por Mario Dotto (vocal) contou com uma super produção e um grande show de lançamento da nova música coroado com videoclipe lançado no YouTube, tendo o talento da produção musical de Henrique Spiazzy e a produção áudio visual de VJ Cabrera.

Banda mineira Revolução lança novo hino nacional com vídeo inspirado no Queen

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O Brasil é um país repleto de polêmicas em sua vida política e social. E os políticos de Brasília vivem dando motivos de revolta para os cidadãos. Nesse clima de insatisfação, e com muita ironia, a banda Revolução resolveu reescrever o hino nacional, de um modo mais honesto. A canção “Hino Brasileiro Sincero” é a principal música do EP “O Mito da Alegria Tropical” e mescla ritmos e poesia para cantar a realidade do país.

O videoclipe foi dirigido pela banda e contou com imagens do DVD Ao Vivo, gravado recentemente no Centro Cultural Venda Nova, em Belo Horizonte, atualmente em fase de mixagem. O vídeo homenageou a banda Queen em uma de suas mais emblemáticas músicas, “Bohemian Rhapsody”.

Veja o vídeo:

Velha Cortesã anuncia em EP: bem vindos ao “Show do Mundo”

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Velha Cortesã
Velha Cortesã

Lançado no ano de 2016, o EP “O Show do Mundo” da banda gaúcha Velha Cortesã possui cinco faixas de puro rock alternativo e sem medo de expor suas influências musicais e belas composições do dia-a-dia.

Logo de início o disco se apresenta interessante, com a composição “Adelaide”, que usa até um saxofone de participação especial do musico Luís Silva na sua composição instrumental. A sonoridade deste casa muito bem com o som dos outros instrumentos, dando à musica uma harmonia competente. A letra trata de uma moça, creio que apenas um nome referente ao dia a dia de muito brasileiro. Sendo assim se inicia o “show do mundo”.

Logo na faixa seguinte, “Velho Soldado”, a situação muda um pouco e essa segunda música já possui uma personalidade com maior energia e potência, sendo assim, o som se destaca mesmo é nos solos de guitarra, mostrando aí os bons atributos que a banda possui no quesito instrumental. As outras duas faixas do EP, “A Fuga do Gato” e “Nostalgia” possuem a mesma linha das canções anteriores, sendo “Nostalgia” a melhor do álbum inteiro. Dona de uma poesia lindíssima, essa quarta faixa é a composição que realmente se destaca, não só no EP, mas também no cenário como um todo. A faixa “Show do Mundo” encerra o EP com uma harmonia acústica tendo a presença de um violão 12 cordas e mantendo a textura leve do trabalho.

Em “O Show do Mundo” pode-se notar um grande esforço ao buscar relatar essa temática do cotidiano da banda e algumas sonoridades. Creio que este seja um bom EP de estréia, tendo letras marcantes e que relatam o dia-a-dia de universitários e pessoas da sociedade que posso citar claramente serem santa-marienses, a final, a banda é de tal cidade. Um belo registro que conta com assinatura de Leo Mayer na produção, mixagem e masterização do trabalho, um ótimo nome da cena com grandes referencias.

“Discriminado”, novo EP do Triturador: em 2017, o resgate do thrash em português

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Triturador
Triturador

Lançado em 2017, o EP “Discriminado” da banda Triturador mostra um resgate do thrash metal feito em português. Com cinco faixas, o disco mostra também um pouco de influências do crossover, que podem ser percebidas em diversos trechos das músicas como a faixa-título. Fundada em 2015, a banda santamariense de thrash metal declara toda a sua paixão pelo gênero nesta nova produção, que claramente possui várias influências de grandes nomes do thrash, ao mesmo tempo em que tenta procurar seu próprio espaço no rock gaúcho.

Começando pela a primeira faixa do EP, a música instrumental “Holocausto”, a banda pretende deixar bem claro a que veio. A música começa com uma parede de percussão e vai encorpando logo quando os riffs de guitarra se juntam à bateria, aumentando cada vez mais o ritmo e se tornando bastante imponente. A segunda faixa, “Discriminado”, possui basicamente a mesma estrutura inicial com uso de bateria em sua introdução e crescendo com guitarra e baixo. Somos apresentados a uma composição que destaca problemas sociais observáveis cotidianamente em nossa realidade, mostrando assim a temática que permeia todas as faixas do EP.

A verdade é que a banda, na maior parte do tempo, consegue imprimir sua identidade nesse novo trabalho, criando sua própria estrutura de harmonia instrumental e se mantendo coerente a ela. As letras das músicas também fazem a diferença: os compositores em nenhum momento aparentam estarem querendo pisar em ovos ou serem eufemísticos em suas poesias, com seus pensamentos e visões de mundo bastante claras e audíveis nas canções, transparecendo toda a energia do trabalho e também do thrash metal que a Triturador representa.

Um olhar mais atento revela um pequeno problema: a voz não muito grave de seu vocalista Gabriel causa certo estranhamento para os meus ouvidos para o gênero. A sensação de que falta “força” na voz se torna evidente no decorrer do EP. Vale ressaltar que o vocalista não é um mau cantor, sua articulação e boa pronúncia das palavras não permite que algo assim seja dito. O que está em jogo é a característica de sua voz, que a priori não aparenta ser a mais adequada e comum no cenário thrash.

“Discriminado” é um bom EP, que traça uma linha característica de trabalho e a segue do início ao fim. Apesar de certos estranhamentos causados pelo vocal, a banda está longe de afastar seu público por pequenos defeitos. Para os fãs de thrash, tanto a banda quanto o novo trabalho se tornam um grande achado, pois depois de curtir quase tudo do novo EP, confesso que se instalou em mim um gostinho de “quero mais”.

Uma exposição de letras para a vida permeiam “Algo a Zelar” (2017) da Arde Rock

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Arde Rock
Arde Rock

Arde Rock, banda de Santa Maria fundada no ano de 2008, lançou recentemente seu álbum “Algo a Zelar”, que possui doze faixas e uma temática mais positiva e motivacional, com letras que pretendem impactar o público com pensamentos de resiliência e coragem.

A banda, formada por Killermano, Simone Sattes e Thomás Martins, imprime características de gêneros como hard rock, pop rock, pop e heavy metal em seu som. A mistura de influências, junto com uma temática presente em todas as composições, ajuda a banda a criar uma identidade própria nesse novo trabalho, o que é algo sempre bem vindo no cenário atual. Todas as canções parecem fazer parte de um todo, como se o álbum fosse uma exposição de artes plásticas e as obras que adentram esta exposição estão lá para fazer parte da mensagem a ser transmitida.

Entre as melhoras canções estão “Intuição”, “Pareidolia”, “Estrada” e “Algo a Zelar”, que dá nome ao álbum. Outro fator que faz denotar a qualidade da banda e de seu novo trabalho são as vozes de seus vocalistas e o bom uso dos instrumentos: toda essa questão técnica está bem alinhada e favorece muito na construção das composições. A guitarra-base está bastante adequada, a alternância entre os dois vocalistas e suas boas vozes também concedem qualidade às canções, mostrando assim todo o potencial da Arde Rock.

Quanto aos problemas do trabalho, há alguns a serem destacados. A verdade é que ao tentar sempre impor essa temática de superação e resiliência nas letras das músicas, muitas acabam ficando muito parecidas e sem personalidade. Aquela sensação de “ouvi uma música, ouvi todas” se encontra bastante presente, na minha percepção de ouvinte. Outro problema recorrente é o tempo de duração de algumas músicas, principalmente a primeira (“Intuição”) e a última (“Algo a Zelar”), que possuem 6 e 7 minutos de duração respectivamente. O problema não é o tempo em si, mas a repetição de vários trechos, dando a ideia de que a música poderia acabar bem antes do que realmente acaba. Por vários momentos me peguei pensando “a canção poderia acabar neste momento”, o que sempre é um problema.

“Algo a Zelar” é um álbum com uma temática interessante, que se mantêm coerente a essa temática e que possui algumas composições fortes. Sua produção e gravação, tem um método de som mais “cru”, mais próximo do “ao vivo”, o que é um risco tomado pela banda e que deixa o som com um ambiente mais próximo do ouvinte. Um álbum de boa qualidade do agora, trio santa-mariense que sempre está com o pé na estrada batalhando na cena gaúcha.