5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo pela cantora Samara Noronha

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Samara Noronha
Samara Noronha

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, a convidada é a cantora e compositora Samara Noronha!

Aurora“Murder Song”
“Essa menina tem uma presença fortíssima, sensacional! Eu a conheci por uma performance com apenas voz e um rapaz a acompanhando no violão no canal NPR Music. A versão oficial é fantástica também!”

Pomplamoose“Happy/Get Lucky”
“O que duas pessoas com uma super criatividade conseguem fazer, não?! Tudo que eles produzem é super legal!”

Eric Silver“Bridges, Friends and Brothers”
“Misture James Taylor com Phil Collins e você obtém um Eric Silver! Quão incrível pode ser isso? (risos) Um dos artistas mais incríveis e completos que já tive o prazer de conhecer. Este disco é fantástico do início ao fim! Tem músicas inéditas e versões em inglês de alguns famosos clássicos da música brasileira. Recomendadíssimo!”

Huaska“Samba de Preto”
“Esses caras misturam bossa nova e samba com rock pesado. Sensacional! Não é à toa que nada menos que a grande Elza Soares se apaixonou e gravou uma música com eles! Recomendo o disco inteiro!”

Supercordas“Seres Verdes ao Redor”
“Excelente disco de 2006, um rock rural feito com primor! Foi minha fiel companhia no ano de 2008!”

15 discos de mashups que são verdadeiras obras-primas musicais

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Um mashup, também conhecido como mesh, mash up, mash-up, blend, bootleg e bastard pop, é uma música criada a partir da mistura de duas ou mais canções já existentes, normalmente usando o vocal de uma em cima do instrumental de outra, para que se combinem e criem algo novo. Esse tipo de criação ficou famosa no começo dos anos 2000, com a mistura de Christina Aguilera e The Strokes “A Stroke Of Genius”, que unia “Genie In A Bottle” e “Hard To Explain” e trazia à luz algo totalmente novo, unindo o rock garageiro com o pop plastificado. A partir daí os mashups tomaram o mundo, chegando até à grande mídia com discos como “Collision Course”, que unia Jay Z e Linkin Park, e o espetáculo “Love”, do Cirque du Soleil, com um grande mashup da obra dos Beatles.

Existem diversos discos completos usando o mashup como base, e alguns são verdadeiras obras-primas. Selecionei 15 deles:

Team Teamwork“Ocarina of Rhyme”

Misturar Dr. Dre, Mike Jones, Jay Z, Clipse e outros rappers renomados com a trilha sonora de Zelda é algo que só uma mente genial e divertida conseguiria fazer. Lançado em 2009, o disco é ótimo mesmo para quem não é fã da saga de Link.

DJ Danger Mouse“The Grey Album”

Hoje em dia o Danger Mouse é um reconhecido produtor e fez trabalhos como o último disco dos Red Hot Chili Peppers, “The Getaway”, do ano passado. Em 2004, no auge dos mashups, ele caía de boca unindo o disco “The Black Album” do Jay Z com o clássico “The White Album” dos Beatles, resultando no premiado “The Grey Album”. A junção de faixas como “What More Can I Say” com “While My Guitar Gently Weeps” são impecáveis.

Alex Hodowanec“Yeezer”

O estudante da Universidade de Ohio Alex Hodowanec se inspirou no “Grey Album” pra criar “Yeezer”, com 10 faixa que unem Kanye West com Weezer de uma forma nunca antes imaginada. “A primeira música que trabalhei foi misturando ‘Through The Wire’ do Kanye com ‘Beverly Hills’. Assim que essa fechou, eu pensei ‘já que fiz esse, melhor fazer mais nove, certo?'” Hoje em dia é incrivelmente difícil de achar para baixar ou assistir mesmo no Youtube.

Wugazi“13 Chambers”

Inacreditavelmente, este disco de 2011 consegue unir com perfeição os raps do Wu Tang Clan com o hardcore do Fugazi. Faixas como “Sleep Rules Everyything Around Me” são sensacionais.

Dean Gray “American Edit”

Em novembro de 2005 o Dean Gray (uma piadinha com um anagrama de Green Day) foi lançado, misturando o disco de 2003 que levou o trio de punk rock de volta aos topos das paradas com tudo o que você pode imaginar. Lógico que deu rolo com a gravadora, que fez questão de tirar do ar o disco. A faixa “Boulevard Of Broken Songs”, misturando Green Day com Oasis, chegou a ser um semi-hit.

The Kleptones“A Night At The Hip Hopera”

Misturando a música do Queen com rap e muitos trechos de filmes como “Curtindo A Vida Adoidado”, “A Night At The Hip Hopera”, de 2004, foi banido pela Hollywood Records, é claro, pelo uso de seus samples. Dá pra ouvir no Soundcloud:

Fela Soul“Amerigo Gazaway”

“Fela Soul” é, além de um ótimo trocadilho, uma união incrível. Fela Kuti com certeza é uma influência no De La Soul, então fazer essa mistura era praticamente algo natural. Ainda bem que aconteceu.

Otaku Gang“Life After Death Star”

Criado pelo rapper Richie Branson e o produtor Solar Slim, o disco reune as clássicas músicas de John Williams para a saga Star Wars com os versos pesados do Notorious B.I.G.

DJ BC“The Beastles”

Quem diria que o quarteto de Liverpool soaria tão bem quando misturado com o trio de Nova Iorque, hein? O “The Beastles” criado pelo DJ BC já tem três discos completos que misturam Beastie Boys com Beatles de forma maestral.

The Kleptones“Yoshimi Battle the Hip Hop Robots”

Uma improvável colisão entre o Flaming Lips com vários rappers e o resultado é “Yoshimi Battle The Hip Hop Robots”. Aliás, improvável na época, já que hoje em dia uma das maiores colaboradoras da banda é a super improvável Miley Cyrus.

DJ Max Tannone“Jaydiohead”

Radiohead e Jay-Z unidos pelo DJ Max Tannone, de Nova Iorque, também conhecido pelo seu antigo nome de guerra Minty Fresh Beats. Surpreendentemente bom.

Seanh2k11“Sadevillian”

O disco pega os raps pesados e inusitados de MF DOOM e traz toda a sensualidade da rainha do R&B Sade para dar o clima. Funciona perfeitamente bem. Confira nas sete faixas do álbum:

Coins“Daft Science”

O DJ e produtor de Toronto Coins ficou dois anos preparando o disco que mistura as rimas certeiras dos Beastie Boys com samples de tudo que o Daft Punk já fez. “Daft Science” foi lançado em 2016 e pode ser ouvido no Bandcamp:

Wait What“Notorious XX”

O par The XX e Notorious B.I.G. pode parecer fora do comum, mas o produtor de São Francisco Wait What conseguiu fazer com que a união parecesse feita para acontecer. Lançado em 2010, “The Notorious XX” teve mais de um milhão de downloads e ganhou do The Guardian o título de “melhor disco de mashup de 2010”.

João Brasil“Big Forbidden Dance”

O DJ brasileiro que tocou até nas Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016 pega um monte de funk carioca e mistura perfeitamente com Madonna, Raimundos, The Strokes, Iron Maiden, The Offspring e muito mais. Inacreditável de tão bacana. Hoje em dia tá difícil de achar pra baixar.

Orgânica e setentista, Não Alimente Os Animais prepara seu segundo disco para o segundo semestre

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Não Alimente Os Animais

Vinda da junção de diversos projetos paralelos, a Não Alimente Os Animais surgiu em 2014 buscando fazer um som orgânico e recheado de influências do rock dos anos 70 e o groove do funk da época. Os gaúchos Alexandre Alles (teclados e voz), Felipe Magon (teclados e voz), Lucas Ceconi (bateria), Lucas Chini (baixo e voz) e Luis Fernando Alles (guitarras e voz), conterrâneos de Caxias do Sul, lançaram em agosto do ano passado seu primeiro disco, gravado em dezembro de 2015 nos estúdios da ACIT, em Caxias do Sul, em um estúdio inspirado no lendário Abbey Road, e preparam seu sucessor, que deve ser lançado no segundo semestre deste ano. “Nesse semestre também vamos lançar nosso primeiro videoclipe, também produzido pela Rayza Roveda, que fez a capa do disco homônimo”, conta Luis Fernando.

Conversei com ele sobre a carreira da banda, suas influências, o primeiro disco e sua ótima capa e a queda da cultura do álbum:

– Como a banda começou?
A banda começou em meados de 2014 quando os tecladistas Alexandre e Felipe começaram a se reunir para trocar ideias de timbres e arranjos de teclados. Eles começaram a mostrar um para o outro suas composições e dai surgiu a ideia de montar um novo grupo para compor. Em seguida entraram os dois Lucas, baixo e bateria, e por último eu me juntei à formação para tocar guitarra.

– De onde surgiu o nome da banda?
Surgiu em algum ensaio, onde provavelmente alguém fez alguma besteira ou brincadeira e outro alguém disse “não alimente os animais”. Daí ficou esse nome, mas, na verdade nós interpretamos o nome como sendo para não alimentar os atos irracionais que muitas vezes cometemos e acabam prejudicando a nós mesmos e aos outros. E como o ser humano tem muito disso, achamos que o nome encaixou bem com a proposta da banda.

– Quais suas principais influências musicais?
A banda como um todo puxou influências principalmente do rock dos anos 70 e final dos anos 60. Então a gente tem essa pegada “setentona”, onde ficam evidentes os timbres orgânicos e a espontaneidade de uma banda tocando ao vivo. Acredito que Beatles, Pink Floyd, Led Zeppelin, The Band são nomes fortes para nossas influências, mas, aliado ao rock, temos muito gosto pelo funk e soul norte-americano, e ritmos latinos e brasileiros, o que acabou influenciando também na sonoridade da banda. Nós costumamos dizer que fazemos um “rock groovado”.

– Me contem mais sobre o primeiro disco da banda.
A banda começou em meados de 2014, mas somente em agosto de 2015 começamos a nos apresentar ao vivo, então nós ficamos mais de um ano só compondo e ensaiando. Chegamos a um ponto de ter em torno de 25 músicas para trabalhar, mas dessas, somente oito foram para o primeiro disco. Foi bem difícil escolher essas faixas para o álbum, mas optamos por aquelas que estavam mais prontas e se encaixavam melhor para o conceito de lado A e lado B, como se fosse um LP. Nós gravamos as bases do disco em dezembro de 2015, de forma totalmente independente, mas do jeito que queríamos, com Hammond B3, caixa Leslie, Fender Rhodes, Piano acústico, bateria Ludwig, amplificadores valvulados… enfim, toda aquela sonoridade orgânica que almejávamos, e de forma bem espontânea, com poucos takes e overdubs. Em abril de 2016 voltamos ao estúdio para gravar as vozes e todos os arranjos que haviam faltado. Vale ressaltar a participação dos amigos Alisson Witt, na faixa “King Kong”, Marte Fros em “Um Espejo em Cada Mirada”, e as queridas Bruna Toledo e Mari Mussoi, backing vocals nas faixas “Unforgettable”, “And I Try” e “Big Guy”. Enfim, o disco foi construído de uma maneira bem participativa e amigável, com muita gente nos apoiando. O álbum saiu pelo selo Retrola, do nosso camarada Vini Lazzari, que foi quem coproduziu e mixou o disco.

Não Alimente Os Animais

– Como foi criada a capa?
A capa é obra da Rayza Roveda, uma amiga e fotógrafa muito talentosa que está conosco desde o início da banda produzindo as fotos e algumas artes. O conceito é todo dela, nós só chegamos no set, que na verdade era um galpão lá na casa do Lucas em Antônio Prado, e posamos de modelo. As máscaras também são criação dela, então o mérito é da Rayza que conseguiu criar essa capa que fechou exatamente como pensávamos, algo meio sombrio, sarcástico e divertido.

– Como anda a cena de rock gaúcha hoje em dia?
A cena no Rio Grande do Sul está boa, mas ainda em crescimento e em constante formação de público. Existem muitos artistas e bandas, mas muito mesmo, de muita qualidade, que a cada ano lançam álbuns cada vez melhores. A grande dificuldade ainda é formar um público. Existem excelentes festivais voltados para a música como o Morrostock e o Pira Rural, que trazem atrações de todo o Brasil, e acaba rolando muita troca de informação. Mas, fora desses festivais específicos, á mais difícil alcançar as pessoas. Eu diria que o Rio Grande tem quantidade e qualidade de bandas e artistas, mas falta dar aquele passo, circular, expandir seu público. Com certeza é algo que vai melhorar se depender de nós artistas e dos produtores culturais, há um grande esforço para isso. E a cena rock do Rio Grande do Sul é algo maravilhoso, com muitas novidades a cada ano, vale a pena olhar para os artistas daqui.

– Como vocês veem a atual cultura do streaming? Ela atrapalha ou ajuda?
O streaming veio para ficar e nós artistas temos que nos adaptar a isso. Veio para ajudar, pois o acesso à sua obra é muito mais fácil, e a divulgação enorme, mesmo para quem nunca ouviu falar de você, às vezes aparece em uma playlist no Spotify, por exemplo, e você acaba sendo conhecido por um público que nem te procurou (obrigado algoritmos). Veio para atrapalhar um pouquinho também, pois dificulta e muito a vendagem das mídias físicas, que bandas independentes como nós ainda precisamos.

– Vocês fizeram um disco com um conceito, começo meio e fim. A cultura do álbum ainda existe? As pessoas ainda param para ouvir um álbum de cabo a rabo? Qual a importância disso?
Pois é, isso meio que vai de contramão ao que a sociedade vive nos dias atuais, aquela coisa rápida, volátil, muita informação. Nós amamos música e acreditamos que existem muitas pessoas que pensam que nem nós, que a música não é descartável, e sim, é algo sentimental, que nos faz rir, chorar e sonhar. Então acho que precisamos desacelerar, ouvir o disco de cabo a rabo sim, pegar o LP na mão, manuseá-lo, olhar a capa e o encarte, escutar um lado, depois o outro, é quase uma terapia. A Não Alimente os Animais faz música para nós mesmos e para as pessoas que gostam de curtir a música como um todo, e não apenas um pedacinho.

Não Alimente Os Animais

– Quais os próximos passos da banda?
Nesse semestre vamos lançar nosso primeiro videoclipe, também produzido pela Rayza. Pretendemos gravar nosso segundo álbum a partir de julho, e se tudo der certo, lançá-lo ainda esse ano. Nós já temos uma assessoria de imprensa em São Paulo, que trabalhou na divulgação do primeiro disco, dando aquela semeada inicial, e partir dai pretendemos circular pelo Brasil e o que mais vier.

– Recomendem bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos.
Bom, vou começar citando nomes daqui da nossa cidade, de muita qualidade, que já tem discos gravados e vêm fazendo um belo trabalho: Cuscobayo, Catavento, Yangos, Mindgarden, Spangled Shore, Natural Dread, GrandFuria, Velho Hippie, Magabarat, Maragá, JL, Ária Trio… Enfim, são apenas alguns nomes de artistas de diversos gêneros aqui de Caxias do Sul que vem fazendo música boa. Também acho que selos independentes vêm fazendo um excelente trabalho, então vou citar alguns artistas que têm nos representado bem pelo Brasil e mundo afora, a Mahmed do RN e a Boogarins de GO são bandas independentes que já saíram do Brasil algumas vezes. Esses dias a Carne Doce, também de Goiás, tocou aqui e me encantei com o show deles. E por fim vou citar alguns nomes que assisti no último Festival Pira Rural, do qual participamos, e me chamou muita atenção pela qualidade: Quarto Sensorial, Guantánamo Groove, Solo Fértil, Kiai Grupo, Kula Jazz, Pata de Elefante, Tagore. A música brasileira é muito rica!

Sheila Cretina destila seu veneno rocker enquanto prepara seu segundo disco

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Sheila Cretina

A banda Sheila Cretina está desde 2008 na ativa misturando todo tipo de rock que possa vir a influenciar Gustavo McNair (voz e guitarra), Rodrigo Ramos (guitarra e voz), Jairo Fajersztajn (baixo e voz) e Caio Casemiro da Rocha (bateria). “Todo mundo cresceu ouvindo rock. Gustavo tá numa onda mais setentista. Caio é frito em jazz além do rock. Rodrigo é produtor de trilhas. Eu venho do punk rock, mas gosto de tudo”, explica Jairo. “Tudo que a gente ouve e gosta vira influência, então muita coisa”.

A banda lançou em 2011 seu primeiro álbum, “Vol I”, gravado no Red Mob Studio por Gianni Dias e Piettro Torchio entre 2009 e 2010 com masterização por Michael Fossenkemper, no Turtle Tone Studios, em Nova Iorque. As 7 faixas do disco mostram um pouco da mistureba rocker que a banda representa, com letras em português e a quantidade ideal de barulho para ser ouvida no último volume. Para este ano eles estão preparando o segundo trabalho, gravado no Estúdio Aurora, que deve ser lançado ainda no primeiro semestre.

Conversei com Jairo sobre a carreira da banda, o primeiro disco, a cena independente e a dicotomia da música nos tempos de internet e streaming:

– Como começou a banda?

A banda começou, se não em engano, em 2008… Estávamos na faculdade. Eu tocava com Caio (batera) desde criança e estávamos sem banda, conheci o Gustavo na facu e resolvemos montar uma, chamamos o Caio que já estava afim de tocar e começamos assim. Rodrigo entrou dois ensaios depois na segunda guitarra e assim estamos até hoje.

– De onde surgiu o nome Sheila Cretina?

O nome surgiu a partir na necessidade de uma banda ter um nome (risos). A gente precisava de um nome e Sheila Cretina veio naturalmente como se soasse como a sonoridade que fazemos.

– E o que significa?

Não tem significado. Sheila Cretina é uma banda desesperada de São Paulo, que grita em português o rock que quer ouvir.

– Quais as principais influências da banda?

Cada um tem sua linha de som, influência e inspiração A gente não se prende a rótulos ou estilos. Todo mundo gosta de rock, todo mundo cresceu ouvindo rock. Gustavo tá numa onda mais setentista. Caio é frito em jazz além do rock. Rodrigo é produtor de trilhas. Eu venho do punk rock, mas gosto de tudo. No nosso som você vai encontrar influências de Ramones, Mudhoney, Sonic Youth, Black Flag, Dead Kennedys, Nick Cave, Stooges, MC5, Led, Nirvana, Sabbath, Jards Macalé, Cólera, Humble Pie… Tudo que a gente ouve e gosta vira influência, então muita coisa.

Sheila Cretina

– Me fala um pouco mais sobre o que vocês já lançaram.

Lançar é uma novela nessa banda (risos). Temos um álbum lançado chamado “Vol. I”. Foi lançado em 2011, se não me engano. Lançamos um clipe oficial desse álbum, e um clipe ao vivo. Fizemos bastante shows por aí, divulgamos bastante esse álbum, que está quase esgotado, e agora finalmente depois de muito trabalho estamos perto de lançar o segundo álbum.

– E como é o “Vol I”? Como foi a gravação dele e o que temos no disco?

O “Vol. I” a gente gravou no extinto Estudio RedMob. Foi uma experiência bem bacana. Gianni Dias ficou a cargo da gravação, e como é nosso amigo, foi tudo muito engraçado e tranquilo de fazer. No disco tem apenas músicas autorais, todas as letras do Gustavo, cada uma de um estilo de rock sem muito rótulo. Cada música a sua maneira. Ele é bem urgente, enérgico, juvenil, excitante, explosivo, sujo… Eu acho que é rock do bom (risos). Ah! super chique, foi masterizado em NYC nos Esteites.

– E como está sendo essa preparação pro segundo disco? O que podemos esperar?

Está sendo uma grande novela, mas finalmente conseguimos entrar no eixos. Fechamos com o Estúdio Aurora e estamos sendo produzidos pelo Billy Comodoro, um cara que conseguiu nos dar um norte dentro do estúdio, clarear nossas ideias e facilitar os arranjos das músicas. Podemos esperar coisa boa, pra quem gosta, claro. Rock autêntico, sujo, com atitude e aquela pitada de barulho de sempre.

– Já tem previsão para lançamento?

Olha, previsão exata assim não tem. Mas tenho muita fé que vai sair ainda esse semestre.

– Como você vê a cena independente do rock hoje em dia?

Cara, isso é uma coisa muito complicada. A gente sempre ouve que “no meu tempo era melhor”. e eu acho que realmente era. Vejo muita gente falando que a cena é desunida, só tem vaidade. E eu até concordo. Mas eu to cheio de camarada que faz a cena acontecer, ta cheio de gente querendo se unir, dando o sangue pela cena. Seja no hardcore, no punk rock, no hard rock, no ska, no instrumental, surf music. Acho que o que fodeu com a cena foi a internet e a forma de consumir musica. Banalizaram a musica, por isso acredito não termos mais espaços que tínhamos antes. A cena independente sempre vai existir. Acho que temos uma herança dos anos 90 onde o mainstream comprou o underground. Você tinha programas na TV aberta durante a tarde em dias de semana ou domingos, com bandas autorais ao vivo. Hoje isso já diminuiu bastante… Mas como disse, o underground sempre existe, cheio de banda fazendo corre ha milianos, tipo Cólera, RDP, Dead Fish, Dance of Days, o próprio Autoramas, Hurtmold… E tem muita coisa nova boa com gente que corre atrás, tipo Não Há Mais Volta, Der Baum, Horace Green, Emicaeli, Chalk Outlines, Poltergat, Rakta, Fingerfingerrr, entre TANTAS outras… Acho que estamos num momento diferente, mas que sempre devemos nos unir e nos ajudar. Nunca separar, segregar.

Sheila Cretina

– Mas a internet ao mesmo tempo criou uma facilidade para as bandas independentes divulgarem seu trabalho… Ou não?

Facilidade pra divulgar sim… Mas com a facilidade em baixar músicas, ouvir no Youtube, a música virou algo descartável. Uma capa não é algo mais totalmente importante. Guardar o CD nao é mais importante, é só baixar. E nunca mais ouve. Quando eu era moleque, o cara mais legal do rolê era aquele que tinha fitinha demo da banda que ninguém conhecia, essa banda ia tocar 4 bandas antes do Dead Fish e neguinho sabia cantar a música. Hoje não existe mais demo quase. Hoje não existe mais muito público pra ver banda de abertura em show underground. Assim como a cena é ruim, mas é boa. A internet faz bem, mas fez mal… Faca de dois gumes.

– Quais os próximos passos da banda?

Difícil prever, mas queremos trabalhar esse disco novo, fazer algum material legal com ele e já partir para novas composições e produções.

– Pra finalizar: recomende bandas e artistas (de preferência independentes) que chamara sua atenção nos últimos tempos!

Tem MUITA coisa boa por aí. Já citei alguns em outra resposta nessa entrevista: Emicaeli, FingerFingerrr, Futuro, BloodMary Una Chica Band, Gogo Boy From Alabama, Repeat Repeat, Otoboke Beaver, Chalk Outlines, Der Baum, Câimbra, Faca Preta, disco solo do Saico, Combover, Rakta, Comodoro, Lloyd, O Inimigo, Twist Connection, Winteryard e tem a Desiree do Harmônicos do Universo, ela também faz participações em outros shows. Mas meu preferido hoje é a carreira solo do Lee Ranaldo e Human Trash. Muita coisa mesmo!

– Aliás, deixa eu estender a pergunta: já que você tem viajado bastante, tem algumas do exterior que você recomenda?

Les Deuxluxes (Canadá), Otoboke Beaver (Japão), Ninet Tayeb (Israel), Tokyo Ska Paradise Orchestra (Japão) e tem duas que não consigo lembrar o nome (risos). Ah, e Novedades Carmiña (Espanha)!

Construindo Amphères: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Amphères

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o trio Amphères que indica suas 20 canções indispensáveis.

Joe Cocker“With a Little Help From My Friends”
Jota Amaral: A versão 1969 de Joe Cocker naquele Woodstock foi a primeira vez que vi a música sair dos poros de alguém.

Pixies“Gigantic”
Jota Amaral: O dia que conheci a Paula ela estava se preparando para ensaiar com uma banda, timbrando o baixo e dedilhando esta música.  “Você gosta de Pixies?”, perguntei… Um mês depois estávamos com uma banda montada e mandando vários covers de Pixies. Era uma banda de fãs. Foi muito maneiro irmos todos juntos num show que teve no Lollapalooza anos depois.
Pink Floyd“Echoes”
Jota Amaral: Comecei a tocar com o Thiago numa banda que ele já tinha, substituindo nosso grande amigo Luizão. O nome da banda era Echoes. Em meados dos anos 90 eles, junto com o baixista e compositor Sansei, gravaram um EP que eu adoro. Uma pena não ter nada disso no Spotify. Posso dizer que esse som me influenciou muito, já que tive que tirar as linhasdoidas de batera do Luiz. As músicas próprias não tinham tanto a ver com essa música do Floyd, mas sempre tinha o momento de tocarmos Echoes nos ensaios.

Caetano Veloso“Jokerman”
Jota Amaral: É muita camada sonora numa única música. O arranjo é construído de forma progressiva. Um entra-e-sai de instrumentos diversos … Vários elementos percussivos somados a textura de um flatless com timbrão de avião mono motor passando longe no céu. Tem características brasileiras mas é universal. Poderia fazer uma dissertação sobre essa versão do Caetano pra canção de mister Bob Dylan.


John Zorn
“You will be Shot”
Jota Amaral: Sempre brincamos nos ensaios com essa coisa da tempestade e calmaria. Da mudança brusca de climas sonoros que John Zorn explora em níveis de insanidade bem altos.

Jorge Drexler“Tres Mil Millones de Latidos”
Jota Amaral: Como baterista, a ideia de subverter o instrumento é um desafio. Tocar pela busca do som que se deseja e não pelas convenções…Se estamos nesse mundo de passagem, porque o chimbal tem que ficar onde fica? porque a caixa tem que ter a esteira sempre ligada? E se meu coração bater apenas três bilhões de vezes? O que me impede de substituir as baquetas pelas mãos? Foda-se! Vou montar uma percuteria e morar em São Tomé.

Astor Piazzolla“Libertango”
Jota Amaral: Pode não parecer, mas isso é uma música de rock com um “vocal” triste e sexy. O bandoneón fala uma língua própria. Ele tem essa propriedade que alguns instrumentos de sopro tem, de conseguir expressar quase que literalmente os sentimentos. O casal batera & baixo vai muito bem, obrigado.

Sex Pistols“Bodies”
Thiago Santos: Se o rock bateu em mim quando pré adolescente, começou mesmo pela simplicidade e agressividade de Pistols e Ramones.
Pink Floyd“Remember a Day”
Thiago Santos: Ainda moleque, depois de ouvir muita música pesada, descobrir o Floyd foi abrir uma nova dimensão sonora e sentimental. Crescendo no fim dos 80, começo dos 90, fiz o caminho inverso do rock, e enjoei da crueza do punk/heavy pra descobrir a psicodelia dos 70.
Sonic Youth“Cinderella’s Big Score”
Thiago Santos: a primeira vez que ouvi achei que tinham me dado a fita por engano, tamanha estranheza… depois de compreender as dissonâncias, Sonic Youth (junto com Pixies) expandiram bem os horizontes.
Chico Buarque“Construção”
Thiago Santos: Ao admitir ouvir samba novamente e redescobrir esse arranjo, imaginava se John e Paul tivessem escutado essa música o que eles comentariam lá em Abbey Road.
Novos Baianos“Tinindo Trincando”
Thiago Santos: Junção perfeita do samba rock, antes dos anos 80 separarem Pepeu, Baby, Moraes e detonar eles individualmente…
Deerhunter“Helicopter”
Thiago Santos: um nova abordagem de efeitos sonoros sobre uma melancolia a la Syd Barrett.
Nação Zumbi“Um Sonho”
Thiago Santos: O Lucio Maia é um dos mais inventivos guitarristas brasileiros e nessa música, num estilo mais balada que o de costume, junto com uma puta letra e o clipe (com a filha do Chico Science e o filho do Jorge Du Peixe), ficaram melhor que nunca.
 

Siouxsie & The Banshees“Happy House”
Paula Martins: Cresci ouvindo o som de bandas inglesas dos anos 80 e essa foi uma das que mais teve influência na minha formação desde muito cedo. Nessa música, uma sonoridade muito particular vem do encontro da voz poderosa da Siouxsie com a cozinha incrível do Steve Severin e do Budgie e ainda,  na versão ao vivo, do álbum “Nocturne”, da guitarra do Robert Smith (The Cure) que é outra influência central dessa época.

Slowdive“Souvlaki Space Station”
Paula Martins: Se fosse para escolher uma só seria essa! Eu costumava ouvir com um amigo querido que morava no último andar de um prédio na Av. Paulista, contemplando a vista e as estrelas que desse para ver. O álbum todo é incrível mas aqui tem uma atmosfera espacial produzida por muito delay e reverb e conduzida por uma linha de baixo hipnótica que faz dela uma influência bem marcante.

Breeders“Cannonball”
Paula Martins: Kim Deal. Não precisa dizer mais nada. O baixo das músicas do Pixies sempre foram uma referência importante, mas essa música, que me fazia pular nas pistas da Der Temple e do Cais, tem pra mim a identidade cativante das composições dela. O baixo icônico aqui é da Josephine Wiggs.

Radiohead“How to Disappear Completely”
Paula Martins: Tem dias que eu chego a pensar que o Thom Yorke tem acesso a informações de um microchip instalado na minha cabeça. Quando ouço essa música é um desses momentos. A melancolia dela é definitivamente uma influência.

Warpaint“Biggy”
Paula Martins: Adoro tudo nessa música, o baixo é maravilhoso, gostaria muito de fazer uma linha um dia que tivesse efeito nas pessoas que essa tem mim! Tudo nela é sexy, em especial letra e vocais.

Jennifer Lo Fi“Bacon”
Paula Martins: Essa é uma descoberta bem recente, mas certamente já tem impacto na produção do nosso som. Em primeiro lugar pela decisão de passar a escrever em português. Mas principalmente por me fazer lembrar onde é possível chegar quando músicos loucos se encontram.

O duo de Brighton Skinny Milk prepara-se para dominar o mundo com seu terceiro EP, “Creature”

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O Skinny Milk, de Brighton, segue o formato consagrado por bandas como Black Keys e White Stripes, com apenas duas pessoas e muita emoção, mas com um porém: eles substituem a guitarra por um baixo cheio de distorção. Formada em 2016 e com dois EPs na bagagem (um auto-intitulado, de 2016, e “Daydream”, lançado em fevereiro deste ano), a banda agora trabalha em seu próximo EP, “Creature”, a ser lançado no verão inglês.

Com influências de garage punk, psicodelia, fuzz e até metal, o duo formado por Johnny Hart (baixo e vocais) e Tim Cox (bateria) é selvagem ao vivo. Esta é a descrição de uma apresentação da banda pelo jornal “The News”, de Portsmouth: “O baixista/cantor Johnny Hart oferece sozinho um som de rock psicodélico repleto de reverb, digno de cinco músicos em um nível feroz. Enquanto isso, o baterista Tim Cox complementa com um ataque forte e poderoso em seu kit. Músicas rápidas e furiosas como “Creatures” colocam o pequeno público a se enfiar ainda mais fundo na escuridão cavernosa. Despidos da cintura para cima e visualmente deslumbrantes sob as luzes em espiral, o Skinny Milk é certamente destinado a deixar uma multidão maior de boca aberta. Beberei a isso”.

Conversei com Johnny sobre a carreira da banda recém-formada, seus EPs, influências e o que podemos esperar de “Creature”:

– Como a banda começou?

Formamos quando nossa banda anterior, The Vril, implodiu. O Skinny Milk começou em janeiro de 2016 comigo, Johnny Hart, no baixo e vocais, e Tim Cox na bateria.

– Como vocês chegaram no nome Skinny Milk?

Criamos o nome puramente por acidente. Estávamos brincando com palavras diferentes e gostamos da maneira como elas soavam juntas. Foi assim, na verdade…

– Quais são suas principais influências musicais?

Bem, temos uma gama muito ampla de influências. Eu definitivamente sou mais influenciado pelas bandas de psych/garage/punk, como os Stooges, os Ramones, o Black Sabbath, bem como bandas de garagem dos anos 60 como The Litter e The Shag, bem como as mais modernas como a Coachwhips e Thee Oh Sees. Tim definitivamente é mais inspirado pelo lado hardcore e metal de coisas como Pantera, Slayer e hardcore como Sick of it All e Kid Dynamite.

– Conte mais sobre o material que vocês lançaram até agora.

Até agora lançamos um Single (“YGD”), gravado por Andy Robinson, um EP auto-intitulado e o nosso segundo EP, “Daydream”, ambos gravados por Rob Quickenden no Ford Lane Studios. Estamos prestes a lançar o nosso terceiro, chamado “Creature”, gravado por Eric Tormey da Gang. Deve sair neste verão!

Skinny Milk

– Como você se sente sobre a cena independente hoje em dia?

Há tantas boas bandas na cena underground agora, é muito saudável em Brighton. Há tanta concorrência!

– A queda das gravadoras foi boa ou má para artistas independentes?

Bem, obviamente, a forma como a música funciona mudou muito de como era quando era mais fácil ganhar a vida com a música. A queda de grandes gravadoras pode trazer mais selos decentes, que são mais direcionados para as bandas e música, em vez de puramente para o lucro.

– Como é seu processo de composição?

Nós escrevemos de forma muito diferente do que seria numa situação de banda normal. Às vezes Tim tem um loop de bateria legal ou eu tenho um riff sólido, então normalmente nós apenas ficamos presos até que algo sai. Eu uso o meu vocal como outro instrumento, adicionando camadas ao nosso som.

– Vocês está trabalhando atualmente em novo material?

Sim, estamos atualmente trabalhando no lançamento de nosso terceiro EP, “Creature”, que deve estar pronto no verão, e temos outro single que estamos gravando em julho.

Skinny Milk

– Quais são os próximos passos da banda?

Os próximos passos são lançar o próximo EP e continuar a fazer bons shows para multidões crescentes. Queremos tocar em mais festivais e fazer uma turnê novamente no verão. Temos uma mini-tour no início de maio com a dupla francesa The Mirrors e as gatas de Londres Dolls. Vai ser muito legal.

– Recomende bandas (especialmente se forem independentes!) que chamaram sua atenção ultimamente!

Uau! São muitas para mencionar! Vamos ver… Nossos bons amigos Fuoco, Gang, Atlas Wynd, The Get Rids, Buddha Blood, Inevitable Daydream, Bigman Solution, Scab Hand, Clever Thing, Dirty. Tem muitas, isso é apenas o que saiu de bate pronto de nossas cabeças!

10 bandas e artistas com nomes que ficam bem esquisitos no Brasil

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Sabe aqueles falsos cognatos que fazem qualquer um passar vergonha quando viaja, como naquela velha história de que paletó em espanhol se fala “saco”? Pois bem: tem bandas e artistas que lá fora têm nomes bem inofensivos, mas que aqui ficam hilários. Reuni 10 exemplos de nomes que ficam bizarros no Brasil:

Poliça

Formada por Ryan Olson e Channy Leaneagh, a banda de indie rock de Minneapolis tem um som com influências de eletrônico e R&B e começou sua carreira em 2011. Não, eles não tem relações com as forças armadas e não prendem ladrões, pode ficar tranquilo.

Pinto

Sim, a banda chama Pinto. O quarteto de Chicago se inspirou em um carro de mesmo nome que fez muito sucesso nos Estados Unidos, o Ford Pinto, que por motivos óbvios não chegou a ser importado para o Brasil.

Chris Bunda

Sinceramente, eu não sei muito sobre o rapaz que se chama Chris Bunda. Só sabemos que mesmo com este nome, ele não canta axé ou funk carioca e não bate com a bunda no chão. O som dele é um pop rock muito do inofensivo que parece aqueles cantores de barzinho sem experiência.

Pirocan

Não é nada disso que você está pensando: o Pirocan, da gravadora Aşanlar Müzik, faz música típica árabe (eu acho, me perdoem se eu estiver errado), com suas danças e tudo. E sem envolver membros sexuais girando.

Bussetti

Não, o Bussetti não é italiano. Formado em 2001 em Londres, o grupo fazia um som que misturava hip hop, funk, jazz, indie e pop e lançou dois discos até 2007, quando terminou.

DJ Foder

Esse DJ é foda.

Meleka

A cantora Meleka, de Londres, já colaborou com gente como Basement Jaxx, Kelis e muita gente boa. No momento, está trabalhando com diversos produtores e compositores para lançar seu primeiro álbum.

Teta

Sério, existe um músico chamado Teta. De Madagascar, Teta cresceu em Taspiky, um dos locais tradicionais pela música na região. Sua habilidade no violão é notável, com harmonias inesperadas e ritmos diferenciados. Mas não dá pra não rir ao falar seu nome.

Charles Boquet

O francês Charles Boquet tem uma Big Band e o tanto de trocadilhos que dá pra fazer com essa frase não tá no gibi.

Cagarro

Cagarro é uma música eletrônica daquelas genéricas que às vezes você ouve na C&A enquanto procura uma bermuda a um preço razoável, não acha e acaba levando somente um kit com 5 meias. Ah, e o nome é hilário.

Construindo La Burca: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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La Burca

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o duo La Burca, que indica suas 20 canções indispensáveis.

L7“Andreas”
Amanda: Um marco na minha pequena vida musical, nunca mais fui a mesma depois que comecei a escutar essas mulheres e as vi pela tela da TV esfregando um modess na cara da sociedade no Hollywood Rock. Tinha uns 12 anos quando comprei o CD “Hungry for Stink”, deixava no repeat sempre. L7 foi uma referência forte na minha construção sonora. Uma tatuagem sonora. Acho que a música “Similar” é um exemplo.

Come“Hurricane”
Amanda: As linhas de guitarra preguiçosas/nervosas e vocal largado-chapado de Thalia Zedek me arrebataram nos anos 2000, época que descobri a banda. Inebriante essa canção. Tem um som inédito “El Topo”, que foi bem influenciado por essa fase, lembro que estava viciada no disco “Near Life Experience” quando compus.

Ramones“53rd e 3rd”
Amanda: Os Ramones construíram toda a minha base para fazer música. Eu pensava, também posso criar, caramba! Esse som é um deles, um épico punk e tem todo o contexto junkie psicótico do Dee Dee. Eu sempre racho o bico na última estrofe porque é absurda e lembro que não podemos nos levar a sério o tempo todo com nossas letras. Bom, tomara que ele não tenha puxado a navalha de fato, né. “Gonzo Truth”, que é uma canção relativamente calma nossa, tem uma batida da bateria em “slow motion” inspirada nesse som, por exemplo.

Wipers“Soul’s Tongue”
Amanda: Esse som me leva para passear por dunas sonoras da alma e me inspira em vários momentos, Greg Sage é uma escola foda. Tem umas linhas de som instrumental livres que faço pra me soltar e que formam sons depois que vem dessa linguagem, bom, pelo menos eu tento e vou continuar tentando! (risos)

Patti Smith“Wings”
Amanda: O que falar dessa mulher e da sua importância na nossa (r)existência musical/ artística como como ser humana? She is a benediction. Obrigada pelas asas & baladas, Patti ❤

Mercenárias“Imagem”
Amanda: Esse som é fantástico e ímpar, gosto muito do tom da voz da Rosália. Aos poucos começo a cantar uns trechos dos sons em português, e Mercenárias me “ajudam” nessa transição. Sempre escuto pra dar um gás no pt/br e lembrar das origens também (risos)!

Durutti Column“Sketch for a Dawn I”
Amanda: Esses dias coloquei pra Duda (nova batera) escutar, e ela falou: “É daí que vem os graves que vc sempre pede”! Os tum-dum-dum dos tons, sempre marcantes na hora de construir as minhas baterias mentais…(risos). Na real, o álbum “LC” do Durutti Column é o meu preferido de todos os tempos. Me pega de um jeito atemporal, adoro a “fragilidade” tão intensa dos sons desse magrinho querido.

The Index“Israeli Blue”
Amanda: Quando decidi assumir o violão folk e esboçava formar a La Burca, vinha escutando incessantemente essa banda psych-garageira. Puta som visceralzão, só lançaram 2 discos no final dos 60´s. Me apaixonei por eles e sempre retorno pra me revigorar no violão, embora o som deles seja com guitarra. Mas faço essa conexão sempre entre Index e violão.

Hazel“Day Glo”
Amanda: Som que me abraça e faz eu voltar no tempo de descobertas sonoras: melódico, pungente e grunge. Puta-que-o-pariu, que trio, ou melhor, que quarteto com o louco dançarino! As linhas de vocal intercaladas entre a baita batera Jody e do guitarrista Pete são fodas demais pro meu coração, muita criação grungística veio daí. Banda muito querida na minha vida.

Dead Moon“Clouds of Dawn”
Amanda: Essas bandas de Portland, vou falar, viu (Wipers e Hazel too)! Passava horas nas tardes distraídas e descompromissadas de minha adolescência ouvindo esse trio maravilhoso! Vi eles no doc “Hype” e chapei no som meio garageiro tosco bem tocado. Gosto muito dos vocais do casal, é muito emocionante. Esse som me acompanha há muito tempo e não abro mão.

The Slits“Dub Beat”
Jiulian Regine: O que me agrada na pesquisa rítmica de Palmolive é a experimentação dentro do gênero post-punk, a cada disco percebe-se fisicamente a liberdade de investigação, rompendo todas as limitações e queimando todas as bandeiras com gosto e bruxaria.

Autolux – “Listen To The Order”
Jiulian Regine: Os grooves de Carla Azar são verdadeiras fontes de inspiração e pegada, muita dinâmica, notas fantasmas e muita precisão. Escuto sempre com a alma toda, com segurança e alegria nas composições dela.

Babes In Toyland – “Hello”
Jiulian Regine: Lori Barbero trás uma pegada que é muito natural pra mim, tanto nos timbres quanto no estilo, que é um flerte ao metal.

Blood Mary Una Chica Band“Take Me”
Jiulian Regine: A Mari me trás uma mistura de influências que vem do blues ao garage fuzz, se decupar o trabalho dela você encontra muita influência que se atravessa e resulta sempre em trabalhos fantásticos. Absorvo sempre a riqueza da simplicidade do que é possível fazer para acompanhar um beat predominante que é o da guitarra, ou violão, no caso da La Burca. E não confunda simplicidade com facilidade!

Deap Vally“Baby Can I Hell”
Jiulian Regine: Julie Edwards me faz investigar a postura corporal, acima de tudo. Uma potência performática!

The Coathangers“Hurricane”
Jiulian Regine: Essa música me faz pensar no timbre, com cadência rápida e suja sem perder a nitidez, chimbal aberto no groove todo com dinâmica sucinta. Tenho a impressão de que Rusty adoraria conhecer La Burca (risos).

Carangi“Seven”
Jiulian Regine: A Carol Doro é um orgulho, além de ser aquariana do mesmo dia que eu (risos) temos muito em comum, incluindo nosso amor pelos batuques. Gosto de como ela soa na bateria, com essa pegada de grunge delicioso que ela trouxe para o Carangi, com essa banda eu fecho os olhos e mergulho nas cores dos timbres dos pratos que ela tanto escolhe com atenção. Em todos os níveis a La Burca me proporciona investigar esses timbres mais abertos de pratos e chimbal, com a caixa mais seca e precisa. A relação é direta.

Sleater-Kinney“Steep Air”
Jiulian Regine: Bom, a Janet me faz querer rudimentos e mais rudimentos, amo a forma como ela traz as viradas pra dentro dos grooves, não só como delimitação das partes mas como composição das frases.

Lava Divers“Done”
Jiulian Regine: A Zump me encanta, quando você a vê tocando você sente todo o amor e toda a forma de expressão através da bateria, eu costumo fechar os olhos e viajar.

Hangovers“V de Vinagre”
Jiulian Regine: Ai ai, Liege. Determinação (se for pra definir e olha que definições não me convém). Pegada forte, dança de bumbos, sempre atenta aos timbres. Poderosa!

The Darts, o supergrupo do underground que aposta no Do It Yourself em seu estado mais puro

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The Darts

The Darts é uma banda de garage-psych-rock formada por Nicole Laurenne (The Love Me Nots, Motobunny, Zero Zero), Rikki Styxx (The Two Tens, The Dollyrots, Thee Outta Sites), Christina Nunez (The Love Me Nots, Casual Encounters, The Madcaps) e Michelle Balderrama (Brainspoon) que desde o ano passado está detonando com seu som único e barulhento. Depois de assistirem às bandas umas das outras por anos, Nicole e Michelle perceberam que seria ótimo começarem a compor juntas. Com seis músicas na bagagem, chamaram Rikki e Christina e os resultados podem ser conferidos no primeiro EP da banda, cheios de garage rock com o fuzz ligado no máximo e o órgão farfisa dando o tom, sempre com a bateria animalesca acompanhando.

Os singles que saíram deste trabalho, “Running Through Your Lies”, “Revolution” e “Take What I Need”, começaram a tocar bastante nas rádios americanas, com a última sendo nomeada “Coolest Song In The World” pela rádio Sirius e um veredito de “very cool” em um tweet do grande autor Stephen King. Agora parte do cast da Dirty Water Records de Londres, o quarteto prepara seu primeiro álbum, que deve sair ainda este ano, com turnê já agendada pelos Estados Unidos e Europa.

Conversei com Michelle sobre a carreira da banda, a influência dos outros trabalhos no som do quarteto, suas influências e a cena independente atual:

– Como a banda começou?

Somos grandes fãs das habilidades musicais umas das outras faz anos. Um dia nós apenas decidimos: ‘hey, vamos escrever algumas músicas juntos, gravá-las e cair na estrada!’ Imediatamente houve uma grande química musical entre nós quatro e isso só tem crescido desde então.

– Como vocês decidiram pelo nome The Darts?

Estávamos à procura de algo que só as meninas estão acostumadas a ouvir sobre, ou lidar com, que não fosse muito repugnante ou inapropriado, é claro… Aí percebemos que apenas as meninas têm as costuras do busto em suas camisas, que são chamadas de “darts” nos Estados Unidos. Parecia um bom jogo de palavras.

– Quais são suas principais influências musicais?

Tem tantas influências nesta banda! Mas apenas para citar algumas: Thee Tsunamis, Ty Segall, Wavves, The Trashwomen, Bleached, The Cramps, Billy Childish, The Headcoatees, Nick Cave, The Stooges, The Chesterfield Kings, The Ventures, Q65

– A banda é como um supergrupo do underground, com membros de bandas incríveis como The Two Tens, The Love Me Nots e Brainspoon. Como suas bandas refletem sobre o som do The Darts?

Essa é uma excelente pergunta! Nossas outras bandas estabeleceram uma base sólida para o som do The Darts. Na verdade, várias das músicas de nossos dois primeiros EPs foram faixas que escrevemos para nossas outras bandas ao mesmo tempo, mas nunca foram usadas. Então você definitivamente tem um gosto dos sons de nossas outras bandas combinadas em um único disco – o que nós achamos muito legal.

The Darts

– Conta mais sobre o primeiro álbum da banda.

Bem, o nosso primeiro EP de seis canções quase aconteceu por acidente, quase como uma gravidez inesperada (risos)… Mas muito melhor do que isso! Começou com Nicole e eu escrevendo algumas músicas juntas, “Revolution” e “Running Through Your Lies”, e então nós duas criamos mais músicas nos próximos meses porque estava tudo indo muito bem. Enviamos as demos para a banda para que todas gravassem suas partes (em duas cidades diferentes, nunca todas na mesma sala). O que conseguimos foi um EP de seis músicas, chamado de ‘The Darts”. Recebemos uma tonelada de atenção inesperada de lugares realmente legais, como o rádio Sirius XM e a Dirty Water Records.

– Como você descreveria a cena independente do rock hoje em dia?

Bem, nos últimos 20 anos, a tecnologia mudou imensamente o negócio da música, eu descreveria a cena rock independente com um tipo de abordagem “vai lá e faça sozinho”. E você agora realmente tem a liberdade de gravar um registro completamente em seu próprio país, se gerenciar e pegar a estrada, sem qualquer outra pessoa precisando se intrometer ou aprovar. É muito punk rock! Nós amamos isso. Descobrimos tantas bandas e pessoas e ideias em nossas carreiras musicais por causa de todos os DIY-ers por aí. Não queremos isso de nenhuma outra maneira.

The Darts

– Vocês são uma banda de garotas. O sexismo ainda está forte no mundo musical? Isso atrapalha para que mais mulheres formem bandas?

Eu diria que ser um bom músico tocando rock’n’roll é uma abordagem de marketing mais forte hoje em dia do que ser um homem, embora eu nunca tenha categorizado músicos por gênero. Mas para aqueles que o fazem, The Darts não são portadoras dos típicos estereótipos da música pop feminina. Nosso som não é o que o público espera ouvir quando vê as quatro entrarem no palco de vestidos e batom. Nós amamos apenas ser quem somos, e trazendo um pouco de mistério – para que as pessoas não sejam capazes de prever o que vem de nós.

– Vocês estão trabalhando em material novo?

Sim, estamos sempre trabalhando em material novo! Na verdade nós acabamos de gravar seis novas músicas para o nosso novo álbum e vamos gravar mais seis no início de maio! Definitivamente muito material quente chegando! Nicole e eu estamos constantemente escrevendo, é uma doença. Estamos sempre olhando para o próximo projeto.

– Quais são os próximos passos da banda?

Somos abelhas ocupadas! Além de gravar outro disco completo que estamos criando nesta primavera, temos um novo lançamento oficial de clipe e uma turnê européia começando no final de maio, seguido por mais viagens pelos EUA no verão e outono com algumas grandes bandas. Estamos esperando ter o novo álbum lançado pela Dirty Water Records em setembro. Gostaríamos de chegar ao Japão de alguma forma, mas ainda não sei como, ainda. Está vindo, entretanto!

– Recomendem bandas (especialmente se forem independentes!) que chamaram sua atenção ultimamente!

Playboy Manbaby, Mean Motor Scooter, White Hills, Death Valley Girls, Shovel, Escobar, Wand, Holy Wave, Temples, Weird Omen, Electric Children, The Two Tens, The Dollyrots, Fu Manchu, Fat White Family e The Sold And Bones.

20 dos melhores projetos paralelos de membros de bandas que você conhece muito bem

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Tinted Windows

É normal ver músicos de grandes bandas fazerem diversos projetos paralelos. Seja para fazer um som diferente, dar um tempo na banda principal ou mesmo um jeito menos brusco de sair da banda, estes projetos são muito comuns e muitos são ótimos. Existem inclusive os que ganham grande exposição e estouram, como é o exemplo do Gorillaz, que começou como projeto paralelo de Damon Albarn, do Blur, e até hoje está lançando discos e aparecendo no topo das paradas. Conheça 20 projetos paralelos que são muito bons e, para muitos, até superam o trabalho “oficial” dos artistas envolvidos neles:

Kleiderman

Kleiderman

Com Sérgio Britto no vocal e guitarra e Branco Mello no baixo e vocal, o projeto paralelo dos membros dos Titãs contava com Roberta Parisi na bateria e tinha um som mais cru e puxado para o grunge, algo que o octeto de São Paulo havia feito nos discos “Tudo Ao Mesmo Tempo Agora” e “Titanomaquia”. Lançado em 1994, o disco “Con El Mundo A Mis Pies” foi bem recebido e chegou a ter o clipe de “Não Quero Mudar” exibido na Mtv Brasil e o trio se apresentou em um dos festivais independentes mais importantes historicamente na época, o Juntatribo. Infelizmente, até hoje não tivemos uma reunião do Kleiderman. Que tal, hein, Sérgio e Branco?

Nailbomb

Nailbomb

Nailbomb foi um projeto paralelo breve de Max Cavalera, na época no Sepultura, e Alex Newport, do Fudge Tunnel. O som da banda misturava a porradaria de sempre que Max fazia com elementos eletrônicos e samples. Igor Cavalera e Andreas Kisser foram os responsáveis pela bateria e guitarra da banda em seu primeiro (e único) álbum de estúdio, Point Blank”, lançado pela Roadrunner Records em 1994. O disco contou com participações especiais dos guitarristas Dino Cazares, do Fear Factory e Ritchie Bujnowski, do Wicked Death.

Tinted Windows

Tinted Windows

Uma superbanda com integrantes que ninguém imaginaria juntos: no baixo, Adam Schlesinger, do Fountains of Wayne, na guitarra James Iha, ex-Smashing Pumpkins, Bun E. Carlos do Cheap Trick na bateria e Taylor Hanson, o vocalista do trio Hanson! Em 2009, eles lançaram seu disco auto-intitulado, com canções power pop com pitadas de rock alternativo. Desde seu último show, em 2010, não se ouviu mais do quarteto estrelado.

Mondo Cane

Mondo Cane

Olha, se eu fosse falar de todos os projetos do Mike Patton esse post seria só dele, falando de coisas como o Tomahawk, Lovage, Fantomas e tantos outros. Mas escolhi um dos que eu mais curti e é inusitado demais: no Mondo Cane, Patton canta clássicos do pop italiano dos anos 50 e 60 acompanhado por uma orquestra. Claro, com aquela voz incrível que só ele tem. O disco de 2010 é impecável e esse projeto tocou por aqui no Rock In Rio em 2011, acompanhado pela Orquestra Jovem de Heliópolis.

Thunderbitch

Thunderbitch

Brittany Howard, vocalista e guitarrista do Alabama Shakes, faz no Thunderbitch um rock cru e rascante que foge um pouco do que cria em sua banda original. O disfarce, com peruca lisa e maquiagem exagerada, ajuda a deixá-la mais “incógnita”. O primeiro disco da banda saiu em 2015 e conta com a participação de amigos dela de Nashville, como membros das bandas Fly Golden Eagle e Clear Plastic Masks.

Them Crooked Vultures

Them Crooked Vultures

Mais uma superbanda de um cara que adora fazer projetos paralelos: Dave Grohl. O Them Crooked Vultures é o power trio dos powers trios, unindo ele em seu instrumento preferido, a bateria, com John Paul Jones, do Led Zeppelin, no baixo, e Josh Homme, líder do Queens Of The Stone Age, na guitarra e vocais. O som é uma mistura das bandas dos integrantes, puxando um pouco mais para o stoner rock em 90% do tempo em seu primeiro e único disco, de 2009.

Taylor Hawkins and The Coattail Riders

Taylor Hawkins and The Coattail Riders

O Foo Fighters é formado por pessoas muito talentosas e cheias de projetos paralelos, não tem jeito. O baterista Taylor Hawkins recentemente lançou seu segundo projeto paralelo, The Birds of Satan, mas eu tenho um carinho especial pelo Taylor Hawkins and the Coattail Riders, onde ele faz um som mais puxado para o Rush. Confira no disco de 2004, vale a pena!

Lieutenant

Lieutenant

Tá, juro que esse é o último projeto de integrante dos Foo Fighters dessa lista. Desta vez é obra do baixista Nate Mendel, que lançou em 2015 o disco If I Kill This Thing We’re All Going To Eat For a Week”. O álbum tem muita influência de college rock e do rock anternativo do final dos anos 80 e vale muito a pena ouvir.

Fat Les

Fat Les

O projeto do baixista do Blur Alex James conta com o ator Keith Allen e o artista Damien Hirst, além dos vocais convidados de Lily Allen, Andy Kane, Lisa Moorish e Michael Barrymore. O primeiro som deles, “Vindaloo”, foi criado como hino não oficial da Copa de 1998 e ganhou um clipe parodiando “Bittersweet Symphony”, do The Verve. Em 2000 veio “Jerusalem”, música para o time da Inglaterra na Euro 2000. Em 2012 mudaram o nome para Fit Les e gravaram “The Official Fit Les Olympic Anthem”, para as Olimpíadas. A banda não chegou a gravar um disco, somente singles.

The Creatures

The Creatures

O projeto paralelo de Siouxie e Budgie lançou diversos discos: “Feast” (1983), “Boomerang” (1990), “Anima Animus” (1999) e “Hái!” (2004). O som foi variando de disco em disco, com algo mais exótico no primeiro, uma curva mais espanhola, com toques de flamenco, no segundo, um tom mais urbano no terceiro… Sempre fugindo um pouco do que era feito na banda oficial, Siouxie and the Bansheees.

Banks & Steelz

Banks and Steelz

A improvável colaboração de Paul Banks (do Interpol) com RZA (do Wu Tang Clan) fez um dos melhores discos de 2016, “Anything But Words”. O som é uma mistura do som indie obscuro do Interpol com o hip hop de RZA, e é meio inexplicável o quanto essa união dá certo. Só ouvindo, mesmo.

The Fireman

The Fireman

Paul McCartney não é um cara que consegue ficar parado. Em 1990 ele se juntou com o músico e produtor Youth e e eles criaram The Fireman, que une rock com música eletrônica e lançou três discos: “Strawberries Oceans Ships Forest” (1993), “Rushes” (1998) e “Electric Arguments” (2008).

+44

Na primeira vez que Tom Delonge resolveu brigar com os membros do Blink-182 e sair para criar suas músicas cheias de efeitos a la U2, Mark Hoppus e Travis Barker se uniram com os guitarristas Shane Gallagher (The Nervous Return) e Craig Fairbaugh (Mercy Killers) e formaram o +44. Seu disco, apesar de ter suas similaridades com o Blink, tem mais camadas e elementos eletrônicos, além de temas mais soturnos.

The Network

The Network

Ao mesmo tempo em que preparava o sucesso “American Idiot”, o Green Day colocou máscaras, se uniu com um pessoal do Devo e lançaram incógnitos o projeto The Network. O disco “Money Money 2020” é, para muitos, um dos melhores trabalhos do trio de Billie Joe Armstrong. Ah, até hoje eles nunca se revelaram como o Green Day disfarçado, mas a voz e a movimentação dos membros não deixa dúvidas.

Little Joy

Little Joy

A combinação de Rodrigo Amarante (Los Hermanos), Binky Shapiro e Fabrizio Moretti (Strokes) não lembra em nada as bandas de origem de seus integrantes, com um som “praiano” que pode ser conferido no único álbum do trio, de 2008. “Brand New Start” chegou a virar um hit e até em comercial entrou.

Ataxia

Ataxia

Uma das muitas colaborações dos super amigos e guitarristas do Red Hot Chili Peppers John Frusciante e Josh Klinghoffer é o Ataxia, que também conta em sua formação com Joe Lally, do Fugazi. A banda escreveu e gravou diversas músicas no período de duas semanas, e elas foram lançadas divididas em dois álbuns: “Automatic Writing” (2004) and “AW II” (2007). O som passeia entre o art rock, o experimental, a psicodelia e o pós-punk.

ZWAN

ZWAN

Billy Corgan é conhecido pela genialidade e pelos chiliques com todas bandas que tem. Durante o período de “fim” do Smashing Pumpkins, ele formou o Zwan, que nada mais era que uma versão da Terra 2 da banda, inclusive com uma baixista mulher e um guitarrista asiático. A banda foi formada por membros de bandas como  Slint, Tortoise, Chavez, e A Perfect Circle e lançou um disco: “Mary Star of The Sea”.

Blakroc

Blakroc

Mais uma mistura inusitada que dá bastante certo: o duo The Black Keys com vários rappers. Vamos ao elenco: Mos Def, Nicole Wray, Pharoahe Monch, Ludacris, Billy Danze do M.O.P., Q-Tip do A Tribe Called Quest, Jim Jones e NOE do ByrdGang, Raekwon, RZA e Ol’ Dirty Bastard, do Wu-Tang Clan. Preciso falar mais? Ouça.

3 na Massa

3 na Massa

O 3 na Massa é um projeto que reúne Dengue e Pupillo, da Nação Zumbi, e Rica Amabis, do Instituto. O disco “Na Confraria das Sedutoras” foi criado com diversas participações femininas nos vocais, como Leandra Leal, Thalma de Freitas, Céu, Pitty, Nina Becker, Cyz, Alice Braga e muitas outras.

The Frustrators

The Frustrators

Se você tem saudades do Green Day em seus dias mais punk, ouça o projeto Pinhead Gunpowder, de Billie Joe Armstrong, e The Frustrators, de Mike Dirnt. O Frustrators puxa mais para o lado Descendents da força, com um punk rock divertido e rápido.