Festival LGBT Mix Music acontece de 15 a 26 de novembro em São Paulo

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Mix Music é o primeiro festival de música voltado para o público LGBT no Brasil e existe desde 2000, como o braço musical do festival de cinema e artes integradas Mix Brasil. Organizado pela Associação Cultural Dynamite e criado pelo produtor e ativista André Pomba , este ano, o festival completa 18 anos realizados ininterruptamente.

Desde a primeira edição, o festival sempre busca mesclar novos talentos com artistas consagrados como Liniker, que será a atração principal deste ano, num show que promete colorir o Parque do Ibirapuera em pleno feriado da Proclamação da República . Já os novos talentos participam de um concurso com prêmio de 1000 reais para cada uma das categorias: dança / coreografia , cantores(as) e drag queens . Confira a programação completa dessa edição:

15/11 quarta-feira (feriado) 16h- Liniker e os Caramelows @ Auditório do Ibirapuera (platéia externa)
17/11 sexta-feira 19h – Danna Lisboa e Saint-Hills @ CCSP
18/11 sábado 15h – Novos Talentos Coreografia @ CCSP
18/11 sábado 17h – Novos Talentos Cantorxs @ CCSP
18/11 sábado 19h – Novos Talentos Drag Queens @ CCSP
26/11 domingo 18h – Queer Explode, Gisele Almodóvar, Luana Hansen, Tiely Queen e Rimas & Melodias @ CCSP

Todos os eventos são gratuitos! No Centro Cultural São Paulo os ingressos devem ser retirados uma hora antes de cada evento. Aproveitamos a ocasião para conversar com o André Pomba, criador do Mix Music:

– Você idealizou o primeiro festival de música voltado ao público LGBT. Como surgiu essa idéia?

Na realidade a ideia não foi minha. O diretor do festival de cinema Mix Brasil, André Fischer, disse que queria expandir o evento e ter shows musicais. Assumi logo de cara o desafio e em 2000 foi criado o Mix Music.

– Manter um festival por 18 anos deve ser uma tarefa árdua num pais que não valoriza a cultura como deveria. Além dos habituais, quais desafios você enfrenta por se tratar de um evento LGBT?

O desafio é típico de qualquer produtor independente e ainda mais ativista da causa LGBT. Tem anos que temos apoio bom, anos que temos pouca verba, ano que não temos nenhuma verba e até já banquei do bolso algumas edições.

– O Concurso de Novos Talentos é sempre um destaque dentro da programação do Mix Music. Qual a sensação de abrir espaço para novos artistas? Como é a recepção do público?

Hoje em dia é a parte do Mix Music que eu mais me orgulho e me reciclo. No primeiro ano, foram somente 3 drag queens e quase ninguém na plateia e lembro de ter até feio um desabafo pela falta de compreensão. Porém a cada ano, essa parte aumenta de público, de disputa e agora temos 3 categorias (drag queen, cantorxs e coreografia/Dança).

– Eventos como o Mix Music ajudam a difundir o respeito as diferenças. Dentro da Militância LGBT, você enxerga uma união e avanços?

Não tenho dúvida que a cultura é a principal demolidora de preconceitos, é a forma com que tocamos a sociedade mais profundamente e a mudamos. Infelizmente, a militância LGBT se afundou numa guerra entre letrinhas de um lado e ideológicas/partidárias de outro. Num momento em que enfrentamos o conservadorismo nos atacando, sequer estamos unidos para combatê-los.

– Quais momentos você destacaria na trajetória do Mix Music? Sonha com alguma participação que ainda não aconteceu?

A primeira edição foi no próprio Centro Cultural, lembro até hoje do show da Vange Leonel (hoje falecida) que foi no formato piano e voz e só aconteceu lá. Teve os shows no SESC Pompeia com artistas como Perla, Maria Alcina, Ângela Rô Rô, inesquecíveis. Acho que meu sonho seria ter o Ney Matogrosso, por tudo o que ele representa para a música brasileira e a população LGBT. Teve um ano que ele estava de diretor de uma peça no Mix Brasil e assistiu a vários shows do Mix Music, sempre discreto e atento.

O Festival Mix Music é realizado com apoio do Edital de Apoio a Criação Artística Linguagem Música da Prefeitura de São Paulo

Letrux surpreendeu com seu climão no SESC Campo Limpo

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“Bota na tua cabeça que isso aqui vai render” e como rendeu! Foi com esse refrão da música “Vai Render” que Letrux abriu seu show na tarde de sábado, 04 de novembro, no SESC Campo Limpo. A apresentação teve inicio pontualmente as 18h e garantiu o anoitecer no climão da cantora, embalado pelo repertório do seu primeiro trabalho solo, o elogiado “Letrux em Noite de Climão”.

Com um figurino ma-ra-vi-lho-so, composto por um macacão brilhante e luvas, ambos vermelhos, a cantora transformou a tenda da comedoria do SESC num clubinho fervoroso. A banda, além de ser formada por ótimos musicistas, também acompanhou o embalo e se apresentou com figurinos vermelhos, todos inspirados do projeto gráfico do disco.

No repertório todas as canções do seu disco, com destaque para a faixa “Que Estrago”, cujo clipe psicodélico chegou nas redes sociais poucos dias antes do show. Impactante ver a reação do público presente, claramente fascinado e cantando a plenos pulmões os versos safadinhos como “Deda, deda, deda, deda, deda, dedada. Molha, molha, molha, molha, molha, mulher molhada”. Também se destacaram “Ninguém Perguntou por Você” e “Puro Disfarce”.

Entre as canções, Letrux interagiu muito com a plateia, vezes recitando poemas, vezes contando histórias. A mais interessante foi quando a cantora comentou sobre o Prêmio Multishow 2017, onde foi consagrada na categoria de Melhor Disco. De forma divertida, ela contou sobre o nervosismo que sentiu, já que a Sandy estava bem próxima dela na plateia.

“Flerte Revival” já apontava para o encerramento do show, que provou o potencial da cantora e desse trabalho. “Letrux em Noite de Climão” não deve ser considerado somente um dos melhores lançamentos do ano, mas também um dos melhores shows da atualidade. Vale a pena entrar no climão e ser seduzido por esse trabalho, que se eu tivesse que resumir, diria que foi feito com muito tesão, com certeza!

Crédito fotos: Viviane Pereira ( Música Compartilhada )

Samba de Rainha realiza temporada todas as quintas-feiras de outubro no Pátio SP

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As cinco integrantes do Samba de Rainha têm em comum uma pegada forte no jeito de tocar, resultado da empolgação com o trabalho e do encontro das influências mais diversas: samba de roda, canção popular, Rolling Stones, Benito Di Paula e Roberto Carlos, só pra citar algumas. Formado por Aidée Cristina  (surdo e coro), Erica Japa (rebolo e coro), Karina Oliveira (cavaco), Nubia Maciel (voz) e Sandra Gamon (percussão e coro), o grupo é presença constante na cena musical paulistana, tendo participado de diversos festivais, eventos e se apresentado nas melhores casas noturnas da cidade.

Ouvir o Samba de Rainha é ouvir um convite para a celebração, para a festa, para a alegria. E para expandir o convite, o grupo realizará uma temporada durante todas as quintas-feiras do mês de Outubro/2017 no Pátio SP. Instalado na esquina da Mourato Coelho com a Wisard, na Vila Madalena, o bar recentemente aberto, remete à descontração de uma praça. A casa convida à conversa jogada fora, ao bem-estar, ao culto à música de qualidade.
Retrata o perfil do paulistano na recente ocupação dos espaços públicos, na preocupação com o verde e com a sustentabilidade. Tem bancos feitos a partir de paletes, garrafas recicladas penduradas, grafites nas paredes e um grande jardim vertical.

Com tantos atributos em comum, essa temporada promete um brinde à boa música e a afirmação de que o lugar da mulher é onde ela quiser, inclusive no samba!

Créditos foto: Laura Guimarães.

Paulinho Moska e a genialidade do show “Violoz”

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Tornando-se cada vez mais uma referência para os shows na cidade de São Paulo, a Casa Natura Musical recebeu no último fim de semana o cantor Paulinho Moska para duas apresentações do espetáculo intitulado “Violoz”.

A abertura ficou por conta de Bárbara Dias, novo nome na cena musical que se mostrou extremamente à vontade e confiante no palco. Acompanhada de seu violão, mesclou composições autorais com versões de seus artistas preferidos, como Tiago Iorc, bastante elogiado pela cantora e que recebeu aplausos calorosos da plateia ao ter seu nome citado. Apesar do show curto, Bárbara instigou e provou que é um nome que deve ser acompanhado.

Logo em seguida, Paulinho Moska nos presenteou com um show repleto de canções, histórias, momentos e recordações. Conhecido por sua boa relação com o mercado latino americano, o cantor arriscou um “portunhol” e abriu o show com a canção “Hermanos”, seguida por “A idade do céu”, canção originalmente composta em espanhol por Jorge Drexler, cuja versão em português foi escrita pelo próprio Moska.

Alternando entre os violões, guitarra e bandolim, o cantor apresentou seu excelente repertório sempre conduzindo de forma precisa todos seus instrumentos. Um show solo requer muita confiança e Moska tem de sobra. Além dos seus sucessos como “A seta e o alvo”, “Tudo novo de novo” e “Pensando em você”, fizeram parte do repertório parcerias de Moska gravadas originalmente por outros artistas. “Sinto Encanto”, gravado por Zélia Duncan no disco “Pelo sabor do gesto”, “Namora comigo” composta por Moska e gravada por Mart’nália.

O show “Violoz” comprova a genialidade de Moska. Excelente instrumentista, ótimo compositor e com uma espontaneidade no palco que impressiona e cativa o publico.

Setlist
1. “Hermanos”
2. “A idade do céu”
3. “Soneto do teu corpo”
4. “Tudo o Que Acontece de Ruim É Para Melhorar”
5. “Pensando em você”
6. “Impaciente Demais”
7. “A seta e o alvo”
8. “Sinto encanto”
9. “Sonhos”
10. “While My Guitar Gently Weeps”
11. “Lágrimas de diamantes”
12. “Sem dizer adeus”
13. “O último dia”
14. “Tudo novo de novo”
15. “Quantas vidas você tem”
16. “Namora comigo”
17. “Admito que perdi”
18. “Um móbile no furacão”
19. “Relampiano”
20. “Stand By Me”
21. “Somente nela”
22. “Muito pouco”

“Esquina Paulistana” apresenta a pluralidade da música de São Paulo

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O que esperar de um show que reúne em seu repertório canções de nomes como Cólera, Katinguelê, Itamar Assumpção, Rita Lee e Mamonas Assassinas? O projeto Esquina Paulistana, realizado no recém-inaugurado Sesc 24 de Maio, uniu diversos estilos e referências em sua primeira edição.

Com uma big band acompanhando e sendo apresentada logo no inicio, Maurício Pereira comandou o show contando sobre a ideia do projeto e apresentando seus convidados. Vocalistas tão distintos, mas que cantaram a cidade de São Paulo com a mesma empolgação.

Tulipa Ruiz abriu os trabalhos interpretando “Prezadíssimos Ouvintes” de Itamar Assumpção e recebendo Thaíde para um dueto sensacional. Paulo Miklos surgiu e interpretou “A Praça”, sucesso de Ronnie Von, mas antes dividiu suas memórias com a plateia, contou que quando criança achava que a música se referia a Praça Marechal Deodoro, era a referência de praça que tinha, pois passou a infância brincando nos tanques de areia do local.

Suzana Salles, de longe a mais animada do show, entrou cantando “Marvada Pinga”, clássico da saudosa Inezita Barroso e contagiou a plateia, um pouco tímida de inicio. Clemente, vocalista da banda Inocentes, completou o time. Com todos no palco, o clima era de descontração, rendeu até uma piada usando como referência a Escolinha do Professor Raimundo, já que todos aguardavam sentados na lateral do palco para interpretarem suas canções.

Tulipa Ruiz e Maurício Pereira fizeram um dueto inusitado interpretando “Recado À Minha Amada”, sucesso do grupo de pagode Katinguelê. Teve até coreografia embalada por Suzana e Clemente. Nesse ponto a plateia já estava contagiada e entrou no clima. Não faltaram braços balançando, principalmente ao cantarem “Não se vá” de Jane e Herondy. O punk rock se fez presente com a ótima versão de “Polícia” das Mercenárias, interpretada com convicção por Suzana Salles.

O ótimo bis ficou por conta de “Pelados em Santos”, grande sucesso da banda Mamonas Assassinas, talvez o nome que melhor represente a pluralidade musical existente em São Paulo.

A primeira edição do Esquina Paulistana cumpriu o papel e deixou abertura para futuras edições. Porém, por se tratar de um repertório especial, seria interessante que as músicas interpretadas fossem as mesmas relacionadas no programa entregue na entrada do show. “São Paulo” do 365 e “Não Existe Amor em SP” do Criolo, estavam listadas, não foram interpretadas e alimentaram a deixa para a continuidade do projeto.

Vale destacar o novo horário de shows criado pelo Sesc 24 de Maio: meio-dia. Perfeito para quem trabalha no Centro da cidade e deseja curtir a hora do almoço de forma diferente. Que esse horário permaneça e continue trazendo boas opções.

Exposição “Renato Russo” presenteia e emociona com a história do ídolo da música nacional

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“Renato Russo” presta homenagem a um dos maiores ícones da música brasileira e é a quarta exposição idealizada e concebida totalmente pelo MIS – Museu da Imagem e do Som. A mostra conta com curadoria de André Sturm – ex-diretor do MIS – e direção de arte do Ateliê Marko Brajovic. Giuliano Manfredini, único filho do artista, concedeu ao MIS total acesso ao apartamento de Renato Russo confiando à equipe do museu sua catalogação, conservação e adaptação para a exposição.


A exposição totaliza mais de 1000 itens e ocupa dois andares do MIS. Ao entrar, subimos uma escada decorada com imagens de diversos artistas que serviram de inspiração para o Renato. Seguindo uma ordem cronológica, primeiro descobrimos um pouco sobre o menino Renato Manfredini Júnior, seus trabalhos e boletins escolares, esse sempre com ótimas notas registradas pelos professores. Interessante observar que desde pequeno ele teve o hábito de registrar suas tarefas e atividades, com certeza isso auxiliou para a realização dessa

Em seguida acompanhamos os primeiros passos musicais do já adolescente Renato Russo. Estão presentes os originais das primeiras letras escritas para o repertório da banda Aborto Elétrico e cartazes criados manualmente pelos próprios integrantes.


Chegamos nos espaços reservados à carreira musical com a Legião Urbana. É impossível não se emocionar e visitar a exposição cantarolando os sucessos da banda que servem de trilha sonora nos espaços. Estão presentes anotações sobre as concepções dos discos, letras originais, releases, críticas, instrumentos musicais, quadros de discos de ouro, platina e até diamante, recebidos em homenagem as vendas impressionantes alcançadas pela banda.

Televisores com imagens de arquivo mostram apresentações ao vivo da banda, basta o visitante colocar o fone de ouvido e assistir registros históricos. Um desses momentos é a participação da banda no extinto Programa Livre, atração comandando por Serginho Groisman no SBT na década de 90. Em determinado momento, a plateia do programa pede que a banda interprete a canção “Pais e Filhos”, eles atendem o pedido, mas antes Renato faz um discurso falando sobre como a música é pesada e o deixa num estado muito complicado, porque trata de suicídio e o desgasta emocionalmente. Ele diz que é preciso respeitar o artista, porque no caso da Legião Urbana, muitas canções são difíceis de serem executadas, pois o abalam demais. Mesmo dizendo que “não lembra a letra dessa música”, Renato interpreta a canção e vemos uma plateia completamente emocionada e cantando com muita intensidade.

Outro momento marcante é conferir um vídeo onde a banda interpreta “Vento no Litoral”. A imagem é projetada em diversos tecidos brancos, com um movimento que remetem literalmente ao vento no litoral. Impossível não se emocionar ao presenciar as imagens e observar a letra composta por Renato Russo em parceria com Dado Villa-Lobos. A carreira solo do cantor e os discos póstumos também ganharam destaque nessa exposição.


Foram recriados dois espaços do apartamento habitado por Renato Russo no Rio de Janeiro, parte de sua sala e seu quarto. Também podemos conferir parte das roupas usadas pelo cantor e do seu imenso acervo de livros e discos. Temos ali a certeza que Renato Russo era um colecionador nato.

Ao subirmos para o segundo andar da exposição, vemos um espaço repleto de cartas recebidas por fãs. Interessante ver a forma como Renato tratava seus fã-clubes. Ele por muitas vezes os recebia em seu próprio apartamento.

A exposição comprova a genialidade, por vezes incompreendida, do cantor Renato Russo. E mostra como suas letras, mesmo após duas décadas do seu falecimento, continuam atuais. Único ponto a reclamar seriam os fones de ouvido dos televisores, alguns não funcionam e assim não temos acesso aos áudios. Duas dicas importantes: às terças a entrada é gratuita, ao visitar a exposição, reserve um bom tempo, eu levei cerca de 3 horas para conferir tudo com atenção aos detalhes. A exposição fica em cartaz até o dia 28 de janeiro de 2018.

O som que nasce delas: vem aí a segunda edição do Festival Sonora São Paulo

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Evento foca na formação da mulher na música e tem participação de nomes como Liniker, As Bahias, Tiê, Karina Buhr e muito mais!

Com apenas mulheres à frente de todas as etapas da produção, a segunda edição do Festival Sonora São Paulo promete ser ainda maior que a primeira. O festival, que teve início pela internet em 2016, ocupa, em 2017, 69 cidades espalhadas por países como EUA, Zimbábue, Gana, Suíça, Chile, Egito, Colômbia e Turquia. Em São Paulo, o festival ocorre no Centro Cultural São Paulo, Jazz nos Fundos e na Red Bull Station, tendo como objetivos, além de ser vitrine para o trabalho das compositoras, levar informação e formar mulheres profissionais para o mercado da música através de palestras e oficinas e vivências.

Durante 29 de setembro a 2 de outubro, a capital paulista vai se tornar palco do maior festival de compositoras do mundo com pocket shows, oficinas, palestras, apresentações de mulheres já conhecidas no meio musical. Confira a programação:

Sexta-feira (29/09):
A abertura fica por conta de um bate-papo + show no Red Bull Station mediado pela jornalista Roberta Martinelli, com as participações das artistas Papisa e Ana Larousse e direito à plateia. Em seguida, o som fica por conta da DJ e produtora Bad Sista.

Sábado (30/09):
No segundo dia, a manhã continua no Red Bull Station com uma oficina de gravação em estúdio conduzida pela Alejandra Luciani, engenheira de som do Red Bull Station SP, que vai abordar, na prática, os processos de gravação da banda Meia Noite em Marte dentro do estúdio e sua experiência como mulher neste ramo.

À partir das 14h a festa é no Centro Cultural São Paulo com programação intensa: debates, oficinas, vivências, shows e showcases. A primeira atração fica por conta do debate “Mercado da Música para Mulheres Instrumentistas”, com mediação da Roberta Youssef e papo com Anna Tréa, Larissa Conforto e Patricia Ribeiro.

Às 15h10 começa uma conversa entre a cantora Tiê e As Bahias e a Cozinha Mineira falando sobre gestão de carreira.. E às 16h15 rola um assunto super interessante e em voga, o debate é sobre “Música além do gênero/ gênero além do tempo”. Mediado por Aretha Sadick e participações do cantor e compositor trans Gui Sales, a pianista e compositora trans Marcelle Barreto, a cantora Karina Buhr e a Draga da Quebrada. Entre um debate e outro, slam com Danna Lisboa tomará conta do pedaço!

As oficinas não poderiam ficar de fora e acontecem durante à tarde: às 14h tem uma sobre “Divulgação nas Mídias Sociais”, com a nossa social media Ana Beatriz Resende; e outra às 16h sobre produção “da ideia à realização”, com a Katia Abreu, criadora do Dia da Música, e Sil Ramalhete. À partir das 16h, rola uma vivência super bacana sobre técnicas de som, com a Lila Stipp. A trilha sonora fica por conta dos seis pocket shows das artistas Aline Machado, Yasmin Oli, Marujos, Rap Plus Size, As Despejadas e Sixkicks, que rolam entre 14h e 17h, logo na saída do Metrô Vergueiro. A escolha dessas musicistas ficaram por conta da curadoria que escolheu 12 entre 150 inscritas.

A programação musical começa às 17h30, com show de Alzira E e Alice Ruiz. E, logo depois, às 19h, com Karina Buhr. O dia termina com mais música no Jazz nos Fundos, com show da Bluebell, às 22h, e uma JAM das Minas à meia-noite!

Domingo (01/10):
Nada de pôr as pernas pro ar e assistir televisão que nossa programação continua fervendo no CCSP! Às 14h começa o primeiro debate do dia sobre “Onde estão as produtoras musicais?”, com mediação de Claudia Assef e participação de Bad Sista, Jesus Sanches e Gabi Lima. Às 15h o bate-papo é sobre as “Mulheres na Técnica” com mediação de Florencia Akamine e participação de Fernando Sanches, Olivia Munhoz e Elis Menezes.
Fechando os debates do dia, às 16h, teremos o assunto que trouxe todas essas mulheres até aqui: a composição! Quem guia o assunto é a Ana Larousse, que desenrola o papo com Makiko, MC Tha, Bárbara Eugênia e Cris Botarelli.

As oficinas do domingo começam às 14h com temas super atuais: “Composição: ritmo e poesia” com Lurdez da Luz e, logo depois às 16h, sobre “Construção da Imagem: da letra ao look”, com Isadora Gallas. A vivência do dia é com a Flávia Biggs, do Girls Rock Camp.

Os shows na Sala Adoniran Barbosa do terceiro dia de Festival Sonora começam com as cantoras Soledad e Marcelle, às 17h, e continuam com Badi Assad e Liniker, às 18h15. Os showcases rolam também a partir das 14h com a participação de Trouble, Bruna Prado, REsostenido, Malaguetas, As Lavadeiras, Aghata Saan.

Segunda-feira (02/10):
O encerramento do Sonora SP será com a Batalha Dominação. Esse evento acontece todas segundas-feiras na estação São Bento do metrô, reunindo um público misto e funciona como uma batalha de rima de conhecimentos na qual apenas mulheres podem participar.

E a festa termina reverberando seu slogan: o som que nasce delas!

Crédito fotos: Divulgação.

Zélia Duncan esbanja carisma em show no SESC São José dos Campos

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Atração constante no circuito de shows no SESC de São Paulo, a cantora Zélia Duncan marcou presença na região do Vale do Paraíba Paulista, precisamente em São José dos Campos, um charmoso município localizado a 94 quilômetros da Capital.

Com o respaldo sempre cuidadoso do SESC, que selecionou o espaço do ginásio para receber o show e assim abrigar a maior quantidade de público, a cantora preparou um set list repleto de sucessos e que contemplou todas as fases de sua carreira. Além disso, houve espaço para versões e homenagens durante o show.
O show teve início pontualmente no horário marcado, característica sempre presente nos eventos organizados pelo SESC, e nos apresentou uma Zélia Duncan radiante, feliz por estar vivendo esse momento e em grande sintonia com seu público.

A abertura, com “Enquanto Penso Nela” do sempre atual Itamar Assumpção, já serviu para apresentar o ritmo que o show seguiria. Sempre interagindo durante os intervalos, a cantora conquistou o público com seus maiores sucessos, como “Alma”, “Sentidos”, “Não Vá Ainda” e “Tudo Sobre Você”.

Zélia também incluiu em seu repertório canções de artistas que fizeram parte da sua vida, e como a própria disse “Quando sinto saudades, eu canto”, após a frase a cantora homenageou a saudosa Cássia Eller, interpretando “O Segundo Sol”. Também tivemos “Quase sem querer”, da Legião Urbana e “Exagerado” de Cazuza, faixa que foi registrada por Zélia em dueto com Frejat.

Seu primeiro grande sucesso, “Catedral”, apontava para o final do show e mostrou a confiança e realização de Zélia Duncan, com postura convicta na frente do palco enquanto os primeiros acordes da canção eram executados pela banda que a acompanhava. Cantada em peso pelo público presente, a canção emocionou diversas pessoas, como sempre ocorre nos shows da cantora.

A abertura do bis teve um número intimista com a cantora, acompanhada do seu violão, cantando “Imorais”. Uma das melhores letras de sua discografia e que cabe perfeitamente para os dias de hoje, com trecho que merece ser destacado: “Mas um dia eu sei a casa cai. E então a moral da história vai estar sempre na glória, de fazermos o que nos satisfaz”.

O encerramento foi no ritmo do reggae, embalado pelo seu hit “Nos Lençóis Desse Reggae”, canção que foi trilha sonora do seriado juvenil “Confissões de Adolescente” e que ainda teve espaço para citações de “Vamos Fugir” de Gilberto Gil e “One Love” de Bob Marley. Missão cumprida, Zélia Duncan presenteou a cidade com um excelente show e que confirmou porque integra o time das maiores cantoras do país.

Set List
1. “Enquanto penso nela”
2. “Boas Razões”
3. “Tua Boca”
4. “Lá vou eu”
5. “Telhados de Paris”
6. “Isso não vai ficar assim”
7. “Carne e osso”
8. “Tudo sobre você”
9. “O tom do amor”
10. “Não vá ainda”
11. “Sentidos”
12. “Vê se me esquece”
13. “No meu país”
14. “Pagu”
15. “Quase sem querer”
16. “O segundo sol”
17. “Catedral”
18. “Alma”

Bis
19. “Imorais”
20. “Enquanto durmo”
21. “Exagerado”
22. “Nos lençóis desse reggae” (citações “Vamos Fugir” e “One Love”)

Créditos fotos: Cris Almeida.

“Vamp, o musical” confirma a boa fase dos musicais no Brasil

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A novela “Vamp”, comédia de terror que marcou toda uma geração nos anos 90 e até hoje é considerada “cult” pela legião de fãs que deixou, foi adaptada para o teatro pela Aventura Entretenimento. Após temporada de sucesso no Rio de Janeiro, o espetáculo musical estreou no dia 15 de setembro, em São Paulo, no Teatro Sergio Cardoso.  Com concepção e direção geral de Jorge Fernando e direção de Diego Morais, que dirigiu ao lado de Jorge a novela “Êta mundo bom”, o espetáculo “Vamp, o musical” tem no elenco os protagonistas do folhetim, Claudia Ohana e Ney Latorraca.

Claudia Ohana renasce como a cantora de rock Natasha, papel mais emblemático de sua carreira, e Ney Latorraca, volta como o Conde Vlad, um dos mais marcantes personagens de sua vitoriosa trajetória, para trazer ao palco a inesquecível dupla de vampiros hilários, cativantes e apavorantes (de mentirinha).

A música-tema é a arrepiante “Noite Preta”, imortalizada pela cantora Vange Leonel e que no musical ganha novos arranjos e a voz de Claudia Ohana. Claudia também assume o vocal do clássico “Sympathy to the Devil”, dos Rolling Stones, como fez na novela, e “Puro Êxtase”. Entre as outras canções, estão “Thriller”, de Michael Jackson, coreografada em uma releitura em que tudo termina em samba. “Gita”, de Raul Seixas, “Felicidade Urgente”, de Elba Ramalho, e “Doce Vampiro”, de Rita Lee, são outros destaques.

 

O grande destaque fica por conta de Ney Latorraca, o ator parece realmente se divertir reencarnando o personagem Conde Vlad e faz isso de uma forma tão leve e divertida que nos deixa ansiosos para suas aparições durante o musical. Em determinado momento solo, o ator se dirige a platéia e faz um show de improviso, sendo sempre ovacionado pelo público.

Os cenários são incríveis. E são muitos. As trocas são perfeitas e tornam o espetáculo muito dinâmico, fazendo com que os dois atos passem rapidamente. Iluminação, banda, figurinos, tudo impecável e que não deixam a desejar para as produções internacionais.

O sucesso da temporada no Rio de Janeiro e o esgotamento dos ingressos para as primeiras sessões da nova temporada em São Paulo, provam que o público brasileiro tomou gosto por musicais. Numa época em que grandes produtoras se concentram em adaptar musicais internacionais, é muito importante ver que alguns ainda acreditam num produto 100% nacional, de fácil entendimento e que merece seguir em turnê pelo país.

Crédito fotos: Divulgação.

Felipe Cordeiro anuncia sua Domingueira Jambu com Siba e Fafá de Belém

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Domingueira Jambu é um baile paraense comandado pelo músico Felipe Cordeiro que conecta a sonoridade do Pará a diversidade da música brasileira. No embalo do carimbó, guitarrada, lambada e tecnobrega se misturam ciranda, maracatu, samba e MPB, celebrando o Brasil da cultura antropofágica, de todas as cores e sons.

A estreia, no dia 24 de setembro no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo, conecta Pará e Pernambuco, com o anfitrião paraense Felipe Cordeiro, recebendo ao palco o pernambucano Siba e a conterrânea Fafá de Belém, uma das cantoras mais populares do Brasil.

Felipe Cordeiro é um dos principais nomes da nova geração da música do Pará, conhecido por fazer uma narrativa musical que une a tropicalidade latino americana e a música pop brasileira no qual se conectam guitarra, beats e letras de canções. Com Fafá de Belém, Felipe consolidou a parceria musical em turnês e na produção, junto com o pai Manoel Cordeiro, do disco “Do Tamanho Certo Para o Meu Sorriso”, que celebrou quarenta anos de carreira da cantora e venceu o 27 Prêmio da Música Brasileira, na categoria “melhor álbum popular”.

Siba é um dos mestres da nova geração do maracatu e dos cirandeiros, referência entre os artistas da cena contemporânea brasileira, assinando um estilo inovador e singular. O primeiro disco solo, “Avante”, foi aclamado pela crítica, e o recente “De Baile Solto”, também recebeu elogios mundo afora. Em 2015 venceu o Prêmio Multishow na categoria Música Compartilhada. Gravou participação no DVD Bréa Époque”, de Felipe Cordeiro, que será lançado em breve pelo Natura Musical.

SERVIÇO
Domingueira Jambu – Felipe Cordeiro convida Siba e Fafá de Belém
Dia: 24/09/2017
Local: Centro Cultural Rio Verde – Rua Belmiro Braga, 119 (convênio com o Estacionamento do Alemão – Rua Girassol, 45)
Hora: 18h às 23h

Ingressos: Meia Entrada: R$20 / Promocional: R$30/ Inteira: R$40