Gal Costa e o poder da sua voz no show “Espelho d’Água”

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A cantora Gal Costa realizou no último final de semana mais uma temporada de shows no teatro do SESC Vila Mariana. Dessa vez o espaço abrigou o show intitulado “Espelho d’Água”, onde a cantora é acompanhada somente por Guilherme Monteiro no violão/guitarra.

Sempre muito sorridente, a cantora esbanjou simpatia ao interagir com o público contando um pouco sobre como foi seu encontro com o músico e a ideia de concepção desse show. Guilherme substituiu o guitarrista Pedro Baby em uma apresentação da cantora, que naquela ocasião divulgava a turnê “Recanto”. Gal disse que o primeiro contato deles foi direto na passagem de som, e quando Guilherme começou a tocar e criou aquela “cama harmônica” ela deitou, gozou e pensou “quero fazer algo com esse cara”.

Desde então a dupla percorre o país com o “Espelho D’Água”, cujo repertório emblemático foi concebido em parceria com o diretor musical Marcus Preto. No repertório não faltaram canções fundamentais na carreira de Gal, com destaque para “Baby”, “Vaca Profana”, “Tigresa” e “Você não entende nada”.

Gal apresentou sua excelente versão para “It’s All Over Now, Baby Blue”, canção de Bob Dylan cujos versos em português foram escritos por Caetano Veloso em parceria com Péricles Cavalcanti e foi lançada em 1977 no disco “Caras e Bocas”. Uma ausência sentida foi da canção “Espelho d’Água”, que dá nome ao show e foi composta especialmente para Gal Costa por Marcelo Camelo em parceria com seu irmão Thiago Camelo.

“Sua Estupidez”, canção da dupla Roberto Carlos & Erasmo Carlos, emocionou a plateia presente. É impressionante ver a forma como Gal se relaciona com o público. Devemos ser gratos pelo privilégio de assistir uma cantora tão segura, com mais de 50 anos de carreira, e que continua renovando seu público, atraindo jovens para seus shows e esgotando ingressos por onde passa.
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Fotos: Riziane Otoni 

BaianaSystem abre programação musical de 2018 do SESC Pompeia

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Em circulação com a turnê do disco “Duas Cidades” (2016), o grupo BaianaSystem ocupou o palco da Comedoria do Sesc Pompeia entre os dias 4 e 6 de janeiro, em uma série de três shows que abriu a programação musical da unidade em 2018.

Além de tocar o mais recente disco, a banda soteropolitana criada em 2009 propõe novas inserções sonoras, trechos instrumentais inusitados e as mais recentes faixas “Capim Guiné” (com Titica e Margareth Menezes), ”Invisível” e “Forasteiro”. Para esses shows, BaianaSystem convidou o rapper carioca BNegão, parceiro de longa data e artista homenageado em “Duas Cidades”. Além dele, também subiram ao palco Flora Matos e Rico Dalasam.

Mais do que um simples show, a apresentação da BaianaSystem é uma verdadeira experiência audiovisual, com seus telões e projeções que dialogam diretamente com os temas abordados pelo grupo em suas composições. A distribuição de máscaras para o público presente garantiu a sincronia com o projeto gráfico da banda.

Russo Passapusso demonstra um domínio absurdo de palco, além de ocupar todos os espaços existentes, o vocalista interage com a plateia e levanta questões importantes, na apresentação do dia 05 de janeiro o cantor questionou a nossa relação com a América Latina e o distanciamento do Brasil com os demais países latinos.

Musicalmente falando, a performance do grupo impressiona com a sua mistura de riffs da guitarra baiana, os beats do combo e o peso da bass culture com o tempero baiano: a palavra das ruas para as ruas. As participações especiais, totalmente integradas com a proposta da banda, elevaram os shows realizados no SESC Pompeia.

Essa temporada provou porque a BaianaSystem tem sido um dos nomes mais comentados no cenário musical brasileiro. “Duas Cidades” já se tornou um disco clássico, agora é momento de curtir o restante dessa turnê e aguardar os próximos passos na carreira do grupo.

“Acaso casa” celebra o encontro de Mariene de Castro e Almério

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Realizado no último sábado na Casa Natura Musical, o show intitulado “Acaso casa” reuniu dois talentosos nomes da Música Popular Brasileira: Mariene de Castro e Almério. Mariene lançou seu primeiro disco, o excelente “Abre Caminho”, em 2005, mas foi somente em 2013 que a cantora surgiu para o grande público, quando interpretou a saudosa Clara Nunes no show que deu origem ao CD e DVD Ser de Luz”. Almério lançou neste ano seu segundo disco “Desempena” e garantiu ótimas avaliações da crítica especializada e já aparece nas listas de melhores lançamentos de 2017.
O primeiro encontro dos artistas aconteceu num sarau realizado na casa de José Maurício Machline, o nome por trás do Prêmio da Música Brasileira. A sintonia foi imediata e ali mesmo surgiu a ideia do show, que tem a direção do próprio José Maurício. ‘Numa reunião em casa onde vários amigos deram canja, os dois se conheceram e se afinaram de forma inusitada, inclusive no que diz respeito ao tom, que muitas vezes entre homem e mulher é muito difícil. Ter escutado e visto a emoção que eles tiveram na união do canto foi uma coisa que contagiou a quem os assistia, mas principalmente aos dois cantores que se emocionaram de alguma forma que as lágrimas caíam em forma de música’, conta Machline. Em tom intimista, os cantores são acompanhados por dois violões e um acordeom, e nos levam a um show repleto de emoções e lembranças, mergulhando num repertório que canta principalmente a história do interior nordestino brasileiro, aliado ao belo cantar carregado de sotaque dos nossos protagonistas.

O roteiro do show é bem dividido, mesclando números em dupla e solos. Almério destacou-se na primeira parte do show, principalmente ao interpretar “Fala” do grupo Secos & Molhados. A plateia foi ao delírio e manifestava-se mesmo antes do término da canção. Do seu elogiado “Desempena”, Almério só cantou “Segredo”, mas ao dividir a canção em coro com o público, temos a certeza do potencial do cantor, que impressiona com sua performance nos palcos.

Mariene de Castro parecia um tanto quanto contida nessa apresentação, mesmo quando cantou alguns de seus sucessos como “Amuleto de Sorte” e “Ser de Luz”. Ao interpretar “Antes do mundo acabar”, parceria de Zélia Duncan com Zeca Baleiro, a cantora dedicou a música à Zélia, sua “irmã de alma”. Foi só ao cantar “Tirilê” que Mariene despertou e entregou aquilo que estamos acostumados a presenciar em seu shows, pediu ajuda da plateia nas palmas e girou muito no palco. Por mais que tenha sido um lindo momento, ele serviu para provar talvez a maior ausência do show: percussão, já que o batuque é presença constante no repertório de ambos.
O encerramento com “Canto de Ossanha” resume todo o potencial desse encontro, que merece ser alinhado e viajar pelo país.

Fotos: Felipe Giubilei

Lenine encerra a turnê do disco “Carbono” no SESC Parque Dom Pedro II

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O cantor e compositor pernambucano Lenine apresentou o show de encerramento da turnê de seu disco mais recente: “Carbono”, lançado em 2015. A apresentação ocorreu no SESC Parque Dom Pedro II, localizado na região central da cidade de São Paulo, próximo a um dos cartões-postais da cidade, o Mercado Municipal.
Com entrada gratuita e ao ar livre, nem a chuva que marcou presença pouco antes do show, foi capaz de espantar o público, que conferiu de perto as canções que integram o repertório do disco “Carbono” e as versões revisitadas das canções consagradas do cantor.

Entre os destaques, estão as canções “Na Pressão” e “Hoje Eu Quero Sair Só”. A canção “Rua de Passagem” chamou atenção por seu teor político presente em versos como “A cidade é tanto do mendigo quanto do policial. Todo mundo tem direito à vida. Todo mundo tem direito igual.”. Interessante ouvir e cantar versos assim em pleno Centro de São Paulo, região que sofre com o enorme descaso da atual gestão da Prefeitura, que parece não entender o mínimo sobre ocupação de lugares públicos.

“Paciência”, maior sucesso do cantor e que já ganhou versões gravadas por Simone e Zeca Baleiro, foi insistentemente pedida pelo público presente e foi a escolhida para encerrar a apresentação. Sempre muito simpático, Lenine disse que a banda tocaria a base e a cantoria ficaria por parte do púbico, que não decepcionou e cantou fortemente uma das melhores composições da música brasileira.

Fotos: Viviane Pereira ( Música Compartilhada )

Nação Zumbi apresenta sua recém lançada “Radiola NZ” no SESC Pompeia

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Percussores do Mangue Beat, movimento musical que ganhou projeção nacional na década de 90, a Nação Zumbi se apresentou no último final de semana na Comedoria do SESC Pompeia. Depois de realizar uma turnê em comemoração aos 20 anos do clássico álbum “Afrociberdelia”, a banda se prepara para mais um lançamento, dessa vez surge o álbum “Radiola NZ”, apresentando versões ousadas de canções que influenciaram a banda.

Com ingressos esgotados para todos os dias, a temporada mais uma vez provou o potencial da banda, cuja presença é marcante nos principais festivais musicais do país. O repertório revisitou canções como Refazenda” de Gilberto Gil e “Não Há Dinheiro Que Pague” do Rei Roberto Carlos.

“Amor” do Secos & Molhados ganhou uma versão mais pesada, com a forte presença do trio de alfaias, instrumento fundamental na formação musical da banda, que conta com excelentes músicos, com destaque para o guitarrista Lúcio Maia e o baterista Pupillo. Sem a ilustre presença de Ney Matogrosso, como ocorreu no encontro realizado no Rock In Rio, a execução da canção pareceu bem mais alinhada.

Algumas versões pareceram menos inspiradas, porém não chegaram a comprometer o show, cujo ponto alto ainda foram as canções autorais da banda, como “Manguetown”, “Meu Maracatu Pesa uma Tonelada” e “Quando a Maré Encher”, essa última eternizada pela versão da cantora Cássia Eller, que registrou a versão em seu Acústico MTV com participação especial da própria Nação Zumbi.

Tendo a frente o vocalista Jorge du Peixe, as apresentações da banda sempre carregam um tom político, não faltaram falas de descontentamento com o atual cenário político brasileiro e demais assuntos.

Fotos: Carol Vidal

Então é Natal! E o que a Simone te fez?

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Tá chegando o Natal e com ele aquele ódio gratuito contra a cantora Simone e seu hit natalino. “25 de Dezembro” é um disco maravilhoso. Foi lançado em 1995, e eu, uma criança viciada em SBT (naquela época não tinha noção de realidade e não percebia o quão machista e escroto o Silvio Santos pode ser) ficava intrigado com um comercial que anunciava “faltam XX dias para 25 de Dezembro”. Só que pelas contas é quando seria 10 de Dezembro.

Achava aquilo meio louco. O comercial passava em todos os intervalos e se bobear eu nem dormi de ansiedade para saber o que significava essa palhaçada. Eis que chegou o dia e foi anunciado do que se tratava: o disco natalino da Simone.

As rádios tocavam exaustivamente “Então é Natal” e eu ficava bem emotivo. Sempre considerei, não sei exatamente o porquê, o Natal uma data triste. A música é uma versão em português de “Happy Xmas (War Is Over)” do beatle John Lennon, e também foi gravada por nomes como Maroon 5, Sérgio Reis, Padre Marcelo Rossi, Roupa Nova e Luan Santana.

Logo em seguida, comprei a fita K7 piratona (meu amor, eram tempos difíceis antes da internet facilitar a nossa vida) e fiquei apaixonado. É tão brega e tão lindo. Decorei todas aquelas músicas e por um bom tempo convivi com o espírito natalino. O disco fez tanto sucesso que vendeu cerca de 2 milhões de cópias na América Latina e suas vendas aumentam a cada final de ano.

Lembro bem da participação da Simone no programa da Hebe (que saudades, gracinha!) com o coral das Meninas Cantoras de Petrópolis. Todo mundo de branco, aquela coisa linda e tudo mais. Essa imagem sempre me vem na cabeça e lembro do quão impactado fiquei com isso.

Mas o que me levou a escrever esse texto é: esse disco fala de amor, respeito, solidariedade e afins. Só coisas boas e lindas. Reclamamos tanto das palhaçadas da nossa vida, e perdemos tempo criticando gratuitamente um trabalho que só quis levar o amor.

POR FAVOR, PAREM. Porque além de ser um ódio gratuito e desnecessário, é uma piada que já perdeu a graça. O mesmo serve para as piadas sobre a uva-passa e o pavê.

Festival LGBT Mix Music acontece de 15 a 26 de novembro em São Paulo

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Mix Music é o primeiro festival de música voltado para o público LGBT no Brasil e existe desde 2000, como o braço musical do festival de cinema e artes integradas Mix Brasil. Organizado pela Associação Cultural Dynamite e criado pelo produtor e ativista André Pomba , este ano, o festival completa 18 anos realizados ininterruptamente.

Desde a primeira edição, o festival sempre busca mesclar novos talentos com artistas consagrados como Liniker, que será a atração principal deste ano, num show que promete colorir o Parque do Ibirapuera em pleno feriado da Proclamação da República . Já os novos talentos participam de um concurso com prêmio de 1000 reais para cada uma das categorias: dança / coreografia , cantores(as) e drag queens . Confira a programação completa dessa edição:

15/11 quarta-feira (feriado) 16h- Liniker e os Caramelows @ Auditório do Ibirapuera (platéia externa)
17/11 sexta-feira 19h – Danna Lisboa e Saint-Hills @ CCSP
18/11 sábado 15h – Novos Talentos Coreografia @ CCSP
18/11 sábado 17h – Novos Talentos Cantorxs @ CCSP
18/11 sábado 19h – Novos Talentos Drag Queens @ CCSP
26/11 domingo 18h – Queer Explode, Gisele Almodóvar, Luana Hansen, Tiely Queen e Rimas & Melodias @ CCSP

Todos os eventos são gratuitos! No Centro Cultural São Paulo os ingressos devem ser retirados uma hora antes de cada evento. Aproveitamos a ocasião para conversar com o André Pomba, criador do Mix Music:

– Você idealizou o primeiro festival de música voltado ao público LGBT. Como surgiu essa idéia?

Na realidade a ideia não foi minha. O diretor do festival de cinema Mix Brasil, André Fischer, disse que queria expandir o evento e ter shows musicais. Assumi logo de cara o desafio e em 2000 foi criado o Mix Music.

– Manter um festival por 18 anos deve ser uma tarefa árdua num pais que não valoriza a cultura como deveria. Além dos habituais, quais desafios você enfrenta por se tratar de um evento LGBT?

O desafio é típico de qualquer produtor independente e ainda mais ativista da causa LGBT. Tem anos que temos apoio bom, anos que temos pouca verba, ano que não temos nenhuma verba e até já banquei do bolso algumas edições.

– O Concurso de Novos Talentos é sempre um destaque dentro da programação do Mix Music. Qual a sensação de abrir espaço para novos artistas? Como é a recepção do público?

Hoje em dia é a parte do Mix Music que eu mais me orgulho e me reciclo. No primeiro ano, foram somente 3 drag queens e quase ninguém na plateia e lembro de ter até feio um desabafo pela falta de compreensão. Porém a cada ano, essa parte aumenta de público, de disputa e agora temos 3 categorias (drag queen, cantorxs e coreografia/Dança).

– Eventos como o Mix Music ajudam a difundir o respeito as diferenças. Dentro da Militância LGBT, você enxerga uma união e avanços?

Não tenho dúvida que a cultura é a principal demolidora de preconceitos, é a forma com que tocamos a sociedade mais profundamente e a mudamos. Infelizmente, a militância LGBT se afundou numa guerra entre letrinhas de um lado e ideológicas/partidárias de outro. Num momento em que enfrentamos o conservadorismo nos atacando, sequer estamos unidos para combatê-los.

– Quais momentos você destacaria na trajetória do Mix Music? Sonha com alguma participação que ainda não aconteceu?

A primeira edição foi no próprio Centro Cultural, lembro até hoje do show da Vange Leonel (hoje falecida) que foi no formato piano e voz e só aconteceu lá. Teve os shows no SESC Pompeia com artistas como Perla, Maria Alcina, Ângela Rô Rô, inesquecíveis. Acho que meu sonho seria ter o Ney Matogrosso, por tudo o que ele representa para a música brasileira e a população LGBT. Teve um ano que ele estava de diretor de uma peça no Mix Brasil e assistiu a vários shows do Mix Music, sempre discreto e atento.

O Festival Mix Music é realizado com apoio do Edital de Apoio a Criação Artística Linguagem Música da Prefeitura de São Paulo

Letrux surpreendeu com seu climão no SESC Campo Limpo

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“Bota na tua cabeça que isso aqui vai render” e como rendeu! Foi com esse refrão da música “Vai Render” que Letrux abriu seu show na tarde de sábado, 04 de novembro, no SESC Campo Limpo. A apresentação teve inicio pontualmente as 18h e garantiu o anoitecer no climão da cantora, embalado pelo repertório do seu primeiro trabalho solo, o elogiado “Letrux em Noite de Climão”.

Com um figurino ma-ra-vi-lho-so, composto por um macacão brilhante e luvas, ambos vermelhos, a cantora transformou a tenda da comedoria do SESC num clubinho fervoroso. A banda, além de ser formada por ótimos musicistas, também acompanhou o embalo e se apresentou com figurinos vermelhos, todos inspirados do projeto gráfico do disco.

No repertório todas as canções do seu disco, com destaque para a faixa “Que Estrago”, cujo clipe psicodélico chegou nas redes sociais poucos dias antes do show. Impactante ver a reação do público presente, claramente fascinado e cantando a plenos pulmões os versos safadinhos como “Deda, deda, deda, deda, deda, dedada. Molha, molha, molha, molha, molha, mulher molhada”. Também se destacaram “Ninguém Perguntou por Você” e “Puro Disfarce”.

Entre as canções, Letrux interagiu muito com a plateia, vezes recitando poemas, vezes contando histórias. A mais interessante foi quando a cantora comentou sobre o Prêmio Multishow 2017, onde foi consagrada na categoria de Melhor Disco. De forma divertida, ela contou sobre o nervosismo que sentiu, já que a Sandy estava bem próxima dela na plateia.

“Flerte Revival” já apontava para o encerramento do show, que provou o potencial da cantora e desse trabalho. “Letrux em Noite de Climão” não deve ser considerado somente um dos melhores lançamentos do ano, mas também um dos melhores shows da atualidade. Vale a pena entrar no climão e ser seduzido por esse trabalho, que se eu tivesse que resumir, diria que foi feito com muito tesão, com certeza!

Crédito fotos: Viviane Pereira ( Música Compartilhada )

Samba de Rainha realiza temporada todas as quintas-feiras de outubro no Pátio SP

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As cinco integrantes do Samba de Rainha têm em comum uma pegada forte no jeito de tocar, resultado da empolgação com o trabalho e do encontro das influências mais diversas: samba de roda, canção popular, Rolling Stones, Benito Di Paula e Roberto Carlos, só pra citar algumas. Formado por Aidée Cristina  (surdo e coro), Erica Japa (rebolo e coro), Karina Oliveira (cavaco), Nubia Maciel (voz) e Sandra Gamon (percussão e coro), o grupo é presença constante na cena musical paulistana, tendo participado de diversos festivais, eventos e se apresentado nas melhores casas noturnas da cidade.

Ouvir o Samba de Rainha é ouvir um convite para a celebração, para a festa, para a alegria. E para expandir o convite, o grupo realizará uma temporada durante todas as quintas-feiras do mês de Outubro/2017 no Pátio SP. Instalado na esquina da Mourato Coelho com a Wisard, na Vila Madalena, o bar recentemente aberto, remete à descontração de uma praça. A casa convida à conversa jogada fora, ao bem-estar, ao culto à música de qualidade.
Retrata o perfil do paulistano na recente ocupação dos espaços públicos, na preocupação com o verde e com a sustentabilidade. Tem bancos feitos a partir de paletes, garrafas recicladas penduradas, grafites nas paredes e um grande jardim vertical.

Com tantos atributos em comum, essa temporada promete um brinde à boa música e a afirmação de que o lugar da mulher é onde ela quiser, inclusive no samba!

Créditos foto: Laura Guimarães.

Paulinho Moska e a genialidade do show “Violoz”

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Tornando-se cada vez mais uma referência para os shows na cidade de São Paulo, a Casa Natura Musical recebeu no último fim de semana o cantor Paulinho Moska para duas apresentações do espetáculo intitulado “Violoz”.

A abertura ficou por conta de Bárbara Dias, novo nome na cena musical que se mostrou extremamente à vontade e confiante no palco. Acompanhada de seu violão, mesclou composições autorais com versões de seus artistas preferidos, como Tiago Iorc, bastante elogiado pela cantora e que recebeu aplausos calorosos da plateia ao ter seu nome citado. Apesar do show curto, Bárbara instigou e provou que é um nome que deve ser acompanhado.

Logo em seguida, Paulinho Moska nos presenteou com um show repleto de canções, histórias, momentos e recordações. Conhecido por sua boa relação com o mercado latino americano, o cantor arriscou um “portunhol” e abriu o show com a canção “Hermanos”, seguida por “A idade do céu”, canção originalmente composta em espanhol por Jorge Drexler, cuja versão em português foi escrita pelo próprio Moska.

Alternando entre os violões, guitarra e bandolim, o cantor apresentou seu excelente repertório sempre conduzindo de forma precisa todos seus instrumentos. Um show solo requer muita confiança e Moska tem de sobra. Além dos seus sucessos como “A seta e o alvo”, “Tudo novo de novo” e “Pensando em você”, fizeram parte do repertório parcerias de Moska gravadas originalmente por outros artistas. “Sinto Encanto”, gravado por Zélia Duncan no disco “Pelo sabor do gesto”, “Namora comigo” composta por Moska e gravada por Mart’nália.

O show “Violoz” comprova a genialidade de Moska. Excelente instrumentista, ótimo compositor e com uma espontaneidade no palco que impressiona e cativa o publico.

Setlist
1. “Hermanos”
2. “A idade do céu”
3. “Soneto do teu corpo”
4. “Tudo o Que Acontece de Ruim É Para Melhorar”
5. “Pensando em você”
6. “Impaciente Demais”
7. “A seta e o alvo”
8. “Sinto encanto”
9. “Sonhos”
10. “While My Guitar Gently Weeps”
11. “Lágrimas de diamantes”
12. “Sem dizer adeus”
13. “O último dia”
14. “Tudo novo de novo”
15. “Quantas vidas você tem”
16. “Namora comigo”
17. “Admito que perdi”
18. “Um móbile no furacão”
19. “Relampiano”
20. “Stand By Me”
21. “Somente nela”
22. “Muito pouco”