5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Patrick Magalhães, da banda Walverdes

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Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje o convidado é o baixista e backing vocal da Walverdes, Patrick Magalhães, que topou o desafio de nos mostrar suas cinco pérolas favoritas.

CAXABAXA – “(Agito Desanimado) Pesadelo Gostoso”

“Todas as musicas do Caxabaxa são pérolas. Escolhi essa porque é uma que eu só descobri recentemente e achei top demais. O vocal gótico anos 80 tipo ultravox leva a sério o rolê cemitério”.

Holger Czukay  – “Persian Love”

“Falecido baixista do CAN, minha banda favorita atualmente”.

Doiseu Mimdoisema – “Epilético”

“Porto Alegre em 1994 era doido”.

John Maus – “Cop Killer”

“Eu chamo isso de musica de filme Blade Runner”.

Sheer Mag – “Fan The Flames”

“Essa é pra sair na rua num dia de sol comendo bergamota”.

 

O novo álbum da Courtney Barnett já tem previsão de lançamento!

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A mulher não para (por sorte nossa) de lançar materiais. Após o recente e incrível disco em parceria com Kurt Vile, “Lotta Sea Lice”, Courtney Barnett nem deu tempo pra respirar e lançou um single e data de lançamento para seu novo álbum Tell Me How You Really Feel”, que vem ao público em 18 de maio.

O single, “Nameless, Faceless”, ganhou clipe dirigido por Lucy Dyson, onde inclui gatinhos e uma composição que discursa contra os haters anônimos já comuns no ambiente digital e às consequências reais deste ódio. Assista:

Os títulos das faixas já foram divulgados, agora só resta chegar o mês de maio.

  • Hopefulessness
  • City Looks Pretty
  • Charity
  • Need a Little Time
  • Nameless, Faceless
  • I’m Not Your Mother, I’m Not Your Bitch
  • Crippling Self Doubt and a General Lack of Self-Confidence
  • Help Your Self
  • Walkin’ on Eggshells
  • Sunday Roast

Para os interessados, o disco já está em pré-venda nos mais diversos formatos através do site: http://courtneybarnett.com.au/pre-order/ 🙂

A ótima série Everything Sucks! possui trilha sonora repleta de clássicos dos anos 90

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O mais recente lançamento do Netflix, a série “Everything Sucks!” chega com uma trilha sonora que joga pesado com clássicos dos anos 90. A receita com clássicos marcantes, como apresentado no filme “Guardiões da Galáxia” da Disney, pode muitas vezes fazer mais sucesso ou trazer mais atenção para a produção audiovisual. A série tem apenas uma temporada e dez episódios, que já estão disponíveis na plataforma.

O trailer já envolve com a inesquecível “Linger”, do The Cranberries e mostra os dramas de estudantes adolescentes do ensino médio, com romance e situações cômicas que trazem toda a nostalgia de uma época sem smartphones e com a internet sendo aos poucos descoberta. Assista o trailer da série:

E aqui a playlist que reúne os clássicos tão amados da época que fazem parte da série (para cantar junto se você quiser):

Tagua Tagua lança seu primeiro clipe, “Rastro de Pó”

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O projeto Tagua Tagua, empreitada solo do cantor Felipe Puperi (ex-Wannabe Jalva) ganhou seu primeiro clipe. Após o lançamento do EP de três faixas, Tombamento Inevitável”, chegou a hora de dar imagens para o single “Rastro de Pó”. Masterizado por Brian Lucey, com referências de mezzo suingado, mezzo eletrônico e pitadas de R&B, o EP merece atenção pela originalidade e composições singelas.

As imagens do clipe “Rastro de Pó” foram gravadas em Cruz das Almas e Sapeaçu, na Bahia, e traz em sua narrativa as mágicas, tradicionais e proibidas guerras de espada. Em parceria com o diretor Douglas Bernardt, o clipe mistura com delicadeza todo o perigo e beleza das faíscas com a letra suave da canção. Confira o resultado:

Para conferir o EP completo do Tagua Tagua:

 

Faça a coisa certa e escute Zudizilla

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Para os entusiastas de hip hop e rap brasileiro, Zudizilla já não é mais novidade. Mas se você não conhece, é o momento! O não só MC, como designer, grafiteiro e artista plástico está ganhando espaço na cena desde 2013, quando lançou o EP “#LUX”.

Natural de Pelotas/RS, o rapper que já foi apontado como um dos pioneiros do cenário do estilo em território nacional, lançou em 2016 o seu primeiro álbum, que faz referência ao filme do diretor Spike Lee de mesmo nome: “Faça A Coisa Certa”. São quinze canções com discurso sólido sobre a realidade do cantor, referências cinematográficas e a presença de importantes discursos de Malcolm X.

O novo single “Steez” já foi ao ar através do canal Rap Box em janeiro, e o segundo álbum será lançado até o final de 2018. Confira:

Ainda sobre o projeto de criação de “Faça A Coisa Certa”, e para saber mais sobre o caminho trilhado por este MC do sul, assista:

Existia alguma treta entre Frank Zappa e The Beatles?

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Se você começar superficialmente analisando, a capa de We’re Only In It For The Money” (1968), terceiro álbum do The Mothers of Invention e uma paródia do vinil do The Beatles, o famoso Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (1967), nasce uma dúvida. Era apenas ironia ou uma crítica política?

Mas mergulhando um pouco mais e entendendo melhor a coexistência destes IMENSOS nomes, podemos encontrar declarações que mostram uma admiração mútua com pitadas de discordância política. No próprio lançamento do Sgt., Paul McCartney afirmou que o álbum era o “Freak Out”, álbum de 1966 do The Mothers of Invention, dos garotos de Liverpool.

A paródia da capa foi consensual, Paul autorizou mesmo com ressalvas sobre a gravadora e afins. Obviamente, isso aconteceu, e as primeiras edições foram censuradas, publicadas apenas no interior do álbum, até Frank Zappa criar sua própria gravadora e criar o formato independente. Mas isso não impede de acharmos que sim, o título critica a forma como a música estava sendo produzida na época, e de como Zappa queria talvez deixar claro que ele fazia o que queria como queria porque ele gostava, mas isso não anula seu interesse por capital. “As pessoas achavam que os Beatles eram deus! Isso não é correto” é uma das frases dele que mais vi sendo reproduzidas.

A imagem é de autoria de um parceiro de outras diversas capas que envolvem Zappa: Carl Schenkel. Este que era não só fotógrafo, como ilustrador, animador, designer e finalmente: especializado em capas de álbuns. Ele e Zappa eram muito parceiros, e outros diversos álbuns como Lumpy Gravy”, “Cruising with Ruben & the Jets”, “Hot Rats”, “Cheap Thrills” e “Mystery Disc” também são dele.

A capa não era uma provocação, mas se você escutar “Oh No” logo depois de ouvir “All You Need Is Love”, bem, a sua dúvida tende a retornar:

E a versão do The Mothers Of Invention:

A canção “Oh No”, que critica de maneira satírica “All You Need Is Love”, não é deste álbum. Ela foi escrita em 1967, mesmo ano que a “original”, mas lançada apenas em 1970, quando Weasels Ripped My Flesh” saiu nas lojas.

“Oh no
I don’t believe it
You say that you think you know
The meaning of love
You say love is all we need
You say
With your love you can change
All of the fools
All of the hate
I think you’re probably
Out to lunch”

Existem comentários de que em 1988 em shows, Zappa tenha feito misturas de “Norwegian Wood” / “Lucy In the Sky With Diamonds” / “Strawberry Fields”, e algumas gravações no Youtube que comprovam superficialmente:

Há registros também de que John e Yoko tenham participado de um dos shows do novo Mother em 1971 e depois usaram a performance como material para o disco deles em 72, de nome Some Time In New York City”, que foram deixadas de lado na reedição do álbum.

Bem, depois de tudo isso, muitas leituras do Reddit e Zappa Wiki Jawaka, não existia treta até segunda prova, apenas uma coexistência em uma época onde a efervescência cultural era gigantesca, amém.

Exclusivo: assista “Volta Pra Casa”, o novo videoclipe do projeto Massimiliano

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O álbum “Briza”, de Massimiliano, lançado este mês, passeia entre o rock, mas sem deixar de lado o rótulo de gaúcho por mesclar gêneros regionais, em especial a saudosa milonga. O próprio cantor e compositor, Alex Vaz, que chega ao seu terceiro álbum, também abre a possibilidade ao post rock, por conta da estrutura das canções, mas talvez também noise, por conta da sonoridade. Tudo isso já nos mostra o quão diverso e único é o projeto que ele desenvolve desde 2010.

Confira o clipe da música “Volta pra Casa”:

Com uma narrativa em tom de desabafo, ele alia amor e revolução, questionamentos existenciais e políticos, em 12 faixas, que foram gravadas no A Vapor Estúdio, em Pelotas/RS. A masterização foi realizada por Lauro Maia, vencedor do Grammy Latino pelo disco Derivacivilização (2016), de Ian Ramil.  Ao vivo, o projeto Massimiliano se concretiza com uma banda de apoio formada por Daniel Ortiz, Alércio PJ (do Musa Híbrida) e Vini Albernaz (também do Musa Híbrida).

Confira nossa entrevista com Alex, sobre a construção do projeto e seu mais novo lançamento:

Como foi e quanto tempo durou o processo de composição do álbum? 
O álbum começou a ser concebido em 2014. Nesse ano, compus as músicas e delimitei a narrativa do disco. Em 2015, gravei uma pré do mesmo no meu home studio e em 2016 comecei o processo de gravação num estúdio profissional. Entretanto, veio a crise, faltou grana e eu segurei essa etapa. No final do mesmo ano fui convidado para fazer parte do Escápula Records.  Em março de 2017 entrei em estúdio para gravar as guias e em junho do mesmo ano estava entregando o disco para a etapa de mixagem. Apesar de angustiante, foi um processo tranquilo para mim, porque entrei em estúdio já sabendo o que queria fazer.

Quais as suas maiores influências musicais?
Sempre difícil falar sobre isso, portanto vou falar sobre os nomes que usei como referência para gravar esse trabalho. Nomes como Serge Gainsbourg, Chito de Melo, Júpiter Maçã, Jards Macalé, Arrigo Barnabé, Rogério Skylab e Nação Zumbi deram o norte para esse trabalho e posso colocá-los no rol das minhas influências gerais.

Qual a origem do nome Massimiliano para o projeto? 
Massimiliano foi inspirado no personagem do romance “O Ganhador”, do escritor Ignácio de Loyolla Brandão, por quem nutro sincera admiração. No livro, Massimiliano é um suposto ganhador de festivais – que na verdade nunca ganhou nada –  que viaja o Brasil profundo, vivendo situações típicas da vida de músico.

Podes contar um pouco mais sobre os dois álbuns lançados anteriormente? E como começou sua carreira?
“Descontrução” e Orleanza” são dois trabalhos do ano de 2013. “Orleanza” foi lançado primeiro. Gravei o disco de maneira analógica, com produção conjunta do Guilherme Ceron, que hoje trabalha com o Ian Ramil. Na época, juntamos alguns músicos amigos, microfones e uma mesa de fita. Registramos o álbum de 4 canções em uma noite, gravando tudo ao vivo. “Desconstrução”, também do mesmo ano, teve um processo bem diferente. Eu comecei uma campanha que consistia em compor, produzir, gravar e publicar uma música no espaço de uma semana. Fiz isso uma vez por mês, entre março e novembro do mesmo ano. No final do mesmo ano, o disco ficou pronto, como nove canções  e saí em turnê pelo Uruguay para divulgar o trabalho.

Minha carreira começou tocando em bandas do circuito underground aqui de Pelotas. Em 2006, comecei um trabalho junto com outros amigos que durou até 2012 e que foi base e escola para mim e para eles, a banda Canastra Suja, no durante sua existência lançou 2 discos de estúdio, um ao vivo e dois EPs, além de 3 vídeo clipes. Da banda Canastra Suja derivaram o projeto Massimiliano e a banda Musa Híbrida.

Conta mais sobre a ideia e execução do clipe “Volta pra Casa”. De onde surgiu o anseio de dar visibilidade ao estado do Teatro Sete de Abril? 
A ideia do clipe era fazer um audiovisual sobre a canção mais calma do “Briza”. Uma canção que fala sobre partida e o sentimento de ausência e fragilidade que uma despedida bruta causa. Conversei muito com o Felipe Yurgel – videomaker e diretor que já havia dividido a produção do clipe da música O pampa não tem culpa comigo – e chegamos no conceito estético de trabalhar com uma imagem que dialogasse com o resto do álbum. Como locação escolhemos a frente do Theatro Sete de Abril.

Teatro histórico no Brasil. Foi o primeiro teatro construído no Rio Grande do Sul e um dos mais antigos do Brasil (1834).  Recebeu, nomes importantíssimos da arte e cultura nacionais e internacionais, além de ser um aparelho cultural imprescindível para a comunidade gaúcha e pelotense.  Até o seu fechamento – em dezembro de 2010 – era o Teatro público mais antigo do país em atividade. Por conta disso, o vídeo também vem fazer uma denúncia e um apelo pela volta do palco mais importante do Sul do Brasil que está criminosamente abandonado pelas gestões municipais desde então.

Ouça o disco “Briza” aqui: