Australianos do Amyl and the Sniffers mostram que o punk vive e ganham benção dos conterrâneos King Gizzard e The Lizard Wizard

Australianos do Amyl and the Sniffers mostram que o punk vive e ganham benção dos conterrâneos King Gizzard e The Lizard Wizard

31 de janeiro de 2019 0 Por João Pedro Ramos

Se alguém por acaso vê de relance alguma imagem ou clipe da banda australiana Amyl and the Sniffers, com certeza imagina que é um grupo de punk rock clássico vindo diretamente de 1977. Esse é o maior elogio que Amy Taylor (vocal), Bryce Wilson (bateria), Dec Martens (guitarra) e Gus Romer (baixo) poderiam receber, já que seu pub punk tem os dois pés calcados no chão sujo do CBGBs e não fariam feio em um show com os Dead Boys.

Seu primeiro EP, “Giddy Up”, foi gravado e lançado em apenas 12 horas, já que os membros da banda já moravam juntos e resolveram apenas registrar da forma mais crua possível os sons que compunham juntos. O 2º EP, “Big Attraction”, foi lançado em fevereiro de 2017, dando início a um ano estelar para os punks de Melbourne. O selvagem show da banda chamou a atenção e eles foram convidados para tocar no Bigsound, em Brisbane, com os Cosmic Psychos. Em 2018 a banda gravou dois novos singles com Joey Walker, do King Gizzard e The Lizard Wizard: “Cup of Destiny” e “Some Mutts (Can’t Be Muzzled)”.

Os dois sons demonstram bem o que é o som do Amyl and the Sniffers, com riffs crus e econômicos, vocal rasgado e sem freios e refrões ganchudos. Amy é uma revelação cheia de energia vinda diretamente da garagem. Conversei com a banda sobre sua carreira e os novos singles:

– Como a banda começou?
Nós estávamos todos vivendo juntos e amamos música, então chegamos em casa um dia e nosso primeiro baixista, Calum gravou o EP que nós escrevemos naquela tarde. Nós inventamos o nome e lançamos no dia seguinte.

 

– E como vocês pensaram no nome da banda?
É porque nós cheiramos nitrato de amila e o nome de nossa vocalista é Amy Louise, a Amyl.

– Quais suas principais influências musicais?
Cosmic Psychos, X-ray Spex, Radiators, Sunnyboys, Drunk Mums.

– E como vocês definiriam o som do Amyl and the Sniffers?
Pub punk.

– Como anda a cena independente aí na sua região hoje em dia?
Muito boa. Melbourne é realmente favorável à música ao vivo e está sempre pressionando pela inclusão de minorias. Há muitas grandes bandas saindo de Melbourne e da Austrália em geral agora.

– Me falem um pouco mais sobre o material que vocês já lançaram.
Lançamos 2 EPs e um compacto 7″. “Giddy Up” e “Big Attraction” foram os primeiros 2 EPs, que foram gravados em nosso quarto. “Giddy Up” foi escrito e gravado em cerca de 5 horas e nós mesmos mixamos e lançamos. O “Big Attraction” nós lançamos um ano depois e foi muito DIY também, mas os novos singles “Cup of Destiny” e “Some Mutts (Can’t Be Muzzled)”  realmente refletem mais o nosso som mais agora e mostram um pouco mais como são nossos shows ao vivo. Nós gravamos esses singles com o Joey Walker do King Gizzard.

– Quais os próximos passos da banda? Já estão trabalhando em novos sons?
Sim! Estou ouvindo as mixagens agora mesmo. Teremos uma nova música a ser lançada em breve… E o nosso álbum de estreia também sai este ano!

– Vocês planejam vir ao Brasil e conhecem algo de música brasileira?
Um dia iremos ao Brasil, com certeza. Se alguém gostar de nós por aí, né. Ainda não conhecemos nenhuma música brasileira. Tomara que possamos ouvir alguma em breve!

– Recomendem bandas independentes que chamaram sua atenção recentemente!
C.O.F.F.I.N, Hexdebt, NASHO, Civic, Concrete Lawn, The Faculty, Lexicon e Parsnip são algumas das boas bandas locais das quais gostamos muito no momento!