Anjaya mistura reggae, soul, hip hop e rock com muita personalidade no álbum “Illusion Time”

Anjaya mistura reggae, soul, hip hop e rock com muita personalidade no álbum “Illusion Time”

13 de julho de 2016 1 Por João Pedro Ramos

Anjaya La Luz começou sua carreira bem cedo, estudando música e dança em um conservatório com apenas seis anos tocando flauta e órgão. Com 16, se mudou para paris e entrou em uma escola de canto, teatro e dança. Decidiu então, aos 19, ir para Londres para aperfeiçoar o que havia aprendido. A partir daí, a cantora e compositora começou a gravar seus trabalhos, chegando a passar pela banda Wiki-Wiki em Los Angeles, registrando um álbum. Desde então, Anjaya já foi modelo publicitária, backing vocal de Ricky Martin e vários outros artistas, membra da banda Generation Disco e participou dos musicais “Belles, Belles, Belles” e Cinderella, entre muitas outras empreitadas, sejam elas musicais ou não.

Com um EP (“DARE”) e um disco (“Illusion Time”) na bagagem, Anjaya mistura reggae, rock, electro, soul e R&B à sua própria maneira, imprimindo sua personalidade e algo de todos os projetos de que já participou em sua multifacetada carreira. Produzido or Tom Fire e lançado em 2016, “Illusion Time” conta com os singles “Rainy Day” e “Tu Joues Avec Moi”, que ganharam clipes dirigidos por Guillaume Pin, e “Paris”, que teve um vídeo dirigido por Emmanuelle Bouaziz.

– Como você começou a fazer música?

Comecei quando estava estudando órgão. Tocar um instrumento me incentivou a começar a criar melodias e canções. Gravei o meu primeiro álbum ao vivo com músicos, mas eu senti que ele não estava completo, então eu não lancei. Eu tive que voltar a trabalhar para melhorar as minhas músicas.

– Como você definiria seu som?

Eu acho que é uma música elegante, sensual e suave.

– Quais são suas principais influências musicais?

Reggae, Soul e Pop Music.

– O que você acha sobre a música de hoje em dia?

Acho que temos duas grandes tendências – a música que entretém e, em seguida, a música que fala. Eu gosto de músicas que têm um significado, que têm uma mensagem. Eu gosto de ambos, exceto quando a melodia e a letra são fracas ou se elas têm certos sons que são muito “da moda” que eu não gosto.

Anjaya

– Diga-me mais sobre o material que você já lançou.

Levei quase dois anos para gravar este álbum, porque eu também estava atuando em um musical ao mesmo tempo. Eu também estava trabalhando na produção do meu primeiro clipe para “Rainy Day” e eu estava tentando encaixar a minha agenda com Tom Fire, que produziu o álbum. Além disso, foi um momento difícil para mim pessoalmente, porque durante esses dois anos eu não tinha lugar para ficar depois de um término de relacionamento. Eu estava indo de apartamento em apartamento, ficando com os amigos. Eu estava realmente com sorte!

– A cultura do álbum está morta? Os artistas tendem a lançar mais singles online do que álbuns completos por causa disso?

Eu não sei se está definitivamente morta – temos que escrever boas canções para fazer as pessoas quererem comprar um álbum inteiro. Mas é também uma questão de tempo. Artistas de hoje têm para liberar canções muito rapidamente para manter o público envolvido – às vezes à custa da qualidade.

 – Você conhece alguma música brasileira?

É claro e eu adoro isso! João Gilberto, Gilberto Gil, Chico Buarque, Seu Jorge e DJ Marky!

– Como é o seu processo criativo?

Uma melodia pode vir a qualquer momento, enquanto eu estou cozinhando, ouvindo uma música, assistindo a um filme, andando pela rua, pouco antes de eu cair no sono, enquanto eu estou tocando piano … a qualquer momento! Quando vem, eu tenho que parar o que estou fazendo para me concentrar sobre isso, porque na maioria das vezes eu tenho toda a música vindo através de mim.

Anjaya

– Quais são os seus próximos passos em 2016?

Estar no palco! Encontrar o público! Essa é a melhor parte de fazer música! Talvez também no Brasil, quem sabe 🙂

– Recomende algumas bandas e artistas que chamou sua atenção ultimamente (especialmente se forem independentes!)

Eu amo Technimati, o á​lbum “Desire Path” (Drum & Bass). Acabei de descobrir o Alabama Shakes, estou ouvindo “Future People” de novo e de novo. Também Marques Toliver com “Control/Mahogany Session” e “White Sails”.