A norueguesa Marita traz a trevosidade e o clima de filme B em VHS dos anos 80 de volta

A norueguesa Marita traz a trevosidade e o clima de filme B em VHS dos anos 80 de volta

5 de fevereiro de 2019 0 Por João Pedro Ramos

Dar o play no som da norueguesa Marita (ex-Marita Wild Cat, ou Marita Sundet Solheim) é pegar instantaneamente um DeLorean diretamente para os anos 80. Os timbres dos instrumentos, as letras e o vocal da banda, também formada por Trygve Johan Solheim (guitarra, bateria e synth) e Geir Arne Solheim (baixo), fazem você viajar diretamente para os tempos de filme de terror em VHS e Elvira, a Rainha das Trevas. O mais recente single “Vampire Rock Song” é um ótimo exemplo disso: vampiresco e com um solo de guitarra na metade que lembra muito o que as bandas de hard rock e hair metal faziam na época, o som caberia perfeitamente na trilha sonora de um filme B da Hammer ou da Troma de 1986.

Com dois discos na bagagem (“Rough Stuff”, de 2015, e “Bloodlust”, de 2018) e muitas influências de Lita Ford e Girlschool, Marita não tem interesse em mudar seu som. “Permaneço fiel aos meus heróis dos anos 70 e 80, bandas mais novas simplesmente não entram nas minhas playlists”, conta.

– Como a banda começou?

A banda começou em 2006 como um projeto solo. Nós gravamos algumas demos, uma música foi tocada na rádio em 2008, e nós estávamos apenas nos divertindo com ela, nada sério. Mas em 2015 decidimos fazer algo com isso, pois queríamos pegar o som dos anos 80 pelas bolas e trazê-lo de volta.

– Quais são suas principais influências musicais?

Hard rock e heavy metal dos anos 80, synth pop/pop dos anos 80 e trilhas sonoras são minhas principais influências.

– Como você definiria o som da banda?

Quanto mais anos 80, melhor! Pessoas que não entendem esse som, claramente não se lembram dos anos 80, que é o nosso principal objetivo na vida de trazer de volta a música.

– Como está a cena do rock independente em sua área hoje em dia?

Inexistente. Está difícil de conseguir shows e ser apreciada como artista. É triste, mas continuamos tocando online, tentando divulgar a música internacionalmente.

– Você pode me falar um pouco mais sobre o material que você lançou até agora?

Eu lancei dois álbuns: “Rough Stuff” de 2015, e “Bloodlust” de 2018. Lancei também um single chamado “Vampire Rock Song” em 2018. O som é dos anos 80, o gênero transita entre o rock, o synth pop e o metal, mas gostamos de manter as coisas interessadas. Nós focamos em ter uma boa melodia em primeiro lugar, não apenas ser tão pesado.

– Quais são os próximos passos? Você está trabalhando em novas músicas?

Atualmente estou trabalhando em um projeto de covers chamado “Cover This!” que incluirá músicas de Samson, Black Sabbath/Ozzy, Rainbow/Dio, Mötley Crüe, Donna Summer, The Shangri-Las e muito mais. A lista de faixas ainda não está definida, estamos apenas nos divertindo com ela, vendo quais músicas são as melhores. Eu também já tenho uma música cover no YouTube; “God Save The Queen”, de Sex Pistols. Além de “Cover This!”, Também estamos trabalhando em algumas novas músicas originais que serão incluídas no meu próximo álbum, a ser lançado em 2020.
Além disso, faremos mais clipes e mais sessões de fotos para manter a música e a imagem atuais vivas.

– Você planeja vir ao Brasil?

Isso seria muito divertido! O Brasil conhece seu rock e metal!

– Recomende algumas bandas independentes que chamaram sua atenção ultimamente!

Eu realmente não tenho ouvido nenhuma banda nova ultimamente. Permaneço fiel aos meus heróis dos anos 70 e 80, bandas mais novas simplesmente não entram nas minhas playlists, já que eu tenho necessidade de sons ou sujos ou polidos dessas décadas. Minha outra banda, Grimskull, não é nada mal, porém.