A Band Called Love prepara disco que mostra os lados estranhos do amor em “ABC Love e o Álbum do Prazer”

A Band Called Love

A Band Called Love é recheada de mistério, sensualidade, provocações e camadas sonoras. Até o momento, a banda não revelou a identidade de seus integrantes (ou pelo menos ainda evita falar sobre o assunto) e prefere manter o clima de mistério pairando no ar.

Este ano lançaram “Carne Viva”, clipe cheio de nudez ritualística, e “Noite Quente”, com cenas do filme “Mondo Topless” do amante dos corpos femininos voluptuosos Russ Meyer. Em setembro sai o primeiro disco da banda “ABC Love e o Álbum do Prazer”, pela Balaclava Records, mantendo a relação da banda com o cinema e suas influências de trilhas sonoras, Serge Gainsbourg, Lovage e os anos 70 e 80.

Conversei com a banda sobre sua carreira, influências, clipes sensuais e mais: 

– Como a banda começou e de onde surgiu o nome A Band Called Love?
É uma banda que nasceu pra falar de lados estranhos do amor, mas sem dar tudo “de mão beijada” pro público. É tudo tão fácil hoje que o charme se perde por aí: o ABC vem pra equilibrar isso e deixar o clima das coisas mais estranho. O nome tem seu próprio mistério também. Vai além da tradução, “Uma banda chamada amor”, pra “Um bando chamado amor”. Isso acaba estendendo o nome pro público. Gostamos disso, dessa energia criadora do amor, de trocas, de transas feitas com sedução e mistério.

– Me contem um pouco mais sobre o clipe “Carne Viva”.
É o começo de uma história. O vídeo mostra um voyeur buscando o que não teve, curioso e de alguma forma tentando resolver esse sentimento nele. É um primeiro vídeo, nosso cartão de visita apresentando o que queremos falar e como vamos falar. Conceitos do tipo “certo e errado” atrapalham e afastam as pessoas de suas essências, por isso quisemos fazer algo sem pensar muito em julgamentos.

– Tiveram algum tipo de problema com o pessoal conservador reclamando do clipe?

Que nada. Colocamos um aviso de conteúdo no começo do vídeo, assim quem passa dali dá seu consentimento pro que há de vir. A maioria dos problemas a gente consegue resolver com um bom papo aberto.
– Me contem mais sobre o álbum “ABC Love e o Álbum do Prazer”.
O álbum gira em torno da temática dos prazeres, desde os mais claros até os mais escuros e escondidos dentro de nós. É um álbum que fala de busca e libertação. Temos que entender esses desejos pra não ficarmos acorrentados a eles. Essa busca é prazerosa, libera um sentimento lisérgico e poderoso. Uma química que está dentro da gente e que tem de ser usada.
A Band Called Love

– Quais as maiores influências musicais da banda?
O estilo spoken word a la Serge Gainsbourg; a classe, groove e charme de Al Green e Marvin Gaye; timbres de Steely Dan, do tipo empoeirado, esquecido no tempo; madrugadas na Antena 1 ou Alpha FM.

– A banda não revelou até o momento o nome de seus membros. Qualé o mistério?
É um jogo de sedução, nossa história está em aberto.

– O que você têm a dizer sobre a cena independente brasileira hoje em dia?
Musicalmente é riquíssima. Bandas, casas de shows e festivais por todo lado. Muitos artistas internacionais independentes vindo com frequência. Isso deixa tudo mais acessível, a produção e a qualidade aumentam. Nesse cenário, vejo que chegou o momento de ir além: cada vez mais, teremos projetos com uma qualidade incrível e com ideias fora da caixa.

– Quais os próximos passos da banda?

Sempre queremos ir por um caminho de experiência. Tanto pelo lado de fazer algo novo, fora do padrão, quanto pra ir além da música em si. Moda, vídeo, ambiente, tudo isso é importante pra gente, faz parte da nossa arte.
E vamos fazendo isso com esse jogo de sedução. Nosso Instagram, @a.b.c._love é onde vamos soltando um gostinho do que vem, vídeos, sessions e muito love, tá tudo lá…

– Recomendem bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos.
Luiza Lian, Terno Rei, Séculos Apaixonados, Raça. São sons e shows que quem não conhece tá perdendo, uma onda boa.


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