9ª edição do “Gênesis de Gênios” dá espaço para músicos iniciantes no dia 12 de novembro

9ª edição do “Gênesis de Gênios” dá espaço para músicos iniciantes no dia 12 de novembro

5 de novembro de 2015 0 Por João Pedro Ramos

O projeto “Gênesis de Gênios – #mostreseumelhor” chega à sua 9ª edição no dia 12 de novembro, a partir das 18h, na Sensorial Discos (Rua Augusta, 2389, na região dos Jardins, zona sul paulistana). O projeto fomenta a cena musical independente paulistana e investe em novos talentos, garimpando novos artistas da cena musical independente. O objetivo é lançar carreiras e dar aos músicos a oportunidade de promover seu trabalho em coletâneas e ter acesso a um canal para alavancar sua carreira no circuito musical comercial paulistano. Como nas edições anteriores, o autor da melhor performance da noite (escolhido pelo público presente e pela equipe da produtora Plectro) será eleito “Gênio da Vez” e será contratado para apresentar um pocket show na edição seguinte – e, muito provavelmente, em outros eventos da produtora.

Nesta edição, o público terá o folk psicodélico com ecos da música brasileira setentista de Otávio Cintra, “Gênio da Vez” da 8ª edição do evento. Para participar também, basta chegar e se inscrever. São 15 espaços para inscrição. Aqueles que se apresentam não pagam entrada. São, no máximo, duas obras por artista, podendo ser uma cover, autoral e até mesmo uma performance (poema, esquete de comédia, etc). As apresentações são filmadas e fotografadas profissionalmente e o melhor material será publicado nos canais da Plectro e de todos os seus parceiros.

Para saber mais sobre o evento, acesse:
https://www.facebook.com/events/958111490929174/

Conversei com Hugo Pessôa, um dos organizadores do evento:

– Quando surgiu o projeto “Gênesis de Gênios”?

Acho que dá pra dizer que a produtora Plectro (organizadora do evento) e o GdG nasceram juntos. A intenção da Plectro sempre foi reerguer a cena musical de SP e possibilitar aos inúmeros talentos espalhados por aí viver, de fato, de música e esse é o objetivo principal do projeto Gênesis de Gênios então acho que foi só uma questão de dar nome aos bois mesmo o projeto sempre existiu.

– O que você acha de cena musical autoral do Brasil hoje em dia?

Pergunta boa essa, viu. Boa e complicada. Complicada, inclusive, é uma boa definição pra atual cena independente. Não dá pra dizer que a gente tem ao menos uma cena independente coesa. O que a gente vê são movimentações (de coletivos, selos e outros grupos que tão mandando muito bem, por sinal) espalhadas, sabe? Infelizmente, esses movimentos ainda não têm o apoio que merecem e tem que fazer por onde pras coisas funcionarem. Não dá pra negar que a internet e a (suposta, pelo menos) democratização da informação trouxeram também alguns facilitadores pro musico independente da atualidade, mas ainda não tá fácil não. Tem muita gente no sol, disputando por um espaço pequenininho na sombra e não deveria ser assim.

– Mas de quem é a culpa desse espaço ser tão reduzido: da mídia, das bandas que não se unem, das casas…?

Essas figuras que você citou não podem ser responsabilizadas. Acho que o buraco é mais embaixo. O modelo adotado pela indústria fonográfica é que o grande problema aqui. Esses outros elementos (a mídia, as bandas e as casas) tão como agentes passivos disso tudo, sabe? Tentando se virar dentro da condições que lhes são impostas. E essas condições (tão impraticáveis) são resultado direto desse modelo falido que a indústria insiste em adotar.

– E como podemos consertar (ou pelo menos tentar) essa atual situação, na sua opinião?

É preciso conceber novos modelos, pensar fora da caixa. A linha entre NÓS e ELES já foi traçada, entende? A cena independente realmente precisa se unir e trazer todas essas questões a tona. O jeito é mudar a indústria na raça.

– Agora, voltando ao evento: pode me falar um pouco sobre as bandas que vão se apresentar?

Bom, a gente sempre convida o melhor artista da última edição pra fazer um pocket show na edição seguinte. A gente chama de Gênio da Vez! O Gênio da Vez é o querido Otavio Cintra, que vai mandar algumas autorais e eu sei que ele tem algumas versões bem loucas guardadas na manga também. Não diria que eles têm vantagem, mas uma música autoral de qualidade certamente tem um peso maior.

– Já é a nona edição do evento. Como ele evoluiu desde a primeira edição?

Olha, muita coisa mudou de lá pra cá. A gente certamente aprendeu muita coisa e, atualmente, já conseguimos notar que tem uma cena se formando. Muita gente se conheceu lá no evento e começou a fazer música junto. E o nível das apresentações tem melhorado a cada edição. Só queria deixar o convite pra todo mundo que tem vontade de fazer um som pra outras pessoas que também amam música. Na real, o convite vai até um pouco além. Qualquer um que tem vontade de se manifestar artisticamente vai encontrar um lar no #mostreseumelhor. É só chegar, se inscrever e jogar duro!