5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Elio Sant’Anna, d’Os Garotos de Liverpool

Elio Sant'Anna
Elio Sant'Anna, do Garotos de Liverpool

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Elio Sant’Anna, do site Os Garotos de Liverpool.

“Fui convidado pelo João Pedro Ramos a participar do 5 Pérolas Musicais, onde cito algumas músicas que (quase) ninguém conhece, mas que deveria ser mais divulgada pela mídia, afim de atingir um público maior. Tentando fugir um pouco de clássicos que se passaram despercebidos, bandas novas (nacionais ou internacionais) passaram por aqui”.

The Strypes“Get Into It”
The Strypes é uma banda totalmente influenciada pelo blues, além de terem o apelido de “netos dos Beatles”, não só pela época que são, mas pela idade dos membros, que variam entre 18 e 20 anos de idade. Na época que eu entrevistei a banda, em 2015, eles trouxeram riffs não presentes na versão de estúdio, num clipe que apresentava somente a banda, num estúdio e com uma música que resume bem o estilo da banda. Falando sério, vocês dariam uma idade tão baixa para alguém que faz uma sonzeira dessas?”

FingerFingerrr“Eu Só Ganho”

“Com um disco de estúdio lançado, ‘MAR’, o duo FingerFingerrr mostra que não é necessário ter uma banda completa para fazer um som de qualidade. ‘Eu Só Ganho’ é uma música com praticamente duas frases, mas encaixam perfeitamente no mundo atual, onde nós só ganhamos e no final não temos nada”.

Doris Encrenqueira“Fazer O Quê? (Eu Gosto)”

“Estreando no final do semestre passado, os gaúchos da Doris Encrenqueira trazem um rock’and’roll sem pudor, sem dó, sem frescura (de acordo com eles mesmos) e em português para os nossos ouvidos. Riffs e solos naturais, unidos a uma cozinha (baixo e bateria), tão pesada quanto uma voadora no peito (palavras de Lúcio Brancato). O disco, que não tem nem um mês de vida, traz encarte com as letras das dez músicas e um pôster da banda e o videoclipe do single vocês conferem abaixo!”

Truckfighters“Calm Before the Storm”

“Se vocês gostam de stoner rock, músicas longas e regadas a muito instrumental, o som que precisam ouvir é desses suecos. Tive acesso ao último disco deles, do ano passado, dois meses antes de ser lançado. O “V” começa com uma música que pode ser levada no pé da letra, sendo cantada de forma devagar, num ritmo relaxante, que não chega nem perto do stoner rock da banda, com riffs que poderiam se encaixar perfeitamente no projeto The Fireman (McCartney/Youth). Mas como eu estava falando, toda a calmaria (Calm) é executada antes (before) da revolução musical que acontece dentro da própria faixa que a transforma numa tempestade (Storm), regada com riffs marcantes, batidas desconcertantes, num clipe que mescla as cenas entre sequências normais, reversas e que vocês podem assistir abaixo”:

Bratislava“Enterro”

‘Fogo’ foi mais um dos discos que tive acesso antes do lançamento, fazendo uma resenha faixa-a-faixa. “Enterro” é uma música escolhida para abrir o disco lançado mês passado.Sintetizadores e solos de guitarra, mostram a música mais rockeira do disco, que foi inspirada na tragédia de Mariana, maior desastre ambiental da história do Brasil. É uma reflexão sobre perdas e despedidas que aconteceram, fisicamente ou da natureza, de um modo não agendado. No meu modo de ver, ela também fala de enterro, no sentido de fingir que morreu algo do passado e deixar pra trás, sem uma despedida. A música tem participação Gustavo Bertoni (Scalene)”.


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