A esquisitice maluca do órgão de Furbies, invenção do londrino Sam Battle

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O site Weirdest Bands In The World é sempre uma ótima fonte de inspiração para quem adora uma esquisitice sonora. E desta vez, eles me apresentaram algo que eu nunca tinha visto: um órgão feito com Furbies. Sabe, o Furby, aquele bichinho peludinho com os olhos esbugalhados? Pois é. É quase um coral de 44 vozes! Sim, é quase como se o “Música de Brinquedo” do Pato Fu fosse realizado por Mike Patton, basicamente.

O criador dessa doideira é Sam Battle, músico de Londres e um dr. Frankenstein musical que constrói diversas engenhocas em seu canal do Youtube Look Mum No Computer, como um sintetizador de guitarra feito de um fidget spinner. Mas o Furby Organ supera todas as experiências anteriores: é um instrumento freak que pode ser o pesadelo de muitos, já que lembra muito algo como 44 gremlins presos a um instrumento musical, obrigados a cantar para sempre. Pobres mogwais.

Se você curte o estilo “Laboratório de Dexter” de Battle, apoie-o em seu Patreon. Ele diz que está coletando mais Furbies para um de seus próximos projetos, então se você quiser doar uma criaturinha peluda de brinquedo para  o rapaz…

 

O novo álbum da Courtney Barnett já tem previsão de lançamento!

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A mulher não para (por sorte nossa) de lançar materiais. Após o recente e incrível disco em parceria com Kurt Vile, “Lotta Sea Lice”, Courtney Barnett nem deu tempo pra respirar e lançou um single e data de lançamento para seu novo álbum Tell Me How You Really Feel”, que vem ao público em 18 de maio.

O single, “Nameless, Faceless”, ganhou clipe dirigido por Lucy Dyson, onde inclui gatinhos e uma composição que discursa contra os haters anônimos já comuns no ambiente digital e às consequências reais deste ódio. Assista:

Os títulos das faixas já foram divulgados, agora só resta chegar o mês de maio.

  • Hopefulessness
  • City Looks Pretty
  • Charity
  • Need a Little Time
  • Nameless, Faceless
  • I’m Not Your Mother, I’m Not Your Bitch
  • Crippling Self Doubt and a General Lack of Self-Confidence
  • Help Your Self
  • Walkin’ on Eggshells
  • Sunday Roast

Para os interessados, o disco já está em pré-venda nos mais diversos formatos através do site: http://courtneybarnett.com.au/pre-order/ 🙂

Construindo Homens de Melo: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda Homens de Melo, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

“Não tivemos, efetivamente, bandas que nos influenciaram diretamente a fazer o álbum, mas com certeza as influências individuais fazem com que aconteça essa mistura se tornar uma coisa só. Então decidimos juntar as músicas que mais fazem sentido na vida de cada integrante (bem democraticamente, cinco músicas cada um) pra mostrar quem somos”, explicou a banda.

Gabriel Sielawa (voz/guitarra)

Vulfpeck“Fugue State”
Essa foi a primeira música que eu ouvi deles, fiquei fascinado pela forma de se fazer música, os timbres, o visual e tudo que englobava aquele novo. Hoje é uma das bandas que eu mais escuto e que me inspira na vida como um todo.

Chico César“Beradêro”
Fiquei entre dois Chicos, mas como eu não conseguiria escolher uma do Buarque, resumi nessa divindade em forma de poesia. A brincadeira com as palavras e a forma de criar imagens surreais, mas cheias de sentido, me fascina.

Simon & Garfunkel“Bookends Theme”
Embora “Scarborough Fair”, na versão da dupla, seja a música da minha vida há anos, bookends tem me deixado em paz, me lembrando que as coisas se findam. Sem contar que a marca que esses dois gringos deixaram em mim, na adolescência, não foi pequena.

Fleet Foxes“Someone You’d Admire”
Me apresentaram a banda em meados de 2010, pivete, no colegial. Desde então me vi mergulhado em um mundo suave, de músicas sutis, mas fortíssimas. Não é só a música, mas a banda me influencia diariamente. Pra quem ainda não conhece, só mergulhe.

Cássia Eller – “Queremos Saber”
Essa mulher mudou a minha vida. Simplesmente. Qualquer música que eu escolhesse faria todo sentido, mas essa é uma composição genial do Gil, na voz da mulher que me virou do avesso.

Nina (Rodrigo Leal) (bateria)

“Durante o processo de criação das musicas para o álbum da Homens de Melo consegui me adaptar ao novo cenário proposto, a criar ouvindo musicas que me tiravam da zona de conforto e comecei a descobrir mais os ritmos cubanos, brasileiros, entre outros”.

Djavan“Malásia”
É um som que descobri recentemente e que acredito se relacionar às minhas composições rítmicas. Me fez pensar como o Brasil é rico musicalmente, com seus artistas e álbuns incríveis! O Djavan com certeza fez e fará parte do meu repertório.

Djavan“Bicho Solto”
Gosto demais desse disco todo, “Com Você É”, “A Carta” e “Retrato da Vida”, mas “Bicho Solto” foi a música que me inspirou diretamente a criar uma das musicas do álbum da Homens de Melo.

Buena Vista Social Club“Dos Gardênias”
Essa é uma música que me remete a coisas boas e a todo o processo de conhecimento da música cubana, seus toques e que até hoje me encanta.

Jorge Ben“Zumbi“
Esse som me arrepia só de ouvir o começo! (risos) Jorge Ben é um compositor que sempre admirei muito, mas que só comecei a conhecer mais quando minha namorada introduziu nas trilhas das nossas viagens.

Tim Maia“Primavera”
Essa música marcou demais a minha infância. Minha mãe ouvia demais musicas de rádio e sempre tocava alguns artistas brasileiros, e “Primavera” era a música que mais se repetia… Porém, ela é demais, e mais demais ainda é saber que a partir dela, foi composta o single da Homens de Melo. Não imagina uma composição tão antiga, fizesse sentido pra mim nos dias de hoje.

Rafael Pessoto (guitarra)

Baden Powell“Berimbau”
Som alegre com arranjos fortes (mesmo na versão que só tenha um violão) gosto dela pois valoriza a brasilidade, nossa cultura, mas principalmente pela forma que ela foi composta: sendo iniciada pela harmonia instrumental até seu amigo Vinicius de Moraes adaptar a letra, respeitando fielmente a melodia proposta pelo violão. Uma forma diferente de composição!

Anderson Paak“Heart Don’t Sand a Chance”
É uma musica marcada pelo minimalismo dos arranjos, o que me cativa é essa mistura de funk com influências do rap, são geniais. Me fez entender que cada instrumento tem sua função especifica, e saber “brincar” com isso é essencial.

Bob Marley“Concrete Jungle”
Pode não ter nada a ver com a Homens de Melo, porém possui uma grande influência do blues dentro do reggae. Me fez entender melhor a imersão de ritmos distintos. É uma musica que me acompanha a anos porém cada vez que eu escuto rola uma nova aprendizagem.

Nirvana“Come As You Are”
Apesar de não escutar muito essa musica, não poderia deixar de cita-la pois foi a primeira música que aprendi a tocar na vida, um primo meu me ensinou as poucas notas e eu já me identifiquei ali! Ela também me incentivou a prestar atenção nos timbres da guitarra e seus respectivos efeitos, neste caso o chorus bem robusto.

Mutantes“Pitágoras”
Essa musica quem me apresentou foi o Gabriel Sielawa e desde lá me encantei, descobri o sentido real da palavra psicodelia, é uma musica que te leva a varias sensações sem dizer sequer uma palavra. Ela é a prova que as vezes o instrumental de um som te diz muito mais que a própria letra!

Luise Martins (baixo)

Barão Vermelho“Maior Abandonado”
Essa foi a primeira música que toquei com uma banda, que nem era a Homens de Melo ainda. Foi uma fase de Barão Vermelho, comprei todos os DVDs, vi todos os vídeos, entrevistas, me apaixonei pela banda, hoje não escuto tanto, mas quando toca a primeira não consigo não continuar escutando.

Elis Regina“Vou Deitar e Rolar”
Difícil escolher só uma música da Elis, é minha cantora favorita. O jeito que ela canta, brinca com a música, parece que é dona de tudo ali, sempre me emociono quando escuto.

Los Hermanos“Último Romance”
Foi uma das primeiras músicas que tiramos com a Homens, passávamos as tardes de domingo tocando e foi em uma viagem para São Paulo para ver o show deles que decidimos o nome da banda. Não tem como essa não estar nessa lista.

Emicida “Levanta e Anda”
Essa música ficou repetindo por muito tempo no som do carro, e sempre quando preciso dar aquela animada e lembrar que nem tudo está perdido é ela que sempre vem. Emicida é um dos meus cantores favoritos, por toda sua força que passa pelas suas músicas.

Luiza Lian“Cadeira”
Esse CD inteiro é incrível, mas essa música em especial me faz imaginar um cenário inteiro enquanto ela canta. Pra mim, é sempre uma experiência diferente quando escuto.

Gal Costa encerra a turnê “Estratosférica” com shows na Casa Natura Musical

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A cantora Gal Costa, apresentou o show de lançamento do DVD “Estratosférica Ao Vivo” no último final de semana em São Paulo. Este é o segundo de uma série de shows do projeto Biscoito da Casa, uma iniciativa da Biscoito Fino com a Casa Natura Musical que promove shows com o consagrado elenco de alta qualidade da gravadora. O projeto estreou com Angela Maria e as “Canções de Roberto e Erasmo” (em 17 de janeiro) e tem, entre suas próximas atrações, nomes como Angela RoRo (sexta, 2 de março), Francis e Olivia Hime e Fabiana Cozza.

Estratosférica ao Vivo não é apenas o registro de um show de Gal Costa. É, mais ainda do que isso, o retrato da artista ao alcançar os 70 anos de vida, 50 deles dedicados à música. Com direção geral de Marcus Preto e produção musical de Pupillo (Nação Zumbi), o espetáculo estreou no Teatro Castro Alves, em Salvador, em 27 de setembro de 2015, o dia seguinte ao aniversário da cantora.

O show comemora a ótima fase vivida pela cantora, que abriu a apresentação interpretando a canção “Sem Medo Nem Esperança”, que abre também a versão em estúdio do trabalho e nos presenteia com versos como “Nada do que fiz / Por mais feliz / Está à altura / Do que há por fazer”. Uma introdução ao universo estratosférico que a cantora nos conduziria noite a dentro.

No primeiro bloco do show, já tivemos a presença marcante de sucessos de sua carreira como “Mal Secreto”, “Não identificado” e “Namorinho de Portão”, essa última cuja versão feita pela banda Penélope tornou-se um hit entre os jovens expectadores da MTV Brasil no final dos anos 90.

“Cabelo” impressionou com sua versão heavy metal, enquanto Gal balançava os cabelos, levando a platéia ao delírio. “Sim Foi Você” encerrou o trecho calmo da apresentação e nos brindou com a cantora voltando as origens e tocando violão para acompanhar a canção de Caetano Veloso.

As canções do disco “Estratosférica” tiveram uma ótima aceitação e foram cantadas em peso. Destaque para o single “Quando Você Olha Pra Ela” e “Jabitacá”. “Como 2 e 2”, “Pérola Negra” e “Arara” foram a prova de que o canto de Gal estava no ponto e causou comoção entre os presentes no público. O bis ficou por conta de “Meu nome é Gal” e não foi o suficiente: os gritos de “mais um! mais um!” tomaram conta do espaço, porém, dessa vez, o público ficou na vontade.

O que vimos nessa apresentação, foi uma cantora moderna, antenada e com um repertório formado por diversos novos nomes da música brasileira ao lado de compositores já renomados e com extensa carreira. Gal, ao contrário de outras da sua geração, não parou no tempo e muito menos vive de passado. Com certeza a cantora ainda tem muito o que fazer pela música brasileira e não é a toa que inspira diversas gerações.

Set List

1. Sem Medo Nem Esperança

2. Mal Secreto

3. Jabitacá

4. Não Identificado

5. Namorinho De Portão

6. Ecstasy

7. Casca

8. Dez Anjos

9. Acauã

10. Cabelo

11. Quando Você Olha Pra Ela

12. Cartão Postal

13. Por Um Fio

14. Três Da Madrugada

15. Sim Foi Você

16. Como 2 E 2

17. Pérola Negra

18. Por Baixo

19. Arara

20. Estratosférica

21. Os Alquimistas Estão Chegando

Bis

22. Meu Nome É Gal

Fotos: Silmara Sousa

A ótima série Everything Sucks! possui trilha sonora repleta de clássicos dos anos 90

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O mais recente lançamento do Netflix, a série “Everything Sucks!” chega com uma trilha sonora que joga pesado com clássicos dos anos 90. A receita com clássicos marcantes, como apresentado no filme “Guardiões da Galáxia” da Disney, pode muitas vezes fazer mais sucesso ou trazer mais atenção para a produção audiovisual. A série tem apenas uma temporada e dez episódios, que já estão disponíveis na plataforma.

O trailer já envolve com a inesquecível “Linger”, do The Cranberries e mostra os dramas de estudantes adolescentes do ensino médio, com romance e situações cômicas que trazem toda a nostalgia de uma época sem smartphones e com a internet sendo aos poucos descoberta. Assista o trailer da série:

E aqui a playlist que reúne os clássicos tão amados da época que fazem parte da série (para cantar junto se você quiser):

“A Primeira Noite de Um Homem” (1967) – Simon and Garfunkel pra sorrir e pra chorar

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The Graduate (A Primeira Noite de Um Homem)
Lançamento: 1967
Direção: Mike Nichols
Roteiro: Calder Willingham e Buck Henry
Elenco Principal: Dustin Hoffman, Anne Bancroft e Katharine Ross

 

Um símbolo da cultura pop dos anos 60”; “O filme no qual se “baseou” a última cena de Wayne’s World 2”; “O com as musiquinhas do Simon and Garfunkel!”

Fazendo uma louca suposição de que um dia, enquanto você lê um livro ou toma um sorvete sentado num parque, alguém chegue e te diga alguma das frases colocadas acima, existe uma alta probabilidade de que esteja dizendo do filme “The Graduate”, o segundo com o jovem Dustin Hoffman.

Benjamin Braddock (o tal jovem Dustin Hoffman) volta para a mansão de sua família após completar a faculdade com uma absoluta incerteza do que fazer a seguir, um porre completo do mundo acadêmico e do fútil comportamento burguês que sempre o rodeou, e absurdamente incompetente sobre relações sociais de qualquer tipo. Seduzido pela mulher do sócio do seu pai (a Mrs. Robinson), ele mantém com ela uma relação por algumas semanas até que a Elaine, a filha dos Robinsons que estava fora, volta pra casa dos pais e o Benjamin se apaixona por ela. Bom, as merdas vão acontecendo a partir daí, dum jeito bastante novelesco, mas com algumas sacadas muito massas, além das músicas incríveis.

O Alfa Romeo Spider 1600 Duo (o cara é podre d rico! Díos Mio!)

Mesmo com músicas somente de um grupo, a trilha sonora apresenta diferentes sons que dão tons bastante variados às cenas do filme. De “Scarborough Fair” e “Sound of Silence” com uma pegada mais dark, até “Mrs. Robinson” com uma pegada mais rock e passando por “April Come She Will” com uma pegada fofinha, as músicas do Simon and Garfunkel recheiam com poesia e folk o longa de 67.

Pensando ainda na coisa dos diferentes tons que as músicas têm, vale focar em “Sound of Silence”. Essa aparece algumas (várias, tipo, muitas mesmo…) vezes ao longo do filme e nem sempre com o mesmo peso. No começo e no meio do filme, a música é símbolo das angústias do Benjamin, contudo, na cena final e na entrada dos créditos, a música aparece sendo símbolo de uma certa felicidade bastante despreocupada com tudo.

Ainda assim, a música mais icônica do filme é obviamente a “Mrs. Robinson”. Com o Dustin Hoffman dirigindo seu Alfa Romeo Spider, conversível e vermelho numa velocidade incrível ultrapassando todos os outros carros, a música toca acompanhando o frenesi dos últimos cinco minutos de filme, num ritmo bastante contagiante.

Segue o trailer e a trilha sonora!

Trailer:

Trilha sonora:

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Desirée Marantes, do selo Hérnia de Discos

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foto: Thiago Roma

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, a convidada é a pesquisadora, produtora e multi-instrumentista Desirée Marantes, do selo Hérnia de Discos. “Eu sei que muita gente faz cara de zóio pra cima quando alguém fala que gosta de muitas coisas diferentes mas eu realmente gosto de escutar coisas bastante diferentes, pois acredito que é partir da mistura que temos a possibilidade de chegar em nosso melhor. Então resolvi separar artistas que eu sempre escuto de maneira regular”.

Karen Carpenter
“As pessoa tudo acha que eu só escuto umas música erudita mas eu amo Carpenters. “Close To You”, embora seja uma composição do Burt Bacharach com letra do Hal David, ainda não ganhou uma versão melhor do que a do Carpenters. E, vocês ja viram a Karen tocando bateria?”

Jacqueline Du Pré
“Foi uma instrumentista e interprete que fugiu do esteriótipo “papel feminino” onde mulheres devem tocar instrumentos considerados mais “apropriados” como canto lirico, piano ou harpa. Musicista espetacular, sem duvida uma das maiores cellistas de todos os tempos e, na minha opinião, a melhor intérprete do concerto para cello do Elgar”.

Betty Davis
“Aquele ditado de por trás de todo grande homem existe uma grande mulher tem um quê de verdade, pena que essas grandes mulheres sempre foram ignoradas/invisibilizadas. Um dos grandes exemplos é Betty Davis, que foi casada por um ano com o Miles Davis e responsável por apresenta-lo a música de Jimi Hendrix e Sly Stone.Muita gente não sabe nem que ela existiu, que ela era compositora, produtora e interprete (também trabalhou como modelo, mas quem se importa com aparências né? (Risos)) muito menos conhece os discos espetaculares que ela fez. Escutem “Nasty Gal”‘:

Mercenárias
“O que dizer de uma das melhores bandas que apareceu no Brasil? E que ainda foi uma das poucas formadas apenas por mulheres no meio dos punks dos anos 80? Aí está uma banda que deveria ter um reconhecimento maior por parte do mundo inteiro, uma voz singular em sua época”.

Bjork
“Eu acho engraçado que todo mundo lembra da islandesa com o “vestido do cisne” no Oscar mas que a maioria não se dá conta de que a originalidade da carreira dela é, basicamente, sem precedentes. Talvez de para comparar com Mozart, mas ela ainda está viva e produzindo. Acredito que, mesmo ela recebendo reconhecimento em vida, ainda vamos demorar um par de décadas até termos noção da exuberância criativa dessa maravilhosa”.

Tagua Tagua lança seu primeiro clipe, “Rastro de Pó”

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O projeto Tagua Tagua, empreitada solo do cantor Felipe Puperi (ex-Wannabe Jalva) ganhou seu primeiro clipe. Após o lançamento do EP de três faixas, Tombamento Inevitável”, chegou a hora de dar imagens para o single “Rastro de Pó”. Masterizado por Brian Lucey, com referências de mezzo suingado, mezzo eletrônico e pitadas de R&B, o EP merece atenção pela originalidade e composições singelas.

As imagens do clipe “Rastro de Pó” foram gravadas em Cruz das Almas e Sapeaçu, na Bahia, e traz em sua narrativa as mágicas, tradicionais e proibidas guerras de espada. Em parceria com o diretor Douglas Bernardt, o clipe mistura com delicadeza todo o perigo e beleza das faíscas com a letra suave da canção. Confira o resultado:

Para conferir o EP completo do Tagua Tagua:

 

Com uma pequena ajuda dos amigos: David Crosby – “If I Could Only Remember My Name” (1971)

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Todo mundo que curte música pra valer tem uma lista mental daqueles discos considerados “xodó”. Normalmente nem são aqueles mais badalados de sempre, os mais citados em publicações, mas ainda assim aquilo tem um valor quase que inestimável. Não é assim? Poderia dizer que If I Could Only Remember My Name” (1971), de David Crosby, é um dos meus queridos.

Motivos não faltam para que esse LP não seja no mínimo curioso. Primeiro porque ele é o primeiro trabalho solo do músico (e que só lançaria seu sucessor em 1989); segundo porque não é bem um trabalho solo, levando em consideração o time avassalador que toca no disco; terceiro porque Crosby sempre obteve destaque sendo um cantor de harmonia, e nesse caso podemos ver como seria se ele tivesse seguido um caminho de frontman.

Resultado de imagem para david crosby 1971Outra coisa que deve ser ressaltada é que David Crosby, mesmo sendo um coadjuvante inato, é uma das pessoas mais importantes da história do rock. Um caso raríssimo de alguém que sempre esteve por perto de projetos fantásticos (vide The Byrds e Crosby, Stills, Nash & Young) e que manteve sua visibilidade com o carisma de sua figura, seu discurso e, claro, com o dom que é sua voz.

Embora ele soe incrível como sempre, dá para dizer que neste trabalho o instrumental feito pelos convidados divide a cena. Poucas vezes alguém conseguiu juntar tantos nomes relevantes de uma mesma cena em um disco. Os participantes são: Graham Nash e Neil Young (Crosby, Stills, Nash & Young); Jerry Garcia, Phil Lesh, Bill Kreutzmann e Mickey Hart (Grateful Dead); Joni Mitchell; Grace Slick, Paul Kantner, Jack Casady e Jorma Kaukonen (Jefferson Airplane); Gregg Hollie e Michael Shrieve (Santana); David Freiberg (Quicksilver Mesenger Service) e Laura Allan.

Mesmo que o título remeta à psicodelia e músicas chapadas de ácido, “If I Could Only Remember My Name” é um disco sério. Crosby tem esse ar de seriedade em seu som. Sua música sempre tem conteúdo e é repleta de sentimento verdadeiro, o que faz dele um dos mais notáveis e respeitados vocalistas e compositores de seu tempo. Aqui o clima é de maturidade hippie, como se essa galera tivesse passado (e passou mesmo) por muitas experiências transformadoras, mesmo que o folk ingênuo que abra a tracklist, “Music Is Love”, esteja aí para quase me desmentir.

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Mas sim, Crosby prefere seguir uma linha introspectiva e emocional, mais lúcida. Um exemplo disso é a belíssima “Traction in The Rain”. Ali percebe-se ecos de The Byrds, mas com uma roupagem adulta. Arrisco dizer que o disco está nesse grupo de trabalhos da mesma época que moldaram o que a gente chama hoje de adult compemporary, ou “música de pai”, se preferir. Mas neste caso não há maneirismos e nem cafonice do que essa vertente se tornou, é só coisa fina e de primeira.

A delicadeza é o tom de quase todo o disco, mas em “Cowboy Movie” Crosby destila a raiva de tempos turbulentos e canta uma letra cheia de críticas, embalada por uma levada improvisada por alguns dos membros do Grateful Dead. Jerry Garcia faz belos contrapontos com sua guitarra, aliás, sua presença é bastante forte no trabalho todo, em várias faixas percebe-se sua presença.

Em “Tamalpais High (At About 3)” David Crosby prova ser um monstro nas harmonias. Uma canção sem letra, apenas vocalização, que ele faz questão de dividir com seu parceiro Graham Nash. Essa combinação de alto nível de composição com o ar sério e misterioso me remete ao Milton Nascimento de Milagre dos Peixes”. Embora não se pareçam em quase nada, esse respeito pelos vocais é semelhante.

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“Laughing” cumpre seu papel de melhor canção do álbum. É absurdamente linda. Folk rock sem falhas, feito por quem ajudou a construir o que de fato é esse som. Uma aula de como soar bem. “What Are Their Names” é por si só um marco obscuro da história do rock. Isso porque está praticamente todas aquelas pessoas que citei antes fazendo um coro, o que é algo curioso de ouvir. Além disso, a faixa conta com uma trama interessante de guitarras feita por Garcia e Neil Young.

Resultado de imagem para david crosby nash 1971Ponto alto do disco, “Song with No Words (Tree with No Leaves)”, como o próprio nome já diz, traz uma melodia sem palavras. É outra obra-prima. O clima que ela transmite talvez seja único; equilíbrio perfeito entre delicadeza, emoção, melodia, harmonia e improviso. Ouça esse disco pelo menos por esta música.

A versão para a tradicional “Orleans” remete aos melhores momentos do Crosby, Stills, Nash & Young, porém construído por uma única pessoa. Já obscura “I’d Swear There Was Somebody Here” é um experimento vocal dedicado à sua namorada, que havia falecido. Talvez esse seja o mote que transforma esse disco tão introspectivo.

Na época do lançamento o disco foi bem recebido pela crítica e público, conseguindo a 12ª posição na Billboard e vendendo mais de 500 mil cópias. Apesar disso, o disco foi se tornando uma lenda cult, talvez pelo pouco apelo comercial. Porém com o passar dos anos a obra foi revisitada e mencionada por artistas, até mesmo o jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, talvez o mais famoso periódico católico, colocou este álbum na segunda colocação em uma lista dos “Melhores Álbuns Pop de Todos os Tempos”. Aí você percebe como esse disco realmente agrada públicos distintos.

David Crosby merece ser escutado com mais atenção, e “If I Could Only Remember My Name” é um retrato fiel do que ele significa para a música pop em geral. Obra fundamental.

Faça a coisa certa e escute Zudizilla

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Para os entusiastas de hip hop e rap brasileiro, Zudizilla já não é mais novidade. Mas se você não conhece, é o momento! O não só MC, como designer, grafiteiro e artista plástico está ganhando espaço na cena desde 2013, quando lançou o EP “#LUX”.

Natural de Pelotas/RS, o rapper que já foi apontado como um dos pioneiros do cenário do estilo em território nacional, lançou em 2016 o seu primeiro álbum, que faz referência ao filme do diretor Spike Lee de mesmo nome: “Faça A Coisa Certa”. São quinze canções com discurso sólido sobre a realidade do cantor, referências cinematográficas e a presença de importantes discursos de Malcolm X.

O novo single “Steez” já foi ao ar através do canal Rap Box em janeiro, e o segundo álbum será lançado até o final de 2018. Confira:

Ainda sobre o projeto de criação de “Faça A Coisa Certa”, e para saber mais sobre o caminho trilhado por este MC do sul, assista: