Quarta edição da Semana Internacional de Música de São Paulo ocorre entre 7 e 11 de dezembro

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SIM São Paulo

A Quarta edição da SIM – Semana Internacional de Música de São Paulo ocorre entre 7 e 11 de dezembro, contando com uma ampla programação de shows e palestras. O evento vai ocorrer no Centro Cultural São Paulo com conferências, meet-ups e showcases, além de diversas apresentações em casas de show da cidade. Nesse ano, a SIM tem uma nova regra: metade da programação de showscases e palestrantes terá de ser com mulheres para reforçar seu espaço no meio artístico e no mercado de trabalho.

Durante o SIM haverá diversos shows, entre eles Allie X (Canadá), The Baggios (BR), As Bahias e a Cozinha Mineira (BR), Bareto (Peru), Deb And The Mentals (BR), Ezequiel Borra (Argentina), FingerFingerr (BR), Iara Rennó (BR), Jéf (BR), La Dame Blanche (França/Cuba), Jack Nkanga (Angola), Maglore (BR), Ogi (BR), Random Recipe (Canadá), Molina y los Cósmicos (Uruguai), Ventre (BR), Céu (BR), INKY (BR) e muitos outros. Confira a programação completa aqui.

Serviço geral:
SIM SÃO PAULO 2016
Data: 7 a 11 de dezembro
Venda no site oficial: http://www.simsaopaulo.com/pb/inscricoes-abertas/

Conversei um pouco sobre  o evento com Fabiana Batistela, diretora da SIM São Paulo:

– Conta um pouco de como será o SIM deste ano.

Estamos chegando na quarta edição da SIM São Paulo em um formato muito maior. É um crescimento não somente físico, mas também conceitual. O mercado da música se desenvolve muito de um ano para o outro e a SIM é um reflexo disso. Neste ano, mais uma vez, o evento tem como base o Centro Cultural São Paulo, que abriga a parte de showcases diurnos e também as palestras, workshops e rodadas de negócios. Já a programação noturna se espalha pelas casas de shows da cidade.

– Qual é o propósito do evento?

A SIM São Paulo é um evento para o mercado da música. O foco do evento é conectar pessoas de vários estados e países que trabalham na cadeia produtiva e criativa da música. Para isso, trabalhamos com três pilares: 1) SIM Live, que é a exposição de tendências musicais do Brasil e de outros lugares do mundo; 2) Convention: é a parte de conferência, que focada em informação, capacitação e profissionalização do mercado por meio de palestras, workshops e debates; 3) Network & Business: são atividades geradas para incentivar a conexão entre pessoas e artistas, além de incentivar novas parcerias e negócios.

– Você acha que faltam eventos como este, que enaltecem a música autoral brasileira?

Acho mais do que enaltecer o mercado de música autoral, a SIM São Paulo fortalece a música autoral brasileira. A SIM foi o primeiro evento neste formato em São Paulo. Eu frequentava vários eventos nos mesmos moldes em outros lugares do mundo e não via o porquê não ter um na minha cidade. A SIM pretende colocar a música brasileira em outro patamar, já que um dos nossos focos é a exportação da música brasileira. Sempre trazemos profissionais de fora, de jornalistas a produtores, selos, distribuidores. Só neste ano, serão mais de 60 profissionais de outros países.

– O que você acha da cena independente brasileira hoje em dia? A SIM tem olhos para a música autoral independente?

A gente fala com toda a cadeia da música, não há restrição de estilo musical. A gente trabalha com música autoral, geralmente independente, e abraça tudo que tiver afim de ser abraçado. A velocidade com que a SIM cresceu nos últimos quatro anos é um reflexo de como o mercado independente vem se desenvolvendo rapidamente também. Um, dois anos é muita coisa no mercado da música. Hoje, vemos eventos inspirados na SIM pipocando pelo Brasil, além de novas bandas, coletivos, enfim… Tá todo mundo focado em se organizar e fazer o mercado evoluir.

– Qual a sua opinião sobre as paradas musicais brasileiras hoje em dia?

Eu nem sei quais são as paradas musicais atualmente. É um grande erro pensar em mercado e sucesso hoje em dia tendo top 10 e parada de sucesso como parâmetro. Atualmente, o conceito de sucesso na música é poder fazer o que você quer para um público específico, que pode ser de 200 pessoas ou 200 mil pessoas. O sucesso é alcançar o que você quer. Tem banda que se mantém no mercado há anos com um público fiel sem nunca ter entrado numa parada de sucesso ou ter uma nota publicada em um veículo de grande circulação.

– Pra finalizar, uma dúvida mais existencial: a música pode mudar o mundo?

Pensa no seguinte cenário: deleta música do mundo e imagina como ele seria. Dá pra viver sem isso? Não consigo enxergar um mundo sem música.

Ouça esta playlist que fizemos especialmente para o SIM São Paulo 2016, com os artistas que você poderá ouvir no evento:

Quarteto de Phoenix Fairy Bones prepara o sucessor de “Dramabot” e busca novos caminhos

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Fairy Bones

Depois de um hiato para gravar seus dois novos singles, “8 Ball” e “Pink Plastic Cups”, o Fairy Bones voltou a excursionar pelos Estados Unidos mostrando a sua mistura de glam rock, grunge, rock alternativo e punk. Depois de receberem o título de “Melhor Banda Local” pelo jornal Phoenix New Times, o quarteto formado por Chelsey Louise (vocal, guitarra), Robert Ciuca (guitarra), Ben Foos (baixo) e Matthew Foos (bateria) procuram agora por um selo para lançar seu próximo álbum, que está em fase de composição.

A banda tem um disco no currículo: “Dramabot”, de 2015, produzido por Bob Hoag (The Format, Scary Kids Scaring Kids, The Ataris) e gravado no Flying Blanket Studio. “Foi incrível excursionar com este disco pelo tempo que fizemos”, diz Chelsey, “porque tivemos tempo de executá-lo e manipular as músicas em novas versões de si mesmas ao vivo. Acho que isso nos ajudou a entender o que queremos fazer para avançar”.

Conversei com Chelsey sobre os novos singles, o disco “Dramabot”, machismo no mundo da música, incentivei sem querer a descoberta de um pouco de rock brasileiro e falamos sobre planos da banda para o futuro:

– Como a banda começou?

Eu estava cumprindo 5 anos por extorsão, Robert estava por narcotráfico e Ben e Matt estavam por cafetinagem na Califórnia, mas foram extraditados para a mesma prisão do Arizona em uma acusação de lavagem de dinheiro a partir de 2008. Começamos a tocar música no almoço com as bandejas e penicos de metal e continuamos quando todos saímos.

– Como surgiu o nome Fairy Bones?

“Pixies” já tinha sido usado.

– Quais são suas maiores influências musicais?

Nirvana, Queen, David Bowie, Blondie, Frank Zappa, musicais, o som que os saltos altos fazem não asfalto em filmes de terror.

– Conte-me um pouco mais sobre o material que vocês lançaram até agora.

“Dramabot” é o nosso único álbum full lançado até agora, está em todo o lugar. Foi a nossa primeira tentativa de um álbum, e, em geral, estamos muito satisfeitos com ele porque ajudou a nos empurrar na direção que estamos seguindo. Nos ajudou a encontrar uma identidade mais sólida como banda. Os dois novos singles – “8 Ball” e “Pink Plastic Cups” – são todos levados pela guitarra (o que costumava ter sintetizadores / pianos), e estou particularmente orgulhosa de onde chegamos como compositores. Estas canções mostram definitivamente maturidade, e os nossos amigos ficaram com a gente – vindo para os nossos shows, ouvindo a nossa música – nós curtimos muito como eles ajudam, continuando conosco.

Fairy Bones

– Como você definiria o som da banda?

Letras tristes com acordes felizes.

– Você já tocaram com alguns monstros de rock. Como é essa experiência? Como você se sente quando compartilha o palco com bandas que você ama desde que era adolescente?

Nós terminamos uma tour com o Highly Suspect recentemente, o que foi definitivamente um sonho. É isso que a paixão parece, foi inspirador os assistir noite após noite. Foi também adorável ver como eles tratam a sua equipe, como todos envolvidos são uma família. Esperamos vê-los novamente em 2017. Mother Mother também foi muito humilde, tão adorável, tão talentosos – especialmente como vocalistas e compositores interessantes!

– Vocês são uma banda com uma frontwoman. Vocês acham que o sexismo ainda é forte na indústria musical?

Ainda rola, bem forte. O sexismo é forte na vida cotidiana. Eu acho que é particularmente fácil de lidar, porque eu não me importo. Eu faço esta merda continuar, eu trabalhei incrivelmente duro construindo esta banda do zero com absolutamente nenhuma ajuda de selos, de empresários, de agentes de booking – eu faço tudo. Eu sei o que eu valho, e isso é o que é importante no final do dia. Você não vai curar o sexismo da noite para o dia. Você nunca vai curar o mundo dos imbecis. Mas você pode provar que estão errados noite após noite no palco, e isso é uma sensação muito legal.

– Podemos esperar ver você tocando para nós no Brasil algum dia? Você conhece alguma música brasileira?

Eu não tive a sorte de conhecer bandas brasileiras ainda – mas desde que você me perguntou, eu mergulhei em busca de rock brasileiro, e agora estou REALMENTE curtindo Hateen e Ludov. Então, obrigado por esta pergunta, agora eu tenho alguma música nova pra ouvir! Temos tocado com uma grande banda chamada Capsula da Argentina, é o mais próximo de experiência real que eu cheguei (e ainda foi com um país vizinho)!

Fairy Bones

– Quais são os próximos passos de Fairy Bones?

Estamos procurando um selo para lançar um álbum em 2017. MUITA turnê .. talvez no Brasil? Vamos pensar em algo!

– Recomende bandas que chamaram a sua atenção ultimamente, especialmente se são independentes!

Playboy Manbaby está destruindo em Phoenix, punk rock com chifres e muita energia e letras de diversão. Se você gosta de Muse, você vai gostar dessa banda de LA chamada Madus. Se você gosta de teorias de conspiração e musicalidade estelar, confira Captain Squeegee. WASI de Los Angeles. Highly Suspect, obviamente. Estão lançando um novo álbum, é ESTELAR!

A voz dos pequenos: 12 músicas que utilizam corais de crianças e adolescentes

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Nem só de Balão Mágico, Galinha Pintadinha e Xuxa vivem as vozes infantis na música. Muitas vezes elas podem transformar completamente uma canção, dando uma nova atmosfera a versos e refrões, ainda mais quando juntam um belo coral de vozes angelicais formado apenas por crianças.

Elencamos aqui 12 exemplos de músicas em que o coral infantil (ou adolescente) foi usado com maestria. Tente imaginar estes sons sem as vozes dos pequenos e perceba como eles são uma força latente nas músicas:

Sia“Cheap Thrills”

O megahit da misteriosa (e talentosa) Sia conta com um batalhão de crianças para ajudá-la no refrão com o mote “I love cheap thrills”, o que dá ainda mais força para a música.

Gorillaz“Dirty Harry”

Imagine só você um monte de criancinhas falando algo como “eu preciso de uma arma para me proteger do mal”? Pois é o que a trupe animada de Damon Albarn faz em “Dirty Harry”, uma das melhores faixas do disco “Demon Days”.

Emicida“Casa”

A faixa do disco “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa”, de 2015, tem forte influência da África, para onde o Emicida viajou durante a produção do álbum. Nesta faixa, as crianças são responsáveis pelo refrão “O céu é meu pai / A terra, mamãe / E o mundo inteiro é tipo a minha casa”.

Red Hot Chili Peppers“Aeroplane”

O maior hit do ponto fora da curva “One Hot Minute” conta com o refrão de “It’s my aeroplane” em um outro cantado por Clara Balzary (filha do baixista Flea) e suas colegas. Ela também aparece no clipe vestida de aviãozinho.

Nas & Damian Marley“My Generation (Feat. Lil Wayne & Joss Stone)”

Essa já começa com “My generation will make the change” sendo cantado entre palmas por um grande coral infantil e Joss Stone acompanhando. Não preciso nem falar mais nada!

Passion Pit“Little Secrets”

Esse aqui tem até “Behind The Scenes” das crianças gravando o coral! A música faz parte do disco “Manners”, de 2009. Higher and higher and higher!

Justice“D.A.N.C.E.”

O refrão cantando por crianças do hit gigantesco do Justice traz uma coisa meio “Jackson 5” para a música e é um dos fatores que fez o som estourar e tocar em tudo que é lugar.

Pink Floyd“Another Brick in the Wall Part II”

A clássica voz infantil cantando “We don’t need no education” é algo que até seus pais devem lembrar direitinho. Na época foi mega chocante e até hoje é usada como protesto.

M.I.A.“Paper Planes”

Aqui, o refrão “All I wanna do is (som de tiros) and take your money” dá ainda mais força à canção de M.I.A. com sample de “Straight To Hell” do Clash.

Martika“Toy Soldiers”

Acho que o que eu mais gosto nessa música é a tal parte em que as crianças cantam. E o refrão. Pra mim essa música tinha que ser só refrão.

Faith No More“Be Aggressive”

A coisa meio “cheerleader” em um quase spelling bee de “Be Aggressive” foi até chupado por Marilyn Manson em “mObscene”. É claro que o FNM fez muito melhor.

The Carpenters“Sing (Sing a Song)”

A coletânea que seus pais compraram assim que puderam pra tocar sem parar no rádio do carro. As crianças cantam no final do single mais fofucho e good vibes do duo.

Jay-Z“Hard Knock Life”

O refrão de “Hard Knock Life” é uma adaptação de uma música do musical “Annie” no teatro com a letra transformada em algo mais big pimpin’. E com vocal de crianças, claro.

Lógico que não pára por aí. Fiz uma playlist no Spotify mostrando esses e mais alguns momentos em que a criançada invade o microfone. Faltou alguma? Conta aqui nos comentários!

Chalk Outlines lança novo single “Bowing Back”, influenciado por espetáculo de ballet

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Chalk Outlines

O Chalk Outlines acaba de lançar o sexto single de sua carreira, “Bowing Back”, criado após o vocalista e guitarrista Bruno Palma ficar encantado por uma apresentação de ballet. “É meio engraçado falar isso, mas é verdade mesmo. Eu me identifiquei com o que rolou ali. Foi como ver uma encenação de momentos da minha própria vida, só que em forma de coreografia”, explica. A banda, também formada por Erick Barros (guitarra), Eduardo Zampolo (baixo e backing vocal) e Samuel Malentacchi (bateria), surgiu a partir da transformação do extinto grupo de hardcore H.E.R.O em 2013. As referências musicais são diversas e refletem no som sem amarras do quarteto: eles vão do punk ao indie, passando pelo grunge, shoegaze e até a velha e boa música de dentista da Alpha FM.

Parte do ótimo cast da Howlin’ Records, o grupo cita como influências bandas como Ramones, The Replacements, Stone Roses, Faith No More, Sonic Youth, Sugar, Hüsker Dü, Tears For Fears, Swervedriver, Superchunk, Big Star, Midnight Oil, Gin Blossoms, Soul Asylum e até Ace Of Base. Falei com Bruno sobre “Bowing Back” e “International Waters”, single que vem por aí em breve, além da carreira da banda, a vida de artista independente e muito mais:

– Me falem um pouco mais do single novo, “Bowing Back”!

Eu fiz “Bowing Back” depois de ter assistido a um espetáculo de ballet. É meio engraçado falar isso, mas é verdade mesmo. Eu me identifiquei com o que rolou ali. Foi como ver uma encenação de momentos da minha própria vida, só que em forma de coreografia. Bem doido. A música a gente foi fazendo junto. Chamamos o João Paulo do Lava Divers pra participar porque a gente ama a banda dele. E ele é um cara sensacional. O Aecio, que gravou, mixou e masterizou “Bowing Back”, botou uma meia-lua ali também.

– E como foi gravar o clipe com o Raul Fernandes?

O Raul é amigo meu da época da faculdade. Ele fez, junto com a Verônica Gubert, o nosso primeiro videoclipe, “Gold”. Quando “Bowing Back” ficou pronta eu mandei pra ele e perguntei se ele animava de fazer mais um. Ele topou na hora. Depois de uns dias ele veio com a ideia de gravar esse artista que ele conhecia. E assim foi. Ele passou um dia lá com o Francisco Baratti, que está com 95 anos de idade e trabalha todos os dias. Foda, né? E ele dançou ouvindo nosso som. Foi demais isso!

– E o que podemos esperar do próximo, “International Waters”?

Acho que “Bowing Back” é nossa música mais pop. “International Waters” é bem outra história. Tem bastante guitarra, bastante textura, bastante ruído. E uma parte dela é um samba que eu inventei, mas que na música não parece samba. É meio difícil explicar isso, mas o fato é que ela tem uma progressão de acordes que é super do samba, pra cantar com “laiá laiá”.

– Me falem um pouco mais sobre o material que vocês lançaram até hoje.

A gente só lançou single até hoje. Foi uma coisa que aconteceu por pura falta de dinheiro pra fazer um disco inteiro, mas que a gente começou a curtir. É um formato legal de trabalhar porque a gente adora pirar em como vão ser as capas e tal. E a gente tem capas que são trampos de artistas que a gente curte um monte: PC Pereira, João Gonçalves, Xilip, Estela Sokol e Gui Mohallem. A de “International Waters” é um trabalho do Nazereno, que é um artista incrível. Fora isso, a gente tá adorando trampar nas músicas do lado B. Atualmente, a gente faz o lado A em estúdio e o lado B em casa. E o lado B é sempre uma versão de músicas nossas que a gente nunca gravou. A gente toca em show do jeito que a gente fez, com bastante guitarra, mais banda mesmo. Só que na hora de gravar pro lado B a gente subverte. Fizemos uma acústica, uma meio com a cara do Billy Idol e a mais recente, “All Over”, que é o lado B de “Bowing Back”, é como se fosse o Guilherme Arantes jogando Super Mario louco de batida de abacaxi com vinho. E a próxima é um reggae que deu muito errado.

Chalk Outlines

– Como a banda começou?

Todos nós tocamos na última formação do H.E.R.O, que era uma banda de hardcore. Quando o Tranka (vocal do H.E.R.O) resolveu sair fora a gente decidiu continuar tocando junto, mas dar uma reformulada. Nós todos gostamos de hardcore, mas de muitas outras coisas também: indie, shoegaze, grunge e tal. E a gente ama as músicas que tocam na Alpha FM também. Elas, aliás, acho que até inspiram mais a gente do que o rock mesmo. A banda começou em 2013 e de lá pra cá a gente tem tocado por aí e lançado esses singles. Com “International Waters” serão sete.

– De onde surgiu o nome “Chalk Outlines”?

Cara, não sei. Dar nome pra banda é uma das coisas mais chatas que existem nesse mundo. Tudo, absolutamente tudo, soa absurdamente brega. Chalk Outlines foi uma ideia dentre um monte de outras ideias, que eu felizmente nem lembro mais. Acho que foi a ideia que a gente ficou com menos vergonha e por isso ficou como nome.

– Quais as principais influências musicais da banda?

Rock alternativo dos anos 90, as baladinhas que embalavam a dança da vassoura das festinhas que a gente ia na adolescência e trilhas de novela, tipo “A Viagem”. Essencialmente, é isso o que a gente é.

– Como vocês veem a cena independente nacional hoje em dia? Ela tem como crescer?

Complexo pra caramba. Tem artista independente que está em trilha de novela da Globo. Sem brincadeira. Se você pensar nesses termos, no independente está esse cara, que teve sua música executada por seis meses de segunda a sexta em “Velho Chico”, e tem a gente, que tá absurdamente longe desse cenário. A gente segue tocando. A gente ama tocar. E a gente nem tem grandes pretensões nem nada. A gente só quer continuar. Mas ensaiar, gravar, manutenção de equipamento… É tudo caro pra caralho. Então a gente precisa se organizar financeiramente pra poder sobreviver mesmo. É difícil, é cruel, mas a gente vai achando maneiras de fazer rolar.

– Como vocês definiriam o som da banda?

Depende do contexto. Se a pessoa pergunta por curiosidade genuína eu tento explicar que a gente curte rock alternativo, tipo Superchunk e Seaweed, mas que a gente pira um monte em Sade e Elton John, e que a gente busca um pouco dessa mistura no que fazemos. Se é alguém que pergunta por perguntar, tipo parente, eu falo que a banda é de rock e torço pra não perguntar se parece Charlie Brown.

– Quais os planos da banda para 2017?

Lançar mais singles. Provavelmente vamos lançar mais quatro singles no ano que vem. Estava falando hoje mesmo com o artista que vai assinar uma das capas. Também queremos tocar mais fora de São Paulo. Fomos recentemente pro Rio de Janeiro e pegamos gosto, então estamos agilizando pra viajar mais no ano que vem.

– Recomendem bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos.

Cara, tem tanta coisa boa rolando. É até difícil recomendar. Nós temos umas bandas irmãs, que são o The Hexx, o Horace Green e o Cristo Bomba. A gente ama esses caras de paixão. O Lava Divers e o Bloodbuzz também são massa demais. Tem também Blear, Loyal Gun, Vapor, In Venus, Kill Moves, Cipriana, Better Leave Town, Mudhill… Todas bandas muito foca. Fora do rock, piro na MC Linn da Quebrada, que tem um trampo genial.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Denis Romani, da Tiger Robocop 90

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Romani

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Denis Romani, jornalista, editor do Skataplá e DJ das festas Tiger Robocop 90, Combo Hits e a novíssima Gigabyte.

Molotov“Que No Te Haga Bobo, Jacobo”

“Primeira faixa do primeiro álbum do grupo mexicano, “Donde Jugarán Las Niñas?” (1996). Você comprava o disco, apertava o play e já dava logo de cara com os dois baixistas mandando slaps ao mesmo tempo, seguido de uma das faixas mais porradas da carreira do Molotov. A letra é inspirada na história real de um escândalo de corrupção em uma das maiores redes de televisão do México, que favorecia o governo de situação em seus telejornais”.

Darius Rucker“Whagon Wheel”

“O ex-vocalista do Hootie & the Blowfish se debandou pra country music em sua carreira solo no início dos anos 2000 e logo estourou nos Estados Unidos, mas nunca conseguiu conquistar o público por aqui. Em 2013 ele chegou ao topo da parada country da Billboard com “Whagon Wheel”, que foi co-escrita por Bob Dylan em 2003. A música é considerada uma “Freebird” do gênero e é uma das campeãs de pedidos nos bares honky-tonk de Nashville”.

Bloodhound Gang“Ralph Wiggum”

“Uma das músicas mais simplórias da banda metida a engraçadinha que tem quase 30 anos de carreira sempre seguindo a mesma fórmula: uma mistura de rock, hip-hop e eletrônico com letras bem-humoradas (de gosto muitas vezes duvidoso). É o caso dessa faixa (do álbum “Hefty Fine” de 2005) que usa apenas frases literais que foram ditas por Ralph Wiggum ao longo de várias temporadas de Os Simpsons. Algum desocupado ainda teve a paciência de ir atrás de todas essas cenas e juntá-las em um videoclipe não-oficial”.

Os Paralamas do Sucesso “O Passo do Lui”

“O segundo álbum dos Paralamas de 1984 é praticamente uma coletânea de hits do trio, como “Óculos”, “Meu Erro”, “Ska”, “Romance Ideal”, “Assaltaram a Gramática” e “Me Liga”. E lá no final do lado B está escondida a faixa instrumental que dá nome ao disco. Um ska animado e dançante com baixo, guitarra, bateria, teclado e metais que não ficam devendo pra nenhum clássico jamaicano. Esse álbum, e essa música principalmente, mostram que os Paralamas tinham tudo para se tornar a maior banda de ska do Brasil, sem precisar se enveredar pra uma carreira calçada no pop-rock”.

The Spankers“Mas Que Nada”

“Uma prova viva do clichê “a música não tem fronteiras”: uma banda da República Tcheca regravando uma versão ska-pop para um clássico lançado pelo brasileiríssimo Jorge Ben Jor nos anos 60. A versão de estúdio foi lançada no primeiro álbum do Spankers em 2010, ainda com carismática Tereza Krippnerová nos vocais, mas no youtube é possível encontrar versões ao vivo com as duas vocalistas que vieram depois. Muitos desses vídeos, inclusive, gravados nas diversas turnês que a banda já fez pelo Brasil”.

Breaking News: 11 clipes independentes lançados esta semana que você precisa conhecer

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The Outs
The Outs

Alaska“Impulso”

A quarta faixa do álbum “Onda”, da banda Alaska, ganhou um clipe dirigido por Santiago Paestor e Vitor D’Angelo. Com Lívia Franceschinelli e Rossano Heinen no elenco, com uma história pra lá de fora do comum. Não sei se clipe também tem spoiler, então vou deixar vocês assistirem pra se ligarem.

The Outs“Ainda Me Lembro”

Produzido e dirigido por Vinícius Massolar e Brenda Martins, “Ainda Me Lembro” faz parte de “Percipere”, o primeiro disco do The Outs. O clipe tem o ar sessentista que sempre permeou o direcionamento da banda, com o Rio de Janeiro e suas praias em foco. Ah, que saudades de poder estar de férias, viu…

OWEL – “Paper Hands”

O clipe de “Paper Hands”, dirigido por Dylan Schnitker, mostra um moleque tendo uma vida de adulto, com trabalho, esposa, problemas, contas pra pagar e por aí vai. A música faz parte do novo disco do OWEL, “dear me”, lançado pela Equal Vision Records.

Direct Hit!“Villain Alcoholic”

Tirado do primeiro disco do Direct Hit, “Wasted Mind”, o grupo de pop punk criou um clipe baseado em coisas como Burroughs e “Fear & Loathing in Las Vegas”. A direção é de Adam Santiago e Derek Shreves.

Los Retrovisores – “Mentiras”

Tirada do disco “Sonido Joanic”, “Mentiras” ganhou um clipe em homenagem ao filme de 1969 “Un, Dos, Tres, Al Escondite Inglés” de Iván Zulueta, gravado em Barcelona.

It’s Not Not – “Resurrection”

Um clipe bem “lava lâmpico” dirigido por Joel Rojas para “Resurrection”, música que faz parte do disco “Fool the Wise”.

Sex Stains“Land of La LA”

A divertidíssima banda da Don Giovanni Records acaba de lançar o clipe também divertidíssimo, cheio de cores e doideiras para “Land of La LA”, faixa de seu primeiro disco.

DWARVES“Get Up And Get High”

Quem não gosta das loucuras que definem o que é rock do DWARVES, boa gente não é. “Get Up And Get High” é uma faixa do novíssimo disco dos caras, “Invented Rock & Roll”, lançado pela também sensacional Burger Records!

Anabel Englund – “London Headache”

Este é o primeiro single da cantora Anabel Englund, lançado pela Defected Records. A ideia da cantora é chegar às pistas de dança, e a música ganhará remixes de Crookers e Purple Disco Machine em breve.

 

COLA JET SET“Lo Mejor Está Por Llegar”

Dirigido por Ángela Ulloa, a música do disco “El Fin Del Mundo” ganhou um divertido clipe “com historinha” que mostra um hipster meio mod e suas aventuras meio Boça.

Kiana Boe Jumper“White Horse”

A banda de folk de Saint Petersburg, na Rússia, formada neste ano, lança um clipe que desenvolve a história meio “conto de fadas” de Lady Samurai. Cada clipe ilustrará um pouco dessa história.

Sammliz alça novos voos musicais fora do Madame Saatan em seu primeiro disco solo, “Mamba”

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Sammliz passou 11 anos sendo conhecida como a poderosa frontwoman da banda paraense Madame Saatan e agora segue em frente em carreira solo. Em “Mamba”, seu primeiro disco, pode-se ouvir ecos de stoner rock, indie, tons eletrônicos e muita criatividade.
O álbum conta com 10 músicas, sendo 9 assinadas por Sammliz, entre elas a faixa-título, inspirada em um poema escrito pela própria cantora,  “Oyá”, que traz o rock’n’roll misturado com yorubá e uma bateria devastadora, “Fucking Lovers”, uma canção de amor com ecos de indie rock, e “Quando o Amanhã Chegar”, que demonstra como a voz da vocalista é versátil, se atirando em um brega oitentista cheio de sensualidade e um tiquinho assim de cafonice. O disco conta com a participação dos guitarristas Leo Chermont (Strobo) e João Lemos (Molho Negro) e a direção artística é de Carlos Eduardo Miranda.
Conversei com Sammliz sobre o disco “Mamba”, a decisão de seguir em carreira solo, seu processo de composição, feminismo, influências e a cena independente de Belém:
– Me conta mais sobre “Mamba”! Como foi a composição das músicas?
O processo começou enquanto ainda estava morando em São Paulo. Quando retornei à Belém, há 3 anos, já vim com esqueletos de algumas músicas, e principalmente com o espírito para me dedicar totalmente à essa nova etapa. Aqui o conceito sonoro do disco foi criado.
– Como rolou a gravação desse novo trabalho?
As gravações foram feitas entre Belém e São Paulo, com uma parte significativa da pré produção feita em Salinas (PA), município que fica há 4 horas de Belém, onde eu e mais os outros dois produtores do disco (Leo Chermont e João Lemos), nos internamos pra compor e gravar.

 – O projeto Natura Musical têm apostado em ótimos nomes da cena independente brasileira. Como rola esse contato?
A Natura Musical abre editais, nacionais e regionais, onde artistas podem se inscrever. Mandei meu material, fui contemplada e pude lançar meu primeiro trabalho solo com o suporte dessa excelente plataforma.
– Como você se sente fazendo um trabalho solo após tantos anos com o Madame Saatan?
Muito feliz de poder estar com meu disco em mãos e com tantos novos sonhos e planos. Meu ciclo no MS foi maravilhoso e agora sigo em frente atrás de novos desafios.
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– Como você começou sua carreira?
Muito cedo, sempre quis e soube que iria seguir na carreira musical. Aos 15 tive minha primeira banda e daí em diante nunca mais parei, entre projetos autorais e trabalhos em bares, tocando de tudo um pouco, até definitivamente somente me dedicar a projetos meus.
– Como o Madame Saatan influenciou sua carreira solo?
Não influenciou, mas foi parte do processo pra chegar nela.

– Como o feminismo te inspira em suas composições?
Era feminista desde quando eu não tinha ideia do que significava ser feminista. Veja bem, sou uma mulher que sempre esteve à frente do seu trabalho, claro, também entre parcerias, e essa forma de estar e ver o mundo, sentir como ele te trata e atinge, influencia diretamente no cotidiano e, logo, nas composições.
– Quais as suas principais influências musicais?
Rock do final das década de 70, soul…blues, post punk/punk,  música eletrônica 80/90, ritmos brasileiros, latinos e africanos.
– Como você vê a cena rock independente de Belém?
Uma das mais ferozes e interessantes do Brasil, com certeza. Somos um estado extremamente musical, do underground ao som popular, e estamos em uma daquelas ótimas safras novamente.
Snao Paulo, SP, BRASIL 27.01.2016 : Sammliz (Foto: Julia Rodrigues)
Snao Paulo, SP, BRASIL 27.01.2016 : Sammliz (Foto: Julia Rodrigues)
– Já está trabalhando em novas músicas?
Sim. Já entro novamente em estúdio em novembro para gravar parcerias e uma surpresa, que lanço ano que vem.
– Quais os próximos passos de Sammliz?
Circular o máximo que puder pra divulgar esse disco, tentar pegar uns festivais,  produzir clipes e mais músicas.
– Recomende bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos.
D. Onete, Strobo, Molho Negro, Jaloo, Luê, Aíla, Lucas Estrela, Felipe e Manoel Cordeiro, Blocked Bones.
https://open.spotify.com/album/60PcTYox7hnNLgW1YFUGVH

5 Pérolas Músicas escolhidas a dedo por Marky Wildstone, produtor da Wildstone Productions e baterista da The Dead Rocks

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Marky Wildstone
Marky Wildstone

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje o convidado é Marky Wildstone, produtor da Wildstone Productions e baterista da The Dead Rocks.

Joe Meek & The Blue Men“Orbit Around the Moon”

“Adoro os trabalhos produzidos pelo Joe Meek, que além de um grande produtor, manufaturava equipamentos de estúdio e também tem alguns discos. Este tema foi lançado num EP de 1960 e posteriormente em 1991 lançado em LP com mais músicas. O disco traz como acompanhamento a banda The Blue Men, que originalmente se chama West Five e a sonoridade é surf, é country, é música circense espacial. Um temaço!”

Butthole Surfers“John E Smokes”

“Banda que dispensa apresentações, esta faixa esteve muito tempo entre meus temas prediletos desse lendário grupo texano de San Antonio. Levada tribal e cavalgada, guitarras rasgadas e reverberadas, platéia mixada, efeitos na voz e um colorido cigano. Enfim… uma canção de amor bem pouco convencional, mas majestosamente psicodélica”.

Alberto Marsicano Hendrix Sitar Experience“Fire”

“Versão para o clássico “Fire” de Jimi Hendrix interpretado em versão cítara pelo grande citarista, poeta, tradutor e escritor brasileiro Alberto Marsicano. Com toda certeza uma versão que amplia as facetas de significação da versão original. Apaixonante e esclarecedora”.

GONG “Wise Man In Your Heart”

“Lançada originalmente em um disco solo de Daevid Allen acompanhado da banda espanhola Euterpe esta versão, minha favorita de toda a discografia do Gong foi relançada no álbum “Zero To Infinity” em 2000, com um melhor acabamento do que a versão original, solos mágicos de sax, um clima quase dub e a mesma genial letra de Allen contendo segredos da auto iniciação. Com certeza uma faixa de cabeceira”.

The Dead Brothers“Dark Night”

“Uma faixa mais atual, de 2015, extraída do álbum “Black Moose” lançado pela Voodoo Rhythm Records, um tema soturno, trilha de alguma circo macabro de beira de estrada. Com certeza um dos discos e tema que mais ouvi no ano passado, agora ainda mais bacana por ter o vídeo”.

Breaking News: 10 clipes independentes lançados esta semana que você precisa conhecer

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Miami Tiger
"Meu Lugar", do Miami Tiger

Cavalo Motor“Homem Versus Homem”

O novo clipe do Cavalo Mator fala de um problema muito sério que muita gente esqueceu (ou fingiu que esqueceu): o desastre de Mariana, no ano passado, o maior desastre ambiental da história do Brasil, que destruiu um rio inteiro.

Miami Tiger“Meu Lugar”

Gravado, editado e finalizado pelo Estúdio Dead Pixel, o clipe para a faixa do EP “Amblose” mostra bem a mensagem que o som passa: o feminismo veio pra ficar e o machismo deve ser derrotado a qualquer custo. E se você fala que “feminismo é mimimi”, por favor, saia deste blog imediatamente.

Paula Cavalciuk“Ruína”

O novo clipe da Paula Cavalciuk foi filmado durante a turnê do EP “Mapeia” e a gravação do disco “Morte & Vida”, entre outubro de 2015 a março de 2016. Mostra um pouco do charme e talento da Paula, um dos grandes nomes da nova cena independente.

Hot Air Balloon“The Space Between”

A doce e bela canção do duo irlandês-português Hot Air Balloon ganhou um singelo clipe feito para a Antena 3.

Drive-By Truckers“Surrender Under Protest”

Dirigido pelo grande Lance Bangs (que também já fez clipes do Sonic Youth, Nirvana, Neutral Milk Hotel e etc.), o clipe novo dos Drive-By Truckers mostra o retrato dos Estados Unidos durantes os protestos do movimento Black Lives Matter. A ideia foi fazer um clipe no estilo de “London Calling” do Clash.

Morning Fuzz“Invisible Man”

Em um futuro distópico em Honolulu, o Time Doctor manda o heroi do vídeo de volta no tempo para tentar impedir o Black Suit de vestir a máscara negra do poder. Parece episódio dos Power Rangers, mas é o clipe da banda de Long Island Morning Fuzz.

The Mystery Lights“Melt”

A Burger Records nunca decepciona. A banda de Nova York lançou seu disco pela gravadora com seu garage rock alucinado e, como sempre, ganhou um belo clipe DIY para a faixa “Melt”.

The Monsters“Happy People Make Me Sick”

Aquela distorção comendo solta é o tom da música do The Monsters que ganhou um clipe com efeitos de câmera VHS. Se você não aguenta gente feliz, achou o som. A música faz parte do disco “M”.

Mikey Erg“Faulty Metaphor”

Ah, os anos 90. Não, o clipe não é da época, mas tinha tudo pra ser. Que som lindo. Fiquei fã do Mikey Erg. Aliás, vale a pena fuçar no cast da Don Giovanni Records, que é ótimo. O vídeo foi dirigido por Brendan Mcknight e o som faz parte do disco “Tentative Decisions”.

Bonus Track: clipe antigo relançado

RIP Monsters“Mucho Loco Angels”

Pra quem não sabe, o RIP Monsters era a banda de Gastão Moreira, ex-Mtv Brasil e atual Kazagastão, um dos melhores canais do Youtube, que relançou o clipe.

O multi-homem Rubens, do Mescalines e Mustache & os Apaches, mostra suas “filantrópicas” músicas solo

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Rubens

Provavelmente você já ouviu um pouco do trabalho de Rubens Vinícius, seja quebrando tudo com a guitarra no duo instrumental Mescalines ou se revezando no bandolim, lap steel, dobro, guitarra e voz no grupo Mustache & os Apaches. Pois agora ele está se aventurando em um projeto solo, disponível no Soundcloud, com músicas autorais como “Durepóxi” e “Existe Um Cachorro Faminto Em Minha Barriga”. “Acho que meu trabalho solo é minha essência, propriamente dita, algo que sempre me acompanhou, que gira em torno da poesia e do meu ser”, explica.

Em breve teremos o primeiro álbum solo do bandoleiro, que já também pode ser conhecido pelo nome Jack Rubens. “Vou entrar em estúdio próximo mês, acompanhado do meu violão e com esse companheiro pegar a estrada sempre que puder”, conta.

Conversei com Rubens sobre seu projeto solo, seus outros projetos, um pouco mais sobre as músicas disponíveis em seu Soundcloud e o cenário independente do Brasil:

– Como você começou sua carreira?

Lá na terra onde nasci até hoje imperam os festivais de música nativa, gaúcha. Então cresci ouvindo “La Guitarra” e Bombo Leguero. No mais, comecei a tocar junto com um tio meu que sempre levava o violão nas reuniões de família. Formei minha primeira banda de rock com uns 15 anos, se chamava Olhos Rebeldes.

– Pois é, você teve (e tem!) diversos projetos. Me fale um pouco deles.

Depois de ter passado por São Paulo a primeira vez, toquei numa banda chamada X Galinha em Porto Alegre. Depois fui pro Rio onde comecei a tocar bandolim nas ruas e recrutei uns amigos pra formar o Sopro do Inferno que depois virou Jack Rubens & os Vagabundos Iluminados. Nome inspirado nas caronas que pegava com frequência. Depois de 4 anos no Rio, vim para São Paulo, com a roupa do corpo e o bandolim, que me levou até o Mustache & os Apaches. De lá para cá, já estou na produção do 3º álbum dos Apaches , do 2º dos Mescalines, duo instrumental, e do meu 1º.

– Como as outras bandas desencadearam seu trabalho solo e como ele difere delas?

Acho que meu trabalho solo é minha essência, propriamente dita, algo que sempre me acompanhou, que gira em torno da poesia e do meu ser. No Mustache & os Apaches é polivox, cada um cumpre uma função em determinada música e é divertidíssimo, ora fazer backing, ora arranjar com guitarras e bandolins, ora cantar em uníssono, sem contar quando vamos pra rua, que é sempre uma aventura muito boa. Já nos Mescalines é um duo instrumental onde eu tenho total liberdade nas cordas e o Mario na percussão, nos permitimos a improvisar um monte, é meu trabalho mais selvagem, onde tento explorar novas caminhos dentro do Blues e das afinações abertas na guitarra.

– Me fala um pouco mais do material que você já lançou como artista solo.

Eu ainda não lancei nada de relevância, engavetei um disco ainda como Jack Rubens. O processo todo demorou muito, fiquei sóbrio e vi que não era um material bom pra se lançar. As faixas no Soundcloud são produções caseiras, coisas espontânea que compus inspirado pelo momento político de poucos tempos pra cá, como jornalismo.

Rubens

– Me fala um pouco mais de cada uma delas.

Ah, tem “Durepóxi” e “Existe um Cachorro Faminto na Minha Barriga”, canções também espontâneas pra minha musa. “Durepóxi” já vem sendo tocada nos shows do Mustache & os Apaches, e “Existe um Cachorro Faminto na Minha Barriga” provavelmente estará no meu álbum e no dos Apaches. “Existe um Cachorro Faminto na Minha Barriga” foi composta na primeira noite em que dormi com minha musa, minha barriga começou a roncar e não tinha nada pra comer em casa. “Durepóxi” veio dessa vontade de estar amarrado na pessoa amada. “Caixa de Sapato” foi de quando morava num apê de 18m² e da época de ocupação do Parque Augusta, quando veio à tona a discussão sobre especulação imobiliária. A “Febre da Burguesia” eu fiz na noite em que o Dória foi eleito e me imaginei na pele de um político empresário. “Terra de Ninguém” fala sobre reforma agrária, na época em que ouvia muito Woody Guthrie.

– Quais as principais influências musicais do seu trabalho solo?

São inúmeras as inspirações além do campo musical e da poesia, mas vão de Blind Willie Johnson, Fela Kuti, Dorival Caymmi, Atahualpa Yupanqui, Maikovski, Bolívar

– Como você definiria seu som?

Filantrópico.

– Como você vê a cena independente brasileira hoje em dia?

Eu vejo que de uns anos pra cá uma grande teia vem se construindo, unindo coletivos de capitais com interiores, também está rolando uma interação maior entre artistas de várias áreas e também entre ativistas de várias áreas, movimentos culturais, políticos etc. A ocupação dos espaços públicos deu abertura ao diálogo e ao avanço de ideias e ideais. Até as empresas, oportunistas, de uns tempos pra cá vem querendo associar suas marcas à artistas de rua, seja no grafitti ou na música de rua. O lado bom que é o financeiro, mas o perigo é que a arte pode ser adestrada.

– Esse negócio de “parada de sucessos” ainda é válido para um artista autoral que não seja focado no “pop”?

É mais válido para ver o que não fazer, do que o que fazer. Ainda temos as rádios e esse lance de listas em blogs, isso só alimenta o ego do artista e o faz se ensardinhar. Precisamos fazer música de um outro viés. Nos desvencilhamos das grandes gravadoras e dos grandes estúdios, mas esses ainda acabam sendo nossos termômetros e continuamos a repetir suas fórmulas para uma indústria falida.

– Então você acredita que a “queda” das gravadoras foi algo bom, certo?

Sim. Elas tiverem seus momentos de extrema importância, mas já não cabiam mais.

Rubens

– Quais os próximos passos desse projeto solo?

Vou entrar em estúdio próximo mês, acompanhado do meu violão e com esse companheiro pegar a estrada sempre que puder.

– Recomende bandas e artistas que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

Eu tenho ouvido Tinariwen, Ali Farka Touré, ouvi um disco esses dias na Rádio Cultura, de Clima e Nuno Ramos, muy bueno!