Breaking News: 10 clipes independentes lançados esta semana que você precisa conhecer

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Anarchicks
Anarchicks

Angel Olsen“Shut Up Kiss Me”

O clipe novo de Angel Olsen é da faixa “Shut Up Kiss Me” (não, não é uma versão do funk “Cala a Boca e Beija Logo”). A faixa faz parte do disco “My Woman”, que será lançado dia 2 de setembro pela Jagjaguwar. Dirigido pela própria cantora com colaboração de Ashley Connor e Jethro Waters, o clipe tem um visual que lembra os anos 70 e 80.

Blood Orange“Augustine”

“Augustine” faz parte de “Freetown Sound”, o novo disco do Blood Orange. O clipe cheio de danças conta com direção de Devonté Hynes e os dançarinos Jerome Bwire, Bryndon Cook, Julian Devine, Sigrid Lauren, Monica Mirabile, Nana Tsuda Misko, Juri Onuki e Leslie Andrea Williams.

Motor City Madness“Gravediggers”

A música que dá título ao disco mais recente do Motor City Madness, “Gravediggers”, ganhou um clipe com toda aquela pegada The Walking Dead. Dirigido por Sergio Caldas, Rodrigo Fernandes, Rene Mendes e Fabian Steinert e com a participação dos zumbis Pomba Cláudia e Pedro Nogueira, o clipe tem aquele quê de filme B e uma bela maquiagem de Christy Figueiredo. Uma produção Subverse Film Crew.

Ian Sweet“If You’re Crying”

O clipe com cara de caseiro de “If You’re Crying” foi filmado pela própria artista, e a música faz parte de seu primeiro EP, lançado em cassette.

Aesop Rock“Kirby”

“Kirby” é a história de um pequeno felino, que no clipe é interpretado por Dina, que foi resgatado na rua em Los Angeles e foi adotado. Hoje vive feliz com sua família. O clipe dirigido por Toben Seymour, com um simpático marionete de Aesop Rock, faz parte  do disco  “The Impossible Kid”, lançado pela Rhymesayers Entertainment.

Red Fang“Blood Like Cream”

Em “Blood Like Cream” temos um pouco mais de zumbis. Só que estes são MAIS perigosos. Em vez de comer cérebros e humanos, eles TOMAM TODA A CERVEJA DO MUNDO! O clipe para a faixa do disco “Whales and Leeches” foi dirigido por Whitey McConnaughy e conta com a participação de Fred Armisen, da série Portlandia.

Paula Cavalciuk“Morte e Vida Uterina”

O novo clipe do single contra o machismo foi concebido graças à boa vontade de 54 mulheres que enviaram para Paula Cavalciuk suas mensagens de protesto e empoderamento. O vídeo foi produzido por Seven Cats Filmes e dirigido por Felipe Botti.

Anarchicks“Witch One”

A banda portuguesa Anarchicks lançou nesta semana um clipe exclusivo para o canal do Youtube da rádio Antena 3 dirigido por Fernando Matias, do The Pentagon Audio.

Huaska“Kuyashii (悔しい)”

Um lindo clipe com animação de Mauricio Bartok. A faixa faz parte de “Fim”, novo disco do Huaska.

Roots Circus“Know Me By Now”

Pra fechar, um clipe de reggae  do Roots Circus com imagens da própria banda no Centro Histórico de São Luís do Maranhão!

Trio australiano Babaganoüj prepara dois novos EPs, sucessores de “Pillar Of Light”

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Babaganoüj

A banda australiana Babaganoüj começou em algum momento de 2011 que os membros afirmam “não se lembrarem” e desde então estão “fazendo música e shows, tocando algum tipo de rock”. Com o intuito de “curtir e responsavelmente consumir bebidas alcoólicas”, o trio de Brisbane lançou em abril o EP “Pillar Of Light” e prepara mais dois EPs para este ano.

Formada por Harriette Pilbeam (baixo e vocal), Ruby (guitarra e vocal) e Charles Sale (guitarra e vocal), a banda cita como influências bandas australianas como The Saints, The Go Betweens, Not From There, Screamfeeder, The Melniks e Stingers, além de Smudge, the Lemonheads, Replacements, Husker Du, Led Zeppelin, Jimi Hendrix e até Creedence Clearwater Revival. “Queremos sempre adicionar coisas interessantes à nossa lista de influências”.

Conversei com Charles sobre a carreira da banda, os EPs que estão por vir, a vida de artista independente e a cena australiana:

– Como a banda começou?

Minha antiga banda (Yves Klein Blue) se separou e eu queria tocar algumas músicas. Conheci Harriette através de um amigo e ela se juntou a mim. Então sua outra banda (Go Violets) terminou e ela trouxe Ruby. Agora, alguns anos mais tarde, estamos aqui!

– Como surgiu o nome Babaganoüj?

Na verdade, é uma música de uma banda chamada Smudge, de Sydney. Eles tocavam nos anos 90. Eles têm uma canção chamada “Babaganoüj” que tem cerca de 10 segundos, eu acho. Eu não sei qual é o significado da babaganoüj na música, porém, porque é tão curta.

– Quais as suas maiores influências musicais?

Pessoalmente, eu tive um monte de obsessões totais. Comecei com The Cars, em seguida Jeff Buckley, então Led Zeppellin, então eu comecei a curtir Big Star e, em seguida, punk. Husker Du é provavelmente uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos. Ah, e Teenage Fanclub e coisas 90s assim. Minha obsessão mais recente é a cantora pop Charli XCX. Ela é tão legal.

– Me conte mais sobre “Pillar Of Light”, seu trabalho mais recente.

Ele teve uma concepção confusa, porque levou várias sessões de gravação para construí-lo. Estávamos um pouco duros, por isso a gravação foi um processo bastante prolongado. Eu acho que ele faz sentido. Nós meio que soamos como nós mesmos, não importa quem nos grave. As músicas foram desenhadas no último ano e meio e são principalmente sobre meninas e meninos e coisas assim.

Babaganoüj

– O que vocês acham da cena do rock independente hoje em dia?

Eu não tenho certeza, eu pessoalmente não me sinto como parte de um “movimento” ou uma cena ou algo assim, pelo menos não me sinto mais. É difícil na Austrália, porque nós realmente não temos um lugar óbvio ou uma definição em que possamos ser colocados.

– Você acredita sexismo ainda é forte na indústria musical?

Eu provavelmente não sou a melhor pessoa para responder a esta pergunta, então eu diria que sim, mas provavelmente menos do que costumava ser. Eu acho que a “indústria” está mais ciente desse problema faz um tempo e está mudando de dentro para fora, mas é em grande parte ainda liderada por velhos caras brancos. Eh. Eu diria que a sociedade como um todo tem muita mudança para fazer e isso é um pouco demais para eu comentar!

– Você é da Austrália, lar de bandas incríveis. Como está o cenário do rock aí hoje em dia?

É legal! Gosto de viver na Austrália e nós temos uma grande história musical. Brisbane é meio uma cidade ‘menor’ na Austrália em comparação com Sydney e Melbourne, mas é lar algumas das melhores e mais incríveis bandas. The Saints, The Go Betweens. Somos objetivamente mais legais do que outras cidades.

– Qual é a melhor e a pior parte de ser uma banda independente?

A melhor parte é poder fazer o que diabos você quiser fazer. A pior parte é não ter nenhum dinheiro! Mas isso é ok, nós temos outros trabalhos de dia.

Babaganoüj

– Quais são os próximos passos da banda, em 2016?

Estamos lançando mais dois EPs este ano. Certifique-se de ouvi-los! Não demorarão muito… Também vamos estar em turnê pela Austrália, mas talvez internacionalmente em algum momento. Isso seria muito divertido.

– Recomendar bandas e artistas que chamaram sua atenção ultimamente e todos devem conhecer.

Deixe-me pensar… Bem, duas bandas de Brisbane que gostamos muito são Tempura Nights e The Creases. Harriette foi ver New Order em Sydney recentemente e eu fiquei com inveja. Também tem chovido muito recentemente e eu escutei o álbum do Beach House “Depression Cherry” e foi incrivelmente apropriado.

Minuto Indie estreia hoje o projeto Orange Sessions com bandas independentes autorais

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Molodoys
Molodoys estreiam o projeto Orange Sessions

Estreia hoje o projeto Orange Sessions, uma parceria do pessoal do Minuto Indie com o Estúdio Casa da Vó. A ideia é ajudar a propagar o som de bandas autorais independentes com vídeos no formato mini-documentário, mesclando entrevista com as bandas e set ao vivo. É claro que o show ao vivo também é disponibilizado, pra quem quer sacar o som e a apresentação das bandas por inteiro.

A primeira temporada conta com as bandas Sereialarm, Instelara, Codinome Winchester, Quarto Negro e Molodoys, que participam do vídeo de estreia:

Conversei um pouco com o Alê Giglio, do Minuto Indie, sobre o projeto:

– Como surgiu o projeto Orange Sessions? Qual a ideia principal?
O projeto surgiu numa vontade querer fazer algo diferente no nosso canal. A ideia é era fazer um documentário dividido em 5 bandas, e cada episódio contamos suas historias e mostramos suas músicas. Sempre com o intuito de divulgar as bandas, só que dessa vez bem diferente do que fazemos. Conseguimos uma parceria, bolamos o projeto, uma linguagem para contar e estamos ai dando o sangue pelo projeto.

– Como vocês chegaram às bandas escolhidas para a primeira temporada do projeto?
Foi uma escolha conjunta com o Estúdio Casa Da Vó. E escolhemos bandas que acreditamos ter um grande potencial nas músicas e também nas histórias. E queríamos artistas que vão para frente e que não vão acabar do nada. Conseguimos uma grande diversidade nessa primeira temporada e estamos muito felizes com o resultado.

– Como o projeto continuará? Quais as previsões?
Vamos ver primeiramente como esse projeto se saíra. Estamos bem ansiosos para a galera poder assistir. Foi um projeto muito bom de se trabalhar. Agora é descansar e aproveitar esse projeto ao máximo. E quem sabe mais para frente realizar mais ainda!

– O que vocês acham que falta para que a cena independente brasileira seja mais reconhecida e divulgada?
A falta de união entre as bandas, acho que precisamos ver as bandas tocando juntas, se ajudando. Um pelo sucesso do outro. Claro que a falta da mídia é um ponto também. Mas as pessoas tem q pensar também que não só o artista famoso e que faz sucesso é bom. A cena brasileira tem milhares de artistas sensacionais. Existem uma serie de fatores, mas aos poucos espero que essa realidade mude.

– Como as bandas autorais que quiserem participar do projeto com vocês podem entrar em contato e enviar material?
Existem diversas formas, pode mandar email para [email protected] ou para o [email protected] Pode mandar mensagem na página do facebook do projeto ou do Minuto Indie. Sempre ficamos esperando a galera mandar material. As bandas que quiserem trabalhar com o Minuto Indie podem entrar em contato direto na nossa página, a ideia agora é trabalhar cada vez mais com bandas, tanto com Sessions como em outros projetos.

Desbravar a trilha sonora de How I Met Your Mother? Challenge Accepted!

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How I Met Your Mother

Sinestesia, por Rafael Chioccarello

Hoje vamos falar sobre uma série que vocês não apenas amam: vocês cultuam. De 2005 para cá passaram a torcer para que aquela turma de amigos… wait for it! …conseguisse conquistar todas suas metas tanto profissionais como amorosas. Afinal de contas, não é nada fácil ser um jovem naquele miolo entre fim de universidade e primeiros empregos. Automaticamente fica difícil não se identificar com os dramas, com as roubadas, com as repúblicas… Com os romances mais rápidos que um piscar de olhos, com as promessas, com os porres, com as inconsequências e com as apostas. Com as vitórias e frustrações de jovens tão normais para mim e para você que está lendo.

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Talvez a série tenha se estendido demais depois do sucesso. Tendo sido programada inicialmente para serem de 3 a 5 temporadas, o sucesso fez a aventura de Ted Mosby e sua turma se arrastar um pouco mais do que deveria. “How I Met Your Mother” foi a ar pela CBS de 19/09/2005 e teve sua última temporada finalizada no dia 31/03/2014, tendo polêmicas e uma porção de teorias vinculadas na internet nas vésperas de seu final. Entre meus amigos, alguns amaram o final e outros ficaram decepcionados. Tanto que foi feito um take com um final alternativo que foi lançado uma semana depois. Sinceramente, eu gostei mais do final original. Afinal de contas, cara, a vida é isso. Às vezes idealizamos tanto algo que o relógio não pára. Ele cobra, os imprevistos acontecem e é o curso natural da vida lidar com derrotas, dor, alegrias e vitórias.

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Não é difícil olhar para sua turma de amigos – da vida real – estando próximos da casa dos 30 e não enxergar um Ted Mosby (Josh Radnor), um casal como Marshall Eriksen (Jason Segel) e Lily Aldrin (Alyson Hannigan) e dois solteirões convictos e que da maneira deles sabem curtir a vida – Barney Stinson (Neil Patrick Harris) e a canadense Robin Scherbatsky (Cobie Smulders).

Aliás, como rimos com as canastrices e enrascadas que Barney Stinson arranja. Como vemos a falta de equilíbrio de um casal que se ama – e que as vezes cai na rotina – refletido em Lily e Marshall. Enxergamos aquele amigo que acha que seu sonho vai dar certo para ontem, mas ninguém ter interesse pelo seu trabalho. Que no fim do dia você dá aquele tapinha nas costas e fala: “calma, uma hora vai rolar”. O que importa no fim das contas é respeitar o BRO CODE e Suit Up enquanto prepara uns martinis ou uma dose de gin. Não é mesmo, Mr. Stinson?

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A trilha de How I Met Your Mother por si só é um tremendo golpe baixo na vida de qualquer apaixonado por música. Além de torcermos para que Ted Mosby encontre logo sua amada, de aceitarmos de pés juntos todos os desafios que Barney Stinson propõe para si mesmo (Challenge Accepted!), somos agraciados por incríveis bandas na trilha. Na idealização da mulher perfeita, Ted descreve sua amada como uma baixista talentosa com uma voz angelical – estaria ele sonhando com Kim Deal (Pixies, The Breeders)? Pela trilha da série, deixa essa questão em aberto. Porém ao longo das arrastadas 9 temporadas, nos deparamos com um vasto conhecimento musical recheados de lados B e hits indies.

É hit atrás de hit, destacando:

“I’m Gonna Be 500 Miles” do The Proclaimers, que toca na viagem inesquecível de Ted e Marshall atravessando os EUA e morrendo aos poucos. Aliás, como esquecer da versão que o Toy Dolls fez desse hit?

“Thirteen” do Big Star. Sinceramente, quando eu ouvi essa canção pela primeira vez na minha vida foi como ver passar um filme feito um flashback na minha cabeça. Ela é triste, reflexiva, densa e única. Alex Chilton tinha mesmo uma das melhores vozes daquela Memphis que não deu tanto reconhecimento. A história da banda é marcada por tragédias, desentendimentos e uma promessa do que poderia ter sido.

No documentário sobre eles, que conta também um pouco dos problemas da Ardent Records, podemos entender mais dessa banda que deveria ter sido colocada no patamar de grupos como Beatles e Rolling Stones e nunca viu seu lugar ao sol.

“Alright” do Supergrass, ao menos para o mainstream, é um one hit wonder. O grupo australiano fez a alegria dos anos 90 com um tom debochado, que para mim sempre remeteu ao som do The Jam + Beach Boys sendo revitalizado para as massas. É difícil você nunca ter ouvido ela ser tocada nas pistas de dança ao longo da Rua Augusta ou ter se deparado com o carismático clipe na programação da antiga MTV Brasil.

“Spit On a Stranger” do Pavement, talvez é uma das que melhor encaixe com a trajetória de Ted Mosby indo ao encontro de sua amada e seu gosto pela música alternativa e linhas de baixo mais trabalhadas. Afinal de contas ele, assim como Billy Corgan (The Smashing Pumpkins), é apaixonado por mulheres conduzindo a canção suavemente através de suas linhas de baixo.

“Better” da Regina Spektor também está na trilha. A cantora que também empresta a voz para o tema de Orange Is The New Black tem seu momento no drama nova iorquino.

“Glad Girls” do Guided By Voices: a canção do músico Robert Pollard e sua crew mostra que a juventude dos anos 90 tem papel fundamental na trilha. Não me surpreenderia ter entrado alguma canção do Superchunk e do Lemonheads na trilha. Afinal, a trinca é sempre bem vinda.

“How To Flight Loneliness” do Wilco – que FINALMENTE no Brasil depois de 10 anos de campanha Is Wilco Coming To Brazil? – não é novata em uma trilha sonora. A canção já fez parte da soundtrack de Garota Interrompida” (1999) e toca a alma com a sua delicadeza, arranjos e contemplação.

A ousadia também faz parte da trilha de HIMYM, e eles apostaram em uma banda até então desconhecida do público, o Real Estate. “Beach Comber” está presente no disco de estreia dos lo-fi/shoegazers – de Ridgewood, Nova Jersey – “Real Estate” (2009). Dois anos depois eles viriam a assinar com a poderosa Domino Records o que até agora rendeu dois grandes discos: Days” (2011) e Atlas” (2014).

E waiiit for it…tem clássico da música nova iorquina na trilha, please sir! “Guiding Light” do Television, faixa presente na obra prima:Marquee Moon” (1977).

“Inside Of Love”, canção do Nada Surf, banda que inclusive é apaixonada pelo Brasil e sempre quando pode aparece por aqui, também marca presença na chamada. Uma canção acústica sobre amor. Nem tem como encaixar melhor na trilha de HIMYM usando essa combinação, não é mesmo? Não é à toa que eles também também estão na trilha de The O.C. – Um Estranho no Paraíso.

Uma linda canção, triste mas que eu não poderia deixar de comentar, é “Funeral” do Band Of Horses. Este ano a faixa completa 10 anos de seu lançamento feito em parceria com o selo Sub Pop e tem uma dose de nostalgia que te transporta para outros tempos. Te força a reavaliar cada decisão de sua vida. Como se você estivesse deitado em seu caixão olhando para seus amigos e parentes enquanto faz o balanço sobre seus acertos e erros. No fim das contas a vida é isso: erros e acertos. Alegrias e tristezas. Derrotas e conquistas.

Temos também a inglesa Florence Welsh e seu The Machine dando cores e uma veia pop a série com a dramática “Shake It Out”.

Quem teve a responsabilidade de compor a canção que encerra a série foi a banda The Walkmen. Eu sei que vocês assistiram o último episódio com um lenço ao lado e quando tocou “Heaven”, o chororô começou.

Na trilha ainda contamos com nomes de peso como Pixies, Bob Dylan, Grizzly Bear, The Decemberists, Violent Femmes, The Replacements, The Shins, Otis Redding, Roxy Music, Radiohead, Pretenders, Death Cab For Cutie, Foo Fighters

Ao longo das 9 temporadas foram executadas 432 músicas e você pode ter o conhecimento de cada faixa clicando aqui.

“Música com Lisboa dentro”: duo português Dead Combo mistura rock, fado e trilhas de bangue-bangue

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Dead Combo

O duo Dead Combo foi formado em 2003 para gravar a faixa “Paredes Ambience” em homenagem ao guitarrista Carlos Paredes para o disco “Movimentos Perpétuos”, organizado pela rádio portuguesa Antena 3. Tó Trips (guitarras) e Pedro Gonçalves (contrabaixo, kazoo, melódica e guitarras) encarnam dois personagens na banda: um empresário e um gangster. O som junta influências como o fado, o rock e a trilha sonora de westerns, além de música africana.

Com cinco álbuns lançados até o momento (“Vol.1” (2004), “Vol. 2 – Quando A Alma Não É Pequena” (2006), “Guitars From Nothing” (2007), “Lusitânia Playboys” (2008), “Lisboa Mulata” (2011) e “A Bunch of Meninos” (2014)), sendo que seu primeiro entrou na lista de melhores álbuns de 2005 da Playboy lusitana. A dupla participou do episódio de Lisboa de “Sem Reservas”, de Anthony Bourdain e sua música foi a trilha sonora de todo o episódio. “Rumbero” e “Lisboa Mulata” foram recentemente incluídas no filme “Golpe Duplo”, com Will Smith, Margot Robbie e Rodrigo Santoro.

Conversei um pouco com Pedro sobre sua carreira, o som peculiar da banda, a cena independente lusitana e o trabalho com trilhas sonoras:

– Como começou a banda?

Tanto eu como o já andávamos envolvidos em bandas desde os anos 90. Em 2002 o Tó recebeu um convite para gravar uma música numa compilação de homenagem a Carlos Paredes e convidou-me para gravar contrabaixo. A experiência correu super bem e continuámos desde aí.

– De onde surgiu o nome Dead Combo?

O nome surgiu da ideia do Tó de ter um grupo em que o único membro fixo era ele. Todos os outros músicos tocavam apenas uma vez ao vivo, criando assim um conjunto morto, por assim dizer.

– Quais são as principais influências da banda?

Não sabemos bem, mas Carlos Paredes é de certeza uma delas. Ouvimos muita musica diferente, daí as influencias.

– Me falem um pouco mais sobre o disco “A Bunch of Meninos”.

Foi o disco mais rápido em termos de produção, achamos que finalmente chegámos a um ponto em que é claro o que pertence ao nosso universo ou não. é para nós o disco mais Dead Combo, mais completo.

Dead Combo

– Vocês misturam influências diversas, como rock, fado, trilhas sonoras de westerns e música africana. Como vocês definiriam o som da banda?

Música com Lisboa lá dentro.

– Vocês trabalharam em trilhas sonoras de filmes como “Slighty Smaller Than Indiana”, além do episódio da série de Anthony Bourdain sobre Lisboa. Como é trabalhar em trilhas para a banda? O processo é diferente?

Sim, criar música para imagens é sempre diferente. A imagem guia-nos e dá-nos o ambiente. é de certa maneira mais difícil, pois estamos habituados a ter liberdade total quando criamos musica.

– Como está a cena musical independente de Portugal hoje em dia?

Muito saudável e cheia de energia, Imensas bandas de enorme qualidade. Pena que haja poucos clubes para tocar.

– Porque o formato duo é tão popular em bandas hoje em dia?

Não sei, acho que os promotores devem achar que sendo dois deve ser mais barato….

Dead Combo

– Quais os próximos passos do Dead Combo em 2016?

Acabar a gravação do novo disco, lançar um livro para crianças, tournée, e tocar, tocar…

– Recomendem bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos.

Quelle Dead Gazelle.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por May Dee, vocalista do Fingerprints

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May Dee, do The Fingerprints
May Dee, do The Fingerprints

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, a convidada é May Dee, responsável pelo vocal e guitarra do The Fingerprints.

Muff Burn Grace“Shake it All”

Muff Burn Grace é uma banda que acho que todo mundo deveria parar pra ouvir! O som que eles fazem é do caralho! “Shake it All” foi a primeira musica que eu ouvi e acredite, esse riffzinho “tananam tam tananam taaaam” e o refrão fica na cabeça por dias… E acredite, vicia! Uma das bandas do underground paulista que eu mais admiro e respeito…OUÇAM ESSA PORRA”.

Coldwarps“Stupid Tattoos”

Coldwarps é do underground dos cafundó do Canadá (Halifax – Nova Escócia), eles lançaram poucos sons e a banda acabou relativamente rápido, o que partiu meu coração! Desde 2010, acredito que não teve uma vez em que fiquei pensando nessa música – “Stupid Tattoos” – quando pintava ideia de tattoo nova… Acho que por ela tatuei um revólver, o Milo versão gato, “we are 138” nos dedo..afinal, I can’t get enough stupid tattoos”.

!Attention!“Four or Five Ways to Play These Chords”

“Ouvir um hardcore meio melódiquinho é normal… boring – ouvir um hardcore melódiquinho com um cara com voz de pirata alcoólatra engasgando é DEMAIS. Eu cogitei levar eles pro Brasil em 2010, mas acabou não rolando por razões financeiras (casas de show não querendo pagar pra trazer banda desconhecida da gringa), ouvi falar que o shows dos caras é insano, o vocal, Glenn Barrington, já quebrou várias partes do corpo durante shows, aliás… No primeiro show da banda, ele já quebrou a perna..então dá pra sacar a pegada dos cara, né?”

Frogslake“Plastic Drugs”

“O melhor do grunge brasileiro. Nem tenho palavras pra descrever o Frogslake, pra mim eles tem um som único, a voz do China dá uma puta brisa… É tipo se o Fat Mike do NOFX entrasse pro Nirvana (risos)… Pode não fazer muito sentido, ouça e tire sua própria conclusão. Nunca tive a oportunidade de ir em um show live deles, mas tocamos juntos (The Fingerprints + Frogslake) no acústico “Noise Free” organizado na Associação Santa Cecília em 2014… E meu, os caras conseguiam quebrar tudo só no violão… Bom demais! Eles já tão a um tempo pela estrada já, sempre se mantiveram bem true ao som deles”.

The Dirty Nil“Nicotine”

Dirty Nil é foda demais. Não tenho nem palavras, quem não ouviu ainda tem que ouvir, é a próxima banda. Os caras são do Canadá, tão fazendo tour pela América e Europa sem parar, já tive a oportunidade de ir em show deles e tô feliz pra caralho que vou poder ver novamente no Riot Fest que acontece em setembro (Chicago). Todos os álbuns dos caras são bons, vale a pena conferir!”

“Alien Lanes”: a viagem psicodélica lo-fi de belas melodias do Guided By Voices

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No Walkman, por Luis Bortotti

“Alien Lanes” é o nono disco da incrível discografia do Guided By Voices. Por ser o primeiro a ser lançado pela Matador Records, muito se era esperado dele. Seguindo a tradicional característica da banda em gravar apenas com 4 canais, o Guided By Voices trouxe ao público um disco que praticamente dá continuidade à maturidade sonora conquistada em seu trabalho anterior, Bee Thousand”.

Através de 28 faixas curtas e simples, Alien Lanes nos leva para uma uma viagem psicodélica lo-fi de belas melodias, soando calmo e agressivo, e até perturbador, quando bem precisa ser. Sequências de músicas, como “Watch Me Jumpstar”, “They’re Not Witches” e “As We Go Up, We Go Down”, e “Game Of Pricks” e “The Ugly Vision”, são exemplos da perfeição utilizada na hora de selecionar excelentes canções durante todo o trabalho de criação deste álbum conceito.

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Mas além de usar o indie rock e folk como base de sua sonoridade, em Alien Lanes” o Guided By Voices dá passos maiores com a inovação. Bizarros ruídos, elementos e sons são mesclados em canções pop, elevando-as à classificação de pequenas obras-primas futuristas, como “Ex-Supermodel”, “Chicken Blows” e “Always Crush Me”.

“Alien Lanes pode ser classificado como uma excelente fita demo, importantíssima para o rock alternativo noventista e para o próprio Guided By Voices. Dê play e entre em um deliciosa viagem do tempo sonora.

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Guided By Voices – Alien Lanes | Curiosidades

– O The Strokes gravou uma versão cover de “A Salty Salute”.

Alien Lanes” foi listado como o 27º Top Albuns dos Anos 90 pela Pitchfork Media.

– Este é o primeiro disco do Guided By Voices lançado pela Matador Records.

Guided By Voices – Alien Lanes | #TEMQUEOUVIR

3. Watch Me Jumpstart
5. As We Go Up, We Go Down
7. Game Of Pricks
17. My Valuable Hunting Knife
21. Ex-Supermodel
22. Blimps Go 90
27. Always Crush Me

Guided By Voices – Alien Lanes | OUÇA AGORA!

Breaking News: 6 clipes independentes lançados esta semana que você precisa conhecer

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Alicia Blue
Alicia Blue

Swain“Punk-Rock Messed You Up, Kid!”

Clipe do EP de mesmo nome, lançado pela End Hits Records no dia 22 de junho.

The Devils“Coitus Interruptus (From a Priest)”

Tá, o nome da faixa é meio “vamos chocar”, mas calma: a faixa do disco “Voodoo Rhythm” é sensacional e a banda italiana em si, formada por Erica Toraldo no vocal e bateria e Gianni Vessella no vocal e guitarra, é sensacional. O clipe, dirigido por Giuseppe Valentino, é incrível.

Nagen Nags “Hello Madam (RED LIPS)”

Sinceramente? Não consegui encontrar nenhuma informação sobre esta banda asiática, a música ou o disco. Mas enfim: achei bem
bacana. Recém-lançado!

Palme “På Sporet”

A banda norueguesa lançou um clipe dirigido por Knut Joner com cara de filmagem em VHS feita em 1985.

James and the Butcher“The Invisible Boy”

A banda de Bergamo, na Itália, lançou um belo clipe para “The Invisible Boy” dirigido por Fabio Bozzetto. O grupo costuma contar com projeções, luzes e visuais do tipo em seus shows.

Alicia Blue“Charade”

Dirigido e produzido pelo ator Sam Mandel, “Charade” é o primeiro clipe de Alicia Blue e conta com situações comuns nos dias de hoje. Conflitos e a luta pela identidade são o foco do vídeo.

One man band portuguesa The Legendary Tigerman aposta no som do delta blues

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The Legendary Tigerman

Inspirado principalmente pelas raízes do delta blues do Mississipi, mas passando também pelo rock, punk e até tango, o português Paulo Furtado criou o The Legendary Tigerman, uma one-man band em que toca bumbo, chimbal, kazzoo e guitarra/violão.

Com 6 álbuns na bagagem (“Naked Blues”, de 2002, “Fuck Christmas, I Got the Blues”, de 2003, “In Cold Blood”, de 2004, “Masquerade”, de 2006, “Femina”, de 2009 e “True”, de 2014), sendo que o disco “True” recebeu diversos elogios da crítica e contou com participações de gente como Asia Argento, Peaches, Maria de Medeiros, Rita Redshoes e muitas outras mulheres. Ao vivo, The Legendary Tigerman conta com um baterista (Paulo Segadães) e ocasionalmente um saxofonista (João Cabrita) e já se apresentou em diversos lugares de Portugal, Espanha, França, Bélgica, Inglaterra, Japão e até aqui no Brasil.

Conversei com ele sobre a carreira, a preferência pelo blues, os prêmios que já ganhou e muito mais:

– Como começou a banda?

A banda começou um pouco por acidente, no verão de 1999… Estava tentando compor coisas novas porque minha banda na altura, Tédio-Boys, estava a acabar e no local onde ensaiava existia um bombo e um prato de choques, que comecei a usar passado algum tempo, porque era muito chato ensaiar sozinho.. e de repente algumas canções funcionaram no formato de one man band, e assim tudo começou.

– De onde surgiu o nome The Legendary Tigerman?

Havia um one man band dos anos 50 que gostava muito, Legendary Stardust Cowboy. Uma coisa bastante descontrolada e louca, e queria começar um projecto que fosse lendário logo à partida, como provocação. O Tigerman vem de uma canção de Rufus Thomas, que foi uma das primeiras musicas de blues que ouvi na adolescência.

– Quais são as principais influências do projeto?

Blues, Rock´n´Roll, Punk. Se bem que tudo acaba por me influenciar, oiço muita musica diferente. Mas estas serão as mais importantes.

– Porque o investimento no delta blues? O que este estilo traz para você?

Não é uma coisa pensada, não é uma questão de trazer algo. Há algo que me interessa muito na repetição, na acidez e no hipnotismo que existe nos Delta Blues, como existe anos mais tarde nos Suicide. O que me interessa é escrever e tocar musica que me faça sentir pleno e me excite.

The Legendary Tigerman

– Me fale um pouco mais sobre “True”, seu mais recente álbum.

True foi um disco composto inteiramente numa cave, bastante isolado do mundo, em sala de ensaios, como one-man-band, durante um período de 3 meses. Foi um dos discos em que trabalhei mais na vertente técnica de one-man-band. Não creio que nos próximos tempos volte a gravar um disco assim, o próximo será gravado em formato trio, com o Paulo Segadães na bateria e o João Cabrita no saxofone e teclados.

– Como foi ganhar o prêmio pela trilha de “Estrada de Palha/Hay Road”? Como essa trilha foi composta?

Foi muito bom, gostei muito de fazer essa trilha sonoroa e adoro trabalhar com a Rita Redshoes, temos linguagens muito diferentes que se complementam, já fizemos muita música para teatro e cinema juntos. A maior parte da música foi composta e gravada enquanto víamos o filme, é assim que costumamos compor. Procurámos muitos instrumentos antigos, pouco usados, como o violin-uke, o marxophone, para criar um som característico, para além do piano e guitarra. Creio que conseguimos. Em setembro sairá uma nova trilha feita pelos dois, de um filme chamado “Ornamento e Crime”, também de Rodrigo Areias.

– Como está a cena musical independente de Portugal hoje em dia?

Creio que nunca esteve tão bem. Há muitas bandas muito boas de muitos géneros, acho que vivemos uma idade de ouro desde os anos 2000. A melhor de sempre na música portuguesa.

– Como foi a passagem pelo Brasil?

Tem sido incrível, adoro tocar no Brasil, e adoro como as pessoas se entregam nos concertos. De um modo muito genuíno. Quero muito voltar.

The Legendary Tigerman

– Quais os próximos passos de The Legendary Tigerman em 2016?

Neste momento estou a compor novo disco, e devo gravar em setembro no Rancho de La Luna, no Deserto de Joshua Tree, Califórnia. O disco deverá saír no início de 2017.

– Recomendem bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos.

Sean Riley and The Slowriders, Keep Razors Sharp, Rita Redshoes, Éme, Dead Combo, Buraka Som Sistema, B Fachada, Samuel Úria, Galgo.

Autobiografia do baterista Travis Barker será lançada nesta quinta no Jai Club, em São Paulo

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Travis Barker
Travis Barker

Nesta quinta-feira serei o DJ durante o lançamento oficial da autobiografia de Travis Barker no Brasil! O livro “Travis Barker: Vivendo a Mil, Enganando a Morte e Batera, Batera, Batera” será lançado pela Edições Ideal. O evento, realizado em parceria com o Action182 e Famous Stars and Straps BR, será realizado no Jai Club, em São Paulo, e contará com atrações que homenagearão o baterista prodígio do Blink 182 e de diversas outras bandas e projetos.

Durante o evento, vai rolar um set de DJ com bateria ao vivo em homenagem ao projeto TRV$-DJAM com Fernando Vergel e Mauro T-Zero, um dueto de bateristas com André Dea (Vespas Mandarinas/Sugar Kane) e Daniel Weksler (Nx Zero) e a exposição do artista Fernando De Paiva, que já trabalhou fazendo estampas para as marcas de Travis Barker e Mark Hoppus.

No livro, Travis conta sua história, desde os primeiros passos na bateria, ainda criança, até a entrada no Blink-182, seus problemas com drogas, os inúmeros projetos dos quais participou, relatos de pessoas como Mark Hoppus e Tom Delonge (Blink-182), Tim Armstrong (Rancid, Transplants, Tim Timebomb) e o horrível acidente de avião que mudou a sua vida para sempre, que, inclusive, abre o livro:

“Estou pegando fogo. Estou correndo o mais rápido possível e em chamas. A noite está escura, mas eu consigo enxergar o caminho por causa da luz que está emanando da minha carcaça em chamas. Eu nunca senti tanta dor na minha vida: parece que tudo dentro do meu corpo está fervendo e tentando evaporar através da minha pele. Estou tirando minhas roupas enquanto corro através de um gramado, mas ainda estou pegando fogo”, relata Barker.

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Onde: Jai Club (R. Vergueiro, 2676 – Vila Mariana – SP)
Quando: 23 de junho de 2016 a partir das 19h30 (abertura da casa)
Entrada: Lote 1 – R$30,00 ; Lote 2 – R$40,00
Pontos de venda: TicketBrasil https://ticketbrasil.com.br/festa/4141-travisbarker-saopaulo-sp/