5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Paulo César Martin, jornalista e apresentador do programa Garagem

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Paulo César Martin

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Paulo César Martin, o Paulão, 52 anos, é jornalista esportivo da TV Globo e um dos apresentadores do, hoje em recesso, programa mais maldito do rádio brasileiro, o Garagem.

“A ilusão de ouvir uma música e achar que só você conhece é um dos combustíveis do nerd. Pura pretensão! Sempre pinta alguém mais doido que derruba sua convicção e te convence com uma lábia maior que a de um vendedor de carros que as suas canções desconhecidas são, na verdade, mais populares que “Thriller”, do Michael Jackson… A ideia aqui não é dar aulinha de conhecimento, bancar o descoladão. Mas compartilhar cinco faixas que fazem parte da minha vida de escutador de música, numa ordem cronológica, e que eu tenho a “certeza” que ninguém ouviu e valem a pena serem trazidas à tona!”, explica Paulão.

The Surprises“Jeremy Thorpe Is Innocent” (1979)

“Banda do final dos 70 de Birmingham que deve ter lançado só esse compacto. O legal é a combinação do punk com elementos de reggae e a letra de ironia política (fórmula que o Clash consagrou). Tinha isso numa cópia de fita cassete que o “amigo de um amigo” trouxe da Inglaterra. Só conheci a capa desse disco há dois anos graças ao YouTube”.

Colenso Parade – “Down By The Border” (1985)

“Ouvi esse single pós-punk num programa de rádio em ondas curtas. Naqueles tempos sem internet era complicado conseguir um disco assim tão “mosca branca”. A linha de baixo nunca saiu da minha lembrança, sabia o nome da faixa e que tinha “Parade” no nome da banda. Só sosseguei quando achei, por acaso, o 45 polegadas numa loja em SP uns dois anos depois. O Colenso Parade é da Irlanda do Norte e só lançou um álbum”.

In Trance 95“Presidente” (1988)

“Escutei essa numa balada gótica gringa, adorei o sussurro “sucking by the telephone” da letra, e fui perguntar. Era esse In Trance 95, dupla grega de coldwave. Pesquisei aqui com outros curiosos por synthpop e ninguém sabia do que se tratava. Achei um disco uma vez e não tinha essa faixa. Só “matei a lombriga” em 2011 quando saiu a coletânea “Cities Of Steel And Neon” e a dita cuja estava lá”!

Richard H. Kirk – “All In Vain” (2000)

“O Cabaret Voltaire, de Sheffield, Inglaterra, é daqueles grupos que fizeram quase tudo antes. Estão na ativa desde os anos 70 com seu experimentalismo eletrônico, às vezes com pegada dançante. Ser fanático pelo Cabaret Voltaire já considero um passo para a internação. Ter disco solo de um dos caras da dupla, então, é sinal de desvario. Mas o doping sonoro toda vez que ouço essa “All In Vain” compensa a nerdice”.

Bo Ningen“Dadada” (2014)

“Uma das minhas músicas preferidas de todos os tempos é o hit “Da Da Da”, do Trio. Quando li que o single de um disco novo de um quarteto japonês de “acid noise rock” se chamava “Dadada”, mesmo sabendo que não era um cover do sucesso dos alemães, ganhou minha simpatia. Aí foi escutar e descobrir essa maravilhosa barulheira do Bo Ningen“.

Projeto Gênesis de Gênios começa 2016 com 11ª edição de #MostreSeuMelhor na Sensorial discos hoje

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Gênesis dos Gênios

Acontece hoje a décima primeira edição do projeto Gênesis de Gênios – #MostreSeuMelhor da Plectro, a partir da 18h, na Sensorial Discos, em São Paulo. O projeto agita a cena musical independente paulistana investindo em novos talentos, descobrindo e lapidando novos talentos com o objetivo de lançar suas carreiras e desenvolver suas trajetórias musicais. Assim, o músico tem oportunidade promover seu trabalho em coletâneas e de ter acesso a um canal para alavancar sua carreira no circuito musical comercial paulistano.

O trabalho desenvolvido pela produtora Plectro é inspirado na cultura open-mic de cantores e compositores de Londres e Nova Iorque, onde Eron Falbo, sócio proprietário da Plectro, já trabalhou como produtor. A Sensorial Discos, lar do projeto, fica na rua Augusta, 2389, na região dos Jardins, promove pocket shows com artistas dos mais variados estilos de quarta-feira a sábado.

O#mostreseumelhor hoje os já populares sorteios de vitrola e kit de cerveja (um copo promocional e duas cervejas), além de contar com uma divertida promoção, onde aqueles que apresentarem uma canção de autoria do artista da vez (a produtora escolhe um ou mais artistas para ilustrar cada edição do evento) são presenteados com uma cerveja artesanal (cortesia da Plectro). O artista homenageado desta edição não poderia ser outro senão David Bowie, que nos deixou no início do ano. Como nas edições anteriores, o autor da melhor performance da noite (escolhido pelo público presente e pela equipe da Plectro) será eleito “O Gênio da Vez”, sendo contratado para apresentar um pocket show na edição seguinte – e provavelmente em outros eventos da produtora. Nesta edição, o publico assistirá ao show de Paulo Afonso Tchê, vencedor da décima edição. Para participar basta chegar e se inscrever (são 15 espaços para inscrição). Aqueles que se apresentam não pagam entrada. São, no máximo, duas obras por artista, podendo ser uma cover, autoral e até mesmo uma performance que ultrapasse as barreiras da música (um poema, um esquete de teatro, comédia etc). As apresentações são filmadas e fotografadas profissionalmente e o melhor material será publicado nos canais da Plectro e de todos os seus parceiros.

Para saber mais sobre o evento, acesse:
https://www.facebook.com/events/854709431308593/

Garimpo Sonoro #10 – ISCA: 5 amostras de como o Ska te pesca com facilidade

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Estou em uma semana nostálgica. Talvez seja pelo começo do ano; talvez por ciclos naturais da vida; ou seja porque achei uma pasta com fotos do Orkut que eu salvei antes da morte da rede social. O fato é que uma coisa levou a outra e eu relembrei da época em que jogava video-game. Nunca fui um bom ~gamer~, tanto por falta de habilidade, quanto falta de devoção. Mas alguns jogos me fisgaram: Need For Speed, Road Rage e Tony Hawk’s Pro Skater.

Este último, além de ser um divertido jogo de manobras e missões voltadas ao mundo do skate, também trazia uma trilha sonora com coisas bem bacanudas. Daí me lembrei de uma, Goldfinger, que abriu a mente para o tema da semana: SKA!

Ao contrário do que muita gente imagina, o Ska é antecessor do Reggae. Primeiro surgiu o ritmo mais animado e rápido, com a guitarra fazendo os acordes no contratempo. O reggae é uma releitura, com uma abordagem mais vagarosa, criando uma névoa sonora propícia a muitas atividades recreativas.

A seleção abaixo não é pela importância de cada banda, mas uma mescla de coisas mais clássicas a coisas mais famosas que eu fui lembrando ao longo dessa viagem que começou com um jogo de Playstation (sim, o primeiro!).

Voodoo Glow Skulls – “Shoot The Moon”: no disco, a voz da introdução é nada mais, nada menos, do que um trecho de Up In Smoke, da dupla maconheira Cheech & Chong. O Voodoo Glow Skulls fazendo um ska-core agressivo e divertido ao mesmo tempo. Ótimo para dar aquela acordada no meio da tarde de trabalho.

Toots & The Maytals – “Monkey Man”: não, essa música não era da Amy Winehouse. Este grupo jamaicano surgiu nos anos 60, quando o ska começava a esquentas as pistas do país. Ao ouvir, é fácil entender a razão do sucesso. Impossível ficar parado.

Sublime – “Wrong Way”: Aaaah, os anos 90. MTV, clipes divertidos, tardes ociosas… Tão sublime (RÁ!). Quem nunca ouviu “Santeria”, do Sublime?

Skuba – “Não Existe Mulher Feia”: no final dos anos 90, o Brasil produziu uma safra de bandas do estilo com trocadilhos no nome. Skuba, Skamoondongos e Skabong. Skuba foi uma das mais famosas, numa época em que a MTV era um ponto de referência. Assim, uma música divertida com um clipe criativo era uma ótima receita.

The Mighty Might Bosstones – “The Impression that I Get”: ouvindo essa música me vem à cabeça as coletâneas em CD da 89FM. Comprava sempre que as via – um garimpo analógico, apesar de já ser na era do CD.

Lembra de mais algum ska bacanudo? Divida com a gente!

Irmãos Archie and the Bunkers mostram como um órgão pode trazer a energia de volta ao garage punk

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Archie and The Bunkers
Archie and The Bunkers

O “hi-fi organ punk” de garagem de Archie and the Bunkers me pegou logo na primeira audição. Como pode um duo formado apenas por bateria e órgão ser tão punk sem nenhum instrumento de cordas ali? E, por incrível que pareça, guitarra e baixo não fazem falta ao som da dupla de Ohio. Emmett O’Connor (16 anos, bateria) e Cullen O’Connor (13 anos, órgão e vocais) começaram a banda em 2013 e já lançaram dois EPs gravados no porão da família. No final do ano passado, saiu “Archie and The Bunkers”, seu primeiro disco completo, produzido por Jim Diamond nos estúdios Ghetto Recorders.

“Não começamos com essa formação”, diz Emmett. “Meu irmão tocava baixo e estávamos procurando um guitarrista para começar a banda. Fizemos testes com alguns, mas nunca deu muito certo, pois eles eram sempre muito ocupados ou não estavam de acordo com o som que estávamos procurando”, diz. Foi aí que Cullen deu a ideia do órgão. Emmett não foi lá muito favorável com a ideia até que conheceu a banda setentista The Screamers, formada por um vocalista, um baterista e alguns organistas. E foi aí que a banda ainda sem nome dos irmãos se tornou Archie and The Bunkers, um duo sem baixo e sem guitarra cheio da crueza e atitude que só o punk tem.

Archie and the Bunkers

Emmett cita como influências para sua animalesca bateria pessoas como Keith Moon e Buddy Rich. Já para Cullen, a grande influência no órgão é Jimmy Smith. “Gosto de seu swing, seu soul”. Entre as maiores influências para as composições da banda, eles citam The Damned, Dead Boys e The Stooges. Apesar da pouca idade da dupla, a banda está em constante ascenção na cena de Cleveland. O duo já dividiu o palco com nomes como The Detroit Cobras, Obnox, The Sonics, The Fleshtones, The Woggles, King Khan and the BBQ Show, The Rezillos e até Cheetah Chrome, ex-membro de uma das bandas preferidas de Emmet e Cullen, os Dead Boys.

A crítica já está babando no auto-intitulado primeiro disco da dupla, lançado no segundo semestre do ano passado. “Para simplificar, o ‘Hi-Fi Organ Punk’ do Archie and The Bunkers é uma incrível mistura de garage punk com rock’n’roll puro que deixa seus ouvidos e imaginação desorientados”, disse o Ringmaster Review. “Essa dupla de irmãos adolescentes fez um dos melhores discos de 2015”, carimbou o The Durango Herald. “Puta merda, esse disco é foda! Com um grande nome e capa icônica, este duo de irmãos cativa sua atenção desde o início. O órgão Farfisa soa gigantesco e funciona perfeitamente com a bateria. Como se Keith Moon parasse com a anfetamina para uma batida mais estável e James Taylor e Booker T. fossem adolescentes fãs de garage punk”, define o Voix De Garage.

Archie and The Bunkers

Ouça o primeiro disco do Archie and The Bunkers aqui e apaixone-se. Afaste os móveis e tente não quebrar tudo:

The Red Fuze: duo de garage rock da Suécia mantém a fama de “lar do bom rock alternativo” do país

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The Red Fuze

Quando você quiser procurar por boas bandas de rock, não pense duas vezes antes de buscar lá pelos lados da Suécia. Alguma coisa na região faz com que o rock sobreviva por lá (talvez o frio o tenha mantido vivo criogenicamente, quem sabe) e produza bandas incríveis do naipe de Hellacopters, The Hives, Mando Diao, Ghost, Shout Out Louds, Sahara Hotnights, The Chuck Norris Experiment e, finalmente, o duo que descobri fuçando no Soundcloud: The Red Fuze.

Randy Wild (vocal) e Raimond Raio Geezer (guitarra) investem em um garage-rock-blues cheio de energia, vocais berrados e riffs ganchudos e grudentos. Uma peculiaridade: a dupla só foi se conhecer ao vivo após o lançamento de seu primeiro EP, tendo conversado por mensagens e e-mails até então. Coisas da modernidade. Até o momento, a banda lançou dois EPs: “The Red Fuze” (2014) e “Bazooka Circus” (2015). Para 2016, eles prometem o terceiro, com muito mais do que já foi entregue e novas influências em seu som.

Conversei com a dupla sobre sua carreira, a popularidade do formato duo e a mágica roqueira que só a Suécia tem:

– Vocês são um duo. Porque esse formato é tão popular hoje em dia?
Talvez seja porque assim você tem a possibilidade de estreitar as influências e fazer mais o que você como indivíduo quer. Simplesmente se torna mais flexível escrever e tomar decisões em uma banda com duas pessoas.

– Muitas grandes bandas de rock aparecem na Suécia. O país tem algo diferente que faz com que bandas incríveis acabem surgindo aí?
Sim, nos últimos anos a Suécia tem sido uma grande exportadora de música em diferentes gêneros. Nós acreditamos que é porque nós somos bons em misturar a melancolia sueca que temos por causa dos invernos frios e longos com a música que crescemos ouvindo e nos influenciando. Isso faz com que criemos músicas diretas e honestas com as quais as pessoas possam se relacionar.

– Como a banda começou?
Nos conhecemos através de uma página tipo bandfinder e começamos a nos falar por telefone, mensagens de texto e e-mails. Sem Facebook ou Instagram ou qualquer dessas merdas sugadoras de almas. Por isso, nunca soubemos a cara um dos outro até depois de termos lançado o nosso EP de estreia “The Red Fuze”. Tivemos uma sessão de fotos e gravamos um clipe em Estocolmo e foi a primeira vez em que nos encontramos e vimos um ao outro. Uma maneira diferente e interessante para começar uma banda 😉

– E de onde surgiu o nome The Red Fuze?
Sempre tivemos uma imagem muito clara de que tipo de nome de banda que queríamos. Um grande e bonita dinamite de energia foi a nossa principal referência.

– Me contem mais sobre “Bazooka Circus”.
“Bazooka Circus” é a faixa-título do nosso mais recente EP, que foi lançado ano passado (2015). Você também pode vê-lo como uma história sobre dois caras em um conversível viajando por uma estrada, atravessando de cidade a cidade conhecendo novas pessoas. Trata-se de algo livre, algo perigoso. Muito da inspiração veio do filme “Medo e Delírio em Las Vegas”.

The Red Fuze
The Red Fuze

– Como o som nesse disco difere de seus trabalhos anteriores?
Bem, nós sempre tentar manter a linha vermelha que é o Red Fuze com aqueles velhos tons de fuzz distorcidos de garage rock. Mas também queremos ser livres criativamente e queremos continuar a abrir novos caminhos e descobrir novos tipos de som que podemos usar.

– Se vocês pudessem trabalhar com qualquer pessoa do mundo da música, quem seria?
Se sonharmos alto, seria incrível trabalhar com bandas e artistas que nos inspiram como The Black Keys, Jack White, Graveyard, Rival Sons e etc. Mas também estamos abertos a trabalhar com todo mundo que goste de nossa música e puder ajudar a espalhar o som para as pessoas.

– Explique para quem ainda não conhece como é um típico show do The Red Fuze.
É como um nervo aberto quando The Red Fuze se apresenta ao vivo. Os vocais energéticos de Randy Wild e a guitarra fuzz-tone de Raimond Raio Geezer junto com os órgãos e batidas pesadas levam as músicas para outro nível durante os shows. Você tem que experimentar para entender o que estamos querendo dizer 😉

The Red Fuze

– Quais são os próximos passos do Red Fuze em 2016?
Nós vamos continuar a escrever boas músicas e terminar o nosso terceiro EP que está em produção, como falamos. Então, nós também vamos tentar fazer alguns shows ao vivo, fomos convidados para tocar em Nova York, então talvez iremos para lá este ano.

Recomendem bandas e artistas (especialmente se forem independentes) que chamaram sua atenção ultimamente.
Temos ficado tão ocupados trabalhando em nossa própria música ultimamente que não tivemos o tempo para descobrir novas músicas… Há tantos bons artistas e músicos por aí, por isso é fácil de se perder, mas aqui estão algumas outras bandas que nos inspiram: Black Pistol Fire, The Graveltones, Deap Vally, The Dirtbombs.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Debbie Hell, do programa Debbie Records e festa Gimme Danger

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Debbie Hell
Debbie Hell

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, a convidada é Débora Cassolatto, mais conhecida como Debbie Hell. Ela comanda os blogs Ouvindo Antes de Morrer, Música de Menina, o programa Debbie Records na Brasil 2000  e no Youtube e as festas Gimme Danger, no Squat, e No FUN, no Clube Outs. Rock on:

Wicked Lady“Run The Night”

“A banda formanda em 68, lançou seu primeiro EP em 70 e já estava dissolvida em 72, é classificada como proto-doom metal, mas você encontra tantas sonoridades e influências muito `a frente de seu tempo em sua sonoridade que seria injusto prendê-los em um nicho tão segmento. Sou completamente apaixonada por essa faixa”.

The Eletric Mess“You’ve Become a Witch”

“Banda de NY, prato cheio pra quem gosta de Cramps, garage, 60’s, trash movies. Esse som é 2010, e vem dessa safra que está fazendo, sei lá, um revival, do garage rock. Seja lá o que for eu agradeço porque é demais, e dependendo do lugar, funciona super bem na pista”.

The Like“Wishing He Was Dead”

“Outra banda nesse revival 60’s, também lançada no ano de 2010. Não sei o que deu na cabeça da galera nesse ano, mas foi ótimo. O som é mais suave do que a anterior, mas eu amo a formação só de garotas, e o contraponto aparentemente doce do visual, roupas, swinging london, e a letra injuriada e como isso tudo acaba. (Riot girl, né, mores <3)”

The Brian Jonestown Massacre “I Love You”

“Essa é de um dos primeiros álbuns da banda, lançado em 1995, quando eles ainda faziam um som mais shoegaze e menos folk-psicodélico. O nome da banda é um trocadilho meio inadequado com Brian Jones, fundador dos Rolling Stones, e um suicídio em massa de Jonestown em Guyana, que ficou conhecido como “Jonestown Massacre”. Mas o que eu gosto dessa música é que ela te leva para outro lugar, mesmo sendo impossível entender algumas partes do que o vocalista diz a maioria do tempo, e já me peguei ouvindo-a no repeat por mais de uma hora seguida. Acho que não é tão incrivelmente desconhecido, mas foda-se <3″

Black Merda“Cynthy Ruth”

“Primeiramente aos esclarecimentos: pronuncia-se black MURDER. O que já muda – e muito- o contexto das coisas. Banda dos anos 60/70, com a maioria dos integrantes vinda do Mississipi e residente em Detroit, consideravam-se a primeira banda de rock totalmente negra. Tem dia que bate um vento noroeste e eu curto entrar nessas de ouvir esses rock/funk/psicodélico”.

A cantora Yoyo Borobia lança em fevereiro seu primeiro disco autoral, financiado por crowdfunding

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Yoyo Borobia

Yoyo Borobia é uma cantora com tantas influências que fica difícil definir o sem som. Influenciada pelo jazz, rock, salsa, soul e bossa nova, ela canta o que vier. Nascida na Venezuela, viveu metade da sua vida em Caracas, outra parte em Madri, Espanha, além de ter morado em Paris e agora, São Paulo.

Seu projeto autoral começou em 2014, participando de eventos em diversas cidades do Brasil (Recife, Caxias do Sul no Festival Brasileiro de Musica de Rua) e também fez em 2015 uma turnê na Europa, se apresentando na Espanha, Portugal, França e Bélgica. Logo depois, rolou o crowdfunding de seu primeiro disco com produção do DJ DeepLick, a ser lançado em fevereiro deste ano. A data do evento de lançamento já está marcada: dia 03 de março, no Armarzém Cultural, aqui em São Paulo.  Confira a entrevista com a artista:

– Como você começou sua carreira?
Comecei tocando cuatro, instrumento venezuelano, e cantando aos 7 anos na Venezuela. Posteriormente meus pais se trasladaram para Espanha comigo e teve alguns anos sem tocar o instrumento. Entre tanto, começando a faculdade comecei a cantar em diversas bandas e a intensidade de música e da vontade de viver de música cresceu até ganhar uma bolsa de estudos no Brasil, quando resolvi me dar essa oportunidade.

– Quais as suas principais influências musicais?
Inspiro e expiro música, escuto um pouco de tudo, isto me levou a participar de projetos diversos, desde jazz, até salsa passando pelo rock, pelo soul, pela bossa nova.

– Como você definiria seu som?
É a eterna questão sem resposta. Meu som é uma mistura das influências de todos os lugares nos quais morei, aonde eu viajei. Não sou muito fã de colocar etiquetas na coisas nem nas pessoas, então acho que não devo colocar na minha música.

– Me fale um pouco mais sobre o material que você já lançou.
Até agora tenho lançado dois clipes de musicas minhas e tenho produzido meu primeiro CD que está pronto para ser lançado digital (janeiro) e fisicamente (ao longo do ano em várias cidades, em março em São Paulo).

Yoyo Borobia

– Como é ser artista independente no Brasil? Quais são as maiores vantagens e desvantagens?
Acredito que vantagem é que você faz para você, por você, você que colhe, você que pega seus frutos. A desvantagem e… Exatamente a mesma, é uma luta consigo mesmo, de perseverança, tudo depende de você, vejo nisso um lado bom e ruim, tudo depende do ponto de vista.

– Você já passou por tantos países, sempre se apresentando. O que você vê de diferença entre cada um deles?
Me apresentando na verdade foi em São Paulo, Recife, Florianopolis e Caxias do Sul e serra gaúcha no Brasil, e depois na Europa esse ano em mais cidades. Não acredito na diferença dos países/cidades para diferenciar as apresentações, mas sim na diferença dos locais, já toquei em bares mega alternativos em Madri, ou mega chics em Sampa, ou incríveis arquiteturas em Porto, Portugal, tudo depende saindo você consegue vender um espetáculo, no final das contas, são experiências diferentes e todas elas ricas de alguma maneira.

– A internet é um aliado ou vilão na vida dos artistas independentes no Brasil?
Internet é um grande aliado na minha vida, divulgação, comunicação, contatos, e sempre útil para crescer, e te brinda a possibilidade de chegar a milhões de ouvidos sem precisar de uma outra distribuição, isso há algumas décadas era impossível. Também violão, mas isso na minha vida pessoal que sempre acho que me invade muito e não me deixa viver o mundo real, até escrevi uma música ao respeito.

– Você está trabalhando em algum lançamento?
Sim, para esse ano, meu primeiro CD autoral que foi financiado por um crowdfunding feito no primeiro semestre do ano e tem sido um projeto intenso e um sonho feito realidade dos últimos meses…. Fazia só um ano que resolvi que queria gravar um CD, acredito que foi rápido pela eficácia e a determinação em fazer o projeto tomar vida.

Yoyo Borobia

– Quais os seus planos para 2016?
Por em quanto, o lançamento do disco. Atualmente Uruguai e Argentina, posteriormente de volta no Brasil, São Paulo e Recife com certeza e ainda confirmando outras cidades. Posteriormente, começando a primavera da Europa irei para apresentá-lo lá ! Estão aparecendo alguns convites que vão deixar a muitos boquiabertos, mas, ainda não posso divulgar nada, logo logo saberão mais.

– Recomende bandas e artistas (especialmente se forem independentes) que chamaram sua atenção ultimamente.
Justamente estou ouvindo agora o trabalho do Gavilan, artista de Montevidéu, gostei pra caramba!

30 bandas e artistas que o Crush em Hi-Fi entrevistou em 2015 e você deveria estar ouvindo AGORA

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The Love Me Nots
The Love Me Nots

O Crush em Hi-Fi entrou no ar em janeiro de 2015 com a ideia de falar de música fugindo do que todos os outros grandes sites e blogs falam. E, em algum tempo, estávamos entrevistando bandas e artistas de todo o mundo, sendo elas independentes ou medalhões em suas respectivas regiões, com extensas discografias ou ainda preparando sua primeira demo. Com isso, descobrimos diversas pérolas sonoras que estavam ali, escondidinhas, e que merecem brilhar com toda a força e ganhar o mundo e seus ouvidos.

Para começar 2016 com o pé na porta, compilamos 30 desses entrevistados. São 30 bandas e artistas que merecem ser ouvidos. Com certeza algum deles vai fazer a sua cabeça neste ano!

Skating Polly

Skating Polly

As irmãs Kelli MayoPeyton Bighorse, de Oklahoma, formam o duo Skating Polly (entrevista aqui) se alternando na bateria, vocais, guitarra, baixo, teclados e todos os instrumentos que elas souberem (ou não) tocar. A dupla está preparando um novo disco para o início de 2016, sucessor dos ótimos “Taking Over The World” (2012), “Lost Wonderfuls” (2013) e “Fuzz Steilacoom” (2014). Não se engane pela pouca idade (Kelli tem 15 anos e Peyton, 19) das garotas: o som é de primeira qualidade e já foi elogiado por gente como Rosanne Cash, Kat Bjelland e Lori Barbero (Babes in Toyland, com quem as irmãs estão em turnê), Sean Lennon, Donita Sparks (L7), Kate Nash, John Doe (X), DJ Rodney Bingenheimer e até do ator Viggo Mortensen.

Screaming Females

Screaming Females

Formado por Jarrett Dougherty (bateria), King Mike (baixo) e a grande cantora e guitarrista Marissa Paternoster, o Screaming Females (entrevista aqui) surgiu em New Jersey e já tem seis álbums na bagagem  (“Baby Teeth”, “What If Someone Is Watching Their TV?”, “Power Move”, “Castle Talk”, “Ugly”, “Live at The Hideout” e, finalmente, “Rose Mountain”, lançado ano passado) e elogios de gente como Shirley Manson, do Garbage, banda com a qual gravaram uma versão de “Because The Night” para o Record Store Day de 2013. “Temos o som clássico de um trio. Todo mundo traz algo bastante integral para a mistura”, explica Jarrett.

Thee Dirty Rats

Thee Dirty Rats

Conheci a dupla Thee Dirty Rats  na Sensorial Discos, em um show da banda australiana Los Tones. Ao ver o cigar box feito à mão do Luis Tissot (voz e cigar box) e a batida primal de Fernando Hitman (bateria), fui obrigado a ir atrás dos caras para entrevistá-los (entrevista aqui). A dupla já lançou dois EPs: “The Fine Art Of Poisoning Vol. 1 e 2” e “Perfect Tragedy”. “O Dirty Rats flerta com o Garage 60’s back from the grave numa roupagem New Wave 80’s meio robótica. Tem bastante Devo, Buzzcocks, Gun Club… a gente tenta fazer músicas bem simples, curtas, quase infantil, baseada em um riff ou uma melodia de vocal apenas como um mini mantra de 1 minuto e meio”, descreve Luis.

Purple

Purple

O trio texano Purple mistura a distorção e falta de compromisso em se adequar a um estilo do rock alternativo com o ritmo hip hop e ânsia por diversão dos Beastie Boys. (entrevista aqui) O primeiro disco deles, “409”, lançado no final de 2014, demonstra bem isso, com músicas como “Leche Loco”, “Target”, “Thirteen” e “DMT”. Seu último lançamento até o momento é o clipe de “Mini Van”, mas eles já estão trabalhando em novas músicas. “Nós apenas queremos construir uma grande base de fãs e poder tocar em todo o mundo!”

Moriaty

Moriaty

O “filthy dirty blues” do duo Moriaty me chamou a atenção assim que apareceu ali do lado direito nas “sugestões” do Youtube (entrevista aqui). A banda de Devon formada por  Jordan West (vocal e guitarra) e Matthew Partridge (bateria e vocais) faz um som bem característico cheio de punch e ritmo, trazendo suas fortes influências de blues à tona misturados ao rock alternativo e britpop. Na bagagem, dois EPs (“Lord Blackwood” e “Esperanza”) e um disco (“The Devil’s Child”). A banda já está em estúdio preparando mais músicas para lançar em 2016. O último som até o momento é o single “Bones”:

The Hunted Crows

The Hunted Crows

Vou ter que repetir o que falei na entrevista com o The Hunted Crows: Quando dei o play em “Sniff You Out” pela primeira vez, jurei que era alguma banda que já estava nas paradas de sucesso. Afinal, o barulho dos australianos não deve nada ao do Royal Blood, que ganhou notoriedade após um elogio de Dave Grohl. Com o EP “The Hunted Crows” esbanjando riffs vigorosos e bateria violenta, o duo de Melbourne promete dominar o mundo em breve. A banda já trabalha em seu segundo EP e prepara um disco completo.

Petit Mort

Petit Mort

O Petit Mort é formado por argentinos, mas pode considerar o trio brasileiro, se quiser. Afinal, eles já fizeram mais de 100 shows por aqui e moram em Florianópolis (entrevista aqui). Na estrada desde 2007 e formada por Michelle Mendez na guitarra e vocal, Juan Recio no baixo e Jacques Blasetti, a banda lançou no ano passado seu ótimo quarto disco “Bite The Hook”, produzido pelo alemão Sebastian Benthin. Rock alternativo com pitadas de punk e grunge pra nenhum fã dos anos 90 botar defeito!

Los Chicos Problema

Los Chicos Problema

Quem precisa de uma guitarra quando um baixo cheio de fuzz se apresenta? Essa é a fórmula da dupla Los Chicos Problema, do México (entrevista aqui). O duo, formado por Ana (bateria e voz) e Geo (baixo e voz) já lançou os discos “Los Chicos Problema”, de 2012, e “Estremécete y Rueda”, de 2013, ano em que passaram pelo Brasil e tocaram no Astronete, uma das poucas casas da mítica Rua Augusta que ainda aposta em shows de bandas autorais. O som, um garage rock sujo e cheio de distorção, faz qualquer um dançar:

The Hyena Kill

The Hyena Kill

A dupla de Manchester The Hyena Kill (entrevista aqui) traz um som mais sujo que o lado de trás da privada do CBGBs em 1978. Com dois EPs lançados (“Gush” em 2012 e “Scrape My Bones”, em 2013), o duo formado por Steven Dobb (vocal e guitarra) e Lorna Blundell (bateria) é PhD em riffs grudentos, batidas retas e certeiras e refrões sujismundos da melhor qualidade. A banda está na ativa, fazendo shows pela Europa e em breve gravará mais sons para um novo EP.

Marcello Gugu

Marcello Gugu

Veloz nas rimas e nas referências e com batidas que vão do soul ao rock, Marcello Gugu impressiona em seu primeiro disco, “Até Que Enfim, Gugu” produzido por DJ Duh, Léo Cunha, Rodrigo Chiocki, DJ Caique, Jhow Produz e pelo próprio rapper, que pode ser baixado gratuitamente em seu site. Hoje em dia ele está preparando seu segundo trabalho, “Azul Índigo”, ainda sem previsão de lançamento, e continua rimando pelo Brasil afora. Foi uma bela entrevista com o cara. Leia aqui!

The Chuck Norris Experiment

The Chuck Norris Experiment

Gene Simmons declarou algumas vezes que “o rock está morto”. Para os suecos do The Chuck Norris Experiment, “Gene Simmons é só um velho rico e cuzão” (leia a entrevista completa aqui). Talvez você não concorde com a declaração, mas ouvindo o som do quinteto, dá pra ver que na Suécia o rock vive e muito bem. Rockão com o pé no acelerador como é necessário, sem medo de ser feliz. Qual não foi minha surpresa, depois de um mês da entrevista, receber o último disco da banda até o momento, “Right Between The Eyes”, em minha casa, com camiseta e autógrafo do vocalista Chuck Ramson!

Hurricane Love

Hurricane Love

O Hurricane Love é mais uma banda sueca, mas completamente diferente da mencionada acima (entrevista aqui). O grupo de Malmö, formado por NinaRasmusJohanna, TobiasMagnus e Robin, se define como “pop de arena”. Entre as bandas que são influência para as cinco músicas de seu EP de estreia estão Sigur Rós e ColdplayVale a pena ouvir e se perguntar: porque diabos músicas como “Nowhere To Go” ainda não estão tocando nas chamadas “rádios rock” do Brasil?

Muzzarelas

Muzzarelas

Esta aqui vocês já deveriam estar ouvindo faz tempo, mas em vez de dar puxão de orelha, vou recomendar novamente para os desavisados: os Muzzarelas (entrevista aqui) são uma das melhores e mais divertidas bandas de punk rock do Brasil. Com seis discos no currículo (sendo o mais recente “We Rock, You Suck”, de 2009), o quinteto campineiro mostra em seu som como pode-se falar de cerveja, aliens, insanidades, pizza, hippies mutantes, nudez, chá de cogumelo e muito mais em músicas que fazem seu cérebro chacoalhar.

The Vanjas

The Vanjas

Mais uma banda sueca. Sim, parece que acontece alguma coisa praqueles lados, já que brotam bandas bacanas do chão. The Vanjas, formada Vanja Lo nos vocais, Bon-Ton no baixo, Mr Magnatone na guitarra e Swingin’ Zack na bateria, está em turnê divulgando seu primeiro disco, “The Vanjas Sings And Plays Rock’n’Roll” (leia entrevista completa aqui)Um dos lugares que o grupo adoraria visitar? Isso mesmo, o Brasil. “Em meus sonhos já estou aí. Diga a todos sobre nós e diga-nos quem contatar no Brasil e estaremos aí mais cedo do que você imagina”, disse a líder do grupo, Vanja Lo.

Molho Negro

Molho Negro

Vem aí o terceiro disco do Molho Negro (entrevista aqui), banda nascida nas garagens do Belém do Pará. O sucessor de “Lobo” (2014) manterá a identidade do grupo, com muito rock garageiro. “Nada de rock cabeça. O negócio aqui é o melhor do estilo, na linha dos pioneiros como Chuck BerryLittle Richards, o objetivo é ser sedutor para os quadris e fazerem todos sacudirem com o som poderoso”. Quem disse que o som do norte é só tecnobrega e aparelhagens?

The Two Tens

The Two Tens

Los Angeles é um dos berços de bandas incríveis nos Estados Unidos, e também é o lar do The Two Tens (entrevista aqui), dupla que busca trazer a simplicidade elétrica do rock and roll em seu som. Formada por Adam Bones (guitarra/vocal) e Rikki Styxx (bateria) em 2014, a banda já lançou quatro EPs neste um ano de carreira (chamados, logicamente, “Volume 1”, “Volume 2”,“Volume 3” e, finalmente, “Volume 4”) e está preparando mais sons para 2016. “Garage punk em seu melhor”, disse o  Huffington Post. É, eu concordo.

Motobunny

Motobunny

“Tentamos juntar o poder energético e cru do rock’n’roll dos Stooges com uma pitada de glitter do pop”, diz Christa Collins, vocalista do Motobunny. Além de Christa (aka Roxy Moto), a banda também conta com Nicole Laurenne (aka Violet Moto) também nos vocais, Michael Johnny Walker (guitarras) e Rik Collins (baixo). Em maio de 2014, eles lançaram seu primeiro disco, auto-intitulado, gravado e produzido em Detroit por Jim Diamond, pela Rusty Knuckles Music. Confira a entrevista com o quarteto aqui!

BBGG

BBGG

Essa banda não é fraca: seu primeiro single, “Slippery Blonde” (que está prestes a ganhar um belo videoclipe), foi elogiado por ninguém menos que Shirley Manson, vocalista do Garbage! Formado por Ale Labelle (voz e guitarra), Dani Buarque (voz e guitarra), Joan Bedin (baixo) e Mairena (bateria), o grupo aposta na mistura do som riot grrrl dos anos 90 com guitarras grunge e uma cozinha de respeito. A banda já está pronta para gravar seu primeiro álbum completo e participou da segunda coletânea da Motim Records com seu mais recente som, “It’s Not Me, It’s You”. Confira a entrevista do BBGG aqui.

Horror Deluxe

Horror Deluxe

A banda escolhida para a primeira edição da festa Crush em Hi-Fi no Morfeus Club (aguardem a segunda!) saiu de lá com todos os presentes apaixonados loucamente. O Horror Deluxe (entrevista aqui), formado por Prix Overkill (bateria) e Rogerio Ucraman (guitarra e vocal) bebe na fonte dos Cramps, Misfits e das pragas do dia do Zé do Caixão com toda a simplicidade punk possível. Vale a pena ouvir “Cabeça Zumbi” e ficar com a música grudada como um chiclete na cabeça pelas próximas horas.

Paula Cavalciuk

MPB, pop, rock nacional… tanto faz o rótulo: o EP “Mapeia”, estreia da cantora Paula Cavalciuk, merece ser ouvido. A faixa “Maria Invisível”, que fala das agruras de uma doméstica, possui uma letra triste que ganha ares de tragicomédia graças à adição de um kazoo. “Passa a mensagem e ao mesmo tempo é dançante, isso faz com que cada um tenha uma impressão diferente”, explica ela. “Cantei uma coisa que veio do coração e entrou pelos ouvidos da pessoa. Se um dia isso vai se transformar num tapa na cara, depende só da consciência de cada um”. Confira o papo com a cantora aqui.

Bike

Bike

A psicodelia cheia de LSD do BIKE está estourando por aí (entrevista aqui). Aliás, seu disco “1943”, masterizado por Rob Grant (responsável por trabalhos do Tame Impala e Pond), mostra perfeitamente as influências do da banda, que vão do Pink Floyd a Walter Franco. Formada por Julito Cavalcante, do Macaco Bong (guitarra e voz), Diego Xavier (guitarra e voz), Rafa Bulleto (baixo e voz) e Gustavo Athayde (bateria e voz), a banda promete o segundo disco para o semestre deste ano.

GASH

Gash

O GASH é uma banda punk com temática sadomasoquista (entrevista aqui). Não pense que é só nas letras: o grupo tem um show que é uma verdadeira sessão BDSM, contando inclusive com uma dominatrix fixa e um “bichinho de estimação” em sua formação! Formada por Tibbie X (vocais) por A.J Delinquent e Hit Cunningham (guitarras), Travis Travesty (baixo), Domme Stephxecutioner (dominatrix) e Chris Wiz (“bichinho de estimação”), a banda está preparando seu primeiro disco, “Astral  Liberation”, para este mês. O sucessor do EP “Subspace” estará disponível em seu site oficial www.gashofficial.com

Monique Maion

Monique Maion

A cantora Monique Maion mistura jazz com blues desde 2005, quando começou sua carreira no Syndikat Jazz Club, em São Paulo. Suas performances dramáticas, cheias de personalidade e atitude glam rock a levaram a ganhar muitos elogios, chegando a ser chamada pela revista Rolling Stone de “a nova voz paulistana”. Sua voz pode ter um timbre jazzy, mas a atitude é totalmente rocker. A cantora está preparando seu novo disco: “tenho material novo para mais de 5 álbuns”, diz. Confira a entrevista com ela aqui.

The Aquadolls

the aquadolls

Queridinhos de Kate Nash desde que sua vocalista Melissa Brooks invadiu o camarim da cantora, o The Aquadolls tem um EP e um disco (“We Are Free”, de 2013, pela Burger Records, e “Stoked On You”, de 2014) na bagagem e prepara o segundo álbum com o produtor de Hollywood Aaron Greene para o início deste ano. Confira a entrevista com a banda e ouça o psychedelic surf punk ensolarado que conquistou Nash e fez com que ela os convidasse para abrir seus shows:

Aletrix

Aletrix

Em seu primeiro disco, “Herpes Aos Hipsters”, Aletrix desferiu farpas certeiras aos hipsters (lógico), fãs de UFC e ex-BBBs. Formada por Alexandre Lemos (guitarra), Mia (baixo) e Ed Avian (baterista), a banda prepara seu segundo disco para este ano e desta vez, os alvos devem ser os famosos comentaristas de notícias de grandes portais. Homofóbicos, racistas e machistas receberão os pesados socos sarcásticos com guitarras noventistas que remetem ao rock alternativo. Confira a entrevista com a banda aqui.

The Love Me Nots

The Love Me Nots

Nicole Laurenne (vocal e órgão), Michael Johnny Walker (guitarra), Christina Nunez (vocal e baixo) e Jay Lien (bateria) possuem uma bela discografia no currículo do The Love Me Nots (entrevista aqui): In Black & White (2007), DETROIT (2008), Upsidedown Insideout (2009), Thringle (2011), The Demon and The Devotee (2011), Let’s Get Wrecked (2011) e, finalmente, Sucker (2014). Hoje, a banda continua fazendo o que faz de melhor: estudar o pop para usá-lo a favor do rock em seu próximo disco, que está em produção e deve sair ainda este ano.

Tits, Tats & Whiskers

Tits Tats & Whiskers

O Tits, Tats and Whiskers é uma verdadeira mistureba multicultural/multinacional: formada por um italiano, um americano e uma filipina, fazendo barulho na cena underground do… Japão. Formada por Ponzi (o americano) na guitarra e vocais, Mattia (o italiano) na bateria e Astrid (a moça das Filipinas) no baixo e vocais, o Tits, Tats and Whiskers lançou seu primeiro disco, “All The Things”, em 2014, e o ótimo sucessor, “Laugh, Dance & Cry”, em 2015. A entrevista com o trio você confere aqui.

Donna Duo

Donna Duo

A dupla Dani Zan e Naíra Debértolis define seu som como “pop milongueiro” (entrevista aqui). A mistura de MPB, pop, rock e milongas as levou a serem finalistas do reality show do Canal Sony Breakout Brasil e ao seu primeiro disco, lançado em 2015 patrocinado por um bem sucedido crowdfunding. “O duo surgiu sem direcionamento do que íamos fazer, como um hobby, um projeto parelelo das duas, experimentamos muita coisa, fizemos tudo o que queríamos e naturalmente nos tornamos um caldeirão musical”, explicou Naíra.

Deb & The Mentals

Deb and the Mentals

O Deb and The Mentals é quase um supergrupo formado por grandes nomes da cena underground paulistana: Deborah Babilonia (vocal, ex-Debbie and the Rocketeers), Stanislaw Tchaick(baixo, Water Rats), Guilherme Hipólitho (guitarra, irmão de Chuck Hipólitho, do Vespas Mandarinas) e G.G. Di Martino (bateria, ex-Veronica Kills). O som da banda é calcado no rock alternativo noventista, com toda a amplitude (e barulho) que o gênero permite. Seu primeiro EP, “Feel The Mantra”, foi lançado no ano passado e recebeu muitos elogios, aparecendo em muitas listas de “Melhores de 2015”. Confira a entrevista com eles aqui!

 

O Nó une psicodelia, rock progressivo e influências de música brega em seu primeiro EP

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O Nó
Foto: João Pedro Nogueira 2

No final de 2015, o grupo O Nó lançou seu primeiro EP, “EP1”, inspirado no rock progressivo nacional dos anos 70 e na música pop brega de rádios como a Alpha FM e Antena 1. Nas cinco faixas do lançamento, ouve-se ecos de bandas como O Terço, Tame Impala, Casa das Máquinas, Milton Nascimento e King Crimson, além da presença de synths histéricos e das guitarras épicas comuns em músicas consideradas “cafonas”.

Formada por Alexandre Drobac (guitarra), Matheus Perelmutter (sintetizadores), Rodolfo Almeida (baixo) e Mateus Bentivegna (bateria e MPCs), a banda assume sem medo esse seu lado “brega”. “Nós temos como visão de brega aquele rock de pai dos anos 70/90, algo ali entre Journey e Rush, de solos exagerados e brilhantes, capas esvoaçantes, luzes estroboscópicas e máquina de fumaça ou aquele soft rock de Antena 1. Não são coisas intencionalmente bregas, mas que hoje a gente consegue escutar e achar engraçado de tão histérico e dramático que era, mas ainda assim gostar ao mesmo tempo, porque crescemos ouvindo isso e tem um apelo muito forte”, explica Rodolfo. ” Queremos fazer uns shows com capa e glitter”.

Conversei com a banda sobre seu EP e a carreira do grupo, além da sua inusitada mistura de estilos e influências:

– Me falem um pouco mais sobre o novo EP.

Rodolfo: Esse EP é fruto de um processo de quase um ano ensaiando, experimentando e definindo a identidade do nosso som. Nós compomos razoavelmente devagar porque sempre fazemos tudo junto — levamos as ideias de riffs e progressões pro estúdio e vamos avançando na música aos poucos ao invés de alguém já chegar com uma composição pronta e a gente arranjar — então essas cinco músicas foram o resultado desse processo longo de experimentação e refletem mais ou menos a visão que temos pra banda até agora.

– De onde surgiu a ideia de unir rock progressivo com música brega/cafona? O que os estilos têm em comum?

Rodolfo: Acho que com um olhar de jovens nascidos nos anos 90, muita coisa. A abordagem que entendemos como brega não é tanto o brega nacional de Odair José e Amado Batista, daquela figura do cafajeste romântico de um Sidney Magal (que nós nem vivenciamos ou conhecemos muito). Mas sim a visão que nós temos de brega como aquele rock de pai dos anos 70/90, algo ali entre Journey e Rush, de solos exagerados e brilhantes, capas esvoaçantes, luzes estroboscópicas e máquina de fumaça ou aquele soft rock de Antena 1.

Não são coisas intencionalmente bregas mas que hoje a gente consegue escutar e achar engraçado de tão histérico e dramático que era, mas ainda assim gostar ao mesmo tempo, porque crescemos ouvindo isso e tem um apelo muito forte. E acho que os timbres que usamos, os synths e principalmente a roupagem estética que demos ao EP (as cores da capa, o brilho) embalam a música com esse exagero que fica inserido dentro das outras referências que temos, de música eletrônica, synthwave, jazz, enfim, internet. Queremos fazer uns shows com capa e glitter.

– Como a banda começou?

Rodolfo: A banda começou pelo nosso gosto em comum por música psicodélica e indie. Eu e o Alexandre conversávamos direto em festas sobre formar uma banda e já tínhamos tocado algumas vezes juntos. Ele chamou o Mateus pra tomar conta das baterias, eu comprei um baixo e começamos a tocar. No começo estávamos bastante voltados pra um som mais sessentista tradicional, tocávamos uns covers de Milton, Paul Mccartney e também Tame Impala, que era o som que estava mais próximo de nós que mantinha esse espírito. Lançamos uma “demo” (que na verdade são gravações de celular dos ensaios) e chamamos o Matheus pra tomar conta dos synths. A partir daí abriu uma infinidade de possibilidades que nós curtíamos e o som começou a ter a cara que ele tem hoje, com os synths exercendo um papel muito grande nas músicas. Começamos a escutar mais também do prog nacional de Karma, O Terço, Casa das Máquinas, etc. e vimos que se tinham bandas aqui fazendo músicas com umas estruturas muito esquisitas a gente também podia e aí misturamos isso com todas as coisas que escutamos.

Alexandre: A banda começou no final de 2013 comigo, o Rodolfo e o Mateus. Nós três já nos conhecíamos por frequentarmos muitas vezes os mesmos rolês. Aí logo em seguida que a gente começou a ensaiar surgiu uma chance de tocar no Espaço Cultural Walden, ali na República. Meio na pressa a gente criou umas cinco músicas a partir de algumas ideias e de algumas letras que já tinhamos escrito. Esse nosso primeiro show se resumiu à essas músicas que acabaram se tornando a nossa primeira demo, muito diferente do nosso primeiro EP. Quando o Matheus entrou na banda – no segundo semestre de 2014 – a gente decidiu deixá-las de lado e criar coisas novas, por que não fazia sentido tentar adaptar um novo instrumento dentro daquilo que a gente já tinha feito.

– De onde surgiu o nome O Nó?

Rodolfo: Cara, o Mateus queria que chamasse Zahir por causa do conto do Borges, eu queria que chamasse Casa Tomada, por causa do Cortázar, e entre mil e um nomes numa conversa de facebook chegamos n’O Nó por unanimidade, provavelmente por causa da sonoridade, só por isso. Agora o artigo confunde as pessoas que querem chamar “A Nó” ou “Banda Nó” mas tudo bem, todos os jeitos tão certos (risos).

Alexandre: O nome O Nó surgiu na véspera do nosso primeiro show em 2013. A gente precisava de um nome pra poder tocar lá no Walden. Aí cada um da banda começou a sugerir um monte de nome e no fim chegamos à esse. No fim, gostamos do nome pelo fato de ser legal de trabalhá-lo gráficamente e também pela facilidade da sua pronúncia.

– Quais são suas principais influências?

Rodolfo: Olha, a gente é meio rato de soulseek e escutamos muita coisa. Agora o que disso se traduz no nosso som provavelmente são coisas como Tame Impala, Neon Indian e Milton Nascimento, eu acho.

– A música pop hoje em dia é brega? Com artistas em alta que bebem muito da fonte de Amado Batista, Genival Lacerda e Odair José, podemos considerar que o brega hoje é chique?

Rodolfo: Acho que a música pop é brega no sentido de brega que ela sempre foi. Sentimental, exagerada, dramática. Mas acho que esses artistas que bebem dessa fonte, sei lá, a Bárbara Eugênia, tá mais interessada em ressignificar esse universo do que fazer uma homenagem ou um revival. Acho que o brega hoje é ouvido assim como se escuta o que é mais cabeçudo, hermético e experimental e isso é ótimo. O pop tem produzido muita coisa boa e não tem que ter vergonha de ser brega.

– O Brasil já teve diversas bandas de rock progressivo e psicodélico ótimas desde os anos 70, mas nenhuma estourou. Porque vocês acham que isso ocorreu? Hoje em dia existe essa possibilidade?

Rodolfo: Hm, não sei dizer. Por um lado o Milton é um exemplo de alguém com uma carreira que partiu do prog, entra na MPB e em mil e uma coisas diferentes e que nem precisa dizer que é um ícone musical pro país. O Alceu também, os Mutantes a mesma coisa. Existem casos de bandas que estouraram e acho que isso é sim possível de acontecer hoje em dia, como rolou com o Boogarins, que alcançou um puta prestígio internacional. Acho que aquelas bandas mais obscuras, sei lá, Recordando o vale das maçãs, Ave Sangria, etc. hoje tem um nicho que ainda segue e músicos que continuam muito respeitados e não tiveram um sucesso mainstream porque talvez nem fosse a intenção deles. E se fosse, acho que só hoje pra músicas de 8 minutos com estruturas bem quebradas alcançarem um sucesso razoável no mainstream.

O Nó
Foto: João Pedro Nogueira

– O rock no Brasil é considerado um nicho difícil de se trabalhar, hoje em dia?

Rodolfo: Em termos de trabalho é difícil dizer, até porque não vivemos disso e temos outras ocupações, estudos, enfim e também porque O Nó é uma banda de rock por acidente. Não nos vemos como rockeiros e escutamos o máximo daquilo que esteja fora desse universo. Mas eu pessoalmente tenho a impressão de que já foi mais difícil. Até no mainstream, coisas como Superstar, banda Malta, Scalene, etc, querendo ou não acostumam o publicão a ter contato com rock. E no independente então nem se fala, o tanto de coisas acontecendo, de selos, de casas de show, de circuitos abrindo espaço pra bandas de todos os tipos (e aí é até legal que o rock as vezes seja secundário porque tem muita coisa mais interessante rolando em outras áreas) facilitam muito o trabalho de quem quer fazer música por trabalho ou por hobby.

– Quais são os planos d’O Nó para 2016?

Rodolfo: Queremos nos dedicar um pouco mais no processo de composição pra fechar no primeiro semestre uma quantidade de músicas pra pensarmos em álbum. Se tudo der certo fazemos uns shows pra levantar uma grana pra gravar no segundo semestre e no meio do caminho fazemos uns clipes, soltamos uns singles, não sei. Queremos seguir.

– Indiquem bandas e artistas (se possível, independentes) que chamaram sua atenção nos últimos tempos.

Rodolfo: A gente curte muito o Boogarins, o Cidadão Instigado, que pra mim pessoalmente é uma puta referência, a Ava Rocha diva, toda a galera da Vanguarda paulista, o Quarto Negro, Séculos Apaixonados, Bike, Terno Rei, Raça, enfim, esse ano foi foda de música boa, especialmente nacional. Tudo chama a atenção.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Julito Cavalcante, das bandas Bike e Macaco Bong

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Julito Cavalcante

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é o músico Julito Cavalcante, vocalista da psicodélica e cheia de LSD banda Bike, que teve seu disco “1943” em muitas listas de “melhores de 2015” e baixista do Macaco Bong.

Apache Sun“Club Noir” (Glasgow – Escócia)
” Conheci o som dos caras na coletânea da 30th Century Records, é uma dupla de irmãos de Glasgow que faz uma psicodelia mais obscura que remete a psicodelia inglesa da década de 60, é uma banda nova e eles fizeram tudo em casa, da gravação a masterização”

 Catavento“Seesaw” (Caxias do Sul – RS)
” Um dia vi alguém postando um vídeo deles e fui atrás da fanpage que era impossível de ser encontrada, ai achei o link do Bandcamp e pirei no disco, em outubro de 2015 conheci os caras pessoalmente e fizemos uma mini tour pelo interior de São Paulo e ao vivo é ainda melhor, eles estão gravando o segundo disco que deve ser lançado no primeiro semestre de 2016″.

 Sky Between Leaves“Klein Blues” (Londres – UK)
“O Sky Between Leaves é uma banda com músicos brasileiros que foi formada em Londres, todos se conheceram e moram lá faz um tempo, ano passado fizeram alguns shows no Brasil, tive a oportunidade de assistir 3 e foram do caralho. Essa música tem uma pegada shoegaze e um clima espacial”.

The Holydrug Couple “Atlantic Postcard” (Santiago – Chile)

“Essa banda me impressionou pela qualidade das composições, é um duo formado em 2008 que lançou seu primeiro disco em 2011. Conheci numa playlist do youtube e essa foi a primeira música que escutei que é do terceiro disco, pelo que entendi é um baterista somado a um faz tudo, Ives toca as cordas, teclas e canta”

The Ultimate Spinach“Mind Flowers” (Boston – EUA)
“Há poucas semanas estava ouvindo uma coletânea de música progressiva e psicodélica e me identifiquei quando ouvi “take a trip to the center of your mind”, pesquisei e descobri que eles existiram entre 1967 e 1969 e lançaram apenas 3 discos, acho que nunca foram muito conhecidos mas essa música sem dúvida é uma pérola e me deixou muito feliz pela conexão cósmica com a nossa música L.S.D, o pensamento é o mesmo quase 50 anos depois”.