T-Shirtaholic: The Black Keys, Black Sabbath e Bruce Springsteen

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Camiseta NIB Black Sabbath Velvet Store

O duo The Black Keys lançou “Turn Blue” em 2013 com a produção de Danger Mouse. O disco não rendeu tantos hits quanto seu antecessor, “El Camino” (2011), mas rendeu uma bela camiseta da Chico Rei:

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Um dos maiores clássicos do Black Sabbath em sua fase com Ozzy Osbourne. Se você não conhece, por favor, vá ouvir AGORA. Ouviu? Agora sim, olha a camiseta da Velvet Store:

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Afinal, todo mundo curte sair por aí com a bundinha jeans do The Boss Bruce Springsteen  na capa do disco “Born In The USA” estampada no peito. Pode assumir, vai. A camiseta é da Korova:

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Americanos do GASH misturam punk rock e sadomasoquismo (e têm até uma dominatrix em sua formação)

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GASH

O GASH, da Filadélfia, mistura punk com sadomasoquismo em sua música. E não é só nas letras: os shows do grupo são cheios de rituais S&M sem censura e sem medo de ser feliz. A formação oficial conta inclusive com uma dominatrix e uma garota que é “bichinho de estimação oficial” do grupo. A vocalista Tibbie X não tem medo de interagir com o público, colocando sempre que possível a plateia no meio de toda a dor e delícia sua festa punk fetichista, muitas vezes permitindo que algum fã a algeme ou bata nela com os populares chicotinhos de couro.

Formada também por A.J Delinquent e Hit Cunningham (guitarras), Travis Travesty (baixo), Domme Stephxecutioner (dominatrix) e Chris Wiz (“bichinho de estimação”), a banda está preparando seu primeiro disco completo, “Astral  Liberation”, para janeiro de 2016. O sucessor do EP “Subspace” estará disponível em seu site oficial www.gashofficial.com

Conversei com Tibbie X sobre a relação do BDSM com o som da banda, os shows malucos e anárquicos e o punk rock como forma de libertação:

– Como a banda começou?
O GASH começou como uma evolução de uma mudança de consciência em 2012. Nos juntamos com um propósito e hoje estamos rodando o mundo unindo todos como parte de nós – nós somos parte deles.

– Porque “S&M Punk”?
O vínculo é uma relação de confiança, o lado espiritual entre dominador e submisso é o que desejo espalhar sobre o universo. Eu acho que BDSM é uma rota, a parte da luxúria é como eu estou familiarizada a viajar energicamente com alguém. Essa conexão elevada é tudo.

– Seus shows são conhecidos por serem uma experiência selvagem.
Nossos shows são uma interação compartilhada entre o público e banda. Eu lidero a banda como uma submissa, é o meu papel agradar a mim e às pessoas que vieram. É difícil descrever, porque nos alimentamos da energia do público, não há roteiro ou ensaio geral para nossas interações, os shows variam muito. Nós não nos separamos ou permitimos que o palco crie distância entre o público e a banda. Estamos todos no mesmo barco, por isso é nosso trabalho para trazer a plateia para dentro, fazer do palco nosso palco e todos estarem ligados no momento.

– Quais são suas principais influências?
Meus companheiros de banda, experiências sexuais predatórias e dominantes, a série Mad Max, projeção astral, vir do Lower East Side de NY, procurar amor, vontade de foder, filmes de Jean Rollin, morte e The Stooges.

GASH

 

– Vocês têm sua própria dominatrix como parte da banda.
Domme Stephxecutioner é parte do GASH, eu sou sua sub e fazemos a performance juntas. Ela é uma lutadora profissional e dançarina burlesca, então incorporamos isso aos nossos shows.

– A comunidade BDSM comparece aos shows da banda?
Sim, e eu quero mais pessoas vindo ver o GASH. Eu absolutamente amo casais que têm fetiche, kinksters e a comunidade LGBT se misturando à cena punk. Nós todos deveríamos nos unir, já que é tudo sobre liberdade. Ver pessoas vindo com coleiras e o público trans – é lindo e inspirador.

GASH

 

– Você pode me falar um pouco mais sobre “Subspace”?
“Subspace” é o EP de estreia do GASH. Tem 4 faixas, “Ritual”, “Deadly Venom Five”, “Astral D/S” e “Luxuria”. Todas as músicas têm letras autobiográficas misturadas à visões que apareceram para mim. Eu me tornei uma vassala do amor e um conduíte da luxúria através da música.

– Você acredita que a internet ajuda a promover novas bandas e levá-las a serem conhecidas em todo o mundo?
Eu acho que há uma dualidade meio “morde e assopra” acontecendo com a nossa tecnologia no momento. É isolador viver com nossos rostos em telas, mas estamos em contato uns com os outros de uma forma atemporal. Falando por mim, a internet ajudou minha banda porque eu consigo ficar mais próxima das pessoas que gostam de nossa música.

GASH

 

– O que o punk rock significa para vocês?
Liberdade.

– Como você imagina que estará a banda em 10 anos?
Eu na verdade estou surpresa por estar viva hoje. Tento não planejar nada. Eu consigo pensar no máximo que estou determinada a gravar algo neste fim de semana e torcer para que nada foda tudo.

GASH

 

– Vocês estão trabalhando em novas músicas?
Sim. Nós gravamos e estamos trabalhando em um disco completo chamado “Astral Liberation”. Será lançado em Janeiro de 2016 e estará disponível em gashofficial.com, a princípio.

– Recomende algumas bandas que chamaram sua atenção nos últimos tempos (especialmente se forem independentes!)
Sober Daze de Austin, Texas, são uma banda sólida e grudenta de skate punk. Barbaric, Sparklefight e Eat the Turnbuckle são bandas que eu adoro da Filadélfia, onde vivemos hoje em dia, todas com ótimas performances ao vivo. Estou também muito ansiosa para conhecer e ver as bandas com quem tocaremos em nossa turnê “Liberation For The Masses”.

Ouça o EP “Subspace” aqui:

Paula Cavalciuk fala sobre agruras da vida das domésticas em “Maria Invisível” e prepara “Mapeia”, seu primeiro EP

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Por uma feliz coincidência ou algo tramado pelo destino, o primeiro single de Paula Cavalciuk, “Maria Invisível”, saiu quase simultaneamente ao filme candidato ao Oscar “Que Horas Ela Volta”, de Anna Muylaert. Ambos tratam do mesmo assunto: o tratamento que as domésticas e diaristas “quase da família” recebem, sendo rebaixadas diariamente mesmo que seus contratantes não percebam. Com um kazoo marcado e um ar ~divertido~, ” a canção acaba ganhando um ar de tragicomédia, passa a mensagem, mas ao mesmo tempo é dançante, isso faz com que cada um tenha uma impressão diferente”, explica Paula. “Cantei uma coisa que veio do coração e entrou pelos ouvidos da pessoa. Se um dia isso vai se transformar num tapa na cara, depende só da consciência de cada um”, completa a cantora e compositora.

Em outubro, a sorocabana lança seu primeiro EP, “Mapeia”, que contará com quatro faixas e será produzido pelo estreante Ítalo Ribeiro, ex-Vilania, com co-produção de Bruno Buarque e Gustavo Ruiz e estará disponível em breve para download no site da cantora. Conversei com Paula sobre sua carreira, o novo EP, “Maria Invisível”, feminismo, o filme “Que Horas Ela Volta” e o Girls Rock Camp, projeto de que participa:

– Me fale mais sobre “Maria Invisível”. Como foi a composição desta música?
Eu tava tirando o lixo daqui de casa (inclusive hoje passa o caminhão do lixo… só um minuto!) Pois então, estava realizando essa tarefa doméstica tão chata e xexelenta, quando pensei “mina, você tá achando ruim organizar seu próprio lixo? Imagina quem precisa fazer isso com o lixo dos outros e ainda é tratado como lixo?” Foi assim, botei o lixo pra fora e na volta ela saiu quase que inteira, duma vez só.

– “Maria Invisível” foi lançada praticamente ao mesmo tempo que o filme “Que Horas Ela Volta”, sobre o mesmo assunto. Qual a sua opinião sobre isso?
Eu tive a ideia primeiro! Brinks (risos) Foi uma feliz coincidência! A gente toca essa música desde o ano passado, aí muitas pessoas se identificaram com ela, antes mesmo de ser lançada. Uma amiga me mandou o link do trailer e eu fiquei besta! Assisti ao filme na semana passada e ainda estou “passada”. Tenho muitos pontos a considerar sobre o filme, mas vou resumir em dois: o tema ser o mesmo da minha música e o fato de a Anna Muylaert ser uma mulher maravilhosa, talentosa, ganhando visibilidade e metendo o dedo na ferida que muitos não querem ver, mas nesse momento, sentem.

– O kazoo dá um ar “divertido” à música. Você acha que desta forma uma mensagem tão forte pode ser passada de forma mais “leve”?
A canção acaba ganhando um ar de tragicomédia, passa a mensagem, mas ao mesmo tempo é dançante, isso faz com que cada um tenha uma impressão diferente. Gosto de passar a bola para o público. Ontem tocamos essa música num projeto social que trabalha com crianças e adolescentes, posso dizer que o kazoo foi o grande trunfo, foi muito divertido ver a criançada rindo do som de “peido” que eu fazia, o foco nem foi a letra. Assim como já a tocamos em lugares onde você imagina que não terá adesão nenhuma, e no final tem uma enorme surpresa. Por mais que alguém que se enquadre no papel de “vilão” da música, acho que a sementinha foi plantada. Cantei uma coisa que veio do coração e entrou pelos ouvidos da pessoa. Se um dia isso vai se transformar num tapa na cara, depende só da consciência de cada um.

Paula Cavalciuk
foto por Camila Fontenele

– Como você definiria o seu som?
Coisa difícil de responder. Tem gente que cria termos novos pra fazer mais do mesmo. Tem gente que não fala nada e só faz. Eu não sei o que fazer (risos). Meu som é muito diverso, eu faço samba, tango, moda de viola, blues. Acho que é um “pop planetário”, pq eu me sinto apta pra tocar minhas músicas em qualquer lugar do planeta. A vontade mesmo, é tocar fora da órbita da Terra, mas definir um som pra chegar lá é pretensão, não vou falar do que não sei. Quando eu souber, te procuro e mudo a definição. 😉

– Quais são suas maiores influências musicais?
Minha mãe, os Beatles, Dolores Duran, Dolores O’Riordan, Alanis Morissette, Milionário e José Rico, Tião Carreiro e Pardinho, Radiohead (e vários outros nomes que só vou lembrar depois que esta entrevista for publicada).

– Como é seu processo criativo?
Normalmente a ideia vem meio que pronta, fico cantarolando uma melodia que considero boa (ou não tão péssima), aí penso em algo que gostaria de dizer e escrevo sobre isso. Se tá tomando um caminho interessante, já pego o violão, ou teclado, ou cavaquinho, ou ukulelê, só pra fingir que toco e faço uns caminhos harmônicos que combinem com o que minha cabeça tá dizendo e vai.
As vezes eu deixo uma música na gaveta por anos, então volto pra ela e lanço o olhar menos preciosista e preconceituoso possível. Se der “liga”, vamo que vamo!

– Você é uma artista independente. Como a divulgação via internet auxilia a fortalecer a cena da música fora de gravadoras e mídia?
A internet é tudo e nada. Se você não está aqui, é considerado nada. Mas tem vez que mesmo você estando aqui, dando seu tudo, ainda é nada para quem você poderia ser alguma coisa. Eu nem vou falar de gravadoras, porque não consigo nem imaginar como seria a vida. Na internet, tudo é muito fugaz, instantâneo, determinista, bombástico e depois, flácido. Isso me irrita, porque surge uma pressão “ah, meu deeeus, preciso ser genial! preciso falar a língua da galera! preciso criar um meme! preciso sair em todos os blogs! ahhh! ahhh!” Penso nas páginas do Facebook que bombam num dia e depois pfff… “Gina Indelicada”, “Conselhos do He-Man”, foram fenômenos e hoje não são nada e acho que nem é por falta de empenho e criatividade, é porque surgiram 37786482 páginas novas e essas foram esquecidas. Não me apego em fazer coisas modernas, pra bombar e viralizar. Eu quero fazer as coisas com calma, carinho. Gosto de abraço, de olhar nos olhos. Eventos no Facebook são apenas para informar uma data, divulgar um evento físico. Gosto de gente que frequenta shows. Gosto de tocar ao vivo! Agora em outubro, vamos lançar o EP “Mapeia” e a ideia é sair por aí mapeando pra tocar onde o carro conseguir chegar. Quero usar a internet como ferramenta para divulgar aquilo que fazemos fora dela, não o contrário.

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foto por Camila Fontenele

– Fale um pouco mais sobre o EP “Mapeia”, que está praticamente saindo do forno.
O EP já uma lenda. Estávamos, no início do ano, gravando tudo em casa, emprestando microfone, placa, tirando leite de pedra. Essa parte toda fica por conta da criatividade e ouvido apurado do Ítalo Ribeiro. Ele sempre teve uma veia de produção, tocou em bandas representativas na cena daqui, que tiveram projeção nacional, como Fast Food Brazil e Vilania. Tocou também com uma galera que faz a cena em SP, como Rafael Castro, Mr. Lúdico e Tulipa Ruiz. Recentemente ele se formou em produção fonográfica e este seria seu primeiro trabalho fechado, como produtor. Acontece que dois dias antes de mandarmos a master pra fábrica, nosso gatinho subiu na mesa e derrubou o computador onde estava tudo. Fuén! O HD já era, então o jeito foi ter calma, respirar e começar tudo de novo. Hoje a sonoridade destas 4 canções está diferente, soa melhor, a gente evolui, com a repetição, mas também fica essa armadilha de querer sempre melhorar e nunca fechar o formato! (Risos) Gravamos algumas coisas aqui, mas também gravamos todas as vozes e uma das músicas no estúdio Minduca, do Bruno Buarque, em SP. Na reta de finalização, Bruno e Gustavo Ruiz compraram a ideia e entraram como co-produtores. Foi muito legal ver os caras que produziram os discos de cantoras brasileiras que eu mais curti, nos últimos tempos, co-produzindo meu primeiro trabalho! O Gustavo também gravou baixo e baixo synth em duas faixas. O EP tb teve participação de João Leopoldo no piano, Barba Marques na percussão, Diego Garbin no trompete e Sergio Miguel no acordeom. Esta semana as 4 faixas serão masterizadas e no início de outubro, o EP “Mapeia” estará disponível para download em nosso site e também para venda em nossos shows e nas melhores lojas do planeta. É só se ligar nas notícias.

– O machismo ainda é forte no mundo da música? Como mudar isso?
O machismo existe em qualquer lugar. Antes de ser cantora, antes de sair da minha casa, eu era tratada diferente dos meus irmão homens, por exemplo. Eles tinham liberdade para ir a festas, viajar, namorar. Comigo foi diferente, então isso te trava quando você se depara com situações de escolha. É muito mais difícil arriscar algo fora dos padrões, como viver de música, por exemplo.
Venho de cidade pequena, vi minhas amigas casando-se cedo, tendo filhos, abandonando os estudos ainda no ensino médio, para cuidarem do lar. Não que seja errado escolher ter família cedo, mas será trata-se unicamente de escolha? Aquilo não combinava comigo. Se eu tivesse seguido essa lógica, certamente não estaria fazendo música agora. As meninas recebem estímulos diferentes desde a infância, ganham bonecas, brincam de casinha, são excluídas dos contrinhas de futebol na rua, são tratadas como “café-com-leite” nos games, na música, nas ciências, nos esportes. Temos hoje, uma Presidenta da República, que invés de receber críticas ao governo, é reduzida a xingamentos machistas, misóginos. Me sinto ofendida toda vez que vejo isso acontecer com qualquer mulher. Todas nós somos deslegitimadas. É preciso trabalhar na raiz, discutir isso nas escolas, mostrar que somos igualmente capazes e podemos ser o que quisermos. Mostrar, também, que o machismo não é um mal que atinge apenas mulheres, é uma doença da sociedade, que prega ideias absurdas e pressões também nos meninos, como “homem não chora”, “homem não pode achar homem bonito”, “homem tem que pegar geral”. Isso cria robôs infelizes que tornarão mais infelizes ainda, as meninas e mulheres que cruzarem seus caminhos, inclusive suas filhas.

– Você acredita que a mulher está conseguindo se empoderar mais pela música? As cantoras e artistas ajudam nisso?
A música é uma ferramenta transformadora de qualquer realidade! A arte em geral, é. Quando você percebe que pode desabafar com arte e pode atingir outras pessoas que precisam daquilo, que se identificam e se inspiram. Bicho! Isso vira um delicioso looping! Representatividade importa e muito, para que possamos nos enxergar, nos projetar e nos fortalecer. Pra você, pode não ter importância a fala da MC Carol, quando ela diz que se acha o máximo, que ninguém manda nela, que ela não baixa a cabeça pra homem nenhum, mas para uma menina negra da periferia, onde o funk tem um diálogo direto, é parte de sua cultura, ouvir uma coisa dessa, pode ser a gota d’água que faltava para ela dar um basta numa situação abusiva, por exemplo, ou pra ela se olhar no espelho e pensar “eu sou o máximo meeeesmo!”

– Você também faz fanzines sobre as músicas que cria. Pode me falar mais sobre isso?
Sim! Fanzine é vida! É quase como tocar as ideias de alguém. Pegar essa ideia com a mão, se identificar, virar a página, sentir o cheiro do papel, dobrar, guardar, e até mesmo fazer um afago com a bochecha?! O EP “Mapeia” era pra ter sido lançado em abril deste ano, mas um acidente doméstico envolvendo um felino aqui de casa, nos impediu de tal. Eu gosto de conversar com as pessoas quando estou no palco, mas eu quero ter assunto, porque eu sou tímida, o EP seria esse ponto que me ligaria ao público que vai a shows. E quando ficamos sem previsão de EP, as zines vieram pra dar essa fortalecida nas ideias. Sou voluntária num projeto de empoderamento de meninas de 7 a 17 anos, o Girls Rock Camp, onde elas montam bandas, compõem uma música, ensaiam, estampam camiseta, fazem fanzine em uma semana! Aí me empoderei e comecei a fazer. O lance do “pague-quanto-quiser” veio pra deixar tudo mais bonito, pois é dar às pessoas o direito de decidir a quantia a se contribuir e também se questionar sobre o valor da arte. Muito interessante essa troca! <3

– Me fale um pouco mais sobre o projeto Girls Rock Camp e sua participação nele.
O Girls Rock Camp mudou minha vida! É um projeto maravilhoso, onde meninas de 7 a 17 anos se encontram durante uma semana e têm instrução de voz ou do instrumento que escolherem, montam uma banda, criam um nome pra essa banda, compõem uma música, ensaiam, participam de oficinas de stencil, fanzine, skate, defesa pessoal, imagem e identidade, para no final de semana, se apresentarem como banda. Este projeto teve origem nos Estados Unidos e a Flavia Biggs (socióloga, educadora e vocal/guitarra da banda The Biggs), depois de ser voluntária lá, trouxe o modelo para o Brasil. Sorocaba é pioneira no Girls Rock Camp na América Latina! Foi e é um tremendo orgulho participar como voluntária de algo tão bonito e transformador! Depois da primeira edição que participei, me empoderei de tal maneira, que tomei coragem de tocar minhas músicas, e sair por aí contando minha verdade para as pessoas. Neste ano também fui voluntária da primeira edição do Ladies Rock Camp, que é o mesmo formato, mas voltado para mulheres acima de 21 anos. Tem tanta beleza quanto o Girls, mas a carga, a desconstrução se dá de um jeito mais intenso. Lindo de ver a mulherada fazendo um som! Atualmente também trabalho num projeto chamado Viva Meninas, que é uma iniciativa da Flavia Biggs, em parceria com a Pastoral do Menor e a Prefeitura de Sorocaba. As mesmas oficinas que tem no Girls Rock Camp, para meninas que frequentam a Pastoral do Menor. É muito amor! <3 E quem quiser saber mais sobre o Girls Rock Camp, pode acessar www.girlsrockcampbrasil.org, existem várias maneiras de ajudar. Vamos lá! 😉

– Qual a sua opinião sobre a música pop atual no Brasil?
Muita coisa boa sendo produzida! Para todos os gostos! Me admira ver artistas e especialistas arranjando tempo pra falar mal daquilo que não gostam. Gente! Tem TANTA coisa sendo produzida! Andaaa! Bora experimentar e espalhar!

– Recomende artistas e bandas (de preferência independentes!) que chamaram sua atenção ultimamente.
Eu gosto de tanta coisa, vou a shows, consumo discos da galera, mas vou citar os 3 primeiros nomes que me vierem, ok?
Francisco, El Hombre, pela energia, verdade no palco e por fazerem o rolê que eu mais acredito: irem pra rua, saírem tocar!
Lupe de Lupe, pela sinceridade, empenho e transparência. Muita gente torce o nariz pro som dos caras, mas eles não tão nem aí, não querem ser ninguém além deles mesmos. Recentemente prestaram contas da turnê genialmente chamada de “Sem sair na Rolling Stone”, onde descrevem exatamente, onde, como e por quanto tocaram. No último prêmio de música que participei, conheci o cantor Diego Moraes. Achei demais! Uma mistura de Billie Holiday com Elza Soares, mas com uma originalidade tremenda! Não é a toa que ele foi o segundo melhor colocado nessa ocasião e eu fui a primeira (risos) Aloooka! Mas brincadeiras à parte, realmente me encantei com o Diego e quero duetar com ele logo! <3

Tributos e homenagens: confira 18 músicas que são inspiradas em outros artistas e bandas

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Kurt Cobain e Flea

Homenagens e tributos são comuns no mundo da música, já que entre os artistas sempre surgem influências, amizades e a admiração à grandes músicos. São comuns os tributos aos que já se foram, como no clássico single de Elton John “Candle In The Wind”, que já foi lançada como homenagem à Marilyn Monroe e Princesa Diana. Mas também existem as canções que se originam da mais pura admiração. Reuni 18 canções que prestam homenagens a outras bandas e artistas:

Queen – “Life Is Real”
Homenagem a John Lennon

A música do disco “Hot Space” foi composta em homenagem a John Lennon. Ela emula diferentes estilos de música de Lennon, e as letras são principalmente sobre quando Freddie Mercury soube que John havia morrido.

Motörhead – “R.A.M.O.N.E.S.”
Homenagem aos Ramones

“R.A.M.O.N.E.S.” é uma homenagem do Motörhead aos Ramones. Presente no álbum de 1991 “1916”, a música cita nominalmente todos os membros da banda novaiorquina, inclusive Dee Dee Ramone e Tommy Ramone,  que já haviam saído do grupo na época. Os próprios Ramones regravaram a música depois, em uma “auto-homenagem”.

Zé Ramalho – “Para Raul”
Homenagem a Raul Seixas

Zé Ramalho queria ter gravado um disco junto de Raul quando este estava vivo, mas infelizmente não rolou. Quando ele foi gravar o disco-tributo “Zé Ramalho canta Raul Seixas”, fez “Para Raul”, a última faixa do disco, em homenagem ao cantor. A escolha de músicas para o disco foi bem difícil, já que Paulo Coelho não permitiu que nenhum das músicas em que ele fazia parceria com Raulzito entrassem. “Achei grotesco, sem elegância nenhuma. Mas não há como uma pessoa me interromper“, comentou Zé.

Yes – “The Messenger”
Homenagem a Bob Marley

Sim, é isso mesmo: o Yes gravou reggae. No disco “The Ladder”, de 1999, saiu a música “The Messenger”, uma homenagem do grupo de rock progressivo ao nome mais conhecido do reggae: Bob Marley.

Raimundos – “Joey”
Homenagem a Joey Ramone

Os Raimundos sempre prestaram todas as reverências possíveis aos Ramones, seus mestres e maior inspiração musical. Quando Joey Ramone morreu, em 2001, inspirou os discípulos (em seu primeiro disco sem Rodolfo Abrantes nos vocais, “Kavookavala”) a gravar “Joey”, uma canção ramônica que homenageava o vocalista da banda punk.

Puff Daddy (ou Diddy, ou qualquer que seja o nome que ele usa hoje) – “I’ll Be Missing You”
Homenagem a Notorious B.I.G.

Sean “Puffy” Combs aproveitou um sample de The Police e a perda de um de seus melhores amigos pra criar uma homenagem que o colocou no topo das paradas do Disk Mtv em 1997 . Detalhe: Sting não cobrou nada pelo sample, e Faith Evans, que canta o refrão, é exposa do falecido Notorious B.I.G.

Titãs – “As Aventuras do Guitarrista Gourmet Atrás da Refeição Ideal”
Homenagem a Marcelo Fromer

No primeiro disco sem nenhuma participação do guitarrista Marcelo Fromer, falecido em 2001, os Titãs gravaram uma música bonita e melancólica para homenageá-lo. Cantada por Paulo Miklos, ela fecha o disco “Como Estão Vocês”, de 2003.

Red Hot Chili Peppers – “Tearjerker”
Homenagem a Kurt Cobain

O Red Hot Chili Peppers fez turnê com o Nirvana em 1992, logo depois que seu guitarrista John Frusciante saiu da banda e caiu em um vício em heroína. A música homenageia Kurt Cobain, que se suicidou em parte graças ao vício e saiu no disco “One Hot Minute”.

Green Day – “Amy”
Homenagem a Amy Winehouse

“Eu não a conheci, só achei que foi uma perda muito trágica. O interessante é que como o disco tem um clima de festa, ‘Amy’ vem com um gostinho do que são as consequências dessa farra”, disse o vocalista Billie Joe Armstrong sobre a música para a revista Rolling Stone.

Ben Folds – “Late”
Homenagem a Elliott Smith

Ben Folds fez turnê com Elliott Smith em 1998, quando ainda estava com o Ben Folds Five. A letra fala de Smith e cita até suas habilidades no basquete. “Joguei com ele e o Beck uma vez”, disse, “e Elliott estava fazendo cestas como se não houvesse amanhã.”

Roger Daltrey – “Under a Raging Moon”
Homenagem a Keith Moon

“Under A Raging Moon” é um tributo de Roger Daltrey a Keith Moon, baterista do The Who que morreu em 1978. John Entwistle, baixista da banda, queria tocar esta canção em vez de “Won’t Get Fooled Again” no Live Aid de 1985. Como Pete Townshend discordou, Entwistle gravou sua própria versão da música em seu disco “Left For Live”.

Roberto Carlos – “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”
Homenagem a Caetano Veloso

A letra desta música é uma homenagem a Caetano Veloso feita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Foi composta quando Caetano encontrava-se no exílio, em Londres, para onde foi deportado em 1969 pela Ditadura Militar.

U2 – “Stuck In A Moment You Can’t Get Out Of”
Homenagem a Michael Hutchence

Bono escreveu esta sobre o suícidio de seu amigo Michael Hutchence, vocalista do INXS. A música é escrita na perspectiva do autor tendo uma discussão sobre o suícidio, em que ele tenta convencer Hutchence a não fazê-lo.

R.E.M. – “Let Me In”
Homenagem a Kurt Cobain

Esta música do disco “Monster” foi escrita após a morte de Cobain, que era fã do R.E.M. A banda ganhou muitas das guitarras do líder do Nirvana em 1994, dadas de presente por Courtney Love, e eles as usaram nesta música.

The Who – “Old Red Wine”
Homenagem a John Entwistle

Foi lançada na coletânea “Then and Now”, e usa um riff que chegou a ser tocado por Entwistle em seus últimos shows com o Who. Outra música que foi lançada na coletânea foi “Real Good Looking Boy”, uma homenagem à Elvis Presley.

The Queers – “Brian Wilson”
Homenagem a Brian Wilson

A música leva o nome de seu homenageado, o  maluquinho líder criativo dos melhores anos dos Beach Boys. “It’s a good thing, Brian Wilson / It’s a good thing we’ve got you around / It’s a good thing, Brian Wilson / ‘Cause you’ve got your feet on the ground”, diz a letra do grupo punk.

Só Pra Contrariar – “Tributo aos Mamonas”
Homenagem aos Mamonas Assassinas

Logo que os Mamonas Assassinas morreram no trágico acidente de 1996, surgiu esta homenagem de um grupo que não poderia ter menos a ver com o quinteto de Guarulhos: o Só Pra Contrariar. A música chora a perda dos Mamonas em uma balada triste.

Foo Fighters – “Friend Of a Friend”
Homenagem a Kurt Cobain

Escrita primeiramente quando Kurt Cobain ainda estava vivo, em sua demo com o codinome Pocketwatch “Late!”, Dave Grohl fala sobre Cobain e Krist Novoselic e suas impressões ao entrar no Nirvana. Mais tarde, ele gravou a música novamente no disco “In Your Honor”, dos Foo Fighters.

Song and Dance Men lança “Nouvelle Vague”, primeiro single de seu novo disco “When I Still Smoked”

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Song and Dance Men

Vinda diretamente de São Carlos, interior de São Paulo, a banda Song and Dance Men lançou nesta semana “Nouvelle Vague”, o primeiro single de seu novo disco, “When I Still Smoked”, a ser lançado no dia 2 de outubro. Produzido por Marky Wildstone, baterista do grupo, o disco mistura indie rock, o rock alternativo dos anos 90 e um pouco de shoegaze. O quarteto conta também com Henry da Rocha (vocal e guitarra), Rafael Palma (baixo e backing) e Saulo Santil (guitarra e backing).

‘Nouvelle Vague’ é o primeiro single do disco, escolhemos ela porque me parece conter as características mais marcantes da banda: aquela energia jovem das bandas de rock alternativo, um tom triste e singelo nas melodias e um refrão que dá pra assoviar”, disse Marky. “O tema, desde a primeira vez que eu ouvi me lembrou algumas coisas do Weezer, Pixies e Superchunk que foram bandas que curti bastante nos anos 90, mas ao mesmo tempo me trazia algo fresco e novo.”

“O disco ‘When I Still Smoked’ tem 11 faixas bem diferentes uma das outras, gravamos ao vivo, durante 3 dias num casa de campo aqui na região de São Carlos, foram dias de trabalho intenso e muita concentração. Dias mágicos e cheios de emoção”, continuou Wildstone. “As influencias são uma mistura de tudo que já ouvimos na vida, muitos cantores dos anos 40 e 50, Bob Dylan, Lou Reed e bandas mais novas como Vampire Weekend. É o meu segundo disco como produtor e baterista e estamos bem felizes com o resultado. O disco sai no dia 02 de outubro e os CDs devem chegar no meio do mesmo mês com parceria da Wildstone Records e a estampa gaúcha Selo 180.”

Confira “Nouvelle Vague” aqui:

Manic Pixi mistura grunge, pop punk e rock alternativo em seu primeiro disco, “Sugar Bomb!”

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Manic Pixi

“Nós acreditamos que a performance de um show é uma arte tão forte quanto escrever uma grande música”, diz o Manic Pixi. Misturando pop punk, grunge e rock alternativo, o quarteto do Brooklyn quer preservar o espírito do rock and roll vivo com suas apresentações energéticas e divertidas.

Antes chamada de Sugar Bomb, a banda é formada por Kat Hamilton (vocais), Emmett Ceglia (guitarra)
Marshall Beiver (baixo) e Drew Bastian (bateria). Em 2014, lançaram seu primeiro disco, “Sugar Bomb!”, de forma indepentente, e já estão preparando o segundo álbum, acrescentando alguns elementos de rock progressivo e glam rock à sua mistureba sonora. Segundo eles, o Manic Pixi está em “constante mutação” e seu som se transforma conforme o tempo vai passando. Cada membro tem suas influências musicais e isso se reflete no trabalho do grupo.

Conversei com Kat sobre a carreira da banda, a mudança de nome, seu primeiro disco e a saga de ser um artista independente:

– Como a banda começou?
Emmett e eu nos conhecemos e fundamos a Manic Pixi através do clube de poesia em nossa faculdade. Nós dois queríamos começar bandas punk pop, e, naquele momento, não havia muitas delas em Berklee (College of Music). Na verdade, tivemos um ensaio e, em seguida, entramos em hiato por um ano. Em algum momento, entrei em contato com Emmett novamente e começamos uma reforma no projeto. Uma vez que nos conhecemos Marshall, estava praticamente tudo pronto.

– Como a banda se transformou em Manic Pixi? E de onde saiu este nome?
Estávamos tendo alguns problemas com o nosso nome anterior. Nós não percebemos quão grande a outra banda que já tinha se chamado Sugar Bomb tinha sido até que começamos a aparecer na imprensa. Uma vez nós estávamos aparecendo em mais blogs, era evidente que não poderíamos manter o nosso nome. Muitos fãs ainda se lembrava daquela banda. Era difícil de engolir para todos, mas passamos meses criando novos nomes independentemente. Havia um monte de razões pelas quais acabou sendo Manic Pixi. Todos nós queríamos um nome que fosse semelhante à Sugar Bomb. Algo que conjurou as mesmas imagens e teve a mesma vibração quando falado. Manic Pixi gerou a mesma sensação e eu também gostava que ele já tinha um significado. Parecia um bom desafio para recontextualizar positivamente esse pessoal. Além disso, todos concordamos com o nome, o que já é uma vitória. (risos)

– Me contem um pouco sobre seu lançamento mais recente, “Sugar Bomb!”
Chamamos o disco de “Sugar Bomb” como uma homenagem para o que essa banda era. Porque o Manic Pixi não é realmente a mesma banda que o Sugar Bomb era, apesar de na maior parte ter as mesmas pessoas envolvidas. Nós nos mudamos para Nova York, passamos por muito crescimento pessoal e crescimento como banda. O álbum “Sugar Bomb” é divertido e sarcástico. É uma justaposição muito divertida de otimismo e pessimismo. Tem muitas tonalidades grunge em todas as músicas, mas também o agito do pop punk verdadeiro. “Sugar Bomb” é delicioso, com certeza. Você não podem evitar cantar junto.

– Quais são suas principais influências musicais?
As minhas são principalmente as de estética grunge. Nirvana, The Distillers, Against Me! Hole, No Doubt, The Foo Fighters, etc… Mas eu também gosto de muita coisa de pop punk contemporânea – como ParamoreThe Wonder Years. Uma coisa ótima sobre o Manic Pixi é que nós gostamos de coisas diferentes. Emmett ama Dillinger Escape Plan e hardcore. Marshall agora funk e Andrew está mais na onda do indie. Ultimamente nós todos estamos ouvindo o novo EP do Four Year Strong, Chon, Armor For Sleep e choramos muito ouvindo Death Cab for Cutie.

Manic Pixi

 

– Qual é a melhor e a pior parte de ser uma banda independente?
Melhor: Fazer suas próprias regras.
Pior: Lidar com questões financeiras.

– Se você pudesse trabalhar com qualquer artista no mundo, quem seria?
Caramba, todos nós teríamos respostas diferentes. Eu vou com Laura Jane Grace do Against Me!

– Como você descreveria o seu som?
Nosso som está evoluindo muito, eu costumava descrever como pop-grunge, mas agora eu diria que estamos nos tornando mais progressiva. Progressive-Pop-Grunge.

Kat Hamilton

 

– O que você acha sobre a música que está sendo lançada hoje em dia?
Depende do contexto. Eu não sou fã do que está saindo nas rádios mainstream, mas o que mais há de novo? Eu gosto do som que um monte de bandas menores estão fazendo. Fico triste pelo atual declínio da cultura do álbum. Ninguém usa sua atenção o tempo suficiente para discos completos hoje em dia.

– Por que o rock anda tão sem peso hoje em dia?
Hmm… eu acho que o rock’n’roll será sempre conduzido pelo som da guitarra. Então, talvez a verdadeira pergunta é: “Onde é que está o rock and roll nos dias de hoje?” (risos)

Manic Pixi

 

– Quais são os próximos passos da Manic Pixi?
Nós estamos trabalhando em um novo álbum. Vai ser mais profundo e sair da superfície do que o “Sugar Bomb”. Nós acabamos vendo muita merda, hoje em dia. Parece que a primavera pode ser uma boa temporada de turnê para nós.

– Recomende algumas bandas que chamaram sua atenção ultimamente.
Minhas, pessoalmente: estou ouvindo muito Bully, PUP, MarmozetsSavages. Qualquer coisa com mulheres fortes na frente!

Ouça “Sugar Bomb!” completo aqui:

Barbárie pisa com força nos calos da sociedade “pré-apocalíptica” brasileira em “A Primeira e Última Antinacional”

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Barbárie

Fernando Sarti, ex-guitarrista da incrível banda independente Biônica, que agitava a cena underground no começo nos anos 2000, é uma das mentes responsáveis por “A Primeira e Última Antinacional”, primeiro álbum de seu projeto Barbárie. Além de Fernando na guitarra, o grupo conta com Godinho (vocal), Fabinho (guitarra), Mandioca (bateria) e Magrão (baixo). O disco-manifesto, divulgado primeiramente apenas no Youtube e depois também no Bandcamp com download gratuito, é uma sarcástica e ácida crítica à situação atual do país, principalmente no que diz respeito ao povo e sua relação com a mídia e a política. Sem deixar de lado cutucadas na classe média, a direita conservadora, políticos, empresas, canais de TV, a falta de água, o racismo, machismo, a grande briga de torcidas que se tornou a disputa entre esquerda e direita e tudo e todos que aparecerem no caminho.

O manifesto tem muito do punk clássico paulistano dos anos 80, com vocais gritados, guitarras econômicas e cheias de distorção e bateria reta e rápida. São quatro faixas, gravadas em 2015 no Estúdio Quadrophenia. Em agosto, lançou mais uma música, “A Festa da Família Brasileira”, sobre os protestos que estão acontecendo onde pessoas abraçam Policiais Militares e se mostram cada vez mais conservadoras “em favor de nosso país”. “As madame vai batendo as frigideira / Sorrindo pras fotinha, lépida e faceira / Vai passando a polícia carniceira / Com arma na cintura e dinheiro de empreiteira / O deputado pede o fim da roubalheira / Se a festa é de burguês a mídia é parceira / Divulgando desde segunda-feira”, brada.

“Jura que não percebeu que o fim está próximo? Nem reparou que São Paulo virou um imenso deserto?”, diz a primeira música do disco, “A Última Geração Que Vai Pisar Nesse Mundo”. Os que comem mortadela e arrotam caviar na cara dos outros ganham um recado direto em “Valet Para o Inferno”, a mais curta e crua do álbum: “O que eu desejo pra explorador não é justiça burguesa / É pedrada na sua SUV, incêndio na sua empresa / Um valet para o inferno / Delivery de dor e sangue”. O final de “Tipo Excalibur” é apenas a voz de Geraldo Alckmin repetindo seu mantra “Não vai faltar água em São Paulo/Não falta água em São Paulo”. Para finalizar, “Deusa”, uma contundente ode às empregadas domésticas e o tratamento “familiar” que recebem: “No país do elevador de serviço / Do apartamento com quarto de empregada / Era quase da família… agora já não é mais!”

Conversei com a banda sobre o manifesto. Suas respostas foram quase uma dissertação sobre a atual situação do país, continuando o formato “documental” do disco do Barbárie:

– Como surgiu “Barbárie”?

A banda Barbárie surgiu no final de 2014, um dos últimos anos do calendário gregoriano. Naqueles tempos sombrios, a humanidade expandia sua auto-degradação para limites nunca dantes atingidos. Em São Paulo, onde a banda surgiu, a água potável já era escassa, mesmo tendo sido a cidade construida num paraíso hidrográfico. A cidade era cinza, tóxica, coberta de asfalto e repleta de cercas elétricas e circuitos de câmeras. Era talvez a cidade-prisão mais típica do período de decadência da civilização capitalista, pois quase todos ali viviam encarcerados.

Centenas de milhares estavam em instituições declaradamente prisionais do Estado de São Paulo (então governado por um fundamentalista católico que se tornaria célebre após a Sentença de Tipo Excalibur). Metade dessas pessoas estavam presas por se apropriarem de coisas que a humanidade produziu e que por alguma razão misteriosa deveriam ser usufruídas só por alguns, a outra metade por praticar o comércio varejista de substâncias indispensáveis para aquela sociedade (estranhamente, isso acontecia num tempo em que se defendia com todas as forças as ideias de “livre mercado” e de “liberdades individuais”). Havia também casos de presos por crimes realmente violentos, mas o estupro e o abuso sexual eram fortemente tolerados (ainda que esta essa tolerância variasse, como em todo o resto do sistema penal, a depender da renda e da cor da pele de quem praticava tais crimes).

Além desses prisioneiros de tempo integral, havia muitos outros, em regime parcial. Era o caso de milhões de crianças e de adolescentes que passavam algumas horas do dia em instituições semelhantes a presídios, com grades, muros altos, carcereiros e vigilantes armados. Nestes locais os jovens deveriam ser contidos em sua rebeldia e doutrinados nos principais valores civilizacionais então vigentes (o egoísmo doentio, a concorrência desumanizante, a imposição do mais forte e uma total ausência de empatia ou de solidariedade; a este conjunto de valores chamavam então “empreendorismo” e “meritocracia”). Para melhor eficácia do doutrinamento havia um jogo do tipo “trinta jovens entram, um jovem sai”, então conhecido como “vestibular”. Após se libertar da “escola”, a quase totalidade da população adulta era também prisioneira em regime parcial, cumprindo pena de galés perpétuas. Chamava-se “trabalho alienado”, mas para não revelarem que se tratava de um roubo costumavam chamar apenas de “Trabalho”.

“Trabalho” também era o nome dado a uma das maiores divindades cultuadas por aquela civilização exótica, dividindo o panteão celestial com a Ciência, a Técnica, o Progresso, o Mercado, a Ordem, etc., e com santos nacionais como São Ayrton Senna, o padroeiro do automóvel. Naquele tempo, o automóvel era objeto de um culto no qual representava um imenso falo. Aliás, a sociedade era tão falocêntrica que uma das incontáveis formas de restrição da liberdade então existentes dizia respeito à constante ameaça às mulheres em quaisquer espaços que desejassem ou precisassem frequentar, pois naquele tempo os homens (eles mesmos quase todos prisioneiros de galés) defendiam que o Sagrado Direito emanado da Grande Piroca Mágica lhes dava o poder de se impor sobre mais da metade da humanidade.

Além de ser um imenso presídio em processo de desertificação, a cidade de São Paulo era cinza, desde o céu tóxico, passando pelas construções, até os uniformes de sua principal organização terrorista, que se fazia presente por toda parte. Conhecida como PM, ela atuava em cada espaço da cidade, desde a prisão-escola até os lugares destinados ao “lazer” (nome dado ao tempo que os galés deveriam usar, não para trabalhar, mas para consumir e manter a máquina funcionando, além de servir para fazer parecer que a vida de galé tem um lado bom, o que diminuía o potencial de rebeliões). Mas a organização terrorista reservava seus atentados apenas para uma parte da cidade, enquanto era aplaudida e abraçada com gratidão sincera na Avenida Paulista, que se localizava no atual epicentro da área de exclusão nuclear, mas que na época era o principal local de culto de massas à Civilização Burguesa na cidade.

A banda Barbárie surgiu, portanto, numa São Paulo pré-apocalíptica, a partir da reunião de prisioneiros e desertores de alguns desses regimes penais (passaram primeiro pela “escola”, depois pelo “trabalho alienado”). Eram então definidos como “uma rapaziada completamente descontrolada”, mas eram tolerados, pois aquela sociedade, para parecer livre e não ser derrubada por uma insurreição, tinha que permitir alguma “liberdade de expressão”. Graças a isso, a Barbárie, assim como inúmeras outras bandas, pôde narrar um pouco do que foi viver num período tão monstruoso da história humana. Esta “liberdade”, porém, não chegava nas periferias das cidades, onde músicos que narravam suas próprias histórias de violência eram assassinados, a exemplo de seis jovens DJs e MCs mortos por grupos de extermínio no litoral paulista em apenas sete meses, no mesmo ano em que surgiu a Barbárie.

Esses jovens foram pouquíssimo lembrados e dentre os poucos registros que restam de suas mortes encontram-se comentários da internet que apenas repetem dizeres como “UM FUNKERO A MENOS!!11!!!11 KKK”. Em Campinas, outro desses músicos, que contava com um público de milhões de pessoas, foi assassinado em pleno palco. Não houve luto oficial, nem campanha em defesa da liberdade de expressão, e as vítmas não viraram nomes de avenida. Pelo contrário, os nomes das rodovias que saíam de São Paulo nesta época eram em muitos casos, nomes de fundadores do primeiro grupo de extermínio da cidade: Fernão Dias, Anhanguera, Raposo Tavares, além do próprio nome da organização genocida à qual pertenciam, “Bandeirantes” (depois legitimamente homenageada numa certa “Operação Bandeirantes”). E, claro, Rodovia São Ayrton Senna, que pelos valores daqueles tempos tinha todos os méritos para dar nome à antiga Rodovia dos Trabalhadores. É que apesar de cultuar o Trabalho, aquela sociedade convivia com um imenso desprezo pelos que o executavam, a ponto de apagar uma homenagem aos que permitiam a existência de todos para entregá-la a um querido filho da classe que os explorava.

Barbárie
do Facebook da banda

– Porque disponibilizar somente no Youtube?

As músicas foram, num primeiro momento, disponibilizadas apenas no Youtube, mas em seguida foram também para o bandcamp (http://aultimageracao.bandcamp.com/ ), para download em MP3. Naquele tempo, estas eram formas comuns de divulgação de conteúdos sem necessidade de dinheiro* (mas no caso do Youtube, com muito dinheiro envolvido, pois o que sua proprietária, a Google, vendia era o acesso aos olhos e aos corações e mentes das pessoas para iniciativas com fins comerciais). A opção pelo Youtube, assim como por uma página no Facebook (última forma de rede anti-social dominante na civilização capitalista) era compreensível num tempo em que as relações eram cada vez mais mediadas. Mas a banda também disponibilizava suas músicas em MP3 sem licença comercial e em apresentações ao vivo. Há também indícios de que gravaram suas músicas em Laser Disk e em Disquetes compactados de 1.44MB, mas esses artefatos nunca foram localizados.

* Dinheiro era um pedaço de papel, também encontrado em outras formas, como metais arredondados e cartões magnéticos, com ou sem chips. No caso do dinheiro brasileiro do período pré-apocalíptico, tais papéis continham inscrições que parecem contraditórias. Por exemplo, traziam a inscrição “Deus Seja Louvado” num país em que a religião predominante cultuava um messias que morreu torturado pelo Estado romano graças a uma traição em troca de dinheiro (no caso, trinta dinheiros). Esses papéis também traziam fotos de animais que estavam em extinção graças à ação devastadora do domínio do dinheiro sobre os ecossistemas, o que na melhor das hipóteses pode ser interpretado como um pedido de desculpas um tanto desastrado. Permanece um mistério o que levou uma espécie capaz de tantas proezas intelectuais a ser dominada durante séculos por um pedaço de papel, que foi a principal motivação para assassinatos e outros tipos de violência durante toda a história do capitalismo. Acredita-se que se tratava de algum tipo de insanidade temporária coletiva ou de um fanatismo religioso fundado na idolatria desses papéis e na sacralidade dos templos ao dinheiro, conhecidos como “bancos”. Naquela época, bancos eram tão sagrados que simplesmente quebrar uma de suas vidraças era motivo de comoção muito maior do que assassinatos, torturas e desaparecimentos de seres humanos, caso estes insistissem em nascer no lugar errado, na classe errada e/ou com a cor errada.

– Você criou tudo sozinho?

Para criar suas músicas, a Barbárie contou com o trabalho alienado de milhões de pessoas, que fabricaram instrumentos musicais, microfones, megafones, computadores, mesas de som, canetas, papéis de eucalipto (provenientes da destruição de florestas nativas), alimentos, vestuário, visões de mundo que eram frutos de milênios de experiência acumulada de luta de classes, etc. Isso é verdadeiro para todos os artistas, menos para um músico paradigmático da era decadente da qual surgiu a Barbárie, que segundo se depreende de uma entrevista daquela época realizou pela primeira e única vez na história a façanha de fabricar todas as suas condições de existência individualmente. Em suas palavras:

“Quis gravar todos os instrumentos como um argumento contra os coletivos culturais, que formam pessoas fracas. Fiz tudo nessa música para provar que um indivíduo bem formado é capaz de fazer qualquer coisa. […] O conceito de toda a música é isso, que o individuo é forte, o autor é indissociável. O autor sempre será a célula inicial da criação. Não se pode desvalorizar o trabalho do artista. Nem abrir mão do direito autoral que é o seu ganha-pão.” (Lobão, 2013)

Não se sabe a expressão “fazer qualquer coisa” incluía a auto-suficiência do indivíduo desde a fabricação das próprias fraldas quando criança ou se este poder de fazer a si mesmo só vinha na idade adulta. O que é evidente nesta afirmação é que naquela sociedade, ao menos para algumas pessoas, o Autor havia substituído Deus (ou os Deuses) enquanto “célula inicial da criação”. A banda Barbárie, porém, não professava esta fé, nem defendia o dogma sagrado dos direitos autorais, o que se percebe pela publicação de videos que não têm qualquer imagem “original”, “criada individualmente” pela toda-poderosa Iniciativa Empreendedora do Autor.

 

– Como a situação política atual do país influenciou esse trabalho?

Naquele tempo, chamava-se “política” a um espetáculo midiático que não tinha qualquer relação com o exercício do poder pelas pessoas. Esta “política” da era final da civilização burguesa só deixou como resquício material um imenso boneco inflado de um simpático homem barbudo com roupa listrada em branco e preto. Acredita-se que seu opositor “político” era outro boneco do mesmo tipo, descrito como Galinha Pintadinha Inflada e que as decisões eram tomadas em pitorescas batalhas de balões gigantes.

Como se percebe por suas letras, a Barbárie não participava deste tipo de duelo de gigantes. A política que interessava à banda, ao que parece, era a “guerra de classes até o fim do capital”, e esta não ocorria no país, mas no mundo. O Brasil, como todos os outros Estados nacionais, era uma invenção de curta duração (não durou nem dois séculos e, quanto aos outros, alguns duraram um pouco mais, outros bem menos). Nações foram estranhas invenções que serviram para traçar fronteiras entre as pessoas com a finalidade de organizar a exploração do trabalho e distinguir entre civilizados e bárbaros, sendo estes os matáveis. Enquanto existiu, a Nação gerou por toda parte episódios como atentados contra imigrantes (caso de 6 haitianos baleados em São Paulo no ano de 2015) e corpos de crianças de países pobres sendo lançados em praias de países ricos.

– Me fale um pouco sobre seu posicionamento em relação à situação política do Brasil.

Ao que parece, diante da “política” então vigente, os posicionamentos da Barbárie foram no sentido de desejar para o explorador pedrada na sua SUV e incêndio na sua empresa, cortar a cabeça do Geraldo Alckmin e, como já foi dito, “guerra de classes sem massagem até o fim do capital”.

– Que bandas e artistas influenciaram “Barbárie”?

A Barbárie foi influenciada por incontáveis monumentos de cultura da sua época, incluindo bandas e músicos os mais variados. Numa de suas músicas, percebe-se, por exemplo, a influência de artistas como Rosana e Molejão.

– Você pretende continuar com a banda ou foi um projeto isolado?

A Barbárie encerrou suas atividades apenas no momento em que deixou de existir a Civilização que a criou e que a alimentava.

– Existe alguma possibilidade do retorno do Biônica?

Biônica era fruto de um tempo em que um mundo subjugado e explorado por máquinas sem coração era apenas uma distopia, ainda que próxima. A Barbárie dizia respeito a um mundo lutando por se libertar desta situação, já às vésperas do colapso.

– Recomende algumas bandas que você ouviu e merecem ser divulgadas.

Dentre as músicas contemporâneas à Barbárie, recomendamos, para fins de saciar a curiosidade sobre o exotismo das crenças políticas e sobre o estranho senso estético daquele tempo, a música “Eu quero meu voto impresso” da banda Os Reaças. Trata-se de uma banda que acreditava profundamente em entidades como “voto”, “congresso” e “impeachment” e que frequentava festas nas quais muitos não se davam conta que para ter a intervenção militar desejada bastava caminhar alguns quilômetros no sentido da periferia. Por acreditarem, também profundamente, em “meritocracia”, entendemos que Os Reaças é uma banda que merece ser divulgada para a posteridade. Talvez com isso um dia compreendamos melhor a fé que estava por trás do duelo entre os bonecos inflados conhecidos como “Lulão Pixuleco” e “Galinha Pintadinha”.

“O rock vive, mas você precisa ir a shows e festivais para senti-lo 100%”, diz o duo The Monday Project

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The Monday Project se irrita constantemente pois, por ser um duo,  ouve comparações com o Royal Blood e tantas outras bandas que apostam no formato enxuto com apenas guitarra e bateria. “Não somos um clone pegando o rabo do cometa. Somos rockers com um som e personalidade próprias”, dizem. Formada em 2013 em Londres, a banda era originalmente um trio, mas com o tempo perceberam que três era demais e somente com Darius (aka Mr. D) (voz e guitarra) e Luka (aka Duck Face) (bateria e backing vocal) já tinham o som cru, simples e barulhento que queriam.

“O garage blues pesado do TMP, guiado por ótimos riffs, ritmos pesados e batidas retumbantes fala por si só” disse a revista The Blues Mag, sobre as comparações com Black Keys e White Stripes. Com os singles “The Waiting Game” e “London Samba” e o EP “Small Talk” (2015) no currículo, a banda tem tocado “por cervejas” e está louca para trazer sua barulheira para o Brasil.

Conversei com Darius sobre a carreira da banda, a proliferação de duos e a popular morte do rock:

– Como a banda começou?
A banda começou como um trio. Alain (o ex-baterista) deixou o projeto assim que marcamos alguns shows. Luka tomou seu lugar como um favor. Depois de alguns shows e ensaios, ele disse: por que não ficamos como um duo? Foi uma boa idéia… E apostamos nela.

– Qual o significado do nome “The Monday Project”?
O nome The Monday Project é o resultado de meses sem encontrar um nome bom. Nós costumávamos ensaiar toda segunda-feira… Simples assim!

– Porque o formato duo é tão popular no rock hoje em dia?
É popular, mas ainda bastante incomum, nós achamos. Não são muitos os músicos que são “corajosos” o suficiente para pular em um palco sem o terceiro ou o quarto membro da banda. Ser um duo é um equilíbrio muito bom e é muito difícil encontrar esse equilíbrio. A música de um duo é geralmente crua e simples, a gente acha… E os ouvintes gostam.

– Então, vocês estão atualmente tocando por cervejas, segundo sua página do Facebook. Quantas cervejas seria necessário para trazê-los para o Brasil?
Sim, estamos tocando por paixão e cervejas. Clubes em Londres querem trazer a banda para uma multidão e se certificar de que eles tomem umas cervejas com você. Nós adoraríamos ir para o Brasil … só precisamos de alguns shows agendados e começar a economizar 🙂

The Monday Project

 

– Como é seu processo criativo?
O processo criativo do TMP é muito fácil … Nós fazemos uma jam até chegarmos alguns riffs juntos. Decidimos o que é o verso, refrão, ponte e blá blá blá… Vamos para casa ouvir o novo material e criar uma melodia para as letras e, finalmente, as letras no fim! Nossa música “We Are” foi feita em poucos minutos, por exemplo.

– Se vocês pudessem trabalhar com QUALQUER músico, quem seria?
Nós definitivamente gostaríamos de colaborar com The Bloody Beetroots. Ótima mistura de electro e rock.

– O pop matou o rock’n’roll?
Não, o rock’n’roll ainda está muito vivo, está apenas se escondendo por trás do enorme poder da mídia. Rock é a música que você tem que chegar e descobrir… Não é na TV, não é pelas principais rádios… Você tem que levantar a bunda da cadeira e ir a shows e festivais para senti-lo 100%.

– Como você definiria o som da banda?
Nosso som é simplesmente sólido e groovy no estúdio e ao vivo. Fácil!

The Monday Project

 

– Quais são suas maiores influências musicais?
Nós dois gostamos dos grandes riffs de guitarra de Tom Morello e Black Sabbath, a bateria alta e sólida de Tommy Lee e da criatividade dos QOTSA.

– Recomende bandas que chamaram sua atenção ultimamente (especialmente se forem independentes!)
Definitivamente Twin Creator (Irlanda) e Gonzo Morales (Dinamarca). Você pode ouví-los no soundcloud!

E se os Beatles não tivessem acabado? Conheça os discos que o Fab Four podia ter lançado nos anos 70

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The Beatles 70s

O blog Albums That Never Were, cujo blogueiro usa o pseudônimo soniclovenoise, tenta criar versões reais para discos que nunca saíram do papel ou mesmo da imaginação dos fãs. Discos como “Sheep” (a versão “tru” de “Nevermind”, do Nirvana, imaginada e rascunhada por Kurt Cobain) ou “Smile”, dos Beach Boys (a obra maluca de Brian Wilson que deveria ter saído logo após a explosão de “Sgt Pepper Lonely Hearts Club Band” dos Beatles) são criados por ele, que compila as músicas e explica como o álbum “imaginário” foi criado. Uma de suas experiências mais interessantes foi a criação de cinco discos que mostram uma realidade alternativa onde os Beatles continuaram juntos como banda nos anos 70.

O criador uniu as músicas solo que mais condizem com o “espírito Beatle” em suas versões que mais soam como um disco completo e ajustou volume, pitch e etc. para deixar tudo o mais correto, coeso e próximo possível de um disco real. Nesse clima de “What If”, confira os cinco álbuns que os rapazes de Liverpool poderiam ter criado se o sonho não tivesse acabado:

(post traduzido do blog Albums That Never Were)

The Beatles – Instant Karma! (1970)

The Beatles Instant Karma

 

Lado A
1. Instant Karma! (We All Shine On) (Lennon)
2. All Things Must Pass (Harrison)
3. Every Night (McCartney)
4. I Found Out (Lennon)
5. Beware of Darkness (Harrison)
6. Working Class Hero (Lennon)
7. Momma Miss America (McCartney)

Lado B
8. It Don’t Come Easy (Starr)
9. Isolation (Lennon)
10. Junk (McCartney)
11. My Sweet Lord (Harrison)
12. Maybe I’m Amazed (McCartney)
13. Love (Lennon)
14. Hear Me Lord (Harrison)

Nesta realidade alternativa, em 1970 os quatro lançariam um álbum chamado “Instant Karma!”, um disco introspectivo e sombrio, cheio de canções enxutas de John e Paul e as músicas grandiosas e produzidas de George e Ringo. Sonoramente, ele ficaria em algum lugar entre o “White Album” em seus contrastes e “Abbey Road” em a sua majestade épica. Todas as músicas são de diferentes perspectivas, ainda que sugiram a mesma coisa: um desejo para a compreensão das essências da natureza humana básica e a busca pela própria alma. As músicas parecem criar uma narrativa especial: os membros da banda engajando-se em seu próprio diálogo com eles mesmos, tentando recuperar o vínculo entre eles que tinha se perdido ao longo dos 4 anos anteriores.

Então, imaginem que, nesta linha de tempo alternativa, em algum momento de 1970, os Beatles demitiram Allen Klein e de alguma forma entraram em um acordo de como gerenciar a Apple Records, permitindo que os membros da banda separassem a música do negócio, evitando a destruição da banda. Com o sucesso de “Here Comes The Sun” e “Something” e seu incrível catálogo de músicas não utilizadas e novas, George finalmente conseguiria uma parcela igual de suas próprias canções sendo apresentadas juntamente com as de Lennon/McCartney (com a garantia de que Linda e Yoko fossem permitidas no círculo íntimo dos Beatles, se necessário). Satisfeito com o trabalho de Phil Spector em “Let It Be”, os Beatles optariam por tê-lo produzindo a maior parte de suas gravações em toda a década de 1970 (apesar da relutância de McCartney). John concordaria, mas gostaria de usar o som despojado de banda ao vivo, como nas sessões de “Get Back” no ano anterior, pelo menos em suas próprias composições escritas em suas sessões de terapia de grito primal. Ringo, como sempre, estaria apenas feliz por estar lá.

“Instant Karma!” faria sucesso comercial e de crítica, restabelecendo os Beatles como uma força musical dominante na década de 70. Três singles seriam lançados a partir deste álbum em 1970 e início de 1971: “Instant Karma”, com o B-side “That Would Be Something”, “Maybe I’m Amazed” com o B-side “Apple Scruffs” e “My Sweet Lord”, com o B-side “Well Well Well”. O sucesso de “Instant Karma!” daria uma nova confiança para a banda que estava tão perto de terminar, especialmente com um novo produtor, um papel mais forte para o seu guitarrista como compositor e a incerteza da relevância da banda em uma nova década. Reagrupando no verão de 1971 com um novo conjunto de canções e um novo sentido de unidade, os Beatles tentariam gravar seu segundo álbum da década de 1970. Você pode imaginar?

(Baixe “Instant Karma” em Mp3 320kps aqui)

The Beatles – Imagine Clouds Dripping (1971)

The Beatles Imagine Clouds Dripping

 

Lado A:
1. Power To The People (Lennon)
2. What is Life (Harrison)
3. Dear Boy (McCartney)
4. Bangla Desh (Harrison)
5. Jealous Guy (Lennon)
6. The Back Seat of My Car (McCartney)

Lado B:
7. Imagine (Lennon)
8. Another Day (McCartney)
9. Art of Dying (Harrison)
10. Oh My Love (Lennon)
11. Uncle Albert/Admiral Halsey (McCartney)
12. Isn’t It A Pity? (Harrison)

O segundo disco é “Imagine Clouds Dripping”, uma citação surreal de Yoko Ono que  John achou foi particularmente inspiradora e define o tom para um álbum bastante colorido. As músicas foram escolhidos não só pela qualidade, mas para o que poderia continuar a levar “a tocha Beatles ‘. Musicalmente, o disco abandonaria a sonoridade mais crua do anterior e re-imaginaria os luxuosos arranjos que George pedia a Phil Spector para suas canções.

Então sente-se, relaxe e imagine o seguinte: depois do sucesso de seu primeiro álbum dos anos 1970, “Instant Karma!”, os Beatles se reuniriam e concentrariam-se em um novo álbum com alguns dos suas mais fortes canções desde “Abbey Road”, muitas vezes com arranjos grandiosos do produtor Phil Spector. Em meio à gravação do álbum, George fica sabendo da tragédia em Bangla Desh e rapidamente escreve uma canção em homenagem, que os Beatles gravariam e lançariam como single. George organizaria o Concerto para Bangladesh, onde os Beatles fariam sua primeira apresentação ao vivo em dois anos, A experiência positiva do show daria aos Beatles, particularmente George e John, a coragem de começar uma turnê européia no final de 1971. Na turnê, haveria também a participação dos velhos amigos Billy Preston nos teclados e Klaus Voormann tocando baixo quando Paul estivesse tocando guitarra ou piano.

A crítica citaria “Imagine Clouds Dripping” como um dos pontos mais altos da carreira dos Beatles, comparando-o a um segundo “Sgt. Peppers”. Há uma série de singles de sucesso durante 1971, incluindo “Imagine” com o B-side “Monkberry Moon Delight”, “Another Day” com o B-side “Crippled Inside” e “Jealous Guy” com o B-side “I Dig Love”. E, como já mencionado, “Bangla Desh” seria lançada como um single para promover o seu concerto, com o B-side sendo a única contribuição de Ringo para as sessões do disco, “Choochy Coochy”. Enquanto “Bangla Desh” entraria no álbum, “Coochy Coochy” não. O sucesso dos Beatles na turnê européia de 1971 os estimularia a planejar uma turnê americana em 1972, e uma necessidade de novo material – no mundo material …

(Baixe “Imagine Clouds Dripping” em Mp3 320kps aqui)

The Beatles – Living In The Material World (1972)

The Beatles Living In The Material World

 

Lado A:
1. Back Off Boogaloo (Starr)
2. Hi, Hi, Hi (McCartney)
3. John Sinclair (Lennon)
4. Get On The Right Thing (McCartney)
5. Who Can See It (Harrison)
6. Woman Is The Nigger Of The World (Lennon)

Lado B:
7. Live and Let Die (McCartney)
8. New York City (Lennon)
9. Living In The Material World (Harrison)
10. Single Pigeon (McCartney)
11. Happy Xmas (War Is Over) (Lennon)
12. My Love (McCartney)

“Living In The Material World” seria o azarão desta pós-vida dos Beatles. Algo como um primo do “Magical Mistery Tour”. Um disco menor, mas agradável. Bote a imaginação pra funcionar novamente: depois do sucesso dos Beatles em sua turnê européia no final de 1971, eles planejam uma nos Estados Unidos no início de 1972. As primeiras datas da tour são um sucesso tão imediato e tão agradável para os Beatles que os quatro membros e suas famílias encontram-se em uma residência temporária em Nova York e planejam uma “interminável” tour no continente durante o resto do ano. O Fab Four então é tomado por um desejo imediato de novo material e elabora rapidamente e registram “Living In The Material World”, novamente com Phil Spector produzindo. A demanda para o produto de forma que coincidisse com a tour “interminável” de 1972 pelos EUA obriga a gravadora a incluir muitos B-Sides e canções dos Beatles que já estavam encaminhadas, junto com o material recém-gravado.

O único single das novas canções gravadas em New York do álbum seria “Back Off Boogaloo”, de Ringo, com o B-side “Big Bard Bed”, recebendo críticas mistas, muitos se perguntando por que a superior “My Love” de Paul não era lançada como single. O próprio Lennon afirmou que “Woman Is The Nigger of The World” deveria ter sido o primeiro single, mas o resto da banda se recusou, por razões óbvias. Paul alegou que era suicídio comercial e nem queria incluí-la no álbum. Um acordo foi feito quando Lennon permitiu “Live and Let Die”, no álbum, uma canção que ele detestava e executada puramente por razões contratuais (embora ele entendesse que era importante do ponto de vista da venda do álbum e até mesmo admitido gostar de James Bond). Phil Spector sugeriria o hino feministade Lennon para o final do lado A no LP, para que os ouvintes sensíveis poderia simplesmente parar e mudar de lado se eles se sentissem ofendidos. Os DJs pareciam fazer exatamente isso.

Os críticos seriam muito duros com “Living In The Material World”, chamando-o de caça-níqueis e simplesmente uma desculpa para estender sua turnê da América (em vez de o contrário). Seria observado que o álbum parecia ser principalmente para a tour em si do que um disco de verdade, e a orientação política das canções de Lennon. Os críticos também apontariam a inclusão de músicas mais pop para completar o álbum fraco, como “Live and Let Die” e o single de dezembro de 1971 “Merry Xmas (War is Over)” com o B-Side “C Moon”. A Rolling Stone até mesmo apelidaria o álbum de “Filler In The Material World”. Os Beatles levariam a crítica muito mal, refletindo em sua tour e suas suposta cada vez mais excessivas festas no backstage e abuso de drogas. Encerrando sua turnê norte-americana no final de 1972, os Beatles ponderariam o próximo passo: como manter sua banda em fuga?

The Beatles – Band On The Run (1973)

The Beatles Band On The Run

 

Lado A:
1. Mind Games (Lennon)
2. Jet (McCartney)
3. One Day At A Time (Lennon)
4. Mrs. Vanderbilt (McCartney)
5. Photograph (Ringo)
6. Be Here Now (Harrison)

Lado B:
7. Band On The Run (McCartney)
8. I Know, I Know (Lennon)
9. No Words (McCartney)
10. Out Of The Blue (Lennon)
11. The Day The Earth Gets Round (Harrison)
12. Let Me Roll It (McCartney)

Este seria provavelmente um dos melhores discos desta vida setentista dos quatro rapazes de Liverpool. O álbum resultante desta experiência do Albums That Never Were foi tão coesa que metade das músicas parecia estar no mesmo tom, o que permitiu que a primeira metade do lado B tivesse um crossfade continuamente! Note que a faixa-título é irmã de canções como “I Know, I Know” e “No Words” com ela conduzindo o lado B em vez do lado A, pois o álbum parecia precisar de um soco dinâmico de esquerda e direita de “Mind Games” e “Jet” para iniciar o registro.

Após a longa tour norte-americana em 1972, os Beatles fariam um retiro em um estúdio nigeriano isolado para escrever e gravar músicas para seu próximo álbum. A serenidade após uma turnê agitada e cheia de festas tornaria a banda mais focada e unida em seus esforços. o single não incluso no disco “Give Me Love (Give Me Peace On Earth)” com “Picasso’s Last Words (Drink To Me)”, gravado durante estas sessões, tornaria-se um hit número um, enquanto os Beatles terminariam o restante do álbum em Londres. “Band On The Run” seria finalmente lançado em 1973, para enorme aclamação crítica e comercial, saudado como o “novo Abbey Road”.

Visto não apenas como seu melhor álbum na década de 1970, mas um dos melhores álbuns da carreira dos Beatles, “Band On The Run” recuperaria qualquer força perdida a partir do ano anterior com “Living In The Material World”. Dois singles de sucesso viriam com “Band On The Run”: “Mind Games”, com o B-side “Helen Wheels” e “Jet” com o B-side “Meat City”. Eles então embarcariam em uma turnê mundial em setembro de 1973. Seria agridoce, porém, como na conclusão das sessões de gravação de “Band on the Run” quando John entrou no que ficou conhecido como seu “fim de semana perdido”, que se estendeu durante toda a tour e para o próximo ano. Exasperado pelo comportamento selvagem e deslealdade eminente durante a turnê de 1972 da América do Norte de John, Yoko Ono se separaria do cantor, presumivelmente para permitir-lhe uma “despedida de solteiro estendida” para exorcizar seus demônios. John abraçou sua liberdade recém-descoberta com entusiasmo, e o sucesso comercial de “Band On The Run” e da turnê mundial resultante era um palco para isso. Apenas em 1974 Paul reconheceria a espiral descendente de John, e esperaria que houvesse uma maneira de impedir que os Beatles dissessem boa noite…

(Baixe “Band On The Run” em Mp3 320kps aqui)

The Beatles – Good Night Vienna (1974)

The Beatles Good Night Vienna

 

Lado A:
1. Venus and Mars/Rock Show (McCartney)
2. Whatever Gets You Thru The Night (Lennon)
3. Love In Song (McCartney)
4. So Sad (Harrison)
5. Steel and Glass (Lennon)

Lado B:
6. Junior’s Farm (McCartney)
7. (It’s All Down To) Good Night Vienna (Lennon/Starr)
8. Dark Horse (Harrison)
9. #9 Dream (Lennon)
10. You Gave Me The Answer (McCartney)
11. Nobody Loves You (When You’re Down and Out) (Lennon)
12. Venus and Mars (reprise) (McCartney)

Como todos poderiam supor, em certo ponto a vida da banda já não seria possível, já que Lennon deixou de fazer (lançar comercialmente) música em 1975, aposentando-se para se tornar um pai/dono de casa. Teríamos três opções para continuar a série de álbuns dos Beatles de 1970: 1) continuar sem John Lennon; 2) continuar esta série com contribuições de Lennon sendo suas “Dakota demos” acústicas emparelhando com o material de Paul, George e Ringo; 3) interromper a série por completo. Por mais que isso possa ser uma decepção para você, o editor do Albums That Never Were optou pela opção 3, presumindo que os Beatles teriam um hiato indefinido em 1975, permitindo aos outros três para perseguir suas carreiras solo. Terminaria com a aposentadoria de John Lennon. Além disso, após este ponto, Paul e os álbuns solo de George diminuíram em qualidade.

Use a imaginação e vamos lá: Após o sucesso do álbum de 1973 “Band On The Run”, John continuaria o que é chamado de seu “fim de semana perdido”. Depois de uma turnê mundial no início de 1974, os Beatles fariam um retiro para gravar outro álbum naquele verão, mas as sessões seriam conturbadas graças a um Lennon desajustado, preocupado apenas com festas ao lado de suas celebridades-amigas, isso sem mencionar um súbito ataque de laringite para George, impedindo-o de contribuir em qualquer número de novas canções que ele havia escrito para o álbum. A liderança de Paul vê a banda com dificuldades para completar o álbum, incentivando um disco gravado principalmente ao vivo, com “Venus and Mars” abrindo e fechando o álbum. A capa contaria com Linda McCartney e os Beatles representando a letra de “Junior’s Farm”.

A resposta seria geralmente positiva para “Good Night Viena”, tanto crítica quanto comercialmente. Definitivamente não é o seu álbum mais forte até agora, mas não seria uma decepção como “Living In The Material World”. “Junior’s Farm” seria o single, junto com o B-side “Ding Dong, Ding Dong”, um sucesso em 1974. Uma breve turnê européia seria planejada junto com algumas datas americanas. A queda, em torno da época do lançamento do single de “Whatever Gets Você Thru The Night”, foi quando Paul previu a  destruição eminente do colega de banda e querido amigo pelo seu excesso de alegria turbulenta. Talvez os Beatles haviam vivido mais tempo do que deveriam? Paul perceberia que John estava simplesmente mascarando sua solidão e a perda de Yoko, a pessoa que criou o equilíbrio em sua vida. O título de seu álbum- aparentemente uma gíria para “está tudo acabado” – seria profético, sendo que Paul sabia que a única maneira de salvar John era parar a loucura dos Beatles, a entidade que tinha permitido a destruição de John.

Ao tocar as datas nos EUA, Paul orquestrou uma reunião de John e Yoko para conciliação, esperando deixar John reencontrar o equilíbrio que faltava na sua vida. O plano de Paul daria certo, e John e Yoko mais uma vez encontrariam os pedaços de si mesmos desaparecidos um no outro. O show final dos Beatles aconteceria no Madison Square Garden em 28 de novembro de 1974 (com Elton John abrindo). John e Paul decidiriam juntos que era hora de os Beatles entrarem em hiato indefinido para salvar John e libertar os outros. Vendo uma oportunidade de redenção para o seu abandono da família anterior, John, posteriormente, se aposentou da música para se concentrar em uma vida familiar e doméstica para participar mais da vida de seu segundo filho. O resto dos Beatles estaria livre para prosseguir suas próprias carreiras solo. O resto é história … Ou poderia ter sido, de qualquer maneira.

(Baixe “Good Night Vienna” em Mp3 320kps aqui)

Electric Parlor lança seu primeiro clipe, “Last Battle”, apostando no som e visual do rock dos anos 70

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The Electric Parlor

O Electric Parlor, banda de rock and roll setentista de Los Angeles, lança hoje seu primeiro clipe, “Last Battle”, single do primeiro disco do grupo lançado em 2014. Conversamos com o quarteto de espírito setentista em fevereiro deste ano (clique aqui para ler).

“O conceito do clipe começou com uma ideia, mas meio que mudou para outra conforme o processo de pós-produção foi rolando”, disse Zachary Huling, baterista do grupo. “A essência da letra da música é sobre uma luta: a luta dos oprimidos, dos marginalizados, as pessoas que querem ter uma vida melhor, então a ideia original era que o sentimento de angústia e tensão fosse capturado no vídeo. Na ideia original, o clipe teria cenas de conflitos históricos e imagens metafóricas da humanidade em uma performance ao vivo. Mas, conforme a edição foi acontecendo, percebemos que as filmagens da banda tocando eram tão fortes que decidimos fazer um clipe 100% com a gente tocando”.

Além de Zachary, a banda é formada por Monique Alvarez (vocal), Kris Farr (guitarra) e Josh Fell (baixo) e aposta em influências clássicas como Creedence Clearwater Revival Led Zeppelin, além de bandas atuais que trazem o rock and roll de volta aos holofotes, como Alabama Shakes e Rival Sons. Você pode ajudá-los a produzir o primeiro disco deles em vinil na The Weingartner Phonogram Company, de Vancouver. E ele é roxo! Eles precisam de 100 compradores para que role. Colabore!

Assista o clipe de “Last Battle”, lançado com exclusividade no Crush em Hi-Fi: